Petrobras contrata Sombrero Seguradora para emitir apólice de riscos operacionais onshore

Fonte: Sombrero

A brasileira Sombrero Seguradora é a responsável pela apólice de Riscos Operacionais da Petrobras, empresa petrolífera de economia mista, atuante na exploração, produção, refino, transporte e comercialização de petróleo e seus derivados, além de gás natural. A apólice com validade a partir de 31/05/2024 foi emitida pela seguradora com o suporte do time de Natural Resources de Resseguros da WTW, conglomerado britânico-americano de serviços de seguros.

O montante segurado é de USD 116,6 bilhões em ativos e lucros cessantes, relativos a todas as operações downstream onshore da petroleira brasileira. Ou seja, cobre riscos operacionais relacionados a atividades de transporte, comercialização e refino de petróleo, bem como de transporte e comercialização de seus derivados, em território nacional. O valor segurado inclui todas as refinarias, unidades industriais e terminais de recepção e distribuição. Esta é uma das maiores apólices do Brasil em proteção de ativos e lucros cessantes.

A nomeação da Sombrero se deu após vencer o processo público licitatório. A Seguradora, apta pelos requisitos constantes do edital de licitação, apresentou o prêmio mais competitivo. “O risco foi integralizado dentro do tempo previsto, mesmo levando em consideração os termos e condições desafiadores”, afirma Márcio Rios, Diretor de Seguros da Sombrero.

O fechamento do negócio e a composição do painel de resseguradores se deu em meio à maior catástrofe climática já enfrentada no Brasil, as cheias dos rios e alagamentos que devastaram o Rio Grande do Sul, estado onde a petroleira possui importantes ativos. “Sabíamos que o mercado de resseguro estaria agravando o nível de risco de catástrofes naturais no Brasil devido a tensão quanto aos desdobramentos dos eventos ocorridos no Rio Grande do Sul, que elevaria o desafio do time da Sombrero e da WTW em efetivar a contratação da apólice em condições tão competitivas como as apresentadas”, conclui Márcio.

A emissão da apólice posiciona a Sombrero entre as congêneres que operam em grandes licitações e consolida sua estratégia de Seguradora Multiline, aberta para novos negócios dentro de um portfólio balanceado entre Seguros Agrícolas, Máquinas e Penhor Rural, Garantias, Seguros de P&C, Energy, Riscos de Engenharia e RD Equipamentos. A conquista recente também representa o retorno da WTW ao programa de seguros de Riscos Operacionais Onshore da Petrobras, da qual foi detentora anteriormente entre 2010 e 2021.”

Caio Carvalho assume a vice-presidência da MDS Risks & Reinsurance

caio carvalho MDS

Com uma trajetória de 6 anos na MDS Brasil e mais de 15 anos de experiência no mercado de seguros, Caio Carvalho assume a vice-presidência de Risks & Reinsurance da MDS Brasil, consolidando sua atuação na empresa com foco em visão estratégica, inovação e excelência.

“Estou honrado com a confiança depositada em mim para assumir essa nova posição. Liderar a área riscos e resseguros da MDS em um mercado tão dinâmico representa um desafio significativo. Meu objetivo é seguir inovando e entregando soluções que atendam às necessidades dos nossos clientes, sempre com foco em fortalecer as parcerias e expandir nossa atuação”, comenta Caio Carvalho.

O executivo assumirá o lugar de Thiago Tristão, que liderou a divisão por 10 anos e recentemente decidiu deixar a empresa. Segundo Tristão, passará um período curto curtindo a família e em breve conta detalhes sobre seus novos desafios profissionais.

“É com grande satisfação que anuncio a promoção de Caio Carvalho. Este importante movimento reflete seu excelente desempenho e liderança na área de riscos empresariais. Tenho certeza de que, sob sua gestão, as áreas de riscos empresariais e resseguro continuarão a crescer e alcançar grandes conquistas. Gostaria também de agradecer ao Thiago Tristão por sua dedicação e comprometimento durante os 10 anos em que esteve conosco. Sua atuação contribuiu fortemente para o sucesso da nossa operação”, declara Ariel Couto, CEO da MDS Brasil.

