Compra de 50% do Banco John Deere deve beneficar Bradesco Seguros

trator bradesco compra John Deere

O Bradesco anunciou um acordo para ficar com 50% do Banco John Deere. Mais do que a carteira de crédito da instituição, o Bradesco quer aproveitar os canais de distribuição, já que a fabricante da máquinas agrícolas tem uma rede de relacionamento muito forte com produtores em todo o Brasil. O valor do negócio não foi revelado.

A expectativa da parceria é reforçar a posição de liderança no agro entre os bancos privados, além de ofertar produtos como seguros e consórcios. O braço de seguros do Bradesco tem participação relevante na venda de seguros para equipamentos agrícolas e o Banco John Deere certamente agregará ainda mais valor.

Este tipo de seguros está dentro do que a Susep chama de “seguro de benfeitorias e produtos agrícolas”, que registrou vendas de R$ 564,7 milhões de janeiro a maio deste ano. A líder nesta classe de seguros é a Mapfre, com R$ 168,9 milhões, a Sompo, com R$ 84,7 milhões e a Bradesco ocupa a terceira colocação, com R$ 79,2 milhões. Ou seja, um mercado concentrado, com as três maiores detendo mais de 60% das vendas.

Em junho, a Bradesco Auto RE divulgou o lançamento do projeto Regulação de Equipamento Direta (RED), visando promover o pagamento direto para os prestadores de serviço de reparação. No total, são 16 unidades referenciadas das grandes montadoras, entre elas a John Deere, a New Holland e a Case. 

Outra ação para alavancar as vendas do seguro para produtores foi dar 15% de desconto  durante o mês de agosto, para equipamentos selecionados, para contratos novos ou renovações. A promoção é válida para colheitadeiras de grãos, plataformas agrícolas de corte, pulverizadores agrícolas, tratores agrícolas, plantadeiras, pás carregadeiras (agrícolas ou de construção civil), retroescavadeiras (agrícolas ou de construção civil), escavadeiras (agrícolas ou de construção civil) e rolos compactadores.

Com o negócio, o Bradesco pretende ampliar a oferta de produtos e serviços financeiros para os setores de agronegócio e construção para clientes do banco John Deere, que continuará operando de maneira independente. “A John Deere está comprometida em transformar a experiência financeira de seus clientes e concessionários no Brasil”, afirma em nota Jorge Sivina, diretor regional para a John Deere Financial.

Yelum Seguradora patrocina projeto Gincana Fotográfica

Andre Truzzi HDI Seguros

Fonte: Yelum

Como parte de seus investimentos em prol da responsabilidade social e do desenvolvimento cultural, a Yelum Seguradora – marca que veio para substituir a Liberty Seguros – é uma das patrocinadoras do projeto Gincana Fotográfica. A movimentação integra os projetos incentivados do Grupo HDI, via Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, e reforça o compromisso da companhia com a sociedade.

Organizado pela ONG ImageMagica, o projeto Gincana Fotográfica tem como foco empoderar vozes, culturas e objetivos pessoais e coletivos das comunidades brasileiras, oferecendo oficinas e atividades que estimulam momentos de reflexão sobre seu potencial cultural, autoconhecimento e criatividade. A iniciativa também visa utilizar recursos artísticos, como a interpretação de imagens, produção fotográfica e escrita, para dar voz aos sonhos e desejos dos participantes e promover uma conexão significativa entre eles e suas histórias.

A primeira fase do projeto aconteceu entre os dias 29 de julho e 7 de agosto, na comunidade São Pedro, localizada nas margens do baixo Arapiuns, no estado do Pará. Nos próximos meses, a Gincana Fotográfica seguirá para o Nordeste, com iniciativas previstas na cidade de Recife, em Pernambuco. 

“Estamos honrados em apoiar um projeto que promove o desenvolvimento cultural e social das comunidades brasileiras, pois este patrocínio reafirma nosso compromisso com a transformação social por meio da arte e da cultura. Ao apoiar iniciativas como a Gincana Fotográfica, podemos contribuir para um futuro mais inclusivo e vibrante para todos, fortalecendo o senso de integração e colaboração entre as pessoas. Além disso, os retornos positivos recebidos até o momento nos mostram a importância e o impacto significativo que a ação pode proporcionar na vida dos participantes”, conclui André Truzzi, VP de Transformação do Grupo HDI.

