MAPFRE oferece medicina de precisão para segurados do Sicredi

Hilca Vaz, diretora Mapfre

Nova assistência para seguro de vida garante análise genômica individualizada em diagnósticos de câncer e testes genéticos estendidos para familiares do segurado

A MAPFRE passa a disponibilizar aos associados do Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil, uma nova modalidade de assistência especializada em medicina de precisão. O serviço é um diferencial exclusivo para associados que possuem a cobertura de doenças graves no produto ‘Seguro de Vida do Meu Jeito’, que garante indenização em caso de diagnóstico de câncer de mama, ovário, colorretal, pulmão, esôfago, estômago, tireoide, leucemia, linfoma e melanoma.

Por meio de uma análise individualizada, a assistência oferece apoio ao tratamento de segurados com uma abordagem que recorre às técnicas de análise molecular para definir o melhor tratamento possível, principalmente no caso de cânceres que não respondem adequadamente às terapias convencionais. Desse modo, todo o processo é avaliado de acordo com a caracterização do DNA do paciente.

Com o parecer de um relatório médico especializado, são feitas algumas indicações de tratamento, que incluem terapias tradicionais ou novas terapias-alvo e imunoterapias. Se não houver nenhum tratamento aprovado disponível para o caso do paciente, ele poderá ser indicado para estudos clínicos relevantes com apoio na fase de registro e navegação especializada.

Segundo Hilca Vaz, diretora técnica de Vida e Previdência da MAPFRE, a nova assistência representa um avanço significativo na oferta de cuidados de saúde no ramo segurador. “Com essa parceria entre a MAPFRE e o Sicredi, os associados de diversas cooperativas passam a ter acesso a um novo patamar de cuidados de saúde integrados ao tradicional seguro de vida. Estamos entrando em uma era de tratamento de precisão, em que cada paciente é único, e nossos esforços estão direcionados para proporcionar a melhor resposta médica possível a cada indivíduo”, afirma a executiva.
 

Earnix: Por quê o setor de seguros se transforma em todo o mundo?

O velho ditado popular “todo desafio é uma oportunidade” cabe ao momento que o mercado mundial de seguros vive. As operadoras de todo o mundo enfrentam desafios sem precedentes que nem os próprios atores poderiam imaginar apenas alguns anos atrás, conclui estudo da Earnix “Insurance Operations in a Changing Industry” divulgado hoje (1/11/2023).

O que obriga a indústria de seguro a mudar? Incerteza econômica, cliente em constante evolução de expectativas, disrupções impulsionadas pela tecnologia, custos intensos e pressões competitivas e novas implicações regulatórias. Com todos estes desafios e um pouco mais não citado, as companhias de seguros de hoje estão enfrentando mudanças sem precedentes e questões reais sobre como responder a este novo cenário.

O objetivo do estudo, que entrevistou 400 representantes de seguros nos EUA, Europa, países nórdicos, Canadá e Austrália, foi buscar uma melhor compreensão das condições e dos fatores que moldam o futuro da indústria e ajudar as seguradoras a elaborar estratégias com mais informações que as ajudem a competir e vencer neste competitivo mercado que se formou com a entrada de novos players.

Uma das conclusões do estudo cita que a tecnologia trouxe um efeito adverso na lucratividade das seguradoras, forçando muitas demitir funcionários, sair de mercados potencialmente lucrativos ou mudar estratégias competitivas. Tudo isto realça a necessidade de ação imediata, principalmente a implementação de
tecnologia que vá além das já consolidadas API’s.

No passado, as seguradoras podiam se dar ao luxo da estabilidade, mantando o curso sem priorizar um ciclo de melhoria contínua e ainda atingir metas relacionadas a
crescimento, aquisição e retenção de clientes e participação de mercado. No entanto, um cenário tão difícil agora levanta mais questões do que respostas imediatas. As empresas que atuam na indústria de seguros devem desenvolver rapidamente e implementar novas estratégias, tanto para reagir a desafios no curto prazo, como também para se posicionarem para o sucesso futuro num ambiente de seguros tão novo.

De acordo com o estudo, embora os líderes se concentrem inevitavelmente em todos os aspectos do negócio – como estabilidade financeira, força de trabalho dinâmica e colaboração multifuncional – eles devem considerar também o papel que a tecnologia pode desempenhar. A habilidade de reagir rapidamente às mudanças requer uma forte abordagem tecnológica.

Tecnologia de seguros inovadora exige ação e investimentos não apenas para sobreviver às dinâmicas e desafios de hoje, mas prosperar no curto prazo – e além. Cerca de 71% dos entrevistados informaram a seguradora executou estratégias personalizadas e 48% acreditam que a segurança de dados foi e continuará a ser um grande obstáculo.