Caio já passou por grandes empresas do mercado segurador, como Yasuda, RSA,Allianz, AIG e Ensen. O executivo é bacharel em administração de empresas pelaPUC – Campinas, pós-graduado em Gestão de Seguros na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Marco Antonio Neves assume como vice-presidente de Auto e Vida da BP Seguradora

marco antonio neves

Fonte: BP Seguradora

A BP Seguradora contratou Marco Antonio Neves, executivo com mais de 35 anos de experiência no mercado segurador, como vice-presidente de Auto e Vida. O especialista em vendas assume a posição de vice-presidente de Auto e de Vida da BP Seguradora para liderar a estratégia de vendas e expansão da empresa mineira.

Com passagens como diretor comercial de grandes seguradoras como Real Seguros/Alfa Seguros, Allianz, Liberty e Sul América Seguros, Marco Antonio Neves também possui experiência internacional. No exterior, trabalhou na empresa Real Chilena de Seguros, no Chile.

Também foi presidente do Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros e de Capitalização dos Estados de Minas Gerais, de Goiás, do Mato Grosso e do Distrito Federal (SindSeg), no período de 2018 a 2023, sendo atualmente conselheiro da mesma. Também foi representante da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Fenaseg) em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal.

“A BP Seguradora tem o prazer de anunciar um grande reforço para a equipe de colaboradores. Marco Antonio Neves chega para contribuir para o crescimento da BP de norte a sul do Brasil, além de reforçar nossa operação no nosso estado de origem, Minas Gerais. Temos grandes planos para o futuro da empresa. Isso passa pelo plantel qualificado no qual Marco Neves integra”, comemora Fábio Vasconcelos, CEO da BP Seguradora.

Icatu Seguros anuncia novidades no seguro de vida Horizonte

Luciana Bastos Icatu Seguros

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros traz novidade para o Horizonte, seguro de Vida Individual Resgatável da companhia. Com foco nas necessidades dos clientes e corretores, a partir desta segunda-feira (9), o produto passa a contar com a possibilidade de quitação em cinco anos na cobertura vitalícia.

Com o objetivo de proporcionar proteção durante todas as fases da vida, o Horizonte conta com diversas coberturas adicionais, incluindo Invalidez por Acidente, Invalidez por Doença, Doenças Graves, Diária por Incapacidade Temporária e Diária por Internação Hospitalar. Além disso, os segurados do Horizonte contam com o benefício de Seguro Viagem e Assistência Domiciliar.

“O Horizonte entrega um dos preços mais acessíveis do mercado, com opções de capital segurado e coberturas bem abrangentes, além de contar com um processo de subscrição ágil e inteligente. Desde o seu lançamento, em 2019, estamos aprimorando suas condições, buscando opções cada vez mais alinhadas com as necessidades de nossos clientes e dos corretores. Com essa nova possibilidade de quitar a apólice em cinco anos, nosso objetivo é tornar o produto mais flexível, atendendo às necessidades financeiras de diferentes perfis de segurados”, afirma Luciana Bastos, diretora de Produtos de Vida da Icatu.

Os corretores podem acessar todas as novidades do produto Horizonte através da Casa do Corretor e dos demais canais da seguradora.

Demanda por resseguro está aquecida em ambiente volátil, afirma Swiss Re

A indústria de seguros se reúne para o início das renovações no Rendez-Vous de Septembre, com a expectativa de que a crescente demanda por proteção de resseguros seja um dos principais temas em discussão, segundo a Swiss Re. As conversas também devem abordar avaliações prospectivas de risco e gestão de capital, considerando que visões adequadas de risco e o gerenciamento da volatilidade são requisitos importantes em um ambiente incerto.

O CEO da Swiss Re para Resseguros de Propriedade e Casualidade, Urs Baertschi, afirmou que os principais tópicos para o setor permanecem os mesmos do ano anterior, mas que os desafios se intensificaram, resultando em maior demanda. Com o aumento dos riscos de catástrofes naturais, incertezas econômicas e instabilidades geopolíticas, o resseguro é visto como uma maneira eficaz para as seguradoras se protegerem de perdas significativas. Ele reforçou que a Swiss Re está preparada para apoiar seus clientes com capital, expertise e soluções.

Crescimento na demanda por propriedade e especialidades

O aumento dos valores de propriedades, a urbanização e os custos de reparação impulsionados pela inflação devem aumentar a demanda por resseguros, especialmente em áreas com riscos crescentes de catástrofes naturais. De acordo com o Swiss Re Institute, 2023 foi o quarto ano consecutivo em que as perdas globais seguradas por catástrofes naturais ultrapassaram US$ 100 bilhões, com 2024 seguindo o mesmo caminho, registrando US$ 60 bilhões de perdas nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 62% em relação à média de dez anos.

