Gallagher lança pesquisa de benefícios com tendências do mercado corporativo brasileiro 

Gallagher Brasil lançou a primeira peesquisa de benefícios da companhia focada no mercado nacional. O recorte, feito com base nas respostas de 62 organizações, apresenta destaques relacionados a planos de saúde, seguros de vida, planos odontológicos, planos de previdência complementar, práticas de flexibilidade no local de trabalho, ESG, programas de sustentabilidade e mobilidade de colaboradores.

“É importante ressaltar que os dados foram coletados e entregues em 2023 para que todos possam ter acesso aos resultados o mais rápido possível. Temos certeza de que este é um material de suma importância para as empresas, justamente por mostrar as áreas que estão sendo priorizadas e como elas são trabalhadas dentro das organizações brasileiras. A Gallagher não se preocupa apenas em vender seguros. Queremos trazer prevenção, reduzir custos futuros e ter opções cada vez mais personalizadas”, comenta Angeles Magalhães, CEO de Benefícios da Gallagher Brasil.

Em relação aos benefícios não seguráveis, as empresas priorizam o auxílio-alimentação, vale refeição e outras ofertas que apoiem o bem-estar nutricional e financeiro dos colaboradores. De acordo com a pesquisa, 75% das empresas já incorporaram o home office em suas rotinas.

Dentre as descobertas relacionadas aos planos de saúde, a pesquisa mostra que a maioria das empresas conta com um único contrato para atender às necessidades dos colaboradores e 66% relatam incorporar recursos de coparticipação. As empresas também demonstram proatividade e interesse em ações preventivas de apoio à saúde mental e bem-estar. Dentre as principais ações implementadas, as vacinas e eventos relacionados à Saúde (como as SIPATs) aparecem em primeiro lugar, com 64%, seguidas por saúde mental (55%) e Nutrição/ Atividade Física (50%). Além disso, muitas organizações oferecem contratos de seguro de vida obrigatórios e 84% oferecem um modelo de pré-pagamento para planos de seguro odontológico, com pagamento mensais à seguradora e reajustes anuais. 

Planos de previdência complementar também são oferecidos por um quarto das organizações pesquisadas (26%), sendo a maioria do tipo aberta (87%), demonstrando uma forte tendência em permitir que os colaboradores façam os seus investimentos. “O material completo será compartilhado com as empresas participantes da pesquisa e clientes Gallagher. Acreditamos que os insumos permitirão escolhas cada vez mais assertivas e alinhadas com o perfil das companhias e seus colaboradores”, comenta Filipe Nicodemos, Head de Benefícios da Gallagher Brasil.

FGV Direito SP debate novo marco legal do setor de seguros 

FGV debate PL 29/2017

Fonte: FGV

Especialistas e representantes do mercado de seguro participaram do debate Atualização do Tratamento Legal dos Seguros no Brasil, ocorrido em 17 de novembro, com objetivo de analisar o Projeto de Lei 29/2017, que busca estabelecer um novo marco legal do contrato de seguro. 

Entre os debatedores, prevaleceu a preocupação em esclarecer dúvidas e oferecer soluções para alguns impactos considerados controversos do texto, apresentado pelo senador Jader Barbalho em 21 de novembro.

O projeto tem como objetivo criar uma lei geral do seguro e define novos parâmetros para relação segurador-segurado. Com a preocupação de aprimorar os direitos do consumidor, o texto traz restrições adicionais para a operação de seguros no País e revoga artigos do Código Civil que fazem referência ao setor.

Interfaces entre a regulação dos seguros no Brasil e o PL nº 29/2017

Solange Vieira, ex-superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep) lembrou que o assunto vem sendo debatido desde 2004. “São quase 20 anos. Tivemos uma revolução tecnológica, uma revolução nas relações de trabalho. O mundo evoluiu para possibilidades de relações trabalhistas diferentes, implicando em seguros diferentes. A gente passou pela Lei de Liberdade Econômica, onde se procura fazer a menor regulação possível. E a evolução da regulação da Susep buscou minimizar a regulação. Dar mais liberdade para a pactuação de contratos, e assim aumentar a oferta de produtos na tendência de afetar os preços.”

Para a executiva, a impressão é de que o PL fortalece a condição do segurado. “Temos que pensar se as medidas sugeridas protegem o consumidor. Ou se vão gerar um impacto nos preços para esse mesmo consumidor. O preço é uma questão sensível, ainda mais quando a cobertura de seguro no Brasil é muito baixa.”

