Lucro líquido da Mapfre no Brasil cresce 62% em 2023

ceo mapfre felipe nascimento

Fonte: Mapfre

A Mapfre encerrou 2023 com um lucro líquido de 233 milhões de euros no Brasil, um salto de 62% em relação ao ano anterior. A companhia também registrou um crescimento de 5,9% nos prêmios emitidos em 2023 no país, totalizando 5,1 bilhões de euros, em comparação com 4,9 bilhões de euros em 2022. No ano passado, o Brasil respondeu por mais de um terço do lucro líquido da MAPFRE no mundo e por quase 19% dos prêmios emitidos. 

O forte desempenho da regional brasileira foi impulsionado por resultados positivos em todos os segmentos de atuação da companhia, com destaque para o crescimento de 7,4% no Seguro Rural e de 5,6% no Seguro de Vida. A carteira de Seguro Auto, que passou por um período de adaptação de tarifas, registrou um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior. Este crescimento é atribuído à implementação bem-sucedida de estratégias de precificação mais competitivas.

O segmento de Não Vida foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento da MAPFRE no Brasil em 2023. Esse resultado se deve à queda de mais de oito pontos percentuais no Índice Combinado, que atingiu 78,6% no ano, impulsionado principalmente pelo setor de automóveis.

Os demais segmentos também apresentaram resultados positivos. O Índice Combinado de Seguros Gerais atingiu 69,8%, apoiado pelo sólido desempenho do negócio agrário, que sofreu com menos eventos climáticos extremos. Já o segmento de Risco de Vida registrou uma melhora do Índice Combinado para 79%. Com uma performance positiva em todos os ramos, o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) da MAPFRE no Brasil evoluiu em mais de seis pontos, chegando a 24,3% no ano passado, o maior entre todas as unidades regionais da companhia no mundo.

“Os resultados positivos alcançados pela MAPFRE em 2023 demonstram um desempenho financeiro robusto e um avanço consistente da nossa operação no Brasil. Este crescimento é resultado de uma gestão eficaz dos riscos, centrada na satisfação do cliente e no fortalecimento das parcerias com os nossos diversos canais de distribuição. Com uma estratégia claramente definida, a MAPFRE está bem-posicionada para explorar novas oportunidades de crescimento no mercado brasileiro, especialmente nos segmentos de seguros automotivo, de vida e agrícola, que consideramos áreas-chave para a expansão em 2024”, afirma o CEO regional da MAPFRE no Brasil, Felipe Nascimento.

Nascimento enfatiza ainda a solidez do modelo de negócios da companhia, com estratégias de subscrição alinhadas às demandas do mercado e uma oferta multicanal. “Os resultados refletem a sustentabilidade do nosso modelo de negócios e a eficácia das estratégias de tarifação e de subscrição adotadas. Estamos constantemente adaptando nossas ofertas para atender à realidade do mercado brasileiro, garantindo que nossos produtos e serviços sejam relevantes para nossos clientes. Além disso, a oferta multicanal e a bem-sucedida parceria com o Banco do Brasil nos permite alcançar os clientes onde eles estão, proporcionando a flexibilidade e a conveniência que eles esperam de uma empresa líder de mercado”, explica o executivo.

MAPFRE cresce 7,7% no mundo

Considerando todos os países em que opera, a receita global da MAPFRE em 2023 foi de 32,2 bilhões de euros, 9,2% a mais do que em 2022, graças ao aumento de 9,7% nos prêmios emitidos, que alcançaram 26,9 bilhões de euros, e a maiores receitas financeiras. O lucro líquido da companhia ficou em 691,8 milhões de euros, o que representa uma alta de 7,7% na comparação com o ano anterior.

Com alta de 15,8%, a região Ibéria (Portugal e Espanha) foi a que mais cresceu em arrecadação de prêmios, seguida pelos países da América Latina (13,3%), Brasil (5,9%) e América do Norte (3,6%). Somados, os demais países da Europa, Ásia e África apresentaram um recuo de -2% em prêmios.