Com participação especial de Maria da Penha, Sou Segura promove evento sobre violência contra a mulher

A Sou Segura promoveu, nesta quinta-feira (08), no Rio de Janeiro, encontro sobre o tema “Violência contra a mulher – prevenção e enfrentamento”. O evento contou com participação especial de Maria da Penha Maia Fernandes, ativista que se tornou um símbolo na luta contra a violência doméstica no Brasil, após sobreviver às tentativas de homicídio por parte de seu então marido, Marco Antonio Heredia Viveiros. A sua história deu origem à Lei 11.340/06, conhecida como “Lei Maria da Penha”, que completou 18 anos de vigência na quarta-feira (07 de agosto). Ela gravou um depoimento em vídeo narrando sua trajetória de luta contra a violência doméstica.

O encontro foi aberto pela presidente da Sou Segura, Liliana Caldeira, que lamentou o fato de a violência contra a mulher continuar avançando no Brasil, mesmo com a vigência da “Lei Maria da Penha” e da maior conscientização da sociedade sobre esse problema. “Há, de fato, um aumento de todos os tipos de violência contra a mulher. Então, a Sou Segura tem a missão de falar sempre dessa questão da vulnerabilidade feminina”, pontuou. Ela acrescentou ainda que “não há classe social imune” da violência contra a mulher, que permanece se disseminando em toda a sociedade.

Moderadora do bate-papo, a consultora da ONU Mulheres e fundadora da CMI Business Transformation, especializada em Experiência do Cliente, ESG e Diversidade & Inclusão, Maristela Ianuzzi, lembrou que o Brasil, “há muitos anos”, figura entre os cinco países com o maior número de registros de violência contra a mulher e de feminicídios. “Vivemos, na verdade, uma pandemia que mata mulheres diariamente”, alertou.

Segundo a consultora, “qualquer mulher brasileira” está sujeita a diferentes tipos de violências, e listou um ciclo que começa sorrateiro e silencioso, com a violência psicológica, passa para a violência patrimonial, depois sexual e, por fim, física. “O feminicídio é apenas a ponta desse iceberg”, ressaltou.

Por sua vez, o desembargador Wagner Cinelli revelou que a violência contra a mulher sempre foi constante nas ações que chegavam às comarcas em que atuou, no interior do Rio de Janeiro. “É, de fato, uma pandemia de agressões, que aguçou minha sensibilidade sobre essa questão”, sublinhou o magistrado.

Por fim, a vice-presidente de Recursos Humanos da Tim, Maria Antonieta Russo, disse que a violência contra a mulher aumentou após a pandemia. Na visão dela, essa não é uma “pauta fácil” para se trabalhar. “Quando cheguei ao Brasil, vindo da Itália, era a única mulher na diretoria da TIM. Criei, então, uma unidade voltada para a inclusão. Hoje, a empresa está entre as quatro mais inclusivas do mundo”, informou a executiva.

Reconhecida por seus compromissos públicos com a agenda de gênero, a TIM lançou, no final do ano passado, uma iniciativa de apoio às mulheres, que combina tecnologia e o alcance da sua estrutura comercial em prol do combate à violência. As lojas da operadora passaram a ser pontos de referência para mulheres em situações de perigo, oferecendo conexão a uma rede de apoio.

Crescimento sólido e inovação marcam os 20 anos da Azul Seguros

A Azul Seguros me convidou para uma conversa sobre a comemoração dos 20 anos da companhia. Conhecida como a versão low cost do grupo Porto, a seguradora com base no Rio de Janeiro registra uma trajetória de crescimento expressivo no setor de seguros. Tudo começou quando a seguradora francesa AXA vendeu a carteira de auto para a Porto. “Era uma seguradora enxuta, redonda. E isso fez com que Jayme Garfinkel, na época presidente e um dos herdeiros da Porto, decidisse criar uma nova companhia dentro do grupo e não incorporá-la, como geralmente se faz”, conta Gilmar Pires, que migrou da AXA para a Azul e hoje ocupa o cargo de diretor executivo da companhia especializada em seguro automóvel.

Hoje o grupo Porto, líder na venda de seguro de carro no Brasil, trabalha com quatro marcas de seguros para carro: Porto Seguros, Itaú, Azul e Mitsui. Segundo o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2024, o seguro auto registrou vendas 5,4% maiores do que os do primeiro trimestre de 2023, para R$ 3,8 bilhões. A frota segurada teve um aumento de 320 mil novos veículos. No total, a Porto alcançou a marca recorde de 6 milhões de veículos segurados.