Luciano Timm, professor da FGV Direito SP, complementou afirmando que os consumidores estão protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para o advogado Marcelo Mansur Haddad, não há necessidade de uma lei específica para regular o setor de seguros, pois já existe uma legislação própria com um capítulo no Código Civil. “Havendo a lei, a primeira coisa que vai acontecer é um efeito inflacionário, inclusive na cesta básica, pois o seguro está na base econômica”.

O vice-presidente Jurídico da Prudential do Brasil, Antônio Rezende, destacou a preocupação com a segurança jurídica em relação ao Projeto de Lei. “Temos uma discussão teórica importante. Ao mesmo tempo que o debate é o grande motor para a melhoria da qualidade das decisões legislativas, regulatórias, de consumo ou de investimento, existe uma carência dentro desse contexto do PL sobre os impactos efetivos em cada ramo do mercado”, disse.

Pensar como essa lei atende ao objetivo de ampliação de proteção também foi um ponto apontado pelo representante da Prudential. “Se tem lacunas que merecem aprimoramento, é nosso dever contribuir com esses pontos específicos para que haja esse processo de aprimoramento. Se existe um objetivo social de ampliação e existe um período de assentamento, a gente vai ter que fazer um trabalho muito importante de regulação infralegal, que até hoje é sem precedentes. Tem que ser tratado na discussão como essa mitigação de impactos será feita de maneira célere, para que a gente tenha um instrumento de avanços, pois o propósito da lei é em benefício da sociedade como um todo”, concluiu.

A advogada Juliana Pela acredita que o projeto traz avanços ao Código Civil ao tratar de questões regulatórias. “É algo bastante relevante na disciplina das seguradoras. O projeto tem essa pretensão de regular integralmente o mercado de seguros”, garantiu.

Na visão dela, o PL tem impacto no mercado de seguro em razão das regras mais favoráveis aos segurados, muitas delas semelhantes ao Código de Defesa do Consumidor. “O projeto traz também regras que podem dar margem a uma certa discricionariedade no julgamento e, com isso, podem trazer instabilidade ao mercado até que isso seja definido”, complementou.

Ela também apontou as restrições para a solução de litígios que constam no projeto, como a exigência de arbitragem no País e a aplicação obrigatória da lei nacional, bem como a competência absoluta da Justiça brasileira para a resolução de litígios relacionados a seguros. “Essas regras me parecem mais restritivas do que temos hoje, e podem ter um impacto mais difícil na inserção do Brasil no mercado global de seguros.” 

Reforma do tratamento legal dos contratos de seguro no Código Civil

Outro tema discutido foram os “aspectos controvertidos do PL de seguros”. O advogado Thiago Junqueira apontou como um problema a flexibilização em relação ao regime de agravamento do risco no contrato de seguros. “Se esse equilíbrio é desfeito, eventualmente haverá perda da garantia do segurado”, explicou.

Com relação ao seguro de vida, Junqueira disse que a seguradora será obrigada a pagar tudo, tendo impactos sociais relevantes. “A legislação traz estrutura de incentivos evitando atitudes oportunistas. Esse tipo de tratamento legislativo vai na contramão dessa análise.”

Por fim, o advogado criticou a forma como o PL tem avançado no Senado. “Várias instituições já chamaram a atenção para a necessidade de alteração. Me parece que seria necessário fazer uma audiência pública para termos o debate”, destacou.

Já o consultor e árbitro Walter Polido lembrou que era a favor do PL na época do monopólio de resseguros. “Sempre fui favorável a uma lei microssistemática. O seguro deve sair do Código Civil, que é algo antigo. Mas não vou renunciar à minha crítica ao projeto que está aí.”

Segundo ele, o Brasil conta com uma lei de arbitragem transparente. “Não tem nenhuma outra lei que precise tratar de arbitragem para o resseguro e o seguro especificamente. Isso é inquestionável.”

Polido também destacou que o Código de Defesa do Consumidor tem 33 anos e está consolidado. “O consumidor já está mais do que protegido. A lei de seguros não pode ser pró-segurado, nem pró-seguradora ou pró-governo. Tem que ser imparcial, sem ideologia”, afirmou.

