CNseg analisa semanalmente o cenário das Expectativas Econômicas

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por CNseg

Para navegar com segurança no mercado de seguros, é preciso olhar além do presente e compreender as forças que moldam o futuro da economia. É com esse objetivo que a área de Estudos e Projetos da Confederação Nacional das Seguradoras disponibiliza, sempre às segundas-feiras à tarde, um combo essencial de análise e informação: o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas e o relatório complementar DADOS das Expectativas Econômicas.


A consistência técnica desse trabalho foi recentemente reconhecida pelo próprio Banco Central do Brasil: a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) alcançou a 4ª posição no ranking Top 5 de Curto Prazo Anual (2025) do Boletim Focus, divulgado em janeiro de 2026. O resultado reforça a qualidade e a acurácia das estimativas produzidas pela entidade em um ambiente de elevada complexidade econômica, no qual projeções confiáveis são um diferencial relevante para a correta leitura do cenário e a tomada de decisão.


O boletim funciona como uma bússola para o setor. Ele traduz o fluxo constante de indicadores macroeconômicos, como as variações da inflação (IPCA e IGP-M), as oscilações do câmbio e as projeções da taxa Selic, em um panorama estratégico e de fácil leitura. O foco é monitorar as expectativas do mercado financeiro e antecipar como essas tendências podem impactar o ambiente de negócios e o planejamento das seguradoras no Brasil.


Destaques da 394ª Edição

Na edição mais recente, de número 394, publicado em 9 de feveerero, o boletim destaca a nova redução nas medianas de inflação captadas pelo Relatório Focus, acompanhada de revisões no setor externo e de ajustes marginais nos indicadores fiscais 


A ata do Copom reforça que, apesar do avanço da desinflação, o Banco Central mantém postura vigilante, uma vez que as expectativas seguem acima da meta nos horizontes relevantes. Embora o arrefecimento da inflação cheia e das medidas subjacentes seja favorecido por câmbio mais apreciado e commodities em ambiente mais benigno, persiste a pressão da inflação de serviços, sustentada por mercado de trabalho ainda dinâmico. Nesse contexto, a sinalização de corte de juros na próxima reunião indica elevada probabilidade de início do ciclo de flexibilização, ainda que sob condução cautelosa e condicionada à consolidação do cenário.


No campo da atividade, a produção industrial recuou 1,2% em dezembro, com queda mais intensa na indústria de transformação e desempenho positivo da extrativa, consolidando trajetória mais fraca ao fim de 2025 e carrego estatístico negativo para 2026 


As projeções para o IPCA de 2026 foram levemente reduzidas, assim como as estimativas para o IGP-M e os preços administrados, enquanto no setor externo houve revisão marginal do déficit em conta corrente e do saldo da balança comercial, em cenário de fluxo cambial positivo sustentado sobretudo por capitais de curto prazo. Do ponto de vista fiscal, observou-se pequena melhora na projeção do resultado primário e da dívida bruta em 2026, mas piora da estimativa para o resultado nominal em 2027, em meio à aprovação de novos gastos permanentes.


Suporte Técnico e Tomada de Decisão

Para aqueles que precisam de uma imersão técnica ainda mais profunda, a CNseg oferece simultaneamente o arquivo de DADOS das Expectativas Econômicas. Este documento reúne as séries históricas e as tabelas detalhadas que fundamentam as análises, permitindo que especialistas e analistas manipulem as informações e cruzem variáveis com precisão.


Este conjunto de publicações é pensado para quem toma decisões. Executivos, gestores de risco e economistas encontram nesses materiais ferramentas poderosas para identificar oportunidades e se preparar para desafios com base em dados técnicos e confiáveis. Ao oferecer uma visão clara sobre o que o mercado espera para o PIB e para o cenário fiscal, a CNseg garante que seus associados e o público interessado tenham em mãos a inteligência necessária para transformar a incerteza do mercado em estratégia de crescimento.


Acompanhar semanalmente esse conjunto de informações é a melhor maneira de estar alinhado às movimentações que impactam o mercado de seguros no Brasil. Acesse o portal da CNseg todas as segundas-feiras à tarde e utilize as análises e os dados da área de Estudos e Projetos para embasar suas decisões e planejar os próximos passos com muito mais segurança e clareza técnica.

