Seguro dá samba? Veja quais proteções existem na folia dos blocos de rua e sambódromo 

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Fonte: Infomoney

Quem for curtir o Carnaval no sambódromo de Florianópolis vai se deparar com o seguro na passarela, já que o tema será abordado no samba-enredo deste ano da escola “Protegidos da Princesa”, uma das mais tradicionais do carnaval catarinense, que desfila na próxima sexta-feira, 9 de fevereiro.

De acordo com Édson Calheiros, idealizador do samba-enredo e presidente da seguradora Oxxy, a iniciativa de levar o seguro para a área de maior destaque do sambódromo – a passarela – é popularizar o tema, ainda desconhecido por boa parte dos brasileiros. 

A partir de um livro sobre microsseguros (proteção securitária que visa preservar a situação socioeconômica, pessoal ou familiar da população de baixa renda contra riscos específicos, mediante pagamento de preços proporcionais às probabilidades e aos custos dos riscos envolvidos) escrito por ele, nasceu o debate com a escola de levar o seguro para o desfile.

“Só para que vocês tenham uma ideia do quanto de história que nós vamos contar na avenida, começamos desde a época do rei Hamurabi, porque a pedra de Hamurabi tem o primeiro registro sobre o seguro no mundo, e traz até os dias atuais passando pela Inglaterra, pela França, pelos seguros de embarcações e chegando ao Brasil com a primeira companhia de seguros no país”, conta Calheiros no episódio desta quinta-feira (1º) do Tá Seguro?videocast do InfoMoney que desmistifica o universo dos seguros. O programa já está disponível no YouTube (clique aqui para assistir) e nas principais plataformas de podcast (clique aqui para conferir no Spotify).

Calheiros explica ainda que a principal mensagem que eles querem passar com o desfile é que o “seguro é o caminho para uma inclusão social”.  “Vamos trabalhar um pouco dessa ideia do seguro como algo essencial tanto para a agricultura quanto para a vida, para um empresário, para saúde, nós vamos percorrer todos os ramos de seguros conhecidos no Brasil”, continua o presidente da Oxxy. Ele esclarece que os cerca de 2 mil componentes da escola poderão adquirir, por um custo baixo – R$ 5 ou R$ 10 – um seguro com cobertura para acidentes pessoais junto com a compra da fantasia que usará para desfilar.

Quem vai ao sambódromo tem proteção?

A exigência ou não de seguro varia conforme a localidade. Na cidade de São Paulo, por exemplo, que já recebe um dos maiores carnavais do país, é exigida a contratação (via licitação) de seguro para os desfiles no sambódromo, mas não para os blocos de rua. 

No sambódromo, está contemplado “o seguro contra acidentes que possam ocorrer com equipe, equipamentos e público em geral (…) inclusive seguro de responsabilidade civil e danos a terceiros”, informou a SPTuris por meio de nota ao InfoMoney.

O corretor de seguros Bruno Amorim, diretor da Eventseg, explica que existem “diversos tipos de carnaval” espalhados pelo país, por isso, em cada formato de celebração o público tem uma exposição diferente ao risco. “O carnaval no sambódromo é mais controlado que um carnaval de rua, que é mais solto. Mas, de forma geral, o que pode acontecer ali é um tumulto, acidente com pessoas, alguma estrutura que venha a colapsar e machuque gente. Fugindo dos termos técnicos, basicamente precisamos de um seguro que cubra danos às pessoas e os danos às propriedades”, exemplifica Amorim. Ou seja, desde um acidente que cause ferimentos a uma pessoa até um dano ao veículo de alguém que esteja passando no entorno, por exemplo.

Segundo o diretor da Eventseg, atualmente a “maioria dos carnavais” exige da organização um seguro com cobertura de acidentes pessoais além da cobertura de responsabilidade civil. “Porque o acesso ao seguro de responsabilidade civil é mais difícil, tem que haver uma notificação ou uma reclamação e uma determinação de responsabilidade [de quem causou o acidente ou dano]. Já no caso do acidente pessoal, havendo um acidente ou uma morte, o vínculo disso é basicamente o acidente, então propicia a essa pessoa o acesso a uma proteção de forma muito mais rápida e direta”, acrescenta Amorim.