Morre Henrique Brandão, que completaria 57 anos como corretor de seguros neste ano

Henrique brandão

É com grande pesar que comunicamos o falecimento, nesta segunda-feira (12 de fevereiro), do presidente do Sincor-RJ e ex-vice-presidente da FENACOR, Henrique Jorge Duarte Brandão. Defensor incansável dos interesses dos corretores de seguros, Henrique Brandão era uma das lideranças mais longevas dentro do mercado de seguros. O velório terá início às 10 horas desta quarta-feira (14 de fevereiro) na Capela Celestial do Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. A cerimônia de cremação ocorrerá no Crematório Memorial do Carmo às 13 horas.

Além de presidente do Sincor-RJ e vice-presidente da Fenacor, ele completaria, em 2024, 57 anos de vitoriosa trajetória como corretor de seguros. Foi presidente da Assurê Administração e Corretagem de Seguros e membro titular do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CRSNSP), nomeado pelo presidente da República, tendo sido reconduzido ao posto três vezes.

“Follow the money” é uma das estratégias da corretora de re/seguros WTW para avançar em 2024

2024 é um ano importante para o setor de seguros. Será preciso muita garra para superar os resultados extraordinários que praticamente todas as companhias registraram, incluindo corretoras de seguros, seguradoras e resseguradoras obtiveram em 2023. Um misto de colheita de investimentos em tecnologias e talentos, taxa de juros elevada, ampliação do mercado de consumo com lançamento de produtos inovadores e ausência de grandes perdas causadas por catástrofes naturais ou pelo homem.

Para a corretora de seguros WTW, a terceira maior do mundo, o ano promete ainda mais adrenalina. Depois de um período em que esteve envolvida numa das maiores fusões dos últimos tempos com a AON, com acordo desfeito, a Willis entra em 2024 leve e preparada para a disputa no Brasil. Até 5 anos atrás, a concorrência entre corretores se limitava a cinco. Depois de diversas fusões e aquisições com capital nacional, estrangeiro e entrada de novos investidores no setor, é possível contar mais de 20 corretoras de re/seguros preparadas para conquistarem os maiores contratos no país.

“Fizemos um grande evento no dia 23 de janeiro. Fomos prestigiados e tivemos a honra de receber mais de 45 de nossos líderes globais e regionais de riscos corporativos em São Paulo para celebrarmos os excelentes resultados de 2023, planejarmos as ações estratégicas que executaremos em 2024 e reforçarmos o compromisso de continuar investindo em nossas capacidades e nossos talentos. O encontro foi uma oportunidade de compartilharmos experiências e estratégias, mas principalmente de reforçarmos nosso compromisso e foco total com o atendimento de excelência aos nossos clientes”, conta Eduardo Takahashi, “country líder” para a operação do Brasil.

Na pauta do encontro temas relevantes sobre recursos naturais, “supply chain” e seus desafios logísticos e a estratégia de investimentos no desenvolvimento do País no painel “Follow the Money”. “Acreditamos que uma gestão de riscos mais inteligente é essencial para as empresas que buscam prosperar em um mundo cada vez mais complexo e volátil”, comenta.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro.

Quais foram as principais tendências destacadas durante o evento?

Nos inspiramos na temática global da WTW ‘A Smarter Way to Risk’, ou uma abordagem mais inteligente para o risco, e aproveitamos o início do ano com a presença de mais de 45 líderes globais e regionais da WTW aqui no Brasil para ‘Desbloquear as perspectivas de riscos para 2024 para nossos clientes (Unlocking 2024 perspectives)’.

Com esta visão, identificamos cenários de risco e antecipamos tendências nos mais diversos segmentos de indústria, cada qual com suas particularidades, e de uma maneira assertiva, agregamos valor aos clientes com ‘insights’ e soluções para darmos sustentabilidade e resiliência aos seus negócios. Neste evento, especificamente, escolhemos 3 grandes temas estratégicos que englobam a nossa visão de oportunidades para a região e especialmente para o Brasil.

O primeiro painel, que chamamos carinhosamente de ‘Follow the Money’, ou como entender o fluxo de investimentos no País em projetos, industrialização, infraestrutura, fusões e aquisições, focou nos temas de financiamento e garantias, modelagem de riscos em construção e projetos e trouxe uma visão global e regional de boas práticas e de comportamento do mercado global de riscos e seguros.

