Zurich aperfeiçoa jornada do cliente auto com projeto Timeline 

Fonte: Zurich

Em linha com o princípio de colocar o cliente no centro de tudo o que faz, a seguradora Zurich está lançando o Timeline, serviço que permite ao cliente acompanhar — em tempo real — todo o processo de reparo do veículo em caso de sinistro. A companhia continua a investir no desenvolvimento de soluções que simplificam processos e melhoram cada vez mais a qualidade dos seus serviços para proporcionar as melhores experiências para os clientes. 

“Com o novo serviço, as informações sobre status do processo de reparação e prazos são enviadas proativamente ao cliente via e-mail e pelo WhatsApp, sem que ele precise demandá-la”, explica Fabio Santos Silva, superintendente de Sinistros de Personal Lines da Zurich. “O processo se assemelha ao acompanhamento de uma entrega de uma compra feita pelo e-commerce”. 

Com o projeto, a companhia registrou um aumento de 19 pontos no NPS dos sinistros que passaram pelo processo, e uma redução de 24% nos contatos referentes a reparos nos canais digitais da imprensa. Os excelentes resultados fizeram do projeto um dos finalistas na categoria Produtos e Serviços do Prêmio de Inovação CNSEG 2023. 

“O Timeline antecipa um possível desconforto do segurado de não ter visibilidade do status do reparo do seu veículo. Isso é fundamental não apenas para melhorar a experiência dos clientes, cada vez mais exigentes, mas também para a diferenciação em um mercado competitivo como o do seguro automóvel, visando a evolução de todo o setor”, explica Fabio. 

Segundo o executivo, o Timeline complementa toda a jornada digital proporcionada pela Seguradora Zurich em sinistros de automóvel, que envolve ferramentas de inteligência artificial na análise de sinistros e autoatendimento. “Com a implementação da jornada digital, todo o processo de acionamento do seguro fica mais rápido, transparente e sustentável. O cliente pode fazê-lo de forma 100% digital, se desejar”, pontua Fabio. 

Atualmente, praticamente 100% dos sinistros tramitados em oficinas referenciadas da Zurich são aderentes ao acompanhamento Timeline. As oficinas que não são referenciadas também passam por um acompanhamento semelhante. O projeto seguirá em expansão em 2024, além de também estar prevista para o próximo ano a implementação da atualização do status de reparação para o corretor. 

“Poder acompanhar o status de reparação do veículo é um diferencial na experiência do cliente que otimiza um dos momentos mais delicados na jornada do seguro, que é o sinistro”, avalia Fabio. “O corretor pode, desde já, ter esse projeto como um ponto de atenção na hora de oferecer o produto de automóvel”, finaliza. 

Generali promove a cultura da sustentabilidade para as PMEs

Fonte: Generali

Na última semana, a Generali sediou o evento de encerramento da terceira edição do SME EnterPRIZE, a iniciativa do Grupo que homenageou os 10 “Sustainability Heroes” selecionados entre mais de 7 mil PMEs em toda a Europa, e apresentou a nova edição do “White Paper”, em parceria com a SDA Bocconi – School of Management Sustainability Lab. 

O evento contou com a participação de políticos europeus, incluindo Valdis Dombrovskis – Vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia para uma Economia a Serviço das Pessoas e Comissário Europeu do Comércio; Paolo Gentiloni – Comissário Europeu da Economia; Martina Dlabajová – Membro do Parlamento Europeu e Co-Presidente do Intergrupo PME; e Pina Picierno – Vice-Presidente do Parlamento Europeu. Além deles, representantes acadêmicos e da alta administração da Generali também participaram do evento. A edição de 2023 também contou com uma apresentação de Marcos Neto – Vice-Secretário Geral e Diretor do Bureau de Políticas e Apoio a Programas do PNUD. 

PMEs pedem mais ação dos formuladores de políticas e instituições financeiras 

O “White Paper”, elaborado com base em discussões com mais de 1.000 PMEs em toda a Europa, resume os desafios e oportunidades que as pequenas e médias empresas enfrentam e sugere iniciativas para os decisores políticos europeus. A prioridade identificada pela pesquisa é promover a conscientização das PMEs sobre os benefícios da adoção de práticas comerciais sustentáveis em seu desempenho geral. 

Em seguida, ideias para construir um quadro de sustentabilidade que oriente as PMEs em seu caminho e fortaleça os centros de inovação e as parcerias regionais para promover as melhores práticas. No geral, a transição sustentável das PMEs na Europa permaneceu robusta, apesar dos desafios enfrentados pelas empresas. 44% das PMEs declararam adotar ou planejar adotar em breve práticas comerciais sustentáveis, um aumento de 3 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2022. 

No entanto, muitas PMEs ainda enfrentam várias dificuldades. Empresas que veem a falta de apoio institucional devido a regulamentações excessivas e burocracia como um obstáculo à maior sustentabilidade quase dobraram em relação ao ano anterior, passando de 25% para 48%. A falta de incentivos públicos também aumentou significativamente, citada por 17% das empresas em 2022 e 48% em 2023. O número de PMEs que mencionam a falta de iniciativas de finanças sustentáveis aumentou de 26% para 47%. 

