Corretora Oneglobal contrata Christian Mendonça em novo momento dos seguros corporativos

christian Mendonca

A movimentação de Christian Mendonça para a corretora de seguros Oneglobal Brasil vai além de uma mudança de executivo entre empresas do setor. Ela sinaliza uma transformação que ganha força no mercado de seguros corporativos: a valorização de profissionais que conhecem profundamente a gestão de riscos e conseguem transitar entre o universo das empresas compradoras de seguros e a dinâmica de seguradoras, resseguradoras e corretoras.

Após 11 anos na Hydro, onde liderou a área de seguros e gestão de riscos para Brasil e América do Sul, Mendonça assume em 1º de junho a posição de diretor executivo de Placement, Sinistros e Operações da Oneglobal Brasil, com atuação voltada ao segmento de seguros corporativos. A chegada ocorre em um momento considerado estratégico para o setor, poucos meses após a entrada em vigor da Lei 15.040/2024, o novo marco legal dos seguros, que começou a produzir efeitos em dezembro de 2025.

A legislação representa uma mudança estrutural na lógica de contratação de seguros no país. Se antes predominavam produtos padronizados, desenhados pelas seguradoras e adaptados ao cliente, o novo cenário estimula construções mais customizadas, moldadas às necessidades específicas de cada operação. Nesse ambiente, cresce a relevância do gestor de riscos e, principalmente, do corretor capaz de atuar como elo técnico entre empresas, seguradoras e resseguradoras.

“O novo marco trouxe muita vantagem para o consumidor de seguros e muita responsabilidade ao risk management em validar isso. Todos estavam acostumados a trabalhar com produtos padronizados e agora o marco legal traz coberturas sob medida”, afirma Mendonça ao Sonho Seguro. “O gestor de risco precisa ter apoio para construir soluções aderentes às necessidades da empresa.”

A trajetória do executivo ajuda a explicar a importância dessa movimentação. Formado em Comunicação e com MBA pela FAAP, Mendonça iniciou a carreira no mercado segurador em 2002, na então ACE Seguros. Em seguida, construiu passagem marcante pela Marsh, onde liderou áreas ligadas aos segmentos de energia e óleo e gás. Depois atuou em gestão de riscos corporativos em grandes grupos antes de assumir posição estratégica na Hydro, onde expandiu sua atuação internacional e passou a responder também por programas globais e operações na América do Sul.

Ao longo do caminho, consolidou também uma presença muito ativa na Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), entidade da qual integra o conselho diretor e onde se tornou uma das vozes mais reconhecidas do segmento. O trânsito entre diferentes elos da cadeia da indústria de seguros talvez seja hoje um dos principais ativos do executivo. Em um mercado em que a contratação de seguros complexos exige leitura técnica aprofundada, entendimento de apetite de risco e capacidade de negociação, profissionais com experiência “dos dois lados do balcão” tornaram-se cada vez mais valorizados.

Mendonça avalia que a profissão de gestor de riscos passa por um momento particularmente favorável. “A posição de gestor de riscos vem se consolidando cada vez mais nas empresas. O futuro de curto e médio prazo tende a ser positivo, com as companhias investindo em compradores profissionais de seguros”, afirma.

Além das mudanças regulatórias, há outro fator que ajuda a explicar o movimento do setor: o atual ciclo do mercado segurador corporativo. Segundo Mendonça, o segmento vive hoje um chamado “mercado soft”, período caracterizado por maior capacidade das seguradoras, competição elevada e condições favoráveis para compradores. “É um momento oportuno. As seguradoras voltaram ao jogo, estão aceitando riscos considerados mais complexos e têm interesse em fazer novos negócios”, diz. “Se o mercado permanece fechado, não atinge a rentabilidade esperada.”

Ele avalia que, apesar das tensões geopolíticas recentes e dos conflitos internacionais, os impactos sobre o mercado global de seguros permanecem relativamente controlados. “Quando entra uma guerra, a primeira coisa que as seguradoras fazem é retrair e retirar cobertura das regiões de tensão”, explica. “Por isso não vemos as contas das seguradoras tão afetadas.”

A ida para a Oneglobal também foi resultado de uma decisão baseada em alinhamento cultural. “A principal questão foi identificar empresas com cultura, valores e DNA compatíveis com os meus”, afirma. “A Oneglobal se propõe a fazer um atendimento de valor agregado em um cenário onde poucos entregam isso.”

Fundada há apenas três anos, a Oneglobal vem construindo espaço no mercado brasileiro apostando em uma estrutura enxuta, agilidade operacional e foco consultivo. Agora, após consolidar reputação no mercado local, a corretora inicia uma segunda etapa de crescimento. “Agora que a reputação foi conquistada, é hora de trabalhar o próximo passo sem perder qualidade e agilidade na estrutura das soluções que os clientes precisam”, afirma o executivo.

Para Mendonça, a evolução da corretagem passa por uma integração mais profunda entre áreas que historicamente trabalharam separadas. “Placement, atendimento e sinistros precisam funcionar como uma engrenagem. É frustrante para um gestor fazer um grande trabalho e depois descobrir exclusões que passaram despercebidas e comprometem tudo.”

