Seguros de artigos esportivos ganham cada vez mais adeptos

Fonte: Alper

Nos últimos dois anos, o mercado de seguros para bicicletas tem demonstrado um crescimento de 25% em 2023 na carteira de seguradoras atendidas pela Alper Corretora. Este crescimento é reflexo do aumento da popularidade do ciclismo principalmente após a pandemia, o que comprova isso são dados como a venda de 3,77 milhões de bicicletas em 2022 e expectativa que 2023 tenha fechado com crescimento de 27% somente de bikes elétricas. Entre os pontos mais relevantes na adesão do seguro está a evolução na qualidade dos equipamentos e serviços disponíveis pelas seguradoras. As empresas estão expandindo suas ofertas para além da cobertura contra roubos, incluindo agora serviços como assistência 24 horas, atendendo a uma demanda crescente por proteção de bens valiosos ligados a um estilo de vida ativo.

O cenário atual destaca a preocupação crescente com a segurança de itens valiosos, como smartwatchs e outros wearables, evidenciando uma tendência dos consumidores em buscar soluções abrangentes para a proteção de seus investimentos. Para as bicicletas, a cobertura vai além do ressarcimento por roubo, englobando danos causados a terceiros e a quebra de acessórios como ciclocomputadores (dispositivo instalado em uma bicicleta que calcula e exibe informações de percurso como velocidade, distância, tempo e outras informações) e celulares durante o uso.

Paulo Grillo, diretor de Seguros Pessoais da Alper, ressalta que a “abordagem abrangente da Alper reflete o entendimento das necessidades dos ciclistas, abarcando não só a bicicleta, mas todos os acessórios que enriquecem a experiência ciclística”. Grillo também enfatiza a importância de incluir a bicicleta no seguro residencial, garantindo uma proteção mais completa para o patrimônio do proprietário.

Além das bicicletas, os relógios inteligentes estão ganhando atenção no mercado de seguros. Estes dispositivos, frequentemente valiosos e fundamentais para o monitoramento da saúde e atividades físicas, agora contam com opções de seguros específicos, atendendo às necessidades individuais dos usuários. Grillo destaca que hoje a variação de bicicletas aumentou sendo elas dobráveis, elétricas ou de competição são costumeiramente vistas nas ruas de metrópoles como São Paulo.

“Seja para ir para o trabalho ou como atividade física, a bicicleta é cada vez mais valorizada para o bem-estar físico e mental. Investir em seguros especializados para esses artigos é uma escolha inteligente e previdente”, destaca Grillo.

Ministro Carlos Favaro realiza reunião para aperfeiçoar apoio do seguro rural aos produtores

Carlos Fávaro e o seguro rural

Fonte: Ministério

Com foco em desenvolver o Programa de Seguro Rural (PSR), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, irá realizar uma reunião técnica na segunda-feira (22). O encontro será realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e irá abordar as possibilidades na contratação de apólice para segurar a produção do agricultor brasileiro.

“Nós estamos pensando em uma linha de crédito em que os produtores possam se socorrer com juros bastante acessíveis”, destacou o ministro Fávaro em entrevista para Rádio Vila Real, nesta quarta-feira (17). “Vamos discutir um novo modelo de seguro rural. Mais eficiente, mais tecnológico e que use a tecnologia para melhorar a forma de contratação e que seja mais barato. Queremos auxiliar todos os produtores com o seguro rural, para se defenderem das intemperes”, completou.

Em 2023, o Mapa conseguiu aplicar integralmente os recursos disponíveis, subvencionando pouco mais de 107 mil apólices para cerca de 70 mil produtores. No ano, houve ampliação no número de lavouras seguradas, atingindo 6,25 milhões de hectares. O valor coberto representa uma considerável cobertura, próximo a R$ 40 bilhões. Assim, para cada real aplicado na subvenção, foram protegidos cerca de R$ 42 reais.

Ainda, para ampliar e diversificar alternativas de crédito agropecuário a custos mais competitivos para esse segmento, foi lançada linha de financiamento rural em dólar. Cerca de R$ 3 bilhões foram financiados no ano passado.

O PSR

O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do governo federal. A subvenção econômica concedida pelo Mapa pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa e permite ainda, a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e municípios.