Desde sua fundação em 2004, a Azul Seguros tem como diferencial ser a companhia com custos mais acessíveis e assim expandiu significativamente sua base de clientes e presença no mercado, consolidando-se como uma das principais seguradoras do Brasil, alcançando a 6ª posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em 2004, a empresa contava com 80 mil segurados. Até maio de 2024, a carteira de clientes ultrapassa a marca de 2,4 milhões itens segurados.

Inicialmente conhecida apenas no Sul e Sudeste, a Azul Seguros ampliou sua atuação para todo o território nacional, Em 2004, a empresa contava com 1,5 mil corretores. Atualmente, mais de 37 mil corretores em todo o país emitem seguros da Azul, facilitando o acesso e a distribuição dos produtos. “A evolução reflete a estratégia da Azul Seguros de oferecer produtos com custos mais acessíveis, mantendo foco no seguro auto, e utilizando uma estrutura de custo reduzido. A empresa mantém instalações otimizadas e oferece um modelo de negócios voltado para a democratização do seguro, com produtos mais enxutos e ajustados às necessidades do consumidor”, comenta Pires.

Ao longo de duas décadas, a Azul Seguros diversificou sua linha de produtos. No início, a oferta se limitava ao seguro auto tradicional. Hoje, a empresa oferece produtos como Auto Roubo, Auto Leve, Auto Tradicional e o Azul por Assinatura, com opções de personalização feitas pelos corretores para atender a diferentes perfis de consumidores. “O Azul por Assinatura, por exemplo, é um produto inovador, flexível e com vigência e recorrência mensal, destacando-se no mercado por sua acessibilidade”, destaca o executivo.

Pires relata que a partir de 2007, a Azul Seguros passou a compartilhar a estrutura de atendimento da Porto, elevando o padrão de serviço prestado aos seus clientes. A unificação de produção e a integração das operações trouxeram benefícios significativos, como a utilização de uma plataforma única para cotação de seguros e renovação, facilitando o trabalho dos corretores e garantindo agilidade nos processos.

Nos últimos anos, a digitalização e a simplificação dos processos foram aprimoradas para proporcionar maior conveniência e eficiência tanto para os corretores quanto para os clientes. Este é um modelo importante, segundo Pires, pois a integração das plataformas da Azul e da Porto gera sinergias que resultam em uma operação mais enxuta e custos reduzidos, sem comprometer a qualidade dos serviços.

Pires enfatiza que a Azul Seguros continua a inovar e se preparar para o futuro, com novos projetos e melhorias previstas para os próximos anos. A estratégia de manter um portfólio diversificado, com foco em eficiência e custo-benefício, garante à empresa um papel de destaque no mercado de seguros brasileiro. No entanto, não está descartada uma incorporação da seguradora com a Porto Seguros, numa saúda para redução de custos, mantendo a marca Azul no portfolio do grupo Porto.

“Nossa estratégia da Azul passa pela expansão dos produtos nas regiões mais populares do país, proximidade com o corretor e desenvolvimento de soluções mais tecnológicas, como por exemplo, a inserção de apólices totalmente digitais e integração de serviços como guincho e chaveiro que podem ser acionados diretamente pelo App Porto e também em plataformas de multicálculos. Esse posicionamento reforça a ambição de crescimento de forma sustentada, adaptável às mudanças, mas sem deixar de lado o atendimento qualificado com agilidade e responsabilidade socioambiental”, finaliza o diretor da Azul Seguros.

Venda de seguros avança 15,3% no primeiro semestre, para R$ 209 bi

seguros

A arrecadação do setor de seguros foi de R$ 209,5 bilhões, avanço de 15,3% em relação ao mesmo período de 2023. As indenizações, resgates, benefícios e sorteios que retornaram a clientes e investidores alcançou R$ 119,13 bilhões no primeiro semestre, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Do valor de indenizações, R$ 56 bilhões foram sacados dos planos de previdência VGBL e R$ 38 bilhões pagos em indenizações de seguros, uma ligeira alta de 5,6%, muito abaixo da expectativa que o setor tinha com os pagamentos por perdas no Rio Grande do Sul. A sinistralidade dos seguros de danos ficou em 55,4% em junho, uma queda de 16,19% em relação a maio, quando o índice foi de 66,1%.

Os segmentos de seguros de danos e pessoas (sem o VGBL) apresentaram uma arrecadação de R$ 98,91 bilhões, com crescimento de 10,11% frente ao mesmo período de 2023, quando a arrecadação foi de R$ 89,83 bilhões.

Os seguros de danos tiveram alta de 6,9% na arrecadação de prêmios na comparação do primeiro semestre de 2024 com o mesmo período de 2023. A sinistralidade nos seguros de danos foi 55,4% em junho de 2024, uma redução em relação ao mês anterior, quando havia alcançado 66,1%, mas ainda acima da média registrada anteriormente.

Nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu o montante acumulado de R$ 16,38 bilhões até junho, valor que representa crescimento de 14,6% em relação ao primeiro semestre de 2023.

Wiz Co comemora lucro líquido consolidado ajustado de R$ 202,5 milhões no semestre

O grupo registrou lucro líquido consolidado ajustado de R$ 99,8 milhões no segundo trimestre deste ano, 37,9% a mais do que os R$ 72,4 milhões alcançado no mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2024, o lucro avançou 41%, para R$ 202,5 milhões no comparativo com o mesmo período de 2023.

A receita líquida consolidada no segundo trimestre deste ano foi de R$ 246,7 milhões, um incremento de 21,7%. O EBITDA Consolidado Ajustado atingiu R$ 166 milhões, evoluindo 32,4% sobre o mesmo período de 2023 (R$ 125,4 milhões).

O lucro líquido da controladora, que é aquele atribuível aos acionistas controladores, foi de R$ 33,9 milhões no período, 35,8% a mais do que no mesmo trimestre de 2023, impulsionado pelo melhor desempenho em resultado financeiro, de R$ 9,5 milhões, e pelo bom desempenho comercial das unidades de negócio da companhia.

O segmento de seguros apresentou crescimento de 45% da receita no 2T24, passando de R$ 96 milhões para R$ 139,2 milhões em um ano. “O resultado é um reflexo do desempenho comercial em diversas unidades do segmento, com destaque para Bmg Corretora, Inter Seguros e Wiz Corporate”, revela Lucas Neves, CFO do grupo Wiz Co.

Já o EBITDA do segmento de seguros foi de R$ 121,2 milhões no 2T24, 73,6% acima dos R$ 69,8 milhões do mesmo período de 2023. “Esse número é um recorde histórico, inclusive 18,7% superior ao desempenho do 1T24”, comemora Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do Grupo Wiz Co.

O crescimento do segmento de crédito e consórcio atingiu R$ 36,2 milhões de receita no último trimestre, avanço de 22,9% em comparação com o 2T23. O EBITDA do segmento no período teve um avanço de 35,6%, saindo de R$ 15,5 milhões para R$ 21 milhões.

A dívida líquida do Grupo Wiz Co encerrou o 2T24 em R$ 512,3 milhões, R$ 136,5 milhões a menos do que o mesmo período de 2023 e redução de R$ 54 milhões em comparação ao primeiro trimestre deste ano. Isso se deve, principalmente, pela realização do pagamento das parcelas do Contas a Pagar de aquisições.

A companhia destaca que o 2T24 foi marcado por investimentos e avanços na Wiz Pro, plataforma tecnológica completa de propriedade da Wiz Co. A solução já faz parte das rotinas comerciais de quatro unidades do grupo: Paraná Seguros, Promotiva, Wiz Conseg e Wiz Parceiros. “O mundo segue mudando em alta velocidade e entendemos que a tecnologia será o grande fio condutor entre o hoje e o amanhã. Por isso, seguimos executando nossa estratégia de transformação digital, por meio dos constantes avanços no desenvolvimento da Wiz Pro, plataforma inovadora de propriedade do Grupo Wiz. Dobramos para quatro o número de Unidades do grupo já utilizam a plataforma em suas rotinas comerciais” explica Marcus Vinícius de Oliveira.

Valor: regime de tributação para previdência privada é regulamentado

FONTE: Valor

A Receita Federal do Brasil publicou hoje (8) a Instrução Normativa que regulamenta a tributação dos planos de previdência privada complementar (de caráter previdenciário), do fundo de aposentadoria programada individual (FAPI), e dos seguros de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência. A normativa RFB nº 2.209/2024, que determina a forma como a lei será executada, também define os procedimentos a serem adotados pelos beneficiários e pelas entidades de previdência complementar.

A Lei nº 14.803, de 10 de janeiro de 2024, alterou a Lei nº 11.053/2004 para permitir que os participantes e assistidos de planos de previdência complementar possam optar pelo regime de tributação (progressivo ou regressivo) no momento da obtenção do benefício ou do primeiro resgate dos valores acumulados.

Anteriormente, a escolha pelo regime tributário tinha que ser feita no momento da contratação do plano de previdência privada complementar. A migração só era possível do regime progressivo (sobre a renda) para o regressivo. Mas, nesse caso, a pessoa era “punida” e o tempo de investimento passava a ser calculado a partir do momento da portabilidade. Não era permitido mudar do regime regressivo para o progressivo. A Lei nº 14.803 acaba com essa restrição e com a punição e passa a permitir a escolha da tributação no momento mais adequado,podendo ser no recebimento do benefício ou dna requisição do primeiro resgate.