Essa visão integrada ajuda a explicar sua missão na nova posição: aproximar placement, sinistros e operações em uma mesma lógica estratégica, conectando a estruturação do seguro ao momento em que ele realmente precisa funcionar. No novo ambiente regulatório, em que produtos deixam de ser prateleira para se tornarem cada vez mais personalizados, a inteligência técnica e o capital intelectual podem se tornar ativos tão importantes quanto a capacidade financeira das próprias seguradoras. A chegada de Christian Mendonça à Oneglobal reflete exatamente essa mudança de rota do mercado. “Mais do que vender apólices, a indústria de seguros precisa de profissionais capazes de traduzir riscos complexos em soluções que protejam, de fato, o patrimônio das empresas e de seus acionistas”, finaliza o especialista em gestão de riscos.

Ancelotti convoca hoje. Mas o seguro já entrou em campo há muito tempo

Por Felipe Freire de Aragão, cofundador da Latin Re e FIT Participações com apoio da LARA – Latin Re Assistant

Hoje muita gente vai discutir a convocação da Seleção Brasileira. Quem entrou, quem ficou fora, quem deveria ser titular e quem chega melhor para a Copa. Mas existe uma outra convocação que começou muito antes — e que quase ninguém vê.

Antes da bola rolar, antes do primeiro ingresso ser vendido, antes da primeira campanha de patrocinador ir ao ar e antes de qualquer seleção desembarcar, o mercado de seguros e resseguros já está em campo. E sem ele, sendo direto, seria impossível termos chegado a um evento da magnitude de uma Copa do Mundo moderna.

A Copa de 2026 será disputada em três países — Estados Unidos, Canadá e México — com 48 seleções, mais de 100 jogos, milhões de torcedores presenciais e bilhões de espectadores ao redor do planeta. Mas, por trás do espetáculo esportivo, existe uma arquitetura invisível de contratos, responsabilidades, seguros, resseguros e gestão de risco que começa anos antes do apito inicial.

A Copa não é apenas o maior evento do futebol. É provavelmente um dos programas de risco mais complexos do planeta. E a Responsabilidade Civil está no centro de tudo isso. Porque a Copa é, essencialmente, uma gigantesca concentração simultânea de pessoas, patrimônio, contratos, tecnologia, mobilidade e exposição reputacional.

Em determinados jogos, principalmente envolvendo seleções mais valiosas, existe um nível de acúmulo que poucos mercados no mundo conseguem absorver confortavelmente. No passado, tivemos a oportunidade de estruturar certificados e operações envolvendo algumas das seleções europeias mais valiosas do mundo. E existe um ponto que, honestamente, poucas pessoas fora do mercado percebem.

Hoje, dependendo da seleção e do momento esportivo, o acúmulo financeiro de um elenco pode ultrapassar facilmente €5 bilhões quando consideramos salários, contratos de imagem, valor econômico dos atletas, patrocinadores, clubes, federações e responsabilidades indiretas.

E isso leva a uma reflexão interessante.

Imagine o acúmulo financeiro dentro de um único voo da Seleção Brasileira. Talvez nem todo o limite disponível hoje no mercado internacional de RC fosse suficiente para absorver determinados cenários extremos envolvendo uma seleção top 5 global. E aí surge uma pergunta legítima: será que as federações, os clubes e os próprios atletas realmente enxergam o tamanho desse risco?

Porque não estamos falando apenas de vidas humanas — que já seriam suficientes para justificar toda preocupação do mundo. Estamos falando também de uma das maiores concentrações de capital humano do esporte global dentro de um único ambiente físico.

E o mais impressionante é que o risco não está apenas dentro das quatro linhas.

O estádio é risco.
O transporte é risco.
O catering é risco.
O hotel é risco.
O VAR é risco.
O telão é risco.
O sistema biométrico é risco.
O drone é risco.
O fornecedor terceirizado do fornecedor também é risco.

Quase tudo na Copa é segurado.

E precisa ser.

A RC do organizador talvez seja a peça mais sensível do programa inteiro. A FIFA, os comitês organizadores locais, os operadores dos estádios e os fornecedores convivem com exposições gigantescas relacionadas a lesões corporais, falhas operacionais, tumultos, problemas de infraestrutura, danos materiais e responsabilidade cruzada entre diferentes operações e jurisdições.

Porque basta um único incidente relevante para transformar um jogo em um evento de consequências bilionárias. E quando falamos em multidões, inevitavelmente falamos de tumulto, violência e risco político.

A Copa de 2026 acontece em um ambiente particularmente sensível. Três países diferentes. Contextos políticos distintos. Tensões migratórias. Polarização crescente. Manifestações. Pressão social. E uma exposição global sem precedentes.

Hoje os riscos de SRCC (strikes, riots and civil commotion), terrorismo e political violence deixaram de ser coberturas periféricas em grandes eventos. Eles passaram a ocupar posição central na modelagem do risco.

E existe uma dificuldade importante: o dano nem sempre vem de um grande ataque. Às vezes o maior problema nasce do pânico. Uma falha em controle de acesso. Um problema em evacuação. Uma pane tecnológica. Um boato. Um movimento de multidão. Em eventos dessa escala, segundos importam. E isso nos leva a outra transformação importante da indústria: a migração do risco físico para o risco híbrido.