Ministro da Fazenda pede ao presidente da Câmara urgência no PL de cooperativas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), apoio para seis projetos de lei que fazem parte da agenda de reformas microeconômicas liderada pela pasta, informa o Valor.

Os projetos já foram todos protocolados na Câmara, mas cinco deles ainda estão sem relator designado. Um deles é o PLP 101/2023, que trata sobre cooperativas de seguros privados, e que foi apensado ao PLP 519/2018. É o único com relator designado: deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP). O texto também já foi alinhado com o setor, diz uma fonte, e a Fazenda discute a possibilidade de inclusão das associações de proteção patrimonial no projeto.

Outro projeto que inclui seguros é o PL 2.926/2023, sobre Lei das Infraestruturas do Mercado Financeiro. O objetivo é dar maior eficiência nas operações realizadas entre as instituições financeiras, com menores custos e mais segurança aos consumidores finais. Um texto de consenso também já foi alinhado com BC, CMV, Susep e bancos, segundo apurou o Valor, e será encaminhado também no fim deste mês para Lira.

Quatro líderes de seguros, sendo duas mulheres, no ranking da Forbes

ceos de seguros na forbes

Nesta semana, a Istoe Dinheiro divulgou o ranking ‘CEOs Change Makers Brasil’, produzido pela consultoria Horse, que procurou identificar os 100 líderes mais transformadores do país. Nele, claro, seguradores, o que ressalta a importância do setor no desenvolvimento sustentável econômico e social do país: Edson Franco (Zurich), Roberto Santos (Porto Seguro), Patricia Freitas (Prudential) e Erika Medici (AXA).

Susep nomeia novos diretores: Airton Renato de Almeida Filho e Júlia Normande Lins

Susep novos diretores

O Ministro da Casa Civil da Presidência da República, por meio das Portarias nº 50 e 51, de 18 de janeiro de 2024, publicadas no Diário Oficial da União de hoje (19), nomeou Airton Renato de Almeida Filho e Júlia Normande Lins como novos Diretores da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Airton Almeida possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Metodista Bennett, além de MBA em Gestão Empresarial – com ênfase em Estratégia pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Tem larga experiência no setor de seguros, com atuação no IRB Brasil RE, onde ocupou os cargos de Vice-Presidente de Tecnologia e Facilities e Vice-Presidente de Relações Institucionais. No setor público, Airton já atuou como Subsecretário Municipal de Fazenda da Cidade do Rio de Janeiro.

Julia Normande é graduada em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), possui Mestrado em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo (USP) e é Doutoranda em Desenvolvimento Econômico na Universidade de Campinas (Unicamp), possuindo experiência de mais de nove anos atuando na área de seguros. Desde julho de 2023, ocupava a Coordenação-Geral de Estratégia e Organização da Susep, sendo responsável, dentre outros temas, pela elaboração do novo Planejamento Estratégico da Autarquia e  pela coordenação da análise dos resultados do Sandbox Regulatório e a preparação de um novo edital do projeto.

Julia coordenou, ainda, o GT “Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização”, lançado em setembro de 2023 e que  permitiu a interlocução, diálogo e busca de consensos entre seguradores, segurados, corretores, outros participantes do mercado, especialistas e autoridades públicas, propiciando a construção de alternativas capazes de impulsionar o seguro como instrumento de um desenvolvimento econômico nacional.

Parceria entre HDI Seguros e Zletric inaugura novos pontos de recargas para veículos elétricos 

Fonte: HDI

A parceria entre a HDI Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, e a Zletric, empresa com a maior rede de carregamento para veículos elétricos do país, segue trazendo novidade e vantagens para os clientes HDI Auto. Só neste mês de dezembro, as companhias inauguraram mais oito estações de recarga que levam a marca da seguradora – sendo cinco em São Paulo, no World Trade Center e no Shopping D&D, e três em Curitiba, no Condomínio Office Park. 

“Estamos em um momento crucial do planeta, onde mais do que nunca se faz necessário a transição para uma matriz energética sustentável. Por isso, ao fechar a parceria com uma empresa do tamanho da Zletric, queremos, além de oferecer vantagens para nossos segurados, incentivar a adoção de veículos híbridos e elétricos entre nossos consumidores, como forma de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Não estamos medindo esforços para juntos expandirmos o número de estações de recarga e tornar cada vez mais comum, cômodo e seguro o uso destes novos tipos de automóveis”, explica Carla Oliveira, diretora de Produto Auto da HDI Seguros. 