Conforme a Instrução Normativa que foi publicada hoje, os participantes que ingressaram até 10 de janeiro de 2024 em planos de previdencia vai sofrer a mudança de tributação no primeiro resgate dos valores. “Se a pessoa já tinha feito a opção antes data e já estava recebendo, ele não vai poder se beneficiar dessa nova Lei. Além disso, a normativa estende aos segurados de planos de seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência. Na Lei de janeiro não havia essa menção”, diz Luciana Simões Souza, líder da área de tributário e previdenciário do Andrade Foz Advogados.

Simões Souza e Juliana Assolari, tributarista e sócia do Lassori Advogados, explicam que a escolha do regime tributário da renda previdenciária trouxe a possibilidade do beneficiário realizar um planejamento mais eficiente, analisando qual regime de tributação é mais vantajoso no momento do recebimento do benefício ou resgate, proporcionando melhores chances de destinar os próprios recursos.

No regime de tributação regressivo, as alíquotas de imposto decrescem de 35% para 10%, de acordo com o tempo em que os recursos permanecem no plano de previdência. “Inicialmente, o investidor é tributado em 35% do valor recebido, mas a alíquota diminui cinco pontos percentuais a cada dois anos em que o dinheiro permanece investido, até atingir o mínimo de 10% após dez anos. Esse regime é mais vantajoso para aqueles que mantêm seus recursos investidos por um longo período, especialmente para quem pretende permanecer no plano de previdência privada por mais de dez anos”, diz Simões Souza, do Andrade Foz Advogados.

Já o regime progressivo, que é a regra geral, o valor recebido é somado aos demais rendimentos da pessoa física e tributado conforme a tabela progressiva do Imposto de Renda. Nesse caso, os benefícios estão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda na fonte, aplicando-se a tabela progressiva mensal, e na Declaração de Ajuste Anual (DAA). As alíquotas variam até 27,5%, de acordo com as faixas de renda. Há, ainda, o ajuste da alíquota na DAA, considerando o somatório dos rendimentos tributáveis percebidos pelo participante.

Assolari, do Lassori Advogados, avalia que essa opção é mais indicada para quem efetua contribuições com visão de curto prazo e para aqueles que estão perto de usufruir do benefício de aposentadoria.

A escolha do regime tributário deve ser feita individualmente pelos participantes junto à entidade de previdência complementar ou sociedade seguradora. A lei permite que assistidos ou seus representantes legais façam a escolha quando os participantes dos planos não sinalizem o regime regressivo, mas é necessário cumprir com alguns requisitos para a obtenção do benefício ou resgate.

Luciana Simões Souza, líder da área de tributário e previdenciário do Andrade Foz Advogados, ressalta que a opção pelo regime de tributação do plano de saúde não pode ser alterada após a escolha.

Presidente da Fenseg afirma que bônus são benefícios individuais

bonus seguro automovel

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) suspendeu, na segunda-feira (5), a aplicação dos novos critérios dos bônus nos seguros automotivos, que haviam entrado em vigor no último sábado (3). A suspensão veio a pedido da Fenacor, a federação dos corretores, que alegou que as mudanças poderiam causar efeitos negativos ao mercado. Procurados, Susep e Fenacor não responderam o pedido de entrevista para esclarecer o assunto, uma vez que já divulgaram cartas públicas.

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Antonio Trindade, esclarece que as mudanças têm a proposta principal de coibir fraudes na concessão da bonificação. Em carta à Fenacor (enviada antes da publicação da medida cautelar da Susep), a FenSeg convocou corretores para aprimorar as normas, mas o pedido à Susep já tinha sido feito e foi aceito e as medidas que entraram em vigor em 5 de agosto foram suspensas.

Diante disso, Trindade se mostra totalmente disposto a esclarecer o tema e retomar a comunicação com Fenacor e Susep para que o benefício ao consumidor volte a valor. “Trata-se de um benefício do consumidor. É um estímulo positivo para os bons motoristas e queremos que mais gente tenha bônus para que os acidentes se reduzam”, comentou. “Estamos abertos para fazer melhorias e estamos abertos para conversar sobre o tema e avançar no seguro de automóvel”.

