Resultado com seguros no Itaú avança para R$ 2,2 bilhões no trimestre

O Itaú Unibanco teve lucro recorde de R$ 9,771 bilhões no primeiro trimestre de 2024, o que representa avanço de 15,8% em 12 meses. O resultado de seguros, previdência e capitalização foi de R$ 2,23 bilhões no mesmo período, com alta de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas somaram R$ 2,6 bilhões, avanço de 8,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

O banco divulgou ações em relações aos clientes afetados pelas chuvas no Sul, que incluem comunicação proativa e facilitação da abertura de sinistros de seguros de vida ou patrimoniais para pessoas e empresas.

RIMS 2024: “Somos aliado estratégico e fonte de consulta para a melhoria do risco”, diz David Colmenares, da Allianz

david colmenares allianz

David Colmenares, diretor geral LatAm Allianz Commercial, acredita que no cenário atual é inegável que as mudanças climáticas e os desastres naturais representam uma ameaça significativa em todo o mundo, especialmente para os gestores de riscos das empresas. “O aumento das temperaturas, fenômenos climáticos mais intensos e constantes, e a elevação do nível do mar são apenas algumas das consequências visíveis das mudanças climáticas”, disse ele em entrevista ao Sonho Seguro.

O executivo participa da RISKWORLD, que acontece entre 5 a 8 de maio em San Diego, California (EUA), promovido pela RIMS, a associação de gestores de riscos dos Estados Unidos. Ontem, o grupo fez um evento num porta aviões, com queima de fogos, para receber diversos parceiros de negócios.

Como está o evento?

Em meados de 2023, o Grupo Allianz, maior seguradora do mundo e terceira maior gestora de ativos do mundo, apresentou oficialmente sua nova marca para clientes de médias e grandes empresas: a Allianz Commercial. A partir desta nova unidade de negócios, oferecemos o melhor suporte aos nossos segurados, combinando a força de uma estratégia global com execução adaptada às suas necessidades locais, para proteger a espinha dorsal da economia global. Precisamente, um dos nossos principais objetivos em 2024 é consolidar a Allianz Comercial como um player relevante no setor de seguros em nível regional e global, em cenários de alto valor estratégico como o RIMS, onde podemos trocar opiniões com especialistas do setor sobre tendências e comportamentos de mercado, além de anunciar para todo o mundo que estamos prontos para prestar o melhor e mais completo serviço aos clientes de empresas de médio e grande porte com “uma cara para o mercado”. 

Os desastres naturais estão assustadores, não?

Os desastres naturais estão entre os três principais movimentos no ranking, subindo três posições — do 6º para o 3º lugar. O ano passado foi o mais quente já registrado desde o início das medições e registros, e as perdas seguradas superaram US$ 100 bilhões pelo quarto ano consecutivo, impulsionadas pela conta de danos mais alta de todos os tempos, US$ 60 bilhões, devido a tempestades severas. Catástrofes naturais não apenas interrompem cadeias de suprimentos e operações comerciais, mas também podem causar danos físicos às instalações, resultando em perdas financeiras substanciais e danos à reputação da empresa. Além disso, os custos associados à reconstrução e à recuperação após uma catástrofe podem ser exorbitantes, levando a uma diminuição dos lucros e à necessidade de realocação de recursos que poderiam ter sido investidos em inovação e crescimento. Por outro lado, as mudanças climáticas continuaram na sétima posição no ranking global, mas estão entre os três principais riscos empresariais em países como Brasil, Grécia, Itália, Turquia e México. No Brasil, as questões climáticas aparecem como principal risco para 2024. No ano passado, esse problema ficou em oitavo lugar. 

O que mais preocupa nos danos climáticos?

Danos físicos aos ativos corporativos devido a eventos climáticos extremos mais frequentes e severos são uma ameaça-chave. Os setores de energia e industrial estão entre os mais expostos. As mudanças climáticas também contribuem para a volatilidade dos preços das commodities, escassez de recursos naturais e mudanças nas preferências dos consumidores. Empresas altamente dependente de recursos naturais, como agricultura, pesca, energia e manufatura, são particularmente vulneráveis a essas mudanças. A incerteza em relação às condições climáticas futuras torna ainda mais desafiador para as empresas planejarem estrategicamente e mitigarem os riscos associados. Além disso, as empresas estão enfrentando uma pressão crescente de partes interessadas, incluindo investidores, clientes e reguladores, para adotar práticas mais sustentáveis e reduzir suas pegadas de carbono. Os riscos de transição para uma economia net zero e os riscos de responsabilidade devem aumentar no futuro, à medida que as empresas investem em tecnologias de baixo carbono, em grande parte não testadas, para transformar seus modelos de negócios.

As empresas parecem conhecer pouco ainda os riscos das alterações climáticas…

Dado este cenário, é indispensável para as empresas reconhecerem os riscos das mudanças climáticas e das catástrofes naturais, e implementar estratégias proativas de mitigação e adaptação. Isso inclui investir em infraestrutura resiliente, diversificar cadeias de suprimentos, adotar práticas de produção mais sustentáveis, incorporar considerações climáticas nas análises de risco e desenvolver planos robustos de continuidade de negócios. Além disso, as empresas podem se beneficiar ao se posicionarem como líderes em sustentabilidade e responsabilidade corporativa, o que não apenas fortalece sua reputação e marca, mas também atrai investidores e consumidores conscientes.  

E como aumentar a consciência de todos com relação às mudanças climáticas?