A diretora de Controle Interno da resseguradora Allianz Commercial, Guadalupe Nascimento, indicou que o direcionamento do Projeto de Lei foi uma dúvida trazida por ela. “É o segurado que está contratando um seguro de automóvel? Ou é um segurado de grandes riscos?”, questionou.

“Esse aumento de custo será repassado. O prêmio vai considerar a sinistralidade. O aumento da sinistralidade é repassado para a carteira. Vai ter um efeito cascata. Esse valor vai voltar. No final, quem vai pagar essa conta pode ser o segurado”, completou Guadalupe.

A gerente jurídica da Austral Holding, Daniella Lugarinho, apontou a necessidade de um estudo da versão que for aprovada do PL. “Um ano vai ser um prazo curto para adaptação. E a gente sabe o custo que isso vai trazer para quem se pretende proteger também.”

Encerrando o evento, o professor Andre Correa, da FGV Direito SP, perguntou se a diferença regulatória trará algum benefício que compense o aumento dos custos de gestão. “O que a gente precisa com legislação, regulamento ou outros incentivos é atingir um nível ótimo entre cooperação de agentes econômicos, que não leve a conluio, cooperação entre o regulador público e o regular privado, que não gere entrave a novos entrantes, e que isso, de alguma maneira, permita que a gente tenha uma competição saudável no mercado”, concluiu.

Debate na parte da manhã
Debate na parte da tarde

Europ Assistance assegura R$ 50 milhões em cobertura médica para viagem do MSC Grandiosa

Fonte: Europ Assistance

O maior navio da história a navegar no Brasil. É com esse título que chegou recentemente ao país o MSC Grandiosa. O navio de cruzeiro da classe Meraviglia Plus possui 331 metros de comprimento, 43 metros de largura e 75,5 metros de altura. São 19 andares de cabines, restaurantes, lojas, piscinas e muito entretenimento.

Para apresentar a embarcação – que fez sua estreia em águas brasileiras – a MSC Cruzeiros organizou um evento neste final de semana para cerca de 2.800 agentes de viagens. Todos eles contaram com seguro viagem da Europ Assistance (EA), parceira global da empresa. Somente a cobertura de despesa de bagagem envolvia mais de R$ 2 milhões.

Durante o dia, os agentes fizeram visitas guiadas pelo navio, conhecendo as diferentes cabines e todas as áreas de entretenimento. A noite aconteceu uma cerimônia no teatro, seguida de um jantar de gala e uma festa no navio.

Devido a importância dessa parceria, alguns dos principais executivos da EA no Brasil estiveram a bordo, como o Gabriel Rego, Head Travel Brazil; Edmara Pinho, Head de Marketing; Rita Graziano, Gerente de Novos Negócios e Celso Henrique, Gerente Comercial. Fernando Perez, Head Travel Latam do Grupo Europ Assistance também prestigiou o evento.

“Essa é uma grande oportunidade para apresentar a qualidade dos nossos serviços. Apesar da Europ Assistance ter sido a criadora desse conceito de assistência ao viajante (na França, em 1963), muita gente ainda não nos conhece no país. Temos a maior rede credenciada do mundo, com 750 mil prestadores,  e operamos em mais de 200 países e territórios. Não à toa, somos parceiros globais da MSC”, destacou Gabriel Rego. 

O produto utilizado pelos agentes possui alguns diferenciais, como a cobertura contra Covid e os serviços de assistência para gestante com até 32 semanas, por exemplo. O seguro conta ainda com cobertura paradespesas médico-hospitalares e odontológicas em viagem; despesas farmacêuticas; gastos derivados por atraso de bagagem; danos à mala; seguro bagagem; cancelamento / interrupção de viagem; traslado médico e de corpo; regresso sanitário; morte acidental; e invalidez permanente total ou parcial por acidente.

Já entre os serviços de assistência estão o adiantamento em caso de fiança; orientação em caso de perda de documento ou cartão; assistência jurídica; reserva de hotel por convalescença e para acompanhante em caso de internação; passagem aérea de ida e volta para um familiar; repatriação de menor e transmissão de mensagem urgente.

Vale lembrar que o seguro viagem comercializado pela Europ Assistance S.A., na condição de Representante de Seguro, é garantido por Generali Brasil Seguros S/A.