O segundo painel, chamado ‘Supply Chain e os Desafios Logísticos’, trouxe um olhar estratégico sobre os desafios e a complexidade da movimentação de cargas em territórios continentais como o Brasil, nos seus mais diversos modais e com riscos de difícil gestão, como o roubo de carga, como exemplo.

O terceiro e último grande tema foi relacionado aos Recursos Naturais, sendo a América Latina uma das regiões mais prósperas no mundo em recursos minerais e energéticos, principalmente em energia renovável, e justamente por isso, neste primeiro painel, focamos em ‘Transição Energética’.

Pode comentar cada uma delas?

Follow the Money e a Infraestrutura: a tendência na infraestrutura está intrinsecamente ligada ao expressivo desenvolvimento de grandes obras no Brasil, impulsionado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ao grande fluxo de investimentos em transportes, rodovias, aeroportos, ferrovias, energia, logística, mineração, petróleo e gás. Essas iniciativas, como projetos de construção civil e de infraestrutura pública, destacam a importância do seguro Garantia, por exemplo, que emerge como uma ferramenta essencial para mitigar riscos, assegurando a conclusão bem-sucedida de projetos e consequentemente o pagamento do financiamento obtido para realização destes projetos. Além disso, o seguro Garantia desempenha um papel crucial na atração de investimentos, proporcionando uma rede de segurança robusta para todas as partes envolvidas e junto com um ‘pacote’ completo de soluções de cobertura para riscos de construção, transportes, operação e responsabilidades traz o conforto ao investidor sobre o retorno do seu investimento.

Cadeia de Suprimentos e os desafios logísticos: O advento da pandemia, das recentes situações de conflitos internacionais e instabilidades políticas no mundo e o avanço da tecnologia e digitalização do comércio em geral nos mostrou a fragilidade da nossa cadeia de suprimentos global e a sensibilidade ao risco de ruptura desta cadeia aumentou consideravelmente. Além de tudo isso, no Brasil, ainda contamos com uma série de outros desafios de distância, infraestrutura precária, instabilidade social impactando no tão famigerado risco de roubo de cargas e é nossa obrigação buscar soluções inovadoras, tecnológicas e de valor aos nossos clientes. As recentes mudanças na Lei de Carga no Brasil adicionam uma camada adicional de complexidade, demandando soluções ágeis e personalizadas para se adaptar a esses novos cenários normativos. A gestão eficaz dos riscos nesse contexto torna-se crucial para a continuidade das operações e a sustentabilidade do setor.

Transição energética: A transição energética se destaca como um campo de vastas oportunidades de negócios, impulsionado pelo aumento da demanda por Green Energy e veículos elétricos, por exemplo. No entanto, para explorar plenamente essas oportunidades, o setor precisa se ajustar às novas tendências. Projetos de infraestrutura, como usinas eólicas, representam empreendimentos de grande porte que exigem soluções inovadoras e específicas para garantir o sucesso nesse cenário dinâmico. A adaptação proativa a essas tendências emergentes é essencial para posicionar as empresas na vanguarda da transição para fontes de energia mais sustentáveis. O Brasil tem um enorme potencial com sua matriz energética essencialmente vindo de renováveis, o que representa uma enorme oportunidade e pode servir de exemplo ao mundo de como contribuir para a agenda climática global. Saber usar a agenda ESG a nosso favor fará toda a diferença se conseguirmos associar cada uma das 3 letras dentro da visão de impacto para Riscos, Pessoas e Capital, criando uma matriz ‘9-Box’ de objetivos e soluções a serem perseguidos em cada uma dessas ‘caixinhas’.

As notícias sobre o setor sinalizam que 2024 será um ano mais movimentado em negócios, com investimentos saindo da gaveta. É isso mesmo?

De fato, observamos uma perspectiva otimista para 2024, com a expectativa de que investimentos que estavam represados se concretizem. Essa dinâmica é impulsionada por diversos fatores, como as oportunidades identificadas nas tendências mencionadas anteriormente, além de uma mudança favorável no cenário econômico e político. A previsão é de movimentação significativa em vários setores, beneficiando a construção civil, o mercado financeiro, logística, tecnologia e outros segmentos, tanto do ponto de vista de riscos quanto de pessoas e capital.