Os esforços não devem partir apenas das empresas e governos, mas sim, de toda a população em geral, pois a indústria de seguros tem um papel muito importante a desempenhar. Como uma empresa global de serviços financeiros e seguros, temos interesse em contribuir para a descarbonização da economia global, fazendo parte da solução e integrando riscos e oportunidades relacionados ao clima em nosso negócio principal. Ao considerar sistematicamente critérios climáticos e de sustentabilidade em nossos negócios e investimentos, apoiando nossos clientes na redução de danos e riscos relacionados ao clima por meio de adaptação e desenvolvimentos de baixo carbono, e possibilitando a transição de baixo carbono em nossas próprias operações, investimentos e clientes, estamos comprometidos em ajudar a limitar o aquecimento global para construir um presente e futuro mais seguro, seguro e sustentável para todos. Abordar os desafios das mudanças climáticas e das catástrofes naturais não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas também de sobrevivência e prosperidade a longo prazo para as empresas e pessoas em todo o mundo. 

Quais as expectativas para a América Latina?

O Brasil e a América Latina vibram ao ritmo de seu povo, de sua cultura e de um aparato produtivo formado por empresas locais e estrangeiras, que são o motor do desenvolvimento de nossa região: diversa por natureza e onde a troca de ideias e perspectivas entre diferentes ambientes culturais, fomenta talentos, inovação e o crescimento de um mercado formado por mais de 600 milhões de pessoas. Na RIMS 2024, destacamos o imenso potencial do Brasil e, em geral, da América Latina como um atrativo foco de estabilidade e desenvolvimento, com o propósito de promover investimentos em nossa região de forma segura e sustentável, de mãos dadas com uma indústria de seguros robusta e em constante crescimento, liderada pela Allianz Commercial. 

Quais as ações da Allianz Comercial no evento?

Como um dos principais eventos do ano do setor de seguros, a Allianz preparou uma série de atividades no RIMS 2024 para discutir ideias e trocar conceitos sobre soluções inovadoras e estratégias de gestão de riscos com alguns dos principais profissionais do setor. Este ano, teremos nosso estande recém-ampliado, localizado no centro do Centro de Convenções de San Diego, onde os visitantes poderão entrar em contato direto com alguns de nossos membros da diretoria e equipes de gerenciamento e distribuição. Mas, uma das grandes surpresas que teremos para todos os participantes do RIMS, tem a ver com uma noite de networking que organizaremos dentro e fora do icônico navio USS Midway no Navy Pier, a fim de oferecer uma recepção verdadeiramente inesquecível. Isso, além de outras experiências como estandes de vinho, cerveja e café, para que as pessoas possam conhecer um pouco melhor nossa equipe e nossas ofertas, em um ambiente descontraído e descontraído.  Por último, mas não menos importante, realizaremos nossas ‘Allianz Sessions’ com a ajuda de nossos especialistas, para nos aprofundarmos em tópicos-chave para a indústria e para nossa empresa.

Quais são os principais serviços oferecidos para ajudar os gestores de riscos a obter um bom programa de seguros em um cenário de mercado ainda difícil? 

Tudo começa conhecendo o cliente, sua atividade, como é ou se há gestão de riscos em suas instalações e o quanto ele tem consciência de ter programas adequados de previsão e proteção contra incêndio. A partir disso, é implantada a proposta personalizada, que atenda às necessidades do cliente para a melhoria do risco. Possuímos um portfólio de serviços que vai desde a proposição de recomendações, até serviços especializados como diagnóstico de sistemas de proteção, assessoria para projeto e instalação, além de treinamentos em segurança física, BCP, segurança computacional, desenvolvimento de termografia para mitigação de incêndio por instalações elétricas.

Como você vê a situação atual dos gestores de risco? Quais os principais desafios e oportunidades dessa profissão?

Os programas de gestão de riscos têm dois objetivos: o primeiro é transcender o conceito típico da seguradora que é indenizar sinistros e tornar-se parceiro e aliado através de programas de gerenciamento de riscos, buscando a fidelização a longo prazo. O segundo ser a favor do negócio, não ser um obstáculo à subscrição. E nesses dois pontos está o desafio, que intermediários e clientes entendam que engenheiros de risco são gestores para a melhoria do risco, que trabalhamos para a estabilidade e não interrupção dos negócios de nossos clientes. O desafio é mudar o pensamento deles para que não nos vejam como auditores e, sim, como aliado estratégico e fonte de consulta para a melhoria do risco. 

Como as seguradoras podem contribuir para agregar valor ao gestor de riscos?

Tornando-o parte do processo, uma vez que a subscrição começa a partir da inspeção de risco. Por esse motivo, é importante que a agregação de valor ao gestor venha não só da seguradora, mas também dos intermediários, entendendo a importância da boa coordenação de uma visita de inspeção, onde serão atendidos por pessoal adequado. Quanto mais informações o gestor de risco conseguir captar, mais informações para análise de risco e estruturação de uma proposta de valor. 

Grupo HDI implementa série de medidas para apoiar população do Rio Grande do Sul

Porto Alegre, 03/05/2024, Prefeitura de Porto Alegre a esquerda e o Mercado Municipal a direita, alagados, após chuva intensa. Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil

Fonte: HDI

O Grupo HDI segue mais ativo que nunca na força-tarefa de atender os moradores do Rio Grande do Sul atingidos pelas chuvas estarrecedoras da última semana. A companhia implementou um plano de contingência desde o início dos desastres e, agora, expandiu as medidas em vigor a fim de amparar a população e dar o melhor suporte para clientes, corretores e parceiros do local. 

Como parte da operação, a empresa ampliou o atendimento do Bate-Ponto da HDI para os clientes da Liberty Seguros e da Sompo Consumer, ambas parte do Grupo, que cuidará de casos de segurados e profissionais para vistorias e recebimento dos documentos, além de receber guinchos locais com os veículos resgatados. A companhia também estendeu o horário de atendimento a todos os públicos, que se dará entre 8h e 19h. 

Outra novidade é que os avisos de sinistros devem ser abertos por meio da Web, do WhatsApp ou pela central de atendimento do Grupo HDI, que está priorizando as ligações de DDDs da região Sul. Além disso, devido ao fechamento das estradas, o Truck, caminhão da multifuncional da empresa mudou a rota para Novo Hamburgo, e chegará ao final do dia de hoje, 6 de maio, para prestar atendimento e agilizar processos. 

