Assurant e 77Sol ofertam seguro de proteção financeira para compra de equipamento de energia solar

Fonte: Assurant

O mercado de energia solar tem um futuro promissor, com muitas tendências que apontam para um crescimento contínuo do uso deste recurso natural como uma das principais fontes de energia do futuro, a qual já evitou a emissão de 55,4 milhões de toneladas de CO2, desde 2012, de acordo com dados da ABSolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). A geração distribuída, a busca dos consumidores por soluções mais sustentáveis e a inovação tecnológica são os principais motores dessa transformação no Brasil.

Neste contexto, para ajudar a proteger o crédito dos consumidores que optarem pela compra financiada de um sistema de geração de energia solar, a Assurant e a 77Sol firmaram parceria para oferta de seguro de proteção financeira, o Seguro Prestamista. A Assurant é uma empresa líder global em seguros e soluções que protegem a vida conectada das pessoas, e a 77Sol é o maior ecossistema de produtos e serviços em energia solar 100% gratuito do Brasil, cobrindo desde a oferta de equipamentos, financiamentos para projetos solares, até soluções em engenharia e para integradores.

Bruno Tognozzi, Superintendente de Novos Negócios, Comercial Mobile e Digital da Assurant, explica que o seguro prestamista é importante para o planejamento financeiro do cliente pessoa física que vai precisar de crédito para adquirir o equipamento de energia solar. “O seguro prestamista protege o consumidor e o credor porque ele garante a quitação total, ou parcial, de uma dívida em três situações: desemprego involuntário, invalidez permanente ou em caso de falecimento do segurado. Além disso, resguarda os familiares de uma possível transferência da dívida aos herdeiros”, explica Tognozzi.

“Essa aliança com a 77Sol reafirma a capacidade da Assurant em desenvolver soluções para atender as demandas de novos mercados. O setor de energia solar tem crescido nos últimos anos e para ampliar o acesso dos brasileiros a essas tecnologias, vamos desenvolver, cada vez mais, soluções de proteção”, afirma.  

Energia Solar no Brasil 

De acordo com a ABSolar, o país tem mais de 2,8 milhões de sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Desse total, 78% são em residências. A entidade também estima que quase 40% das vendas das placas solares, em 2023, foram financiadas confirmando a tendência da necessidade de proteção financeira para a compra desses equipamentos.

Para Luca Milani, CEO e fundador da 77Sol, a porcentagem para este ano deve ser ainda maior. “Quando olhamos para os nossos números, a maior parte dos projetos solares contratados já são feitos via financiamento e acreditamos que este é um movimento do mercado como um todo. Seguindo essa tendência, o prestamista chega para trazer um crescimento significativo na escolha e na aprovação dos financiamentos nos próximos meses, graças à segurança adicional proporcionada perante aos bancos”. 

O executivo explica ainda que a expectativa é de que a nova solução fortaleça a conversão de vendas, ao permitir uma experiência mais segura e competitiva, em linha com as demandas do mercado. Outro ponto destacado pelo CEO é o impacto positivo da nova opção de seguro no score de crédito da marca junto aos bancos. Segundo Milani, a garantia adicional tende a melhorar ainda mais as condições dos financiamentos, com taxas mais favoráveis e maior chance de aprovação para os clientes. “Isso beneficia todas as partes envolvidas na negociação, que passam a contar com melhores condições para a linha de crédito”, acrescenta.

Bradesco Seguros promove Festival da Inovação

inovation school
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Fonte: Bradesco

Entre os dias 23 e 25 de outubro, o Grupo Bradesco Seguros promove o Festival de Inovação 2024. Com o tema ‘Ambidestria em Foco’, o evento pretende ressaltar a importância da habilidade de equilibrar a inovação constante pensando no futuro com a excelência da execução das ações do presente. O Festival abordará ainda temas como Cultura, Habilitadores da Inovação e Seguros do Futuro. 

Além dos executivos da área de inovação do Grupo Bradesco Seguros, entre os convidados dos painéis estão Igor Macaúbas, da Globo; Patricia Travassos, da Prosa Press; Cleo Santana, da Expo Favela; Daniel Goettenauer, da Manaus Tech Hub; Gustavo Leança, da Capgemini; e Letícia Setembro, da Seek Futures.

O público poderá acompanhar as sessões no período da manhã, de forma gratuita, com transmissão pelo link.

