Congresso Minha Vida Protegida debate sobre proteção financeira, planejamento patrimonial e papel consultivo do corretor

por Thais Ruco

A primeira edição do Congresso Minha Vida Protegida foi aberta nesta sexta-feira, 6 de março, em São Paulo, reunindo mais de 500 profissionais do mercado de seguros, planejamento financeiro e proteção patrimonial no Espaço Center 3, na Avenida Paulista. Com dois dias de programação técnica, o encontro tem como objetivo fortalecer a capacitação de corretores de seguros de vida e ampliar o debate sobre o papel da proteção financeira no planejamento das famílias brasileiras. 

A abertura foi conduzida pelo idealizador do movimento que recentemente se transformou em Instituto Minha Vida Protegida, o corretor de seguros Rogério Araújo, que apresentou uma reflexão sobre o papel social do seguro de vida no país. Em sua fala, ele destacou que a proteção financeira precisa ser compreendida como parte fundamental da organização familiar e da gestão patrimonial.

“O seguro de vida tem um papel de transformação social no nosso país. Ele protege sonhos, projetos e ajuda a trazer estabilidade financeira para as famílias”, afirmou. Rogério Araújo também chamou atenção para a fragilidade financeira de grande parte da população brasileira. Segundo ele, muitas famílias dependem da renda de apenas um ou dois provedores e não possuem reserva financeira estruturada, o que amplia o impacto de eventos inesperados.

Um dos momentos mais emocionantes da abertura ocorreu quando o organizador apresentou ao público a história de Marlene, uma diarista de Santa Catarina que cria sozinha o filho autista Rafael. O relato de Marlene, que veio com o filho ao evento, foi utilizado para ilustrar como a ausência de planejamento financeiro pode afetar profundamente a vida das famílias brasileiras. Ao final da apresentação, o movimento anunciou a entrega de uma apólice de seguro de vida para proteger a família, gesto que gerou forte comoção entre os participantes.

Para Rogério Araújo, a iniciativa simboliza o propósito do movimento. “Enquanto existirem famílias preocupadas com o futuro dos filhos e sem acesso à proteção financeira, nós precisamos trabalhar”, declarou.

Seguro de vida como estratégia de planejamento

A programação técnica teve continuidade com a palestra de Daniele Coelho e Regiane Alves, que abordaram o seguro de vida como instrumento estratégico dentro do planejamento financeiro. As especialistas defenderam que a proteção deve ser vista como parte central da estrutura financeira das famílias.

“Não existe planejamento financeiro sem seguro de vida. Ele não é apenas um produto, é uma estratégia”, afirmou Daniele Coelho. Regiane Alves destacou que o maior risco financeiro para qualquer família é a interrupção da renda. “Pouco importa a alocação dos investimentos se a pessoa não consegue mais gerar receita. O que sustenta todo o planejamento é a renda”, explicou.

Coberturas em vida e impacto das doenças graves

Na sequência, o especialista Elizeu Dias trouxe para o debate o tema das coberturas em vida, ressaltando que a proteção financeira não se limita à cobertura por morte. Ele destacou o impacto econômico que doenças graves podem provocar na vida das famílias. “A toxicidade financeira é real. Quem enfrenta uma doença grave muitas vezes precisa parar de trabalhar e passa a enfrentar despesas que não estavam previstas”, afirmou.

Durante a palestra, o especialista apresentou casos reais e convidou o profissional Anderson Mathias para relatar a experiência vivida por sua família após o diagnóstico de câncer de sua mãe, reforçando o impacto financeiro que uma doença pode gerar mesmo em famílias estruturadas.

Proteção para famílias atípicas

O debate avançou para um tema sensível com a palestra do especialista Luiz Ricardo, que abordou o seguro de vida no contexto das chamadas famílias atípicas, aquelas que convivem com dependentes que necessitam de cuidados permanentes.

Compartilhando a história de sua filha Ananda, diagnosticada com epilepsia grave e transtorno do espectro autista, o especialista destacou a necessidade de planejamento financeiro estruturado para garantir o cuidado no longo prazo. “Minha filha não terá autonomia financeira. Ela dependerá de mim e da mãe dela por toda a vida. Então a pergunta que eu faço é: como ficará a vida dela quando nós não estivermos mais aqui?”, afirmou.

Segundo ele, nesses casos o seguro de vida e a previdência privada tornam-se instrumentos fundamentais para assegurar continuidade de cuidados e estabilidade financeira.

Dimensionamento correto das coberturas

A importância de calcular adequadamente as necessidades de proteção foi tema da palestra de Mateus Nicolau. O especialista apresentou uma metodologia baseada em análise de risco e impacto financeiro para ajudar corretores a dimensionar corretamente as coberturas. “Seguro não protege carro, não protege celular e nem protege a vida. Seguro protege fluxo de caixa”, afirmou.

Segundo Nicolau, o papel do corretor é ajudar o cliente a compreender o tamanho do risco e decidir quanto deseja transferir para a seguradora.

Desenvolvimento profissional no mercado de seguros

A construção de carreiras de alto desempenho no mercado de seguros foi abordada por Felipe Sousa, que apresentou metodologias utilizadas pela MDRT (Million Dollar Round Table), uma das principais associações internacionais do setor.

“A MDRT reúne profissionais de excelência em cerca de 200 países. Apenas uma pequena parcela do mercado consegue atingir esse nível”, explicou o Zone Chair da MDRT na América Latina.

Para Felipe Sousa, disciplina, prospecção estruturada e relacionamento genuíno com clientes são fatores decisivos para o crescimento profissional. “O produto que nós trabalhamos fala sobre amor. Quando entendemos isso, prospectar deixa de ser um ato de venda e passa a ser um ato de cuidado”, afirmou.

Potencial de crescimento do seguro de pessoas

O presidente da Fenaprevi, Edson Franco, analisou o cenário do mercado brasileiro e destacou o grande potencial de crescimento do seguro de pessoas no país. “O Brasil é uma das maiores economias do mundo, mas quando olhamos a penetração do seguro de pessoas no PIB estamos muito abaixo do potencial que poderíamos alcançar”, afirmou.

Segundo ele, a principal barreira para o crescimento do setor ainda é a falta de informação e orientação adequada para os consumidores. “Muitas pessoas dizem que já pensaram em ter seguro de vida, mas não sabem como fazer ou nunca receberam uma orientação adequada”, destacou.

Planejamento sucessório e liquidez financeira

O papel do seguro de vida na sucessão empresarial foi tema da palestra de Tiago Melo, que destacou a importância da liquidez em processos sucessórios. “Você pode ter o melhor advogado do mundo ou o melhor contador, mas quem entrega o cheque somos nós”, afirmou.

Segundo o especialista, a apólice pode garantir recursos imediatos para reorganizar empresas familiares e evitar a venda de ativos em momentos de crise.