Por fim, as renovações dos seguros de automóveis da HDI terão a cobertura provisória ampliada de sete para 10 dias corridos (prazo já padrão para a Liberty), contando a partir do término de vigência da apólice. O mesmo ocorre com os produtos de residência de ambas as empresas, que também terão a cobertura estendida para 10 dias corridos, considerando a data do término de vigência da apólice anterior e mantendo as mesmas coberturas. 

Assistência além dos serviços

Além de ampliar serviços, atendimentos e coberturas, o Grupo HDI está oferecendo apoio à sociedade por meio do envio de R$ 220 mil, destinados à distribuição de água potável e refeições desidratadas. Estes recursos estão sendo viabilizados pelo Movimento União BR, organização especializada em criar hubs de emergência por todo o Brasil, com gestão corporativa e financeira do Instituto da Criança, e vão ajudar cerca de dez mil pessoas nas cidades de Alvorada, Arroio do Meio, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Canoas, Caxias, Charqueadas, Colinas, Cruzeiro do Sul, Esteio, Estrela, Gravataí, Jaguari, Lajeado, Montenegro, Muçum, Porto Alegre, Roca Sales, Santa Maria, Santa Rita, São Jerônimo, São Leopoldo, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul, Triunfo, Venâncio Aires e Vera Cruz.

Todas essas iniciativas de suporte estão sendo realizadas pelo Grupo HDI como apoio institucional, entretanto, a seguradora também está mobilizando colaboradores, clientes e corretores que desejam auxiliar individualmente com doações via pix ou transferência para a conta exclusiva da companhia com o parceiro social.

Banco Santander (033)
Agência: 4328
Conta corrente: 13005915

Chave PIX: 9151@institutodacrianca.org.br (e-mail)
Titularidade: Instituto da Criança
CNPJ: 02.744.697/0001-03. 

AXA no Brasil inicia parceria com o canal ProfissionalSeg

Carla almeida axa

Fonte: AXA

A AXA no Brasil anuncia sua parceria estratégica com o ProfissionalSEG, um canal de atendimento para corretores nos segmentos de Engenharia e Arquitetura, dedicado a facilitar a comercialização de Seguros de Responsabilidade Civil.

A parceria proporciona às corretoras registradas na seguradora acesso automático aos serviços oferecidos pela parceria, sem necessidade de novo cadastro. A gestão da carteira de Seguro de RC Profissional para Engenharia e Arquitetura será centralizada no ProfissionalSEG. Portanto, assim que o corretor solicitar cotação nessas categorias, será redirecionado para atendimento do parceiro. 

Carla Almeida, Diretora de P&C da AXA no Brasil, destaca: “Além de compartilharmos a missão de ajudar os corretores a venderem mais e melhor, estamos ao lado de uma empresa com mais de 20 anos de experiência e R$ 170 milhões em prêmios, além de 30 mil apólices emitidas e 500 sinistros gerenciados exclusivamente no segmento de RC Profissional. Mais de 1200 corretoras já foram atendidas desde o início das operações do ProfissionalSEG. Estamos confiantes de que esta será uma parceria de sucesso”.

Com cobertura nacional, diversos serviços e remuneração integralmente oferecidos pela equipe do ProfissionalSEG e custeados pela AXA, a parceria oferece diversas vantagens aos corretores: incluindo suporte técnico especializado, esclarecimento de dúvidas sobre produtos, certificados, além de acompanhamento dos sinistros ocorridos. A seguradora destaca também os benefícios do produto, como amplo guideline, custos competitivos e agilidade nas cotações e emissões.

Procura por seguro de vida cresce 10% em período da epidemia da dengue

Marcelo Baseoti Minuto Seguros

Segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, o Brasil ultrapassou, na última segunda-feira (29), a marca de 4 milhões de casos prováveis de dengue. A maior epidemia da doença na história do país gera uma série de preocupações nos brasileiros, que buscam maneiras de estarem amparados caso contraiam a doença. Uma delas foi o crescimento na busca por seguro de vida.

A Minuto Seguros, maior corretora online do Brasil, realizou um levantamento que apontou um aumento de 10% na procura pelo produto ao comparar o primeiro trimestre de 2024 com o mesmo período do ano anterior. Uma das razões é a possibilidade de garantir segurança financeira caso a pessoa se acometa da doença. “Antigamente, o seguro de vida estava relacionado apenas à perda da pessoa que era a principal provedora financeira da família. Aos poucos, esse pensamento deu lugar a uma preocupação por coberturas que podem ser acionadas ainda em vida”, explica Marcelo Baseoti, Gerente de Seguros Ramos Elementares e Benefícios da Minuto Seguros.

O estudo da corretora mostrou que os principais motivos que levam os clientes a procurarem o seguro de vida em 2024 estão relacionados à proteção financeira do próprio segurado, como invalidez por doença, doenças graves ou afastamento temporário por doença ou acidente. Além disso, tanto clientes CLT quanto autônomos compartilham das mesmas preocupações: não comprometer a renda mensal familiar e suprir necessidades adversas relacionadas a eles próprios.

“Os dados levantados mostram que a população está entendendo cada vez mais a importância do seguro de vida e os diferentes serviços oferecidos por ele, que podem ser usados em situações para além da morte do segurado. Esse maior conhecimento permite que as pessoas estejam resguardadas e menos preocupadas sobre questões financeiras em momentos difíceis”, finaliza o executivo.

O levantamento da Minuto Seguros mostra que também houve um crescimento de 33% no segundo semestre de 2023, comparando com a primeira metade do mesmo ano. De acordo com Marcelo Baseoti, o mercado de seguros está mapeando um crescimento de 12% nessa categoria em 2024.

