Carnaval aumenta riscos para celulares e exige atenção redobrada dos foliões

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O Carnaval reúne fatores que elevam a exposição de celulares a furtos e roubos, como grandes aglomerações, distração e uso intenso do aparelho ao longo do dia e da noite. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram registrados 3.678 furtos e roubos de celulares no estado, evidenciando a vulnerabilidade dos foliões em ambientes de grande circulação. 

Mesmo com ações de segurança pública que contribuíram para reduções pontuais em algumas regiões, grandes eventos seguem concentrando ocorrências desse tipo. Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os furtos de celulares acontecem com maior frequência aos finais de semana e em locais de grande fluxo de pessoas, cenário típico do período carnavalesco. 

Esse contexto também se reflete no mercado de seguros. Segundo dados da Zurich Seguros, líder em proteção para celulares no Brasil, o período entre o Carnaval e o pós-Carnaval está entre os mais críticos em termos de sinistralidade: o intervalo tem o maior índice de acionamento do seguro do ano, com crescimento de 20% comparado a média dos demais meses, tendo como base o ano de 2025. E por isso, a proteção do seguro celular é fundamental. 

“O Carnaval reúne uma combinação de fatores que aumenta o risco de perda do celular, como aglomeração, distração e uso constante do aparelho. Muitas vezes, o consumidor só percebe a dimensão do prejuízo depois que o problema acontece”, afirma Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros. 

Dados históricos acompanhados pela seguradora indicam ainda uma mudança no perfil dos sinistros ao longo dos últimos anos. Os furtos passaram a representar a maior parte das ocorrências registradas, superando outros tipos de danos. “Em 2018 os registros de furtos representavam 43,7% do total de casos notificados. Já em 2023 e em 2024, essa proporção foi, respectivamente, de 53% e 56%”, complementa o executivo. Isso indica que a atenção dos foliões deve ser redobrada. 

Além da perda do aparelho em si, o impacto tende a ser ampliado pela dependência crescente do smartphone no dia a dia. É de conhecimento público que uma parcela significativa da população utiliza o celular como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades ligadas à economia informal, o que faz com que a perda do dispositivo represente não apenas um transtorno, mas também impacto direto na renda. 

“O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação. Ele concentra informações pessoais, profissionais e financeiras e, para muitas pessoas, é essencial para o trabalho, para a organização da vida cotidiana e para o acesso a serviços digitais que fazem parte da rotina”, explica Carlos Eduardo. 

Durante o Carnaval, esse risco é potencializado pelo uso intensivo de meios de pagamento digitais. O Pix está entre os meios de pagamento utilizados durante a folia, o que reforça a importância da proteção de um dispositivo que concentra dados sensíveis e acesso a recursos financeiros. 

Gap de proteção

Para além da época carnavalesca, o mercado de seguros para celulares segue em crescimento no Brasil, acompanhando a valorização dos aparelhos e a maior percepção de risco por parte dos consumidores. Informações da FenSeg apontam que, atualmente, esse mercado movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano. 

“Esse movimento reflete uma mudança gradual no comportamento do consumidor, que passa a enxergar o celular como um bem que merece cuidados semelhantes aos de outros itens de valor do dia a dia. Nesse cenário, o seguro celular ganha relevância como uma forma de proteção e de redução de impactos em situações de perda ou roubo. 

Atualmente, cerca de 10 milhões de smartphones contam com algum tipo de cobertura no país, o que indica espaço relevante para expansão, já que isso representa apenas 4% da base total de smartphones em uso no país. 

“Apesar do crescimento dos últimos anos, o percentual de proteção ainda é muito baixo. Há muito espaço para crescer, para promover a conscientização sobre a importância do seguro, e isso não pode acontecer apenas depois que um infortúnio acontece”, pontua o superintendente de Parcerias da Zurich Seguros.  

Em um cenário de maior circulação de pessoas e uso intensivo do celular, o planejamento passa a ser um aliado importante para quem quer aproveitar a folia com mais tranquilidade. A combinação entre conscientização, escolhas preventivas e soluções de proteção ajuda a reduzir imprevistos e a minimizar transtornos em um dos períodos mais movimentados do ano. 