O tema foi aprofundado em uma mesa de debates com a especialista Fernanda Onófrio, que discutiu a relação entre seguro de vida, inventário e holdings familiares. “O planejamento sucessório exige integração entre áreas jurídicas, contábeis e financeiras. O seguro de vida precisa fazer parte dessa conversa”, explicou.

Consórcios e alavancagem patrimonial

Encerrando a programação do primeiro dia, os especialistas Amândio Martins e Emerson Soares apresentaram o consórcio como instrumento de aquisição e alavancagem patrimonial. “O consórcio é uma compra compartilhada. Pessoas se unem para adquirir bens sem pagar juros bancários e com disciplina financeira”, afirmou Amândio Martins.

Emerson Soares destacou que o produto pode funcionar como ferramenta de planejamento patrimonial quando utilizado com estratégia. “Quem perde dinheiro com consórcio geralmente erra no fluxo de caixa. Quando bem utilizado, ele se torna uma poderosa ferramenta de construção patrimonial”, explicou.

Reconhecimento a parceiros do movimento

Durante a programação também houve um momento de reconhecimento institucional a profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do movimento Minha Vida Protegida. Na ocasião, Rogério Araújo realizou a entrega de troféus a Anderson Ojope e Kalebi Fernandes, da Educa Seguros, destacando a parceria desde as primeiras iniciativas do projeto.

Com auditório lotado e forte participação dos profissionais do setor, o primeiro dia do congresso reforçou a importância da proteção financeira e do planejamento patrimonial no Brasil. A programação segue neste sábado com novos painéis sobre previdência, investimentos internacionais, reforma tributária e tecnologia aplicada ao mercado de proteção financeira.

Papel consultivo do corretor

O segundo dia do Congresso Minha Vida Protegida, realizado em São Paulo de 6 a 7 de março, aprofundou o debate sobre o papel do corretor de seguros no planejamento financeiro das famílias brasileiras. A programação reuniu especialistas para discutir temas como previdência pública e privada, planejamento financeiro, investimentos internacionais, reforma tributária, tecnologia e inteligência artificial no mercado de proteção financeira.

Idealizador do movimento e fundador do Instituto Minha Vida Protegida, o corretor de seguros Rogério Araújo reforçou o propósito da iniciativa de ampliar a cultura de proteção financeira no país e fortalecer a atuação consultiva dos profissionais do setor. “O movimento Minha Vida Protegida nasceu para lembrar algo fundamental: o seguro de vida não é apenas um produto financeiro, é uma ferramenta de cuidado com as famílias. Nosso objetivo é formar profissionais cada vez mais preparados para orientar as pessoas em decisões que impactam diretamente o futuro de quem elas amam”, afirmou.

Ao longo das apresentações, os palestrantes destacaram que o futuro da profissão passa por uma atuação cada vez mais consultiva, na qual o corretor deixa de ser apenas um vendedor de produtos e passa a atuar como orientador estratégico na organização financeira dos clientes.

Proteção social, planejamento tributário e previdência complementar 

Abrindo a programação do segundo dia, o painel “O quarteto fantástico: INSS + IRPF + Previdência Privada + Benefícios de Renda”, conduzido por Anderson Mathias e Luciano Tane, apresentou como a integração entre proteção social, planejamento tributário e previdência complementar pode ampliar oportunidades de atuação para corretores de seguros.

Durante a apresentação, Anderson Mathias ressaltou que muitos profissionais ainda analisam o sistema previdenciário de forma superficial, sem compreender seu papel dentro da estrutura de proteção financeira. “Antes de falar mal do INSS, precisamos entender que ele não é opcional, mas uma obrigação legal. Além disso, oferece benefícios importantes, como renda por incapacidade, pensão por morte e auxílio-doença”, afirmou.

Segundo ele, o sistema público deve ser visto como base da proteção financeira, enquanto os produtos privados funcionam como complementos estratégicos no planejamento patrimonial. “O INSS garante o básico da sobrevivência. O restante da proteção e da construção patrimonial pode e deve ser estruturado com os produtos que o mercado oferece”, explicou.

Luciano Tane reforçou que o desconhecimento sobre o funcionamento do sistema previdenciário ainda limita a atuação consultiva dos profissionais do setor. “Quando alguém morre e deixa uma pensão para a família, isso precisa ser considerado como patrimônio. Muitas vezes as pessoas dizem que pagaram o INSS e não acumularam nada, mas esquecem que essa proteção existe”, destacou.

Para ele, a análise da declaração de Imposto de Renda pode se tornar uma poderosa ferramenta de diagnóstico financeiro. “Na declaração de Imposto de Renda está praticamente toda a vida financeira do cliente. Quem aprende a ler esse documento passa a ter uma visão muito mais completa para orientar decisões”, afirmou.

Ao final do painel, os especialistas defenderam que o domínio desses temas amplia significativamente a capacidade consultiva do corretor. “Quando o profissional entende todo esse ecossistema, ele deixa de ser apenas um vendedor de apólices e passa a atuar como um verdadeiro consultor financeiro”, concluiu Tane. 

Planejamento financeiro exige disciplina e visão de longo prazo

Na sequência da programação, o especialista Ricardo Tarantella apresentou a palestra “Planejamento Financeiro – Estratégias combinadas”, destacando a importância de integrar proteção, controle de gastos e investimentos dentro de uma estratégia estruturada de longo prazo.

Logo no início de sua apresentação, ele provocou o público a refletir sobre hábitos financeiros e planejamento. “O brasileiro investe em várias coisas, mas muitas vezes não por conhecimento. A gente precisa aprender a poupar e, principalmente, escolher os produtos financeiros de acordo com os objetivos”, afirmou.

Tarantella utilizou a analogia da construção de um edifício para explicar o funcionamento do planejamento financeiro. “O planejamento financeiro é como a construção de um prédio. Primeiro vem a fundação, que ninguém vê. Essa fundação é a proteção: os seguros e a mitigação de riscos. Sem essa base sólida, todo o restante fica comprometido”, explicou.

Entre as recomendações apresentadas, ele destacou a importância de separar a renda mensal entre despesas essenciais, estilo de vida e construção patrimonial. “Hoje já falamos em guardar cerca de 20% da renda, porque vamos viver muito mais”, afirmou.

O especialista também destacou que o papel do corretor pode ser decisivo na organização financeira das famílias. “O cliente quer alguém em quem confie, que escute suas necessidades e apresente as melhores soluções de forma independente. Nosso papel é ser esse profissional”, afirmou.

Ao concluir a palestra, Tarantella reforçou que o futuro financeiro depende das escolhas feitas no presente. “Seu futuro financeiro não é definido pelo que você tem hoje, mas pelas decisões que escolhe tomar agora.” 