Programação:

Quarta-feira, 23/10

09h – Abertura do Festival, com José Loureiro, Diretor de Inovação do Grupo Bradesco Seguros

9h10 – Palestra | Um convite para a Ambidestria, com Cristiano Kruel – Sócio & CIO na StartSe

10h –Painel | Desafiantes Digitais: Adaptabilidade e reinvenção, com Igor Macaúbas – Diretor de Produto e Engenharia, Produtos Digitais na Globo, Douglas Dommarco – Diretor de Vendas na Microsoft e Livia Mendonça – Superintendente de inovação Alelo Brasil

11h – Painel | Negócios de Impacto, com Patrícia Travassos – Diretora Criativa na Prosa Press, Cleo Santana – líder da Escola de Negócios da Favela, Daniel Goettenauer – Especialista em Inovação Manaus Tech Hub e Ivo Candido – Consultor de Inovação Bradesco Seguros

Quinta-feira, 24/10

9h – Palestra | Cultura Tiktok: impactando diferentes gerações, com Alexandre Cres, líder da vertical de Finanças no TikTok

10h –Palestra | Tecnologias disruptivas em seguros: um mundo de novas experiências, com Cauê Dias Silva, do-head de Inovação e R&D da NTT DATA, Marcelo Antonio Salvo, líder de inovação de R&D da NTT DATA, Marina de Lima Dobeschi, líder de inovação de design da NTT DATA, e Giuliano Borro, superintendente da Bradesco Saúde

11h – Palestra: Impactos da IA na sociedade e nos negócios, com Silvio Meira, fundador e cientista-chefe da TDS Company

Sexta-feira, 25/10

10h – Painel Você Conectado:  Seguro do Futuro: Oportunidades e desafios da próxima década, com Gustavo Leança – Diretor de Seguros na Capgemini e Leticia Setembro – Futurista, CEO na Seek Futures

11h – Palestra: Economia criativa: O poder dos novos modelos de negócios, com Caito Maia – fundador Chilli Beans

14h – Palestra: O Futuro é dos criativos, com Murilo Gun, palestrante sobre criatividade e autoconhecimento, e um dos pioneiros da internet no Brasil.

Generali nomeia Paolo Silvestri como head de aviação

A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) anunciou a nomeação de Paolo Silvestri como novo Head de Aviação, a partir de 1º de outubro. Paolo também continua, interinamente, no cargo de Head de Aviação dentro da Função de Subscrição de GC&C Itália. Massimo Orsini, o antigo Head de Aviação de GC&C, segue como Head de Seguro Cibernético de GC&C.

Silvestri tem uma sólida experiência na indústria de seguros de aviação, com mais de vinte anos de atuação em diversas posições dentro da Generali, adquirindo um profundo conhecimento de todos os aspectos técnicos e comerciais relevantes. O novo head buscará fortalecer ainda mais o desenvolvimento do portfólio de Aviação de GC&C, garantindo a excelência na subscrição para impulsionar o crescimento e oferecer valor aos clientes e corretores.
 

Christian Kanu, CEO da Global Corporate & Commercial, declarou: “Dou as boas-vindas a Paolo em nossa equipe, pois tenho certeza de que ele será fundamental para impulsionar e moldar nosso portfólio de Aviação, bem como para compreender as necessidades de seguros de nossos clientes. Estou confiante de que sua nomeação contribuirá para a execução de nossa visão estratégica de crescimento e inovação no setor de aviação”.

Silvestri é representante tanto da Associazione Nazionale Imprese Assicuratrici (ANIA) da Itália, quanto da International Union of Aerospace Insurers (IUAI); além disso, possui bacharelado em Direito pela Università degli Studi di Parma.

Como os profissionais de seguros podem ser facilitadores na vida dos brasileiros

por Nuno David, diretor comercial e de marketing da MAG Seguros

Este Dia do Securitário, 21 de outubro, nos convida a refletir sobre o cenário dessa profissão, que desempenha o papel essencial de levar proteção financeira à sociedade. Um levantamento realizado pela FenaPrevi aponta que 96% dos brasileiros já ouviram falar sobre seguro de vida, entretanto 64% desconhece qualquer benefício associado a ele. O mesmo estudo destaca que apenas 17% da população possui algum tipo de seguro de vida, o que demonstra que o setor ainda possui grande potencial de crescimento. 

Em linha com a pesquisa, podemos entender que o papel dos profissionais que atuam no mercado vai muito além de vendedores autônomos de seguros. Os corretores, por exemplo, são especialistas em proteção financeira e atuam como agentes transformadores da sociedade por meio de seu papel consultivo, visando atender às necessidades e ofertar os produtos que mais se adequam a cada um. E é a partir desta atuação que, ainda que os números do levantamento citado anteriormente mostrem que ainda há muito a crescer, já é possível observar uma evolução no segmento. 