Capitalização ultrapassa R$ 22,1 bilhões em arrecadação

Levantamento realizado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) mostra que o segmento permanece fortalecido, com crescimentos robustos nas principais modalidades comercializadas de janeiro a setembro de 2023. Neste período, o segmento totalizou R$ 22,1 bilhões em arrecadação, representando crescimento de 5,2% se comparado aos nove primeiros meses do ano passado. Em resgates e sorteios, foram pagos R$ 18 bilhões à sociedade, evolução de 9,7% no período. 

“O segmento vive um momento histórico, com novas possibilidades de negócios e inovações, que permitem oferecer um produto cada vez mais alinhado a diversos perfis de consumidores. Em 2023, nosso faturamento deve chegar a R$ 30 bilhões, apresentando 6% de crescimento, em relação a 2022. Dentre resgates e sorteios, nossa perspectiva é chegar a R$ 25 bilhões, o que contribui diretamente com o desenvolvimento da economia do país”, comenta Denis Morais, presidente da FenaCap. 

Dentre as modalidades, ainda de janeiro a setembro, a Tradicional permanece com o maior faturamento, totalizando R$ 16,3 bilhões. “A Tradicional está consolidada em todas as regiões do país, com liderança constante em arrecadação, o que pode estar atrelado ao tempo de existência e formas de comercialização diversificadas. Com a aproximação das festas de fim de ano, acreditamos que a modalidade Incentivo também terá um crescimento importante, pois viabiliza inúmeras campanhas de Natal em shoppings e estabelecimentos comerciais”, ressalta o presidente. A modalidade Filantropia Premiável permanece em crescimento, com R$ 1,1 bilhão doados ao terceiro setor no período.

O Sudeste continua com a maior participação dentre as regiões do país (56,3%), seguido pelo Sul (18,9%), Nordeste (11,3%) e Centro-Oeste (9,0%). Mesmo com uma participação de apenas 4,5%, em comparação às demais localidades, a região Norte também apresentou um bom desempenho, totalizando R$ 99 milhões em arrecação no acumulado do ano até setembro. 

Lucro das seguradoras até setembro dobra para R$ 22,2 bilhões

Eis o mais recente artigo para o InfoMoney

2023 termina e as festas de final de ano lotam a agenda de todos que trabalham no setor de seguros. Tem sido um ano desafiador em várias frentes e 2024 parece que seguirá no mesmo ritmo de consolidação de estratégias inerentes à transformação da sociedade imposta pela tecnologia, pelas mudanças climáticas e pela busca em melhorar os indicadores de sustentabilidade.

Tal agenda impõe um novo pensar e agir dos consumidores, das seguradoras, dos canais de distribuição e dos órgãos reguladores. Nas conversas oficiais, reina o mantra que o sucesso nos negócios pode caminhar lado a lado com valores éticos e responsabilidade social.

Na política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pressiona para a aprovação, ainda neste ano ou no início de 2024, de um novo marco regulatório para os contratos de seguros, o PL 29/2017, que está no Senado.

O titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, corre com mudanças que vão da supervisão online das companhias ao lançamento do grupo de trabalho “Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização”. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) atua na divulgação institucional do seguro em diversas frentes para colocar o tema na pauta do governo e na boca do povo, tendo como bandeira o poder do setor para impulsionar a economia como um todo.

No dia a dia, as seguradoras tocam seus negócios atentas a política do setor. O mercado de seguros apresentou lucro líquido de R$ 22,2 bilhões de janeiro a setembro deste ano, o dobro dos R$ 11 bilhões registrados em mesmo período do ano passado. As 50 maiores seguradoras do Brasil registraram lucro no período, segundo dados da Susep e consolidados pela consultoria Siscorp. No mesmo período de 2022, dez estavam no vermelho. O clube do bilhão passou de três — Bradesco, BB Seguridade e Caixa Seguridade — para seis, com a entrada da Porto, do Itaú e da Tokio Marine. Este seleto grupo é responsável por quase 70% dos ganhos totais do setor. O lucro segue beneficiado pelas elevadas taxas de juros. Em janeiro, a Selic era de 13,75% e, em novembro último, passou para 12,25%.

Essa é a taxa que remunera uma carteira de investimentos que ultrapassa R$ 1,2 trilhão. Outra parte do ganho vem da melhora do resultado operacional obtido pelo uso da tecnologia, segundo informaram as seguradoras durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e do acumulado até setembro deste ano.

