Lucro da Porto avança 21,3% no semestre, para R$ 1,2 bilhão

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A Porto divulgou lucro de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre deste ano, alta de 21,3% comparado ao mesmo período do ano anterior. A receita total de vendas avançou 13,9%, para R$ 17,6 bilhões de janeiro a junho deste ano. Os sinistros retidos avançaram 20,2%, para R$ 7,5 bilhões, com pagamentos de indenizações decorrentes da tragédia no Sul do Brasil em maio. Mais detalhes serão dados na reunião com investidores e coletiva de imprensa com jornalistas durante esta terça-feira.

No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido foi de R$ 584 milhões, 13,6% menor que a registrada no mesmo período do ano passado. As enchentes no Rio Grande do Sul tiveram um impacto negativo de R$ 87,2 milhões no resultado. A rolagem de títulos de renda fixa também pesou contra a linha final do balanço.

O retorno sobre as aplicações financeiras (excluindo previdência e rolagem de títulos) geridas pela tesouraria foi de R$ 224,7 milhões no 2T24, o que representa uma rentabilidade equivalente a 69,3% do CDI, impactada pelo desempenho em renda fixa indexados à inflação e pré-fixados (MTM), renda variável e multimercados. Em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado financeiro foi 48,3% menor, atingindo R$ 167 milhões.

Porto Seguro: impacto do Sul

A vertical Seguros registrou queda de 9,7% no lucro, para R$ 772 milhões no primeiro semestre do ano, com ROAE de 25,7%. O impacto dos efeitos das fortes chuvas no Rio Grande do Sul sobre o lucro líquido da Porto Seguro foi de R$ 87,2 milhões no trimestre. Desconsiderando esse impacto, o resultado seria de R$ 460,5 milhões (-0,4% vs. 2T23).

As receitas da Vertical Porto Seguro cresceram 3,6% no trimestre (vs. 2T23), para R$ 3,8 bilhões, justificadas, principalmente, pelo crescimento da base de clientes. Até junho, o grupo contabilizou 16,3 milhões de itens/vidas vigentes na Vertical Porto Seguro, com destaque para o incremento de 868 mil clientes no seguro de vida e de 248 mil na frota segurada, que passa a contar com 6 milhões de veículos.

O Índice Combinado da Vertical Seguro foi de 90,5%, explicado principalmente pelos efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul, resultando numa sinistralidade de 52,5% no segundo trimestre. Excluindo os impactos das enchentes, o Índice Combinado trimestral seria de 87%. No Auto, a sinistralidade foi de 59% e teria sido de 54,6% se excluídos os efeitos climáticos no sul do país.

Porto Saúde: conquista de novos clientes

A vertical Saúde exibiu lucro de R$ 178 milhões, alta de 84% e ROAE de 27%. Na Porto Saúde, as receitas totalizaram R$ 1,6 bilhão no trimestre, alavancadas pela continuidade de um crescimento significativo nos prêmios do Seguro Saúde com incremento de 144 mil vidas (+31,3% vs. 2T23), alcançando 606 mil beneficiários no período. O Índice Combinado da Porto Saúde melhorou 3,5 p.p. (vs. 2T23), atingindo 96,2% no trimestre, decorrente principalmente da redução da sinistralidade em 3,2 p.p. em comparação ao 2T23, atingindo 79,4% no período, o que contribuiu para o aumento de 169,9% no resultado recorrente trimestral da Vertical (vs. 2T23). Os resultados dos novos produtos, avanço na verticalização virtual, adequações tarifárias e ações para redução de fraudes, contribuíram para a melhora da sinistralidade, mesmo diante do aumento nos sinistros relacionados com doenças respiratórias e dengue.

Porto Bank: consórcio em alta

O Porto Bank registou ganho de R$ 304 milhões, alta de 103%. No Porto Bank, as receitas totais superam R$ 1,4 bilhão no trimestre, impulsionadas principalmente pela elevação de 39,3% nas receitas do Consórcio, em linha com nossa estratégia de diversificação de receitas. No Cartão de Crédito, o volume total transacionado cresceu 14,5%, atingindo R$ 14,1 bilhões. A inadimplência das Operações de Crédito acima de 90 dias encerrou o trimestre em 6,4%, uma redução de 1,1 p.p. v.s. 2T23 e permanecendo 1,0 p.p. abaixo da média de mercado², reflexo da efetividade das políticas atuais e foco para produtos de crédito em clientes com relacionamento.