FF Seguros entra em quadra com Bia Haddad e reforça presença do setor no esporte de alto rendimento

bia haddad e ff seguros
FF possui os direitos autorais da imagem


A FF Seguros decidiu jogar em alto nível. A companhia anunciou patrocínio à tenista Bia Haddad Maia, número 1 do Brasil e um dos principais nomes do circuito da WTA – Women’s Tennis Association. A parceria coloca a seguradora ao lado de uma atleta que construiu a carreira ponto a ponto, com disciplina, estratégia e capacidade de reação — atributos que também definem o negócio de seguros.

Com quatro títulos de simples — incluindo Nottingham e Birmingham (2022), Seul e o WTA Elite Trophy (2024) — e oito conquistas em duplas, Bia simboliza consistência e visão de longo prazo. A logomarca da FF estará na viseira da atleta nas temporadas de 2026 e 2027, em todos os torneios do circuito mundial.

Bruno Camargo FairFax FF Seguros

“Estamos muito felizes em apoiar uma atleta que inspira milhões de brasileiros dentro e fora das quadras. A Bia é um exemplo de dedicação e superação. Acreditamos que essa parceria vai além do patrocínio esportivo: trata-se de um investimento em representatividade e em sonhos possíveis”, afirma Bruno Camargo, presidente da FF Seguros.

Para Bia, o apoio institucional faz diferença em um esporte que exige planejamento milimétrico. “É muito importante contar com o apoio de empresas que acreditam no tênis brasileiro e no potencial dos nossos atletas. Valorizo muito o caráter e os valores das pessoas que fazem parte da minha equipe. É uma honra representar a FF e fazer parte dessa família.”

Investidores institucionais dentro e fora das quadras

O movimento da FF não é isolado. No mundo e no Brasil, seguradoras figuram entre os mais relevantes investidores institucionais, com carteiras bilionárias que financiam infraestrutura, empresas e projetos de longo prazo. Essa musculatura financeira também se traduz em apoio consistente ao esporte, à cultura e ao entretenimento.

Diversas companhias do setor patrocinam atletas, equipes e grandes eventos, além de associarem suas marcas a espaços culturais e casas de espetáculos em São Paulo — como Bradesco Seguros, Tokio Marine Seguradora, MetLife, Unimede Akad Seguros, entre outras. O setor, que administra reservas técnicas robustas, transforma proteção em fomento à economia criativa e ao esporte de alto rendimento.

No caso de Bia Haddad, o apoio institucional já contou com nomes como Prudential e Latin Re, reforçando como o mercado segurador e ressegurador enxerga no tênis feminino uma vitrine de disciplina, resiliência e excelência.

Soluções sob medida

A FF Seguros atua nos segmentos comercial, industrial, varejo e digital, com soluções personalizadas de transferência de riscos. A companhia integra o grupo canadense Fairfax Financial Holdings Limited, conglomerado global de seguros e resseguros presente em mais de 100 países.

Ao associar sua marca a uma atleta que compete nos maiores palcos do mundo, a FF reforça a mensagem de que, assim como no tênis, o jogo do seguro exige leitura de cenário, preparo técnico e visão estratégica. Em quadra ou no mercado, vence quem sabe administrar risco e transformar pressão em performance.

Resseguro volta ao centro do debate com retomada do Encontro do Rio em 2026

Rafaela barrada lloyds
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Em um momento em que o mercado brasileiro de seguros e resseguros volta ao centro das discussões sobre financiamento de infraestrutura, transição climática e estabilidade macroeconômica, o 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que acontece nos dias 19 e 20 de maio, marca a retomada de um dos principais fóruns estratégicos de transferência de riscos da América Latina. Organizado pela Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), em parceria com a Confederação Nacional das Seguradoras(CNseg), o evento reunirá seguradoras, resseguradoras, reguladores, investidores e formuladores de políticas públicas para debater o papel do resseguro na agenda de desenvolvimento do país.