Para Fabio Barreto, presidente da comissão de Responsabilidade Civil da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), representante das seguradoras que operam no ramo, é importante a contratação das duas coberturas – acidentes pessoais e responsabilidade civil – porque uma complementa a outra. “Muitas vezes as apólices (contratos) de acidentes pessoais têm um limite razoavelmente baixo. Onde que entra a responsabilidade? Muitas vezes na falta dessa cobertura maior. Não só pelo fato de realmente existir a responsabilidade do organizador do evento, mas imagine que essa pessoa [que sofreu um acidente ali] fica inválida e tem uma cobertura de R$ 20 mil [de acidentes pessoais]. Às vezes não é suficiente para poder sustentá-la. Então se busca, através do seguro de responsabilidade, complementação do valor de indenização para a família”, ressalta Barreto.

Outra cobertura importante que pode ser contratada pela organização em carnavais, principalmente para os com bilheteria, é a de cancelamento, salienta Ilan Kajan, vice-presidente de riscos corporativos da corretora de seguros Alper. “Porque o cancelamento tem um viés financeiro extremamente relevante, principalmente quando é um evento que tem viés de geração de receita”, observa Kajan. Ou seja, algum cantor famoso que se apresentaria pode cancelar por conta de algum problema de saúde ou mesmo algum evento climático extremo – como calor ou chuva intensos, impossibilitando a realização do evento e gerando a necessidade de possibilitar ao público o reembolso do ingresso pago.  

Em relação aos danos materiais, uma situação que geralmente não está coberta nesses eventos, comentam os especialistas, é a de furto simples de objetos como celulares, por exemplo – seja na arquibancada ou em camarotes. “A não ser que esse camarote tenha uma área onde você coloque os bens sob guarda. O airlocker[tipo de armários inteligentes autogerenciáveis] ficou muito comum, pelo aplicativo você guarda ali o celular. A operação do airlocker tem o seguro. Mas se o seu celular sumiu ou foi roubado, não conta com cobertura [do evento]. Só se a pessoa tiver um seguro próprio dela, do equipamento”, pontua Amorim.

Evento com especialistas do setor debaterá “a força da comunicação no mercado de seguros”

Fonte: Freela

No próximo dia 12 de março, a partir das 8h, acontecerá o evento “A força da comunicação no mercado de seguros”. Promovido pela Freela, o encontro reunirá alguns dos principais executivos e especialistas do setor para debater diversos tópicos relacionados ao tema.

O evento será realizado em São Paulo, no Auditório da Escola de Negócios e Seguros (ENS) – uma das apoiadoras do encontro – e contará com duas rodas de conversas e momentos exclusivos para perguntas e repostas entre os debatedores e o público.

Com o tema ‘a comunicação no setor de seguros’, a primeira roda de conversa discutirá como as seguradoras desenham suas estratégias para se comunicar; de que forma o corretor de seguros está inserido nesse contexto; e o papel da comunicação para o desenvolvimento e crescimento do setor, o que envolve as assessorias de imprensa, as agências de publicidade, além da mídia especializada.

A partir das 08h40, o tema será debatido por Oliver Haider, superintendente de Marketing da Porto Seguro; e Flávio Otsuka, diretor de Estratégia de Crescimento e Marketing da Tokio Marine, e Gabriela Rosati, diretora-executiva de Marketing,  Comunicação e Digital da Alper Seguros. A mediadora será Carol Rodrigues, editora da Revista Cobertura.

Já a segunda roda de conversa começará às 10h e terá como tema ‘o consumidor no mercado de seguros’. O painel será composto por Nathalia Coutinho, consultora de Comunicação e sócia da Core Consultoria; Tatiana Cerezer, diretora de Comunicação e Marketing da MAPFRE; e Carla Simões, diretora de Comunicação da CNseg. A mediação será feita pela editora da revista Apólice, Kelly Lubiato.

Desta vez, o debate terá como tópicos como o consumidor entende e utiliza o seguro; as estratégias de comunicação para diminuir a distância do mercado até o público; como o mercado pode contribuir para uma nova imagem e uma comunicação mais clara; os desafios para atrair a atenção através de uma comunicação mais eficiente; e como tornar as mensagens sobre o setor mais positivas.