Susep aprova Eduardo Cruci como diretor técnico da Junto Seguros

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A aprovação de Eduardo Cruci como diretor técnico da Junto Seguros pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), formalizada nesta semana, consolida a nova configuração das áreas de Risco de Crédito e Underwriting da Junto Seguros em um momento decisivo para o seguro garantia no país — agora sob as regras já vigentes do Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/2024), em vigor desde 11 de dezembro de 2025.

Referência nacional no segmento e pioneira na emissão da primeira apólice de seguro garantia no Brasil, a companhia atravessa uma fase de fortalecimento técnico e expansão em um ambiente regulatório mais exigente. A formalização do executivo ocorre no momento em que o setor combina forte demanda por infraestrutura com novas obrigações legais que impactam diretamente subscrição, provisões e gestão de sinistros.

Com quase 30 anos de experiência em crédito, underwriting e finanças corporativas, Cruci passa a comandar de forma integrada duas áreas-chave para a tomada de risco. O movimento consolida uma operação unificada, com maior robustez técnica e agilidade decisória, especialmente em projetos estruturados de concessões, PPPs e contratos públicos e privados de grande porte — operações que exigem interlocução sofisticada com resseguradores e modelagens financeiras detalhadas.

O pano de fundo é um mercado em expansão. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta crescimento de de 13,6% em 2026. Em 2024, as vendas superaram R$ 5 bilhões, e a Junto lidera o ranking da modalidade.

Segundo Cruci, o ciclo de investimentos em infraestrutura — com mais de 560 projetos em desenvolvimento e demanda estimada superior a R$ 750 bilhões — exige estruturas financeiras robustas, com seguros e garantias desenhados de forma integrada à concessão de crédito. “Projetos de longo prazo demandam disciplina técnica na análise e gestão ativa do risco ao longo de todo o contrato”, afirma.

Com o novo marco já em vigor, o impacto operacional é concreto. Em sinistros, o prazo prescricional passa a contar apenas após o aviso formal, ampliando a perenidade do risco e pressionando provisões. A exigência de liquidação em até 120 dias encurta a janela de atuação da seguradora, enquanto a aceitação tácita impõe prazos rígidos mesmo em riscos de alta complexidade e valor bilionário. O resultado é um ambiente que combina maior proteção ao segurado com necessidade de rigor técnico redobrado por parte das seguradoras.

A resposta da Junto foi estrutural. A companhia reforçou o time de sinistros com profissionais mais seniores e ampliou a atuação da área de controle de riscos, que passa a ter papel ainda mais protagonista no pré e no pós-sinistro. A meta é reduzir ambiguidades contratuais, acelerar análises sem comprometer a qualidade técnica e preservar a sustentabilidade da carteira no longo prazo.

Além do ambiente regulatório, o executivo aponta fatores macroeconômicos que exigem cautela: juros elevados comprimindo retornos de projetos, inflação impactando custos de obras, eventos climáticos severos e gargalos na cadeia de fornecedores que afetam cronogramas e margens. “O mercado está mais seletivo. Há oportunidades relevantes em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, mas o cenário exige disciplina e avaliação integrada de crédito e subscrição”, diz.

A formalização da liderança de Cruci ocorre, portanto, em um ponto de inflexão para o seguro garantia: crescimento estrutural da demanda por infraestrutura, maior sofisticação dos contratos e um arcabouço regulatório que eleva o padrão técnico do setor. A aposta da Junto é que a integração entre risco de crédito e underwriting — com visão financeira completa do projeto — será determinante para sustentar a liderança no próximo ciclo de investimentos.

Ícaro Demarchi, ex-B3, assume como CEO da Guru Spoc

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A Guru SPOC anunciou a nomeação de Ícaro Demarchi Araujo Leite como novo CEO. Fundada por Antonio Cassio e Cassio Amaral, a empresa foi a primeira Sociedade Processadora de Ordem do Cliente (SPOC) autorizada a operar no ecossistema de Open Insurance no Brasil.

Ícaro Leite já atuou como diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e como executivo da B3. Ele assume a liderança da companhia em um momento de avanço regulatório e operacional do Open Insurance e do Open Finance no país.