De acordo com dados da SUSEP, o setor de seguros de vida registrou um crescimento de 14,6% no primeiro semestre de 2024, comparado ao ano anterior. Esse movimento vai ao encontro da atuação dos profissionais que diariamente ajudam, seja a partir de seus argumentos de vendas ou na formatação de novas soluções em proteção, a esclarecer como o seguro pode ser parte essencial do planejamento financeiro e não apenas utilizado como uma proteção em casos de falecimento. 

Há uma série de coberturas e até produtos 100% voltados às doenças graves, diária por incapacidade temporária e invalidez parcial ou total. Promover essa compreensão mais profunda dos benefícios é fundamental para garantir que mais brasileiros as adotem como uma ferramenta para sua segurança financeira. Ainda que gradativamente e com um longo caminho a ser percorrido, a sociedade passou a valorizar ainda mais a discussão sobre riscos à saúde e a importância da proteção financeira. 

Nesse contexto, a atuação dos profissionais de proteção financeira se faz ainda mais necessária para a desmistificação do seguro e sua importância no planejamento financeiro, principalmente quando falamos da alta volatilidade que vemos em todo o mundo. A importância de se planejar e cuidar do futuro vem sendo cada vez mais discutida na sociedade, para que mais brasileiros alcancem tranquilidade em momentos de incerteza e estabilidade para um futuro com qualidade financeira e de vida. 

Diante de todos os pontos apresentados anteriormente, faz-se necessário avaliar também o que queremos para o futuro. É preciso considerar a implementação de uma política de estado transversal que integre economia, saúde, previdência social e infraestrutura. Esse tipo de ação deve começar cedo, com o ensino da educação financeira nas escolas, por exemplo, e uma reestruturação econômica que busque reduzir as desigualdades. 

Com maior fôlego nas finanças, os brasileiros poderão buscar por soluções que lhes garantam um futuro sem ter de decidir entre as necessidades básicas, as contas mensais e a proteção financeira. Esse movimento integrado é essencial para criar uma cultura de proteção financeira no país, torná-la sustentável e, claro, contribuir para a atividade de todo o segmento securitário.

Discussões sobre renovações devem ir além da precificação

resseguros
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Estamos na época mais importante para a renovação de contratos de resseguros, que determinam os contratos de seguros. É neste momento que saberemos se os seguros o tom dos reajustes em apólices desde de um simples veículo até plataformas de petróleo. Também teremos uma sinalização do apetite dos resseguradoras para riscos como cibernéticos, inclusão de cobertura para perdas ligadas a mudanças climáticas e quais as preocupações com o uso massivo de inteligência artificial.

A expectativa de muitos executivos no tradicional evento anual de resseguros em Baden-Baden, Alemanha, é ter boas negociações de contratos de resseguros. Laurent Rousseau, CEO da Guy Carpenter para EMEA e soluções globais de capital, instou a indústria a se afastar de uma visão puramente quantitativa do risco em debates que aconteceram neste domingo (20), dia da abertura do evento.

“Algo que me é muito caro é a diferença entre preço e valor. Como seguradoras, resseguradoras e corretores, focamos no preço do risco”, afirmou ele, informa a Insurer na matéria publicada sobre o painel. “Muitas vezes, tendemos a perder a visão do todo. Qual é o valor que trazemos para a sociedade? Pense em educação, saúde, identidade – em nome desses valores, diversos agentes econômicos estão dispostos a assumir algum risco a um preço econômico”.

Rousseau afirmou que “não compra a ideia” de que a incerteza nunca esteve tão alta, embora reconheça que há novos riscos, como aqueles relacionados à inteligência artificial e às perdas anuais com catástrofes naturais, que frequentemente ultrapassam US$ 100 bilhões. Painelistas que discursaram para mais de 600 executivos do setor no evento, realizado em parceria com The Insurer, concordaram que a indústria enfrenta novos e crescentes riscos, além de questões relacionadas ao aumento contínuo das perdas por catástrofes naturais e ao impacto da inflação sobre carteiras e exposições da indústria.

Andreas Berger, CEO da Swiss Re, alertou sobre o impacto crescente dos “perigos secundários” nas perdas gerais da indústria, destacando o “stress” causado pelo aumento das perdas. Ele citou, como exemplo, as recentes tempestades severas no norte da Itália. Segundo ele, enquanto as estimativas iniciais apontavam para perdas de US$ 2,2 bilhões, os números recentes divulgados pelas seguradoras indicam que a perda está mais próxima de US$ 6 bilhões “ou até mais”.