Em resumo, os bônus em apólices de seguro auto são condições mais vantajosas que os segurados têm ao usar menos ou não acionar o seguro ao longo do período de vigência. Os clientes são classificados de acordo com estes critérios, e podem ter descontos ao renovar as apólices. Segundo Trindade, os ajustes foram motivados por sugestões trazidas pela equipe comercial e também fruto de denúncias recebidas de corretores sobre uma , “fabricação de bônus”.

Trindade destaca que um dos principais aspectos das alterações das regras foi manter o caráter pessoal e intransferível do bônus, valorizando seu comportamento positivo e melhorando suas condições de seguro. Para exemplificar a situação, compara a obtenção de bônus ao ganho de milhas em companhias aéreas: “Se você tem milhas na companhia aérea A, você não consegue transferir a milha para a companhia aérea B e vice-versa; ou você usa lá ou você não usa. No nosso caso aqui, você leva o seu bônus. [As] seguradoras de automóvel valorizam os clientes e mobilizam ainda mais aqueles que têm um bom histórico de comportamento de sinistros”.

O presidente da FenSeg diz que a decisão da Susep é “uma ordem para ser cumprida”, mas reafirma a convicção de que as mudanças oferecem inúmeros benefícios. “Posso resumir essas mudanças em seis pontos. A primeira é simplificar e personalizar os critérios de bônus, eliminar dúvidas, reduzir tempo e custo operacional, agilizar a emissão das apólices e, sobretudo, inviabilizar o uso indevido do bônus”, explica Trindade.

Brasil é estratégico para Munich Re, que avança em novos negócios

MUNICH RE

As principais renovações de contratos de seguros e de resseguros acontecem no segundo semestre do ano. Geralmente neste período do ano são realizados eventos tradicionais, que visam debates dos riscos, das coberturas, das condições de oferta de capacidades internacionais e locais. As conversas no Brasil começam antes para medir o termômetro da América Latina, uma vez que o setor representa 50% da produção de vendas de seguros e de resseguros da região. Somente nesta semana, três eventos importantes ocuparam a agenda dos executivos de riscos corporativos.

Além da busca de relacionamento e informações para a renovação dos contratos, o resultado desses encontros privados é importante para compor o cenário do tradicional encontro anual em Mônaco. O Monte Carlo Reinsurance Rendez-vous realiza a 66º edição de 7 a 11 de setembro. A resseguradora Munich Re, a maior do mundo, recebeu mais de 200 convidados nesta quarta-feira, em São Paulo. O cenário não poderia ser mais acolhedor. A tradicional festa alemã Oktoberfest. A 189 edição acontece neste ano entre 21 de setembro a 6 outubro em Munique, Alemanha.

“Temos grande interesse em investir no Brasil. Acompanhamos o desenvolvimento do país e do setor de seguros não apenas com capacidade financeira do resseguro, mas com soluções, tecnologia e nossa experiência mundial”, disse o alemão Matthias Marwege, head da unidade EULA (Europa LatAm) North LA&Caribe, Bogotá, Madrid, Brasil, em um excelente português. O executivo ganhou fluência na língua por acompanhar o Brasil há tempos e ter grande admiração pela cultura e pelos brasileiros, confidenciou. Ele participou da abertura da subsidiária local em 2008, quando o governo iniciou a abertura do mercado de resseguros. 

“Nós estamos dispostos a apoiar nossos clientes no desenvolvimento de soluções, inclusive para riscos de catástrofes. Temos desenvolvido parcerias com governos em países da América Latina mais expostos, como é o caso do Chile com terremotos, e podemos contribuir muito com o Brasil”, citou. Ter um programa para catástrofes é um tema em pauta no Brasil há tempos, mas ganhou tração com a tragédia vivida no Rio Grande do Sul, com perdas econômicas estimadas em até R$ 97 bilhões para a economia brasileira em 2024, segundo estimativa da CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Menos de 10% das perdas estão seguradas, segundo estatísticas da CNseg, a confederação das seguradoras.

“A Munich pode e quer ajudar a estabilizar as economias dos países afetados por catástrofes como esta. O Brasil vai precisar de mais seguro diante do aumento de eventos climáticos. O setor de seguros e de resseguros têm muito a contribuir para a mitigação e gestão dos riscos”. A conta das indenizações a serem pagas pela Munich Re com as perdas no Rio Grande do Sul ainda está sendo contabilizada.

O CEO da Munich Re no Brasil, Karsten Steinmetz, comenta que depois das enchentes, os clientes se preocupam em como adaptar o momento de negócios para o futuro. “Com o período de renovações neste segundo semestre, estamos juntos com nossos clientes na busca de soluções para mitigar riscos um cenário com mais volatilidade”, disse. 