Diversificação internacional amplia estratégias de proteção patrimonial

A internacionalização do patrimônio foi tema da palestra “Investimentos no exterior e diversificação patrimonial”, apresentada por Marcelo Cantieri. Durante sua exposição, o especialista destacou que a diversificação geográfica deixou de ser uma estratégia restrita a grandes fortunas e passou a fazer parte do planejamento financeiro de um número crescente de investidores brasileiros. “Existem estudos que mostram que, se você tiver menos de 20% do seu patrimônio dolarizado, você perde poder de compra. O consumo da classe média alta é, em grande parte, dolarizado”, explicou.

Segundo ele, o Brasil representa menos de 2% do mercado global de capitais, o que evidencia a importância de acessar oportunidades internacionais. “Quem mantém todo o patrimônio no Brasil deixa de ter acesso a 98% das oportunidades de investimento globais”, afirmou.

Cantieri ressaltou que o movimento de internacionalização ocorre independentemente da atuação do consultor financeiro. “O seu cliente vai guardar dinheiro fora do Brasil com ou sem a sua ajuda. A pergunta é se ele fará isso com a orientação de um consultor ou não”, destacou.

Ao final da palestra, o especialista reforçou que a diversificação internacional é uma estratégia de proteção patrimonial de longo prazo. “Não deixe o patrimônio do seu cliente refém de fronteiras. A diversificação internacional é uma ferramenta importante para proteger e preservar riqueza ao longo do tempo.” 

Nova Lei do Seguro amplia responsabilidades e fortalece papel do corretor

As mudanças trazidas pela Lei 15.040/2024, que institui o novo marco legal do contrato de seguros no Brasil, foram analisadas pelo advogado Dr. Landulfo Ferreira Jr., em palestra seguida de painel com a participação da corretora e professora Dagliane Santos.

Segundo Landulfo, a nova legislação representa a atualização mais ampla das normas que regem o contrato de seguro nas últimas décadas. “Hoje nós temos uma lei própria do contrato de seguros, com mais de 130 artigos que tratam de forma inovadora e atualizada das normas que regem esse contrato”, explicou.

Um dos principais pontos destacados foi o reconhecimento formal do papel do corretor dentro da relação contratual. “A lei reconhece a importância do corretor de seguros. Ele deixa de ser apenas um intermediário legalmente autorizado e passa a ser entendido como um verdadeiro consultor técnico na contratação do seguro”, afirmou.

Esse reconhecimento, segundo ele, também amplia a responsabilidade profissional. “A informação não deve ser apenas transmitida ao consumidor. Ela também deve ser compreendida. O corretor precisa explicar coberturas, riscos excluídos e limitações do contrato de forma clara”, destacou.

Dagliane Santos enfatizou que a nova legislação exige maior organização e formalização dos processos dentro das corretoras. “A lei não trata apenas de cláusulas e artigos. Ela trata de posicionamento profissional, responsabilidade e valorização do corretor”, afirmou. O registro formal das orientações prestadas ao cliente passa a ser fundamental. “O WhatsApp serve, o e-mail serve. O importante é guardar as conversas e manter registro das orientações prestadas ao cliente”, explicou Landulfo.

Na avaliação dos especialistas, a nova legislação eleva o nível de profissionalização do setor. “Essa lei aumenta o nível de responsabilidade, mas também eleva o patamar da profissão. Quem se qualificar e atuar de forma consultiva terá um diferencial competitivo no mercado”, concluiu o advogado. 

Reforma tributária exige atualização profissional

A reforma tributária e seus impactos no planejamento financeiro foram tema do painel conduzido por Viviane Barbosa e Luciana Cirelli. Segundo Viviane, a mudança no sistema tributário exige atualização constante dos profissionais que atuam na orientação financeira dos clientes. “Nós nos tornamos responsáveis pelos nossos clientes. Precisamos buscar conhecimento para sermos excelentes naquilo que entregamos”, afirmou.

Ela explicou que a implementação da reforma será gradual e ocorrerá até 2033.

“Essa reforma começou em 2026 e só será concluída em 2033. Até aproximadamente 2029 ainda estaremos vivendo um período de transição”, destacou.

Entre as mudanças está a substituição de tributos atuais por um modelo baseado no IVA, com criação dos impostos CBS e IBS. Viviane também alertou para possíveis impactos na carga tributária de empresas de serviços. “Empresas que hoje pagam algo entre 11% e 14% de impostos podem passar para uma carga próxima de 26% ou 27%, dependendo da atividade”, explicou.

Luciana Cirelli destacou que o novo cenário exige mudança de postura dos profissionais do setor. “Não existe mais espaço para quem quer apenas vender produto. O profissional precisa se posicionar como consultor de risco e planejamento patrimonial”, afirmou.

Segundo ela, a análise da declaração de Imposto de Renda pode funcionar como um verdadeiro diagnóstico financeiro. “O imposto de renda traz praticamente um raio-x da vida financeira do cliente”, explicou.

Ao final do painel, Viviane reforçou o papel multidisciplinar do planejamento patrimonial. “O corretor precisa se posicionar como um arquiteto patrimonial, alguém capaz de integrar diferentes soluções para oferecer tranquilidade financeira ao cliente.” 

Inteligência artificial amplia produtividade, mas não substitui relação humana

A evolução tecnológica e o avanço da inteligência artificial no mercado de seguros foram tema da palestra de João Paulo (JP) Bottecchia. Durante a apresentação, o especialista destacou que o receio diante de novas tecnologias sempre acompanhou as grandes transformações econômicas. “Quem aqui, quando começou a ouvir falar de inteligência artificial, não teve medo de perder o trabalho? Toda mudança gera esse sentimento”, afirmou.

Para ele, o principal risco não está na tecnologia, mas na falta de adaptação dos profissionais. “Se a mudança externa for maior do que a sua mudança interna, você está correndo risco”, disse, citando o executivo Jack Welch.

Segundo Bottecchia, a tecnologia deve ser utilizada para automatizar tarefas operacionais e liberar tempo para aquilo que realmente agrega valor: o relacionamento com o cliente. “A inteligência artificial não substitui confiança, empatia e responsabilidade. A responsabilidade continua sendo do profissional”, afirmou.

Ele também destacou que o diferencial competitivo continuará sendo a capacidade de construir relacionamentos. “O mercado hoje é human to human – pessoas falando com pessoas. É relacionamento, confiança e propósito”, afirmou.

Ao encerrar sua participação, o especialista resumiu o futuro do setor. “O futuro do seguro de vida não é artificial. Ele é humano, consultivo e tecnológico.” 

“O mercado é nosso”

Encerrando a programação do evento, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, apresentou o painel “O mercado é nosso: o posicionamento do corretor de seguros”.

Em sua fala, ele destacou que o setor vive um momento de grandes oportunidades, mas exige mudança de postura profissional. “Minha Vida Protegida é muito mais do que um congresso ou uma campanha. É um projeto que traz protagonismo para o corretor e reforça a importância do nosso papel na sociedade”, afirmou.