A empresa atua como plataforma de infraestrutura voltada à integração de dados, distribuição e serviços no ambiente de seguros, com foco na conexão entre seguradoras, plataformas digitais e parceiros de outros segmentos financeiros.

De acordo com o novo CEO, a estratégia envolve ampliar a atuação da companhia na intersecção entre seguros e crédito. “Nosso objetivo é abrir novos canais para o mercado securitário, gerar negócios de forma acelerada e criar oportunidades especialmente em segmentos com alto potencial de inclusão. Atuamos com ambidestra entre Open Insurance e Open Finance, explorando as intersecções entre seguros e crédito, além de desenvolver modelos que integram soluções de proteção a jornadas digitais já existentes”.

A Guru SPOC afirma que pretende atuar como hub de integração no ecossistema regulado, conectando seguradoras e parceiros de forma alinhada às diretrizes do Open Insurance. Recentemente, a empresa concluiu uma rodada de investimentos para sustentar seus planos de crescimento, embora não tenha divulgado valores.

Com a mudança na liderança, a companhia inicia uma nova etapa voltada à consolidação de sua atuação no ambiente de infraestrutura do Open Insurance e Open Finance.

Tokio Marine adere ao Pacto Global da ONU para Desenvolvimento Sustentável 

A Tokio Marine Seguradora anuncia sua adesão ao Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçando seu compromisso com práticas responsáveis e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A iniciativa reúne mais de 21 mil organizações distribuídas em cerca de 70 redes locais e presente em 160 países e estimula a incorporação de princípios universais de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção nas estratégias e operações das empresas.

A adesão ao Pacto Global está conectada às diretrizes internacionais da Tokio Marine Holdings e ao plano estratégico Tokio Transforma, que orienta a atuação da companhia no País com foco em crescimento sustentável, excelência em serviços e inovação.

A Tokio Marine dará continuidade ao processo de estruturação de seus compromissos estratégicos relacionados aos ODS prioritários, que serão apresentados de forma responsável e aderente ao plano de sustentabilidade da companhia, garantindo consistência técnica e viabilidade prática.

“A adesão ao Pacto Global da ONU representa um marco importante na evolução da agenda ESG da Tokio Marine no Brasil. É um passo estratégico que reforça nosso compromisso com a responsabilidade, a transparência e o alinhamento às melhores práticas globais. Ao integrar o maior movimento corporativo de sustentabilidade do mundo, reafirmamos nossa atuação responsável, abrangendo o respeito aos direitos humanos, a valorização do trabalho digno, a proteção do meio ambiente e a integridade no combate à corrupção, com compromisso permanente de evolução contínua”, afirma André Cordeiro, Superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine.

Brasil entra em nova era de extremos climáticos e reforça papel do seguro frente às mudanças do clima

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Relatório mais recente sobre eventos climáticos da Howden Re Brasil — publicado em fevereiro de 2026 e alinhado às análises anteriores sobre variabilidade e extremos — traz evidências de que o Brasil atravessa um período de intensificação de eventos climáticos extremos, impulsionados por um clima global aquecido e mais volátil. O documento analisa padrões recentes de chuva, seca, ondas de calor e frio, além dos impactos socioeconômicos desse cenário, e alerta para a necessidade de ampliar a segurabilidade e a resiliência nacional diante das mudanças climáticas. 

O relatório destaca que, no período recente analisado, o país experimentou contrastes fortes: desde fortes chuvas e recuperação de reservatórios no Sul até seca prolongada em partes do Nordeste, com ondas de granizo e frio que expuseram fragilidades no setor agrícola e na infraestrutura energética. Situações como essas exemplificam a crescente variabilidade climática que, segundo especialistas, tende a ser intensificada pelo aquecimento global — cenário em que extremos substituem padrões climáticos estáveis. 

Segundo meteorologistas e cientistas climáticos, eventos extremos — como enchentes localizadas, ondas de calor e frentes frias intensas — não são apenas “anomalias isoladas”, mas parte de uma tendência amplificada pelo aumento das temperaturas médias globais, efeito direto das emissões humanas de gases de efeito estufa. Esses eventos geram perdas materiais significativas e pressionam diretamente setores produtivos e infraestrutura. 