Apesar de as vendas do setor avançarem 8%, para R$ 286,29 bilhões, no período analisado, o volume de indenizações pagas recuou 6%, para R$ 166,7 bilhões, mesmo sendo um ano marcado pela elevada criminalidade, principalmente em roubos de celulares, e de muitas perdas causadas pelo clima, como no litoral norte de São Paulo em fevereiro, e tempestades com ventos fortes, causando inundações em diversos estados do país no segundo semestre.

Poucos executivos acreditam que 2024 será um ano de vacas gordas como tem sido 2023, ano embalado por ganho financeiro e reajustes de preços dos seguros, principalmente o de automóvel. O próximo ano, segundo orçamentos em finalização de 2024, promete concorrência acirrada em todos os segmentos, especialmente em seguro de carro, com vendas de R$ 41 bilhões até setembro, alta de 12%. “Certamente haverá muita competição, principalmente no automóvel”, avalia Dawson Henriques, sócio e diretor da Siscorp.

A HDI, que concluiu a aquisição da Sompo e da Liberty, passou em novembro a ser a segunda maior em auto, posição ocupada até então pela Tokio Marine. A expectativa é de que a estratégia da seguradora alemã será manter as vendas em alta no ano de integração das operações adquiridas. A Tokio, por sua vez, certamente se manterá firme na competição. O lucro da seguradora japonesa passou de R$ 396 milhões para R$ 1 bilhão no acumulado de janeiro a setembro de 2023.

Bradesco, BB Seguros, Caixa, Porto, Zurich e Santander afirmam que estão colhendo os frutos do investimento pesado em tecnologia de ponta para selecionar consumidores com menor probabilidade de usar o seguro, mitigar fraudes e tornar a jornada do cliente fácil, ágil e resolutiva. “Quanto mais o cliente usa nosso aplicativo para solicitar serviços, mais ele renova conosco e nos indica para amigos”, disse o CEO da Porto, Roberto Santos, em recente entrevista sobre o balanço. Mais de 40% das solicitações de serviços na Porto já são feitas por meio do app.

O lucro da Porto saltou de R$ 360 milhões para R$ 1,5 bilhão no comparativo dos nove primeiros meses de 2022 e 2023. A partir de janeiro de 2024, Santos passa o comando para Paulo Sérgio Kakinoff, que foi CEO da Gol por 14 anos, numa afirmação da tendência de que a dinâmica do setor de seguros exige um novo perfil de executivo, assim como tem acontecido nos bancos. Na última quinta (26), o Bradesco surpreendeu o mercado com a troca de presidente: Marcelo Noronha substitui Octavio de Lazari Júnior.

O chairman Luiz Carlos Trabuco disse que o banco fez a mudança para “iniciar um ciclo de projetos e objetivos estratégicos robustos para os próximos anos”. Em nota, afirmou que “o contexto de mercado é absolutamente desafiador, do ponto de vista da eficiência operacional, aumento da competitividade e ambiente regulatório.”

Nada foi dito sobre mudanças na área de seguridade do Bradesco, comandada por Ivan Gontijo, que entregou um lucro de R$ 4,8 bilhões no acumulado até setembro, muito acima dos R$ 2,9 bilhões do mesmo período do ano anterior. Um resultado que chega a representar 50% do lucro do banco, depois de muito investir em tecnologia e reestruturação das empresas do grupo em verticais, com canais de distribuição integrados e focados nas necessidades dos clientes.

As trocas de executivos de seguros lideram o engajamento nas redes sociais neste ano. O perfil mais procurado é por profissionais com capacidade de entrega, atrair talentos, engajar colaboradores, com o pé no acelerador nos quesitos inovação e digitalização e muito networking para fazer negócios e atrair clientes, distribuidores e parceiros de negócios. E, claro, tudo isso com um olhar no futuro e, ao mesmo tempo, com os pés no chão.

Esse era o perfil que a Berkley, uma das maiores seguradoras nos EUA e com tímida atuação no Brasil, procurava. Ela contratou Edson Toguchi como CEO há um ano. A escolha se deu prioritariamente porque o executivo, apesar de atuar há 33 anos no setor de seguros, disse durante a entrevista com Robert Berkley, herdeiro do grupo, que a única forma de crescer no país era sair da mesmice. “Nosso foco está em proteger o patrimônio dos nossos clientes, ao mesmo tempo em que remuneramos o capital do acionista. E isso só é possível com uma estratégia que exige abandonar a mesmice e trazer de fato melhorias aos produtos demandadas por clientes que buscam soluções para riscos de uma sociedade em transformação”, diz.