RIMS 2024: Wiz Corporate estréia no evento com coquetel para 50 convidados

wiz corporate

No último sábado, 4 de maio, a WIZ Corporate fez sua estreia e também sua a largada aos encontros extra-oficiais no evento RISKWORLD 2024, que acontece entre 5 a 8 de maio em San Diego, California (EUA), promovido pela RIMS, a associação de gestores de riscos dos Estados Unidos.

A Wiz é uma corretora de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, e que atua também na área de prestação de serviços, principalmente BPO (Business Processing Outsourcing). Depois do fim do contrato com a Caixa, em 2021, o grupo ser reinventou e a Wiz Corporate conquistou contratos com outros bancos e implementou sistemas que a fazem hoje ter um operação de bancassurance de dar inveja a qualquer banco.

Não pode ser comparada a uma corretora de seguros, que foi sua origem, pois opera com 11 verticais diferentes e muitos deles no formato de joint venture. Um dos braços do grupo é a WIZ Corporate e trabalha de forma independente. “Diversas corretoras que atuam dentro de grandes bancos vendem menos do que a Wiz Corporate, que não está, diretamente, dentro de uma instituição financeira. Em parcerias sim, mas diretamente não. Isso é fruto de trabalho e de especialização”, comentou em recente entrevista Marcus Vinicius Oliveira, CEO da Wiz.

“Hoje, nós estamos numa situação extremamente confortável, sem a dependência da Caixa, mas ainda com uma receita proveniente da Caixa muito relevante referente aos run-offs das apólices decorrentes de vendas realizadas ainda na gestão da operação com o banco, e que possuem uma perpetuidade, uma duration maior, como, por exemplo, as apólices de habitacional que duram 15 anos”, acrescentou o CEO.

Na linha da frente da Wiz Corporate, o grupo tem Anderson Romani, diretor executivo, e Stephanie Zalcman, diretora técnica de Operações e Estruturação, que organizaram um coquetel para convidados no RIMS. “Esta é a nossa estreia neste evento consagrado como um dos mais importantes do mundo. É um prazer receber nossos convidados aqui e podermos contar mais sobre nossas conquistas, o que temos feito e nossos planos para o futuro”, disse Romani.

O interesse em participar do RISKWORLD tem como prioridade fortalecer a presença da Wiz Corporate para resseguradores e seguradoras e mostrar o que foi construído nesses três anos de atuação e assim estreitar relacionamentos para juntos desenvolverem produtos diferenciados e mais acessíveis aos consumidores dos parceiros de negócios, em boa parte bancos como BRB, BMG, Banco Omni, Paraná Banco, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banco Novo Brasileiro, Inter entre outros.

Atualmente, nestes bancos os seguros de varejo representam a maior participação do faturamento do grupo Wiz, próxima de 60%, por meio da unidade de bancassurance. Mas a ideia é criar produtos sob medida para clientes de grandes, médios e pequenos riscos empresariais. Segundo Stephanie, os seguros corporate demandam soluções sob medida, inspeção de seguros e até de resseguros.

“A Wiz Corporate, com 170 funcionários, trabalha com grandes riscos e com operações extremamente sofisticadas. Tem 50 seguradoras credenciadas e opera com o mercado de resseguros para alocar riscos que as seguradoras não conseguem suportar. Assim, a escolha da seguradora vai depender do risco e da melhor condição que será ofertada ao cliente. E nosso foco é gerar uma experiência diferenciada ao cliente do nosso parceiro. O banco é o dia a dia de muitas empresas e queremos ofertar produtos competitivos e boas condições, o que traz um ganho enorme no quesito fidelidade ao banco e ao gerente do banco para indicar negócios”, explica Romani.

Em 2023, por exemplo, a Wiz Corporate movimentou 40 mil apólices de seguro garantia em sua plataforma online, que facilita a venda na ponta com agilidade de contratação, contam Romani e Stephanie, ambos executivos regressos da corretora JLT, adquirida pela Marsh McLenann.

Segundo o balanço financeiro do grupo Wiz Co, o grupo manteve o crescimento em suas Unidades. Dentro do segmento de Seguros, a Wiz Co alcançou o patamar de R$ 2,8 bilhões em prêmio emitido, alta de 26,7% sobre 2022. A Wiz Corporate bateu recorde em Receita Bruta, atingindo R$ 102,4 milhões em 2023, uma expansão de 57,3% sobre 2022, e teve prêmio emitido de R$ 493 milhões, alta de 24,6% ante 2022.

A Inter Seguros conquistou a marca de 1,7 milhão de clientes, com crescimento de 41% sobre o ano anterior. Já a unidade Paraná Seguros, em seu primeiro ano completo de operação, emitiu R$ 30,5 milhões em prêmio, com mais de 80% de penetração do seguro na carteira de crédito do Paraná Banco ao final do ano.

No segmento de Crédito e Consórcios, destacam-se os resultados da Promotiva, que comercializou mais de R$ 8,6 bilhões em crédito e consórcios, gerando R$ 90 milhões em receita líquida. Em seu primeiro ano de operação, a Unidade ampliou a presença física com expansão da rede comercial na ordem de 62% e apresentou crescimento consistente em vendas.

Generali Global Corporate & Commercial dá boas-vindas à Patricia Puerta, nova Head do Mediterrâneo e América Latina  

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) recebe, a partir de 2 de maio, Patricia Puerta como a nova Head de GC&C Mediterrâneo e América Latina. Puerta assume o lugar de Carlos Gomez, que lidera a região desde 2013 e que recentemente assumiu o cargo de Head de Seguros de GC&C. 