No Brasil, além das chuvas irregulares e secas intermitentes, fenômenos como tempestades severas e geadas intensas comprometem a produção agrícola, afetam o abastecimento de energia — notadamente a geração hidrelétrica — e elevam custos logísticos e operacionais de empresas. Esse quadro — já observado em estudos científicos sobre eventos extremos — mostra que o custo econômico do clima extremo é substancial e tende a crescer com a intensificação das mudanças climáticas.

O seguro como ferramenta de adaptação e mitigação

Nos últimos anos, o setor de seguros tem sido chamado a responder não apenas à reparação de perdas, mas a atuar como agente de antecipação de riscos. O relatório da Howden Re reforça que a segurabilidade climática — a capacidade de oferecer cobertura adequada e acessível para riscos relacionados ao clima — está se tornando um indicador estratégico de resiliência financeira e competitividade econômica. 

Esse conceito vai além da simples proteção patrimonial: envolve modelagem avançada de risco, gestão integrada de riscos climáticos, mecanismos de compartilhamento de risco e integração com políticas públicas e regulamentações que incentivem práticas resilientes. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e intensos, a subscrição de seguros passa a incorporar critérios mais rigorosos, refletindo a necessidade de maior robustez na avaliação de vulnerabilidade climática. 

Especialistas do setor ressaltam que o seguro não deve ser visto apenas como um custo, mas como um instrumento que desbloqueia capital, fomenta investimentos em adaptação e pode reduzir perdas econômicas mais amplas. Em um contexto em que extrema a frequência e intensidade dos eventos climáticos — fenômeno que a ciência climática associa de forma robusta ao aquecimento global —, a proteção contra riscos climáticos torna-se parte essencial da estratégia corporativa e pública. 

Brasil e COP30: urgência política e de mercado

Com o Brasil sediando a COP30 em Belém, o debate sobre mudança climática e adaptação ganhou urgência política. Relatórios como o da Howden Re colocam o setor de seguros no centro das discussões sobre resiliência e capacidade de resposta socioeconômica, apontando para caminhos que incluem maior integração entre ciência do clima, gestão de riscos e proteção financeira. 

Nesse ambiente, empresas e governos são instados a revisar estratégias de mitigação e adaptação climática, incorporar análises de risco climático em planejamento de longo prazo e promover instrumentos de transferência de risco que reduzam vulnerabilidades diante de um clima mais extremo e menos previsível.

Lemontech integra seguro-viagem à gestão corporativa de viagens

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A Lemontech, plataforma especializada em tecnologia para gestão corporativa de viagens, firmou parceria estratégica com a Hero Seguros para integrar a contratação de seguro-viagem ao próprio fluxo de solicitação e gestão de viagens corporativas. A iniciativa reduz a fragmentação de processos, amplia a rastreabilidade das contratações e reforça a governança ao reunir, em um único ambiente, tecnologia, controle e proteção.

A partir de fevereiro, a contratação do seguro-viagem corporativo passou a ser realizada diretamente no fluxo de gestão da Lemontech, eliminando a necessidade de plataformas externas e procedimentos paralelos. Para a empresa, a parceria com a Hero Seguros representa um avanço na estratégia de ampliação do ecossistema de soluções oferecidas, elevando o nível de eficiência operacional e controle disponibilizado aos clientes. “Ao incorporar o seguro-viagem à jornada de gestão, reforçamos nosso papel como habilitadora de processos corporativos mais integrados, inteligentes e completos”, detalha Juliana Costa, diretora da Lemontech.

A integração responde a uma demanda recorrente do mercado corporativo, historicamente marcado por processos fragmentados e baixa visibilidade sobre os seguros associados às viagens de negócios. Ao centralizar a contratação dentro da plataforma, o processo passa a ser auditável e ganha mais transparência, permitindo que as empresas acompanhem, em tempo real, informações como valores contratados, prazos de vigência e colaboradores protegidos. “A integração transformou o seguro em um componente nativo da jornada de viagens, com contratação digital, mais transparência e aderência às diretrizes internas de compliance. Com isso, a proteção deixa de ser um item apartado e passa a fazer parte do processo de forma simples e alinhada às políticas do cliente, ampliando a segurança do viajante e reforçando o controle para as organizações”, explica Juliana.

Em sintonia com a constante evolução do mercado de turismo, a Hero Seguros conta com um portfólio de produtos desenvolvidos especialmente para o público corporativo, com coberturas diferenciadas – como substituição de executivo, proteção adicional para bagagens especiais e cobertura contra roubo ou furto qualificado de notebook e celular. Para Luciana Volante, Chief Revenue Officer da Hero Seguros, a parceria com a Lemontech reforça o posicionamento da seguradora ao conectar sua expertise em seguros a fluxos corporativos cada vez mais estruturados e digitais. “Temos por princípio simplificar e elevar a experiência com o seguro-viagem, tanto para quem vende, quanto para quem contrata. Essa parceria cumpre o nosso objetivo ao levar a oferta do seguro para dentro da jornada de compra da viagem, tornando o processo mais eficiente e inteligente”, declara Luciana Volante.

CNseg analisa semanalmente o cenário das Expectativas Econômicas

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por CNseg

Para navegar com segurança no mercado de seguros, é preciso olhar além do presente e compreender as forças que moldam o futuro da economia. É com esse objetivo que a área de Estudos e Projetos da Confederação Nacional das Seguradoras disponibiliza, sempre às segundas-feiras à tarde, um combo essencial de análise e informação: o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas e o relatório complementar DADOS das Expectativas Econômicas.


A consistência técnica desse trabalho foi recentemente reconhecida pelo próprio Banco Central do Brasil: a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026. O resultado reforça a qualidade e a acurácia das estimativas produzidas pela entidade em um ambiente de elevada complexidade econômica, no qual projeções confiáveis são um diferencial relevante para a correta leitura do cenário e a tomada de decisão.


O boletim funciona como uma bússola para o setor. Ele traduz o fluxo constante de indicadores macroeconômicos, como as variações da inflação (IPCA e IGP-M), as oscilações do câmbio e as projeções da taxa Selic, em um panorama estratégico e de fácil leitura. O foco é monitorar as expectativas do mercado financeiro e antecipar como essas tendências podem impactar o ambiente de negócios e o planejamento das seguradoras no Brasil.


Destaques da 394ª Edição

Na edição mais recente, de número 394, publicado em 9 de feveerero, o boletim destaca a nova redução nas medianas de inflação captadas pelo Relatório Focus, acompanhada de revisões no setor externo e de ajustes marginais nos indicadores fiscais 


A ata do Copom reforça que, apesar do avanço da desinflação, o Banco Central mantém postura vigilante, uma vez que as expectativas seguem acima da meta nos horizontes relevantes. Embora o arrefecimento da inflação cheia e das medidas subjacentes seja favorecido por câmbio mais apreciado e commodities em ambiente mais benigno, persiste a pressão da inflação de serviços, sustentada por mercado de trabalho ainda dinâmico. Nesse contexto, a sinalização de corte de juros na próxima reunião indica elevada probabilidade de início do ciclo de flexibilização, ainda que sob condução cautelosa e condicionada à consolidação do cenário.


No campo da atividade, a produção industrial recuou 1,2% em dezembro, com queda mais intensa na indústria de transformação e desempenho positivo da extrativa, consolidando trajetória mais fraca ao fim de 2025 e carrego estatístico negativo para 2026 


As projeções para o IPCA de 2026 foram levemente reduzidas, assim como as estimativas para o IGP-M e os preços administrados, enquanto no setor externo houve revisão marginal do déficit em conta corrente e do saldo da balança comercial, em cenário de fluxo cambial positivo sustentado sobretudo por capitais de curto prazo. Do ponto de vista fiscal, observou-se pequena melhora na projeção do resultado primário e da dívida bruta em 2026, mas piora da estimativa para o resultado nominal em 2027, em meio à aprovação de novos gastos permanentes.


Suporte Técnico e Tomada de Decisão

Para aqueles que precisam de uma imersão técnica ainda mais profunda, a CNseg oferece simultaneamente o arquivo de DADOS das Expectativas Econômicas. Este documento reúne as séries históricas e as tabelas detalhadas que fundamentam as análises, permitindo que especialistas e analistas manipulem as informações e cruzem variáveis com precisão.