A demanda por seguros no setor de engenharia também está crescendo, alinhada com as perspectivas positivas da indústria de construção, especialmente em projetos de energia renovável. Para apoiar a transição para a energia verde, a Swiss Re criou um Centro de Competência para Energia Renovável em 2023, oferecendo aos seus clientes produtos e expertise para a gestão de seus portfólios de energia renovável.

O mercado de resseguros cibernéticos segue em crescimento, impulsionado pela crescente conscientização sobre a frequência e sofisticação dos ataques cibernéticos. Nesse segmento, a gestão de risco de acumulação será essencial para permitir uma alocação eficiente de capital.

Ambiente de litígios nos EUA como preocupação crescente

Nos Estados Unidos, o aumento no número de litígios é um ponto de preocupação para o setor. De acordo com o Swiss Re Institute, o crescimento das reivindicações de responsabilidade civil superou a inflação econômica na última década, impulsionado por um aumento no número de grandes veredictos. Em 2023, houve 27 casos em que os tribunais concederam mais de US$ 100 milhões em compensações.

Se as tendências atuais continuarem, o impacto do crescimento das reivindicações superará os benefícios das taxas de juros mais altas nas linhas de seguro de responsabilidade civil em um ou dois anos, o que pode levar a uma redução na capacidade disponível.

Avaliação de riscos e gerenciamento de volatilidade

A necessidade de avaliação de riscos confiável e gestão eficaz da volatilidade vai além da função principal dos resseguradores de fornecer capacidade de risco. A expertise em modelagem, avaliações atualizadas e o gerenciamento de exposições estão se tornando cada vez mais essenciais. Um fluxo eficaz de dados ao longo da cadeia de valor do risco é um pré-requisito importante para melhorias na modelagem.

À medida que os perigos surgem ou se intensificam – como eventos climáticos extremos, o aumento de indenizações nos tribunais dos EUA ou ameaças cibernéticas –, dados precisos e oportunos são essenciais para recalibrar modelos e oferecer cenários prospectivos que permitam um preço de risco adequado. Nesse contexto, é essencial uma conversa liderada por especialistas ao longo da cadeia de valor do seguro.

Além da transferência de riscos, seguradoras estão buscando nos resseguradores insights e soluções que ajudem a compreender e mitigar riscos, incentivar a inovação e melhorar o desempenho. Gestão de capital e volatilidade também são preocupações imediatas, especialmente diante da incerteza econômica atual. Soluções estruturadas de resseguro podem oferecer proteção para suavizar a volatilidade e apoiar planos de crescimento ao melhorar a eficiência na gestão de capital.

Gianfranco Lot, Diretor de Subscrição de Propriedade e Casualidade da Swiss Re, destacou que a indústria de seguros tem demonstrado repetidamente sua capacidade de enfrentar desafios em um ambiente de riscos em rápida mudança. Segundo ele, para avançar como setor, é necessário aproveitar melhor os dados para prever futuros riscos sem se prender demasiadamente ao passado, e a Swiss Re pretende ser uma facilitadora para seus clientes nesse processo.

Inflação contribui para aumento de preços do resseguro, afirma Munich Re

Fonte: Reuters e Munich Re

A Munich Re planeja aumentar as taxas de resseguro devido ao rápido aumento nos custos de danos segurados, que estão superando a taxa geral de inflação. O membro do conselho de administração, Thomas Blunck, destacou a situação durante o encontro da indústria ‘Rendez-Vous de Septembre’ em Monte Carlo, enfatizando que a inflação dos danos está superando significativamente a inflação dos preços ao consumidor em muitos segmentos de resseguro.

Blunck apontou vários fatores que contribuem para o aumento nos custos de danos, incluindo o aumento de reivindicações legais por danos nos EUA, tratamentos médicos novos e caros, e a escassez de materiais de construção e trabalhadores qualificados. Esses elementos estão coletivamente impulsionando a inflação dos danos segurados, necessitando uma resposta da resseguradora para manter a estabilidade financeira.

Em linha com esse desenvolvimento, a Munich Re declarou seu compromisso em garantir que as taxas de resseguro e os termos contratuais permaneçam adequados diante desses custos crescentes. A decisão da empresa de ajustar as taxas é uma medida estratégica para abordar a disparidade entre a inflação dos danos e o índice de preços ao consumidor (IPC), garantindo que seus preços reflitam o ambiente de custos real.

Este ajuste pela Munich Re demonstra a postura proativa da empresa na gestão dos desafios impostos pelo atual clima econômico, onde custos específicos relacionados à indústria estão escalando mais rapidamente do que os indicadores mais amplos do mercado.

O foco da empresa em manter taxas de resseguro apropriadas é indicativo da necessidade da indústria de se adaptar às estruturas de custos em mudança para sustentar operações e lucratividade.

Estadão: ANS lançará audiência pública para tentar baratear planos de saúde

Por Cristiane Barbieri e Cynthia Decloedt

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pretende levar a audiência pública este mês alterações nos planos de saúde coletivos e individuais, com o objetivo de reduzir os preços cobrados pelas operadoras e acomodar algumas angústias da indústria e dos usuários de saúde suplementar. O “combo preço” a ser apresentado envolve três pilares do setor: a transparência dos reajustes e o agrupamento de contratos de planos de saúde coletivos, bem como a possibilidade de revisão técnica nos reajustes dos planos individuais. A expectativa é que novas normas estejam concluídas até o fim do ano, quando termina o mandato do atual presidente da agência, Paulo Rebello.

O tema tem pressionado o governo e o Congresso. Em maio, o líder da Câmara, Arthur Lira, chegou a fechar um acordo com as operadoras para que interrompessem cancelamentos unilaterais de planos e fossem buscadas alternativas para mitigar os desequilíbrios no setor. Usuários dos planos de saúde, por outro lado, tem exigido a convocação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os cancelamentos.

As propostas a serem levadas a debate público, porém, acontecem na ANS há alguns anos. “A partir de agora, é como se fosse a ponta do iceberg, mas já passamos por um processo muito longo”, diz Rebello. “A minuta para essa reta final já está praticamente pronta, com a avaliação de impacto regulatório aprovado.” Com isso, ele afirma, a ideia é que, após apreciadas as contribuições das consultas públicas, as mudanças sejam publicadas e implementadas já a partir do próximo ano.

O primeiro item do “combo” diz respeito à diluição dos riscos nos planos de saúde coletivos, o que, para a ANS, deve acarretar na redução no valor cobrado. A ideia é fazer com que planos coletivos com menos de 29 vidas se juntem num mesmo contrato e os reajustes estabelecidos valham para todos. “Isso dá uma proteção maior ao sistema porque, se houver um beneficiário puxando os custos para cima, esse reajuste é diluído entre mais participantes”, afirma Rebello. “Nas simulações feitas até agora, os planos menores perdem a discrepância nos reajustes e passam a ter um comportamento similar aos outros.”

Ainda em relação aos planos coletivos, outro objetivo das mudanças é dar mais transparência aos contratos, principalmente em relação a reajustes. Com isso, diz Rebello, os consumidores poderão ter mais clareza ao tomar decisões. Poderão comparar os reajustes aplicados, avaliar uma eventual portabilidade para planos com condições melhores, sabendo o porcentual de reajuste e o valor final do plano.

Além dos preços, esta maior transparência envolve itens como descredenciamento de prestadores de serviços. A ANS promete o estabelecimento de regras claras, bem como a necessidade de oferecer ao beneficiário outro serviço equivalente. “Vai haver um olhar mais rígido, por parte da agência, para a questão da qualidade da assistência prestada, como na troca de hospitais”, diz ele.

Estímulo aos individuais

Dentro do “combo preço”, há ainda a expectativa de avançar na revisão técnica dos reajustes nos planos de saúde individuais. Ao buscar equilibrar contratos hoje deficitários para as operadoras, a agência espera gerar incentivo para a retomada da venda de planos individuais e familiares. “Essa retomada poderia gerar aumento de concorrência e redução de preços, o que ampliaria o acesso e a oferta de planos, principalmente para aqueles que não possuem elegibilidade para coletivo”, afirma Rebello. “É uma medida que colabora para a sustentabilidade do setor.”

A ideia é que as operadoras submetam contratos deficitários à agência, que decidirá se poderá ser feita – ou não – essa revisão. Hoje, as operadoras não podem rescindir contratos de planos de saúde individuais (a menos em casos de inadimplência ou fraudes), nem praticar ajustes acima dos autorizados pela ANS. “Em algumas situações, há contratos que podem não ter captado a necessidade de reajuste e a revisão técnica vem exatamente nesse sentido”, afirma Rebello.

Nesta discussão há a hipótese de que, para submeter contratos à revisão técnica, a operadora seja obrigada a retomar a venda do plano individual. “É uma hipótese bastante simpática, até porque essa renovação poderia oxigenar a carteira, com pessoas mais jovens”, diz ele.

Além disso, caso sejam aprovados reajustes superiores ao porcentual de aumento já autorizado pela ANS ao setor nos planos individuais, a diferença terá de ser diluída ao longo de anos para não impactar demais o usuário. De acordo com Rebello, estão sendo feitos estudos internos e simulações para se chegar à melhor hipótese a ser adotada.

Simultaneamente, também está sendo avaliada se a fórmula de reajuste geral dos planos de saúde, aprovada em 2018, atende ao proposto. Essa revisão seria feita para avaliar se novas tecnologias, o envelhecimento da população e custos inesperados estão sendo captados. Até agora, a indicação é que não haveria mudança na regra.

Philippe Donnet, da Generali, é confirmado como melhor CEO no setor de seguros

Philippe Donnet CEO Generali

Fonte: Generali

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, foi eleito pela Extel (ex-Institutional Investor) como “Melhor CEO” do ano no setor de seguros da Europa. A revista independente é especializada em finanças internacionais e a premiação reflete o feedback combinado de investidores e analistas.

A Generali foi destaque em diversas categorias importantes: o CFO, Cristiano Borean, foi premiado como “Melhor CFO” no setor de seguros; a equipe de Relações com Investidores e Agências de Classificação também ficou em primeiro lugar nas categorias “Equipe de RI”, “Profissional de RI” (Fabio Cleva, chefe do setor), “Programa de RI” e “Dia do Investidor/Analista”. Além disso, a Generali foi premiada com a primeira colocação na categoria “Programa de ESG”.

O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, afirmou: “Estamos orgulhosos de que a comunidade financeira tenha mais uma vez reconhecido o nosso compromisso em promover melhor engajamento e comunicação com o mercado. Esses elementos são ainda mais essenciais hoje, à medida em que estamos prestes a atingir totalmente as metas de nosso plano ‘Lifetime Partner 24: Driving Growth’ e a embarcar em um novo ciclo estratégico. Gostaria de agradecer a todos os colegas pelo trabalho excepcional contínuo e pelo compromisso em sempre fornecer informações claras, confiáveis e em tempo hábil, o que nos permitiu receber mais uma vez esses importantes reconhecimentos da indústria este ano”.

O ranking da Extel reflete as avaliações de cerca de 1,8 mil profissionais, investidores institucionais e analistas financeiros. Os CEOs foram avaliados com base nos critérios de credibilidade, liderança e comunicação, enquanto os CFOs tiveram como base a alocação de capital, gestão financeira e comunicação. Além disso, foram analisadas a qualidade do conselho de administração e as métricas de ESG.

Vários fatores foram examinados para avaliar as atividades de Relações com Investidores, incluindo roadshows, qualidade das informações financeiras, conhecimento de negócios e mercado e a capacidade de resposta e posição da empresa.

Caixa Residencial patrocina Casa Sambabook, no Rio, com homenagem a Beth Carvalho

As seguradoras têm atuado como patrocinadoras de eventos culturais e artísticos. Entre os eventos apoiados em 2024, nesta semana temos o patrocínio da Caixa Residencial, uma parceria entre a Caixa Holding Securitária e a Tokio Marine Seguradora, para a Casa Sambabook, evento que acontece de 6 a 8 e de 13 a 15 de setembro no Rio de Janeiro. Segundo Joaquim Cruz, CEO da Caixa Residencial, o apoio faz parte da estratégia de preservação da cultura brasileira.

“Estamos construindo um propósito para a companhia que é o de tornar a proteção e o cuidado preventivo acessíveis para todos os lares brasileiros. Estamos falando de inclusão e brasilidade, e nada mais brasileiro e inclusivo que um projeto que aborda a riqueza da musicalidade que o samba nos traz”, comenta o executivo ao falar sobre o patrocínio da Caixa em projetos culturais, como a Casa Sambabook, idealizada pela Musickeria e liderada por Afonso Carvalho. O espaço será inaugurado nesta sexta-feira, 6 de setembro.