Entre os convidados, parceiros de negócios. Roberto Teixeira, responsável por seguros na XP Inc, conta que graças a parceria com a Munich Re a seguradora tem resultados diferenciados. “Estamos juntos desde o início. Eles nos ajudaram a desenvolver a operação, com sistemas importantes de aceitação de risco e precificação. Diante disso, temos uma carteira saudável e que cresce mês a mês”, conta. De acordo com o executivo, a XP tem avançado na oferta de coberturas com a tecnologia. A expectativa é que novas coberturas sejam lançadas ainda neste ano dentro da parceria com a resseguradora. 

Também neste ano, a Munich Re comemorou uma parceria com a MAG Seguros para o uso de uma plataforma. “A Munich Re Automation Solutions representa um importante passo em frente na nossa estratégia de fornecer serviços eficientes e de alta qualidade aos nossos clientes. A SARA não só simplifica, mas também agiliza o processo de subscrição, oferecendo uma experiência mais rápida e personalizada, em linha com as expectativas das gerações mais jovens, que procuram comodidade e personalização nos serviços digitais”, comentou Nuno David, diretor comercial e marketing do grupo MAG. 

A tecnologia ofertada pela Munich RE também conquistou a Junto Seguros, especializada em seguro garantia, conta o CEO Roque de Melo, um dos convidados. “Temos avançado na nossa parceria e novidades estão para acontecer neste segundo semestre. Somos parceiros desde o início da nova fase da companhia e os resultados são realmente promissores”.

Já em riscos patrimoniais, o tema é mais reservado. Os corretores e clientes que renovaram o contrato antes do ocorrido no Sul, ou seja, até maio, estavam tranquilos, como a Sompo Seguros, que renovou no início de maio seu contrato de transportes. “A negociação já vinha acontecendo meses antes e renovamos com tranquilidade. A próxima renovação ainda está longe, mas acreditamos que não teremos problemas”, disse Adailton Dias, diretor executivo de produtos e resseguro. 

Igor Di Beo, vice-presidente técnico da HDI, Luis Nagamine, diretor geral da Mitsui Sumitomo Seguros (MSS), Felipe Smith, diretor executivo de produtos pessoa jurídica da Tokio Marine, e Edward Lange, CEO da Sancor Seguros Brasil, têm apenas uma leve apreensão com as renovações dos contratos previstas para o final do ano. Segundo Di Beo, será um momento importante de negociações, visto que o evento do Sul foi algo atípico. “Temos um mercado de resseguros com muita capacidade internacionalmente neste momento e certamente o Brasil é uma peça-chave para o crescimento das companhias”. 

Smith, da Tokio Marine, também acredita na estabilização de taxas e condições de contratos. “Estamos todos unidos na busca de soluções para os problemas de nossos clientes e este é um momento importante para mostrarmos a importância do seguro para proteção do patrimônio das empresas”. Lange também está tranquilo, uma vez que a safra do Sul tinha sido praticamente toda colhida uma semana antes das enchentes. “Se as chuvas torrenciais tivessem ocorrido uma semana antes, o setor viveria uma situação devastadora”, afirmou.

Nagamine concorda. “Nosso contrato tem renovação no final do ano e até lá ainda temos pontos importantes, como a temporada de furacões nos EUA, bem como a vulnerabilidade que temos vistos com o aumento dos eventos climáticos como do Sul. Mas tudo transcorrendo dentro do normal, nossa expectativa é otimista diante do crescimento da companhia. O grupo tem a ambição de se posicionar como líder do mercado corporativo no Brasil, seguindo os passos da matriz mundialmente. Temos novos negócios e há apetite por parte dos resseguradores, acostumados a lidar com eventos catastróficos esporádicos”. 

No entanto, quando a conversa é com os corretores de seguros e de resseguros, é preciso estar com uma caixa de lenços para secar as lágrimas. Afinal, com a tragédia do Sul, era este o cenário mais esperado: taxas elevadas e pouca capacidade para o Brasil, mesmo com o excesso de capital disponível no mundo. Importante lembrar que em 2022 as resseguradoras amargaram grandes perdas na carteira agrícola no país e restringiram a oferta e elevaram os preços.

No balanço mundial do primeiro semestre deste ano divulgado hoje, há menção a isso. Os preços para cobertura de resseguros aumentaram consideravelmente em alguns mercados, incluindo a América Latina e a Austrália. É uma reação comum quando há uma tragédia, mas eles esperam que a concorrência ajude a “soltar o freio de mão das resseguradoras para a cobertura de alagamento”.