Este conjunto de publicações é pensado para quem toma decisões. Executivos, gestores de risco e economistas encontram nesses materiais ferramentas poderosas para identificar oportunidades e se preparar para desafios com base em dados técnicos e confiáveis. Ao oferecer uma visão clara sobre o que o mercado espera para o PIB e para o cenário fiscal, a CNseg garante que seus associados e o público interessado tenham em mãos a inteligência necessária para transformar a incerteza do mercado em estratégia de crescimento.


Acompanhar semanalmente esse conjunto de informações é a melhor maneira de estar alinhado às movimentações que impactam o mercado de seguros no Brasil. Acesse o portal da CNseg todas as segundas-feiras à tarde e utilize as análises e os dados da área de Estudos e Projetos para embasar suas decisões e planejar os próximos passos com muito mais segurança e clareza técnica.

FF Seguros entra em quadra com Bia Haddad e reforça presença do setor no esporte de alto rendimento

bia haddad e ff seguros
FF possui os direitos autorais da imagem


A FF Seguros decidiu jogar em alto nível. A companhia anunciou patrocínio à tenista Bia Haddad Maia, número 1 do Brasil e um dos principais nomes do circuito da WTA – Women’s Tennis Association. A parceria coloca a seguradora ao lado de uma atleta que construiu a carreira ponto a ponto, com disciplina, estratégia e capacidade de reação — atributos que também definem o negócio de seguros.

Com quatro títulos de simples — incluindo Nottingham e Birmingham (2022), Seul e o WTA Elite Trophy (2024) — e oito conquistas em duplas, Bia simboliza consistência e visão de longo prazo. A logomarca da FF estará na viseira da atleta nas temporadas de 2026 e 2027, em todos os torneios do circuito mundial.

Bruno Camargo FairFax FF Seguros

“Estamos muito felizes em apoiar uma atleta que inspira milhões de brasileiros dentro e fora das quadras. A Bia é um exemplo de dedicação e superação. Acreditamos que essa parceria vai além do patrocínio esportivo: trata-se de um investimento em representatividade e em sonhos possíveis”, afirma Bruno Camargo, presidente da FF Seguros.

Para Bia, o apoio institucional faz diferença em um esporte que exige planejamento milimétrico. “É muito importante contar com o apoio de empresas que acreditam no tênis brasileiro e no potencial dos nossos atletas. Valorizo muito o caráter e os valores das pessoas que fazem parte da minha equipe. É uma honra representar a FF e fazer parte dessa família.”

Investidores institucionais dentro e fora das quadras

O movimento da FF não é isolado. No mundo e no Brasil, seguradoras figuram entre os mais relevantes investidores institucionais, com carteiras bilionárias que financiam infraestrutura, empresas e projetos de longo prazo. Essa musculatura financeira também se traduz em apoio consistente ao esporte, à cultura e ao entretenimento.

Diversas companhias do setor patrocinam atletas, equipes e grandes eventos, além de associarem suas marcas a espaços culturais e casas de espetáculos em São Paulo — como Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora, MetLife, Unimede Akad Seguros, entre outras. O setor, que administra reservas técnicas robustas, transforma proteção em fomento à economia criativa e ao esporte de alto rendimento.

No caso de Bia Haddad, o apoio institucional já contou com nomes como Prudential e Latin Re, reforçando como o mercado segurador e ressegurador enxerga no tênis feminino uma vitrine de disciplina, resiliência e excelência.

Soluções sob medida

A FF Seguros atua nos segmentos comercial, industrial, varejo e digital, com soluções personalizadas de transferência de riscos. A companhia integra o grupo canadense Fairfax Financial Holdings Limited, conglomerado global de seguros e resseguros presente em mais de 100 países.

Ao associar sua marca a uma atleta que compete nos maiores palcos do mundo, a FF reforça a mensagem de que, assim como no tênis, o jogo do seguro exige leitura de cenário, preparo técnico e visão estratégica. Em quadra ou no mercado, vence quem sabe administrar risco e transformar pressão em performance.