Com mais de quatro décadas de atuação no mercado, Boris compartilhou reflexões sobre a evolução da profissão. “Quando comecei havia praticamente uma tabela: morte natural, morte acidental, capital segurado e pronto. Era assim que nos ensinavam a vender”, recordou.

Segundo ele, o modelo atual exige abordagem consultiva e relacionamento com o cliente. “Quem conquista confiança consegue tratar de um tema tão sensível como o seguro e o planejamento financeiro”, afirmou.

O dirigente também alertou para a importância de ampliar a atuação dentro da própria carteira de clientes. “A gente vende seguro de vida e não vende viagem. Vende viagem e não vende odontológico. O cross-sell ainda é muito pouco utilizado”, destacou.

Na avaliação de Boris, o mercado ainda possui enorme potencial de crescimento. “O potencial do nosso mercado é inesgotável. A oportunidade está toda aí”, afirmou.

Ao concluir sua participação, ele reforçou o impacto social da profissão. “Nós somos verdadeiros anjos da guarda das famílias. Cabe a nós desenvolver esse mercado e levar proteção para a sociedade.” 

O evento teve como apoiadores Allseg Seguradora, ANADEM, Bradesco Vida e Previdência, Capemisa Seguradora, Ceci Cuida, Centauro Seguradora, FF Seguros, Icatu Seguros, Lizzi Prime Financial, MAG Seguros, Omint, Peper, Porto Seguro, Seguros Unimed, SulAmérica Seguros, Tokio Marine Seguradora e Zurich Seguros, além do apoio institucional da São Paulo Negócios.

Devido ao sucesso da primeira edição, foi anunciado no encerramento que o Congresso Minha Vida Protegida terá nova edição em 2027, reforçando a proposta do movimento de ampliar a cultura de proteção financeira no país e fortalecer o papel consultivo dos profissionais do setor.

Governo Trump anuncia programa de resseguro de US$ 20 bi para navios petroleiros 

com agências internacionais

O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (6) um programa de resseguro de US$ 20 bilhões para petroleiros e outras embarcações marítimas, numa tentativa de facilitar a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo bruto nos EUA (WTI) subiram mais de 12% na sexta-feira, ultrapassando os US$ 90 por barril, enquanto o tráfego de petroleiros no Golfo Pérsico permanece paralisado devido à guerra com o Irã. 

Alguns países do Golfo começaram a reduzir a produção porque não conseguem exportar seu petróleo bruto pelo Estreito.

Development Finance Corporation (DFC) dos EUA assegurará perdas de até US$ 20 bilhões de forma contínua.

“Estamos confiantes de que nosso plano de resseguro garantirá a passagem de petróleo, gasolina, GNL, combustível de aviação e fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, de modo que voltem a fluir para o mundo”, afirmou Ben Black, CEO da DFC, em comunicado.

Icatu Seguros lança programa com até 60% de bonificação adicional para corretores e escritórios de investimentos

Luciano Soares CEO da Icatu Seguros
Divulgação

A Icatu Seguros anuncia um novo programa de benefícios para seus corretores e escritórios de investimentos. A iniciativa reforça o reconhecimento à consistência de resultados, à qualidade da entrega e à parceria construída com esses profissionais ao longo dos anos.  Com possibilidade de até 60% de bonificação adicional, o programa passa a contar com três níveis: Especialista, Especialista Ouro e Especialista Diamante.

Além de vida e previdência, capitalização passa a integrar o programa com o produto garantia de aluguel, ampliando ainda mais o escopo de reconhecimento aos corretores. Com esta novidade, os corretores de todas as linhas de negócio da Icatu Seguros têm a oportunidade de se tornarem especialistas e de fazerem parte de um grupo com benefícios exclusivos.  

“Estamos diante de um cliente mais consciente e criterioso, que busca orientação qualificada para decisões que impactam seu futuro. O corretor é um dos responsáveis por estabelecer essa ponte e traduzir soluções, construindo relações baseadas em confiança e visão de longo prazo. A ampliação do programa é uma forma concreta de reconhecer esse papel e investir no desenvolvimento desses profissionais”, destaca o CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares.

Benefícios financeiros e de relacionamento

As novidades também se refletem nos benefícios. Os participantes do novo programa podem receber até 4 bonificações extras por reconhecimento de venda nova, consistência de produção, além de bônus anuais. Além dos incentivos financeiros, o programa oferece benefícios de relacionamento, de acordo com a categoria, como materiais de sensibilização de venda por linha de negócio, atendimento exclusivo com SLA reduzido, indicação de novos clientes, acesso a treinamentos exclusivos, consultoria personalizada em previdência, entre outros. 

O investimento da Icatu Seguros no desenvolvimento dos corretores é contínuo. Em 2025, a companhia lançou o Unique, consultoria especializada em previdência para seus corretores especialistas, com capacitação exclusiva em temas como fundos, cenário econômico, gestão de risco, planejamento de renda e estratégias de alocação de ativos, além de apoio nas etapas de distribuição e acompanhamento da carteira de clientes. 

A estratégia com foco nos profissionais também se reflete em novas campanhas e premiações, como a ampliação da campanha Antonio Carlos de Almeida Braga com a inclusão de uma viagem nacional, este ano para o Rio de Janeiro, e a criação da campanha de incentivo para escritórios de investimentos, cuja primeira edição será para Maiorca, na Espanha.

Grupo MAG cria vice-presidência inédita e aposta em Leonardo Lourenço para acelerar expansão

O grupo MAG inicia 2026 com uma das mudanças mais relevantes de sua história recente. Pela primeira vez, a companhia cria uma vice-presidência única para coordenar as 16 empresas que compõem o conglomerado — movimento que sinaliza não apenas reorganização interna, mas uma aposta clara no Brasil e no mercado de seguros.

O escolhido para o posto é Leonardo Lourenço, executivo com cerca de 20 anos de casa, que construiu sua trajetória passando por áreas estratégicas como Produtos, Tecnologia, Inteligência de Mercado e Comercial. No auge das insurtechs, foi o responsável por estruturar a Simple2U, considerada à época e ainda hoje uma das iniciativas mais inovadoras do setor.

Em janeiro, a MAG Seguros completou 191 anos, consolidando-se como uma das três empresas mais longevas do país. Ao longo de quase dois séculos, a MAG Seguros construiu uma trajetória marcada pela solidez institucional, pela capacidade de adaptação às transformações do mercado e pelo compromisso com a proteção financeira das pessoas em diferentes fases da vida. 