Hoje um ataque cibernético pode gerar dano físico real. Uma falha em sistemas de acesso pode gerar superlotação. Uma pane em comunicação de emergência pode gerar tumulto. Um ataque a sistemas de energia ou transmissão pode interromper operações críticas em tempo real.

A Copa moderna não depende apenas de concreto e segurança privada. Ela depende de tecnologia funcionando perfeitamente o tempo inteiro. Muito antes da abertura, existe ainda outro lado menos visível do risco: contratos, obras, fornecedores, entregas, garantias financeiras e crédito circulando por anos até que o evento finalmente aconteça.

Os seguros garantia e de crédito acabam funcionando quase como a infraestrutura silenciosa da Copa. Eles ajudam a sustentar a confiança necessária para que obras avancem, fornecedores assumam compromissos de longo prazo e contratos bilionários atravessem diferentes ciclos econômicos até a entrega final.

Mas quando o torneio começa, o centro do risco volta a ser humano.

Atletas, árbitros, comissões técnicas, voluntários, jornalistas, equipes operacionais, fornecedores e milhões de torcedores passam a fazer parte de uma operação viva e extremamente sensível.

Os seguros de vida e acidentes pessoais ganham então uma dimensão enorme — especialmente porque o futebol moderno deixou de representar apenas paixão esportiva. Hoje ele também representa ativos humanos de valor econômico gigantesco.

Uma lesão grave durante a Copa não impacta apenas uma partida. Ela pode afetar clubes, patrocinadores, contratos futuros, campanhas globais e até companhias abertas expostas economicamente à imagem de determinados atletas. Ao mesmo tempo, existe um aspecto mais humano que às vezes o mercado esquece: por trás de todo cálculo atuarial existem pessoas.

Existe o voluntário trabalhando doze horas por dia em uma fan zone. Existe o jornalista atravessando cidades e multidões diariamente. Existe o funcionário operacional responsável por fluxos gigantescos de público. Existe o torcedor viajando milhares de quilômetros para viver talvez o momento mais importante da vida dele dentro do esporte. E talvez seja exatamente aí que o seguro mostre sua face mais importante.

Não apenas na capacidade de indenizar perdas gigantescas, mas na capacidade de dar segurança para que milhões de pessoas participem de algo dessa dimensão. Existe também um simbolismo silencioso em torno desta Copa. A final do maior Mundial da história acontecerá na região de Nova York, um dos maiores centros financeiros do planeta e marcado para sempre pelo trauma do 11 de setembro. Talvez isso diga muito sobre a própria evolução do mercado global de riscos.

Porque apenas uma indústria extremamente sofisticada de seguros, resseguros, modelagem de catástrofe, gestão de multidões, riscos cibernéticos, terrorismo e responsabilidade civil conseguiria oferecer hoje a resiliência necessária para reunir novamente dezenas de milhares de pessoas em um evento dessa magnitude no mesmo epicentro simbólico de um dos maiores ataques da história moderna.

No fundo, seguro também é isso. A capacidade da sociedade continuar funcionando, investindo, construindo e se reunindo mesmo depois dos maiores choques. A própria ideia de reunir bilhões de dólares em infraestrutura, direitos de mídia, capital humano, transporte, tecnologia e responsabilidade jurídica em torno de um único torneio seria economicamente inviável sem mecanismos sofisticados de transferência de risco.

O seguro não apenas protege a Copa.

Ele ajudou a tornar a Copa possível.

Quando a bola rolar em 2026, bilhões de pessoas estarão olhando para o campo. Mas talvez o jogo mais complexo já tenha acontecido muito antes, silenciosamente, entre seguradoras, resseguradores, brokers, governos, atuários, advogados e mercados financeiros espalhados pelo mundo.

Porque uma Copa do Mundo não começa na abertura.

Ela começa quando alguém aceita carregar o risco.

Rio recebe encontro que colocará o futuro do resseguro no centro das discussões do setor

O mercado segurador volta os olhos para o Rio de Janeiro nesta semana. Nos dias 19 e 20 de maio, executivos, especialistas, seguradoras, resseguradoras e corretores participam do Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, considerado um dos principais fóruns latino-americanos de discussão sobre transferência de riscos e tendências do setor.

Em um ambiente global marcado pelo aumento da frequência de eventos climáticos, maior volatilidade econômica, riscos cibernéticos mais sofisticados e mudanças regulatórias em diferentes mercados, o encontro ocorre em um momento de transformações relevantes para a indústria. O debate sobre capacidade, precificação, competitividade e novas estruturas de proteção ganha importância à medida que empresas e economias convivem com riscos cada vez mais complexos.

No Brasil, o evento acontece em meio a mudanças recentes com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios do setor. Entre os temas que devem ocupar espaço nas discussões estão os efeitos do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações internacionais e os desdobramentos da implementação da nova Lei do Contrato de Seguro, em vigor desde dezembro.

A agenda também deve ampliar discussões sobre riscos cibernéticos — considerados uma das maiores preocupações globais da indústria — além dos desafios trazidos pelo avanço da inteligência artificial, das exigências relacionadas a sustentabilidade e ESG e da busca por fontes alternativas de capital capazes de ampliar capacidade e diversificar riscos.