A programação prevê painéis sobre riscos climáticos e eventos extremos, instrumentos alternativos de transferência de risco — como cat bonds —, ambiente regulatório, cenário geopolítico e perspectivas de capital internacional para o Brasil. Em um contexto de ano eleitoral, incertezas fiscais e expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura, o encontro se propõe a discutir como um mercado de resseguros capitalizado, tecnicamente disciplinado e integrado ao mercado global pode ampliar a previsibilidade, fortalecer a resiliência e sustentar a expansão da proteção securitária no país.

“O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.Rafaela Barreda, presidente da Fenaber e também do Lloyd’s of London no Brasil”, disse com exclusividade ao Sonho Seguros. Leia os principais trechos da entrevista.

O Encontro de Resseguro do Rio volta em 2026 após um período de pausa. O que motivou esse retorno agora — e por que este é o momento ideal para recolocar o resseguro no centro da agenda nacional?

Como Fenaber, entendemos que a retomada do Encontro em 2026 responde a uma demanda concreta do mercado por um fórum técnico de alto nível, capaz de articular seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores em torno dos riscos emergentes e das novas frentes de desenvolvimento do país. O cenário atual, marcado por transformações econômicas, geopolíticas e climáticas, exige coordenação institucional e previsibilidade, e o resseguro ocupa posição central nessa agenda ao sustentar a estabilidade do mercado e dar suporte à expansão da proteção securitária no Brasil.

Após um período de pausa, a conjunção de maior sofisticação do mercado local, evolução regulatória e necessidade de financiamento de longo prazo para infraestrutura e transição climática torna este o momento adequado para recolocar o resseguro no centro do debate nacional. O 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, organizado em parceria com a CNseg, retoma sua vocação de principal fórum estratégico de transferência de riscos na América Latina e reforça o compromisso institucional da Fenaber com o desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro de resseguros.

O evento acontece em um ano eleitoral, com incertezas sobre o cenário fiscal e, ao mesmo tempo, grande expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura. Na sua visão, qual é o papel do resseguro para destravar esses projetos e dar previsibilidade ao país?

O resseguro é um pilar de viabilização de projetos estruturantes, pois permite alocar, diversificar e precificar adequadamente riscos de longo prazo em segmentos como transportes, energia, saneamento e concessões em geral. Ao transferir parte relevante desses riscos para um mercado global capitalizado e com ampla capacidade, o resseguro contribui para melhorar a percepção de risco, apoiar a estruturação de garantias e criar condições mais favoráveis para financiamento privado e emissão de títulos.

Em um ano eleitoral, com natural incerteza fiscal e macroeconômica, a presença de um mercado de resseguros robusto, bem regulado e tecnicamente preparado ajuda a reduzir volatilidade e a dar previsibilidade aos investidores, tanto domésticos quanto estrangeiros. O Encontro será uma oportunidade para aprofundar o diálogo entre setor segurador e ressegurador, formuladores de políticas públicas e instituições financeiras, com foco em mecanismos concretos para destravar investimentos e ampliar a segurança jurídica e contratual dos projetos.

Relatórios recentes mostram um mercado global de resseguro capitalizado, rentável e com forte capacidade para absorver riscos — inclusive com o avanço dos instrumentos alternativos, como cat bonds. O que o Brasil pode esperar desse apetite internacional? O país está preparado para atrair mais capacidade e inovação?

O mercado global de resseguro atravessa um ciclo de capitalização e disciplina técnica que se reflete em forte capacidade para absorção de riscos e no desenvolvimento de instrumentos alternativos de transferência, como os títulos de catástrofe e outras estruturas vinculadas a mercado de capitais. Para o Brasil, isso se traduz em oportunidade de acessar mais capacidade, diversificar fontes de proteção e incorporar soluções inovadoras para riscos climáticos, de infraestrutura e de grandes volumes de carteira.

O país dispõe hoje de um marco regulatório de resseguros consolidado, com presença de resseguradores locais, admitidos e eventuais representados institucionalmente pela Fenaber, o que reforça a segurança e a previsibilidade para o capital internacional. Estamos preparados para atrair mais capacidade, desde que avancemos na melhoria de dados, na transparência de informações e na estabilidade regulatória, e o Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro será uma plataforma para aproximar ainda mais o mercado brasileiro dos grandes players globais e de investidores institucionais interessados em riscos estruturados.