Quais os principais segmentos da economia brasileira beneficiados?

Diversos setores serão diretamente beneficiados por essa retomada de investimentos. Destaco a construção civil que já vem de uma curva de crescimento faz alguns anos e que receberá um impulso significativo com os projetos de infraestrutura em andamento e os que estão por vir. O mercado financeiro, incluindo bancos e instituições financeiras, também experimentará um aumento na demanda por soluções de seguros, especialmente diante do foco crescente em proteção contra riscos cibernéticos, novas possibilidades de alívio de capital com instrumentos de seguro de crédito e garantia, além de continuar apostando na massificação de produtos para pessoa física atrelados à eventual aumento na oferta de crédito com a redução gradual da taxa de juros. Não podemos esquecer do setor mais produtivo no País que é o agronegócio que continua muito forte e muito resiliente a despeito de todas as intempéries dos últimos anos e que pode ser um fator decisivo para a safra deste ano. O seguro precisa ser melhor entendido por este segmento. E cabe a nós liderarmos este processo de educação e de busca de melhores e mais inovadoras soluções no mercado de cobertura para riscos paramétricos. 

Recentemente, o governo lançou uma linha de crédito para modernização do parque industrial brasileiro e também acredito que muitas empresas se beneficiarão deste instrumento para buscar eficiência em suas linhas de produção com muita tecnologia e inovação, que também traz um cenário de riscos diferentes e emergentes que precisamos endereçar. Mineração e energia de maneira geral já são setores muito fortes e resilientes e continuam investimento fortemente para agregar valor ao seu negócio ao mesmo tempo que investem em diversificação mais fortemente na agenda de transição energética para que aumentarem a resiliência e sustentabilidade de seus negócios no longo prazo. Além disso, os setores de saúde, previdência e vida, farmacêutico, logística e de tecnologia estarão na linha de frente, aproveitando as oportunidades geradas pelas mudanças nas tendências e nos investimentos.

Quais os principais alertas para os clientes em gestão de risco?

Estamos observando uma mudança na percepção de riscos nos negócios brasileiros. A atenção está migrando para uma cultura mais voltada para a proteção de dados e questões ESG (ambientais, sociais e de governança). Os principais temas de risco incluem a transição energética, investimentos industriais, digitalização e riscos tecnológicos, além de eventos climáticos extremos. A automação crescente e os ataques cibernéticos impulsionam a necessidade de seguros cibernéticos. O plano de financiamento do governo para indústrias abre oportunidades para seguros ligados a projetos. A frequência crescente de eventos climáticos extremos destaca a importância de seguros climáticos, especialmente sob pressão de preocupações ESG.

Podemos dizer que o mercado de resseguros está menos hard?  E afirmar que está soft para clientes sem sinistros recentes?

O mercado de resseguros é essencialmente um mercado de acesso ao capital e funciona basicamente com os mesmos conceitos de um mercado financeiro quando falamos da equação risco x retorno. Os ciclos acompanham os acontecimentos e sinistralidade nas diferentes indústrias e regiões e, portanto, é difícil dizer especificamente sobre um determinado produto ou indústria, mas podemos dizer que há uma tendência de um aumento de capital em resseguro que acompanha a queda da taxa de juros de maneira global, o que faz com que os resseguradores sejam mais criteriosos na avaliação dos riscos, mas por outro lado, contam com mais capacidade para ofertar para os riscos de bom histórico.

E tudo isso regado a sustentabilidade…

Além das tendências e oportunidades mencionadas, é crucial ressaltar a importância crescente da sustentabilidade e da inovação nos negócios e o olhar cada vez mais voltado para o foco no cliente e em suas necessidades específicas. Em síntese, no evento ‘A Smarter way to risk: unlocking 2024 perspectives’, reforçamos a importância de uma abordagem inteligente na gestão de riscos, que vai além da simples proteção financeira. Compreender a fundo as necessidades dos clientes, adaptar estratégias inovadoras às demandas específicas da indústria e simplificar a linguagem de risco são fundamentais. Em um mercado internacional desafiador, a expertise das corretoras e consultorias se destaca, garantindo soluções de mitigação eficazes. A WTW reafirma seu compromisso em oferecer uma visão especializada, contribuindo para a eficiência na gestão de riscos diante da evolução dinâmica do cenário econômico e empresarial brasileiro.