A criação da vice-presidência reposiciona o CEO e chairman Helder Molina em uma função mais estratégica, com foco ampliado na relação institucional e de mercado. Lourenço passa a assumir a gestão executiva das verticais, empresas coligadas, operações e áreas de suporte. “Não é apenas ajuste organizacional. É sinal de maturidade de um grupo que se diversificou, ampliou fronteiras e agora busca escala com método. Em um mercado em consolidação, com novas regras, tecnologia acelerando modelos de distribuição e cooperativas ganhando espaço regulatório, o recado da MAG é claro: crescer, sim — mas com técnica, cultura e espírito de dono”, comenta.

Lourenço assume a missão de orquestrar a engrenagem de um grupo que reúne seguradora, asset, capitalização, fundos de pensão, finanças e iniciativas como a Favela Seguros. “É uma empresa que não deixa ninguém se acomodar. Quem gosta de zona de conforto não fica no grupo”, resume Lourenço, em tom que reflete o chamado “Jeito MAG de Ser” — cultura interna marcada pelo espírito de dono e pela inquietude permanente.

A inquietude, qualidade que permeia o clima da organização, é quase um exercício diário de disciplina. A MAG, diz, não é um ambiente de acomodação. A promoção ao cargo de vice-presidente vinha sendo estruturada há meses e foi oficializada ao fim de um ano simbólico — quando a companhia completou 190 anos e entrou no 191º ano como uma das três empresas mais longevas do país.

A presidência passa a ter três reportes diretos, mantendo sua assessoria estratégica (Luís Felipe Maciel e Douglas Rocha) e a diretoria comercial da Sicoob Seguradora (Guilherme Chiarrocchi). A vice-presidência, liderada por Lourenço, passa a integrar áreas-chave como Novos Negócios, Gente & Gestão, Governança, Riscos e Compliance, Finanças, Tecnologia da Informação, Operações, Marketing e as frentes Comerciais de Varejo e Corporate.

Os diretores estatutários e executivos passam a se reportar diretamente a ele. A estrutura foi revisada, com fortalecimento de áreas técnicas, backoffice, tecnologia e, principalmente, do bloco comercial — agora dividido em três frentes claras: Varejo, liderado por Corporate e Novos Negócios.

Erick Kluft assume a nova Diretoria de Novos Negócios, que visa apoiar a companhia em seus desafios de crescimento. A área abrangerá atuais operações da Simple2U, MAG Capitalização, Favela Seguros, MAG Gestão Previdenciária, MAG Fundo de Pensão e MAG Lab. Com sólida experiência no setor de seguros, Kluft atuou em segmentos bancários (Banco Prosper e Banco Brasil Plural), hospitalares (Rede D’Or São Luiz) e securitário (Generali e Prudential).  

Larissa Althoff passa a liderara Diretoria de Parcerias Estratégicas e se reportará para Erick. A área também conta com apoio executivo de profissionais como Luis RicardoTatiana CardosoRonaldo Gama Cristiane Junqueira, o que reforça o desenvolvimento de novas frentes de atuação e modelos de negócio. 

A Gerência de Produtos e Inteligência de Mercado (liderada por Rodrigo Cunha), a Gerência de Incentivos Comerciais (Leandro Manhaes) e o Instituto de Longevidade MAG passam a se reportar diretamente à Diretoria de Marketing, sob a liderança de Simone Cesena.Além disso, a Gerência de Marketing de Negócios e Trade Marketing ficará sob a responsabilidade de Adriana Simis. 

A Diretoria Comercial de Varejo, liderada por Marcio Batistuti, contará com duas novas Superintendências Regionais em sua estrutura, com Gabriel Ivo (Regional Leste), Greici Pinzon (Regional Sul), Gabriel Ivo (Regional Leste),Euripedes Filho (Regional Oeste), Luiz Netto (Regional Norte), Luis Miguel (Previdência Pública) e instituídos (com toda a estrutura do atendimento pelos Agentes Comerciais), e Gabriel Loures (Gerência de Acordos de Previdência), reportará diretamente a Luis Miguel.     

O Diretor Eugenio Guerim (Parcerias Estratégicas) passa a se reportar diretamente à Diretoria Comercial Corporate (Clarice Weber), assim como Thiago Levy (Direção de Parcerias Financeiras, Gilvan Ferreira (Diretoria de Cooperativismo) e Karina Castro (Superintendência de Negócios, reportando-se a Waldemir Fiori, Diretor de Mercado e Afinidades). 

A Diretoria de Gente e Gestão (Patrícia Campos) passa a contar com a Gerência de Atração de Talentos, liderada por Luciana Rosa, responsável por todo o processo de recrutamento das áreas Corporativa e Comercial do grupo. Sandra Kina assume como Head da MAG Universidade, sendo responsável pela estratégia de educação corporativa do Grupo MAG.   

A companhia também reforçou seu quadro de governança e liderança com a entrada da neurocientista Carla Tieppo, que trabalhará conceitos neurocientíficos em conhecimento, experiências e iniciativas mais inovadoras para colaboradores, corretores, clientes e parceiros da empresa, para reforçar o compromisso da companhia em colocar o capital humano no centro das estratégias. .

Crescimento acima do mercado

O histórico ajuda a sustentar a ambição. Segundo o executivo, ao longo de 21 anos a companhia cresceu consistentemente acima da média do mercado de seguros. Em 2025, fechou com lucro de aproximadamente R$ 400 milhões — alta de 35% sobre o ano anterior — e faturamento de R$ 3,5 bilhões. Considerando as operações ligadas ao Sicoob, o volume chega a R$ 5,8 bilhões.

A meta para 2026 é manter — e ampliar — esse ritmo. Com a estrutura atual, a expectativa é crescer 35% em vendas, apoiada por investimentos robustos em tecnologia, processos e cultura. A ambição, segundo Lourenço, é ainda maior, embora números finais não tenham sido divulgados.

O crescimento deve ser sustentado por três pilares: escalabilidade operacional, com alto investimento em TI e automação; fortalecimento cultural — “crescer mais que dobra a presença territorial exige preservar o Jeito MAG”; e reforço das parcerias estratégicas, especialmente no corporate e no cooperativismo.

Hoje, o grupo tem presença relevante em assessorias de investimentos — com penetração que chega a 25% em algumas redes — e atuação ampla no cooperativismo. A nova regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que abre espaço para novos modelos de negócios envolvendo cooperativas, é vista como oportunidade. A companhia não anuncia estratégia específica neste momento, mas acompanha de perto o movimento, avaliando como pode oferecer tecnologia, capacitação e estrutura para esse ecossistema.

Um dos movimentos mais emblemáticos é a ampliação da presença física. O grupo conta hoje com cerca de 40 unidades e pretende encerrar 2026 com aproximadamente 100 filiais. Só essa expansão no varejo já representa, segundo a companhia, uma transformação estrutural.

O varejo é tratado internamente como ativo estratégico e diferencial competitivo, especialmente na venda de seguros de vida individuais — core histórico da MAG. A companhia quer reforçar sua inteligência proprietária de vendas, com programas de capacitação e iniciativas como o “MAG 200”, que projeta o papel da organização na próxima década.