Em sua nova função, Puerta supervisionará as operações corporativas e comerciais na região do Mediterrâneo (com exceção de Itália e Grécia), bem como na América Latina. Alinhada com a visão estratégica do Grupo – “Lifetime Partner 24: Driving Growth” – e focada em buscar uma expansão rentável, Puerta se concentrará em impulsionar iniciativas de crescimento sustentável. Isso inclui identificar oportunidades de desenvolvimento de negócios e melhorias de eficiência operacional, além de fortalecer ainda mais a presença e o impacto de GC&C em toda a região. 

Em relação à nomeação, Christian Kanu, CEO de GC&C, declarou: “Estou muito feliz de contar com a Patricia em nossa organização. Patricia traz um amplo conhecimento de mercado, adquirido ao longo de sua extensa experiência no setor de seguros. Sua adição à equipe reforça nossa visão estratégica para a região e nos posiciona para o sucesso. Estou confiante de que Patricia desempenhará um papel fundamental na condução de mudanças significativas e na promoção do crescimento lucrativo em todo o Mediterrâneo e na região da América Latina. Gostaria de agradecer ao Carlos pelo excelente desempenho e pelos fortes resultados entregues com a equipe ao longo de seus 11 anos de gestão”. 

Puerta atua no setor de seguros há mais de duas décadas, demonstrando suas habilidades em diversas áreas, incluindo Sinistros, Controle de Crédito e Operações. Destacou-se principalmente na subscrição técnica, particularmente no setor de Grandes Riscos Multinacionais. Antes de seu cargo em GC&C, Puerta atuou como Gerente Geral na QBE Iberia e foi membro do Comitê de Gestão Europeu, liderando uma série de iniciativas estratégicas que abrangem a Europa. Além disso, a head co-defendeu um projeto colaborativo que uniu equipes de várias regiões, incluindo Europa, Reino Unido e Canadá. No início de sua carreira, Puerta adquiriu uma experiência valiosa em funções na Catlin e no Grupo XL. Estudou Direito e é mestre em Seguros e Gestão de Riscos pela Universidade Pontifícia de Salamanca.

Icatu Seguros registra aumento em procura por seguro de vida entre os jovens 

Luciana Bastos Icatu Seguros

A contratação de seguro de vida vem crescendo no Brasil entre os jovens. Segundo a Icatu Seguros – companhia 100% brasileira líder entre as independentes em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização -, houve um aumento de 23% na aquisição do produto entre pessoas de 18 a 24 anos e um crescimento de 18% entre 25 a 40 anos. É o que revela o levantamento interno da empresa, que considerou o período de 2022 a 2023.

Ainda de acordo com a seguradora, a participação dos contratados de 25 a 40 anos representava 38% dos clientes da carteira ao fim de 2023. Os jovens entre 18 e 24 anos, 8%. Entre os mais jovens, a presença das mulheres também se destaca. Hoje, elas representam 51% da carteira na faixa etária de 18 a 24 anos.

“Temos visto uma maior conscientização da população em relação à proteção financeira, inclusive nos jovens. E o aumento neste público não só reflete isso, mas também é impulsionado por algumas características desse público, que é uma maior preocupação com a proteção do seu presente. O seguro de vida se trata justamente disso: proteção dos riscos imediatos e das incertezas da vida, algo que tem sensibilizado cada vez mais as pessoas mais jovens, em especial as mulheres. É sobre se proteger em vida, hoje”, afirma a Diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros, Luciana Bastos, em nota.

Pioneira no desenvolvimento de inovações para o segmento, a Icatu coleciona cases como o Vida Digital, projeto para disseminar um seguro de vida com jornada 100% digital para diferentes canais e parceiros – como bancos, varejo e fintechs, que atraem especialmente o público mais jovem. Como parte do seu modelo de negócios B2B2C, a companhia conta ainda com a força de venda de mais de 9 mil corretores parceiros no país.

Desempenho geral – Em 2023, a Icatu bateu recorde de R$ 4,2 bilhões em prêmios retidos, evolução de 21% em relação a 2022, resultado acima do mercado (9,5%). Ainda em 2023, a companhia retornou R$1,2 bilhão em indenizações, o que representa 8% do mercado segurador de pessoas, que devolveu cerca de R$15 bilhões no mesmo período, de acordo com a Fenaprevi. Entre as modalidades do segmento, de acordo com a Icatu, o Vida Individual teve destaque, com 90% de crescimento.

RIMS 2024: “O tema mudança climática preocupa o mundo todo e não só seguros” diz Guilherme Perondi

Swiss Re Corporate Solutions

A Swiss Re tem uma diretoria para apoiar gestores de riscos. O Sonho Seguro entrevistou Guilherme Perondi, vice-presidente executivo Brasil e Head de Distribuição LATAM da Swiss Re Corporate Solutions (SRCS), para contar mais sobre as tendências de riscos, já que participa da RISKSWORLD, evento promovido pela RIMS, associação americana que reúne os gestores de riscos, que acontece em San Diego, Califórnia, entre 5 e 8 de maio.

O evento é citado como o maior do mundo para o debate sobre gerenciamento de risco. Por isso, no domingo, o grupo realizou um coquetel para parceiros de negócios, com a presença do CEO mundial, Andreas Berger. No Brasil, a SRCS é sócia da Bradesco Seguros há 6 anos.

Poderia comentar sobre o que motivou a criação desta diretoria?

Há 60 anos o Grupo Swiss Re tem uma área chamada RES, do inglês Risk Engineering Services ou Serviços de Engenharia de Riscos. Essa equipe de RES tem uma dupla função de apoiar nossa subscrição na análise e classificação dos riscos que asseguramos e também apoiar clientes corporativos na avaliação e gestão dos seus próprios riscos operacionais. Para isso, contamos com uma equipe de engenheiros e técnicos em todo mundo em diferentes especialidades como riscos patrimoniais, engenharia e responsabilidades com conhecimento em vários setores como indústria pesada em geral, energia, cadeia de suprimentos, exposições catastróficas e sustentabilidade.