Seguradoras encerram 2023 com lucro de R$ 29,9 bi e vendas de R$ 388 bi

As seguradoras encerraram 2023 com arrecadação de R$ 388,03 bilhões, avanço de 9% em relação ao ano anterior. Deste valor, retornou à sociedade em forma de indenizações de seguros, resgates de planos de previdência e de sorteios de títulos de capitalização R$ 221,63 bilhões, sendo que as indenizações por perdas materiais ou de vida somaram R$ 69,7 bilhões. O restante refere-se a saque de planos de previdencia e títulos de capitalização, dinheiro do cliente que estava sob administração das seguradoras.

O lucro líquido do setor situou-se em R$ 29,9 bilhões, 65,7% acima dos R$ 18,1 bilhões de 2022. Um retorno de 25% sobre o patrimônio líquido, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), organizados pela consultoria Siscorp. Todas as 50 maiores companhias do Brasil registraram resultado positivo. Seis delas, responsáveis por R$ 21,1 bilhões do ganho total do setor, compõem o clube do bilhão: Bradesco (6,4 bi), BB Seguridade (5,9 bi), Caixa (3,8 bi), Porto Seguro (2,06 bi), Itaú (1,7 bi) e Tokio Marine (1,35 bi).

Os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, fecharam o ano de 2023 com uma arrecadação de R$ 187,63 bilhões, um crescimento de 9,62% em relação ao ano de 2022, quando a arrecadação foi de R$ 171,1 bilhões. Nos seguros de pessoas, o seguro de vida avançou 12,4%, para R$ 30,3 bilhões em 2023. Entre os produtos de previdência, o PGBL avançou 9,9%, para R$ 13,93 bilhões no ano, sendo 25% somente no mes de dezembro. Os produtos de capitalização tiveram alta de 5,55%, para R$ 29,9 bilhões em 2023.

Em nota, o superintendente Alessandro Octaviani destaca o desempenho do setor e observa que é possível obter resultados ainda mais expressivos, incentivando o acesso ao seguro: “Nosso setor continua pujante e mesmo nas adversidades segue com crescimento acima de muitos mercados. Conforme previsto no nosso Plano de Regulação, a Susep aprofundará em 2024 o incentivo ao acesso, com a Política Nacional de Acesso ao Seguro. Apesar do excelente resultado, temos uma quantidade baixa de pessoas com seguros no país, portanto temos um mercado imenso a desenvolver, o que é uma oportunidade rara entre as grandes economias mundiais”, afirma.  

Uma análise simples feita por executivos especializados em seguros remetem a três sugestões sobre a margem das seguradoras: as apólices de seguro deveriam ficar mais baratas, as seguradoras poderiam ser mais arrojadas nas estratégias de risco e as seguradoras deveriam empregar mais pessoas, diretamente ou indiretamente.

Icatu Seguros e ex-jogador Zico se unem para levantar recursos para o Instituto Ronald McDonald

Fonte: Icatu

O torcedor brasileiro é reconhecido como um dos mais engajados do mundo. Aproveitando essa paixão, a Icatu se une a Zico, um dos maiores ícones da história do futebol no País, para lançar o Torcida Solidária, produto de Capitalização na modalidade filantropia premiável que destina recursos a instituições sociais. A partir de R$ 10, torcedores poderão apoiar diretamente o Instituto Ronald McDonald, uma organização sem fins lucrativos que há quase 30 anos atua para ajudar famílias no combate ao câncer infantojuvenil – ao mesmo tempo em que concorrem a prêmios de até R$ 210 mil.

“Convido a todos para jogarem comigo e com a Icatu em prol dessa causa e se tornarem também craques neste time de solidariedade. O Torcida Solidária já nasce com missão clara: mostrar que todos podemos e devemos contribuir para as questões mais sensíveis da sociedade, com a mesma energia que transmitimos no campo e nas arquibancadas. Vamos juntos marcar gols na vida de quem mais precisa”, afirma Zico.