As mudanças climáticas estão pressionando o mercado segurador mundial. Quais devem ser os principais debates desta edição sobre riscos climáticos, eventos extremos e soluções para aumentar a resiliência da sociedade brasileira?

As mudanças climáticas já impactam diretamente a frequência e a severidade de eventos extremos, com repercussões importantes na sinistralidade e na precificação de riscos em diversas linhas de negócios. Nesta edição, queremos promover um debate qualificado sobre modelagem de riscos climáticos, uso de dados e tecnologia, soluções paramétricas e mecanismos de financiamento resiliente capazes de apoiar tanto o setor privado quanto o poder público na gestão desses eventos.

Também será central a discussão sobre como o mercado de seguros e resseguros pode contribuir para políticas de adaptação e mitigação, incentivando práticas mais resilientes em infraestrutura urbana, agronegócio e cadeias produtivas críticas. 

A Fenaber tem atuado em parceria com a CNseg na estruturação do evento e na busca de novos patrocinadores. Que mensagem vocês querem transmitir ao mercado? Como o Encontro de Resseguro pretende se consolidar novamente como um fórum essencial para seguradoras, resseguradoras, reguladores e investidores?

A mensagem que desejamos transmitir é de coordenação institucional e visão de longo prazo: Fenaber e CNseg, ao unirem esforços na realização do 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, reafirmam o compromisso com um mercado mais sólido, transparente e orientado às melhores práticas internacionais. A busca ativa de patrocinadores e parceiros estratégicos demonstra a confiança no potencial do evento de gerar conteúdo técnico relevante, networking qualificado e oportunidades concretas de negócios.

Nosso objetivo é consolidar o Encontro, novamente, como o principal fórum da América Latina dedicado à transferência de riscos, reunindo seguradoras, resseguradoras, corretores, reguladores, investidores, grandes segurados e empresas dos setores econômicos brasileiros em um ambiente propício a discussões de alto nível e à construção de agendas comuns. Ao oferecer um programa focado em temas regulatórios, geopolíticos, climáticos e de inovação, o evento contribui para fortalecer a resiliência do mercado brasileiro de seguros e resseguros e para posicionar o Brasil como polo relevante no cenário internacional de gestão de riscos.

Insurtechs aceleram captação e somam US$ 5,08 bilhões em 2025

O financiamento global para insurtechs no quarto trimestre saltou 66,8% em relação ao terceiro trimestre, alcançando US$ 1,68 bilhão — o maior volume trimestral desde os US$ 2,35 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2022, segundo relatório divulgado na quinta-feira.

No acumulado de 2025, os aportes cresceram 19,5% em comparação a 2024, somando US$ 5,08 bilhões, de acordo com o estudo da Gallagher Re, braço de resseguros da corretora Arthur J. Gallagher & Co.

O número de negócios no quarto trimestre avançou 34,2% frente ao trimestre anterior, chegando a 102 operações, enquanto o tíquete médio subiu 20%, para US$ 18,8 milhões. Do total de transações, 77 foram no segmento de property/casualty (danos) e 25 em vida e saúde.

Os Estados Unidos voltaram a liderar os aportes no quarto trimestre, respondendo por 51% do total, seguidos pelo Reino Unido, com 8%, e pela Índia, com 6%. A distribuição está em linha com a média histórica: entre 2012 e 2025, os EUA concentraram 50% do financiamento no quarto trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 5%.

No consolidado do ano, o volume foi impulsionado pelo forte aumento das chamadas mega-rodadas — captações de US$ 100 milhões ou mais — que passaram de seis em 2024 para 11 em 2025. O financiamento anual também contou com maior participação de resseguradoras, que realizaram 162 operações em 2025, o maior patamar já registrado em um único ano.

Segundo o relatório, o interesse em inteligência artificial vem alimentando uma espécie de renascimento das insurtechs, em um contexto em que mais de US$ 1 trilhão já foi investido em data centers e outras infraestruturas de tecnologia.