“O maior desafio do mercado de seguros atual é como transmitir suas informações com eficiência e clareza. O evento irá discutir com especialistas de comunicação de seguradoras, agências e entidades como facilitar o entendimento sobre o setor, para que as informações cheguem ao consumidor de forma simples e clara”, explicou Paulo Kato, um dos sócios da Freela, organizadora do encontro.

Os interessados em participar podem fazer suas inscrições no endereço https://www.sympla.com.br/evento/a-forca-da-comunicacao-no-mercado-de-seguros/2319178.

Marsh e Junto Seguros lançam plataforma customizada de emissão e gestão de garantia

Fonte: Marsh

A consultoria de riscos e corretora de seguros líder global Marsh, fechou uma parceria inédita com a Junto Seguros, e desenvolveu uma plataforma customizada de emissão e gestão de apólices de garantia. O serviço nomeado Vendors Program, que já está em operação no Brasil, é amplamente utilizado pela Marshna Colômbia, Chile e México, e automatiza integralmente a administração das apólices que garantem o cumprimento das obrigações contratuais firmadas entre fornecedores e segurados (empresas contratantes de serviços dos prestadores).  

“Como resultado de um trabalho de três anos desenvolvendo o projeto no Brasil, somado ao nosso pioneirismo de uma década na América Latina, entregando soluções para apólices recebidas por nossos clientes de seus fornecedores, foi possível estruturar uma plataforma customizada e completa, que realmente atende às expectativas das empresas”, afirma Carolina Jardim, Diretora de Credit Specialties da Marsh Brasil.

“A vantagem do Vendors Program é que, além da gestão dessas apólices, facilita a contratação do seguro garantia para seus fornecedores, através de um clique, com o clausulado já pré-definido e SLA diferenciada. Eliminamos divergências de clausulados e isso cria maior segurança jurídica para as empresas. Mudamos o paradigma trazendo mais transparência para o mercado do seguro garantia”, ressalta a executiva.

A Junto Seguros, líder em seguro garantia no Brasil, e que já atua com este modelo de distribuição em sua operação de seguros colombiana por intermédio da JMalucelli Travelers, aporta nesta parceria a sua sólida experiência no segmento e tecnologia, onde sempre foi pioneira, para proporcionar a melhor experiência para as empresas.

“Para nós, é muito importante ter um parceiro que participe ativamente na estratégia e nos apresente solução que, aliada às inovações e ferramentas digitais desenvolvidas por nossa empresa possam atender aos nossos clientes no dia a dia, com agilidade, transparência e segurança. Criamos uma ferramenta única que aprimora a administração das apólices de garantia e facilita a vida dos segurados”, diz Roque de Holanda Melo, CEO da Junto Seguros.  

Anderson de Almeida, Head de Business Development da Junto Seguros e responsável pelo Projeto dentro da Seguradora complementa que “a plataforma desenvolvida pela parceria Junto e Marsh traz a possibilidade de democratizar e aumentar de forma significativa o mercado de Seguro Garantia no Brasil, que majoritariamente atende Segurados Públicos. Com o Vendors, navegamos em um Oceano Azul de oportunidades”.

MAG Seguros supera expectativas e alcança R$ 75 milhões em vendas novas em 2023

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, supera a meta estabelecida para 2023 e fecha o ano com R$ 75,7 milhões em vendas novas. Para 2024, a expectativa continua positiva, impulsionada pelo crescimento econômico, investimentos em novos projetos de infraestrutura e uma maior conscientização da sociedade como um todo em relação à saúde. 

“Os parceiros de distribuição e cada membro do time foram fundamentais para alcançar resultados tão positivos. Essa é a verdadeira força por trás do nosso sucesso. Gostaria de agradecer também ao nosso cliente, pela confiança dada ao longo desse período, para que pudéssemos fazer as mudanças necessárias e levar a eles o melhor que temos em soluções de cuidado com a vida”, comemora Nuno David, diretor comercial da MAG Seguros. 

De acordo com o executivo, a conquista foi fruto de um trabalho integrado entre todas as equipes para alcançar, principalmente, melhorias significativas na jornada de compra. As mudanças foram alcançadas por meio de uma esteira de operação mais eficiente e também pelo incremento de novas tecnologias e campanhas. 

No último ano, a MAG tocou uma série de iniciativas que puderam tornar real o alcance da meta estabelecida, levando mais soluções a um amplo público que busca mais tranquilidade e cuidado com a família. 