O encontro ocorre em um momento em que o resseguro vem assumindo papel cada vez mais estratégico. Tradicionalmente visto como mecanismo de suporte à capacidade das seguradoras, o segmento passou a ocupar espaço mais central nas discussões sobre infraestrutura, energia, agronegócio, grandes riscos corporativos e eventos climáticos extremos.

Além dos temas técnicos, o evento costuma servir como termômetro sobre tendências do mercado e perspectivas para o restante do ano. Em um setor que atravessa mudanças regulatórias e transformações estruturais, as conversas de corredor muitas vezes se tornam tão relevantes quanto os painéis oficiais.

O Sonho Seguro acompanhará a programação e trará os principais destaques, bastidores, análises e entrevistas ao longo da semana.

Seguro de Trump para escoltar navios em Hormuz não teve um interessado em dois meses

Fonte: Financial Times/Folha

Dois meses após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que o país forneceria seguro para navios que buscassem transitar pelo estreito de Hormuz, o programa não forneceu um único dólar de cobertura.

O presidente disse em março que os EUA teriam um seguro “a um preço muito razoável” para embarcações que quisessem atravessar o local com segurança, depois que o Irã bloqueou virtualmente o local e disparava mísseis contra navios que cruzavam o local sem autorização.

Desde então, o governo americano recrutou as seguradoras Chubb e AIG para ajudar a fornecer cobertura, com um olho em manter os preços do petróleo baixos ao reviver o trânsito na via marítima por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Mas o programa de até US$ 40 bilhões ainda não foi utilizado, afirmaram duas pessoas familiarizadas com suas operações, mesmo com as taxas de seguro permanecendo em múltiplos dos níveis anteriores à guerra.

O esquema nunca decolou, segundo corretores de seguros, pois não cumpriu todos os requisitos necessários para navios transitando pelo estreito e estava vinculado a uma escolta naval dos EUA para embarcações, que não foi estabelecida.

Os EUA escoltaram duas embarcações pelo estreito no início de maio como parte de seu efêmero esforço “Projeto Liberdade” para permitir a passagem de navios mercantes, mas nenhum outro foi assistido pelos militares americanos.

O esquema, que está sendo administrado pela DFC (Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA), foi criado depois que Trump postou nas redes sociais que havia ordenado à DFC fornecer “a um preço muito razoável, seguro de risco político e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, especialmente de energia, transitando pelo golfo Pérsico”.

“O propósito do programa da DFC é segurar navios enquanto transitam sob escolta naval, e não houve escolta”, afirmou um porta-voz da Chubb.

Grande parte do seguro marítimo mundial é subscrito através do Lloyd’s de Londres, e algumas pessoas especularam que os esforços apoiados pelo governo americano poderiam corroer a dominância do Reino Unido nesse espaço.

Reiniciar o comércio “está todo condicionado a que os armadores sintam que as condições são seguras o suficiente para colocar seus ativos e suas tripulações em risco”, comentou Marcus Baker, chefe de seguros marítimos da maior corretora do mundo, Marsh.

Ellis Morley, corretor marítimo da Howden, disse que “a disponibilidade de seguro não tem sido o problema para navios transitando pelo estreito”. “É a ameaça física às tripulações, embarcações e cargas que tem sido o fator dissuasor para os armadores”, apontou.

Pelo menos 38 navios foram atacados ou atingidos desde o início do conflito e 11 marinheiros foram mortos, segundo a OMI (Organização Marítima Internacional).

Os preços de seguro para navios no Golfo permanecem muitas vezes mais caro do que antes da guerra.

MAG reduz tempo de resposta de 9 dias para menos de 24 horas com novo modelo de atendimento

Fonte: MAG

A MAG avançou na transformação do atendimento em benefícios com a criação do AcolheBen, iniciativa que reorganizou processos, reduziu drasticamente o tempo de resposta e elevou os níveis de satisfação dos clientes. O programa nasceu a partir da necessidade de aprimorar a experiência do cliente, com foco em oferecer respostas mais ágeis, claras e próximas, além de fortalecer o relacionamento em todas as etapas do atendimento.

Antes da implementação, o tempo médio de resposta chegava a até nove dias. Com a nova estrutura, esse prazo caiu inicialmente para cerca de dois dias e, atualmente, está abaixo de 24 horas, sendo, em muitos casos, resolvido em poucas horas. A mudança foi possível com a separação entre atendimento e análise técnica, permitindo maior especialização e agilidade.

O modelo passou a contar com dois níveis de atendimento. O primeiro nível é responsável pelo acolhimento e resolução imediata das demandas, enquanto o segundo nível atua com maior profundidade técnica, mantendo uma comunicação clara e próxima do cliente.

Hoje, cerca de 70% das demandas são resolvidas já no primeiro contato. Nos demais casos, a solução ocorre em menos de um dia.

“O AcolheBen representa uma mudança estrutural na forma como nos relacionamos com nossos clientes. Conseguimos reduzir drasticamente o tempo de resposta e, ao mesmo tempo, oferecer um atendimento mais humano, claro e resolutivo, especialmente nos momentos mais sensíveis. Isso estabelece relações duradouras, que é um valor da MAG”, explica Marco Giorgetti, diretor de operações da MAG Seguros.

Eficiência e relacionamento

A reestruturação teve impacto direto na percepção do cliente. Houve redução significativa no volume de reclamações, inclusive em plataformas públicas, ao mesmo tempo em que os indicadores de reputação evoluíram.