“Não parece haver falta de otimismo em relação ao poder da IA”, afirma o documento.

Mitsui Sumitomo Seguros Lança canal de suporte para corretores

por Mitsui

A Mitsui Sumitomo Seguros (MSIG) anuncia o lançamento da MITI.AI, um novo canal de atendimento baseado em Inteligência Artificial, desenvolvido para apoiar corretores nas demandas operacionais do dia a dia. A ferramenta está disponível a partir de hoje no Portal do Corretor.

A MITI.AI foi criada para oferecer respostas rápidas, objetivas e padronizadas, atuando como o primeiro ponto de contato para solicitações frequentes. Por meio da solução, os corretores podem esclarecer dúvidas sobre produtos, enquadramento de atividades, emissão de segunda via de documentos e boletos, além de obter orientações iniciais sobre sinistros — tudo em um único canal digital. Sempre que necessário, o atendimento é direcionado para equipes especialistas.

“A MITI.AI representa um avanço importante na nossa estratégia de transformação digital aplicada ao relacionamento com corretores”, afirma Clayton Izzo Palandrani, Diretor de Transformação Digital & Inovação da Mitsui Sumitomo Seguros. “Nosso foco é agilizar o acesso à informação e simplificar processos, garantindo que o corretor tenha respostas imediatas e possa conduzir seus negócios com mais eficiência.”

Com a nova ferramenta, a MSIG busca reduzir a necessidade de trocas excessivas de e-mails e ligações, tornando a comunicação mais fluida e eficiente, ao mesmo tempo em que fortalece a parceria com sua rede de corretores.

“Com a MITI.AI, ampliamos nossa capacidade de estar presentes no dia a dia do corretor, oferecendo suporte em tempo real e com mais qualidade”, afirma Carlos Eduardo Silvestre, Diretor de Gestão de Negócios & Relacionamento da Mitsui Sumitomo Seguros. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a excelência no atendimento e com a evolução contínua da experiência dos nossos parceiros.”

A iniciativa reforça a visão da MSIG de utilizar a tecnologia como meio para elevar o padrão de serviço oferecido aos corretores, combinando automação com proximidade e especialização no atendimento.

“A MITI.AI não substitui o atendimento humano — ela o qualifica”, destaca Luis Nagamine, Diretor Geral da Mitsui Sumitomo Seguros. “Ao absorver as demandas operacionais do dia a dia pela MITI.AI, conseguimos oferecer aos corretores um atendimento humano mais profundo, técnico e resolutivo, exatamente onde nosso time faz mais diferença.”

Seguradoras devolvem R$ 243,8 bilhões à sociedade em 2025

dyogo oliveira cnseg

Mesmo em um cenário econômico ainda marcado por incertezas e com pressões concentradas na Previdência Aberta, o setor segurador brasileiro reforçou, até novembro de 2025, seu papel como uma das principais redes de proteção financeira do país. No acumulado do ano, o mercado devolveu R$ 243,8 bilhões à sociedade em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, volume 9,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
 

Apenas no mês de novembro, os pagamentos somaram R$ 21,1 bilhões, crescimento de 7% na comparação anual. O desempenho evidencia a capacidade do setor de mitigar perdas, preservar renda e dar suporte à continuidade das atividades econômicas de famílias e empresas, mesmo em um ambiente de maior volatilidade.
 

No campo da arrecadação, os números refletem dinâmicas distintas entre os segmentos. Até novembro, o setor segurador, desconsiderando a Saúde Suplementar, arrecadou R$ 376,2 bilhões, queda de 4,7% em relação ao ano anterior. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explica que “o recuo não deriva de uma retração generalizada da demanda por produtos de seguros, mas está fortemente concentrado em um segmento específico: os planos de Previdência Aberta”.
 

As contribuições da Previdência, no período analisado, recuaram 19,7%, enquanto os resgates e benefícios pagos avançaram 14,9%, reduzindo a captação líquida para R$ 4,7 bilhões, queda de 91,5% frente ao ano anterior. Em novembro, pelo quarto mês consecutivo, o saldo foi negativo, em R$ 2,5 bilhões, ante o saldo positivo de R$ 7,0 bilhões no mesmo mês de 2024.
 