Hoje, os clientes do HDI Auto contam com cobertura específica para veículos híbridos e elétricos, onde dispõem de serviço de guincho 24h, em caso de pane elétrica, com remoção até um ponto de recarga mais próximo ou para residência indicada, reposição do cabo de carregamento plug-in (desde que seja de fábrica), em caso de indenização integral do veículo proveniente de roubo ou furto. 

Além dessas vantagens, a parceria com a Zletric garante descontos exclusivo de 30% para carregamento dos automóveis nas estações de recarga da rede, sem limite de utilização. Os segurados da HDI ainda contam com acesso personalizado no aplicativo da Zletric, onde a identificação para utilização do benefício ocorre por meio do registro já no login, com placa do automóvel, CPF e número da apólice. O app está disponível para download com compatibilidade para os sistemas IOS e Android. As duas empresas têm planos de seguir a expansão dos pontos de recargas personalizados da HDI Seguros.

Programa de relacionamento da Allianz Seguros levará corretores à Itália

Allianz Karine Barros

A Allianz Seguros apresenta a nova edição do Alliadoz, seu principal programa de relacionamento com os corretores. A companhia continuará priorizando a diversificação e o cross selling e também seguirá com as segmentações “Topázio”, “Esmeralda”, “Diamante” e “Private”, todas com benefícios exclusivos dentro dos pilares do Alliadoz (+Prêmios, +Comissão, +Capaz e +Vantagens).

Premiações aos corretores

Os corretores concorrerão a viagens nacional e internacional. Os 10 profissionais do segmento “Esmeralda” e os 20 parceiros “Diamante” e “Private” que mais pontuarem embarcarão à Itália, com direito a um acompanhante cada e visitas à Veneza e Milão. Aos corretores “Esmeralda”, serão concedidas 150 vagas, também com acompanhante, para uma viagem a um destino paradisíaco no Brasil.

Os parceiros, seguindo os critérios de cada segmento, ainda serão contemplados com mais de 1 mil prêmios, incluindo vouchers, cartões resgate, kits, treinamentos presenciais, comissão adicional, conta corrente, atendimento preferencial nos canais Allianz e exclusivo para sinistros, ofertas especiais para uso da assistência 24 horas, além da presença no camarote da Allianz Seguros, no Allianz Parque; e na matriz da seguradora, em São Paulo. Um evento itinerante também será promovido aos corretores parceiros da companhia em várias regiões do país.

“O programa Alliadoz 2023 foi muito bem recebido pelos corretores. A parceria que mantivemos com cada profissional ao longo deste ano foi essencial para evoluirmos. Estamos muito felizes em dar as boas-vindas ao Alliadoz 2024, que chega ainda mais consolidado e fortalecido”, comemora Karine Barros, diretora executiva Comercial da Allianz Seguros. “Acreditamos muito no relacionamento com os nossos parceiros de negócios e sabemos que a proximidade faz a grande diferença no mercado segurador. E o Alliadoz é uma das mais importantes ferramentas para que possamos estar cada vez mais próximos e alcançar juntos os nossos objetivos”, complementa. Para a edição 2025 do Alliadoz, Karine adianta algumas novidades – entre elas uma nova configuração das segmentações dos corretores.

Entenda o regulamento 

Participam do programa corretores com cadastros ativos na Allianz nos produtos Automóvel, Vida, Massificados e Negócios Corporativos. As pontuações envolvem incremento de PEL de 2024 sobre 2023, produção total de 2024 nos ramos elegíveis e índice de renovação de Automóvel. O período de pontuação da Alliadoz vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2024.

Europ Assistance Brasil apoiará três projetos sociais em 2024

Fonte: Europe

Três projetos sociais receberão apoio da Europ Assistance Brasil em 2024. Como tradicionalmente faz há mais de dez anos, a empresa utiliza as Leis de Incentivo Fiscal para incentivar ações que tenham relação com sua cultura corporativa, cuja o foco é o cuidar.