A companhia atualizou seu portfólio de produtos, possibilitando uma gestão mais eficiente das soluções que são ofertadas aos consumidores, seja por meio da venda direta ou por corretores parceiros. Essa iniciativa foi feita com o propósito de identificar melhorias para tornar suas soluções mais competitivas, frente às demandas do mercado. 

Dentro dessa atualização, estão as equiparações de idade, produtos com compra de carência, e a equalização de produtos voltados ao público master, por meio de uma oferta específica para consumidores de alto poder aquisitivo. Ajustes ainda foram feitos na Diária por Incapacidade Temporária e na Cobertura de Morte, para que essas soluções pudessem ter um valor mais competitivo. 

Outras iniciativas foram importantes para o número de vendas novas, como o projeto Anjo Beneficiário que, iniciado em 2023, distingue a maneira como a empresa apoia aqueles que recebem o benefício. 

No último ano, também foram efetivadas parcerias financeiras, onde a MAG realizou treinamento de gerentes de companhias parceiras de negócio, para que estes pudessem efetuar vendas mais robustas dos seus produtos e garantindo a liderança da MAG no segmento. 

As parcerias financeiras possibilitaram a consolidação da posição da MAG em ecossistemas parceiros, além da entrada em novos ecossistemas para levar suas soluções a uma parcela ainda maior da população. 

MAPFRE anuncia Givânia Silva para comandar o comercial da área corporate e brokers 

A MAPFRE anuncia a contratação de Givânia Silva como Head comercial de Corporate e Brokers, estrutura comercial que foi incorporada à área técnica de subscrição de seguros, com o objetivo de trazer mais sinergia entre os setores e aproximar ainda mais a companhia de clientes e corretores.

Givânia desenvolveu ao longo de sua carreira profissional expertise na concepção de programas de seguros, abrangendo aspectos comerciais e técnicos para grupos corporativos globais e nacionais. A executiva é formada em marketing pela Faculdades Integradas IPEP e possui MBA em Investimentos pela IBMEC – Rio de Janeiro.

 Por meio do seu conhecimento em negócios, tendência de mercado, tecnologia e legislação, Givânia chega à companhia com o objetivo de transformar visões estratégicas em resultados importantes: “Estou muito contente em iniciar esse novo desafio na MAPFRE e confiante de que poderei compartilhar meus conhecimentos para ajudar a companhia a crescer ainda mais, impulsionando a inovação no mercado de seguros corporativo e tornando os processos mais ágeis, integrados e eficientes“, destaca a executiva. 

Mauro Caetano, diretor de empresas e seguro geral da MAPFRE, destaca a chegada da nova Head comercial e da estrutura de Corporate e Brokers: “Givânia chega com toda sua expertise em gestão de carteira de Corretores Globais, Retail e Resseguros, além do relacionamento com clientes locais e internacionais de diversos segmentos com a missão a de aprimorar a visão estratégica de nossa companhia, por meio dessa estrutura que une ainda mais a área comercial com a de subscrição de seguros, resultando em uma melhor jornada para os grandes corretores e clientes na MAPFRE”, destaca. “Seguimos com a premissa de reafirmar nossa posição de liderança no mercado de Grandes Riscos no país”, ressalta Caetano. 

Os executivos participarão de um evento da MAPFRE Global Risks no início do mês de março que contará com a presença de Bosco Francoy, CEO da MAPFRE Global Risks e Paola Serrano, Diretora de Mercados da MAPFRE Global Risks. Durante o evento com Brokers e demais parceiros da companhia, ocorrerá a apresentação da nova estrutura e da chegada de Givânia Silva na MAPFRE Brasil. 

Corretores já podem participar da campanha ‘Vou com a Zurich 2024/2025’ 

zurich seguros marcio benevides

Seguindo a tradição, a Seguradora Zurich acaba de divulgar a nova edição da sua campanha anual de incentivo Vou com a Zurich. A companhia levará os corretores com melhor performance em vendas em 2024, com direto a um acompanhante, para a cidade de Cartagena, na Colômbia (corretores Premium), e para Split e Dubrovnik, na Croácia (corretores Infinite Blue). 