A motivação para o investimento nessa área é tanto para termos resultados sustentáveis ao longo do tempo, conhecendo o melhor possível os riscos que expõem nosso capital, quanto gerar valor para os clientes, compartilhando esse conhecimento com eles e apoiando sua gestão de risco.

  • Quais os benefícios que a diretoria tem efetivamente trazido aos corretores e clientes?

O trabalho de consultoria que nossos engenheiros e engenheiras fazem já criaram vários casos de sucesso junto a clientes em todo mundo, inclusive no Brasil, em que nosso corpo técnico trabalha junto com o cliente determinando exposições de risco e formas de mitigação, com frequência trabalhando à seis mãos com as equipes de consultoria de risco dos corretores corporativos.

Um outro resultado concreto são produtos de análise de dados com base em tecnologia que estamos oferecendo para clientes. O principal deles é o RDS do inglês Risk Data Services ou Serviços de Dados de Risco em que disponibilizamos nossa plataforma global digital onde temos riscos, por exemplo, exposição a catástrofes naturais como inundações, excesso ou falta de chuva, terremotos ou furacões mapeadas por coordenadas. O cliente pode adicionar outras camadas de dados próprias como, por exemplo, a localização de suas instalações – ou de seus fornecedores – ou rotas de suprimento e cruzar as informações para ter em tempo real e em formato digital suas exposições de riscos mapeadas e quantificadas. O RDS só foi possível pela combinação de tecnologia com a inteligência de dados gerada e por nossas equipes de RES ao longo dos anos.

Vale também destacar que a equipe de RES produz muito material técnico acessível livremente através de nossos sites, incluindo Guias de Preparação para eventos como inundações e vendavais que estão disponíveis em português e são bastante acessados aqui no Brasil. Vale dar uma checada em nosso site para conhecer melhor.

  • Quando foi criada e quantos profissionais tem na equipe? Quem é o líder?

A área de RES (Risk Engineering Services) é bem consolidada dentro da Swiss Re e seu conhecimento vem sendo formado desde muito tempo, praticamente desde que a companhia foi criada 160 anos atrás. O grupo de RES, como unidade independente, foi criado em 1970. Dentro da Swiss Re Corporate Solutions, a equipe é liderada globalmente por Tina Baacke desde 2021 e temos o privilégio de ter um brasileiro, o Fabio Magalhães, responsável pela operação de RES nas Américas. A equipe de RES conta com 200 profissionais em todo o mundo, sendo 56 nas Américas, e 8 no Brasil.

  • Quais as principais demandas recebidas e também sugeridas por esta diretoria de Gerenciamento de Risco? 

Há um tema comum nas demandas que é a busca por troca de conhecimentos com nossa equipe técnica. Nosso engajamento com clientes e corretores em geral é baseado em dados e expertise para suporte à gestão de riscos, com objetivo de prevenção a perdas, incluindo com uso de tecnologia para análises de grandes volumes de dados. Outro valor agregado que é solicitado com frequência são benchmarks e melhores práticas globais ou do setor de atuação da companhia, que geralmente passam a ser incorporados nos planos de gestão de riscos da empresa. O objetivo final é sempre a busca da melhoria da qualidade do risco dos clientes.

  • Como o tema “mudanças climáticas” é tratado por esta diretoria com seus parceiros e clientes? É relevante? 

As mudanças climáticas são um tema de preocupação em todos os setores e geografias atualmente. Tanto é que, dentro da Swiss Re Corporate Solutions, a área de Sustentabilidade faz parte do grupo de RES. Nossa equipe desenvolveu um manual de avaliação de preparação para catástrofes naturais que é trabalhado em conjunto com os objetivos de gestão de riscos do cliente. A partir disso, o plano de trabalho de RES é montado sobre três pilares: Identificação dos Riscos, Plano de Gestão de Riscos e Qualidade dos Riscos, que é medida através de inspeções, muitas delas presenciais, nas instalações do cliente. Com frequência, o resultado desse trabalho faz parte dos próprios Planos de Continuidade de Negócios dos clientes.

Não temos dúvida de que as mudanças climáticas continuarão ganhando relevância nas agendas estratégicas dos clientes e corretores, continuaremos investindo em tecnologia para levarmos soluções como o RDS (Risk Data Services) para o mercado como ferramentas de apoio à adaptação à essa nova realidade.

  • Qual a perspectiva do cenário com P&C em 2024, ainda com preços altos e condições restritivas? E em 2025?

A Swiss Re Corporate Solutions segue otimista com o mercado de ramos elementares, temos uma posição global relevante no segmento, seguimos investindo e gerando resultados crescentes na América Latina no Brasil. O mercado brasileiro é muito bem atendido com presença relevante de resseguradores, seguradores e corretores multinacionais e nacionais, com boa oferta de produtos, serviços e capacidades. No entanto, globalmente, o mercado vem passando por um período de ajuste estrutural e uma das consequências é a de exigências quanto à qualidade de gestão de riscos.

Inevitavelmente os compradores de seguros comerciais e corporativos precisam estar preparados para essa mudança estrutural pela qual o mercado está passando, especialmente em setores e empresas com maiores exposições de risco, históricos de sinistralidade e maior complexidade de gestão de riscos.

As exigências de boas práticas de gestão de risco, investimento contínuo em sistemas protecionais, transparência no compartilhamento de informações e disponibilidade para discussões técnicas não só sobre os riscos segurados, mas também sobre novas estruturas de transferência de riscos, vão seguir como regra nas interações entre compradores de seguro e o mercado de seguros e resseguros.