Por meio do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD) da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, a EABR apoiará o Instituto Heleninha, que transporta de graça – casa/hospital/casa – crianças e adolescentes carentes em tratamento de câncer e seus cuidadores. Além desse serviço, são oferecidas também atividades complementares de apoio sociofamiliar e a entrega de materiais e produtos que possibilitem condições para a continuidade do tratamento e equilíbrio social.

Já pela Lei do Idoso, este ano a EABR apoiará a Casa do Vovô, que há 50 anos atua na proteção social de alta complexidade (abrigo institucional) para idosos, de ambos os sexos, residentes na cidade de Ribeirão Preto. O projeto suportado envolve a manutenção e instalação de geradores de energia limpa, que contribuirão para diminuir os custos operacionais no cuidado com os idosos, criando condições futuras de instalar equipamentos elétricos que agreguem mais conforto aos assistidos.

Os projetos selecionados para 2024 seguem a nossa missão como companhia que é cuidar de pessoas a qualquer hora e em qualquer lugar,  alguns dos projetos já haviam sido apoiados em 2023 e estamos mantendo a contribuição para que as entidades possam dar continuidade as ações de apoio às crianças, idosos e adolescentes. As empresas precisam devolver à comunidade uma parcela dos seus ganhos obtidos, contribuindo para o desenvolvimento da sociedade em que vivemos. Estamos fazendo a nossa parte e esperamos que outras companhias possam seguir esse exemplo”, afirmou Wlamir Ianez, Head Finanças da Europ Assistance Brasil.

Por fim, pelo terceiro ano consecutivo, a EABR seguirá apoiando o projeto Em Busca de Uma Estrela, da Associação Caminho do esporte ACE. Com base na Lei Federal de Incentivo ao Esporte, a iniciativa tem como missão oferecer igualdade de oportunidades para garotas que querem jogar futebol, realçando a equidade de gênero e o empoderamento feminino. No ano passado, por meio dessa parceria, três jogadoras foram apadrinhadas pela companhia e selecionadas para jogar no Santos FC, assim como outras garotas do projeto foram selecionadas para outros grandes clubes do estado de São Paulo.

       “Apoiar projetos como esse, que valorizam a mulher, são prioridade de uma empresa como a nossa, que possui 74% do seu quadro formado por mulheres. O Em Busca de Uma Estrela dá oportunidades para que jovens possam ser protagonistas de suas histórias por meio do esporte e é um orgulho para nós como companhia contribuir para um futuro melhor dessas garotas”, destacou Edmara Pinho, Coordenadora de Marketing da Europ Assistance Brasil.

Além dessas ações, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a empresa incentivará também a participação de pessoas em shows e peças de teatro que sejam organizados nas casas de espetáculos Tokio Marine Hall, Teatro Bradesco, Teatro Opus Frei Caneca e Vibra São Paulo.

Entrada em vigor de Lei de Licitações deve aquecer mercado de seguro garantia, prevê seguradora Zurich

Fonte: Zurich

A entrada em vigor da nova Lei de Licitações (Lei 14.133 de 2021) traz novas expectativas para o segmento de seguro garantia a partir de 2024. Isso porque uma das alterações previstas pela lei é a exigência de garantia de até 30% do valor inicial do contrato nas contratações de obras e serviços de engenharia cujo valor estimado supere R$ 200 milhões. Antes, o limite era 10%. 

Na prática, além do aumento do limite da garantia, a lei prevê também a possibilidade de a seguradora retomar a obra pública no lugar do tomador inadimplente. Com essa alteração, o mercado segurador passa a ter maior responsabilidade na fiscalização das obras, o que fará das equipes especializadas um diferencial.  

“Como impacto mais imediato, devemos ver um crescimento do produto, mas também um aumento do risco. Nesse contexto, ter uma equipe de engenharia de riscos bem estruturada, com diferentes formações e especialidades, será muito importante para as seguradoras”, pontua Guilherme Ramiro, gerente de Seguro Garantia da Seguradora Zurich. 

Segundo o executivo, a Zurich destaca-se pela expertise e equipe qualificada de engenheiros que atua desde a análise de risco até a emissão da apólice, oferecendo suporte técnico e comercial aos clientes em todas as fases do processo, além de diversas ferramentas de suporte ao cliente. “Até pelo perfil multiproduto da Zurich, nossa área de Engenharia de Riscos tem ampla experiência no gerenciamento de riscos das obras”, explica Guilherme. 