A área comercial foi reorganizada, com regionais ampliadas de três para cinco, sendo uma dedicada exclusivamente a funcionários. O marketing também foi remodelado e passa a incorporar mais fortemente produtos e inteligência de mercado, com profissionais distribuídos nas regionais para atuar “na ponta”. Hoje 40% das vendas vêm do varejo e 60% do corporate, refletindo o fortalecimento das grandes parcerias e das operações estruturadas.

Entre as investidas, a Favela Seguros segue com grande destaque. O projeto, que busca ampliar acesso à proteção financeira em territórios historicamente desassistidos, deve saltar de 10 comunidades para mais de 50 frentes de atuação ao longo do ano — um esforço relevante em termos operacionais e sociais.

Outras iniciativas incluem o Parque Brasil, voltado à ressignificação da cremação, e o avanço da Simple2U dentro do ecossistema do grupo, com integração mais efetiva à base de clientes. A área de capitalização também passa a ser trabalhada com títulos tradicional de garantia, além do de incentivo.

No braço de investimentos, o grupo supera R$ 20 bilhões em recursos sob gestão e busca novos aportes para acelerar projetos estratégicos. Para Lourenço, o maior desafio talvez seja coordenar tudo isso sem perder identidade. “A principal transformação da minha trajetória veio com a Simple. Ali virei dono do negócio, com tudo — TI, marketing, operação. Agora é usar essa energia de forma correta, sem perder o foco”, afirma.

Grupo MAG Seguros ultrapassa a marca de R$ 420 milhões de lucro líquido em 2025 

Raphael Barreto Mag Seguros
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O Grupo MAG, empresa com 191 anos de atuação ininterrupta nos segmentos de vida e previdência, além dos segmentos de investimentos, capitalização, instituição de pagamento e gestão previdenciária, celebra os bons resultados em 2025, com lucro líquido recorde de R$ 423 milhões, valor que representa um aumento de 36% no comparativo ao ano anterior. Considerando apenas a operação da MAG Seguros, o lucro líquido atingiu R$ 400 milhões e foi 35% acima do ano anterior. 

A companhia, que possui o capital segurado superior a R$ 979 bilhões, arrecadou R$ 3,5 bilhões em 2025, alta de aproximadamente 10% em relação a 2024 e, realizou o pagamento de cerca de R$ 800 milhões em benefícios a seus segurados.  

Em 2025, a MAG Seguros alcançou o crescimento de 20% em vendas, totalizando cerca de R$ 92,6 milhões em novas vendas. Além disso, o grupo ainda bateu um novo recorde em sua trajetória, que possui quase duzentos anos de atuação, ao atingir mais de 7,6 milhões de clientes em sua carteira, um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.  

O desempenho alcançado no último ano pelo Grupo MAG vai ao encontro do compromisso firmado pela companhia, por meio de seus três pilares fundamentais:  a consolidação dos atuais modelos de negócios e das empresas do Grupo, o avanço das parcerias com foco em soluções digitais e o fortalecimento das boas práticas nos salões de vendas, reforçando o compromisso com o pioneirismo e o protagonismo nesse formato. 

Para Raphael Barreto, CFO do Grupo MAG, o crescimento do último ano é reflexo da base estratégica desenhada pela companhia, junto ao trabalho contínuo do Grupo em construir soluções para melhor atender seus clientes e parceiros. “Alcançamos resultados consistentes em 2025, sob a orientação de nossos pilares de trabalho, conduzindo nosso ano com muita disciplina e planejamento, evoluindo continuamente nossa estratégia de crescimento. Seguimos confiantes e motivados para avançar e oferecer experiências cada vez mais completas e eficientes aos clientes” comenta o executivo.  

De olho no futuro  

Para o próximo ano, o Grupo MAG espera alcançar um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao prêmio de 2025, um resultado superior ao esperado pelo setor que prevê uma alta de 8% em 2026, segundo a CNseg. Presente em 39 cidades do Brasil, a companhia desenha sua expansão para quase 100 praças até dezembro de 2026, sendo está a maior expansão territorial da companhia no país, com uma alta de 156%.   

“Estamos criando hoje a seguradora que desejamos ser nos próximos anos, voltados para o futuro e guiando cada passo com integração, inteligência de dados e processos ágeis. Nosso objetivo é proporcionar experiências cada vez mais simples e inteligentes para clientes e parceiros de distribuição, com prazos eficientes, ampliando o acesso dos brasileiros à proteção financeira,” finaliza Barreto.  

Com visão de futuro já desenhada, o Grupo MAG desenvolveu a agenda MAG 200, que nasce como uma bússola para a próxima década da companhia, marco que celebrará os duzentos anos de atuação ininterrupta no mercado. A iniciativa conecta lideranças e especialistas em inovação em torno da missão de antecipar movimentos que vão antecipar tendências e transformar a jornada do corretor e do cliente ao acesso à proteção financeira.  

Porto Bank fortalece ecossistema familiar com lançamento de cartão para jovens de 10 a 17 anos

Ensinar a lidar com o dinheiro desde cedo é uma etapa fundamental da formação de crianças e adolescentes. Atento a esse movimento, o Porto Bank anuncia o lançamento do Cartão Porto Bank para jovens de 10 a 17 anos, uma solução que permite aos pais oferecerem mais autonomia aos filhos, sem abrir mão do controle e da segurança. 

O cartão funciona como um adicional vinculado ao titular e foi desenvolvido para acompanhar os primeiros passos da vida financeira dos jovens, conciliando praticidade no dia a dia com limites claros definidos pelos pais. A proposta é estimular o uso consciente do dinheiro, transformando a experiência financeira em um processo educativo e gradual. 

“Sabemos que compreender e gerenciar o dinheiro desde cedo é essencial para o desenvolvimento da responsabilidade financeira ao longo da vida. Por isso, mais do que oferecer acesso a um cartão, nosso papel é apoiar as famílias nesse processo, criando um ambiente seguro para que os jovens desenvolvam autonomia com consciência. A educação financeira, nesse contexto, é também uma forma de cuidado com o futuro.”, afirma Luciana Hildebrandi, diretora de Meios de Pagamento do Porto Bank.

Por meio do App Porto, os responsáveis podem acompanhar as movimentações em tempo real, receber notificações a cada compra realizada e personalizar o uso do cartão de acordo com a rotina da família. É possível definir limites por transação, estabelecer dias e horários de uso, além de permitir ou restringir categorias específicas de estabelecimentos. Todo o gerenciamento é feito de forma simples e digital. 

Para os jovens, o cartão oferece uma experiência alinhada aos hábitos atuais de consumo. Além de contar com layout personalizável, ele pode ser utilizado nas principais carteiras digitais, como Google Pay, Apple Pay e Samsung Pay, garantindo praticidade nas transações do dia a dia. 