O produto, que destina parte de sua arrecadação para a instituição social, está disponível para aquisição a partir de R$10 no site. A contratação é totalmente digital, por meio de PIX ou cartão de crédito para qualquer pessoa, com CPF e idade a partir de 16 anos. Ao participar, o cliente receberá um “número da sorte” para concorrer a prêmios de até R$210 mil.

“O lançamento do Torcida Solidária é muito significativo para a Icatu. Não apenas pelo esporte ser um símbolo do nosso Brasil, assim como o Zico – uma referência especialmente no Rio, onde nascemos -, mas também porque o produto representa uma nova fonte de receita para o Instituto Ronald McDonald, nossos parceiros desde 2006, e um grande vetor de solidariedade em nosso país. Queremos promover a doação e o apoio a causas sociais e culturais do Brasil através dos títulos de capitalização, uma importante ferramenta para ampliar a filantropia no país”, comenta Ana Paula Cavalcante, gerente de produtos de capitalização da Icatu.

Combate ao câncer infantojuvenil: A Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro foi inaugurada no dia 24 de outubro de 1994. A instituição sem fins lucrativos é a 1ª na América Latina e a 162ª no mundo. Sua missão é dar atenção integral às crianças e adolescentes portadores de câncer e às suas famílias. O Programa Casas Ronald McDonald tem como objetivo ser “uma casa longe de casa”. O projeto é coordenado pelo Instituto Ronald McDonald, que estabelece os padrões internacionais de instalação e operação, garantindo um bom atendimento às crianças, adolescentes e seus responsáveis.

Felipe Faraj assume a diretoria jurídica da AXA no Brasil

O advogado Felipe Faraj assume a diretoria jurídica da AXA no Brasil. Com 16 anos de experiência no mercado segurador, o profissional é bacharel em Direito pela PUC-MG e está na companhia desde 2021. O executivo responde para Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e Sustentabilidade e General Secretary da AXA no Brasil.

Em sua trajetória, Felipe já passou por empresas como Zurich, AIG e Sompo Seguros. Na AXA, ocupou os cargos de Gerente e Superintendente Jurídico e, na nova função, além do departamento jurídico, também irá responder pela área de ESG. 

Entre alguns dos projetos de destaques dentro da seguradora está o Legal Design, que organiza as informações de maneira intuitiva e utiliza linguagem acessível, clara e simplificada, para facilitar a compreensão e melhorar a experiência dos clientes. 

Itaú Unibanco compra Avita para expandir atuação em seguro garantia

itau seguros

O Itaú Unibanco anuncia acordo para a aquisição da corretora Avita, uma das líderes no mercado brasileiro em emissão de seguro garantia judicial. Fundada em 2019, a corretora possui plataforma aberta online de cotação dessa modalidade de seguros, que permite aos clientes a emissão, gestão e controle de vencimentos, renovações e cancelamento de apólices emitidas por diversas seguradoras parceiras. Seu foco é a desburocratização da cadeia de emissão de garantias para empresas, com redução dos custos operacionais e financeiros dos clientes na contratação e gestão de apólices.

A compra será realizada em duas etapas. Na primeira, o Itaú Unibanco adquire 80% do capital social da Avita, controlada pela Prisma Capital, mantendo 20% com os sócios-fundadores. Na segunda etapa, após 5 anos, o banco comprará a participação remanescente do capital social da companhia. A conclusão da operação está sujeita às aprovações dos órgãos reguladores competentes.

Os sócios-fundadores da Avita permanecerão na liderança da operação da companhia. A gestão dos negócios da Avita continuará autônoma, e a corretora manterá suas relações comerciais com outras instituições, de modo a ampliar ainda mais a sua participação de mercado na distribuição de seguros nos próximos anos.

Entre os principais objetivos do Itaú Unibanco com a aquisição está a possibilidade de contar com a tecnologia inovadora da plataforma de gestão de seguros da Avita, que permitirá ao banco expandir a distribuição de seguro nas modalidades de garantia e linhas financeiras para clientes do Itaú BBA (as maiores corporações do país) e, no futuro, também para clientes Itaú Empresas.

A Avita tem integração com plataformas de gestão e ERPs jurídicos e captura informações dos principais tribunais brasileiros, permitindo aos clientes acompanhar o andamento dos processos e suas necessidades de seguro em tempo real.