A seguradora também tem como diferencial ofertar produtos que garantem não só o cumprimento do contrato, mas também a qualidade dos serviços e produtos entregues. Entre as ofertas da companhia estão soluções de seguros de performance, que garantem o cumprimento de metas e objetivos previstos em contratos. É esse comprometimento que contribuiu para que a Zurich atingisse crescimento de 124% no seguro garantia até outubro de 2023, enquanto o mercado cresceu cerca de 17%. 

Guilherme destaca que a nova lei desenha um cenário de incentivo a um ambiente econômico-financeiro propício para investimentos em infraestrutura no Brasil. “Fica evidente que o seguro garantia será fundamental para o aumento de inúmeras perspectivas de avanço econômico, financeiro e social que deve ser proporcionado pela nova legislação”, ressalta. 

Novo marco legal 

No mês de outubro, foi assinado o novo marco legal que facilita a retomada dos ativos dados em garantia nos contratos de licitações. O novo marco acaba por ser uma oportunidade para que o seguro garantia seja visto como mais uma opção de caução prevista na contratação públicas de obras.  

Ao melhorar as regras de garantias para empréstimos e facilitar a retomada de bens, a Lei nº 14.711 deve ajudar a reduzir o custo do crédito e da inadimplência no país. Para o mercado de seguro garantia isso é importante porque traz agilidade na recuperação de valores indenizados, o que beneficia tomadores e segurados à medida que dá segurança jurídica para recuperação de valores, evitando ações judiciais de longo prazo. 

Allianz Risk Barometer: ciber é o principal risco global para os negócios em 2024

Incidentes cibernéticos, como ataques de ransomware, violações de dados e interrupções de TI, são a maior preocupação para empresas no mundo em 2024, de acordo com o Allianz Risk Barometer.  

O perigo intimamente interligado da interrupção nos negócios ocupa o segundo lugar. Catástrofes naturais (subindo do 6º para o 3º, ano após ano), Incêndio, explosão (subindo do 9º para o 6º) e Riscos políticos e violência (subindo do 10º para o 8º) são os maiores destaques na última compilação dos principais riscos globais de negócios, com base nas percepções de mais de 3.000 profissionais de gerenciamento de riscos.

Brasil 

No Brasil, os três principais riscos são de mudanças climáticas, interrupção de negócios e os cibernéticos. 

Um dos maiores movimentos na pesquisa deste ano é o de mudanças climáticas. Em um sinal de que as empresas estão sentindo o impacto de eventos climáticos extremos, ele ocupa a 3ª posição, subindo três posições em relação ao ano anterior. O ano de 2023 foi novamente de recordes em vários aspectos. Foi o ano mais quente desde o início dos registros, segundo a Organização Meteorológica Mundial, enquanto as perdas seguradas, em 2023, no mundo, superaram US$100 bilhões pelo quarto ano consecutivo.

As perdas por tempestades severas atingiram uma nova alta histórica de US$60 bilhões, em âmbito global. A quebra de recordes climáticos, em 2023, incluiu temperaturas da superfície do mar, aumento do nível do mar e baixa cobertura de gelo marinho na Antártica. As mudanças climáticas (18%) apesar de não terem se movido ano após ano no Allianz Risk Barometer, permanecendo em 7º, são refletidas no aumento do risco das catástrofes naturais no ranking. É considerado prioridade para grandes empresas (ocupando o 4º lugar, sua posição mais alta até então), sendo o principal risco no Brasil e na Turquia, e subindo ano após ano em muitos países, como França, Alemanha, Itália, Nigéria, Cingapura, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. 

As empresas estão confiantes de que as duas principais  ameaças dos últimos tempos, a  pandemia e a crise energética, ficaram para trás. No entanto, a interrupção dos negócios continua a ser uma preocupação fundamental, uma vez que as empresas são desafiadas a  construir resiliência e a diversificar as cadeias de abastecimento, em um mundo em constante mudança. A interrupção de negócios (BI) ocupa o segundo lugar no  Barômetro de Risco Allianz, atrás do risco cibernético, intimamente ligado. Está entre os três principais  riscos para empresas de todos os tamanhos e é a segunda maior preocupação nas regiões  das Américas, Europa, Ásia Pacífico e África e Médio Oriente. 