“O movimento está associado à incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes superiores a R$ 300 mil em uma mesma entidade, nos planos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)”, explicou Oliveira.
 

Os demais segmentos mantiveram trajetória de crescimento, reforçando a resiliência da atividade. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 6,7%, alcançando R$ 130,4 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior busca por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 71,9 bilhões. A Capitalização também apresentou desempenho positivo, com R$ 31,3 bilhões acumulados, alta de 7,7% em relação a 2024.
 

No entanto, como explica o executivo da entidade, o conjunto de resultados demonstra a solidez do mercado segurador. “Mesmo em um ambiente econômico desafiador, com pressões concentradas em um segmento específico, o setor segue operando como uma rede sólida de proteção financeira, capaz de recompor perdas, sustentar a renda e contribuir para a estabilidade das famílias, das empresas e da economia brasileira”, conclui.

Zurich reforça atuação no Rio Open 2026 com ativações imersivas e ampla presença de marca no RJ

Patrocinadora do Rio Open pelo segundo ano consecutivo, a Zurich Seguros prepara uma série de ativações durante a edição de 2026 do torneio, reforçando o tênis como um território estratégico de sua marca e aprofundando a conexão com o público por meio de experiências, conteúdo e forte presença urbana na cidade do Rio de Janeiro. 

O Rio Open 2026 acontece entre os dias 14 e 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, e contará com um line-up de destaque no circuito mundial. O torneio terá nomes como Matteo Berrettini, ex-número seis do mundo e finalista de Wimbledon, e o brasileiro João Fonseca, um dos talentos confirmados para esta edição. 

Em ocasião do evento, a Zurich prepara a maior ação de marca já realizada pela companhia na cidade do Rio de Janeiro. Aproveitando a coincidência entre o Rio Open e o período do carnaval, a seguradora terá uma ampla estratégia de mídia, incluindo mídia OOH em aeroportos, envelopamento de VLT e metrô e ações em rádios e com influenciadores, reforçando sua presença em um momento de alta circulação de pessoas. 

“A combinação entre o Rio Open e o carnaval cria uma oportunidade única para ampliarmos nossa visibilidade e reforçarmos o posicionamento da Nova Geração de Seguros. É uma estratégia baseada em consistência, planejamento e oportunidade de mercado, conectando nossa marca ao esporte e às soluções que oferecemos para o dia a dia das pessoas”, explica Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros. 

Para o público do evento, a companhia levará ativações pensadas para traduzir os valores do esporte e o posicionamento da companhia. Entre as ações previstas estão ativações fotográficas e desafios de tênis, com brindes para os visitantes. Inspiradas no ambiente da quadra, essas experiências colocam o público na perspectiva do jogador, reforçando conceitos como preparo, constância e superação, atributos que dialogam tanto com o tênis quanto com a visão da seguradora sobre construir um futuro melhor. 

“O patrocínio pelo segundo ano consecutivo consolida o tênis como um território da nossa marca, conectado aos valores do esporte e ao nosso compromisso social. Durante o Rio Open, vamos trabalhar o mote ‘Orgulho em apoiar o Rio Open e as Novas Jogadas’, unindo o presente do torneio ao futuro que queremos ajudar a construir”, afirma Lucía. 

O compromisso social da Zurich também estará presente nas ações do evento. Em parceria com o Instituto Próxima Geração, a companhia promove novamente o Kids Day do Rio Open, levando jovens atletas de Belo Horizonte para vivenciarem o torneio e participarem de atividades na quadra principal com orientadores da ATP.  

O apoio ao esporte faz parte da estratégia de marca da Zurich no Brasil e se estende a diferentes modalidades. Além do tênis, a seguradora é a primeira patrocinadora oficial da Confederação Brasileira de Futebol Americano e das seleções brasileiras, apoiando o flag football em sua trajetória rumo aos Jogos Olímpicos de 2028. A companhia também investe em jovens talentos, como Agatha e Tabatha Carvalho, as Irmãs do Tênis, e o skatista Zion, e mantém parcerias com projetos sociais voltados à democratização do acesso ao esporte. 