Entre os principais resultados, mais de 70% dos clientes passaram a afirmar que voltariam a fazer negócio com a empresa. A nota média de avaliação se aproxima de 8,4 e a companhia avança em direção a selos de excelência em atendimento. Além disso, o volume total de reclamações caiu em comparação com concorrentes do setor.

O AcolheBen também elevou os indicadores internos de satisfação. O NPS do atendimento de primeiro nível atingiu cerca de 80 pontos, considerado zona de excelência. No acumulado do ano, o índice gira em torno de 69 pontos, com evolução consistente desde a criação da célula, em outubro.

Um dos diferenciais do programa é a criação de uma jornada mais humanizada, especialmente em situações sensíveis, como negativas ou pagamentos parciais de benefícios.

Nesses casos, a MAG passou a oferecer consultoria médica personalizada. O cliente pode agendar um horário com especialistas para entender a análise do seu caso. A iniciativa já apresenta resultados relevantes, com mais de 200 convites enviados e alta adesão ao serviço.

Mesmo em situações de negativa, o atendimento alcança NPS de cerca de 40 pontos, índice considerado elevado para esse tipo de experiência. Além disso, o programa inclui benefícios gratuitos como sessões de apoio emocional e consultoria financeira, ampliando o suporte ao cliente em momentos críticos.

O AcolheBen segue em expansão, com novos pilares em desenvolvimento, como automação de jornadas, ampliação dos serviços e ações de encantamento. A estratégia combina eficiência operacional com atendimento humanizado, integrando canais digitais a uma experiência mais próxima e resolutiva.

Na Semana ENEF, Bradesco Seguros discute equilíbrio financeiro e qualidade de vida

O Grupo Bradesco Seguros participa, pela sétima vez consecutiva, da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), que será realizada entre os dias 18 e 24 de maio. A iniciativa reúne instituições públicas e privadas com o objetivo de ampliar o acesso da população a conteúdos e práticas relacionadas à educação financeira, securitária e previdenciária.

Como parte da programação, o Grupo promoverá, no dia 21 de maio, às 9h, a live “Consciência nas escolhas: equilíbrio nas finanças e na vida”, com transmissão pelo link https://livegbs.com.br/. O encontro contará com a participação da jornalista e apresentadora Mariana Ferrão, reconhecida por sua atuação em temas ligados à saúde, bem-estar e qualidade de vida, ampliando o debate sobre a relação entre decisões financeiras e qualidade de vida ao longo do tempo.

A abertura será realizada por Andrea Carrasco, superintendente sênior de Recursos Humanos do Grupo Bradesco Seguros. O painel contará com a participação de Mariana Ferrão e de Estevão Escripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência.

A proposta da live é estimular reflexões sobre o impacto das escolhas financeiras no presente e no futuro, considerando aspectos econômicos diretamente relacionados à qualidade de vida e à longevidade. O tema ganha relevância em um contexto no qual o planejamento financeiro ainda é um desafio para grande parte da população. Segundo pesquisa do SPC Brasil, cerca de seis em cada dez brasileiros não se dedicam regularmente ao planejamento ou controle da vida financeira.

Esse cenário também é reforçado pelos dados do Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), estudo do Grupo Bradesco Seguros, criado em 2024, que analisa 31 variáveis distribuídas em seis pilares saúde física, saúde mental, saúde social, saúde ambiental, prevenção e finanças e oferece um retrato abrangente de como os brasileiros percebem e se preparam para viver mais e melhor.

A edição de 2025 ouviu 4.400 pessoas em todo o país e mostrou que o pilar de finanças apresenta o menor desempenho entre os avaliados. Entre os principais achados, o estudo revela que dois em cada três brasileiros não possuem reserva financeira para a aposentadoria, evidenciando a fragilidade da cultura de planejamento de longo prazo, mesmo diante do aumento da expectativa de vida. A pesquisa também aponta diferenças regionais, indicando que os desafios financeiros estão presentes em todas as regiões do Brasil, ainda que em intensidades diferentes.

Para Valdirene Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros, a participação na Semana ENEF reforça o compromisso da companhia com a capacitação e a democratização do acesso a conteúdos relevantes. “A educação financeira precisa estar cada vez mais próxima da realidade das pessoas. Nosso papel é ampliar o conhecimento, estimular escolhas mais conscientes e contribuir para que mais brasileiros se sintam preparados para planejar o presente e o futuro. Iniciativas como o Espaço Universeg fazem parte desse compromisso ao oferecer conteúdos acessíveis e gratuitos que apoiam o desenvolvimento pessoal e financeiro ao longo da vida”, afirma a executiva.

Além da live, o Grupo Bradesco Seguros mantém iniciativas contínuas de educação por meio do Espaço Universeg, plataforma que reúne mais de 200 conteúdos gratuitos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional, disponíveis em https://www.espacouniverseg.com.br/.

Denúncias de trabalho escravo crescem em 2026 e acendem alerta no país, segundo CNseg

Ferramenta desenvolvida pela CNseg voltada ao monitoramento socioambiental têm ganhado espaço no setor de seguros. Entre elas está a Solução de Conformidade Socioambiental desenvolvida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), para apoiar o processo de subscrição com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ASG).
 