Essa nova dinâmica reforça a necessidade do corretor de seguros em atuar como um consultor de riscos qualificado para seus clientes passando por quatro importantes aspectos:

1.         Conhecimento efetivo sobre a operação e os riscos do cliente: historicamente essa sempre foi uma responsabilidade importante do corretor como consultor de riscos do seu cliente. Porém, neste novo cenário, é importante que o corretor vá além, conduzindo um trabalho qualificado de coleta e apresentação das informações, inclusive apoiando na organização de Road shows com o mercado, permitindo discussões técnicas. A preparação de pacotes adequados de informação e sua apresentação seguirá relevante, não só para conversa com seguradoras, mas também com resseguradores.

2.         Criação de vínculos entre as equipes do corretor, cliente e seguradora: indo além de ser o consultor de riscos do cliente, o corretor deve dar apoio no entendimento das exigências do mercado. O corretor precisa ajudar o cliente a entender as exigências do mercado e orientá-lo sobre as melhores escolhas de investimentos para endereçar os pontos mais críticos de risco identificados em eventuais inspeções ou discussões técnicas, otimizando o orçamento disponível para melhorias e protecionais. O apoio técnico no acompanhamento desses investimentos e reporte para as equipes de engenharia de riscos e subscrição das seguradoras passa a ser mais importante para alimentar esse “diálogo técnico” para que as equipes possam atender de maneira adequada os segurados mais diligentes na gestão de seus riscos.

3.         Realização de análise mais abrangentes: o papel do corretor como consultor qualificado também passa por análises, em conjunto com o cliente, sobre novas estruturas, eventualmente com diferentes níveis de retenção de risco pelo segurado, e sobre novos modelos de transferência de risco. Soluções alternativas como seguros paramétricos, isoladamente ou em conjunto com soluções tradicionais, e até mesmo cativas passam a ser analisadas como potenciais soluções para riscos mais complexos ou maiores.

Estamos todos vivendo em um ambiente de maior complexidade no setor de seguros, com seu papel vital na economia e na sociedade, que também passa por adaptações importantes. Vemos uma grande oportunidade, em especial de qualificação e cooperação enquanto o setor naturalmente se reequilibra.

RIMS 2024: o seguro deve ser customizado para capturar as exposições de risco”, afirma Christian Mendonça

Rims 2024 RisksWorld

Christian Mendonça, head de riscos e seguros da Norsk Hydro no Brasil, acompanha de perto todas as tendências sobre gerenciamento no mundo. Esta é a décima segunda vez que o executivo participa do principal evento de gestores de riscos do mundo promovido pela RIMS, associação que reúne os profissionais dos EUA. Desta vez sua participação é como palestrante no RISKWORLD 2024, realizada entre 5 a 8 de maio, em San Diego, Califórnia.

“O processo de contratação de seguros permite e motiva as organizações a mapearem e melhor se protegerem das principais exposições de riscos a seus negócios e operações, sendo que em vários casos as seguradoras estabelecem pré-requisitos mínimos de proteção para aceitação de riscos”, afirma ele, que atua no segmento financeiro há mais de 20 anos e dá para perceber que é apaixonado pelo que faz.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo executivo ao Sonho Seguro:

Como você vê o papel do seguro na mitigação de riscos?

O seguro, muitas vezes, é visto como única ferramenta existente para se proteger e mitigar riscos, o que é uma visão bastante errônea e que, infelizmente, está presente na mente de muitas pessoas. O seguro, de fato, é uma das principais ferramentas de proteção e recuperação financeira frente aos riscos e incertezas que diferentes empresas, entidades e das mais variadas atividades econômicas, podem contratar para obterem uma proteção financeira contra as eventuais perdas materiais, de receita e responsabilidades a que seus negócios, ativos e operações estão expostos. No entanto, uma proteção “reativa”, e que irá fornecer a indenização após o sinistro já ter acontecido. Porém, o processo de contratação de seguros permite e motiva as organizações a mapearem e melhor se protegerem das principais exposições de riscos a seus negócios e operações, sendo que em vários casos as seguradoras estabelecem pré-requisitos mínimos de proteção para aceitação de riscos. Portanto, e para mim, o seguro é um instrumento muito importante de ser considerado por qualquer organização, mas que acima de tudo, deve ser muito bem customizado e implementado de forma a capturar as reais e principais exposições de risco das organizações, e também considerando o nível de preparação e maturidade das organizações em gerenciar, mitigar e aceitar os próprios riscos.

Qual o papel que você e sua equipe desempenham como “guardião do patrimônio” da empresa?

Na Hydro, eu e minha equipe representamos o Departamento de Seguros da Hydro na região, e temos o privilégio de atuar de forma corporativa, em todas as áreas de negócio de nossas operações na América do Sul, e de forma matricial entre diferentes disciplinas. Desta forma, temos o mandato de sermos os responsáveis por prover as melhores soluções de seguro as diferentes operações e negócios da Hydro na região, adequadas as estratégias de curto, médio e longo prazo de nossa organização, e moldadas e customizadas ao mapeamento, apetite de risco e principais exposições de nossas operações. Além disso, somos responsáveis por implementar localmente, desenvolver e aprimorar a aderência de nossas plantas e operações ao Hydro Loss Prevention Standards, que é um compilado de boas práticas e normas locais e internacionais que estabelecem o padrão de segurança, de sistemas protecionais e de procedimentos mandatórios as operações de todas as plantas da Hydro globalmente. Esse processo não apenas estabelece as recomendações de melhorias de risco, como atualiza nossa matriz de exposição a risco, e nos possibilita acesso a dados e informações de extrema qualidade para realizarmos negociações de seguro adequadas, customizadas e competitivas a nossa organização.

Sua empresa lida com uma série de riscos complexos. Quais são os mais críticos? E quais são os riscos futuros que você considera mais importantes – tanto como uma oportunidade para as seguradoras criarem soluções quanto em termos de proteção da empresa?