Apesar de os corretores ganharem mais quando há aumento de preços, uma vez que a comissão equivale a um percentual do todo, esta volatilidade assusta clientes e reduz as coberturas numa tentativa de baixar o custo do seguro. E esta combinação é perigosa, pois coloca em risco o trabalho do corretor no caso de acontecer um sinistro e o valor não ser suficiente para cobrir as perdas. No Sul, por exemplo, há uma enxurrada de advogados buscando dados para processar o corretor pelas perdas não cobertas dos clientes.

“Tem cliente com agravamento de taxas que chega a triplicar o valor pago no ano anterior”, disse um comercial que pediu anonimato. “As condições de renovação estão difíceis. Temos de acessar diversos mercados para conseguir capacidade e um valor razoável. Afinal as perdas aconteceram no Sul e não podem influenciar todas as regiões com cenário estável de riscos há décadas”, comentou outro corretor. 

O que de certo temos para o tradicional evento de ressegurares na luxuosa cidade de Mônaco é que o ambiente de mercado continua promissor para as resseguradoras no Brasil, mas enfrenta incertezas causadas pela inflação, taxas de juros, pelos potenciais impactos dos riscos geopolíticos, pela desglobalização e por riscos dinâmicos, como as alterações climáticas, inteligência artificial e a cibersegurança. 

Os impactos da inflação e das taxas de juros também preocupam o setor em todo o mundo, mas no Brasil este é um fator de comemoração. “Sim, o ganho financeiro tem nos ajudado no Brasil”, reconhece Matthias Marwege. No geral, a receita de investimentos contribuiu significativamente para a lucratividade do setor de resseguros do Brasil e levou a resultados positivos para 2023. O repasse de prêmios das seguradoras para as resseguradoras alcançou R$ 25,2 bilhões em 2023, um aumento de 8,9% em relação ao ano anterior.

Segundo recente análise divulgada pela AM Best, que coloca o mercado de resseguros em avaliação negativa, as resseguradoras brasileiras registraram resultados finais positivos em 2023, mas isso se deveu principalmente à receita de investimentos. Para que a perspectiva seja revisada para estável, a volatilidade dos resultados técnicos e financeiros do setor precisaria diminuir, juntamente com uma receita técnica positiva.

Austral emite 4 mil apólices no primeiro semestre

Após a implementação da Iniciativa Plug-in, tecnologia que permite a contratação digital do Seguro Garantia Judicial para tickets pequenos e médios, a Austral Seguradora registrou 4.012 emissões no primeiro semestre de 2024. As modalidades mais procuradas são de Depósito Recursal e Judicial Trabalhista, seguidos dos ramos Judicial Tributário e Cível. 

O resultado em seis meses chega próximo à transação digital efetuada em todo o ano passado, quando foram negociadas 5 mil apólices. O número de corretoras conectadas à plataforma também aumentou, ampliando a penetração da Austral Seguradora no mercado de Garantial. Por meio do Portal Austral de API (Application Programming Interface), focado em automação e otimização de processos, os corretores conseguem mais eficiência na operação, permitindo desde a cotação do seguro até a emissão da apólice em tempo real. 

Referência em grandes riscos corporativos, a Companhia fechou 2023 com crescimento de 30%, no comparativo com 2022, com número recorde em prêmios de Garantia, totalizando aproximadamente R$ 240 milhões. A seguradora passou a ocupar a 4ª posição no ranking de 35 empresas.

“Atualmente cerca de 40% do volume de documentos emitidos já é conduzido através de nossas plataformas digitais, demonstrando um ganho de eficiência operacional significativo. Já para 2024, a estimativa de crescimento é de 100% no volume de documentos emitidos via plataforma, no comparativo ano a ano”, comenta Roberto Teixeira, gerente Comercial de Garantia. 

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) estima que o segmento de Garantia vai crescer mais do que o mercado como um todo em 2024, assim como aconteceu no último ano. Esse incremento pode estar atrelado aos investimentos em infraestrutura, descomissionamento de plataformas de petróleo, segundo Roberto.

“As novas legislações, como a nova Lei das Licitações, e a retomada de julgamentos que estavam represados no CARF, além do Marco Legal das Garantias, também contribuíram para este cenário otimista. Até 2026, existe uma estimativa de R$ 1,4 trilhão de investimentos em infraestrutura, por meio de nove eixos que passam por setores como energia e transporte. Isso pode impactar o mercado com um crescimento de 25% ao ano, de acordo com os nossos estudos”, finaliza ele.