No campo de conteúdo, a Zurich também patrocina o podcast New Balls Please!, apresentado por Fernando Meligeni e Fernando Nardini, ampliando sua presença no diálogo com fãs e praticantes da modalidade. 

Ao combinar experiências presenciais no torneio com uma presença urbana robusta e ações de impacto social, a Zurich reforça seu posicionamento de longo prazo no esporte, associando sua marca a valores como inclusão, responsabilidade social e investimento no futuro. O Rio Open 2026 é mais um capítulo dessa estratégia, que busca ir além da visibilidade e construir vínculos consistentes com a sociedade. 

Lucro do Talanx Group cresce 25% e atinge recorde em 2025

O Talanx Group, controlador do grupo HDI no Brasil, encerrou o exercício de 2025 com lucro líquido recorde de 2,48 bilhões de euros, alta de 25% em relação ao ano anterior, segundo números preliminares e não auditados. O desempenho foi impulsionado pela forte operação do grupo e por uma experiência de sinistros mais favorável no segundo semestre, com contribuições equilibradas das áreas de seguros primários e resseguros.

A receita de seguros, ajustada pelos efeitos cambiais, cresceu 5%, alcançando 49,0 bilhões de euros. Considerando os números em euros correntes, o avanço foi de 2% frente a 2024. A rentabilidade também avançou, com retorno sobre o patrimônio (ROE) estimado em 19,7%, acima dos 17,9% registrados no ano anterior.

A companhia informou que a proposta de dividendos referente a 2025 será anunciada na conferência anual de resultados, marcada para 18 de março de 2026, quando serão divulgadas as demonstrações financeiras auditadas. Em linha com a política de dividendos de longo prazo, a administração pretende propor um valor superior ao distribuído em 2024, de 2,70 euros por ação, refletindo o desempenho robusto do exercício.

Para 2026, o Talanx confirmou a meta de lucro líquido em torno de 2,7 bilhões de euros, projeção elevada em novembro de 2025. Com isso, o grupo afirma estar confiante em atingir — e potencialmente superar — a previsão de resultados para 2027, de mais de 2,5 bilhões de euros, um ano antes do planejado.

BB Seguridade lucra R$ 9,1 bilhões em 2025

Delano Valentim de Andrade

A BB Seguridade anuncia ao mercado o maior lucro líquido gerencial recorrente de sua história, que alcançou R$ 9,1 bilhões em 2025. O valor representa uma expansão de 11,4% em relação ao ano anterior. Apenas no quarto trimestre do ano, o lucro líquido foi de R$ 2,3 bilhões, com alta de 5,1% quando comparado ao quarto trimestre de 2024.

O resultado operacional combinado das empresas do grupo alcançou a marca de R$ 7,0 bilhões em 2025, um crescimento anual de 2,1%, com a sinistralidade de seguros no menor patamar da companhia, o que evidencia a robustez do modelo de subscrição de risco. O crescimento do resultado financeiro somado das empresas evoluiu 61,3% em relação a 2024, favorecido pelo aumento do saldo médio de ativos e redução do custo do
passivo em previdência.

A alta capacidade de geração de caixa da Companhia permitiu a distribuição de R$ 8,7 bilhões de dividendos, um crescimento de 5,4% no volume destinado para remuneração aos nossos acionistas, representando cerca de 96% do lucro gerencial recorrente.

Delano Valentim de Andrade, presidente da BB Seguridade, afirma que “Em 2025, tivemos um resultado maravilhoso na última linha, mesmo em um ambiente que ao longo do ano se mostrou mais desafiador para o desempenho comercial. Com um resultado financeiro robusto, destinamos valores expressivos para remuneração aos nossos acionistas via dividendos. Em 2026, seguiremos trabalhando incansavelmente para oferecer a melhor experiência aos nossos clientes, com uma gestão cada vez mais integrada, que os coloque no centro das nossas decisões. Com isso, buscaremos habilitar ganhos de eficiência que expandam nossa capacidade de geração de valor e construção de resultados cada vez mais sustentáveis.”