O White Paper também insta as instituições financeiras a envolver e responsabilizar as PMEs, oferecendo explicações e conscientizando sobre produtos e serviços e oportunidades para promover sua transição sustentável. A pesquisa também recomenda apoiar as PMEs europeias por meio de iniciativas de finanças sustentáveis e alcançar um maior número de empresas por meio de parcerias e colaborações. 

O relatório completo, que inclui insights sobre cada país participante da iniciativa SME EnterPRIZE da Generali, está disponível para download neste link

Celebrando os Heróis da Sustentabilidade 

Na terceira edição do evento SME EnterPRIZE da Generali, foram celebrados os 10 “Sustainability Heroes” selecionados entre mais de 7.000 pequenas e médias empresas de toda a Europa, em um evento que contou com a participação de formuladores de políticas, acadêmicos proeminentes e líderes de opinião, além das próprias PMEs. 

A Generali, junto com um comitê de especialistas, avaliou os candidatos com base em seu compromisso social e ambiental, incluindo a implementação de importantes iniciativas de sustentabilidade em suas atividades comerciais. O objetivo é que eles sirvam de modelo de inspiração para colegas empreendedores e se tornem embaixadores da sustentabilidade. As empresas selecionadas nas categorias Meio Ambiente e Social são provenientes dos dez países europeus que aderiram à iniciativa: Áustria, Croácia, França, Alemanha, Itália, Portugal, República Tcheca, Eslovênia, Espanha e Hungria. 

Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali, comentou: “Desde 2021, quando a Generali lançou o SME EnterPRIZE, o projeto para promover uma cultura de sustentabilidade entre as pequenas e médias empresas europeias e apoiar sua integração nas respectivas atividades, muitas coisas aconteceram. Embora essas empresas tenham enfrentado desafios complexos relacionados à crise energética, interrupções na cadeia de abastecimento, inflação e incertezas econômicas e geopolíticas, o terceiro “White Paper” publicado pela Generali e SDA Bocconi destaca como cada vez mais PMEs europeias estão adotando modelos de negócios mais sustentáveis, porque os benefícios relacionados são bastante tangíveis”. 

De acordo com o executivo, ao mesmo tempo, há uma série de obstáculos e barreiras que impedem um número ainda maior de empresas de seguir o mesmo caminho. “Portanto, é fundamental que os formuladores de políticas contribuam para reduzir a burocracia e aumentar o nível de conscientização, e que as grandes empresas privadas ofereçam não apenas produtos e serviços, mas também seu know-how. Este é um processo complexo que levará tempo, e ainda há muito a percorrer. Mas devemos fazer todo o possível, pois é do interesse de todos nós construir uma Europa mais forte, segura, próspera e sustentável”. 

O Diretor Geral do Grupo Generali, Marco Sesana, afirmou: “Nossa estratégia ‘Lifetime Partner 24: Driving Growth’ tem a sustentabilidade como origem. É a lente pela qual vemos nosso negócio e nosso relacionamento com as comunidades das quais fazemos parte. Como líder segurador na Europa, há três anos promovemos a conscientização sobre os desafios que as PMEs enfrentam e alcançamos milhares de pequenas e médias empresas em toda a Europa para encontrar maneiras de trabalhar de maneira mais sustentável, destacando as empresas que estão fazendo o bem”.

Players da indústria de resseguros/seguros apoiam nova iniciativa lançada na COP28

Fonte: Reinsurance News

Um conjunto de provedores de soluções de resseguro e seguro expressaram seu apoio à ‘Declaração Conjunta sobre Aumento de Crédito para Financiamento Soberano com Vinculação à Sustentabilidade para a Natureza e o Clima’, lançada na COP28.

Durante a conferência anual sobre mudanças climáticas nos Emirados Árabes Unidos, uma série dos principais bancos multilaterais de desenvolvimento do mundo e outras organizações internacionais assinaram uma Declaração Conjunta e lançaram uma Força-Tarefa global para impulsionar o financiamento soberano vinculado à sustentabilidade para a natureza e o clima.

Segundo relatos, essa Declaração Conjunta e o subsequente estabelecimento da Força-Tarefa visam atender às necessidades dos países do Sul Global, oferecendo soluções fiscais de longo prazo, evitando alívio da dívida de curto prazo que depende exclusivamente de assistência internacional para o desenvolvimento.

Logo após o anúncio na COP28, Alliant, AXA, Gallagher Re, Howden, Mosaic Insurance, Munich Re e WTW se comprometeram a colaborar com a Força-Tarefa e trabalhar com os governos para reduzir os custos de empréstimos para países em desenvolvimento.

Eles também expressaram disposição para apoiar a emissão de instrumentos de dívida soberana vinculados ao desempenho sustentável, abordando a crise tripla da dívida, clima e natureza.

Uma declaração de intenções assinada pelas empresas mencionadas disse: “Existe uma necessidade urgente de ações ambiciosas para reduzir o custo de capital para países em desenvolvimento e combater os impactos da perda da natureza e das mudanças climáticas”.

“Aumentar a emissão de dívida soberana com vinculação à sustentabilidade e escalar o uso de indicadores-chave de desempenho (KPIs) de sustentabilidade em refinanciamento da dívida e estruturas de finanças mistas são soluções plausíveis para ajudar os soberanos a financiar suas economias diante de uma crise tripla de dívida, natureza e clima.”

“Transações bem-sucedidas exigirão colaboração entre atores do setor público e privado dispostos a estruturar soluções de risco compartilhado. Essas soluções devem facilitar o acesso a capital acessível, incentivar investimentos em iniciativas com impacto positivo na natureza e melhorar as condições socioeconômicas. Nossas organizações estão comprometidas em apoiar a Declaração Conjunta e trabalhar com a Força-Tarefa.”

“Ao trabalharmos juntos, e com os soberanos, podemos permitir um maior investimento na natureza, comunidades e negócios.”

A Força-Tarefa está programada para realizar sua primeira reunião em janeiro de 2024 e será liderada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Corporação Financeira Internacional dos Estados Unidos (DFC).

Cop28: seguro catástrofe é uma agenda urgente para o Brasil

por Carla Simões

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou, nesta segunda-feira, que a transição climática vem ocorrendo muito antes do que se esperava, o que pode ser constatado pelos números do setor segurador. Por isso, a implementação do Seguro Social contra Catástrofe daria uma rápida resposta às pessoas impactadas pelos eventos climáticos.

Dyogo participou do painel “Adaptação e Perdas e Danos”, promovido pelo Ministério das Cidades, no Espaço Brasil da COP-28, em Dubai, e que contou também com a participação do ministro das Cidades, Jader Filho; o prefeito de Niterói, Axel Grael; o diretor geral da Coalização para Infraestrutura Resiliente a Desastres (CDRI), Amit Prothi, e o chefe do escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR), Mami Mizoturi.   

O agronegócio evidencia parte dessa realidade, afirmou Dyogo, quando constatamos que, apenas em 2022, o Seguro Rural pagou R$ 10 bilhões em indenizações aos produtores brasileiros, sendo que apenas 10% da área plantada é segurada. As estimativas do setor de seguros apontam para um prejuízo total de R$ 80 bilhões na agropecuária relacionado a eventos climáticos no ano passado. 

Só neste ano, segundo Dyogo, 1.700 municípios já foram impactados por eventos climáticos, colocando em risco parte dos oito milhões de brasileiros que vivem em áreas de riscos, sendo necessário “empreender ações para nos adaptarmos a essa nova realidade. Um dos instrumentos mais habilitados a essa necessidade é o seguro, que é uma maneira de compartilhar os custos relacionados a determinados riscos.”

O presidente da CNseg também citou algumas iniciativas recentes do setor segurador para enfrentamento à transição climática, como a assinatura do convênio com o ICLEI, associação mundial de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável, que irá criar seguros para garantir rápida recuperação dos danos às infraestruturas das cidades. Outros temas abordados foram a ampliação do Seguro Rural no Brasil e a iniciativa do Seguro Social de Catástrofes, proposto pela CNseg.   

“O setor de seguros tem uma importante função de proteção para os mais diferentes riscos, sendo uma indústria com vultuosas reservas técnicas, que poderiam, com adequada alteração da regulação, ajudar a financiar projetos de sustentabilidade”. 

Encerrando sua participação no painel, Dyogo afirmou que “há toda uma proposta do setor de seguros que merece ser considerada dentro da agenda de sustentabilidade e fico muito feliz em constatar, aqui na COP, que esse setor começa a aparecer como parte da solução para os problemas que ainda enfrentaremos em virtude das mudanças climáticas.” 

Ajuda às Cidades 

O ministro das Cidades, Jader Filho, disse, em sua participação, que o Brasil não vai fugir das discussões que precisam ser firmadas. “Entendemos claramente a nossa responsabilidade diante dos desafios postos, que não são pequenos. Desafios, estes, que já estamos enfrentando”, afirmou.  

Para Jader Filho, é fundamental que as discussões relativas ao meio ambiente envolvam as cidades e as pessoas, porque só assim, incluindo os prefeitos, a sociedade civil e os cidadãos, em geral, conseguimos avançar no combate ao desmatamento no país. Por isso, disse ele, temos que trabalhar as iniciativas junto aos governos locais, “porque eles é que sabem os verdadeiros problemas das cidades”.  

“As instituições e fundos verdes, além de financiarem o combate ao desmatamento e plantarem novas arvores, precisam cuidar das cidades”, complementou o ministro. “Se tivermos apoio dos fundos verdes podemos acelerar esse processo”.  

Confira abaixo a íntegra do painel – https://www.youtube.com/watch?v=RNnaORDjfJA

Seguradora Aspen escolhe Nova York em vez de Londres para o planejado IPO de $4 bilhões

Fonte: Financial Times

A seguradora Aspen mira Nova York em vez de Londres para sua planejada oferta pública inicial de US$ 4 bilhões no próximo ano, em parte devido a preocupações da gestão sobre valorações e requisitos de listagem mais rigorosos no Reino Unido, de acordo com pessoas familiarizadas com a decisão.

Uma listagem da Aspen em Nova York, em vez de na Bolsa de Valores de Londres ao lado de concorrentes como Beazley, seria um golpe fresco para o mercado britânico. Várias empresas optaram por mudar sua listagem para os EUA ou abrir capital lá nos últimos anos.

Aspen é de propriedade do grupo de private equity Apollo e vende seguros e resseguros pelo mercado Lloyd’s de Londres, além de atuar em Bermuda e nos EUA.

Foi fundada em 2002 e é domiciliada em Bermuda, mas tem mais da metade de seus 1.100 funcionários em Londres. Estava listada em Nova York até ser adquirida pela Apollo há cinco anos. Agora está sendo assessorada por Goldman Sachs, Citi e Jefferies para uma IPO planejada para o primeiro semestre do próximo ano, visando um valor empresarial na listagem de até US$ 4 bilhões, de acordo com pessoas familiarizadas com sua visão.

A empresa realizou estudos comparativos entre locais de listagem. Os fatores que levaram a gestão a rejeitar Londres, de acordo com pessoas familiarizadas com suas deliberações, incluíram uma diminuição do prêmio de valoração em relação a seguradoras similares listadas em Nova York nos últimos anos, e outros requisitos técnicos em Londres, como a necessidade de reauditar um ano de dados devido a uma mudança de auditor. Também seria provável que tivesse que realizar trabalho para traduzir seus números de sua base contábil nos EUA.

“À medida que as valorações relativas se estreitaram, os problemas técnicos se tornaram mais impactantes”, disse uma das pessoas, acrescentando que uma maior liquidez nos EUA também era “um fator importante”.

No entanto, pessoas familiarizadas com a posição da Apollo disseram que o caso base do proprietário sempre foi relistar em Nova York, considerando seus laços históricos, sua base contábil nos EUA e que os EUA são seu maior mercado. Eles destacaram a Watches of Switzerland, a varejista que era mais de 90% de propriedade da Apollo antes de uma bem-sucedida IPO em Londres em 2019.

Aspen, Apollo, Goldman, Citi e Jefferies se recusaram a comentar. A publicação do setor, Insurance Insider, relatou anteriormente que a Aspen planejava uma IPO nos EUA.

O CEO da Aspen, Mark Cloutier, era anteriormente o chefe do Grupo Brit, que também era apoiado pela Apollo e escolheu Londres para sua IPO de 2014, antes de sua aquisição um ano depois pelo grupo canadense Fairfax Financial.

O número de grandes seguradoras especializadas listadas em Londres diminuiu com as aquisições de grupos como Catlin, Amlin e Novae ao longo da última década. Nos últimos meses, seguradoras baseadas em Bermuda, Hamilton e Fidelis optaram por IPOs em Nova York.

O chefe do Grupo Bolsa de Valores de Londres disse no mês passado que era um “mito” que as valorações eram mais altas nos EUA e que não havia problemas de liquidez no mercado de Londres.

A Conduit Re, uma resseguradora baseada em Bermuda, listou-se em Londres no final de 2020. O CEO Trevor Carvey disse ao Financial Times que uma listagem nos EUA teria sido um “passo muito grande” na época, mas a mesma decisão hoje teria sido mais “50/50” por considerações de liquidez.

“O que os EUA oferecem para seguradoras e resseguradoras especializadas é um maior pool de conhecimento especializado por parte dos investidores.”

Contrato de contragarantia cria mais segurança jurídica para seguradoras

Fonte: Guy Carpenter

O Projeto de Lei nº 4.188-c de 2021, sancionado pelo governo em 30 de outubro, e convertido na Lei nº 14.711/2023 do Marco Legal das Garantias, tornará o processo de excussão de garantias mais eficiente, reduzindo assim o custo de acesso a linhas de crédito por pessoas físicas e jurídicas.  

De acordo com Pedro Farme, CEO da Guy Carpenter no Brasil, divisão de resseguros da Marsh McLennan, a novidade para o ramo de seguro garantia é a inclusão do Contrato de Contragarantia no rol dos títulos executivos extrajudiciais do Código de Processo Civil, fazendo com que o processo de execução judicial para ressarcimento dos sinistros pagos pelas seguradoras seja mais célere e eficiente.

“Outro grande benefício será um maior conforto ao mercado de seguros com relação às garantias colaterais do Contrato de Contragarantia. As novidades trazidas pela Lei aliviam complexidade do atual sistema de crédito e prometem ter efeitos positivos sobre toda a cadeia”, afirma. 

Ainda segundo o executivo, a lei confere maior segurança jurídica em relação a eventual necessidade de excussão de garantias, aprimorando certos mecanismos jurídicos no trâmite destes processos. “A sanção reflete o esforço do governo para melhorar a eficiência da constituição e da utilização de garantias com o objetivo principal de aumentar a demanda e a movimentação de crédito no mercado brasileiro”, diz.

Segundo Carolina Jardim, diretora de Credit Specialties da Marsh Brasil, além disso, o reforço de exequibilidade dos contratos de contragarantia desempenhará um importante papel para a superação do gap de infraestrutura que tanto afeta a competividade do Brasil no cenário internacional, ao contribuir para a viabilização dos projetos integrantes da agenda do governo.

“Isso porque, a estruturação dos contratos públicos e privados que suportam tais projetos depende da oferta de garantias de cumprimento das obrigações correlatas. Quanto maior a segurança jurídica das entidades garantidoras quanto ao exercício do seu direito de regresso, em caso de chamamento das garantias emitidas, maior será o seu apetite para tais riscos, e mais atrativa será a sua precificação”, ressalta. “O seguro garantia é mais competitivo para as empresas por ser menos oneroso em relação à fiança bancária. Além disso, não compromete as linhas de crédito das companhias junto aos bancos”, reforça a executiva.