São vários os riscos aos quais nossas operações e plantas estão expostos, os quais mapeamos e estabelecemos diferentes soluções para reduzi-los ou mitigá-los. De forma objetiva, e considerando as principais exposições operacionais, eu diria que a característica de conectividade e de relação de dependência que nossos ativos detêm entre si aqui no Brasil, e a correlação dos mesmos com algumas operações internacionais, estabelecem uma relação de interdependência importante. Fora isso, riscos associados ao espectro ESG são importantes (especialmente em nosso segmento) e, apesar de muito bem tratados e gerenciados em nossas operações locais e internacionais, ainda carecem de melhores soluções e diferenciações do mercado segurador

Como você equilibra os riscos que a sua empresa deve assumir e os que vai transferir para o mercado de seguros?

Como dito anteriormente, através de avaliações de risco bastante criteriosas, mapeamento dos riscos mais vultosos, análise das soluções de transferência de riscos e sua competitividade na relação de custo-benefício, bem como o apetite de risco interno e a melhoria de nossas operações e segurança operacional. Isso estabelece internamente o que chamamos de análise TCOR, ou Total Cost of Risk, onde através da mesma conseguimos mensurar as melhores opções, alternativas e soluções que resultem em contratações equilibradas entre transferência de riscos ao mercado segurador, e retenção interna de riscos

Como define a sua jornada profissional até agora?

Extremamente prazerosa e enriquecedora! Dentro do mercado de Riscos e Seguros tive a oportunidade de passar por diferentes empresas e diferentes posições da trinca Seguradora, Corretor e Segurado. Comecei como Segurador, logo passei ao universo dos Corretores, onde apreendi muito e, especialmente, a trabalhar de maneira consultiva e diferenciada aos clientes, e não apenas de forma transacional e comercial. Isso alavancou minhas relações profissionais e conhecimento, fazendo com que grandes empresas nacionais e multinacionais me convidassem para assumir suas áreas de Gestão de Riscos e Seguros, posição esta (de Segurado) a qual mais tempo desempenho em minha história no mercado de Riscos e Seguros. Nem tudo foram flores, e tive diversos momentos de grandes desafios a serem superados. Mas acredito que todos eles, e junto a grandes equipes e colaboradores fantásticos, moldaram meu perfil profissional e alavancaram minha rede de relacionamento, experiencia, conhecimento e preparo, me tornando o profissional que sou hoje, e que ainda tem um caminho bastante longo a ser trilhado nesse nosso fascinante setor.

Um dos desafios dos gestores de riscos é que a importância do gerenciamento de risco seja mais valorizada na alta direção da empresa. Você concorda? Quais as ações que poderiam levar o seguro para a pauta ao comando e aos conselheiros de um grupo econômico? 

Concordo totalmente! Na Hydro, felizmente não enfrentamos essa situação, e temos acesso bastante amplo e frequente a alta direção da empresa, incluindo comitês de risco periódicos. Inclusive, uma curiosidade: A Hydro detém a Seguradora / Resseguradora Cativa em operação mais antiga do mundo, chamada Industriforsikring, atuante desde 1920 e com sede em Oslo, o que nos orgulha bastante. Porém, reconheço que esse cenário que temos na Hydro, infelizmente, não é regra, mas sim exceção, e muitas empresas ainda carecem do próprio investimento e atenção a seus Gestores de Risco e, em muitos casos, nem Gestores de Risco elas detém. Felizmente, é um cenário que vem mudando, e temos visto crescimento em número de Gestores de Risco serem designados em diferentes empresas e de diferentes setores. Que siga assim e que esse movimento seja bastante acelerado, uma vez que é saudável para todos.

Que conselhos daria ao gestor de risco?

Tive um diretor global que gostava de usar uma frase, a qual extremamente adequada a sua pergunta, e como eu acredito deva ser a atuação de qualquer Gestor de Riscos: “Stay safe and add value” (Esteja seguro e agregue valor). A posição de Gestor de Risco normalmente é uma posição corporativa, de área central e de suporte as áreas de negócio. Profissionais com perfis reativos, ou mais acomodados, tendem a não aparecer nem prosperar nessas funções, apesar de estarem fazendo bons trabalhos, pois não chegam a ser percebidos como ativos estratégicos das organizações e, consequentemente, sem a correta identificação de seus valores. Assim, o ideal é o Gestor de Risco ser pró-ativo, pensar sempre fora de sua zona de conforto, interagir e atuar com frequência junto as áreas de negócios e operações, buscando entender os riscos, novos rumos, novos projetos, novas operações. Desta forma o profissional terá a capacidade (e privilégio) de ter uma visão do todo, e poder identificar os riscos intrínsecos a cada negócio, e aqueles que se interagem entre áreas, permitindo uma atuação muito mais consultiva e de agregação de valor as organizações em suas propostas de transferência e retenção de riscos. É aquela velha máxima: Quem não é visto, não é lembrado!

O que mais te chama atenção no RIMS? Já participou outras vezes?

O RIMS e a RISK WORLD é simplesmente a maior organização de Gestão de Riscos do Mundo, e que promove o maior evento de Gestão de Riscos e Seguros do mundo. Ou seja, quem é alguém, ou quer ser alguém nesse nosso mercado, tem que estar aqui. Nesse ano completo já meu 12ª. Conferência Anual RIMS, e seguirei atendendo outras certamente. Pra mim, o maior valor deste evento é poder encontrar, interagir, negociar e se relacionar, com grande parte dos líderes mundiais de nosso mercado, ampliando e qualificando nosso network de forma incrível e muito relevante. Em qual outro lugar é possível, em um espaço de 4 dias, encontrar centenas de líderes globais de players relevantes de nosso mercado, bem como trocar experiência com milhares de profissionais de diferentes segmentos de toda indústria de Riscos e Seguros mundial? Essa, para mim, é a principal razão de atender a esse evento. Fora isso, as sessões de palestras e de compartilhamento de conhecimento são sempre enriquecedoras, e principalmente abordam temas sempre quentes e de tendências no mercado de Gestão de Riscos e Seguros.