O Cartão Porto Bank para jovens também incorpora diferenciais que reforçam o posicionamento da companhia como um porto seguro para as famílias. Entre eles, está o Seguro de Proteção Pessoal e Perdas (SPPR) gratuito, com cobertura de até R$ 5 mil em casos de uso indevido. Para o período de lançamento do cartão*, o Porto Bank oferece um benefício especial: um welcome bônus de R$ 100 em previdência, destinado ao planejamento de longo prazo para os menores de idade. 

“Acreditamos que o cartão de crédito para menores é o ponto de partida para conversas essenciais sobre consumo e propósito e o início de uma jornada financeira sólida para os jovens. Para os pais, entregamos a tranquilidade de contar com o suporte total do Porto Bank no monitoramento e cuidado. Queremos incentivar a autonomia, garantindo segurança em cada escolha do dia a dia. É o nosso cuidado investido em quem mais importa”, complementa Luciana. 

Disponível para jovens a partir de 10 anos, sem exigência de parentesco, o cartão permite a emissão de até quatro adicionais sem anuidade e com IOF zero, além de acumular pontos no programa de relacionamento PortoPlus. Vale lembrar que todas as ferramentas de controle estão disponíveis para adicionais de todas as idades.

CNseg e associadas celebram aprovação do PL 6.139/23 como marco para a competitividade das exportações brasileiras

A aprovação do Projeto de Lei 6.139/2023 – que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, pelo Congresso Nacional, marca um novo capítulo para o comércio exterior brasileiro. Muito além de um ajuste burocrático, a medida fortalece o sistema de apoio ao crédito à exportação e consolida o papel estratégico do setor segurador na expansão econômica do país. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (2), após aprovação no Senado no ano passado, e segue para a sanção presidencial.

Segundo o diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Esteves Colnago, o Seguro de Crédito é ferramenta essencial nas maiores potências comerciais do mundo e ainda é subutilizado no Brasil. “Essa lacuna deste tipo de serviço limita o potencial de crescimento das empresas nacionais. Com o novo marco legal, o Brasil reduz esse gap de competitividade, permitindo que pequenas, médias e grandes empresas disputem o mercado internacional em pé de igualdade com concorrentes globais”, ressaltou.

O texto da proposta destaca ainda que “a integração do setor privado nas operações de apoio oficial não apenas desonera o Estado, mas traz a expertise e a capilaridade das seguradoras para dentro da estratégia exportadora nacional”.

Com essa aprovação, o Brasil sinaliza ao mundo que está modernizando suas garantias financeiras, protegendo o exportador contra riscos de inadimplência e criando um ecossistema mais robusto para o crescimento sustentável do PIB. 

Sobre o setor

As exportações brasileiras alcançaram recorde histórico em 2025, mesmo sob cenário internacional adverso. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações do Brasil no ano passado somaram US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023. 

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que o seguro de crédito pagou R$ 1,8 bilhão em indenizações ao longo de 2025, enquanto arrecadou R$ 2,3 bilhões, expansão de 6,2% sobre o ano anterior. Os números evidenciam o avanço desse instrumento de proteção financeira no país e seu papel crescente no apoio às empresas que operam no comércio internacional.

Parceria Público-Privada

O PL 6.139 introduz inovações que transformam a dinâmica entre o Estado e o mercado segurador. Três pilares se destacam como motores dessa mudança:

Descentralização e Fomento: Seguradores e financiadores privados agora podem atuar como operadores oficiais de modalidades indiretas de crédito. Isso amplia a oferta de soluções de garantia e atrai o capital privado para o financiamento das exportações.

Desburocratização Digital: A criação de um “Portal Único” centralizará as demandas de exportadores e operadores. A medida permite que uma mesma solicitação seja analisada simultaneamente por diferentes agentes, conferindo agilidade inédita ao processo.

Segurança Jurídica: O incentivo ao uso de mecanismos alternativos de solução de controvérsias — como mediação e arbitragem — traz mais previsibilidade e rapidez na resolução de conflitos, tornando o ambiente de negócios mais atraente para investidores e seguradoras.

“Envelhecer é inevitável, mas envelhecer bem é uma escolha”

Por Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde

“A primeira pessoa que viverá até os 150 anos já nasceu.” A frase do pesquisador de Harvard David Sinclair, referência mundial em longevidade, chama atenção para o futuro da medicina e da biotecnologia. Mas, enquanto essa previsão ainda pertence ao campo das possibilidades, o desafio presente é outro: de que adianta viver 100, 120 ou 150 anos sem qualidade de vida, sem mobilidade, autonomia ou equilíbrio emocional?

O Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento. Segundo o IBGE, quase 30% da população — mais de 66 milhões de pessoas — terá mais de 60 anos em 2050. O Censo de 2022 registrou quase 38 mil centenários no país, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aponta que mais de 11 mil deles têm plano de saúde — número crescente para um grupo antes pouco expressivo. Esse cenário nos leva a refletir sobre o cuidado com a saúde e o modo como planejamos o futuro.

Longevidade, afinal, não é apenas sobre viver mais tempo, mas sobre garantir autonomia diante das transformações da vida. Em 2025, o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP) ampliou seu alcance e ouviu 4.400 pessoas em todo o país, tornando-se a maior base de dados individuais sobre o tema no Brasil. Com pontuação média nacional de 61 pontos, o estudo, conduzido em parceria com o gerontólogo Alexandre Kalache, analisa seis pilares fundamentais para uma vida longa e plena: atitudes, saúde física, saúde mental, interações sociais e meio ambiente, cuidados de saúde e prevenção, e finanças.

Os resultados mostram avanços importantes, mas também alertas. O interesse pela longevidade cresce com a idade: 84% dos brasileiros consideram o tema prioritário, e 78% afirmam buscar novos conhecimentos e habilidades, especialmente após os 50 anos. Ainda assim, a prática de hábitos saudáveis não acompanha o discurso: embora 74% pratiquem alguma atividade física, apenas 36% mantêm uma rotina regular de quatro dias ou mais por semana.

Na saúde mental, o estudo revela que, entre os mais jovens, 9 em cada 10 brasileiros reconhecem que cuidar da mente impacta diretamente a longevidade, mas a satisfação pessoal e a sensação de bem-estar aumentam apenas com a maturidade. Já nas interações sociais, 70% afirmam que crenças e propósitos dão sentido à vida — um reflexo da importância de vínculos, propósito e equilíbrio emocional.

Outro aspecto essencial é a prevenção. Mesmo com 77% atentos a informações preventivas, 45% ainda procuram atendimento médico apenas diante de sintomas, comportamento que tende a mudar conforme a idade avança.

O pilar financeiro também merece destaque. Mais da metade dos brasileiros (55%) gasta acima da renda, e dois em cada três não possuem reserva para a aposentadoria. A segurança material é um dos principais desafios para sustentar uma longevidade saudável e com autonomia.