“Apesar de um início de ano conservador por parte do mercado, dada a dificuldade dos mutuários em renegociar as suas responsabilidades de curto prazo e a redução do investimento devido ao custo de capital, a modalidade de garantia registrou um crescimento dos prêmios emitidos e um resultado operacional positivo, com manutenção de margem. Em períodos como o que atravessamos, percebe-se a importância e solidez do mercado de resseguros, com elevado índice de sinistros recuperados”, ressalta Farme.

Fundación MAPFRE vai premiar os 10 melhores projetos do programa Educação Viária é Vital

fatima lima

Fonte: Mapfre

No dia 8 de dezembro, a Fundación MAPFRE vai realizar, em São Paulo, mais uma edição do Encontro Nacional de Professores. O evento marca o encerramento das atividades do ano do Programa Educação Viária é Vital (EVV) – uma ação educativa promovida pela instituição voltada para a conscientização e a educação no trânsito nas escolas. 

O evento contará com a participação dos professores e educadores representantes dos 45 projetos que foram Destaque Regional em 2023 e que agora concorrem a um dos 10 prêmios como Destaque Nacional. Além da cerimônia de premiação, também serão apresentadas duas palestras com a participação de especialistas sobre mobilidade urbana.

Focados na promoção da mobilidade segura, os projetos concorrentes são provenientes de escolas dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

O programa, que formou mais cinco mil professores ao longo do ano, leva o tema da mobilidade segura para dentro das salas de aula dos ensinos infantil ao médio, com a realização de atividades conectadas aos conteúdos das Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) e aos objetos previstos pela Base  Nacional Comum Curricular (BNCC) para disciplina e ano escolar.  

“Após 20 anos de atuação no país por meio do EVV, fica evidente que nossa parceria com os professores e estudantes é uma ferramenta eficaz na construção de uma sociedade mais segura e cidadã. A cerimônia deste ano reunirá experiências pedagógicas assertivas, mostrando mais uma vez que zelar pelo desenvolvimento integral das crianças é a melhor aposta que podemos fazer para o futuro”, diz Fátima Lima, representante da Fundación MAPFRE no Brasil. 

Com o EVV, professores e estudantes têm a oportunidade de olhar para suas escolas e comunidades, realizando uma ampla pesquisa sobre as condições viárias na região. Após esse processo, eles elaboram e implementam um projeto com o objetivo de melhorar as condições de mobilidade, tornando a circulação mais segura, justa e eficiente.

Confira, a seguir, os projetos, escolas e cidades que concorrem ao prêmio de Destaque Nacional:

Minas Gerais (13)

  • Educando para a segurança nas vias, da Escola Estadual Vereador José de Souza Gomes – Divino.
  • Eu trânsito, respeito e promovo essa ideia: Educação viária, da  E.E. Alberto Barreiros, de E.E. Alberto Barreiros – Teófilo Otoni.
  • Trânsito e Comunidade, da E.E. Cônego Artêmio Schiavon –  Cristina.
  • Educação Viária e Mobilidade Urbana Sustentável: Educar para desenvolver e conscientizar, da E.E. Leandro Antônio de Vito – Uberaba.
  • Respeito às leis de trânsito: valoriza a vida e evita acidentes, da E.E. Neca Quirino – Passos.
  • Educando hoje o motorista de amanhã, da E.E. Nossa Senhora da Piedade, – Turvolândia.
  • Descobrindo um mundo novo, da Escola Estadual Orôncio Murgel Dutra – Belo Horizonte. 
  • Reverendo plantando e colhendo segurança hoje e amanhã, da EE Reverendo Rafael Leonor – Aimorés.
  • Transitando pelo coração: dirigindo minhas atitudes, da Escola Estadual Teófilo Martins Ferreira – Unaí.
  • PARE – OLHE – SIGA: ATITUDES QUE MUDAM VIDAS, da EE WALDEMAR ARAÚJO – Corinto.
  • Projeto “ Trânsito Conselheiro Antão” – A diferença é nossa ação, da Escola Estadual Conselheiro Antão – Itaverava.
  • Educação Viária, é Vital! Empatia e Cooperação, da Escola Estadual Frei Henrique de Coimbra – Jordânia.
  • Filó Viária: Responsabilidade e Cidadania, da Escola Estadual Professora Filomena Fialho – São João da Ponte.  

São Paulo (12)

  • Caminho Seguro, da E.M. Bacharel Armando Ribeiro – Panorama.
  • Pequenos Agentes, Grande Mobilização “”Trânsito seguro depende do envolvimento de todos”, da E.M. Profª “Ione Maria Marques Martins dos Santos” – Itararé.
  • Pedala Leitura, da E.M. Nativa Fernandes de Faria – Ubatuba.
  • Trânsito seguro na escola, da EMEB Prof. João Baptista Scannapieco – São João da Boa Vista.
  • A TRANSFORMAÇÃO DO ESPAÇO E DA CONSCIÊNCIA, da EMEF. Lúcia Novais Brandão – Cedral.
  • Educação viária: eu brinco, aprendo e construo, da EMEFEI E CRECHE Silvia Maria Amato Trigo – Agudos.
  • Construindo um trânsito seguro e responsável, da Emefi Professor Waldomiro Machado – Dracena.
  • Tô nessa! Bi-bi, fom-fom, sinal verde no trânsito!, da E.M.E.I. Castelinho Encantado – Jaguariúna.
  • Família e escola semeando valores, da EMEII Rosa Inês Úngaro Verinaud – Bauru.
  • De olho na rua, da Emei “Seila Darci Bastazini Delgado” – Irapuru.
  • Atenção salva vida, da Escola Estadual Professor Geraldo Pecorari – Junqueirópolis.
  • Educação para o Trânsito: Semeando e transformando atitudes, do Centro Educacional Infantil Raio de Luz – Junqueirópolis. 