‘’Ano a ano, renovamos a nossa campanha com o objetivo de reforçar os vínculos e incentivar o relacionamento junto ao corretor, além de reconhecer o esforço e impulsionar novos negócios. Não há dúvidas de que os corretores desenvolvem papel vital para o desenvolvimento, amadurecimento e evolução do mercado de seguros, e propiciar esse encontro, por alguns dias, é uma forma de valorizar, agradecer e celebrar’’, pontua Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da seguradora. 

A campanha acontece desde 2012, sem repetir destinos. São elegíveis a participar todos os corretores que fazem parte do Programa de Relacionamento Experiência Zurich. A agenda de cada viagem é pensada exclusivamente para o grupo – nos últimos anos, os roteiros incluíam imersões gastronômicas, passeios privativos e a céu aberto e contato com a natureza em destinos como Espanha, Portugal, Marrocos, Punta Cana e Aruba. 

“Queremos proporcionar vivências exclusivas para esses profissionais junto ao nosso time. Toda a programação é elaborada para ser diferente de um pacote adquirido em uma agência de viagens, o que torna a experiência única e inesquecível”, finaliza Marcio.

Generali conclui a aquisição da Liberty Seguros da Liberty Mutual 

GENERALI. JAIME ANCHUSTEGUI

Fonte: Generali 

A Generali anuncia que concluiu a aquisição da Liberty Seguros, Compañia de Seguros y Reaseguros, S.A., uma seguradora espanhola que opera na Espanha, Portugal, Irlanda e Irlanda do Norte, da Liberty Mutual. O acordo para a transação foi anunciado em 15 de junho de 2023.

O negócio está totalmente alinhado com a estratégia “Lifetime Partner 24: Driving Growth” da Generali e visa melhorar o perfil de ganhos do Grupo, impulsionar o negócio de P&C e fortalecer sua posição de liderança na Europa.

Após a conclusão da transação, o novo conselho de administração da Liberty Seguros nomeou Carlos Escudero como novo CEO e Pedro Carvalho como Gerente da filial da Liberty Seguros em Portugal.

“A conclusão da aquisição da Liberty Seguros marca o início de um novo capítulo para a Generali, consolidando nossa posição de liderança na Espanha e em Portugal, dois mercados-chave para o nosso Grupo, e nos dando a oportunidade de entrar no mercado irlandês com uma participação que nos coloca entre os 10 maiores em P&C. O ajuste complementar das operações da Liberty Seguros e da Generali permitirá que continuemos a crescer de forma sustentável, fortalecendo nossas capacidades de distribuição por meio de corretores e agentes profissionais, bancassurance e canal direto, além de aprimorar nossa oferta ao cliente graças a uma gama expandida de produtos”, comentou Jaime Anchústegui Melgarejo, CEO Internacional da Generali, em nota.

Copom reduz Selic, o que propicia cenário favorável para seguros

john liu zurich santander

As seguradoras, que administram uma carteira de investimentos de mais de R$ 1,5 trilhões, estavam de olho na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Por unanimidade, a decisão nesta quarta-feira (31) foi reduzir a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 11,75% ao ano para 11,25% ao ano. A decisão foi unânime. 

Este foi o quinto corte seguido na taxa básica de juros, que começou a recuar em agosto de 2023. Em 11,25%, a taxa permanece no menor nível desde março de 2022 – quando estava em 10,75% ao ano.

John Liu, diretor de investimento da Seguradora Zurich, diz que a conjunção de fatores internos e externos propiciou que o Copom mantivesse o ritmo do corte de juros, iniciado em 2023. “Com cenário de juros em queda, se espera mais estímulos para o consumo e investimentos, o que beneficia o setor de seguros”, disse.

A mediana das projeções para a inflação de 2024 voltou a cair na semana passada (de 3,87% para 3,86%). Outros indicadores positivos sinalizam uma perspectiva de crescimento do PIB do país, e a mediana das previsões para a evolução do Produto Interno Bruto para 2024 subiu de 1,59% para 1,60%, segundo o Relatório Focus do Banco Central. 

Segundo ele, no cenário do mercado internacional, um ponto de atenção é o aumento das tensões geopolíticas. “Além das situações já existentes na Ucrânia e Palestina, problemas no Mar Vermelho estão elevando os fretes marítimos. Por conta dos ataques aos navios no Iêmen, as empresas mudaram as rotas no Oriente Médio”, comenta.