Os resultados do ILP 2025 reforçam uma mensagem central: viver mais e melhor é fruto de decisões diárias e conscientes. Cada escolha — da alimentação ao cuidado com a mente, da prevenção ao planejamento financeiro — constrói as bases para uma vida longa, equilibrada e significativa.

Envelhecer é inevitável. Mas envelhecer bem é, sobretudo, um compromisso com o presente e com o futuro que desejamos viver.

Porto Seguro lança Proteção Combinada com cobertura para carro, casa e celular

Jarbas Porto Seguros

A Porto Seguro anuncia mais uma inovação em seu portfólio, com o lançamento de um novo formato de apólice que integra, de forma simples e conveniente, os seguros de automóvel, residência e celular em um único contrato, com vigência e pagamento unificados.

A novidade reforça o compromisso da companhia em facilitar o acesso à proteção completa para os bens mais valorizados do dia a dia dos brasileiros, oferecendo economia e menos burocracia. O produto está disponível para as marcas Porto, Itaú, Mitsui e Azul Seguros e pode ser contratado tanto em novos seguros quanto em renovações. 

“Com esse lançamento, fortalecemos nossa estratégia de inovação centrada no cliente. Queremos ampliar o acesso a soluções integradas que entreguem valor real, com a conveniência de uma contratação única e a segurança de uma marca que as pessoas já confiam. E, como sempre, contamos com o papel fundamental dos nossos corretores, que seguem como parceiros estratégicos na entrega dessas soluções ao mercado”, afirma Jarbas Medeiros, diretor de Vida e Ramos Elementares da Porto Seguro.

A Proteção Combinada permite que o cliente escolha entre duas opções: Auto + Residencial ou Auto + Residencial + Celular, e cada seguro mantém suas coberturas tradicionais. No Auto, estão inclusos assistência 24h e a opção de proteção contra colisão, roubo, furto e danos a terceiros. Já o Seguro Celular oferece cobertura contra roubo e furto qualificado, com vigência anual, cobertura em território nacional e aceitação de aparelhos com até três anos de uso, sem necessidade de vistoria.

O Seguro Residencial, por sua vez, oferece opções de coberturas que protegem contra incêndio, danos elétricos, roubo de bens, danos a terceiros, quebra de vidros, perda ou pagamento de aluguel e vendaval. No entanto, os serviços residenciais estão vinculados ao plano contratado no Auto para as marcas Porto, Itaú e Mitsui. No caso da Azul Seguros, são oferecidos serviços emergenciais, como chaveiro, encanador e eletricista.

Mais do que apresentar um novo produto, a Porto Seguro reafirma seu papel como referência em inovação no setor de seguros. Com foco na experiência do cliente, excelência operacional e um portfólio em constante evolução, a companhia reforça seu posicionamento como um ecossistema completo de proteção que simplifica, acompanha e cuida da vida das pessoas em todos os momentos.

Zurich une agenda de equidade a condições comerciais no Mês das Mulheres

No Mês das Mulheres, a Zurich Seguros reforça sua estratégia de integrar posicionamento institucional, governança interna e proposta de valor ao mercado. A companhia alia avanços concretos na agenda de equidade de gênero a condições comerciais especiais em produtos selecionados, conectando pessoas, propósito e portfólio. 

No campo institucional, a seguradora estruturou o programa Equal Pay, que determinou a destinação obrigatória de um terço do orçamento de mérito, equivalente a R$ 2,5 milhões, para mulheres com desempenho destacado e salários abaixo do benchmark. Após comitês de revisão realizados entre janeiro e fevereiro de 2025, a comunicação de méritos ocorreu em março. 

Como resultado, 58% das mulheres da companhia foram contempladas com aumento salarial por mérito ou promoção em 2025. Ao todo, 60% das movimentações, considerando promoções e méritos, foram destinadas a mulheres, contribuindo para uma redução significativa do gap salarial de menos 5,94% para menos 5,49%, uma queda relativa de 7,58%. 

“Acreditamos que equidade precisa estar conectada a orçamento, metas e governança. Quando a agenda é integrada à estratégia de negócio e acompanhada pela liderança executiva, os resultados aparecem de forma consistente e neste ano, seguimos firmes no propósito desta evolução”, afirma Mônica Matias, superintendente de Talento & Cultura da Zurich Seguros. 

A evolução é percebida também na composição da liderança. Em 2026, o Brasil e América Latina registraram 37% de participação feminina, com 10 mulheres assumindo posições estratégicas de tomada de decisão – desempenho 35% superior ao benchmark do GPTW 2025. 

“Participar de um programa estruturado, com mentoria e direcionamento consistentes, ampliou minha visão de carreira e trouxe clareza sobre meus próximos passos. A experiência impulsionou meu autoconhecimento e reforçou minha confiança para evoluir com propósito”, afirma Elisangela Barbosa de Paiva Brito, Gerente Executiva de Negócios na Zurich Seguros. 

Condições comerciais no Mês das Mulheres

No âmbito comercial, a Zurich lança condições especiais válidas ao longo de março. A principal ação é a oferta de até 10% de desconto em Seguro Automóvel, exclusiva para mulheres entre os dias 07 e 09/03.Para Seguro Celular, a companhia disponibiliza 20% de desconto por meio do cupom 20MULHER, válido para todos os clientes até o dia 14/03. Complementar a essas iniciativas, também está disponível a Assistência especial do Zurich Vida Para Você: o programa TEM Saúde oferece, até 30/04, acesso gratuito para mulheres ao serviço de apoio psicológico voltado ao bem-estar e à saúde feminina, benefício válido tanto para seguradas que já possuem algum serviço TEM Saúde quanto para novas contratações. 

As iniciativas fazem parte da proposta de valor do Mês das Mulheres, alinhada ao conceito “cuidar de quem cuida”, que conecta benefício tangível ao compromisso institucional da companhia com inclusão, saúde mental e segurança psicológica. 

“Ao trazer uma condição comercial diferenciada, reforçamos que nosso posicionamento não se limita ao discurso. O cuidado precisa estar presente tanto na cultura interna quanto nas soluções que oferecemos aos clientes e parceiros”, complementa Mônica. 

A Zurich também evoluiu seu programa de mentoria feminina ElaZ para a agenda Nossas Vozes, ampliando a discussão sobre gênero e raça para toda a organização, com envolvimento direto da alta liderança. A agenda de diversidade é acompanhada por metas executivas e reconhecida externamente, incluindo destaque no ranking GPTW Diversidade 2025. 

Para o mercado de seguros, a iniciativa sinaliza uma companhia que integra cultura organizacional, governança e estratégia comercial, fortalecendo o relacionamento com corretores e clientes em uma agenda que une propósito e competitividade.