Para Eduardo Domeque, diretor de Seguros do Itaú Unibanco, o negócio acontece em um momento em que o mercado intensifica a busca e contratação do seguro garantia. “Trata-se de uma tendência importante, e por isso vemos esse movimento como estratégico para ampliar nossa atuação em plataforma digital aberta de seguros e levar aos nossos clientes produtos e serviços de ponta, gerando engajamento cada vez maior com o banco”, complementa.

Segundo Adriano Almeida, cofundador e CEO da Avita, “o negócio está totalmente em linha com a estratégia da empresa para o desenvolvimento de um mercado tecnológico com alto valor agregado aos clientes, por meio de uma eficiente distribuição digital dos seguros, sem burocracia, e com ganhos operacionais para todos os participantes da cadeia de emissões das apólices, sendo o Itaú Unibanco, a maior plataforma digital no Brasil, a escolha certa para este novo capítulo”.

AXA no Brasil implementa política global de cuidado aos colaboradores

Fonte: AXA

A AXA no Brasil anuncia que, até o fim de 2024, implementará uma série de políticas globais do Grupo AXA com foco no suporte em áreas de saúde e bem-estar. A iniciativa, batizada de We Care, é focada em dar aos colaboradores espaço para cuidar de si e de parentes próximos, buscando maior equilíbrio em momentos importantes da vida.

A iniciativa está baseada em quatro pilares:

  • Apoio aos cuidadores: 5 dias de licença remunerada ao ano para suporte a familiar imediato que necessite de cuidado;
  • Política parentalidade:
    • Aumento da licença de coparentalidade de 4 semanas para para 60 dias; 
    • 5 dias de licença remunerada e recomendação de trabalho em home office para quem está se recuperando do tratamento de fertilização in vitro (FIV). Nesses casos, cônjuges e companheiros podem ter acesso a 2 dias de licença remunerada por acontecimento;
    • Em caso de perda gestacional, 5 dias de licença para colaboradoras impactadas e até 4 meses para as que tenham a experiência de um natimorto. Em ambos os casos, a licença é remunerada;
  • Política de Violência Doméstica/intrafamiliar e Violência Sexual: apoio com um conjunto de medidas aos colaboradores vítimas desses tipos de violência, incluindo suporte emergencial por meio da assistência social vinculada ao Conte Comigo (Programa de Assistência Profissional) e integridade física suportada pela Assistência Médica, além de 5 dias de licença;
  • Cuidados com problemas de saúde menstrual, menopausa e andropausa: flexibilidade no trabalho por meio do home office nesses períodos.

O Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e Sustentabilidade e General Secretary da AXA no Brasil, Alexandre Campos, ressalta que o We Care é parte da evolução da seguradora, trazendo um olhar mais humano na forma de lidar com situações pessoais de seus colaboradores. “O propósito do nosso negócio é oferecer proteção e tranquilidade e queremos estender isso aos nossos colaboradores, oferecendo uma série de benefícios adicionais, muito em linha com nosso posicionamento ESG.”, afirma.

Faturamento da Akad cresce 37% em 2023, para R$ 925 milhões

Fonte: Akad

Seguradora digital investida pela GP Investimentos, a Akad Seguros encerrou 2023 com um faturamento recorde de R$ 925 milhões em prêmios emitidos, o que representa um crescimento de 37% em relação a 2022. O período consolida o avanço no uso de inteligência artificial e novas tecnologias com foco na digitalização dos produtos, fatores que vêm contribuindo diretamente na melhora da performance dos corretores. A expansão é consideravelmente superior ao crescimento médio das demais seguradoras do mercado, que no ano passado ficou entre 10 e 15% segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP);

A companhia confirmou o bom desempenho em segmentos como Responsabilidade Civil Profissional (RCP), expandindo a liderança no mercado nacional e chegando a um market share de 19%. O saldo também foi bastante positivo para as linhas de Transportes, Empresarial, Bike e Cyber.