Confira os destaques por companhia:

– Brasilseg: Em 2025, o lucro líquido gerencial recorrente subiu 12,0%, diante do crescimento de 40,1% do resultado financeiro e da expansão de 5,7% do resultado operacional não decorrente de juros. O resultado financeiro foi favorecido pela alta da taxa Selic, enquanto a elevação do resultado operacional veio do crescimento de prêmios ganhos retidos (+7,2%), com redução da sinistralidade (-1,1 p.p.).

– Brasilprev: No ano, o lucro líquido gerencial recorrente cresceu 23,4%, com melhora do resultado financeiro, favorecido principalmente pela marcação a mercado positiva dos ativos financeiros para negociação (+R$39,8 milhões em 2025 vs. -R$439,5 milhões em 2024) e pela redução na taxa média de atualização dos passivos onerosos, em linha com a redução do IGP-M.

– Brasilcap: Em 2025, o lucro líquido também seguiu em alta em relação ao ano anterior, com expansão de 13,3% (R$318,2 milhões), performance que reflete o aumento de 0,2 p.p. na margem financeira e expansão no volume de ativos rentáveis. A arrecadação com títulos de capitalização teve crescimento de 1,2% no ano, influenciada pela expansão da base de títulos de pagamento mensal, que levou a uma maior recorrência no ano.

– BB Corretora: O lucro líquido da BB Corretora cresceu 6,9% em 2025, impulsionado pelo incremento das receitas de corretagem (+2,5%), com destaque para o maior reconhecimento de receitas diferidas de seguros, e expansão do resultado financeiro (+47,6%), com alta da taxa média de retorno e aumento no volume de
aplicações.

FenaSaúde completa 19 anos e destaca papel da saúde suplementar na sustentabilidade do sistema de saúde

Ao completar 19 anos de atuação, em 2026, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) destaca sua trajetória e a relevância assistencial e econômica do setor em um momento decisivo para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.

Atualmente, os planos de saúde atendem mais de 53 milhões de brasileiros, representam aproximadamente 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e geram cerca de 5 milhões de empregos. O setor responde ainda por 80% da receita dos principais hospitais e laboratórios privados, financiando a infraestrutura, inclusive de alta complexidade, que também serve de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a FenaSaúde, a saúde suplementar tem um papel essencial no desenvolvimento social e econômico do país. “Ao financiar grande parte da rede de alta complexidade e contribuir para reduzir a pressão sobre o sistema público, o setor privado cumpre uma função social e garante acesso a milhões de brasileiros a uma saúde de qualidade”, afirma Bruno Sobral, Diretor-Executivo da entidade.

Judicialização e fraudes estão entre os principais desafios

Entre os principais desafios enfrentados pelo setor estão a judicialização, que acumulou R$ 18 bilhões em despesas desde 2019, e as fraudes e desperdícios, cuja estimativa do IESS impactam entre R$ 30 bilhões e R$ 34 bilhões por ano dos recursos da saúde suplementar.

Segundo o diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral, o modelo de planos de saúde é baseado no mutualismo. “Trata-se de um pacto intergeracional, no qual os mais jovens apoiam os mais idosos e os saudáveis apoiam os doentes. Para que o sistema continue existindo para as futuras gerações, é fundamental um compromisso coletivo. Combater fraudes e garantir segurança jurídica é proteger o beneficiário que cumpre as regras”, destaca.

Agenda propositiva para 2026
 

Com foco no futuro, a FenaSaúde defende uma agenda de medidas estruturantes para ampliar o acesso e aumentar a eficiência do sistema de saúde. Entre as prioridades estão a interoperabilidade de dados entre os sistemas público e privado, com a adoção de um prontuário eletrônico único; a integração do processo de avaliação de tecnologias e a criação de uma agência única de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS); a modernização das regras para estimular novos modelos de planos e maior concorrência; e o fortalecimento das agências reguladoras, como ANS e Anvisa.

No ano em que completa 19 anos, a FenaSaúde reafirma a defesa de uma regulação baseada em evidências, capaz de responder às demandas de saúde e o envelhecimento da população e de garantir a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro.