RIMS 2024: “O tema mudança climática preocupa o mundo todo e não só seguros” diz Guilherme Perondi

Swiss Re Corporate Solutions

A Swiss Re tem uma diretoria para apoiar gestores de riscos. O Sonho Seguro entrevistou Guilherme Perondi, vice-presidente executivo Brasil e Head de Distribuição LATAM da Swiss Re Corporate Solutions (SRCS), para contar mais sobre as tendências de riscos, já que participa da RISKSWORLD, evento promovido pela RIMS, associação americana que reúne os gestores de riscos, que acontece em San Diego, Califórnia, entre 5 e 8 de maio.

O evento é citado como o maior do mundo para o debate sobre gerenciamento de risco. Por isso, no domingo, o grupo realizou um coquetel para parceiros de negócios, com a presença do CEO mundial, Andreas Berger. No Brasil, a SRCS é sócia da Bradesco Seguros há 6 anos.

Poderia comentar sobre o que motivou a criação desta diretoria?

Há 60 anos o Grupo Swiss Re tem uma área chamada RES, do inglês Risk Engineering Services ou Serviços de Engenharia de Riscos. Essa equipe de RES tem uma dupla função de apoiar nossa subscrição na análise e classificação dos riscos que asseguramos e também apoiar clientes corporativos na avaliação e gestão dos seus próprios riscos operacionais. Para isso, contamos com uma equipe de engenheiros e técnicos em todo mundo em diferentes especialidades como riscos patrimoniais, engenharia e responsabilidades com conhecimento em vários setores como indústria pesada em geral, energia, cadeia de suprimentos, exposições catastróficas e sustentabilidade.

A motivação para o investimento nessa área é tanto para termos resultados sustentáveis ao longo do tempo, conhecendo o melhor possível os riscos que expõem nosso capital, quanto gerar valor para os clientes, compartilhando esse conhecimento com eles e apoiando sua gestão de risco.

  • Quais os benefícios que a diretoria tem efetivamente trazido aos corretores e clientes?

O trabalho de consultoria que nossos engenheiros e engenheiras fazem já criaram vários casos de sucesso junto a clientes em todo mundo, inclusive no Brasil, em que nosso corpo técnico trabalha junto com o cliente determinando exposições de risco e formas de mitigação, com frequência trabalhando à seis mãos com as equipes de consultoria de risco dos corretores corporativos.

Um outro resultado concreto são produtos de análise de dados com base em tecnologia que estamos oferecendo para clientes. O principal deles é o RDS do inglês Risk Data Services ou Serviços de Dados de Risco em que disponibilizamos nossa plataforma global digital onde temos riscos, por exemplo, exposição a catástrofes naturais como inundações, excesso ou falta de chuva, terremotos ou furacões mapeadas por coordenadas. O cliente pode adicionar outras camadas de dados próprias como, por exemplo, a localização de suas instalações – ou de seus fornecedores – ou rotas de suprimento e cruzar as informações para ter em tempo real e em formato digital suas exposições de riscos mapeadas e quantificadas. O RDS só foi possível pela combinação de tecnologia com a inteligência de dados gerada e por nossas equipes de RES ao longo dos anos.

Vale também destacar que a equipe de RES produz muito material técnico acessível livremente através de nossos sites, incluindo Guias de Preparação para eventos como inundações e vendavais que estão disponíveis em português e são bastante acessados aqui no Brasil. Vale dar uma checada em nosso site para conhecer melhor.

  • Quando foi criada e quantos profissionais tem na equipe? Quem é o líder?

A área de RES (Risk Engineering Services) é bem consolidada dentro da Swiss Re e seu conhecimento vem sendo formado desde muito tempo, praticamente desde que a companhia foi criada 160 anos atrás. O grupo de RES, como unidade independente, foi criado em 1970. Dentro da Swiss Re Corporate Solutions, a equipe é liderada globalmente por Tina Baacke desde 2021 e temos o privilégio de ter um brasileiro, o Fabio Magalhães, responsável pela operação de RES nas Américas. A equipe de RES conta com 200 profissionais em todo o mundo, sendo 56 nas Américas, e 8 no Brasil.

  • Quais as principais demandas recebidas e também sugeridas por esta diretoria de Gerenciamento de Risco? 

Há um tema comum nas demandas que é a busca por troca de conhecimentos com nossa equipe técnica. Nosso engajamento com clientes e corretores em geral é baseado em dados e expertise para suporte à gestão de riscos, com objetivo de prevenção a perdas, incluindo com uso de tecnologia para análises de grandes volumes de dados. Outro valor agregado que é solicitado com frequência são benchmarks e melhores práticas globais ou do setor de atuação da companhia, que geralmente passam a ser incorporados nos planos de gestão de riscos da empresa. O objetivo final é sempre a busca da melhoria da qualidade do risco dos clientes.

  • Como o tema “mudanças climáticas” é tratado por esta diretoria com seus parceiros e clientes? É relevante? 

As mudanças climáticas são um tema de preocupação em todos os setores e geografias atualmente. Tanto é que, dentro da Swiss Re Corporate Solutions, a área de Sustentabilidade faz parte do grupo de RES. Nossa equipe desenvolveu um manual de avaliação de preparação para catástrofes naturais que é trabalhado em conjunto com os objetivos de gestão de riscos do cliente. A partir disso, o plano de trabalho de RES é montado sobre três pilares: Identificação dos Riscos, Plano de Gestão de Riscos e Qualidade dos Riscos, que é medida através de inspeções, muitas delas presenciais, nas instalações do cliente. Com frequência, o resultado desse trabalho faz parte dos próprios Planos de Continuidade de Negócios dos clientes.

Não temos dúvida de que as mudanças climáticas continuarão ganhando relevância nas agendas estratégicas dos clientes e corretores, continuaremos investindo em tecnologia para levarmos soluções como o RDS (Risk Data Services) para o mercado como ferramentas de apoio à adaptação à essa nova realidade.

  • Qual a perspectiva do cenário com P&C em 2024, ainda com preços altos e condições restritivas? E em 2025?

A Swiss Re Corporate Solutions segue otimista com o mercado de ramos elementares, temos uma posição global relevante no segmento, seguimos investindo e gerando resultados crescentes na América Latina no Brasil. O mercado brasileiro é muito bem atendido com presença relevante de resseguradores, seguradores e corretores multinacionais e nacionais, com boa oferta de produtos, serviços e capacidades. No entanto, globalmente, o mercado vem passando por um período de ajuste estrutural e uma das consequências é a de exigências quanto à qualidade de gestão de riscos.

Inevitavelmente os compradores de seguros comerciais e corporativos precisam estar preparados para essa mudança estrutural pela qual o mercado está passando, especialmente em setores e empresas com maiores exposições de risco, históricos de sinistralidade e maior complexidade de gestão de riscos.

As exigências de boas práticas de gestão de risco, investimento contínuo em sistemas protecionais, transparência no compartilhamento de informações e disponibilidade para discussões técnicas não só sobre os riscos segurados, mas também sobre novas estruturas de transferência de riscos, vão seguir como regra nas interações entre compradores de seguro e o mercado de seguros e resseguros.

Essa nova dinâmica reforça a necessidade do corretor de seguros em atuar como um consultor de riscos qualificado para seus clientes passando por quatro importantes aspectos:

1.         Conhecimento efetivo sobre a operação e os riscos do cliente: historicamente essa sempre foi uma responsabilidade importante do corretor como consultor de riscos do seu cliente. Porém, neste novo cenário, é importante que o corretor vá além, conduzindo um trabalho qualificado de coleta e apresentação das informações, inclusive apoiando na organização de Road shows com o mercado, permitindo discussões técnicas. A preparação de pacotes adequados de informação e sua apresentação seguirá relevante, não só para conversa com seguradoras, mas também com resseguradores.

2.         Criação de vínculos entre as equipes do corretor, cliente e seguradora: indo além de ser o consultor de riscos do cliente, o corretor deve dar apoio no entendimento das exigências do mercado. O corretor precisa ajudar o cliente a entender as exigências do mercado e orientá-lo sobre as melhores escolhas de investimentos para endereçar os pontos mais críticos de risco identificados em eventuais inspeções ou discussões técnicas, otimizando o orçamento disponível para melhorias e protecionais. O apoio técnico no acompanhamento desses investimentos e reporte para as equipes de engenharia de riscos e subscrição das seguradoras passa a ser mais importante para alimentar esse “diálogo técnico” para que as equipes possam atender de maneira adequada os segurados mais diligentes na gestão de seus riscos.

3.         Realização de análise mais abrangentes: o papel do corretor como consultor qualificado também passa por análises, em conjunto com o cliente, sobre novas estruturas, eventualmente com diferentes níveis de retenção de risco pelo segurado, e sobre novos modelos de transferência de risco. Soluções alternativas como seguros paramétricos, isoladamente ou em conjunto com soluções tradicionais, e até mesmo cativas passam a ser analisadas como potenciais soluções para riscos mais complexos ou maiores.

Estamos todos vivendo em um ambiente de maior complexidade no setor de seguros, com seu papel vital na economia e na sociedade, que também passa por adaptações importantes. Vemos uma grande oportunidade, em especial de qualificação e cooperação enquanto o setor naturalmente se reequilibra.

RIMS 2024: o seguro deve ser customizado para capturar as exposições de risco”, afirma Christian Mendonça

Rims 2024 RisksWorld

Christian Mendonça, head de riscos e seguros da Norsk Hydro no Brasil, acompanha de perto todas as tendências sobre gerenciamento no mundo. Esta é a décima segunda vez que o executivo participa do principal evento de gestores de riscos do mundo promovido pela RIMS, associação que reúne os profissionais dos EUA. Desta vez sua participação é como palestrante no RISKWORLD 2024, realizada entre 5 a 8 de maio, em San Diego, Califórnia.

“O processo de contratação de seguros permite e motiva as organizações a mapearem e melhor se protegerem das principais exposições de riscos a seus negócios e operações, sendo que em vários casos as seguradoras estabelecem pré-requisitos mínimos de proteção para aceitação de riscos”, afirma ele, que atua no segmento financeiro há mais de 20 anos e dá para perceber que é apaixonado pelo que faz.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo executivo ao Sonho Seguro:

Como você vê o papel do seguro na mitigação de riscos?

O seguro, muitas vezes, é visto como única ferramenta existente para se proteger e mitigar riscos, o que é uma visão bastante errônea e que, infelizmente, está presente na mente de muitas pessoas. O seguro, de fato, é uma das principais ferramentas de proteção e recuperação financeira frente aos riscos e incertezas que diferentes empresas, entidades e das mais variadas atividades econômicas, podem contratar para obterem uma proteção financeira contra as eventuais perdas materiais, de receita e responsabilidades a que seus negócios, ativos e operações estão expostos. No entanto, uma proteção “reativa”, e que irá fornecer a indenização após o sinistro já ter acontecido. Porém, o processo de contratação de seguros permite e motiva as organizações a mapearem e melhor se protegerem das principais exposições de riscos a seus negócios e operações, sendo que em vários casos as seguradoras estabelecem pré-requisitos mínimos de proteção para aceitação de riscos. Portanto, e para mim, o seguro é um instrumento muito importante de ser considerado por qualquer organização, mas que acima de tudo, deve ser muito bem customizado e implementado de forma a capturar as reais e principais exposições de risco das organizações, e também considerando o nível de preparação e maturidade das organizações em gerenciar, mitigar e aceitar os próprios riscos.

Qual o papel que você e sua equipe desempenham como “guardião do patrimônio” da empresa?

Na Hydro, eu e minha equipe representamos o Departamento de Seguros da Hydro na região, e temos o privilégio de atuar de forma corporativa, em todas as áreas de negócio de nossas operações na América do Sul, e de forma matricial entre diferentes disciplinas. Desta forma, temos o mandato de sermos os responsáveis por prover as melhores soluções de seguro as diferentes operações e negócios da Hydro na região, adequadas as estratégias de curto, médio e longo prazo de nossa organização, e moldadas e customizadas ao mapeamento, apetite de risco e principais exposições de nossas operações. Além disso, somos responsáveis por implementar localmente, desenvolver e aprimorar a aderência de nossas plantas e operações ao Hydro Loss Prevention Standards, que é um compilado de boas práticas e normas locais e internacionais que estabelecem o padrão de segurança, de sistemas protecionais e de procedimentos mandatórios as operações de todas as plantas da Hydro globalmente. Esse processo não apenas estabelece as recomendações de melhorias de risco, como atualiza nossa matriz de exposição a risco, e nos possibilita acesso a dados e informações de extrema qualidade para realizarmos negociações de seguro adequadas, customizadas e competitivas a nossa organização.

Sua empresa lida com uma série de riscos complexos. Quais são os mais críticos? E quais são os riscos futuros que você considera mais importantes – tanto como uma oportunidade para as seguradoras criarem soluções quanto em termos de proteção da empresa?

São vários os riscos aos quais nossas operações e plantas estão expostos, os quais mapeamos e estabelecemos diferentes soluções para reduzi-los ou mitigá-los. De forma objetiva, e considerando as principais exposições operacionais, eu diria que a característica de conectividade e de relação de dependência que nossos ativos detêm entre si aqui no Brasil, e a correlação dos mesmos com algumas operações internacionais, estabelecem uma relação de interdependência importante. Fora isso, riscos associados ao espectro ESG são importantes (especialmente em nosso segmento) e, apesar de muito bem tratados e gerenciados em nossas operações locais e internacionais, ainda carecem de melhores soluções e diferenciações do mercado segurador

Como você equilibra os riscos que a sua empresa deve assumir e os que vai transferir para o mercado de seguros?

Como dito anteriormente, através de avaliações de risco bastante criteriosas, mapeamento dos riscos mais vultosos, análise das soluções de transferência de riscos e sua competitividade na relação de custo-benefício, bem como o apetite de risco interno e a melhoria de nossas operações e segurança operacional. Isso estabelece internamente o que chamamos de análise TCOR, ou Total Cost of Risk, onde através da mesma conseguimos mensurar as melhores opções, alternativas e soluções que resultem em contratações equilibradas entre transferência de riscos ao mercado segurador, e retenção interna de riscos

Como define a sua jornada profissional até agora?

Extremamente prazerosa e enriquecedora! Dentro do mercado de Riscos e Seguros tive a oportunidade de passar por diferentes empresas e diferentes posições da trinca Seguradora, Corretor e Segurado. Comecei como Segurador, logo passei ao universo dos Corretores, onde apreendi muito e, especialmente, a trabalhar de maneira consultiva e diferenciada aos clientes, e não apenas de forma transacional e comercial. Isso alavancou minhas relações profissionais e conhecimento, fazendo com que grandes empresas nacionais e multinacionais me convidassem para assumir suas áreas de Gestão de Riscos e Seguros, posição esta (de Segurado) a qual mais tempo desempenho em minha história no mercado de Riscos e Seguros. Nem tudo foram flores, e tive diversos momentos de grandes desafios a serem superados. Mas acredito que todos eles, e junto a grandes equipes e colaboradores fantásticos, moldaram meu perfil profissional e alavancaram minha rede de relacionamento, experiencia, conhecimento e preparo, me tornando o profissional que sou hoje, e que ainda tem um caminho bastante longo a ser trilhado nesse nosso fascinante setor.

Um dos desafios dos gestores de riscos é que a importância do gerenciamento de risco seja mais valorizada na alta direção da empresa. Você concorda? Quais as ações que poderiam levar o seguro para a pauta ao comando e aos conselheiros de um grupo econômico? 

Concordo totalmente! Na Hydro, felizmente não enfrentamos essa situação, e temos acesso bastante amplo e frequente a alta direção da empresa, incluindo comitês de risco periódicos. Inclusive, uma curiosidade: A Hydro detém a Seguradora / Resseguradora Cativa em operação mais antiga do mundo, chamada Industriforsikring, atuante desde 1920 e com sede em Oslo, o que nos orgulha bastante. Porém, reconheço que esse cenário que temos na Hydro, infelizmente, não é regra, mas sim exceção, e muitas empresas ainda carecem do próprio investimento e atenção a seus Gestores de Risco e, em muitos casos, nem Gestores de Risco elas detém. Felizmente, é um cenário que vem mudando, e temos visto crescimento em número de Gestores de Risco serem designados em diferentes empresas e de diferentes setores. Que siga assim e que esse movimento seja bastante acelerado, uma vez que é saudável para todos.

Que conselhos daria ao gestor de risco?

Tive um diretor global que gostava de usar uma frase, a qual extremamente adequada a sua pergunta, e como eu acredito deva ser a atuação de qualquer Gestor de Riscos: “Stay safe and add value” (Esteja seguro e agregue valor). A posição de Gestor de Risco normalmente é uma posição corporativa, de área central e de suporte as áreas de negócio. Profissionais com perfis reativos, ou mais acomodados, tendem a não aparecer nem prosperar nessas funções, apesar de estarem fazendo bons trabalhos, pois não chegam a ser percebidos como ativos estratégicos das organizações e, consequentemente, sem a correta identificação de seus valores. Assim, o ideal é o Gestor de Risco ser pró-ativo, pensar sempre fora de sua zona de conforto, interagir e atuar com frequência junto as áreas de negócios e operações, buscando entender os riscos, novos rumos, novos projetos, novas operações. Desta forma o profissional terá a capacidade (e privilégio) de ter uma visão do todo, e poder identificar os riscos intrínsecos a cada negócio, e aqueles que se interagem entre áreas, permitindo uma atuação muito mais consultiva e de agregação de valor as organizações em suas propostas de transferência e retenção de riscos. É aquela velha máxima: Quem não é visto, não é lembrado!

O que mais te chama atenção no RIMS? Já participou outras vezes?

O RIMS e a RISK WORLD é simplesmente a maior organização de Gestão de Riscos do Mundo, e que promove o maior evento de Gestão de Riscos e Seguros do mundo. Ou seja, quem é alguém, ou quer ser alguém nesse nosso mercado, tem que estar aqui. Nesse ano completo já meu 12ª. Conferência Anual RIMS, e seguirei atendendo outras certamente. Pra mim, o maior valor deste evento é poder encontrar, interagir, negociar e se relacionar, com grande parte dos líderes mundiais de nosso mercado, ampliando e qualificando nosso network de forma incrível e muito relevante. Em qual outro lugar é possível, em um espaço de 4 dias, encontrar centenas de líderes globais de players relevantes de nosso mercado, bem como trocar experiência com milhares de profissionais de diferentes segmentos de toda indústria de Riscos e Seguros mundial? Essa, para mim, é a principal razão de atender a esse evento. Fora isso, as sessões de palestras e de compartilhamento de conhecimento são sempre enriquecedoras, e principalmente abordam temas sempre quentes e de tendências no mercado de Gestão de Riscos e Seguros.

RIMS 2024: Gestão de risco é muito mais do que comprar seguros, diz presidente

David Arick presidente RIMS 2024

David Arick tem um grande desafio. Está a frente dos preparativos da RISKWORLD 2024, maior evento de gestores de riscos do mundo promovido pela RIMS (Risk Management Society), que acontece entre 5 e 8 de maio, em San Diego, Califórnia (EUA). São cerca de 10 mil participantes, de mais de 70 países, com 400 expositores, 300 palestrantes que participarão de quase 300 painéis que abordarão os mais diversos assuntos. 

Trata-se de um tradicional evento anual que está na pauta mundial dos principais executivos do mercado de riscos e seguros. A razão é simples: reúne os risk manager (gestores de riscos), do mundo todo nos Estados Unidos, o maior mercado mundial de seguros, responsável por 44% dos US$ 6,8 trilhões em receitas movimentadas pelo setor de seguros em 2022 (últimos dados disponíveis). A expectativa é de que em 2023 tenha ultrapassado US$ 7 trilhões e que em 2024 registre expansão de dois dígitos.  

“O risco é uma questão global, por isso a RIMS também deve ser global. Nossos 75 anos de sucesso foram impulsionados pelas contribuições intelectuais feitas por profissionais de risco em todos os níveis de suas carreiras, de todos os setores, de todas as origens e de destinos geográficos em todo o mundo”, comenta o presidente da RIMS 2024 e que também é diretor global de risk managment na Sedgwick, uma das principais consultorias do mundo para regulação de sinistros.

O Brasil voltou a ser um destaque para atração de investimentos, abrindo uma janela de oportunidades para seguros de grandes riscos que não era vista há décadas. Tanto que a delegação brasileira que se prepara para ir ao evento já está próxima de 100 executivos entre gestores de riscos, seguradores, resseguradoras, corretores e prestadores de serviços. Gestores de riscos associados à ABGR (Associação Brasileira de Gestores de Riscos) tem um desconto relevante na inscrição do RIMS 2024, graças a uma parceria entre as duas entidades.

Diante deste cenário, o Sonho Seguro vai cobrir o RIMS 2024, patrocinado pela Wiz Corporate, corretora de seguros que avança ano a ano em riscos corporativos e tem o propósito de contribuir para difundir a cultura de seguros no Brasil. A cobertura do evento começa com esta entrevista com David Arick. Leia abaixo os principais trechos da conversa.   

Quais são suas expectativas com o RISKWORLD 2024?

Entrei para o Conselho de Administração da RIMS em 2019 e muita coisa mudou desde então. As organizações devem se adaptar rapidamente ao mundo cada vez mais volátil em que vivemos. Os profissionais de risco precisavam reavaliar as estratégias de mitigação existentes que tinham sido utilizadas durante anos e confirmar a eficácia de todas as estratégias utilizadas para o futuro. Simultaneamente, os profissionais de risco reinventam processos para garantir que conseguem resistir aos riscos atuais e que continuam a apoiar a missão e os objetivos da organização. Os profissionais de risco têm estado ocupados. Mas também têm sido notavelmente bem-sucedidos e muitos podem ser parabenizados por manterem as suas organizações resilientes e seguras para emergir mais fortes após a crise. Cada vez mais líderes empresariais em todo o mundo reconhecem o poder de fortes capacidades de gestão de risco. Minha expectativa para a RIMS é garantir que a sociedade continue a fornecer recursos e oportunidades para que os profissionais de risco mantenham esse impulso incrível. Construir relacionamentos de confiança em tempos bons pode ser extremamente benéfico quando ocorre uma crise.

Quais os desafios que os gestores de risco têm pela frente?

A imprevisibilidade é um grande desafio. Durante anos, os profissionais de gestão de risco e de seguros confiaram em padrões passados para determinar como lidar com os riscos no futuro. No entanto, esta estratégia está a ser testada porque a história não se repete exatamente. Por exemplo, temos experimentado inundações e eventos climáticos extremos em todo o mundo, em áreas inesperadas. E, claro, todos nós vivemos uma pandemia global que esperamos que seja um acontecimento único nas nossas vidas. Na RIMS, acreditamos fortemente que a gestão de riscos é muito mais do que comprar seguros. O seguro é uma peça importante num programa de gestão de risco, mas os profissionais de risco devem ser mais estratégicos. Devemos primeiro nos perguntar: “que medidas podemos tomar para que o seguro não seja necessário?” Isto é especialmente verdadeiro à medida que o mercado de produtos de seguros se torna cada vez mais difícil em determinadas áreas. Para se tornarem mais estratégicos, os profissionais de risco têm de desenvolver competências mais fortes e aprender a contar uma história melhor sobre a entrega de valor. Muitas vezes, os gestores de risco são vistos apenas como compradores de seguros. No entanto, não é só disso que somos capazes. Profissionais de risco agregam valor. E grandes profissionais de risco oferecem soluções que apoiam novas iniciativas, geram receitas e ajudam as suas organizações a atingir os seus objetivos.

Quais são os principais riscos que assolam o gestor de riscos?

A velocidade e o impacto dos riscos aumentaram significativamente nos últimos anos e, como resultado, os gestores de risco devem ser muito ágeis e capazes de realizar múltiplas tarefas. Uma das maiores mudanças nos negócios nos últimos anos foi a proliferação do local de trabalho remoto. Para aqueles que gerem indivíduos – e para as suas organizações – tornou-se cada vez mais difícil estabelecer e manter uma cultura corporativa. Esse desafio também torna difícil atrair e reter grandes talentos. Gerenciar o risco de talentos é uma prioridade máxima para a maioria das organizações. Os novos acordos de trabalho – e a pandemia global – levaram a uma maior dependência da tecnologia. A tecnologia, de muitas maneiras, melhorou a produtividade. Permitiu que as reuniões ocorressem sem a necessidade de viajar tanto como muitos de nós fazíamos antes da pandemia. Embora muitas organizações se beneficiem dos avanços tecnológicos emergentes, a dependência da tecnologia abre a porta ao aumento da exposição cibernética. Desde funcionários que armazenam e gerenciam dados externamente até novas plataformas digitais usadas por sua organização e seus parceiros, a tecnologia cria mais oportunidades para o sucesso dos criminosos cibernéticos. Por exemplo, perguntar se as pessoas com quem você se encontra virtualmente são impostores ou não é algo que só víamos em filmes de espionagem, até recentemente.

Sim, risco cibernético é risco número “1”. E quais outros tiram o sono dos profissionais?

A agitação social e política, bem como a imprevisibilidade das condições meteorológicas extremas e dos desastres naturais realçaram a necessidade de os profissionais de risco reavaliarem as cadeias de abastecimento. Num piscar de olhos, uma interrupção na cadeia de abastecimento pode paralisar uma organização. 

Num cenário de seguros difícil para temas como riscos cibernéticos e alterações climáticas, qual é o principal papel do gestor de risco?

Os profissionais de risco devem ser proativos e se antecipar a esses riscos. Devem se tornar mais estratégicos e criativos, especialmente num mercado de seguros difícil. Os profissionais de risco devem reavaliar vários aspectos da sua estratégia, desde a gestão das principais relações e expectativas internas e externas, até à revisão das opções de mitigação relacionadas com valores de propriedade, tecnologia, medidas de segurança, cadeias de abastecimento, e a lista continua. O que descobrirão é que, em alguns cenários, certas estratégias de mitigação continuarão a ser eficazes, mas noutros necessitarão de uma revisão completa. 

Quais seriam as prioridades? 

Adaptar estratégias é o primeiro passo importante. O segundo passo crítico é que os profissionais de risco articulem os seus objetivos de gestão de riscos e os principais riscos das suas organizações aos seus corretores e seguradoras. É fundamental que os líderes de risco incutam confiança internamente e nos parceiros de negócios de que a equipa de risco não só está consciente dos principais riscos de negócio, mas também de que avaliou esses riscos e tomou medidas para os gerir antes de considerar o seguro. Da mesma forma, os profissionais de risco devem reavaliar os seus programas de financiamento de risco. A organização está devidamente segurada para os principais cenários de perda? Ainda é necessária uma linha específica de cobertura? Existem outras maneiras de financiar certas causas de perda? O mundo volátil, juntamente com o desafiante mercado de seguros, faz com que muitos profissionais de risco explorem as cativas como uma solução alternativa de financiamento de risco, e os proprietários de cativas existentes estão se expandindo agressivamente como uma solução estratégica.

Como podem as seguradoras contribuir para ajudar os gestores a reduzirem a lacuna de proteção?

Quando os tempos estão difíceis, acredito que todos precisamos ser criativos. Existem grandes oportunidades para as seguradoras criarem produtos que compensem o mercado desafiador e ainda assim atendam às necessidades dos profissionais de risco. Um grande exemplo desta criatividade é o recente sucesso dos produtos de seguros paramétricos, que serviram como uma solução necessária para os gestores de risco, bem como uma oportunidade lucrativa de crescimento para as seguradoras. A comunicação honesta e transparente também é crítica. O mundo dos riscos e seguros é um negócio de relacionamento. Internamente, os profissionais de risco devem ter relacionamentos sólidos com os líderes empresariais para garantir que os riscos sejam compreendidos e contabilizados. Externamente, os profissionais de risco devem estabelecer excelentes relacionamentos com os seus corretores, seguradoras e outros parceiros de negócios. Para todas as partes, construir relacionamentos de confiança em tempos bons pode ser extremamente benéfico quando ocorre uma crise.

E como a RIMS tem contribuído para a atualização dos risk manager? 

Todos os anos, a RIMS produz centenas de relatórios, artigos, podcasts e muito mais, que abordam uma ampla variedade de questões de risco e estratégias relacionadas. Mas a maior vantagem da RIMS é a sua rede. Uma forma fundamental de navegar com sucesso pelo risco é aprender com os outros. Compreender como outras organizações foram impactadas por um risco, quais estratégias elas tinham em vigor antes do risco, a eficácia dessas estratégias e onde melhorias podem ser feitas são aspectos fundamentais de uma gestão de riscos bem-sucedida. A RIMS fornece uma plataforma para a comunidade global de risco trocar ideias e compartilhar experiências. O RIMS acelera instantaneamente a rede profissional de um indivíduo e oferece oportunidades inestimáveis para aprender, crescer e avançar. 

A RIMS criou um certificado, não?

Sim. Outra forma crucial de a RIMS ajudar os seus membros, bem como a comunidade global de riscos e seguros, é através da construção de um padrão profissional global. A RIMS estabeleceu a certificação RIMS-CRMP como uma estrutura global de gestão de risco baseada em competências que todos os profissionais de risco poderiam usar, independentemente da localização geográfica ou do setor. A certificação RIMS-CRMP é a única certificação de gerenciamento de risco credenciada pela ANSI no mundo. E, na próxima conferência RISKWORLD, entre muitas iniciativas, a liderança da RIMS se reunirá com uma delegação de profissionais de risco do Brasil para discutir oportunidades para tornar a certificação RIMS-CRMP mais acessível a profissionais de risco, corretores e seguradoras na América do Sul.

Lucro da BB Seguridade avança 10,4, para R$ 2 bilhões, no 1o. trimestre de 2024

André Haui

Com evolução dos prêmios ganhos e melhora da sinistralidade em seguros, crescimento das receitas de corretagem e aumento dos volumes arrecadados em previdência e capitalização, a BB Seguridade anunciou ao mercado um lucro de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2024.

André Haui, presidente da BB Seguridade, destaca que “mesmo diante de um cenário desafiador para o resultado financeiro, com a queda da Selic, esse resultado da BB Seguridade demonstra a solidez de uma companhia bem fundada em seus pilares estratégicos e a capacidade de se adaptar e transformar. Modernização tecnológica, ampliação dos modelos de negócios e experiência do cliente são e continuarão a ser os balizadores da nossa gestão”.

O resultado operacional não decorrente de juros foi a alavanca de crescimento da Companhia, aumentando 10,9% no período, acima do guidance divulgado. A evolução do operacional mais do que compensou a retração do resultado financeiro causada pelo descasamento temporal de índices de inflação que corrigem os planos de previdência de benefício definido, pela marcação a mercado negativa nas posições em títulos de renda fixa e pela queda da taxa Selic. O efeito da queda da taxa Selic foi parcialmente anulado pela expansão de aproximadamente 10% no saldo médio de posições pós-fixadas de todas as empresas do grupo.

Destaques:

  • Seguros: lucro líquido da operação cresce 11,7%

No 1T24, o lucro líquido da operação de seguros evoluiu 11,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023, impulsionado principalmente pela alta dos prêmios ganhos retidos (+9,6%) e melhora da sinistralidade (-2,8 p.p), ambos contribuindo para o aumento de 12% no resultado operacional não decorrente de juros.

Os prêmios emitidos aumentaram 15,3% no comparativo, impulsionados por todas as linhas de seguros, mas com especial destaque para prestamista (+35,2%), penhor rural (+54,1%) e vida produtor rural (+28%).

  • Previdência: contribuições atingem recorde trimestral histórico

No 1T24, as contribuições para planos de previdência cresceram 13,5% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado e totalizaram R$ 16,8 bilhões, número que representa o maior volume trimestral da série histórica. O índice de resgates atingiu 8,6% – menor patamar trimestral desde o 4T20 – e a portabilidade reduziu 0,5 p.p. O volume recorde de entradas e a redução nas saídas de recursos levaram a uma captação líquida de R$5,6 bilhões, quase o triplo do que foi registrado no 1T23, com as reservas de planos PGBL e VGBL expandindo 15,2%.

  • Capitalização: arrecadação cresce 16,4%

A arrecadação com títulos de capitalização cresceu 16,4%, com alta no ticket médio dos títulos. O lucro líquido da operação evoluiu 12,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 70,7 milhões, impulsionado pelo crescimento de 32,9% do resultado financeiro.

RIMS 2024: “Gestores de risco tem um desafio complexo e multifacetado”, diz diretora da corretora de seguros WTW

Para Thays Simões, diretora comercial da corretora de seguros WTW, estar no RISKSWORLD, evento promovido pela RIMS, associação que reune maior número de gestores de riscos do mundo, é uma experiência única. “Há muitos painéis interessantes para elevar conhecimento sobre alguns temas como Diversidade, Equidade e Inclusão, riscos emergentes, ESG, transição energética, inteligência artificial e gerenciamento de risco com olhar para o futuro da inteligência global minimizando impactos ao meio ambiente, enquanto navegamos em um cenário que ainda tem espaço para aprender novas estratégias e insights para resolver desafios e sermos resilientes a gestão de riscos, clima. Neste contexto, a abordagem da WTW de criar soluções inteligentes focadas por indústria é muito relevante. Ao nos adaptarmos às necessidades específicas de cada setor, podemos oferecer às empresas um suporte mais eficaz em cada etapa de sua jornada de risco”, diz.

A WTW tem uma experiência imersiva na comunidade global de gerenciamento de riscos e participa de eventos de networking com profissionais de risco de diversos setores, paineis de debates, com estande e diversas ações de relacionamento para interações com clientes e com o mercado segurador e ressegurador. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao Sonho Seguro.

Prevê uma retomada do segmento de grandes riscos já em 2024 ou este ano segue como transição para retomada dos negócios a partir de 2025?
Em 2024, já estamos verificando a retomada de grandes projetos em rodovias, saneamento, infraestrutura em geral, inovação e tecnologia que impulsionam o crescimento do país e do segmento de seguros de grandes riscos, no entanto, acreditamos que 2025 terá uma retomada mais significativa dos negócios de grandes riscos, de acordo com a vocação de cada região, do setor e das especificidades de cada indústria. Dado o contexto, a WTW, como líder em consultoria de gestão de riscos e seguros monitora de perto esses indicadores e tendências para adaptar-se rapidamente às mudanças do mercado, com uma abordagem baseada em dados, e incentivando nossos clientes a permanecerem ágeis e preparados para transitar e capitalizar oportunidades emergentes à medida que o mercado de grandes riscos segue em retomada.

Quais os principais serviços prestados para ajudar gestores de riscos conseguirem um bom programa de seguros num cenário ainda de hard market?
Neste cenário, o importante é que os gestores de risco conheçam bem quem pode auxiliá-los nos desafios de sua indústria. Dentro de cada setor, existem muitas peculiaridades e uma série de serviços que um bom consultor de risco pode trazer à tona para ajudar num cenário de hard market. O que realmente faz a diferença é entregar uma proposta de valor focada no momento em que a empresa está passando e caminhar junto com conhecimento técnico e transparência para entregar o melhor. Na WTW, caminhamos junto com os clientes, fornecemos orientação especializada e apoio contínuo para a construção de relações de longo prazo em um ambiente de mercado, seja ele desafiador ou favorável.

Como vê o atual momento dos gestores de risco? Quais os principais desafios e oportunidades desta profissão?

Como já estive dos dois lados da mesa, tenho lugar de fala neste quesito. Os gestores de risco tem um desafio complexo e multifacetado que vai além da simples identificação e mitigação de riscos operacionais e financeiros. Envolve também uma coordenação eficaz com diversas áreas da empresa, incluindo Finanças, Operações e RH, para garantir uma abordagem integrada e alinhada aos objetivos estratégicos do negócio. No entanto, muitas vezes, os gestores de risco enfrentam desafios como a falta de headcount adequado, recursos limitados e a incapacidade de acompanhar o dinamismo do mercado de Seguros/Resseguros no dia a dia. É para isso que eles precisam de um parceiro confiável e experiente ao seu lado, que possa ajuda-los em todas essas frentes 

Como seguradoras e corretores podem contribuir para agregar valor ao gestor de risco?

Oferecer insights, orientações e soluções práticas para otimizar suas operações, reduzir custos, mitigar riscos e agregar valor ao negócio como um todo. Desta forma, os gestores de riscos podem se concentrar em suas responsabilidades principais.

Chubb e Berkley são as seguradoras oficiais do show de Madonna no Brasil 

seguro do show da madonna

Gilmara Santos, do Infomoney

O show de Madonna na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, deverá receber, no sábado (4), cerca de 1,5 milhão de pessoas numa apresentação grandiosa da rainha do pop, que marca o encerramento da turnê ‘The Celebration Tour’, que comemora os 40 anos de carreira da artista.

O evento tem a estimativa de movimentar cerca de R$ 293 milhões na economia local e, além da estrutura gigantesca, apólices (contratos) de seguro que contemplam todas as operações do show foram exigidas pelo agente da artista. 

O valor das apólices é guardado a sete chaves pela organização do show da cantora, mas o InfoMoney apurou que duas seguradoras, além de um painel de resseguros, vão garantir o show de Madonna no Brasil.

Chubb e Berkley são as seguradoras oficiais do evento, que terá no total 5 apólices, que vão garantir a cobertura securitária de todas as operações — desde a artista, passando pela transmissão do espetáculo, equipamentos e responsabilidade civil.

Procurada, a Berkley informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que prefere não fazer comentários sobre as apólices por se tratar de informação confidencial e sigilosa por parte do cliente.

O que se sabe?

Marcado para este sábado (4), o show da Madonna é aguardado com ansiedade pelos fãs, já que a última vez que a diva do pop esteve no Brasil foi há exatos12 anos. A expectativa é que o show cause um efeito de “Réveillon fora de ópca”, principal evento da capital fluminense.

A previsão é que Madonna suba ao palco às 21h45 (horário de Brasília) e faça um show de duas horas de duração. O evento, no entanto, já deve começar às 19h, com a apresentação de DJs e se encerrar às 2h. Imagens e som dos espetáculos serão retransmitidos por 18 torres localizadas em frente e atrás do palco, que ficará localizado diante do icônico Copacabana Palace.

Segundo a Riotur, empresa municipal de turismo, foram confirmados 170 voos extras entre os dias 1º e 6 de maio, ligando o Rio a 27 destinos nacionais. Também é esperado um movimento 30% na rodoviária Novo Rio entre esta sexta-feira (3) e sábado.

Governo e prefeitura do Rio de Janeiro montaram uma megaoperação para fazer a segurança, a limpeza e o deslocamento da multidão pela região de Copacabana.

Contratos de seguros são prorrogados em virtude da difícil situação no Sul

Enquanto as equipes de atendimento se debruçam em formas de socorrer as vítimas da difícil situação enfrentada em diversas cidades do Sul do Brasil, nos escritórios das seguradoras as equipes técnicas e de comunicação e marketing correm com buscar soluções parte a parte burocrática dos contratos.

“Uma situação horrível, jamais vista”, comentou o gaúcho Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros. Algumas seguradoras, como o grupo HDI/Liberty, Porto, Bradesco, Tokio Marine, Mapfre, MAG, Allianz, MetLife, Icatu e Capemisa notificam seus corretores que as renovações dos seguros já possuem uma cobertura provisória por 10 dias corridos, contando a partir do término de vigência da apólice anterior e mantendo as mesmas coberturas. “Contamos com vocês para reforçar com os parceiros e tranquilizá-los neste momento difícil”, informa comunicado da HDI e Liberty aos seus parceiros comerciais e clientes.

Para renovações dos seguros de Auto HDI, que já possuem uma cobertura provisória por sete dias corridos, passa para 10 dias corridos, contados a partir do término de vigência da apólice anterior, da mesma forma que a marca Liberty. Nos seguros Residência Liberty e HDI haverá extensão do prazo de validade das cotações por mais 10 dias – seguro novos ou renovações; propostas transmitidas já tem cobertura técnica; renovações dos seguros de Residência Liberty e HDI, terão extensão de cobertura por 10 dias corridos, contando a partir do término de vigência da apólice anterior e mantendo as mesmas coberturas, caso o corretor não consiga transmitir a proposta de renovação neste período que estiverem sem comunicação.

A Bradesco Seguros, considerando os eventos climáticos que ocasionaram o estado de calamidade no Rio Grande do Sul, prorrogou por 10 dias os vencimentos dos contratos de seguros findos entre 01 e 10 de maio. Tal liberação também sem aplica aos boletos emitidos com vencimento neste período.

“Enviamos para o Rio Grande do Sul a nossa frota de veículos para operações especiais, composta por uma moto aquática, dois Marruás, um Unimog, uma picape lança e um guincho pesado, além de 10 socorristas da Porto Serviços especializados em situações graves de alagamentos, para apoiar a população. A situação é triste e nós estamos comprometidos em atuar em parceria com a Defesa Civil”, comentou o CEO da Porto Seguros, Rivaldo Leite.

A Porto prorrogou por 10 dias os contratos de seguros de todos os segmentos cujos vencimentos ocorrem entre primeiro e 10 de maio. A prorrogação vale tanto para a vigência das apólices, quanto para o vencimento dos boletos e pagamentos, para todos os clientes dos municípios atingidos no Estado. “Esta medida foi tomada para oferecer mais suporte aos nossos parceiros corretores e clientes durante este momento desafiador”, informa a nota da Porto. “Também adotamos uma operação especial na região para agilizar o atendimento para abertura de sinistros e liberação de indenizações. As medidas foram tomadas para oferecer mais suporte aos corretores e aos clientes durante esse momento”, acrescenta Leite.

A Mapfre também informou estar prorrogando por 10 dias todos os contratos entre 1 e 10 de maio. “Esta prorrogação se aplica tanto à vigência das apólices quanto ao venci então dos boletos e pagamentos e abrange todos os clientes do Rio Grande do Sul”, informa em nota.

A MAG Seguros vem acompanhando de perto os terríveis acontecimentos que estão atingindo a população do Rio Grande do Sul. “Estendemos os pagamentos de boletos para 10 dias após seu vencimento e instituímos canais de atendimento 24h para agilização de sinistros. Além disso, a seguradora também realiza o suporte prioritário a colaboradores e corretores parceiros no sul do Brasil. A MAG Seguros se solidariza com todos que foram acometidos pela tragédia no sul do Brasil e se coloca à disposição para ajudá-los a minimizar os efeitos e perdas que ela causou na região.”

A Icatu Seguros prorroga contratos de seguros e cria fundo emergencial com o intuito de acolher clientes, parceiros e comunidades afetadas. Durante o mês de maio todas as coberturas dos seguros serão mantidas por até 30 dias após a data de cancelamento, mesmo em caso de inadimplência, para os segurados das regiões afetadas. Foi criada estrutura dedicada com atendimento 24 horas, com priorização da regulação e pagamento, com suporte para acelerar os acionamentos das coberturas. Os resgates de previdência e capitalização contam com suporte especial e prioritário aos clientes, com maior agilidade nos pagamentos. A seguradora também fez a ativação de um fundo emergencial para ajudar as comunidades que sofreram perdas decorrentes das fortes chuvas, atuando juntamente com as entidades locais.

A Seguradora Zurich informou que coordena uma série de ações para apoiar clientes, parceiros e a população das regiões afetadas pelos temporais no estado do Rio Grande do Sul. Prorrogaremos os contratos de seguros e pagamentos que tenham vencimento entre 1° e 10 de maio de 2024 para clientes de municípios afetados; aumentamos a capacidade de atendimento dos nossos canais para dar agilidade aos acionamentos realizados na região; nossos guinchos estão de prontidão para atendimento aos nossos segurados e apoiar também no deslocamento de pessoas em situações de risco; nossa equipe de atendimento está em contato ativo com os clientes afetados para agilizar o processo de sinistros em veículos e residências. “Nos últimos dias, já ativamos o nosso Fundo de Catástrofe, que está atuando juntamente com as entidades e autoridades locais para apoiar ações de assistência emergencial para a população diretamente afetada”, informou.

A Tokio Marine estendeu por 10 dias a vigência das apólices de seguros (exceto em casos de apólices com resseguro facultativo) em todos os segmentos, com vencimentos previstos entre os dias 1º e 10 de maio. Essa extensão aplica-se tanto à vigência quanto aos vencimentos de boletos, abrangendo todos os clientes dos municípios afetados no Estado. “Essa iniciativa visa proporcionar um suporte adicional aos nossos parceiros de negócios e clientes neste período desafiador”, ressalta a seguradora japonesa no comunicado.

Em resseguro, o tema ainda será estudado, segundo informam fontes reunidas no evento RISKWORLD, promovido pelo RIMS, associação de gerentes de riscos, que acontece de 4 a 8 de maio em San Diego, Califórnia. “Acho que vai ser a maior catástrofe em termos de efeitos econômicos e morais”, comentou Felipe Aragão, sócio e fundador da corretora de resseguros Latin Re.

“Do ponto de vista do resseguro, podemos estimar o impacto direto da catástrofe nas linhas de danos patrimoniais causados por enchentes e alagamentos. Além disso, é provável que a cobertura de lucros cessantes seja acionada, uma vez que a retomada das operações pode levar meses para ocorrer”, comenta afirma Pedro Farme, CEO da corretora de resseguros da Guy Carpenter no Brasil, em entrevista ao Infomoney.

Ele lembra que outro setor naturalmente afetado é o de seguros de vida, com o número de óbitos alcançando dezenas de registros. “Por outro lado, esperamos um impacto mínimo no setor agrícola, dado que a colheita (em especial de arroz e soja) já foi realizada. No entanto, efeitos secundários podem ser esperados advindos em geral de armazéns e silos”, afirma.

Fenacor e CNseg pedem que todas as seguradoras adotem tais medidas

A CNseg, demonstrando bastante sensibilidade, acatou prontamente a solicitação da Fenacor e divulgou, neste sábado (04), uma recomendação para que as suas associadas que atuam no Rio Grande do Sul façam a prorrogação dos contratos de seguros de todos os segmentos cujos vencimentos ocorrem entre primeiro e 10 de maio. “Essa é uma medida muito importante, que vai ajudar sensivelmente milhares de segurados e centenas de corretores de seguros”, afirma o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, em nota.

“Como forma de minimizar os impactos da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul nos últimos dias, a Confederação Nacional das Seguradoras recomenda às suas associadas que atuam no estado, a prorrogação do vencimento dos boletos dos contratos de seguros de todos os segmentos cujos prazos de pagamento ocorram entre os dias 1º e 10 de maio. A CNseg recomenda, ainda, que as seguradoras avaliem a prorrogação da vigência dos contratos que se encerram no respectivo período como forma de reduzir os prejuízos dos cidadãos, permitindo que os bens previamente segurados permaneçam cobertos dentro das condições previamente acordadas”, afirma a nota assinada pelo presidente executivo Dyogo Oliveira, e por Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor.

No ano passado, somente o Rio Grande do Sul registrou arrecadação de R$ 26 bilhões para as seguradoras, com R$ 10,3 bilhões em indenizações pagas. O seguro automóvel foi responsável por vendas de R$ 4 bilhões, seguro rural por R$ 2,5 bilhões e patrimonial por R$ 1,6 bilhão, segundo dados da Susep analisados pela consultoria Siscorp. Seguros de vida e planos de previdência somaram arrecadações de R$ 15 bilhões.

Confira no link a lista das seguradoras que já atenderam ao apelo e as ações adicionais dessas empresas e, à medida que novas ações forem sendo implementadas pelas seguradoras, a lista será atualizada.

ANS

Como forma de facilitar o acesso ao serviço de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu, por 10 dias, o prazo do pagamento das mensalidades de planos de saúde com vencimento entre 1 e 17 de maio. A decisão faz parte de uma série de medidas extraordinárias com o objetivo de facilitar o acesso dos beneficiários impactados pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Para as empresas do setor, o cumprimento de prazos máximos de atendimento também ficará suspenso, por 30 dias.

Rede +Pet, criada por Antonio Cássio, investe R$ 15 milhões em São Paulo

antonio cassio dos santos Plano de saude Pet

A +Pet, uma plataforma completa de saúde para o Pet, inaugura o seu hospital veterinário, com atendimento 24 horas, telemedicina e o plano de saúde verticalizado para cães e gatos do país, em São Paulo. “Nós investimos R$ 15 milhões. Se considerarmos a curva de aprendizado, que é o tempo que levamos até que o hospital se torne rentável, podemos adicionar mais 25%”, diz Santos, ex-CEO da resseguradora IRB Brasil e atualmente no conselho, em nota.

A empresa começou em Goiânia e Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás, há três anos e inaugurou unidades em Brasília e Campinas desde então. No período, comercializou mais de 30 mil planos, cujo valor parte de R$ 99,99 por mês. Ainda este ano, acrescenta o executivo, a +Pet chegará no Rio de Janeiro e, até 2027, pretende investir um total de R$ 100 milhões, chegando a 15 centros de medicina veterinária instalados no país.

Segundo ele, o mercado de pet é promissor em todo o país e a estimativa é que somente a área de planos de saúde cresça numa escala de três dígitos nos próximos 10 anos. “Este é um mercado com muita demanda. A cidade de São Paulo foi a primeira a adotar o pet como novo membro da família. Por isso, a escolha da saúde animal se tornou algo relevante. As pessoas querem conhecer o local onde seu pet será cuidado”, explica Antonio Cassio dos Santos, presidente do Conselho da +Pet. “Nossa experiência é que 90% das pessoas que vão aos nossos hospitais contratam o plano de saúde”.

Localizado na esquina da Av. Morumbi com a Chucri Zaidan, o Hospital +Pet é a primeira unidade na capital paulista e a quinta da rede.  As duas primeiras foram inauguradas em 2021 em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Em 2023 foi a vez de Brasília e Campinas receberem unidades da rede. 

A unidade de São Paulo contará com aproximadamente 1000 metros quadrados, distribuídos em dois pavimentos, com 9 consultórios, 3 leitos de UTI e 80 leitos destinados para cães e gatos, além de 04 leitos humanizados, que permite a presença do tutor durante o processo de tratamento do seu pet.

Segundo informa o executivo em nota, o hospital terá equipamentos de ponta para realização de exames de imagens como tomografia computadorizada, aparelhos de raio X de última geração, laboratório clínico, farmácia e capela ecumênica. O espaço terá capacidade para realizar 450 cirurgias/mês, nas 3 salas cirúrgicas. O grande diferencial da nova unidade é que ela já nasce com telemedicina veterinária e gatil. “A telemedicina veterinária proporcionará comodidade, rapidez e economia de tempo. Isso para uma cidade cosmopolita como São Paulo é um grande diferencial”, explica Santos.

O Brasil é o terceiro país com a maior população de pets no mundo, no total são 168 milhões. Esse mercado, um dos mais promissores globalmente, movimentou mais de R$ 60 bilhões em 2023 e continua atraindo olhares atentos. Na capital paulista, segundo pesquisa realizada pela +Pet, 56% das famílias, com renda superior da R$ 8 mil possuem ou pretendem adotar ou comprar um animal de estimação nos próximos 12 meses. Esse percentual corresponde a mais de 715 mil famílias e, destas, 84% aprovam o conceito do Plano de Saúde para Pets.

A população total de cães domiciliados no município de São Paulo foi estimada em mais de 2,5 milhões de cães e a de gatos em cerca de 560 mil, segundo levantamento da prefeitura.“A capital paulista tem um grande potencial para o nosso modelo de negócio porque ele é verticalizado e atende à necessidade do consumidor. É de alta qualidade e tem opções para todos os bolsos”, afirma Santos.

Plano verticalizado +Pet e programa de desconto

O Plano de Saúde +Pet é semelhante ao de humanos. Com 5 categorias que se adequam com a necessidade de cada cliente, o plano dá direito a serviços como: consultas, atendimentos emergenciais, descontos ou cobertura total de cirurgias, castração e vacinas. O pacote inclui ainda serviços especializados para os animais em parceiros conveniados, descontos nas compras na farmácia +Pet de medicamentos, rações e acessórios, além de assinatura de ração e entrega gratuita de medicamento para os beneficiários do plano de saúde. 

Além do diferencial de estar vinculado a um hospital veterinário verticalizado com tecnologia de ponta, o Plano de Saúde +Pet pode ter mensalidade zero, por meio do +Pet Coins, programa de cashback +Pet.  Todas as compras realizadas na plataforma Cofry, parceira da +Pet, geram cashbacks, que podem ser usados para abater nas mensalidades do plano +Pet ou para aquisição de produtos e serviços da rede (banho e tosa, farmácia, compra de acessórios, serviços médicos veterinários e outros). A Cofry tem convênio com grandes lojas e sites de e-commerce. São 800 estabelecimentos disponíveis de 35 milhões de produtos.

A +Pet ainda conta com Friends+Pet (descontos pela indicação de amigos), Família+Pet (descontos a partir do segundo pet da família), Clube+Pet (descontos em produtos e serviços da Farma +Pet e Shop +Pet).

CNseg integra Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes

cnseg

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) integra oficialmente o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes, uma iniciativa da frente de juventudes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O projeto visa a construção de políticas públicas para promoção de oportunidades de emprego e formação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade.

A superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira, participou da primeira reunião do comitê gestor, realizada este mês na sede do MTE. A executiva, em conjunto com a superintendente de Relações de Consumo e Sustentabilidade, Luciana Dall’Agnol, integra o colegiado. A próxima reunião do comitê está marcada para agosto, durante o encontro da Juventude no G20, que acontecerá no Rio de Janeiro.

Atualmente, o Brasil tem cerca de 560 mil jovens aprendizes, mas o Governo Federal tem a meta de alcançar 1 milhão de pessoas. 

Firmado no final de 2023, o Pacto tem como seu principal objetivo ser um instrumento de mobilização social para a construção de ações concretas para a inclusão produtiva de jovens até 2030 no Brasil.

Atuação no projeto

O projeto é desenvolvido, em conjunto, pelos governos federal, estadual e municipal, além de empresas e cooperativas, entidades formadoras, organização de trabalhadores e de empregadores, fundações, institutos e movimentos da juventude. O papel da CNseg será colaborar com instituições de ensino e entidades formadoras para criar programas de estágio remunerado, primeiro emprego e aprendizagem profissional voltados para jovens. 

Além disso, a entidade promoverá, em parceria com entidades formadoras, o desenvolvimento de currículos alinhados com as necessidades do mercado de trabalho, garantindo que os jovens adquiram habilidades e competências alinhadas com demandas reais do mercado. A Confederação oferecerá ainda orientação e apoio no desenvolvimento profissional de jovens, e atuará na promoção de ambientes de trabalho inclusivos, acolhedores e não discriminatórios, garantindo a diversidade, a igualdade de oportunidades, o respeito e ambientes livres de violência e assédio de qualquer tipo.

Projeto Programadores 

Um exemplo de projeto em linha com os objetivos do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes é o Programadores Cariocas no Mercado Segurador, parceria da CNseg e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac RJ), com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro. 

Voltado ao treinamento em análise de dados associada a conhecimentos do setor segurador, o projeto visa qualificar jovens egressos da rede pública de ensino e participantes da fase inicial do Programadores Cariocas, oferecido pela Prefeitura em 2023. A expectativa é formar 50 alunos e contribuir para reduzir o déficit de profissionais capacitados para atender às demandas do setor segurador em tecnologia. Outros estados, como o Pará, também devem participar do projeto ainda este ano.

Insurtechs registram aportes de US$ 37,1 milhões no primeiro trimestre, segundo estudo da Distrito


O Brasil registrou US$ 553,8 milhões em investimentos em insurtech de 2018 ao primeiro trimestre de 2024, com 71 acordos, informou o estudo Distrito Insurtech, que pode ser solicitado a empresa em seu portal. O setor de InsurTech molda um novo horizonte para o mercado de seguros na América Latina, com o Brasil como um líder em termos de inovação e atração de investimentos. As startups de seguros estão no centro dessa transformação, representando uma força vital na revitalização de um setor historicamente caracterizado por processos tradicionais e falta de personalização.

Com 250 startups ativas na região e uma concentração significativa de 57,2% no Brasil, o cenário está configurado para um crescimento exponencial, impulsionado por investimentos que totalizam cerca de US$ 667 milhões desde 2018 só o ano de 2021 acumulou US$ 305,6 milhões, sendo o maior ano de captação do setor assim como o restante do mercado de tecnologia, mas com os investimentos voltando a acelerar. Só os três primeiros meses de 2024 já registraram um volume maior que em 2022 inteiro, sinalizando uma confiança considerável no potencial do setor.

Além do apoio financeiro, a adesão às inovações tecnológicas, como a inteligência artificial, a segurança cibernética e os seguros embutidos (embedded insurance) está definindo o futuro do mercado, avaliam os autores do estudo. A IA, em particular, está transformando a análise e gestão de riscos, permitindo ofertas mais competitivas e personalizadas, ao passo que a proteção contra riscos cibernéticos se torna essencial em um mundo cada vez mais digital.

Da mesma forma, diz o estudo, o conceito de seguros embutidos está redefinindo a interação do consumidor com seguros, tornando-a mais integrada e menos intrusiva. No entanto, apesar desse progresso impressionante, o setor enfrenta inúmeros desafios, como a necessidade de expansão da digitalização e maior inclusão financeira, especialmente considerando que 60% da população bancarizada ainda não possui produtos de seguro. Por isso, a implementação completa do Open Insurance promete ser um divisor de águas, oferecendo uma plataforma para produtos mais competitivos e inovadores.

Embora o cenário de InsurTech na América Latina e, particularmente, no Brasil, apresente obstáculos, as tendências atuais e os volumes de investimento apontam para um futuro promissor. Fatores como a convergência de tecnologia avançada, uma compreensão mais profunda das necessidades dos consumidores e um ambiente regulatório progressivo estão
posicionando o setor para superar essas barreiras.

Assim, conclui o estudo, à medida que as startups de seguros continuam a inovar e a capturar novos segmentos de mercado, podemos antecipar não apenas o crescimento do setor, mas também um impacto significativo na economia. Por fim, o mercado latino-americano de InsurTech está à beira de uma revolução, pronta para transcender as expectativas e redefinir o que é possível no mundo dos seguros.