“Olhando para 2024, esperamos que continue nesta tendência conjunta de crescimento e resiliência econômica do Brasil, o que permitiria não apenas a continuidade do ritmo de cortes da Taxa Selic como também propiciaria um contexto favorável para o crescimento de seguros como prestamista, automóvel, residencial, entre outras modalidades para pessoa física e empresas”, acrescenta.

Em meio às discussões óbvias sobre o impacto da queda de juros na economia, Nuno David, diretor da MAG Seguros, destaca a relevância para o mercado de seguros no Brasil. “Mais crucial que flutuações econômicas ou políticas, o crescimento desse setor é condicionado pela baixa penetração do seguro de vida na população brasileira. A queda da taxa de juros, ao impulsionar a economia, desencadeia um ciclo positivo e estimula o avanço da classe média brasileira, um fenômeno contínuo desde o plano real. Esse crescimento favorece a ascensão de milhões de pessoas, impulsionando uma busca virtuosa por proteção financeira para atender necessidades básicas. Este movimento não se limita à busca por moradia, alimentação e lazer, mas se estende à preservação das conquistas alcançadas para as famílias”, afirma.

A redução de meio ponto percentual na taxa Selic não é o principal motor desse fenômeno, mas um sinal de crescimento econômico continuado e consistente da classe média, acrescenta o diretor da MAG. Para ele, esse panorama confirma a perspectiva de que o mercado de seguro de vida está destinado a se expandir. Embora o ritmo seja mais lento em comparação com outras economias globais, o caminho é de um crescimento sustentável.

“Essa tendência valida nossa compreensão de que, mais do que uma simples resposta a flutuações de taxas de juros, o mercado de seguros prospera em consonância com o avanço socioeconômico do país. Portanto, há confiança em um futuro contínuo de expansão para o setor”, comenta Nuno David.

Ginne Siqueira Diniz, superintendente de Investimentos da BB Previdência, uma das principais entidades de Previdência Fechada Complementar do País e que faz parte do conglomerado Banco do Brasil, prevê mais cortes. “Diante do comportamento da inflação, que está abaixo do limite superior da meta de 4,75%, a entidade monetária deverá promover mais cortes nas próximas reuniões subsequentes, e com a mesma magnitude, chegando ao patamar de 9% no final do ano”, afirma.

Segundo a executiva, apesar do cenário internacional adverso e das incertezas quanto a condução da política fiscal, a melhora da atividade econômica e o arrefecimento da inflação corroboram para o processo de queda da taxa básica de juros. A expectativa do mercado é que a Selic encerre o ano em 9%, de acordo com o Boletim Focus do BC.

Embora a BB Previdência tenha alocações majoritariamente em ativos que se beneficiam da queda da taxa básica de juros, como é a previsão para 2024, o atual cenário também tem levado a instituição a posicionar suas carteiras em outras categorias de ativos, favorecidos pela redução da Selic. “Contudo, a BB Previdência está compondo a carteira com ativos de baixo risco que possam proteger a rentabilidade, caso o cenário apresente uma reversão inesperada”, conclui Diniz.

CNseg é uma das signatárias da “Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros”

luciana Dellagnol CNseg

Fonte: CNseg

A Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP FI) promoveu nesta quinta-feira, 31, em Bogotá, Colômbia, o evento de celebração das assinaturas da “Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros” (BDSI), da qual a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) será uma das signatárias. O documento visa firmar o compromisso dos líderes do setor de seguros da América Latina e do Caribe (ALC) em apoiar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os termos da declaração são baseados nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e consideram o contexto do ALC.

Os países envolvidos no BDSI enfrentam desafios econômicos, sociais e ambientais que passam não apenas pelas mudanças climáticas, mas também pela desigualdade social e a instabilidade econômica, problemas que podem ser solucionados com a contribuição de práticas sustentáveis no mercado de seguros, que incentivem a resiliência e promovam soluções para questões ambientais, sociais e de governança. 

Os participantes do acordo deverão incentivar a aderência de práticas deste modelo de seguro pelas empresas do setor; aumentar a resiliência, com base no  desenvolvimento de serviços de gestão de riscos e produtos; instigar a colaboração entre profissionais do segmento e outros agentes interessados; desenvolver a conscientização sobre a importância das práticas de seguro sustentáveis entre populares, empresas e governos; e, por fim, promover a capacitação aos especialistas do setor, a fim de disseminar os benefícios da modalidade.