Resseguro volta ao centro do debate com retomada do Encontro do Rio em 2026

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Em um momento em que o mercado brasileiro de seguros e resseguros volta ao centro das discussões sobre financiamento de infraestrutura, transição climática e estabilidade macroeconômica, o 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 19 e 20 de maio, marca a retomada de um dos principais fóruns estratégicos de transferência de riscos da América Latina. Organizado pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras(CNseg), o evento reunirá seguradoras, resseguradoras, reguladores, investidores e formuladores de políticas públicas para debater o papel do resseguro na agenda de desenvolvimento do país.

A programação prevê painéis sobre riscos climáticos e eventos extremos, instrumentos alternativos de transferência de risco — como cat bonds —, ambiente regulatório, cenário geopolítico e perspectivas de capital internacional para o Brasil. Em um contexto de ano eleitoral, incertezas fiscais e expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura, o encontro se propõe a discutir como um mercado de resseguros capitalizado, tecnicamente disciplinado e integrado ao mercado global pode ampliar a previsibilidade, fortalecer a resiliência e sustentar a expansão da proteção securitária no país.

“O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.Rafaela Barreda, presidente da Fenaber e também do Lloyd’s of London no Brasil”, disse com exclusividade ao Sonho Seguros. Leia os principais trechos da entrevista.

O Encontro de Resseguro do Rio volta em 2026 após um período de pausa. O que motivou esse retorno agora — e por que este é o momento ideal para recolocar o resseguro no centro da agenda nacional?

Como Fenaber, entendemos que a retomada do Encontro em 2026 responde a uma demanda concreta do mercado por um fórum técnico de alto nível, capaz de articular seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores em torno dos riscos emergentes e das novas frentes de desenvolvimento do país. O cenário atual, marcado por transformações econômicas, geopolíticas e climáticas, exige coordenação institucional e previsibilidade, e o resseguro ocupa posição central nessa agenda ao sustentar a estabilidade do mercado e dar suporte à expansão da proteção securitária no Brasil.

Após um período de pausa, a conjunção de maior sofisticação do mercado local, evolução regulatória e necessidade de financiamento de longo prazo para infraestrutura e transição climática torna este o momento adequado para recolocar o resseguro no centro do debate nacional. O 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, organizado em parceria com a CNseg, retoma sua vocação de principal fórum estratégico de transferência de riscos na América Latina e reforça o compromisso institucional da Fenaber com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro de resseguros.

O evento acontece em um ano eleitoral, com incertezas sobre o cenário fiscal e, ao mesmo tempo, grande expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura. Na sua visão, qual é o papel do resseguro para destravar esses projetos e dar previsibilidade ao país?

O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.

Em um ano eleitoral, com natural incerteza fiscal e macroeconômica, a presença de um mercado de resseguros robusto, bem regulado e tecnicamente preparado ajuda a reduzir volatilidade e a dar previsibilidade aos investidores, tanto domésticos quanto estrangeiros. O Encontro será uma oportunidade para aprofundar o diálogo entre setor segurador e ressegurador, formuladores de políticas públicas e instituições financeiras, com foco em mecanismos concretos para destravar investimentos e ampliar a segurança jurídica e contratual dos projetos.

Relatórios recentes mostram um mercado global de resseguro capitalizado, rentável e com forte capacidade para absorver riscos — inclusive com o avanço dos instrumentos alternativos, como cat bonds. O que o Brasil pode esperar desse apetite internacional? O país está preparado para atrair mais capacidade e inovação?

O mercado global de resseguro atravessa um ciclo de capitalização e disciplina técnica que se reflete em forte capacidade para absorção de riscos e no desenvolvimento de instrumentos alternativos de transferência, como os títulos de catástrofe e outras estruturas vinculadas a mercado de capitais. Para o Brasil, isso se traduz em oportunidade de acessar mais capacidade, diversificar fontes de proteção e incorporar soluções inovadoras para riscos climáticos, de infraestrutura e de grandes volumes de carteira.

O país dispõe hoje de um marco regulatório de resseguros consolidado, com presença de resseguradores locais, admitidos e eventuais representados institucionalmente pela Fenaber, o que reforça a segurança e a previsibilidade para o capital internacional. Estamos preparados para atrair mais capacidade, desde que avancemos na melhoria de dados, na transparência de informações e na estabilidade regulatória, e o Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro será uma plataforma para aproximar ainda mais o mercado brasileiro dos grandes players globais e de investidores institucionais interessados em riscos estruturados.