Serviços: 1,3 milhão de serviços no trimestre

A vertical Serviços ainda não comparativo. Registrou ganho de R$ 93,2 milhões no primeiro semestre e ROAE de 21,2%. A Porto Serviço alcançou uma receita de R$ 635,9 milhões e realizou 1,3 milhão de serviços no trimestre. As receitas obtidas além do ecossistema Porto representaram 23,5% do faturamento do trimestre, decorrente do foco na ampliação de vendas nos segmentos B2C e B2B2C. Seguimos intensificando as parcerias estratégicas, exemplificadas pelo fechamento de dois novos acordos, totalizando cinco montadoras de automóveis cujos clientes já são atendidos pela Porto Serviço. Além disso, ativamos a marca Porto Serviço em lojas de grande rede varejista. O lucro trimestral da vertical foi de R$ 48,3 milhões, resultando numa margem EBITDA de 19,7% e num ROAE de 22,0% no período.

MAG Seguros aborda a importância do cuidado e da empatia no cotidiano

Fonte: MAG

O videocast Zona Segura, idealizado pela MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, está em sua segunda temporada. E neste episódio, em especial, o papo será sobre cuidado, planejamento financeiro, dicas práticas e reflexões, sob comando do diretor do Instituto de Longevidade MAG, Gleisson Rubin. 

A convidada do episódio é Claudia Alves, dona do canal “O bom do Alzheimer”. Filha de Dona Francisquinha, acometida pela doença, Claudia se tornou uma fonte de inspiração para muita gente na internet. Através do seu trabalho dedicado, ela leva informações e ajuda no suporte e cuidado com a doença.

Este e os novos episódios da segunda temporada do Zona Segura estarão disponíveis às quintas-feiras, às 18h, no YouTube, Spotify e outras plataformas oficiais de streaming da MAG Seguros. Para mais informações, acesse o site da MAG Seguros.

O seguro é uma socialização do risco, dizia Delfim Neto

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O economista Delfim Neto entendia como poucos o mercado de seguros. “O futuro é opaco e não há hipótese de conhecê-lo. Para se proteger contra o futuro, nos casos em que os riscos são probabilisticamente estimados, a única opção é o seguro”, me disse certa vez durante uma entrevista para a Revista de Seguros, da CNseg, a confederação das seguradoras.

O ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento Antônio Delfim Netto, morre neste segunda-feira, aos 96 anos. Ele estava internado desde o último dia 5 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A assessoria de Delfim não informou a causa da morte. Em nota, diz que ele morreu “em decorrências de complicações no seu quadro de saúde”.

Saiba mais sobre como este brilhante economista enxergava o mercado de seguros.

Fonte: Revista de Seguros, edição de julho, agosto e setembro de 2022

O futuro é opaco e não há hipótese de conhecê-lo. Para se proteger contra o futuro, nos casos em que os riscos são probabilisticamente estimados, a única opção é o seguro. Quem afirma é o economista Antônio Delfim Netto, 84 anos, que concedeu esta entrevista à Revista de Seguros no escritório de sua casa, que fica em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo. Ex-ministro dos governos militares dos generais Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e João Baptista Figueiredo e um dos principais conselheiros dos governos da era PT, Delfim Netto acredita que a indústria de seguros vai crescer muito nos próximos anos. “Seguros têm uma demanda incrível. É quase impossível viver sem seguros nos dias de hoje”, diz.

O senhor foi ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, além de deputado federal por cinco mandatos consecutivos. Com o olhar de governo, como o senhor vê a criação de mais uma estatal, a Segurobras?

Antônio Delfim Netto – Cada vez que um cérebro peregrino inventa uma nova forma de organização, termina em porcaria. Temos aí o que está acontecendo com China, Rússia, Cuba e Venezuela. Eu não sei por que é preciso criar a estatal. Já devíamos ter aprendido que não se revolve nada criando empresas estatais, que são, na minha opinião, mais um instrumento de dificuldade.

O governo acredita que vai ajudar a alavancar os investimentos em infraestrutura ofertando garantias para os riscos dos grandes empreendimentos?

Eu não acredito nisso. Se o governo ficou chateado com algum seguro não pago, é preciso entender melhor o que aconteceu, pois contrato é contrato e tem de ser respeitado. A ideia de se socializar o risco com uma empresa do governo é besteira, uma atitude equivocada, a meu ver. Hoje se faz seguro de tudo no mundo e o seguro proposto pelo governo é mais caro do que o custo ofertado por empresas privadas, pois, em geral, é feito sem muita análise de risco. E não dá para brincar com esse tipo de coisa. Seguro é uma atividade estritamente atuarial, de avaliação objetiva do risco.

Mas muitas construtoras reclamam que o preço cobrado está salgado demais e que alguns riscos as seguradoras não querem assumir?

Não tem almoço grátis, tudo tem seu custo. Estou dividindo o risco com a seguradora e para isso tenho de pagar um preço. Para outras coisas, não há seguro. Seguro para taxa de juros daqui a 20 anos? Não tem. Há incertezas contra as quais não se pode lutar, mas há riscos que podem ser estimados. Nestes casos, o seguro é uma solução confortável.

Mesmo assim, o governo está tirando a Segurobras do papel?

Bem, o governo faz o que quer. Por isso é governo. Mas é importante entender que uma empresa é um ser vivo. Adquire vida própria. Temos duas funções na vida: uma é conservar-se e outra reproduzir-se. Com as empresas acontece a mesma coisa. Só posso ser chefe se tenho alguém subordinado a mim. Uma estatal não vive bem se não tiver outra estatal sob seu comando. Mas não precisa criar uma estatal para cada problema que existe. Às vezes é preciso contar com uma empresa pública, no caso de o setor privado não atender às necessidades. O que não é o caso.

Alguns estrangeiros que chegaram ao Brasil com planos de atuar em seguros de grandes obras sentem-se frustrados, com as mudanças regulatórias do resseguro, com a Segurobras e com o fato de o país estar crescendo abaixo do esperado. É possível arriscar previsões de crescimento?

O país crescerá 2% no ano, provavelmente um pouco menos. O que todos têm de entender é que o Brasil faz parte de um mundo que está em crise. Estamos numa situação muito delicada e nosso crescimento depende do que acontece no mundo. Se vamos crescer rápido ou mais devagar, vai depender dos acontecimentos mundiais e também da retomada dos investimentos no Brasil.

O senhor acredita que o pacote de medidas anunciado pelo governo, focado em investimentos de infraestrutura, ajudará a criar um novo ciclo de otimismo na economia brasileira?

O momento de pessimismo do Brasil, fruto da retração bancária e do acúmulo de liquidez por empresas e pessoas físicas, vai passar quando o Estado quebrar esse ciclo. Para isso, ele tem de fazer leilões inteligentes e transferir uma boa parte dos investimentos necessários em infraestrutura para o setor privado. Dessa forma, o governo se dedica ao que ele tem de fazer: política econômica, controle das contas e estímulo a um Banco Central independente, que mantenha a inflação sob controle e, consequentemente, a solidez do sistema financeiro.

Quando o senhor foi ministro da Fazenda, disse a empresários do setor que queria fazer a economia brasileira tão forte como a japonesa e, para isso, dependia de ter um mercado de seguros forte. Foi isso?

O seguro é uma socialização do risco, que permite que as pessoas, as empresas e o próprio governo assumam mais riscos. E, no fundo, crescer é assumir risco. quem quer crescer sem correr risco, tem que ter a proteção do seguro.

Que áreas o senhor considera importante para a atuação das seguradoras?

Todas. Seguro realmente é fundamental para uma economia forte. Veja só um bom exemplo. O que falta na agricultura brasileira? Só uma coisa: um bom seguro para a safra, para que a agricultura não flutue. Nos anos bons, a agricultura ‘nada’ em dinheiro e, nos ruins, acumula dívidas. Depois que contrai a dívida com as taxas de juros que o País pratica, o agricultor não sai mais do buraco. Para um bom sistema econômico, temos de ter um bom mercado de seguros.

E qual sua avalição sobre a evolução do microsseguro?

O cidadão aprende que o seguro é muito importante. quando falamos dos produtos de microsseguros é o mesmo que dizer que se está dando formas para as pessoas de menor renda socializar seus riscos. Seguro é o serviço que mais cresce na economia. A elasticidade é gigantesca.

E a previdência, como o senhor vê esse assunto?

Previdência não tem solução. E esse é um problema mundial. É preciso ajustes a cada momento, principalmente para os sistemas que não são estáveis do ponto de vista atuarial. Vai-se acumulando uma dívida contingencial impagável. O avanço da expectativa de vida é algo impressionante e é óbvio que não se pode mais pensar em aposentadoria aos 60 anos.

O setor privado ajuda a melhorar esse cenário?

Sim, ajuda. Mas no fundo temos de entender que aqueles que produziram e pouparam para arcar com seu próprio sustento acabam tendo que dividir a conta. Aqueles que não tiveram condições de fazer essa poupança, por motivos diversos, precisam ser supridos pela previdência pública. É um grande avanço que precisa ser feito nesse setor. Estou muito satisfeito com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. Ele tem exposto ideias muito claras.

Tem algum sistema que possa servir de exemplo para o Brasil?

Em todos os lugares o problema da aposentadoria é um problema crítico. Não existe nenhum sistema, mesmo nos países nórdicos, que não tenha dificuldades.

O povo brasileiro tem uma consciência muito restrita sobre responsabilidade civil. Uma prova disso é que 80% contratam seguro para o casco do carro e não para indenizar terceiros, mesmo que isso possa custar muito mais do que o veículo. O sr. acha que isso vai mudar também?

Sim, claro que tende a mudar. O carro hoje é a aspiração máxima do brasileiro, que deseja ter o carro e cuida dele para chegar com estilo na missa de domingo. O carro, para ele, é uma expansão de si mesmo. Só que não sobra dinheiro para mais nada. Seguro do carro é muito caro e está fora do alcance destas pessoas. Em geral, o brasileiro que está chegando agora ao mundo do consumo, que vê o carro quase como um objetivo de vida, não calcula o custo. Ele paga uma prestação mensal de R$ 300 e não se dá conta de que vai gastar R$ 600 de combustível e que preci- sará fazer um seguro. Mas, se ele tiver de sacrificar algo, não será a si mesmo. A mentalidade é a seguinte: se houver um acidente com o carro, a pessoa acha que estará perdida; mas se atropelar alguém, dará um jeito. Eu creio que isso vem mudando, pois as pessoas percebem que agora, para manter o padrão social, têm que se proteger.

O Judiciário ajudaria a acelerar essa consciência?

Não, o Judiciário é lento e complica muito. Veja o leasing. Uma operação que dominava o financiamento de veículos e acabou porque o Ministério Público passou a considerar que o banco era o dono do carro e, portanto, o responsável por tudo. Pelas multas, pelos impostos e até mesmo pelas despesas de um atropelamento.

Então, ainda teremos que esperar muito para ver mudanças…

O Brasil está melhorando. Não há país emergente que tenha as condições do Brasil. As instituições estão funcionando, temos um regime democrático, com eleições de quatro em quatro anos – e não há fraudes. O País tem o Supremo Tribunal Federal que é o defensor da liberdade. Veja o caso da China, por exemplo. Outro dia saiu o relatório do fórum mundial sobre propriedade privada afirmando que a China é muito melhor do que o Brasil. Só na cabeça de quem escreve o relatório. Não precisa ir para a China para saber o que está errado. Basta pensar. quem dá as informações são os próprios países – no Brasil, são os empresários e, na China, as empresas que pertencem ao governo. Ou seja, o relatório fica sujeito a equívocos, a enganos.

O que o senhor acha que falta para a indústria de seguro deslanchar?

O mercado tem de vender seu peixe. Tem de mostrar o seguinte: eu presto um bom serviço para você por um preço muito módico. E deixar de ter complicações nas cláusulas dos contratos. Seguro ainda é complicado e a prova disso está na dificuldade que as pessoas enfrentam na hora de receber uma indenização. Sempre tem um probleminha. É preciso ter assimetria de informação, sem uma malandragem recíproca. Veja só um bom exemplo. O que falta na agricultura brasileira? Só uma coisa: um bom seguro para a safra, para que a agricultura não flutue”.

Azul anunciou prejuízo de R$ 3,8 bi no trimestre. Como fica a renovação do seguro de empresas endividadas?

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No auge de debates sobre a realização de manutenções, de qualidade, em aviões devido ao acidente com a aeronave da Voepass no dia 9 e agosto, a companhia aérea Azul anunciou prejuízo líquido de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2024, revertendo os ganhos de R$ 23,9 milhões de um igual trimestre do ano anterior. No geral, os resultados foram influenciados pela depreciação do real contra o dólar, que levou a um resultado financeiro negativo no período.

Para complicar o dia da Azul e dos passageiros, uma aeronave teve problemas no pouso e por isso o Aeroporto Internacional de Florianópolis, em Santa Catarina, está com as operações temporariamente suspensas na manhã desta segunda-feira (12). Não foi informada previsão para liberação. “O pouso aconteceu com segurança, assim como o desembarque dos clientes. A Azul lamenta eventuais transtornos causados e reforça que todos estão recebendo toda a assistência necessária conforme prevê na resolução 400 da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, afirmou em nota.

Com um prejuízo de R$ 3,8 bilhões, a empresa fazia as manutenções devidas?, questionam leitores que querem entender melhor como funciona o seguro. “Uma pessoa comum que tem o nome no Serasa não consegue fazer o seguro de automóvel. Uma empresa aérea consegue?”.

Segundo especialistas consultados, que pediram anonimato, nenhum avião no mundo pode, segundo as normas aéreas, levantar voo sem ter um seguro. “As questões de segurança não podem ser limitadas nem mesmo em empresas que estão em recuperação judicial. Caso contrário, financiadores e empresas de leasing, donos de praticamente mais de 90% das aeronaves ativas, suspendem os contratos e as aeronaves são retomadas”, afirmam especialistas.

Caso não pague o seguro, a aeronave não sai mais do chão, uma vez que a notícia se espalha rapidamente entre investidores e empresas de leasing. A apólice principal cobre danos causados a terceiros causados pela empresa aérea. Outra apólice conhecida como “casco” visa repor a perda patrimonial do bem em caso de acidente, exigido por investidores e empresas de leasing.

Quando uma empresa, de qualquer segmento da economia, tem dívidas elevadas, acende o farol vermelho do departamento de subscrição de riscos das corretoras, seguradoras e resseguradoras. “Hoje, na nossa reunião de segundas-feiras, uma pessoa do time informou que fomos chamados pela empresa de um corrente que não conseguiu renovar o seguro patrimonial porque estava na Serasa”, contou um corretor em condição de anonimato.

Os profissionais contam que esta é uma realidade no mercado e tem vários motivos para isto acontecer. Os subscritores calculam o risco das empresas e com base nisso o preço do seguro. Quanto maior o risco de inadimplência, maior o valor do seguro. Há estatísticas que revelam que empresas endividadas fazem menos manutenção nas máquinas e prédios. Além disso, as empresas no vermelho não fazem os investimentos necessários nos equipamentos e no gerenciamento de risco. Também há casos que mostram que os números de fraudes são muito maiores nas empresas endividadas.

“Estes são alguns pontos, entre outros, que podem prejudicar a colocação destes riscos no mercado local e internacional. Sem o respaldo do resseguro, a seguradora não tem como fazer o seguro e acaba negando a proposta”, explicam os técnicos. “Não estou afirmando que os acidentes recentes tenham algo a ver com estas análises dos subscritores. Acidentes em empresas com caixas altíssimos e grande liquidez acontecem toda hora também”, ressaltou o corretor.

Já para o seguro garantia, que garante contratos, ou seguro de crédito, que cobre a inadimplência do pagamento a credores, estar endividado ou com nome “sujo” impacta diretamente nas condições do seguros, que passam a contar com uma análise muito mais criteriosa. “Ninguém fala isto abertamente. As companhias negam por “risco declinável”, falta de capacidade de cobertura no mercado entre outras desculpas, pois isto é sensível na justiça. Igual aos bancos que não aprovam crédito, mas não dão as razões”, explica um especialista.

Mas há exceções de aviões que voam sem um programa de seguro adequado ou mesmo sem seguro, como o acidente com o avião da Chapecoense. A aeronave da LaMia, extinta companhia aérea da Bolívia e que operava com preços muito abaixo dos praticados pela concorrência, levava atletas, dirigentes do clube e jornalistas para a final da Copa Sul-Americana. Caiu, por falta de combustível, na Colômbia, em 28 de novembro de 2016. No total, 71 pessoas morreram. Passados oito anos, o assunto ainda está na Justiça. No início, a notícia era de que a empresa não havia renovado o seguro. Porém, parentes buscam responsabilizar a corretora de seguros e a seguradora pela não renovação. O caso corre na Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, que analisa as responsabilidades da Tokio Marine Klin e da corretora AON.

MetLife lança seguro de vida individual vitalício com pagamento único 

Fonte: MetLife

A MetLife anuncia o lançamento do Vida Total Singular, nova modalidade de seguro de vida individual, que se destaca pela possibilidade de quitação da apólice com pagamento de parcela única. Projetado para atender clientes que buscam proteção financeira para garantir a sucessão patrimonial, o novo produto tem cobertura vitalícia e desempenha um papel essencial na proteção do patrimônio e preparação cuidadosa para a transferência de bens e ativos para os herdeiros de maneira eficiente. Além disso, o segurado conta com a garantia de ADT (adiantamento em caso de doença terminal) ou pode optar pelo resgate de 100% do montante disponível após o quinto ano de vigência.

A seguradora vem investindo e inovando constantemente o seu portfólio de produtos; só nos últimos meses, criou soluções de coberturas, revitalizou as assistências e ampliou a oferta de produtos, como foi o caso do mais recente lançamento de vida individual: Vida Total 5. Com mais esse lançamento, a seguradora pretende atender às necessidades de empresários e investidores que se preocupam com a proteção de patrimônio. “O Vida Total Singular é uma resposta direta às necessidades de nossos clientes que procuram uma abordagem personalizada para a gestão e proteção de seus bens e atende ao pedido dos corretores que comercializam nossas soluções “, comenta Jaime Neto, AVP de Produtos da MetLife Brasil.

Segundo o executivo, este lançamento será um diferencial no mercado, visto que, atualmente, poucas seguradoras no país oferecem um seguro de vida individual vitalício com pagamento único e com possibilidade de resgate ao final do 5° ano. “A sucessão patrimonial é um aspecto crucial no futuro dos negócios e na segurança financeira das famílias, para que os bens adquiridos ao longo da vida sejam transferidos de forma segura para os herdeiros, preservando o legado, minimizando possíveis complicações e conflitos futuros”, destaca o executivo.

HDI Seguros patrocina Eco Recicla Run em São Paulo

Andre Truzzi HDI Seguros

Fonte: HDI

A HDI Seguros está patrocinando a Eco Recicla Run, uma corrida que acontecerá no Parque Villa-Lobos, no dia 18 de agosto, a partir das 7h. O patrocínio faz parte da cultura do Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, que investe na responsabilidade social e incentiva hábitos saudáveis e sustentáveis em prol do bem-estar da sociedade como um todo. 

A Eco Recicla Run é uma iniciativa que visa celebrar o compromisso da comunidade com o meio ambiente por meio da prática esportiva, fomentando a conscientização sobre a importância da sustentabilidade. Como forma de incentivo, a corrida de rua também oferecerá uma medalha de participação para os corredores e um troféu para os três primeiros colocados das categorias masculino e feminino, tanto nos 5 km quanto nos 10 km.

Além de patrocínios estratégicos, o Grupo HDI conta com uma série de iniciativas focadas no compromisso da empresa com a sustentabilidade. Entre elas, destacam-se a gestão das emissões de gases do efeito estufa, incluindo um plano de redução e a abolição do uso de plásticos descartáveis em suas operações; a destinação correta de resíduos orgânicos e recicláveis em seus escritórios; apoio à coleta voluntária de detritos cotidianos, como lacres de latas, tampinhas plásticas, cupons fiscais e lixos eletroeletrônicos, enviando-os à instituições que garantem impacto socioambiental positivo por meio da reciclagem. A companhia também disponibiliza um selo de práticas sustentáveis para oficinas parceiras para reforçar o impacto ambiental positivo em toda a cadeia de valor.

“Apoiamos a Eco Recicla Run porque acreditamos na importância de promover a saúde e a sustentabilidade de maneira integrada. Este evento nos permite incentivar hábitos saudáveis e a conscientização ambiental, valores que consideramos fundamentais no Grupo HDI”, conclui André Truzzi, VP de Transformação do Grupo HDI.

Registradora não pode vender dados de seguros ao mercado, afirma CTO da CSD BR, Daniel Polano 

Fonte: CDS

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) determinou que a Meta, empresa dona do Facebook e do Instagram, suspendesse a coleta de dados pessoais utilizados no treinamento da Inteligência Artificial generativa. A decisão visa cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que não permite a coleta ou o armazenamento de dados pessoais sem o consentimento do proprietário.

Essa medida traça um paralelo importante também no mercado de seguros: o Sistema de Registro de Operações (SRO), da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Nele as seguradoras e demais entidades reguladas devem enviar diariamente às registradoras informações sobre seguros e apólices, juntamente com os dados pessoais dos clientes finais. Essa informação serve como base, por exemplo, para exibir os dados no portal MEU SEGURO dentro do GOV.BR. A registradora, por sua vez, deve ser zelar pela segurança das informações incluídas em sua plataforma e não pode se utilizar ou vender dados ao mercado, conforme explica o CTO da CSD BR, Daniel Polano, durante o Webinar — Avanços no Registros de Seguros – SRO, organizado pela CSD BR, no último dia 12 de julho.

“O termo de adesão das registradoras ao SRO prevê, nas condições do credenciamento, um capítulo sobre a segurança das informações. Nele, as registradoras precisam informar sua política de sigilo e proteção de dados e segurança da informação à Susep”, comentou.  

As registradoras possuem informações detalhadas das operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros. Estes dados são utilizados pelas registradoras e pela SUSEP para fiscalizar a atuação de cada entidade regulada. O projeto tem avançado e, atualmente, os seguros de danos e pessoas em regime financeiro de repartição simples devem ser obrigatoriamente registrados no Sistema.

Para Daniel Polano, as registradoras devem observar esse tema com muita atenção, já que esse é um ponto sensível do armazenamento de dados. Ele diz, ainda, que algumas registradoras têm oferecido valores baixos no registro dos produtos, pensando na comercialização das informações futuramente — um barato que pode sair muito caro depois.

“Onde aconteceu um sinistro e todos os detalhes da ocorrência, por exemplo, são dados super valiosos para as seguradoras. Além disso, existem as informações pessoais. Mas o dado que temos aqui não é nosso, então não pode ser vendido. Uma registradora não pode fazer isso. Esses dados não devem ser comercializados nem de forma analítica nem de forma sintética”, finaliza.

Zurich registra lucro de US$ 3 bilhões no primeiro semestre

mario greco zurich
divulgação

O grupo Zurich registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2024, alta de 21% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os prêmios brutos emitidos de P&C e taxas de apólice no primeiro semestre de 2024 foram de US$ 25,3 bilhões, um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O lucro operacional (BOP) do grupo subiu para um recorde de US$ 4 bilhões no período analisado, com avanço de 7%. O segmento de negócios de P&C da Zurich apresentou um forte BOP de US$ 2,2 bilhões no primeiro semestre de 2024, sustentado pelo aumento da receita de seguros de 6% para US$ 21,4 bilhões e melhores resultados de investimentos.

No entanto, a maior receita de seguros e um forte resultado de investimentos neste segmento foram parcialmente compensados ​​por um índice combinado mais alto, que aumentou 0,7 ponto percentual ano a ano para 93,6%, impulsionado principalmente por perdas por catástrofes.

Mario Greco, CEO do grupo Zurich, comentou: “Estou muito satisfeito com esses resultados, que refletem um desempenho excelente em todos os nossos negócios. Isso continuará nos permitindo entregar retornos fortes para nossos acionistas. “As condições de mercado permaneceram mais favoráveis ​​do que o previsto, e observamos hoje muitas oportunidades para aumentar o negócio de forma lucrativa.”

Estudo da AON revela gap na contratação de seguro cibernético

Fonte: Reinsurance News

A Aon lançou seu Relatório “Intangible versus Tangible Risks Comparison Report” (Comparação de Riscos Intangíveis versus Tangíveis) de 2024, ressaltando a necessidade de empresas na Europa, Oriente Médio e África (EMEA) reavaliarem suas estratégias de seguro cibernético e proteção de propriedade intelectual (PI).

O estudo, que entrevistou 596 executivos, aborda os riscos vinculados à inteligência artificial generativa (Gen AI) e a crescente vulnerabilidade a perdas envolvendo propriedade intelectual e ativos intangíveis. Traz uma análise detalhada dos riscos associados a ativos intangíveis, revelando que esses ativos são significativamente mais suscetíveis a perdas em comparação aos tangíveis.

Um dos destaques é que a Perda Máxima Provável média para ativos intangíveis é quase 43% maior do que para ativos tangíveis. Em termos de cobertura de seguro, há um contraste: enquanto 60% dos ativos de propriedade, instalações e equipamentos (PP&E) são segurados, apenas 17% dos ativos de informação recebem proteção semelhante. Essa lacuna de seguro permaneceu inalterada nos últimos dois anos, apesar da crescente importância e valor dos ativos intangíveis e da frequência crescente de grandes violações cibernéticas.

Em toda a EMEA ressaltam essa discrepância na cobertura de seguro. A pesquisa também destaca que a probabilidade de um grande evento cibernético afetar ativos intangíveis é três vezes maior do que para PP&E. No entanto, apesar desses riscos elevados, muitas empresas ainda estão sub-seguradas para questões como roubo de segredo comercial e responsabilidade de propriedade intelectual, o que pode levar a uma exposição financeira substancial.

O relatório indica ainda que 69% das empresas na região EMEA estão atualmente utilizando ou planejando implementar produtos ou serviços de IA. Essa adoção generalizada de IA pode ampliar o risco de incidentes cibernéticos e apresentar desafios adicionais relacionados à conformidade regulatória. Novas regulamentações, como a Lei de IA da União Europeia, podem aumentar involuntariamente a probabilidade de disputas legais com detentores de direitos autorais.

David Molony, chefe de soluções cibernéticas EMEA da Aon, disse: “O seguro cibernético evoluiu rapidamente para abordar de forma mais eficaz os principais fatores de perda associados a eventos cibernéticos. Ele oferece cobertura mais favorável e preços premium para empresas que demonstram fortes práticas de segurança cibernética.

“No entanto, o valor crescente dos ativos intangíveis, juntamente com o aumento da IA ​​generativa, representa uma mudança de paradigma no risco cibernético, enquanto a nova Lei de IA da UE provavelmente só introduzirá mais complexidade regulatória. As empresas devem se preparar para esses riscos em evolução e potenciais responsabilidades.”

Espera-se que a crescente ameaça representada pela IA generativa intensifique a escala e o impacto dos ataques cibernéticos nos próximos dois anos. A IA generativa pode refinar e avançar as técnicas usadas por criminosos cibernéticos, tornando mais fácil até mesmo para hackers inexperientes realizar ataques bem-sucedidos. Espera-se que essa tendência contribua para um aumento global nas ameaças de ransomware.

O relatório observa que apenas 36% dos entrevistados têm apólices de seguro cibernético que cobrem os custos de ransomware. Isso deixa um número significativo de empresas financeiramente vulneráveis ​​às consequências de incidentes cibernéticos.

Molony continuou: “A recente interrupção global de TI serviu como um poderoso lembrete da natureza dinâmica dos riscos cibernéticos e tecnológicos e enfatizou a importância de protocolos robustos de continuidade de negócios e resposta a incidentes. Também reiterou a necessidade de uma apólice de seguro cibernético abrangente para mitigar esses riscos.

“Este cenário em evolução apresenta grandes oportunidades para empresas globais repensarem suas estratégias de risco, seja por meio de mecanismos convencionais de transferência de risco ou alavancando capacidades em arranjos de capital alternativos, como mercados cativos e de resseguro.”

Swiss Re Corporate Solutions anuncia Pedro Mattosinho para liderar área de seguro garantia

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Com mais de 20 anos de experiência em seguros de crédito e garantia, o executivo une seu conhecimento à competência técnica do time da Swiss Re Corporate Solutions, com suporte da Joint-Venture com a Bradesco Seguros, combinando a eficiência dos corretores da rede de distribuição Bradesco na oferta de soluções estruturadas e ampliação de parcerias de negócios no Brasil.
 

“Estou muito animado com o desafio. A recepção não poderia ter sido melhor, tanto pelo time como pelo mercado. A longa história da Swiss Re nos coloca como referência e protagonistas no mercado brasileiro de garantias, que passa por grandes transformações. As perspectivas são de crescimento sustentável da linha de negócio considerando os novos marcos legais. Os próximos anos serão de transformação e a Swiss Re Corporate Solutions estará à frente deste processo”, comenta Mattosinho.
 

O executivo será responsável pela execução da estratégia de seguro garantia tanto na América Latina quanto no Brasil, reportando-se diretamente a Angelo Colombo, Regional CEO Latin America. Ele também trabalhará próximo ao Pedro Palma, que ocupava o cargo de Head Surety Latin America antes de ser nomeado, recentemente, Global Head Product Management Surety da seguradora.
 

“Ter Pedro Mattosinho a bordo faz parte da nossa estratégia para aprimorar a estrutura de garantia. Estamos confiantes de que essa mudança ajudará a acelerar nossa capacidade de cumprir as iniciativas estratégicas da área”, ressalta Angelo Colombo.
 

Mattosinho trabalha no mercado brasileiro de crédito e garantia desde 2001, ocupando posições em empresas, como Zurich, Chubb, Mapfre e Fator Seguradora, onde atuou como diretor de Garantia nos últimos 5 anos. Graduado em Economia pela PUC-RJ e com mestrado em Administração de Empresas pelo COPPEAD-UFRJ, Pedro tem 48 anos, é casado e tem dois filhos.