Após dois anos de atividades de perdas elevadas, mas estáveis, 2023 assistiu a um  ressurgimento preocupante de perdas de ransomware e extorsão, à medida que o cenário de ameaças cibernéticas continua a evoluir. Os hackers têm cada vez mais como alvo as áreas de TI das companhias e as cadeias de abastecimento físicas, lançando ataques cibernéticos em massa e encontrando novas formas de extorquir dinheiro de empresas, grandes e pequenas. 

Não é de  admirar  que  as empresas classifiquem o risco cibernético como a sua principal  preocupação (36% das respostas, 5  pontos percentuais à frente do segundo maior risco) e, pela primeira vez, em empresas de todos os tamanhos, grandes (acima de US$ 500 milhões de receita anual), médias (de US$ 100 milhões a US$ 500 milhões) e pequenas (abaixo de US$ 100 milhões de faturamento anual), também. É a causa de interrupção dos negócios que as empresas mais temem, enquanto a resiliência da segurança cibernética é classificada como o desafio ambiental, social e de governança (ESG) mais preocupante das empresas. É também a principal preocupação das empresas uma vasta gama de indústrias, incluindo bens de consumo, serviços financeiros, cuidados de saúde e telecomunicações, para citar apenas algumas.   

O CEO da Allianz Commercial, Petros Papanikolaou, comenta sobre os resultados: “Os principais riscos e as maiores ascensões no Allianz Risk Barometer deste ano refletem os grandes problemas enfrentados pelas empresas ao redor do mundo, atualmente – digitalização, mudanças climáticas e um ambiente geopolítico incerto. Muitos desses riscos já estão impactando, com condições climáticas extremas, ataques de ransomware e conflitos regionais esperados para testar ainda mais a resiliência das cadeias de abastecimento e modelos de negócios em 2024. Corretores e clientes de empresas de seguros devem estar cientes e ajustar suas coberturas de seguro de acordo.” 

Grandes corporações, empresas de médio porte e pequenos negócios estão unidos pelas mesmas preocupações de risco – todos estão principalmente preocupados com cibersegurança, interrupção nos negócios e catástrofes naturais. No entanto, a lacuna de resiliência entre empresas grandes e menores está se ampliando, conforme a conscientização de risco entre as organizações maiores cresceu desde a pandemia, com um esforço notável para aprimorar a resiliência, destaca o relatório. Por outro lado, empresas menores frequentemente carecem de tempo e recursos para identificar e se preparar efetivamente para uma ampla gama de cenários de risco e, como resultado, levam mais tempo para retomar os negócios após um incidente inesperado.

Tendências impulsionando a atividade cibernética em 2024

Incidentes cibernéticos (36%) são classificados como o risco mais importante globalmente pelo terceiro ano consecutivo – pela primeira vez com uma margem clara (5% pontos). É o principal perigo em 17 países, incluindo Austrália, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Uma violação de dados é considerada a ameaça cibernética mais preocupante para os respondentes do Allianz Risk Barometer (59%), seguida por ataques à infraestrutura crítica e ativos físicos (53%). O recente aumento nos ataques de ransomware – 2023 viu um preocupante ressurgimento na atividade, com a atividade de sinistros de seguro aumentando mais de 50% em comparação com 2022 – ocupa o terceiro lugar (53%). 

“Os criminosos cibernéticos estão explorando maneiras de usar novas tecnologias, como inteligência artificial generativa (IA), para automatizar e acelerar ataques, criando malware e phishing mais eficazes. O aumento no número de incidentes causados por uma segurança cibernética deficiente, especialmente em dispositivos móveis, a escassez de milhões de profissionais em segurança cibernética e a ameaça enfrentada por empresas menores devido à sua dependência da terceirização de TI também são esperados para impulsionar a atividade cibernética em 2024”, explica Scott Sayce, Chefe Global de Cibersegurança da Allianz Commercial.  