As mudanças climáticas estão pressionando o mercado segurador mundial. Quais devem ser os principais debates desta edição sobre riscos climáticos, eventos extremos e soluções para aumentar a resiliência da sociedade brasileira?

As mudanças climáticas já impactam diretamente a frequência e a severidade de eventos extremos, com repercussões importantes na sinistralidade e na precificação de riscos em diversas linhas de negócios. Nesta edição, queremos promover um debate qualificado sobre modelagem de riscos climáticos, uso de dados e tecnologia, soluções paramétricas e mecanismos de financiamento resiliente capazes de apoiar tanto o setor privado quanto o poder público na gestão desses eventos.

Também será central a discussão sobre como o mercado de seguros e resseguros pode contribuir para políticas de adaptação e mitigação, incentivando práticas mais resilientes em infraestrutura urbana, agronegócio e cadeias produtivas críticas. 

A Fenaber tem atuado em parceria com a CNseg na estruturação do evento e na busca de novos patrocinadores. Que mensagem vocês querem transmitir ao mercado? Como o Encontro de Resseguro pretende se consolidar novamente como um fórum essencial para seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores?

A mensagem que desejamos transmitir é de coordenação institucional e visão de longo prazo: Fenaber e CNseg, ao unirem esforços na realização do 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, reafirmam o compromisso com um mercado mais sólido, transparente e orientado às melhores práticas internacionais. A busca ativa de patrocinadores e parceiros estratégicos demonstra a confiança no potencial do evento de gerar conteúdo técnico relevante, networking qualificado e oportunidades concretas de negócios.

Nosso objetivo é consolidar o Encontro, novamente, como o principal fórum da América Latina dedicado à transferência de riscos, reunindo seguradoras, resseguradoras, corretores, reguladores, investidores, grandes segurados e empresas dos setores econômicos brasileiros em um ambiente propício a discussões de alto nível e à construção de agendas comuns. Ao oferecer um programa focado em temas regulatórios, geopolíticos, climáticos e de inovação, o evento contribui para fortalecer a resiliência do mercado brasileiro de seguros e resseguros e para posicionar o Brasil como polo relevante no cenário internacional de gestão de riscos.

Insurtechs aceleram captação e somam US$ 5,08 bilhões em 2025

O financiamento global para insurtechs no quarto trimestre saltou 66,8% em relação ao terceiro trimestre, alcançando US$ 1,68 bilhão — o maior volume trimestral desde os US$ 2,35 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2022, segundo relatório divulgado na quinta-feira.

No acumulado de 2025, os aportes cresceram 19,5% em comparação a 2024, somando US$ 5,08 bilhões, de acordo com o estudo da Gallagher Re, braço de resseguros da corretora Arthur J. Gallagher & Co.

O número de negócios no quarto trimestre avançou 34,2% frente ao trimestre anterior, chegando a 102 operações, enquanto o tíquete médio subiu 20%, para US$ 18,8 milhões. Do total de transações, 77 foram no segmento de property/casualty (danos) e 25 em vida e saúde.

Os Estados Unidos voltaram a liderar os aportes no quarto trimestre, respondendo por 51% do total, seguidos pelo Reino Unido, com 8%, e pela Índia, com 6%. A distribuição está em linha com a média histórica: entre 2012 e 2025, os EUA concentraram 50% do financiamento no quarto trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 5%.

No consolidado do ano, o volume foi impulsionado pelo forte aumento das chamadas mega-rodadas — captações de US$ 100 milhões ou mais — que passaram de seis em 2024 para 11 em 2025. O financiamento anual também contou com maior participação de resseguradoras, que realizaram 162 operações em 2025, o maior patamar já registrado em um único ano.

Segundo o relatório, o interesse em inteligência artificial vem alimentando uma espécie de renascimento das insurtechs, em um contexto em que mais de US$ 1 trilhão já foi investido em data centers e outras infraestruturas de tecnologia.

“Não parece haver falta de otimismo em relação ao poder da IA”, afirma o documento.