“O setor de seguros brasileiro contribui de maneira significativa com os princípios da ONU e não tenho dúvidas de que também entregará seu desempenho máximo neste novo compromisso. Estamos certos de que o setor é um aliado valioso no desenvolvimento de uma economia mais sustentável e próspera”, conclui Luciana Dall’Agnol, superintendente de Relações de Consumo e Sustentabilidade da CNseg. 

Seguradoras terão 120 dias para incluir campo específico para nome social em apólices e contratos 

Fonte: CNseg

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia responsável por regular e supervisionar a indústria seguradora brasileira, acaba de anunciar que a inclusão de campo específico para nome social em apólices e contratos passará a ser obrigatória. As empresas do setor terão 120 dias para cumprir a norma. A conquista é fruto de um amplo diálogo e trabalho em conjunto entre a Susep e representantes deste mercado que, cada vez mais, tem atuado para atender as necessidades da sociedade moderna. 

Para Ana Paula de Almeida Santos, diretora de Sustentabilidade e Relações de Consumo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), este é um passo importante para o setor. “Existe uma movimentação do mercado em tornar-se cada vez mais inclusivo. Ter o órgão regulador nos apoiando e fornecendo as ferramentas necessárias para isso, é a indicação que estamos no caminho certo”, explica. 

Com objetivo de apoiar a inclusão da comunidade LGBTQIAPN+, a CNseg disponibiliza gratuitamente materiais que tratam não apenas sobre a importância da inclusão do nome social dentro e fora das empresas, mas também orientações sobre como os players podem tratar as informações do segurado, e estratégias para garantir este direito, como o Guia sobre Nome Social. Outra iniciativa da Confederação foi a realização do webinar “Diversidade em Seguros: a Inclusão LGBTQIAPN+”  em junho do ano passado, conhecido como mês do Orgulho. 

“A CNseg seguirá atuando para que o mercado de seguros seja cada vez mais acolhedor para todos os grupos sub-representados. Ainda temos no radar muitas outras ações e conteúdos educacionais que contribuirão para isso e que devem ser disponibilizados em breve”, afirma Ana Paula. 

A executiva também lembra que este tema vem sendo acompanhado desde o início das tratativas com a Susep pela Comissão de Diversidade, Equidade e Inclusão da CNseg (CDIV). “A Comissão está à disposição do setor para auxiliar no que for necessário e acompanhará mensalmente o andamento da implementação pelas associadas das diretrizes contidas no ofício circular do órgão regulador. Além disso, nos encontros da CDIV os participantes podem trazer questões ligadas a diversidade e inclusão para troca de experiências e construção de soluções frente aos desafios e oportunidades”, informou.

Para Júlia Normande, diretora da Susep, a iniciativa prevê o tratamento adequado e ético aos clientes: “é uma medida que se destina a assegurar a proteção da dignidade humana, dos direitos da personalidade, da honra, da integridade moral, da igualdade, da liberdade, da privacidade, vedação de práticas lesivas degradantes e de discriminação odiosa”, afirma.  

“Estamos dando a garantia de que as pessoas possuam documentos compatíveis com sua identidade, evitando constrangimentos e afastando situações discriminatórias, das quais, infelizmente, a população LGBTQI+ é alvo. O setor de seguros é fundamental na promoção de políticas de inclusão e a Susep se compromete a ter um papel ativo no combate à discriminação”, conclui Júlia. 

A medida está alinhada à Resolução CNSP nº 382/2020, que dispõe sobre princípios a serem observados nas práticas de conduta adotadas pelas empresas supervisionadas e intermediários no que se refere ao relacionamento com o cliente.

Adicionalmente, a Susep mantém um amplo e constante diálogo com entidades representativas do mercado, como a CNseg e a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor), com diversas medidas de conscientização sobre o tema sendo recentemente implementadas, a exemplo de cartilha para orientação das seguradoras sobre o uso de nome social, a elaboração de questionário de mapeamento do setor quanto à faculdade do uso de nome social e a realização de webinar com o tema “Diversidade em Seguros: a Inclusão LGBTQIAPN+”, promovido pela CNseg e com participação da Susep.