A Prudential do Brasil saiu de um lucro de R$ 86 milhões de janeiro a setembro de 2022 para R$ 634 milhões no mesmo período deste ano. As seguradoras de vida amargaram perdas com o pagamento de indenizações por Covid em 2020 e 2021. Na Prudential, foram mais de R$ 370 milhões pagos a clientes. Por outro lado, a demanda pelo seguro de vida disparou diante da conscientização da população sobre a importância de ter proteção financeira em tempos tão incertos.

Em janeiro deste ano, Patricia Freitas assumiu como CEO da Prudential, dando um toque feminino à seguradora e ao setor, que ainda tem poucas mulheres em cargos de liderança. Seis meses depois, contratou Glaucia Smithson, executiva conhecida por sua vasta experiência em inovação em seguros de grandes riscos. Ela teve apenas uma rápida passagem por seguro de vida e foi escolhida para ser vice-presidente de Parcerias Estratégicas Multicanais da Prudential por sua inquietação em ouvir o cliente e buscar soluções.

“Tenho orgulho de ingressar em uma companhia que tem como estratégia no Brasil ajudar a população a se preparar para o futuro, com produtos e serviços que mitiguem riscos e agregam valor com benefícios que possam ser usufruídos em vida. A liderança de Patricia Freitas traz diversidade e engajamento da equipe para atingirmos nossos objetivos sem perder o propósito de sermos uma referência no setor, com mais de 3,8 milhões de vidas seguradas, de R$ 3 bilhões pagos em benefícios em 25 anos e mais de 30 mil famílias beneficiadas”, afirma Glaucia.

O fato é que o setor avança e boa parte das mudanças estará mais evidente a partir de 2024, com dinheiro em caixa para fazer frente a um ambiente de concorrência acirrada e de redução da taxa de juros. Por outro lado, reputação ética e oferta aderente às necessidades e ao bolso do consumidor são diferenciais significativos que impactam positivamente os negócios e a sociedade. A conferir os impactos disso no balanço final de 2023, que começa a ser divulgado no início de fevereiro de 2024.

 Porto prorroga ofertas para aquisição de carros seminovos com descontos de até R$20 mil

Após o encerramento da Porto Week, que trouxe descontos exclusivos em produtos e serviços das verticais de Seguro, Saúde e Bank, a Porto anuncia a prorrogação das promoções e condições especiais para aquisição de carros seminovos até o dia 10 de dezembro. Com mais de 200 opções de veículos selecionados, os clientes terão a oportunidade de aproveitar os descontos que podem chegar em até R$ 20 mil, além de garantirem a documentação gratuita na compra.

Os consumidores que optarem pelo financiamento possuem ainda mais vantagens, pois ao contratarem o serviço com a Porto Bank, ganham um tanque cheio. Os descontos oferecidos abrangem uma ampla variedade de modelos, assegurando que os clientes encontrem o carro ideal para suas necessidades e que cabe no orçamento. 

Carro Fácil Seminovos Porto 

A Carro Fácil Seminovos oferece aos consumidores mais de 200 opções de veículos seminovos com valores que partem de R$50 mil. Todos os veículos comercializados ao cliente possuem a garantia de procedência da Porto,​​​​ além de serem criteriosamente selecionados e com baixa quilometragem.

Além de todos os atrativos que a Porto ofereceu durante a Porto Week, clientes do cartão Porto Bank possuem ainda mais vantagens, como o parcelamento de 20% de entrada do veículo em até 10 vezes sem juros. Já o financiamento do valor restante pode ser parcelado em até 60 meses pelo financiamento da Porto Bank. 

Outra opção que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos é o consórcio. Caso o consumidor opte pela utilização da carta de crédito do consórcio Porto Bank, garante ainda um desconto de R$500 no valor do veículo, além da documentação inteiramente gratuita. 

O showroom da Carro Fácil Seminovos está localizado na avenida Engenheiro Caetano Álvares, 200. Limão. São Paulo/SP. Conheça todos os veículos disponíveis no site.