O Brasil registrou forte aumento nas denúncias de trabalho análogo à escravidão no início de 2026. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) mostram que foram formalizadas 733 denúncias, sendo 522 apenas entre janeiro e fevereiro, alta de 12,7% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, 271 trabalhadores foram resgatados em operações de fiscalização, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o que representa cerca de 10% de todos os resgates registrados ao longo de 2025.
 

Embora o fenômeno seja historicamente marcado pela subnotificação, sobretudo em contextos domésticos e urbanos, os números indicam aumento na formalização de denúncias neste início de ano, o que reacende o debate sobre instrumentos de monitoramento nas cadeias produtivas.
 

Ferramentas de monitoramento

Nesse cenário, ferramentas voltadas ao monitoramento socioambiental têm ganhado espaço no setor de seguros. Entre elas está a Solução de Conformidade Socioambiental desenvolvida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), voltada a apoiar o processo de subscrição com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ASG).
 

A ferramenta integra consultas a 18 bases públicas oficiais, incluindo o Cadastro Ambiental Rural (CAR), áreas embargadas, unidades de conservação, terras indígenas e registros de desmatamento, permitindo uma análise mais estruturada e auditável dos riscos antes da aceitação do seguro. Entre os cruzamentos realizados, estão também as listas de empregadores autuados por trabalho escravo divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
 

“A solução Conformidade Socioambiental, da CNseg, apoia a gestão de riscos das seguradoras ao avaliar a conformidade socioambiental de propriedades com base em legislações, regulações e outros critérios relevantes. Voltada principalmente ao seguro rural, mas aplicável também ao contexto urbano, a solução cruza automaticamente informações de imóveis, polígonos e registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com diversas bases socioambientais. Com isso, as seguradoras ganham mais segurança jurídica e operacional nos processos de subscrição e renovação de apólices, além de maior transparência e responsabilidade na gestão de riscos”, afirma André Vasco, diretor da Diretoria de Serviços da CNseg.
 

Na prática, o sistema permite que seguradoras identifiquem irregularidades durante a contratação ou renovação de apólices, incluindo a presença de produtores ou propriedades em listas relacionadas a infrações socioambientais, o que pode levar ao bloqueio ou à revisão de contratos.
 

Dados do Relatório de Sustentabilidade da CNseg indicam que 68,6% das seguradoras já incorporam critérios ESG na subscrição de riscos. Além disso, 80,6% das companhias afirmam recusar a cobertura ou não renovar contratos quando identificam riscos socioambientais incompatíveis com suas políticas internas. Nesse contexto, o uso de bases públicas, ferramentas de georreferenciamento e sistemas de monitoramento contínuo tem ampliado a capacidade do setor de identificar irregularidades nas cadeias produtivas, reforçando mecanismos de controle e contribuindo para maior transparência e segurança jurídica nas operações no campo.

Yelum e HDI Seguros lançam o Programa Corretor Vida Pro para parceiros selecionados


O Grupo HDI, com suas marcas Yelum e HDI Seguros, anuncia o lançamento do Corretor Vida Pro, programa criado para reconhecer e potencializar a atuação de corretores especializados em seguros de Vida. Com condições válidas desde 1º de maio, o programa reúne um grupo seleto de parceiros com perfil consultivo, alta performance comercial e foco estratégico na expansão da carteira de Vida.


Desenvolvido para um primeiro grupo de corretores até dezembro de 2026 e com nova rodada prevista para janeiro de 2027, o Corretor Vida Pro foi estruturado para fortalecer o relacionamento com parceiros que têm o seguro de vida como prioridade em seus negócios e se destacam pela excelência na comercialização desse segmento. A entrada no programa ocorre mediante critérios de elegibilidade e avaliação dos especialistas comerciais e da área de Vida do Grupo HDI.


“O seguro de vida vem ganhando cada vez mais relevância dentro do planejamento financeiro das famílias e das empresas. Com o Corretor Vida Pro, queremos apoiar corretores que já atuam de forma especializada nesse mercado, oferecendo uma estrutura diferenciada, mais proximidade com a companhia e ferramentas que contribuam para ampliar seus resultados e desenvolvimento”, afirma Alexandre Vicente – Diretor de Produtos Vida do Grupo HDI.


O programa está baseado em quatro pilares principais: atendimento especializado e operação premium, ações exclusivas de marketing, reconhecimento e cocriação de projetos com a companhia, além de condições comerciais diferenciadas.


Entre os benefícios oferecidos aos participantes estão atendimento prioritário, canal dedicado com especialistas, acompanhamento próximo de propostas estratégicas e SLA diferenciado para operações de seguros de Vida. A iniciativa também contempla ganhos de produtividade em processos de subscrição, emissão, implantação, faturamento e sinistros.


Na frente de desenvolvimento e relacionamento, os corretores participantes terão acesso a trilhas exclusivas de capacitação na plataforma de treinamento, incluindo conteúdos sobre seguros de vida individual e coletivo, marketing digital e aplicações de inteligência artificial na gestão de ofertas e relacionamento comercial.


O programa ainda prevê ações de marketing customizadas, benefícios exclusivos em campanhas de incentivo, materiais personalizados para redes sociais e canais digitais, além de participação em iniciativas de relacionamento e construção conjunta de soluções com executivos e especialistas do grupo.
 