Dizer que o setor dos seguros está se transformando seria subestimar o impacto de tantas inovações e mudanças nas condições de mercado. As seguradoras hoje são confrontadas com mudanças vindas de uma só vez e de uma ampla gama de fatores.

“Quer estejam reagindo à inflação contínua e aos problemas da cadeia de abastecimento,
dinâmica pandêmica da força de trabalho, mudanças climáticas, novos e mais agressivos
concorrentes, indecisão sobre tecnologias emergentes – ou todas as opções acima –
as seguradoras se encontram agora num ponto de inflexão crucial”, escreve o autor.

Sete pontos destacados no estudo

  • Num ambiente em rápida mudança, os executivos de seguros devem priorizar cada vez mais sua atenção por muitas áreas operacionais para aproveitar eficazmente a força e a velocidade da mudança
  • 35% dos executivos C-suite acreditam que os fatores macroeconômicos (por exemplo,
    inflação, risco de recessão, aumento das taxas de juros e baixo crescimento do PIB)
    são as tendências mais significativas que impulsionam a mudança.
  • Muitas seguradoras relatam que outras tendências, como a ameaça de
    os ataques cibernéticos e as alterações climáticas, também são fatores determinantes na estratégia para manter o lucro e o crescimento das vendas.
  • A dinâmica da força de trabalho pós-pandemia provavelmente veio para ficar. Isso vai
    forçar as seguradoras a repensar as políticas de trabalho remoto e as formas de permitir
    que os funcionários se concentrem em um trabalho mais envolvente e estratégico em sua busca para atrair e reter os melhores talentos.
  • As seguradoras agora estão focadas em priorizar a lucratividade em vez de crescimento, especialmente quando se trata de promover a inovação nas suas empresas. No entanto, muitos executivos relatam que a sua atual infraestrutura de TI representa o maior obstáculo à inovação.
  • A personalização continua a ser uma clara prioridade para os líderes de seguros,
    embora apenas 7% digam que executaram integralmente os planos da sua empresa
    na estratégia de personalização.
  • Tecnologias emergentes, como inteligência artificial e robôs são cruciais para implementar modelagem preditiva, dinâmica preços e outros casos de uso críticos.

Projeto de Lei que reformula o DPVAT é encaminhado ao Congresso

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Fonte: Agência Brasil

O governo federal encaminhou à Câmara dos Deputados, em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar PLP 233/23 que reformula o seguro obrigatório de proteção às vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. O Projeto tem como objetivo assegurar a continuidade da política social por meio de um modelo perene e sustentável.

Atualmente, o seguro obrigatório de acidentes de trânsito, chamado de seguro DPVAT, é regido pela Lei n.º 6.194, de 1974, e, desde janeiro de 2021 é operado por meio de modelo emergencial e transitório pela Caixa Econômica Federal, após a dissolução do consórcio que funcionava em sua gestão desde 2008.

O projeto propõe a criação de um novo arcabouço para o seguro obrigatório. Será criado um fundo mutualista privado cuja administração se manteria a cargo da Caixa em função de sua expertise com o modelo transitório do seguro DPVAT nos últimos 3 anos, bem como por sua ampla experiência na gestão e administração de diversos fundos relacionados a políticas públicas.

Com a medida, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) será o órgão de governança do fundo mutualista e a fiscalização das operações será realizada pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). Os pagamentos serão anuais e diretos, sem a necessidade de bilhetes ou apólices.

Além disso, a proposta mantém a cobertura universal característica do DPVAT, incluindo acidentes causados por veículos não identificados ou inadimplentes, evitando prêmios excessivos ou falta de oferta em certas regiões. A urgência na tramitação do projeto é justificada em razão da inexistência de cobertura para sinistros ocorridos após 31 de dezembro de 2023.

CNseg prevê crescimento do setor em 9,4% neste ano e em 10,9% em 2024

Dyogo Oliveira CNseg - Crédito Luciana Whitaker_baixa (4)

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revisou a estimativa de crescimento do mercado segurador para 2023 e 2024. Após uma análise detalhada dos desempenhos nos segmentos de seguros de Danos e Responsabilidades, Coberturas de Pessoas, Capitalização e Saúde Suplementar, a estimativa é que o mercado segurador cresça 9,4% em 2023, redução de 0,7 p.p. se compararmos à projeção divulgada em dezembro de 2022 (10,1%), e de 10,9% no próximo ano. A nova projeção se deve ao impacto direto no seguro Rural, por conta da insuficiência de recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e às adaptações nas expectativas de crescimento da Previdência Aberta.

O Seguro Rural vai crescer, segundo a nova projeção, menos 11,5 p.p. no comparativo com novembro de 2022, ou seja, 9,1%. Esta redução na expectativa do produto tem relação direta com as dificuldades enfrentadas na liberação de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) de 2023. Até agosto, 79%, R$ 837 milhões do R$ 1,06 bilhão orçado, do valor liberado já estava comprometido. A projeção da arrecadação do Rural para 2024, a expectativa é de avanço de 8,4%.