Instituto de Longevidade e Unicef realizam live sobre seguro de vida solidário e sucessão patrimonial 


O Instituto de Longevidade, uma iniciativa da MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência do Grupo Mongeral Aegon, promove, nesta quarta-feira, 29 de novembro, a partir das 17h, uma live no canal do YouTube do Instituto, sobre seguro de vida e sucessão patrimonial. A iniciativa faz parte de uma parceria entre Unicef e Instituto de Longevidade. 

A live contará com Antonio Leitão, Gerente do Instituto de Longevidade e especialista em Gerontologia (UERJ); Aline Mannelli, Planejadora Financeira com 20 anos de expertise jurídica, que está há 15 anos inserida no mercado segurador e tem mais de uma década de sólida experiência no universo financeiro; e Carolina Santos, que faz parte do time de mobilização de fundos e parcerias, e coordena o Programa de Heranças & Legados do UNICEF Brasil.  

Na ocasião, será abordada a importância do seguro de vida, como a apólice é feita e como essa decisão contribui para proteger familiares e entes queridos. A live também irá abordar os meios para contribuir com as ações do Unicef, podendo salvar a vida de muitas crianças, projetando um futuro positivo para as próximas gerações.

Alper: conselho de administração aprova proposta da Warburg Pincus pelo controle da companhia

Fonte: Infomoney

O conselho de administração da Alper deu parecer favorável à proposta da WP Itacaré, para uma oferta pública de aquisição da empresa (OPA). A acionista pretende adquirir o controle da corretora de seguros ao preço de R$ 43,50 por ação.

Todos os seis conselheiros que participaram da reunião sobre os termos e condições da oferta deliberaram a favor da OPA, com base em relatório independente de assessor financeiro contratado para dar suporte à análise.

Agora, a proposta precisa ser aprovado em assembleia geral de acionistas, marcada para o próximo dia 7 de dezembro.

A WP Itacaré é uma holding que faz parte do portfólio de sociedades, fundos de investimento e negócios indiretamente geridos pela empresa de investimento norte-americana Warburg Pincus LLC, focada exclusivamente no segmento de private equity.

A oferta, de acordo com o fato relevante, terá por objeto a aquisição de até a totalidade das 19.561.704 ações ordinárias de emissão da Alper, excluídos os papéis em tesouraria.

A Warburg Pincus justificou que os fundamentos e posicionamento da companhia estão alinhados com sua estratégia global de investimentos. O conselho da sua Alper, por sua vez, avalia que a estratégia da ofertante não defere da atual estratégia da companhia e, portanto, “parecem adequados”.

CNseg leva agenda de Seguros para a COP 28, em Dubai 

Fonte: CNseg

O Brasil irá discutir na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas a importância do setor segurador como aliado na construção de resiliência à transição climática, destacando desde a necessidade do incremento de instrumentos capazes de minimizar os impactos das catástrofes climáticas, passando pelo desenvolvimento de produtos sustentáveis e verdes e a possibilidade do setor ser financiador da agenda climática.

A 28ª Conferência do Clima, ou COP 28, será realizada entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro deste ano em Dubai, Emirados Árabes Unidos, e tratará fortemente de questões sobre perdas e danos e a adaptação das cidades em função das questões climáticas.

Entre os dias 2 e 6 de dezembro, na COP 28, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e a diretora de Sustentabilidade e de Relações de Consumo, Ana Paula de Almeida Santos, participarão de uma série de encontros com lideranças internacionais e brasileiras para debater pontos importantes sobre a agenda do seguro, incluindo o aumento dos subsídios para o Seguro Rural, importante ferramenta para o setor agrícola enfrentar os impactos das mudanças climáticas. 

Entre as agendas previstas, Dyogo participará, no dia 4 de dezembro, do painel promovido pelo Ministério das Cidades, às 15h00, no Auditório 1 do Pavilhão Brasil, que terá como tema a “Adaptação climática inclusiva nas Cidades” e debaterá como as Cidades e suas áreas vulneráveis estão se preparando para os impactos das mudanças climáticas. Nos últimos 10 anos, 93% dos Municípios brasileiros foram atingidos por algum desastre natural que levou ao registro de emergência ou estado de calamidade pública, especialmente por tempestades, inundações, enxurradas ou alagamentos. Por isso, a CNseg e o setor segurador entendem a urgência desta agenda. 

Segundo Oliveira, o setor segurador pode ser um aliado na mitigação dos riscos e reparação de danos. “À medida que enfrentamos riscos emergentes cada vez mais complexos e desafiadores, eles se tornam cada vez mais necessários para garantir a manutenção de renda, a proteção da vida, da saúde e do patrimônio, de pessoas, governos e empresas”.

Além de agendas com instituições globais ligadas ao clima, há a expectativa de que a comitiva da CNseg possa firmar acordos bilaterais com instituições internacionais. 

Em março deste ano, o Relatório Síntese do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), alertou o mundo sobre possíveis tragédias relacionadas ao clima se nada for feito. O documento apresenta diversas evidências do rápido aumento dos impactos das mudanças climáticas nas sociedades e nos ecossistemas, colocando de forma muito urgente a necessidade de uma ação pelos governos, empresas e sociedade como um todo. 

Como gestor de riscos, e ciente dos impactos das mudanças climáticas, o mercado segurador, capitaneado pela CNseg, tem dedicado especial atenção à questão do desenvolvimento sustentável, o que pode ser evidenciado na última edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2022.

Contribuições em previdência privada superam R$ 47,3 bilhões em setembro, maior resultado em seis anos

Fonte: Fenaprevi

De acordo com o último levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi junto às associadas, as contribuições em planos de previdência privada aberta no país ao longo do terceiro trimestre de 2023 somaram R$ 47,3 bilhões, aumento de 11,9% sobre igual período no ano passado.

Também neste intervalo os resgates totalizaram R$ 30,1 bilhões, revelando queda de 1,2%. Com isso a captação líquida (contribuições menos os resgates) cresceu 45,4%, encerrando o trimestre em R$ 17,2 bilhões.

Arrecadação cresce 6,1% no acumulado do ano

No acumulado entre janeiro e setembro de 2023, a arrecadação dos planos de previdência privada aberta totalizou R$ 124,7 bilhões, enquanto R$ 96 bilhões foram resgatados desses mesmos planos, resultando na captação líquida de R$ 28,6 bilhões. Os valores indicam a resiliência dos participantes em construir uma poupança previdenciária.

Atualmente, os ativos do segmento superam os R$ 1,3 trilhão, um crescimento de 12,6% em um ano.

VGBL corresponde a 92% das contribuições 

O levantamento também detalha a arrecadação de acordo com o tipo de contratação do plano de previdência. Cerca de 92% foram em planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre, o equivalente a R$ 114,2 bilhões. Outros 7% no PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre –que somaram R$ 8,2 bilhões e, por fim, R$ 2,3 bilhões em planos Tradicionais, sendo, aproximadamente, 1% do total.

Líder em planos comercializados

Ao final de setembro havia 13,9 milhões de planos de previdência privada aberta no país, sendo 62% deles VGBL, 22% PGBL e 16% Tradicionais.

Ao todo, são 11 milhões de detentores de planos de previdência privada aberta, 225 mil pessoas a mais do que em setembro do ano passado. Desse total, a maioria, 8,8 milhões, são de planos individuais, o que mostra o potencial de crescimento da previdência privada aberta no mercado de trabalho.

Brasileiro mais preocupado com as finanças, diz pesquisa

Uma pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, encomendada ao Instituto DataFolha, entrevistou mais de duas mil pessoas, de Norte a Sul do País. Intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre os Seguros Pessoais e Planos de Previdência”, ela identificou os principais pontos de atenção dos brasileiros hoje quando o assunto é aposentadoria, planejamento financeiro, seguros e previdência privada.

A pesquisa revelou, por exemplo, que 82% dos entrevistados pretendem planejar suas finanças, sendo que 58% pensam nisso sempre ou frequentemente e têm objetivos para os próximos 12 meses. Já 4% dos brasileiros não gostam ou não conseguem se planejar, pois vivem apenas o presente; 3% alegam falta de informação e de conhecimento para montar um planejamento; e outros 3% afirmaram que “o futuro a Deus pertence”.

Entre os entrevistados, quatro em cada 10 (41%) dizem que tiveram sua vida afetada financeiramente pela pandemia da covid-19. Dentre as principais formas de diminuir os efeitos dessa situação estão poupar/ investir (38%) e fazer seguro/ previdência (11%).

Também com o episódio (a pandemia) subiu para 28% o número de brasileiros que se preocupam em guardar dinheiro, sendo que há dois anos (na primeira edição da pesquisa, em 2021) eram apenas 23%.