Para integrar o Corretor Vida Pro, os parceiros precisam atender a critérios específicos, como estrutura dedicada à operação de seguros de Vida, atuação ativa em Vida Individual e Vida em Grupo, além de produção qualificada junto ao Grupo HDI. Corretores com alto potencial também podem ser avaliados pela companhia.

“Fortalecemos nossa atuação em seguros de Vida ao lado de parceiros que enxergam esse segmento de forma estratégica e consultiva. O Corretor Vida Pro nasce para ampliar proximidade, reconhecimento e desenvolvimento comercial, criando um ecossistema mais preparado para acompanhar a evolução das necessidades de proteção financeira dos clientes”, comenta Marcos Machini, Vice-Presidente Comercial do Grupo HDI.
 

Com a iniciativa, a companhia reforça sua estratégia de fortalecimento do segmento de Vida e amplia o investimento em capacitação, reconhecimento e geração de valor para parceiros especializados, acompanhando a evolução da demanda por soluções de proteção financeira cada vez mais consultivas e personalizadas.

Favela Seguros lança minidocumentário sobre potência criativa das periferias

A Favela Seguros, junto da Digital Favela, lançou, na terça-feira (12), o minidocumentário do Favela Seguros Cria, projeto voltado à formação de criadores de conteúdo das periferias. A produção foi publicada após a live de encerramento da iniciativa e está disponível no YouTube da Digital Favela.

O documentário acompanha as trajetórias de Cristina Ribeiro, criadora de conteúdo angolana, e Ugo da Silva, principal nome por trás da Comunidade Samba do Abraço. Os dois foram selecionados após uma curadoria feita pela Digital Favela e pela Favela Seguros entre os participantes inscritos no projeto. 

A produção foi realizada em paralelo às oficinas e apresenta histórias que ajudam a explicar a proposta do Favela Seguros Cria: fortalecer criadores periféricos, valorizar suas referências e ampliar o alcance de narrativas construídas a partir dos territórios. 
 

Ao todo, o projeto formou 153 alunos, com 5.582 inscrições recebidas. Após a análise dos materiais desenvolvidos durante a jornada formativa, 10 participantes foram selecionados como vencedores e receberam R$ 5 mil cada. Viabilizado com apoio da Lei de Incentivo à Cultura, o Favela Seguros Cria reuniu formação, produção de conteúdo e premiação. 
 

“O que mais nos marcou foi ver a força de cada trajetória. Vimos criadores preparados, potentes e comprometidos com suas histórias. Já existia repertório e, principalmente, um olhar focado em identidade. No projeto, os participantes encontraram uma oportunidade para fortalecer seus caminhos e transformar suas ideias em novas possibilidades”, afirma Gê Coelho, líder de relações institucionais da Favela Seguros.

Valor: revista de seguros traz o cenário do setor em 2026

A edição especial Seguros, Resseguros e Previdência publicada hoje pelo Valor Econômico traça um retrato de um setor que atravessa uma fase de transformação estrutural. O crescimento segue sustentado, mas cada vez menos homogêneo: tecnologia, mudanças regulatórias, riscos climáticos, novos modelos de negócios e a busca por ampliar a cultura de proteção passaram a definir a dinâmica do mercado. A revista mostra um setor pressionado a inovar, ampliar acesso e responder a desafios que vão de mudanças climáticas a novas formas de mobilidade, passando pela digitalização, infraestrutura e expansão de segmentos ainda subpenetrados.

À espera da regulamentação
A abertura regulatória para cooperativas e associações patrimoniais cria uma nova fronteira de crescimento para o mercado segurador. A reportagem mostra que a nova legislação ampliou o escopo de atuação desses modelos, mas o amadurecimento deve ocorrer gradualmente. O potencial é expressivo, especialmente pela capacidade de chegar a nichos pouco atendidos, embora desafios de capital, escala e educação securitária ainda limitem uma expansão acelerada.

Da reação para a ação
O mercado de seguros climáticos deixa de atuar apenas na reparação de perdas e migra para um modelo preventivo. A reportagem mostra o avanço do uso de inteligência artificial, modelagem climática e seguros paramétricos, impulsionado principalmente pelas enchentes no Rio Grande do Sul e pela maior frequência de eventos extremos. A indústria aposta em tecnologia para antecipar riscos e reduzir a enorme lacuna de proteção existente no país.

De Roupa Nova
O seguro de vida passa por uma reformulação profunda. Antes associado exclusivamente à morte, o produto ganha serviços em vida, assistência, proteção para doenças graves e funcionalidades ligadas ao planejamento financeiro. O texto mostra que o setor amplia coberturas, simplifica processos e aposta em tecnologia para conquistar públicos mais jovens e reduzir barreiras culturais históricas.

Espaço para Crescer
Impulsionado pelo avanço das concessões e dos investimentos em infraestrutura, o seguro garantia cresce em ritmo acelerado, mas ainda disputa espaço com instrumentos tradicionais como a fiança bancária. A reportagem mostra que o produto avança especialmente em grandes projetos, embora ainda enfrente desafios operacionais e jurídicos para ganhar maior escala.