Nos planos de Previdência Aberta, a expectativa é que a arrecadação dos produtos das Famílias VGBL e PGBL avance 6,1% em 2023, queda de 1,6 p.p. se comparado com a projeção anterior (7,7%), e 7,4% em 2024. De acordo com o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, este ramo é diretamente impactado pela dificuldade da população em poupar. “A captação líquida da poupança, que havia encerrado junho com resultado positivo (R$ 2,6 bilhões), voltou a apresentar resultado negativo em julho (-R$ 3,6 bilhões) e agosto (-R$ 10,1 bilhões), conforme dados do Banco Central”, lembrou Oliveira.

Oliveira destaca que a queda da poupança está relacionada, também, à indisponibilidade de renda ocasionada pelo, ainda, alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que o endividamento da população cresceu 7,2% em agosto em comparação com o mesmo mês de 2022 e atinge 66,8 milhões de brasileiros, 40,9% da população adulta. Segundo o levantamento, cada consumidor devia, em média, R$ 4.108,89 ao somar todas as dívidas.

Outros produtos citados na projeção

O seguro Automóvel está com a expectativa de alta de 18% para este ano. No acumulado do ano, os emplacamentos de automóveis cresceram 7,4% e a venda de usados e seminovos cresceu 5,9%. A variação média de preços dos veículos, divulgada pela Tabela Fipe, referência para o seguro Automóvel, desacelerou significativamente, atingindo 4,23% para veículos novos e -1,30% para usados, com efeito direto no volume da arrecadação. Para 2024, a CNseg espera um alta de 20,6%.

Segundo a nova projeção da CNseg, o agregado dos Massificados, Grandes Riscos e os Riscos de Engenharia deve manter o ritmo de crescimento. Para a presente revisão, a entidade estima que a arrecadação do grupo Patrimonial fechará o ano com alta de 13,7%; no subgrupo Massificados, a expectativa de crescimento ficou em 9,2%; os seguros de Grandes Riscos devem expandir em 24% sua demanda; e os seguros de Risco de Engenharia podem encerrar 2023 com avanço de 12%.

Oliveira enfatiza que esses ramos são impactados diretamente pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O assunto está em discussão pelo grupo de trabalho criado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) que produzirá, ainda este ano, um relatório sobre os seguros que poderão ser aplicados às obras contempladas pelo Programa. Para Oliveira, o GT permitirá que o mercado segurador reconhecido como um instrumento de proteção e, principalmente, como parceiro institucional do desenvolvimento.

Saiba mais sobre o Grupo de Trabalho

“Com a expectativa do novo PAC, o Governo Federal pretende investir R$ 1,4 trilhão em obras de infraestrutura até 2026. O setor de seguros é um importante aliado, pois oferece proteção e garantia para seguros voltados para obras, como o de Risco de Engenharia, e de operações que envolvam contratos, como os seguros de Crédito e Garantia”, explicou o executivo.

Um estudo da Confederação também destaca que a queda da Selic tende a aquecer o financiamento imobiliário, com efeito positivo no seguro Habitacional, que deverá encerrar 2023 com alta de 14,7%. Para 2024, na esteira da continuidade da queda dos juros, o cenário de crédito irá melhorar, beneficiando o setor habitacional e o seguro poderá expandir a sua arrecadação em 18%.

Para 2023, foi projetada uma alta de 6,3% no volume de arrecadação para os Seguros de Pessoas, com destaque para o seguro de Vida, que deverá encerrar o ano com crescimento de 10,9%; e de 6,2% para os Títulos de Capitalização. As projeções desenhadas pela Confederação Nacional das Seguradoras levam em consideração o cenário econômico atual e as expectativas com base nas informações do Relatório Focus do Banco Central do Brasil, bem como em modelos estatísticos.

Suzano renova contrato de seguros com redução de taxas e tem a Tokio Marine como líder no Brasil

Investir em gerenciamento de riscos e perseguir o caminho de ações sustentáveis deixam de ser representar apenas um desconto na hora de negociar o programa de seguros. É agora uma condição para se conseguir o seguro. Prova disso é a renovação da Suzano, maior produtora de celulose do mercado. As negociações começaram em junho e foram concluídas neste mês, para a apólice que começa a valer hoje, 1o. de novembro, e terá vigência de 18 meses, até abril de 2025. 

O contrato foi renovado com redução de taxas. Renovar um contrato sem reajuste nos últimos dois anos é um grande feito diante do cenário traçado pelos resseguradores no evento de Monte Carlo, Mônaco, e no Fides Rio 2023, onde os principais players do mundo estiveram reunidos em setembro deste ano. Eles revelaram as tendências das renovações dos diversos segmentos da economia e de riscos e apontaram que o fim do ciclo hard é previsto apenas para 2025. Isso se nenhuma nova surpresa, como um furacão mais nefasto, pandemias ou guerras, surgir no caminho. 

Diante do momento de endurecimento de taxas e condições do mercado mundial de resseguros, a estratégia foi promover mudanças de parceiro, depois de 15 anos com a FM Global, e ampliar o painel de resseguros. Hoje a Suzano tem a corretora MDS para a colocação do risco de seguros e de resseguros e a renovação tem a Tokio Marine como a seguradora líder e Zurich e Swiss CorSo em cosseguro. “Exigiu um trabalho muito duro do meu time e da MDS. Mantivemos muitas coberturas e condições que tínhamos na FM Global e melhoramos as franquias, principalmente de lucros cessantes”, conta Raphael Verza Tasselli, Risk & Insurance Manager da Suzano. 

Trata-se de um dos três maiores contratos de seguros do país, que hoje conta com um limite de risco de US$ 1 bilhão. São 13 fábricas no Brasil, sendo três consideradas HPR (highly Protected Risk) além de alguns portos e terminais intermodais, totalizando mais de 20 locais de riscos em território brasileiro. Além das coberturas clássicas do patrimonial e lucros cessantes, há cobertura para obras de engenharia e para mercadoria estocada nas fábricas, contratado à primeiro risco absoluto, sem clausula de rateio. Isso faz o programa patrimonial da Suzano ser considerado no setor como um dos mais completos.

Munidos de dados relevantes, Tasseli e a corretora MDS participaram de roads shows em quatro mercados: Brasil, China, Londres e Miami. “Foram mais de 100 resseguradores consultados para fecharmos um painel próximo de 50, o que nos ajudou a reduzir taxas”, conta o CEO da MDS Re, Thiago Tristão. Principalmente no mercado de Londres vimos a realidade ESG inserida nos negócios de seguros. 

“A Suzano tem uma agenda ESG robusta. A remuneração variável de todo o corpo gestor, inclusive a minha, está atrelada a nossas metas de ESG. Além disso, nós temos uma grande parte da dívida da companhia atrelada a esses indicadores”, conta Tesseli. Ele se refere aos green bonds e os Sustainability Linked Bond (SLB). A Suzano foi a primeira companhia do Hemisfério Sul a emitir uma dívida atrelada a esses indicadores e a segunda do mundo. 

Antes disso, a Suzano já ganhava pontos com o mercado dado o amplo uso de energias renováveis. A Suzano gera toda a energia elétrica necessária a sua operação dentro dos seus parques fabris. E exporta o excesso para a matriz enérgica brasileira. “Eu percebo que o mercado europeu já está mais avançado nessa agenda, e seleciona seus segurados a partir dessas iniciativas. Empresas com agendas robustas de ESG e que realmente assumem um compromisso com isso tem maior acesso a capacidade e boas taxas no mercado seguradora”, comenta Tasseli. 

MDS Brokerslink

“Ainda não temos como travar um paralelo concreto em descontos por ações ESG. No entanto, nos encontros em Londres, com cerca de 40 resseguradores, além do subscritor especializado no ramo da Suzano, todos tinham um especialista apenas para análise de risco ESG, o que não era uma prática comum até então. Eles questionaram muito o que o cliente vem fazendo e certamente as ações da Suzano neste quesito foram determinantes para as condições que estamos finalizando”, afirma Tristão.

A segurança também foi determinante. “Nos últimos nove anos concluímos mais 700 recomendações de mitigação de riscos, proveniente dos relatórios da FM Global e Zurich, e isso nos ajudou a ter uma boa percepção com o mercado”, acrescenta Tesseli. 

Além de todo investimento em retrofit, upgrade das fábricas existentes e implementação das recomendações de mitigação de risco, a Suzano também investe em uma nova unidade fabril em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. “Será a maior linha única de produção de celulose do mundo. A estimativa é de que comece a operar no primeiro semestre de 2024. 

“Ainda iremos avaliar se ela será incluída na apólice atual ou se teremos uma contratação específica para ela, dado o tamanho. Todos os parceiros atuais serão convidados para os riscos dessa nova planta. Usamos tecnologia de ponta para o mercado de papel e celulose. A companhia prevê investir mais de R$ 20 bilhões”, conta o gestor da Suzano.

Tristão afirma que a agenda ESG das empresas tem sido um importante componente de negociação. “Todos têm de levar este assunto mais a sério, pois não é apenas para ter desconto no preço do seguro e sim para ser considerada como uma empresa a ser incluída na agenda dos subscritores”, alerta Tristão. 

Uma das conclusões dos eventos de re/seguros em Monte Carlo e no Rio de Janeiro foi que as seguradoras tradicionais não ignoraram mais os princípios da sustentabilidade social, ambiental e governança delas mesmas e de seus clientes. Substituir os KPIs, ou seja, indicador-chave de performance, por princípios regenerativos para o planeta Terra, é o caminho que faz mais sentido para se manter em crescimento de vendas e em lucro neste concorrido mercado.

Novo Seguros recebe autorização da Susep para operar no mercado de seguros de danos

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) concedeu a Novo Seguros autorização temporária para operar com seguros de danos em todo território nacional para a insurtech que está na segunda edição do Sandbox.

A Novo Seguros, que tem sede no Espírito Santo, aposta em novas tecnologias para comercializar seguro auto. “Nascemos com o propósito de democratizar o mercado de seguro auto. Somos uma empresa focada na experiência digital, sem perder de vista a essência da humanização e da empatia. Nossa missão é simplificar e tornar o acesso ao seguro auto para todos” explica Arthur Pessanha, fundador e CEO da Novo Seguros, em nota divulgada à imprensa.

Seguros: ferramenta vai mensurar perdas financeiras por risco de enchente

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) lidera um projeto piloto para elaboração de uma nova ferramenta que projetará as perdas financeiras provocadas por riscos de inundações urbanas no Brasil. A solução, idealizada em conjunto com as associadas da entidade, será lançada até novembro e auxiliará no desenvolvimento de novos produtos, coberturas e serviços que considerem a exposição climática como fator. O modelo está alinhado com os objetivos do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS) na medida em que apoia as empresas na construção de ferramentas baseadas em metodologias de análises que preveem as ameaças climáticas.

Baseada na metodologia de modelagem de riscos naturais (Nat Cat Model), a ferramenta utiliza dados históricos das seguradoras examinados com parâmetros fixos, científicos e estatísticos, para mensurar potenciais impactos econômicos provocados por catástrofes naturais. A nova solução será uma ponte para que as seguradoras possam criar as próprias abordagens para a avaliação quantitativa dos impactos de riscos climáticos. Esta ação foi antecedida pelo mapeamento dos 11 principais riscos climáticos físicos nas capitais do país e cidades selecionadas, que originou na construção de um mapa de calor (Heat Map) para medir a exposição brasileira a tais riscos e por um ciclo de capacitações das seguradoras com relação ao tema. 

A diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da CNseg, Ana Paula de Almeida, explica que quanto melhor a assertividade das seguradoras em relação à gestão dos riscos, mais “blindados” e protegidos estão setores chave da economia. “Instituições financeiras são a engrenagem para vários setores da economia e os riscos climáticos, se não avaliados corretamente, constituem uma ameaça à estabilidade do sistema financeiro”, destaca a executiva. 

A ferramenta construída integra o projeto “Construindo seguros para transição climática”, que é o desdobramento para o Brasil do relatório Insuring the Climate Transition, publicado em 2021 pela United Nations Environment – Programme Finance Initiative (UNEP- FI), braço financeiro da ONU para questões climáticas. O projeto original apresentou análises importantes, mas que refletem a realidade das seguradoras que atuam majoritariamente em países desenvolvidos.

Diante disso, a CNseg e as associadas participantes do projeto construíram uma metodologia que pudesse ser replicada no Brasil, refletindo a realidade de riscos climáticos sob a perspectiva da Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), incluindo a adaptação de ferramentas e disponibilização de dados. O projeto nacional atende o terceiro item do pilar “Imagem do Seguro” do PDMS, que trata da promoção da agenda ASG no setor com foco no ambiental, ao identificar a necessidade de implementação de medidas que ampliem a concretização de ações para a diversidade, inclusão e proteção à sustentabilidade no setor. 

Além disto, o projeto faz parte de uma esteira de compromissos assumidos pelo setor de seguros com a agenda de sustentabilidade e com endereçamento de questões climáticas. A Confederação Nacional das Seguradoras é signatária e cofundadora dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), estabelecidos pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), lançados em 2012 em parceria com a indústria global de seguros. Os PSI são um conjunto de diretrizes utilizadas como referência mundial ao mercado segurador no tratamento de riscos e oportunidades relacionados a questões ASG.

Consumidores poderão conferir suas apólices no www.gov.br a partir de 13 de novembro

Está previsto que a partir do dia 13 de novembro deste ano os consumidores de seguros poderão consultar as suas apólices no portal Gov.br. Uma conquista grande da Susep, que exigiu, e das seguradoras que investiram em tecnologia para cumprir as normas. Pelo menos é o que foi informado hoje para o setor de seguros, segundo fontes que pediram anonimato.

Os dados serão enviados pelas seguradoras para as certificadoras credenciadas pela Susep e com isso os consumidores terão acesso a sua “carteira digital de seguros” num só lugar. Hoje, os clientes podem acessar dados das suas apólices no portal ou aplicativo de cada companhia. No Gov.br todas as apólices estarão em um só lugar. 

Para alguns players do setor esta notícia é uma surpresa, “pois a implantação do SRO está na justiça e em renegociação com a Susep, com poucos ramos implantados”.

Trata-se de um avanço do Sistema de Registro de Operações (SRO), que ficou em discussões em 2022 e boa parte de 2023. Hoje disponível para apólices de seguro garantia. Estava previsto desde o início do ano estender as consultas de apólices a outros produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização e resseguros através do portal gov.br, permitindo ao consumidor identificar todas as suas apólices, bilhetes e certificados.

Mais detalhes deste grande passo na história do mercado de seguros do Brasil quando a Susep, a CNseg e as certificadoras retornarem os pedidos de entrevista.

Seis em cada dez cargos do setor de seguros apresentaram aumento salarial acima da inflação, aponta pesquisa 

Fonte: Michael Page

Seis em cada dez cargos do setor de seguros apresentaram aumento acima da inflação, aponta pesquisa recente realizada pela Michael Page, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de média e alta gerência, parte do PageGroup. O levantamento revela ganho real salarial em 68% dos cargos avaliados nesse setor, enquanto 32% dos cargos avaliados não apresentaram mudança de um ano para o outro. Dos 19 cargos analisados, os que se destacaram com os maiores aumentos foram os de diretor comercial e gerente de produtos (+4%).

“O setor tem demandado cada vez mais perfis relacionados à análise de dados e desenvolvimento tecnológico. Mesmo sendo um mercado mais conservador em transformação digital, a área está se ajustando rapidamente diante de evoluções como o open insurance e a jornada digital do cliente, seguindo uma demanda maior pela simplificação dos processos”, explica Luciane Pires, gerente da Michael Page.

Para elaborar o estudo, a Michael Page consultou no ano passado 10 mil profissionais e empresas de todo o Brasil para entender quais são suas reais impressões sobre o mercado atual. Os executivos consultados ocupam cargos que vão desde posições de suporte à gestão até diretoria. A empresa procurou entender como os profissionais enxergam sua carreira, a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional e outros fatores que completam a remuneração.

A partir dessa consulta, a companhia conseguiu traçar a remuneração mensal de 1453 cargos em 15 setores (Engenharia e Manufatura, Logística, Varejo, Vendas, Marketing e Digital, Agro, Tecnologia da Informação, Jurídico, Saúde e Ciências, Finanças, Seguros, Bancos e Serviços Financeiros, Recursos Humanos, Propriedade e Construção e Secretarial & Business Support). Os cargos foram listados em faixas salariais mensais que variam de acordo com a experiência do profissional (júnior, pleno, sênior ou coordenador) e porte da empresa (pequeno, médio ou grande).

Para quem gosta do tema seguros, um prato farto na mídia hoje

valor seguros

O Valor e o Globo trazem hoje Especial de Seguros. No Valor, destaque para o otimismo do setor, inovação e adaptação aos novos riscos.

VALOR: IMPACTO POSITIVO

Otimista com o cenário de lançamento dos programas federais de neoindustrialização e do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), as seguradoras estimam poder atingir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em arrecadação até 2030. Hoje, o setor representa cerca de 4%, sem contar previdência e capitalização.

VALOR: PL

Aprovado na Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado, o projeto de lei complementar que trata da inadimplência no pagamento da apólice de seguro (PLC 29/2017) tem gerado controvérsia. Para uns, o texto moderniza o regramento do setor; para outros, cria amarras técnicas e burocráticas ao desenvolvimento e inovação do mercado segurador.

VALOR: OPEN E MUDANÇAS LEGISLATIVAS

Acompanhar a evolução das tecnologias, incluindo o avanço das aplicações de inteligência artificial para o mercado segurador, enfrentar a chegada de novos concorrentes — as insurtechs — e se adaptar a uma série de mudanças legislativas e regulatórias.

VALOR: ESG

Mais da metade das seguradoras (55%) aplicam questões ESG para decidir a quais empresas irão dar cobertura, segundo Relatório de Sustentabilidade de 2022, realizado com 45 seguradoras pela CNseg, confederação nacional de empresas do setor.

VALOR: AI

Apoiar o trabalho dos corretores, aprimorar os processos de contratação e precificação dos seguros e detectar fraudes. Esses são alguns dos usos da inteligência artificial (IA), mais especificamente o aprendizado de máquina (machine learning), por parte das seguradoras, que planejam intensificar o uso dessa tecnologia nos próximos anos.

VALOR – DESDOBRAMENTO DA GUERRA

Pelas normas internacionais, em casos de guerras, as seguradoras têm até sete dias para notificar os clientes e cancelar as apólices contratadas. O governo israelense agiu rápido e, apenas seis dias depois de ser atacado pelo grupo palestino Hamas, aprovou um pacote de US$ 6 bilhões para cobrir os riscos de suas empresas aéreas e garantir que elas continuassem voando. 

VALOR: PERDAS NO CAMPO

Os eventos climáticos extremos nas lavouras, com chuvas torrenciais e períodos de longa estiagem, fizeram o gasto com o sinistro do seguro rural disparar e trouxeram tormentas no balanço de pagamento do setor no Brasil. Nos dois últimos anos, as seguradoras amargaram um rombo de R$ 3,1 bilhões.

VALOR: RISCOS CIBERNÉTICOS

Com a crescente digitalização do trabalho nos últimos anos, catalisada pela pandemia, as empresas viram os ataques cibernéticos se multiplicarem, e um mercado ainda incipiente no Brasil – o de seguros contra esse tipo de incidente – foi pego de surpresa e precisou se ajustar, tanto para oferecer aos clientes o produto adequado quanto para mensurar corretamente os riscos. 

VALOR: SEGURO AUTO

Seguradoras de automóveis têm incorporado o uso de rastreadores e aplicativos de localização nos contratos em busca de informações sobre clientes e os veículos segurados. A ideia é reduzir riscos, o valor dos seguros e ganhar mercado.

VALOR: SEGURO AUTO

A queda nos preços dos seguros de automóveis no país reduziu também o ritmo de crescimento da arrecadação das seguradoras que atuam no segmento.

VALOR: HOMEOFFICE E NOMADE DIGITAL

Para se adaptar à realidade do mercado de trabalho no pós-pandemia, as seguradoras flexibilizaram as coberturas dos seguros residencial e empresarial para atender às necessidades daqueles que abriram negócios em suas residências, se tornaram nômades digitais ou mantiveram o regime híbrido em seus empregos.

VALOR: SEGURO PRESTAMISTA

De nome complicado, o seguro prestamista cobre o pagamento total, parcial ou por um período de dívidas como empréstimos, financiamentos de veículos, aluguel, fatura do cartão de crédito, entre outros. Hoje, as duas coberturas mais procuradas são por morte e invalidez, mas também há opções por desemprego e perda de renda.

VALOR: TI AJUDA EM CENÁRIOS COMPLEXOS

A inteligência artificial (IA) se tornou uma aliada importante para a sustentabilidade no setor de seguros, tanto para a previsão de cenários mais complexos envolvendo as mudanças climáticas, quanto para a criação de novos produtos com viés ambiental, social e de governança (ESG).

VALOR: INSURTECHS

As insutechs, startups do mercado de seguros com foco em inovação, voltaram a atrair investimentos, depois do inverno do último ano, refletido em retração de novos recursos e corte de pessoal de cerca de 50%. Até setembro de 2023, os aportes de capital nesse setor no Brasil somaram cerca de US$ 50 milhões. 

VALOR: MICROSSEGUROS

Na esteira da pandemia de covid-19 e de mudanças regulatórias, os microsseguros, caracterizados pela flexibilidade maior e parcelas menores, registraram aumento de 195% na arrecadação entre 2019 e 2022, com vendas de R$ 1,05 bilhão no ano passado.

VALOR: PREVIDÊNCIA

Após um primeiro semestre desacelerado, o mercado de previdência privada aberta ganhou tração no terceiro trimestre e aposta num final de ano de aceleração nas vendas. Os últimos dois meses costumam ser a “safra boa” dessa indústria em função de 13º salário, bônus e planejamento dos investidores para abatimento das contribuições no Imposto de renda. 

VALOR: SAÚDE

O setor de saúde suplementar deve mais um ano de resultado negativo. O crescimento da receita e os reajustes autorizados pelo regulador não têm sido suficientes para compensar a alta dos custos com tratamentos de saúde, aliada à maior frequência de uso de planos.

VALOR: DESASTRES NATURAIS

Inundações, secas, ondas de calor e de frio, incêndios florestais, ciclones. O período entre janeiro e setembro de 2023 foi marcado por eventos climáticos extremos em todas as regiões do mundo e já colocam este ano como um dos mais letais desde 2010, com 75 mil mortes e perdas econômicas estimadas em US$ 295 bilhões.

O Globo traz uma linguagem mais simples, totalmente sem segurês. O tom é que o seguro cresce, a tecnologia traz benefícios e os consumidores passam a ter acesso a produtos que os ajudam na proteção do patrimônio diante de incertezas.

GLOBO: DESAFIOS

O Brasil deverá voltar a figurar entre a dez maiores economias do mundo este ano, segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o seu mercado de seguros — um componente decisivo para o desenvolvimento econômico e a garantia de bem-estar social — ainda não está no mesmo passo.

GLOBO: AI

A chegada da inteligência artificial (IA) mexe com vários setores da economia, e não é diferente no de seguros. As firmas do ramo já tinham avançado muito na última década com o uso intensivo de tecnologia no cruzamento de dados (big data) tanto para traçar cenários na medição de riscos para precificar apólices e criar novos produtos quanto na prevenção de fraudes.

GLOBO: SEGURO RESIDENCIAL 

Para muita gente não há nada mais sagrado que a própria casa. Mas não chegam a 20% do total os santuários particulares protegidos com um seguro residencial no país. É um produto tradicional, que surgiu com prêmios baixos e a cobertura básica contra incêndio, raios e explosões, mas que não parou no tempo.

GLOBO: GLOSSÁRIO

O setor se moderniza no Brasil, com mudanças regulatórias e investimentos em tecnologia para ampliar seu alcance. Por isso é importante entender os principais termos expressos nos contratos antes de assiná-los. Veja a seguir os principais conceitos do setor.

GLOBO: TEMPESTADE PERFEITA EM SAÚDE

Envelhecimento da população, inclusão de novas e caras tecnologias e fraudes são alguns dos desafios das operadoras de saúde suplementar para tentar equilibrar as contas. O setor fechou o primeiro semestre deste ano com um resultado operacional negativo em R$ 4,3 bilhões. Isso contabiliza os ganhos com mensalidades e os custos de assistência à saúde de usuários, administração e corretagem.

GLOBO: MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO AGRO

As mudanças climáticas já alteram a paisagem no campo e o bolso dos produtores rurais no Brasil, onde o agronegócio tem um peso cada vez maior na economia. Lavouras no Rio Grande do Sul, por exemplo, começaram o ano enfrentando uma estiagem atípica e, agora, têm o plantio de culturas como a do arroz prejudicado pelo excesso de chuvas que provoca enchentes na Região Sul. No Norte, a seca mais severa em décadas castiga uma região conhecida pela abundância de água.

GLOBO: PEQUENOS EMPREENDEDORES

O imponderável é uma ameaça a qualquer negócio, mas é ainda mais crítico para os pequenos empreendedores, que não têm os mesmos recursos das grandes companhias. Se não é possível eliminar os riscos, o bom senso manda buscar alguma proteção para minimizá-los. A melhor delas para pequenos empreendedores e profissionais autônomos é o seguro.

GLOBO: SEGURO DE VIDA

A ideia de que seguro de vida é apenas uma proteção para os beneficiários em caso de morte está pra lá de ultrapassada. Há muitas coberturas em que quem paga a conta pode usar, ao longo do contrato, assistências que podem servir para cuidar da saúde. Confira as orientações de especialistas para a contratação e a gestão do seguro ao longo da vida.

GLOBO: CORRETORES

Depois de trabalhar por mais de 15 anos em empresas de seguros e de chegar ao posto de gerente comercial, a maranhense Glaucilene Silva decidiu se tornar corretora. Fez o curso da Escola de Negócios e Seguros (ENS) em 2021 e, ao final, conseguiu a habilitação da Susep (reguladora do setor), que permite que o corretor se cadastre em várias seguradoras e faça negócios em todo o país.

GLOBO: PER PAY USE

A proteção de motoristas e automóveis é tradicionalmente um dos principais nichos do mercado de seguros. É o que mais gera arrecadação para as seguradoras, mas também o de maior nível de sinistralidade. Por isso, seu custo, em geral, é mais alto do que o dos demais segmentos. 

GLOBO: SEGUROS DIGITAIS

Embora o número de segurados venha crescendo nos últimos anos no Brasil, executivos do setor são categóricos ao dizer que ainda há um enorme mercado potencial. Com a ajuda da tecnologia, novos negócios no setor já nascem 100% digitais — as chamadas insurtechs — e investem em produtos personalizáveis, que se adaptam facilmente ao gosto e ao bolso do freguês.

GLOBO: SEGURO DE VIDA

O salto na expectativa de vida dos brasileiros — de 52,5 anos, em 1960, para 77 anos, em 2021, último dado disponível do IBGE — mexe com o setor de seguros de vida. Surgem novos produtos sem reajuste por faixa etária (chamados nivelados), com idade de entrada ampliada para até 70 anos (o limite variava de 60 a 65 anos) e a possibilidade de resgate parcial do valor pago.

GLOBO: SEGURO VIAGEM

O seguro-viagem não é obrigatório para visitar muitos países, mas se tornou um item de primeira necessidade para quem quer ir para fora despreocupado depois do impacto da pandemia sobre as viagens — inclusive com turistas retidos no exterior enquanto fronteiras eram fechadas. Conflitos armados como o desencadeado em Israel há poucas semanas também assustam.