A Akad vem acelerando seu processo de digitalização da oferta de seguros para se tornar uma das principais referências em soluções para grandes empresas e PMEs.  Em 2022, a seguradora já usava tecnologia para automatizar a jornada de cotação, contratação e emissão de quase 60% das apólices. Com a aposta em um time de inovação mais robusto e novas soluções, esse percentual ultrapassou 70% no ano passado, uma marca inédita para o mercado nacional.

“Além de tornar negócio mais acessível para o cliente final, a tecnologia é também o ponto de apoio na jornada dos corretores”, destaca Danilo Gamboa, CEO da Akad. Segundo o executivo, no ano passado a seguradora conseguiu reduzir em 91% a velocidade média de resposta no atendimento ao corretor, saindo de 47 minutos para apenas 4 minutos. O tempo médio para solucionar chamados também caiu de 187 minutos para 47 minutos, uma redução de 75%.

O bom desempenho, na avaliação de Gamboa, é resultado do esforço da companhia para revolucionar o atendimento a clientes e corretores com inteligência artificial generativa, capaz de usar dados confiáveis para criar conversas, histórias, imagens e outros tipos de conteúdo. Com esse conceito em mente, a Akad usou a mesma IA do ChatGPT para lançar uma solução de “Bot + Oráculo + Agentes”, uma espécie de assistente virtual que interage com corretores, abre chamados e até auxilia na emissão de apólices. O projeto está só no início, mas já foi reconhecido no Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga de Inovação em Seguros, promovido no último mês de dezembro pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

Outra novidade de 2023 foi o Corretor Digital, aplicação que dá acesso a uma série de ferramentas de apoio às vendas, incluindo a criação de peças para ações de marketing e comunicação em mídias sociais. A seguradora também adicionou novas funcionalidades na Central do Corretor, ambiente onde os profissionais podem mensurar, gerenciar e planejar suas vendas por meio de dashboards e relatórios de apoio. Já no final do ano, lançou um clube de benefícios exclusivo para os corretores parceiros.

A estratégia de aproximação com os corretores passa ainda pela oferta de cursos e treinamentos gratuitos para os parceiros. No ano passado, a Akad promoveu imersões em Bike, Cyber e Transportes, dinâmica que segue este ano, sempre focada em uma linha de produto. Outra novidade será a parceria com a Escola de Negócios e Seguros (ENS) para promover eventos de capacitação.

Zurich investe no segmento de seguros de automóveis e anuncia João Merlin como diretor da área 

Zurich Seguros - 23/08/2022 - Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

Fonte: Zurich

A Seguradora Zurich está promovendo mudanças em sua estrutura de negócios em seguros de automóvel, com o objetivo de acelerar a estratégia de crescimento da companhia no segmento. 

A companhia acabou de anunciar a promoção de João Merlin, que está na companhia desde 2019 e possui uma vasta experiência adquirida em passagens por bancos e seguradoras importantes no Brasil. Ele assume a nova diretoria de Negócios de Seguros de Automóvel, que acaba de ser criada. Caberá à Merlin impulsionar ainda mais o crescimento dos produtos de seguros de automóveis e gerir as áreas de subscrição, preços, análise de dados, propensão e performance do portfólio. 

“Acreditamos que a promoção do João Merlin e as outras mudanças que estamos promovendo vão fortalecer a posição da companhia no setor, garantindo uma oferta de produtos simples de serem contratados, interessantes ao cliente e com a qualidade que já estamos habituados. Nosso objetivo é acelerar e simplificar processos, oferecendo serviços e experiências cada vez mais alinhadas às necessidades em constante evolução dos clientes e parceiros”, analisa Fábio Leme, diretor executivo de Personal Lines e Marketing da Zurich. 

Juntamente com a promoção, a companhia anuncia a criação da área de Business Analytics dentro da diretoria de Negócios de Automóvel. A nova divisão será liderada por Alex Ceccon, especialista em dados e inteligência artificial, com experiência sólida no mercado segurador. O papel do executivo será fundamental para a identificação e proposição de ações estratégicas baseadas em inteligência matemática que sustentarão o contínuo crescimento da Zurich no mercado. 

Outra alteração na estrutura da diretoria envolve a incorporação da área de Princing de Automóvel e Residencial, sob a gestão de Jackeline Campos, o que trará ainda mais agilidade para as respostas da Zurich ao mercado.