Com cinco edições lançadas em formatos multiplataforma, o Sambabook já homenageou grandes ícones do samba. O Bethquim, parte da sexta edição, celebrará a vida e obra de Beth Carvalho, com músicos que tocaram com a artista. A programação inclui uma roda de samba com Mosquito, Prettos, Lu Carvalho, Ana Costa e Marina Iris. “O lar é um espaço de segurança, dignidade e bem-estar, e lares protegidos promovem o desenvolvimento social e a cidadania. O samba é uma das expressões mais genuínas da cultura brasileira e um forte elemento de cidadania”, afirma Cruz.

A Caixa Residencial, que iniciou operações em 2021, começou a investir em projetos incentivados a partir de 2023, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, apoiando iniciativas como um festival audiovisual voltado à preservação da cultura. Em 2024, deu continuidade ao patrocínio da Orquestra Rio Villarmônica, com talentos oriundos de projetos sociais, e de um circuito de corridas em São Paulo e Belo Horizonte, focado em saúde e bem-estar, com o apoio da Lei de Incentivo ao Esporte.

Além disso, a Caixa Residencial patrocina “Peter Pan – O Musical da Broadway”, que será apresentado em novembro, marcando a última temporada do espetáculo no Teatro Liberdade, em São Paulo. A seguradora também expandiu sua atuação para outras regiões do país e ampliou o apoio a projetos com foco em sustentabilidade, saúde e alinhados ao seu negócio, como a construção de casas sustentáveis.

Joaquim Cruz conclui que a Caixa Residencial continuará investindo em projetos que promovam a brasilidade, o bem-estar social e que estejam presentes em diferentes regiões do país, reforçando a atuação nacional e a conexão com o perfil de negócios da companhia.

Susep aprova a segunda SPOC, dentro do ambiente Open Insurance

priscila figueiredo

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) credenciou a segunda sociedade processadora de ordem do cliente (SPOC), para atuar no Open Insurance, que posteriormente se juntará com o Open Banking, criando o Open Finance. Trata-se da Open Power Corretora de Seguros, que tem à frente Priscila Figueiredo, da Via Internet Insurance Consulting.

No início de agosto, Priscila ministrou a palestra “Open Insurance e o papel das SPOCs” durante o “Diálogo Seguro – I Encontro de Seguros: Transformação e Diálogo no Ceará”, promovido pelo Sincor-CE, a ENS e a Fenacor. O evento recebeu cerca de 300 participantes. “Se o mercado de seguros não se posicionar, o Open Finance vai acabar comercializando os produtos de seguros”, disse a integrante do Comitê de Open Insurance da camara-e.net e uma das responsáveis do programa OpenCor da Via Internet Insurance Consulting, Priscila Figueiredo, alertou os corretores de seguros sobre a necessidade da categoria se posicionar neste novo ambiente que surge no setor.

A portaria foi publicada pela Susep no dia 18 de agosto. Em março, a Susep aprovou a  Guru Spoc, que atuará como uma espécie de provedor de utilidades, no modelo B2BC, apoiando assim a transformação digital da indústria de seguro, no âmbito do Open Insurance no Brasil, tendo como sócios Cassio Amaral, que fundou a empresa em parceria com Antonio Cássio dos Santos, que atuou como CEO da Mapfre e Zurich e hoje tem diversos investimentos no mercado de seguros.

As Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente são entidades que, uma vez credenciadas pela Susep, podem atuar provendo serviços ao consumidor de agregação de dados, painéis de informação e controle ou, ainda, mediante o consentimento do cliente, representá-lo, prestando serviços relacionados à iniciação de movimentação financeira. 

No entanto, as apostas gerais dos especialistas sobre o Open Insurance ainda são tímidas. Muitos ainda buscam entender os custos associados aos clientes dentro do ambiente Open, que em algumas simulações se mostraram iguais aos custos de venda tradicional. Apesar deste momento ainda de avaliação temerária sobre quando o Open Insurance vai deslanchar, muitos investidores estudam a viabilidade de se investir no open insurance, com a captação do cliente num ambiente bancário, onde a comissão da venda está nas mãos das corretoras dos bancos.

Levando-se em conta que um dos principais problemas para a penetração do seguro no Brasil ser o custo, a comissão de venda é um dos pontos estratégicos para a democratização do seguro. A conferir o desenrolar desta antiga discussão. O custo do pagamento, antigamente via boleto, já foi solucionado com o PIX.