Pernambuco (10)

  • Mobilidade Sustentável também é assunto de criança, do Clube de Assistência Social Nossa Senhora das Dores – Bezerros.
  • Cidade do trânsito, da Creche Municipal Vovó Rufina de Menezes – Bezerros;
  • No Trânsito do dia a dia, Seja um veículo de Paz e Alegria, da Creche Municipal Violeta Griz – Palmares.
  • Por um Trânsito mais Seguro, da Escola João Ferreira de Moraes, – Canhotinho.
  • Sensibilizando Alunos e Comunidades para um Trânsito Consciente, da Escola Municipal Alfredo Gomes de Araújo – Vicência.
  • Oxente! No trânsito, a vida deve estar em primeiro lugar!, da Escola Municipal Imperatriz Maria Leopoldina – Paulista.
  • Luz, sim e audição no Trânsito, da Escola Municipal Nossa Senhora dos Anjos – Limoeiro.
  • Segurança no Trânsito: dever e obrigação de todos, da Escola Municipal Paulo Freire, Petrolândia.
  • SOS vidas seguras, da Escola Municipal Professor Luis Carlos Ferreira Silles – Palmares.
  • No trânsito o sentido é a vida, da E.M. Manoel Lumba de Oliveira – Arcoverde.

Mato Grosso do Sul (4)

  • Trânsito não é brincadeira, é uma questão de educação: Aluno interveniente, futuro consciente, da E.M. Doutor Eduardo Olímpio Machado – Campos Grande.
  • Trânsito seguro, escola segura, da E.M. Prof Plínio Mendes dos Santos – Campo Grande.
  • Respeito à vida: trânsito e meio ambiente da E.M. Nagen Jorge Saad – Campo Grande.
  • Refletindo sobre nossas ações no trânsito, a partir do entorno da escola, da E.M. Etalívio Pereira Martins – Campo Grande.

Santa Catarina (2) 

  • Por uma vida mais segura no trânsito, da Escola Centro de Educação Infantil Emílio Gazaniga Júnior – Itajaí.
  • Educar e Crescer – uma construção de conhecimento e sonhos, do Centro de Educação em Tempo Integral Lucy Caniani – Itajaí.

Rondônia (2)

  • Construindo um trânsito seguro desde a infância: “Pequenos passos grandes mudanças”, do CMEI Balão Mágico – Ariquemes. 
  • A paz no trânsito, quem faz é você, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Roberto Turbay  – Ariquemes. 

Paraíba (2)

  • Vamos juntos para escola: construindo caminhos para uma mobilidade sustentável em Campina Grande, da E.E.E.F.M Professor Itan Ferreira- Campina Grande.
  • Projeto Educandos no Trânsito, da Escola Cidadã Integral Antônio Francisco Gomes – Santa Cecília.

COP28: CNseg e ICLEI assinam parceria para implementar seguro para infraestruturas urbanas

Por Carla Simões

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e o ICLEI, associação mundial de governos locais e subnacionais dedicada ao desenvolvimento sustentável, assinaram neste domingo, 03, o termo de cooperação para promoção e realização do projeto “Mecanismo de Seguro para Infraestruturas Urbanas” – Urban Infrastructure Insurance Facility (UIIF).

O termo de cooperação, assinado pelo presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, e o Secretário Executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, em evento durante a 28ª Conferência do Clima, COP 28, em Dubai, Emirados Árabes, permitirá intercâmbio de expertise entre as duas entidades para criar um programa de seguros que será disponibilizado para suporte a municípios em caso de desastres climáticos. 

Oliveira explica que este convênio vai desenvolver um seguro para infraestrutura urbana em relação à incidência climática. O executivo ressaltou que a ideia é oferecer um produto que os municípios possam contratar e, com isso, estejam mais preparados para lidar com os incidentes ligados ao clima. “O objetivo é formar um grupo de cidades para identificar os riscos, a infraestrutura edesenvolver um desenho do produto, com as coberturas, formas de contratação e as características da apólice, e,junto com isso, atrair as empresas a participarem”, contou.

O projeto, subsidiado inicialmente pelo Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), será implementado inicialmente nas cidades brasileiras de Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Salvador (BA), municípios que já possuem experiência em parcerias com instituições internacionais. 

Para Rodrigo de Oliveira Perpétuo, secretário-executivo do ICLEI, a parceria firmada entre as instituições fortalece a gestão pública municipal e atende à população que mais precisa do recurso e contribui para um sistema de prevenção de desastres mais eficiente do Brasil. “O que estamos desenhando são seguros de infraestrutura das cidades, com critérios de resiliência, e a lógica é desenvolver este mercado de compras de seguros por parte dos municípios e um produto aderente das seguradoras que atenda a necessidade dos municípios”, explica.

Perpétuo complementa: “o ICLEI está trabalhando com um grupo de cidades que tem boa política de resiliência e adaptação e que queira experimentar o produto de seguro, na ótica do cliente e participar da compra subsidiada pelo banco alemão”. 

Sobre o projeto

O “Mecanismo de Seguro para Infraestruturas Urbanas” visa facilitar a tomada de decisão na gestão de risco de desastres nas localidades atingidas por algum incidente meteorológico, além de fortalecer a resiliência financeira das cidades a desastres. Nesse caso, serão apresentados produtos de seguro sob medida, que devem integrar apoio à população vulnerável com necessidade de assistência de emergência, reconstrução rápida facilitada de serviços de infraestrutura crítica e assistência financeira e técnica prestada a famílias atingidas.

No período, serão desenvolvidos projetos específicos para cada uma das três cidades, respeitando particularidades, mas suportando as gestões municipais na construção de resiliência contra eventos climáticos extremos e desastres naturais.

“Os seguros que serão desenvolvidos ao longo do projeto buscam uma forma de garantir pagamentos rápidos aos municípios em caso de eventos climáticos extremos para que possam dar suporte à população e agir tempestivamente para reconstrução de infraestruturas públicas afetadas”, comentou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.

“A ideia é que cidades brasileiras e outros países tenham tipologia comum para permitir uma escala viável para essas facilities. A CNseg – com esse termo de cooperação – entra nos ajudando a fazer as reflexões em relação a oferta de seguros e questões jurídicas”, disse Rodrigo, do ICLEI.

COP28: Impacto no mundo é desigual e prejuízos devem ser compartilhados

por Carla Simões

No primeiro dia da Confederação Nacional das Seguradoras na Conferência do Clima, em Dubai, o presidente Dyogo Oliveira participou de debate sobre o papel que seguradoras e instituições financeiras estão adotando na transição climática. O setor segurador desempenha papel fundamental fornecendo cobertura securitária para pessoas, organizações e governos , cada vez mais expostos a riscos climáticos físicos e de transição, e influenciando stakeholders da sua cadeia de valor, adotando condutas socioambientais responsáveis em todas as suas interações.  

Dyogo esteve no painel “Transição Financeira Justa – Um caminho para Bancos e Seguradoras” , organizado pela UNEP FI – programa de iniciativa financeira da ONU para meio ambiente e Organização Internacional do Trabalho, ao lado de Laurence Pessez, diretora de responsabilidade social e meio ambiente do BNP Paribas e Carmen Lopez Clavero, primeira secretária da embaixada da Suécia em Amã. 

“O impacto da transição climática é desigual entre os países e entre as classes sociais. Desafortunadamente a transição climática impacta mais os países mais pobres e as classes de menor renda. O seguro pela sua natureza significa compartilhamento de risco entre diferentes atores e,  portanto,  é o instrumento mais adequado para compensar as classes menos favorecidas dos danos que elas vão sofrer com a transição climática”, disse. “Para alcançar essa meta, nós precisamos espalhar produtos por toda a sociedade. Infelizmente hoje temos importantes gaps especialmente em países mais pobres”.   

De acordo com o relatório do UNEP FI em parceria com a OIT para assegurar uma transição climática justa é preciso reduzir a lacuna de proteção societária. Para eles, é preciso aumentar a participação do seguro na sociedade brasileira e especialmente nos grupos mais vulneráveis.  Hoje existem mais de 8 milhões de brasileiros vivendo em áreas de risco. Esses números levam em consideração o último censo realizado em 2010, mas especialistas estimam que nos dias de hoje essa população seja de mais de 10 milhões. 

Por isso, o Seguro Social Contra Catástrofe seria um importante instrumento que funcionaria como um instrumento de proteção e amparo financeiro para essa população vulnerável a desastres provocados por chuvas, inundações, alagamentos ou desmoronamentos. Pela proposta apresentada ao governo, o seguro proporcionaria uma indenização emergencial e auxílio funeral para vítimas de calamidades públicas. 

“Acreditamos que essa é uma importante contribuição do setor segurador para minimizar os efeitos que as mudanças climáticas. Quando olhamos para o Brasil, eu vejo que nos últimos anos, duas milhões de residências foram afetadas por inundações e se olharmos mais de perto, as mais afetadas são as famílias de baixa renda.  Por isso, precisamos considerar essa realidade quando desenhamos produtos financeiros sustentáveis. 

Além disso, disse Dyogo, temos que aumentar o percentual de seguro no agronegócio brasileiro. Hoje apenas 10% da área plantada têm seguro rural. 

De acordo com o estudo da UNEP FI e OIT, serão necessários mais de US$ 125 trilhões de investimentos na questão climática que se dividem entre atividades verdes e de baixo carbono, mudanças para descarbonizar a indústria e reduzir o consumo de combustíveis fósseis e a construção e adaptação de atividades para comunidades afetadas. 

COP28: Banco de desenvolvimento da África investe US$ 1 bilhão para desenvolver seguro para agricultores

O African Development Bank Group apresentou seu programa de US$ 1 bilhão para fornecer seguro a mais de 40 milhões de agricultores em todo o continente contra os impactos severos das mudanças climáticas.

O investimento recebeu amplos elogios do Programa Mundial de Alimentos (PMA), agências de desenvolvimento, seguradoras e do setor privado durante um evento paralelo à COP28 em Dubai.

O presidente do banco africano de desenvolvimento, Akinwumi Adesina, disse que a ACRIFA – Africa Climate Risk Insurance Facility for Adaptation (Facilidade de Seguro de Risco Climático para Adaptação na África), tem como objetivo mobilizar US$ 1 bilhão de financiamento, capital de alto risco e subsídios para apoiar a indústria de seguros africana. A ACRIFA reúne governos, agências de desenvolvimento, setor de seguros e setor privado.

A proteção visa proteger agricultores e países contra eventos climáticos catastróficos e estimular o investimento do setor privado na agricultura, mitigando riscos. “Devemos apoiar os agricultores, não abandoná-los, diante do aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como secas, inundações e infestações de pragas. Precisamos garantir que os agricultores e os agentes ao longo da cadeia de valor agrícola estejam cobertos por seguro em larga escala”, disse o presidente do banco.

Adesina afirmou que mais de 97% dos agricultores na África não possuem seguro agrícola. “Seu único seguro é rezar quando plantam, que chova. Rezar quando colhem para que não haja chuvas ou devastação por pragas e rezar quando comercializam suas colheitas para que os preços não colapsem.”

“Os olhos de mais de 40 milhões de pequenos agricultores na África estão sobre nós. Vamos tornar a ACRIFA a resposta às suas preces”, disse o presidente do banco. Adesina afirmou que a ACRIFA “apoiará sistematicamente a indústria de seguros africana para desbloquear financiamento para investimentos em tecnologias verdes e inteligentes para o clima. Vai fortalecer seguradoras locais e promover a integração com resseguradoras nacionais e internacionais”, acrescentou.

A implementação bem-sucedida dependerá em grande parte de parcerias, como o Programa Mundial de Alimentos, para fornecer serviços aos clientes. “A crise climática está afetando comunidades agrícolas em toda a África. Este programa desempenhará um papel importante na proteção de pequenos agricultores, pastores e pequenas empresas contra choques climáticos”, disse Cindy McCain, diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos.

“Estamos entusiasmados com nossa crescente parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, que nos permite oferecer mais apoio aos governos à medida que respondem à crise climática”, acrescentou.

Durante a apresentação, o Secretário-Geral Assistente das Nações Unidas e Diretor-Geral do Grupo de Capacidade de Risco Africano, Ibrahima Diong, e Bogolo Kenewendo, Assessora Especial do Campeão de Alto Nível para as Mudanças Climáticas das Nações Unidas, disseram que a ACRIFA impulsionará o investimento e a resiliência nos sistemas agroalimentares do continente.

A apresentação foi seguida por uma discussão em painel sobre como a implantação em grande escala e o uso de soluções de seguros de qualidade relacionadas ao risco climático podem impulsionar a segurança alimentar da África e abrir oportunidades de negócios para o setor de seguros global. Foi moderada por Victor Oladokun, assessor sênior de comunicação e engajamento de partes interessadas do presidente do banco.

A Chefe de Relações Governamentais do One Acre Fund, Michelle Kigari, disse: “O seguro é absolutamente crucial para construir resiliência significativa para os agricultores da África”, e acrescentou: “Os agricultores não conseguem se recuperar de alguns choques se não tiverem uma rede de segurança, e o seguro ajuda a construir essa rede de segurança”.

O Fundador do Grupo de Seguros Takaful da África e Conselheiro Sênior da ACRIFA, Hassan Bashir, provocou as empresas de seguros a considerarem assumir grandes grupos de agricultores para cobertura de seguro. “A África é alimentada e empregada pelo setor agrícola, mas nós o definimos como um negócio arriscado. A agricultura não é arriscada – a vida depende dela”, disse Bashir.

“Uma vez que você tem dados, tem transparência, e a transparência cria confiança. Se você puder trazer essa transparência por toda a cadeia de valor, então será capaz de trazer confiança e melhores investidores, melhor apoio para os agricultores”, disse Kate Kallot, CEO da Amini AI, uma startup de inteligência artificial focada na escassez de dados ambientais da África.

Dados de qualidade, precisos e confiáveis continuam sendo um grande desafio para muitos investidores em diversos setores na África, uma questão levantada por Hope Murera, diretora gerente e CEO do Centro de Treinamento de Seguradoras Zep-Re Academy e membro do conselho do Acre Fund: “Estamos fazendo a nossa parte como Zep-Re Academy, mas não é o suficiente. Falamos sobre dados. Como obtemos dados para precificar corretamente?”

“Estamos melhores juntos”, disse Bridget Gainer, Chefe Global de Assuntos Públicos e Política da Aon, uma das maiores empresas de gerenciamento de riscos do mundo. “O mercado de seguros na África é enorme. Esta Facilidade reunirá os principais atores para facilitar a obtenção de escala, conectar os players e fazer com que o seguro alcance uma parte maior dos mais vulneráveis do continente”, disse a Beth Dunford, vice-presidente do Banco para Agricultura, Desenvolvimento Humano e Social.