Interrupção nos negócios e catástrofes naturais 

Apesar do alívio na interrupção das cadeias de abastecimento pós-pandemia em 2023, a interrupção nos negócios (31%) mantém sua posição como a segunda maior ameaça na pesquisa de 2024. Esse resultado reflete a interconexão em um ambiente de negócios global cada vez mais volátil, bem como uma forte dependência de cadeias de abastecimento para produtos ou serviços críticos. Melhorar a gestão da continuidade dos negócios, identificar gargalos nas cadeias de abastecimento e desenvolver fornecedores alternativos continuam sendo prioridades-chave de gerenciamento de riscos para empresas em 2024. 

Catástrofes naturais (26%) estão entre as três maiores movimentações, subindo três posições no rakning. Por isso, 2023 foi um ano recorde em vários aspectos. Foi o ano mais quente desde que os registros começaram, enquanto as perdas seguradas superaram US$100 bilhões pelo quarto ano consecutivo, impulsionadas pela conta de danos mais alta de todos os tempos, de US$60 bilhões, devido a tempestades severas. No mundo, catástrofes naturais são o risco #1 na Croácia, Grécia, Hong Kong, Hungria, Malásia, México, Marrocos, Eslovênia e Tailândia, muitos dos quais sofreram alguns dos eventos mais significativos de 2023. Na Grécia, um incêndio próximo à cidade de Alexandroupolis, em agosto, foi o maior já registrado na União Europeia. Enquanto isso, inundações severas na Eslovênia resultaram em um dos maiores eventos de cadeia de abastecimento, causando atrasos na produção e falta de peças para fabricantes de automóveis europeus.

Diferenças regionais e riscos

As mudanças climáticas (18%) podem não ter se movido ano após ano (7º lugar), mas estão entre os três principais riscos de negócios em países como Brasil, Grécia, Itália, Turquia e México. Danos físicos aos ativos corporativos de eventos climáticos extremos mais frequentes e severos são uma ameaça-chave. Os setores de serviços públicos, energia e industrial estão entre os mais expostos. Além disso, os riscos de transição para uma economia net zero e os riscos de responsabilidade devem aumentar no futuro, à medida que as empresas investem em novas tecnologias de baixo carbono, em grande parte não testadas, para transformar seus modelos de negócios. 

Não surpreendentemente, dados os contínuos conflitos no Oriente Médio e Ucrânia, e as tensões entre China e EUA, os riscos políticos e a violência (14%) sobem do 10º para o 8º lugar. 2024 também é um super ano de eleições, onde até 50% da população mundial poderia ir às urnas, incluindo Índia, Rússia, EUA e Reino Unido. A insatisfação com os resultados potenciais, juntamente com a incerteza econômica geral, o alto custo de vida e o crescimento da desinformação alimentada pelas redes sociais, significa que a polarização social deve aumentar, desencadeando mais agitação social em muitos países. 

No entanto, há alguma esperança entre os respondentes do Allianz Risk Barometer de que 2024 poderia ver os altos e baixos econômicos selvagens experimentados desde o choque da Covid-19 se acalmarem, resultando em desenvolvimentos macroeconômicos (19%), caindo do 3º para o 5º lugar. No entanto, as perspectivas de crescimento econômico permanecem fracas – bem abaixo de 1% nas principais economias em 2024, de acordo com a pesquisa da Allianz

“Mas esse crescimento fraco é um mal necessário: as altas taxas de inflação finalmente serão coisa do passado”, diz Ludovic Subran, Economista-Chefe da Allianz. “Isso dará aos bancos centrais algum espaço para manobra – taxas de juros mais baixas são prováveis no segundo semestre do ano. Não um segundo tarde demais, pois não se pode esperar estímulo da política fiscal. Uma ressalva é o considerável número de eleições em 2024 e o risco de mais agitação, dependendo de certos resultados.”  

Em um contexto global, a escassez de mão de obra qualificada (12%) é vista como um risco menor do que em 2023, caindo da 8ª para a 10ª posição. No entanto, empresas na Europa Central e Oriental, Reino Unido e Austrália a identificam como um dos cinco principais riscos de negócios. Dado que ainda há um desemprego recorde em muitos países ao redor do mundo, as empresas estão procurando preencher mais vagas de empregos do que há pessoas disponíveis para ocupá-las. Especialistas em TI ou dados são vistos como os mais difíceis de encontrar, tornando essa questão um aspecto crítico na luta contra crimes cibernéticos.

Os 10 principais riscos globais de negócios para 2024­­