Expansão Sustentada
O seguro automotivo continua crescendo apoiado na renovação da frota e na expansão dos veículos eletrificados. O desafio, porém, mudou: o setor precisa adaptar produtos e serviços a carros mais tecnológicos, caros e complexos. A reportagem destaca a corrida das seguradoras para desenvolver soluções específicas para híbridos e elétricos, em um mercado ainda pouco penetrado.

Falta ganhar tração
Embora a infraestrutura do open insurance esteja pronta, a adesão ainda avança lentamente. A matéria mostra que o compartilhamento de dados ainda precisa superar dificuldades operacionais, resistência das empresas e fricções na jornada do cliente para atingir o potencial prometido de ampliar competição e personalização no setor.

Fora da Planilha
No seguro rural, margens agrícolas apertadas, juros elevados e maior frequência de eventos climáticos extremos reduziram espaço para contratação de proteção. O setor acende sinal de alerta diante da queda nos prêmios e discute alternativas para ampliar a adesão em um segmento fortemente dependente de políticas públicas e subsídios.

O Desempenho em 2025
A reportagem mostra que o seguro de transportes vive expansão acompanhada de um aumento relevante da complexidade operacional. Roubos de carga, acidentes e perdas bilionárias ampliaram a necessidade de prevenção, levando seguradoras a investir fortemente em inteligência artificial, monitoramento em tempo real e análise de dados. O foco deixou de ser apenas indenizar prejuízos e passou a incluir mecanismos capazes de evitar sinistros antes que eles ocorram.

Oferta Recorde de Capital
O mercado global de resseguros atravessa um momento de abundância histórica de capital, com liquidez elevada e forte competição reduzindo custos para seguradoras. Apesar do cenário favorável, a reportagem mostra que riscos climáticos, ameaças cibernéticas e tensões geopolíticas continuam pressionando o setor. No Brasil, o segmento vive uma fase de adaptação ao novo marco legal dos seguros, enquanto discute os impactos regulatórios e as novas demandas por proteção.

Potencial ultrapassa R$ 1,5 bi em prêmios e lidera segmento de seguro garantia
A Potencial Seguradora consolidou liderança em seguro garantia e reforça a tese de que o produto vive um momento de mudança estrutural no país. Com crescimento apoiado em infraestrutura, licitações e novas exigências regulatórias, a companhia aposta em inovação, tecnologia e expansão do portfólio para acelerar um segmento ainda pequeno diante do potencial do mercado brasileiro.

Proteção contra a inadimplência
Em um ambiente de juros elevados, recuperações judiciais e aumento do risco de crédito, o seguro de crédito ganha relevância entre empresas e fundos. A modalidade protege recebíveis contra inadimplência e também funciona como ferramenta para expansão comercial, gestão de risco e acesso a melhores condições de financiamento, ampliando previsibilidade financeira em cenários de maior incerteza.

Proteção Dupla
A disseminação da inteligência artificial elevou a sofisticação das fraudes digitais e dos ataques cibernéticos, impulsionando a busca por seguros especializados. A reportagem mostra que empresas passaram a combinar apólices cibernéticas com coberturas para fraudes financeiras, criando uma camada adicional de proteção para riscos operacionais cada vez mais complexos e difíceis de identificar.

Reversão Histórica
A previdência privada aberta enfrenta um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória recente. A tributação do IOF sobre aportes elevados em VGBL provocou uma reversão histórica da captação líquida, gerando insegurança regulatória e afetando até investidores não atingidos diretamente pela medida. O setor aposta em relacionamento e comunicação para recuperar confiança, mas ainda trabalha em cenário de incerteza.

Risco Potencializado
A guerra envolvendo o Irã recolocou o seguro marítimo sob forte pressão global. O aumento da percepção de risco levou ao cancelamento de apólices, revisão de coberturas e forte alta dos prêmios em regiões estratégicas para o comércio mundial. O conflito mostrou como tensões geopolíticas podem provocar reprecificação imediata dos riscos e gerar efeitos indiretos sobre cadeias globais de transporte e logística.

Segmento Promissor
A regulamentação do mercado de carbono abriu espaço para uma nova frente de atuação das seguradoras: a proteção de projetos de créditos de carbono. A modalidade surge como instrumento para reduzir riscos jurídicos, operacionais e climáticos, aumentando a segurança para investidores e ajudando a tornar projetos ambientais mais financiáveis e escaláveis.

Seguradoras veem potencial bilionário entre pequenas empresas
A reportagem mostra que pequenas e médias empresas se tornaram uma das principais apostas das seguradoras. Apesar do enorme déficit de proteção, o segmento reúne demanda crescente por coberturas mais simples, digitais e customizadas, abrindo espaço para produtos adaptados a necessidades específicas e modelos mais acessíveis.

Seguro de vida reforça planejamento patrimonial
O seguro de vida avança além da proteção tradicional e passa a ganhar espaço também como instrumento de sucessão patrimonial. O produto amplia seu papel no planejamento financeiro, oferecendo liquidez imediata, redução de burocracia e mecanismos para facilitar a transferência organizada do patrimônio entre gerações.

Velocidade Moderada
A expansão dos seguros ligados à mobilidade e à transformação do setor automotivo segue em curso, mas em ritmo gradual. Apesar do crescimento dos veículos eletrificados e de novas tecnologias embarcadas, desafios relacionados a infraestrutura, custos e adaptação operacional ainda limitam uma aceleração mais forte do mercado.