“O maior tema que precisamos abordar é a questão fundamental sobre o aumento das perdas”, afirmou. “Isso se resume basicamente à quantificação detalhada das exposições e ao entendimento dessas exposições. Nossos modelos precisam ser ajustados, e ainda trabalhamos com suposições desatualizadas em nossos custos, o que é algo que realmente precisamos resolver rapidamente, em conjunto, pois está causando estresse no sistema.”

GB Taglioni, sócio de seguros e gestão de ativos da Oliver Wyman, ressaltou que o momento atual no ciclo de resseguro apresenta uma oportunidade para reagir. “Estamos vendo mudanças na indústria, de modo que a mudança é a única constante. Neste momento, precisamos reagir para permanecer relevantes”, disse Taglioni. “A velocidade da mudança e a velocidade da inovação podem ser muito maiores.”

Parceria é uma escolha

A natureza cíclica do resseguro foi um tema central do simpósio, cujo foco este ano foi “Parcerias através de crises, choques e ciclos”. Rousseau descreveu crises e choques como “a matéria-prima” do negócio de resseguros, embora tenha alertado que o termo parcerias é muitas vezes usado em excesso para descrever relações que são, na verdade, meramente transacionais. “Na verdade, parceria é uma escolha, e é uma que se faz todos os dias”, explicou. “A maneira mais intuitiva de olhar para o ciclo de resseguro, e como os incumbentes veem seu papel no ciclo, é simplesmente observando a base de capital do resseguro.”

Rousseau destacou a forte capitalização do setor nos últimos anos, observando que uma proporção maior de capital agora provém de mercados financeiros por meio de transações com ILS, em vez de uma nova classe distinta de entrantes. Ele acrescentou que, no debate sobre parcerias ao longo do ciclo, o retorno sobre o patrimônio das resseguradoras listadas em 2023 indicou um equilíbrio.

“Após a reação rápida nas renovações de 1 de janeiro de 2023, quando as seguradoras aumentaram os pontos de retenção, reestruturaram programas e aumentaram os preços, seus retornos aumentaram tremendamente”, continuou Rousseau. “Enquanto isso, os retornos das seguradoras inevitavelmente diminuíram. Essencialmente, estamos agora nesse ponto de observar o quão rapidamente isso acontecerá para elas à medida que desaceleramos. Então, ao caminharmos juntos, isso realmente mostra que houve um equilíbrio no ciclo.”

Uma tendência relevante citada no evento tem sido a importância das parcerias. Roland Oppermann, membro do conselho da SV SparkassenVersicherung, afirmou que a indústria deve focar na construção de parcerias estratégicas e promover a colaboração para enfrentar a crescente complexidade e escala do ambiente de risco, além de estimular o crescimento. Ressaltou também a importância de seguradoras, especialmente as regionais e especializadas, formarem parcerias de longo prazo com resseguradoras e intermediários, destacando o papel crucial que ambas as partes desempenham ao possibilitar que seguradoras primárias cresçam e desenvolvam novos produtos e novos mercados.

Munich Re prevê crescimento de seguros cibernéticos, mas impõe condições rígidas

A Munich Re, maior resseguradora do mundo, destacou no tradicional encontro anual do setor de resseguros em Baden-Baden, Alemanha, nesta segunda-feira que as empresas europeias ainda precisam avançar em relação ao seguro cibernético. “Dado o baixo nível de penetração dos seguros cibernéticos, espera-se um crescimento robusto no mercado europeu de seguros cibernéticos”, explicou a empresa durante coletiva com jornalistas.

A Munich Re pretende continuar fornecendo uma capacidade considerável em condições adequadas para manter sua participação de mercado, que visa alcançar entre 10% e 15%. No entanto, a resseguradora mantém sua postura de não cobrir atos de guerra cibernética ou falhas em infraestruturas críticas.

A Munich Re também instou seguradoras primárias, como Allianz e AXA, a aumentarem os prêmios para seus clientes devido às perdas cada vez mais onerosas. A resseguradora afirmou que continuará a fornecer cobertura de resseguro na Europa, desde que as seguradoras primárias busquem prêmios adequados aos riscos em seus próprios negócios. A conselheira Clarisse Kopf destacou a importância de uma divisão justa de riscos entre resseguradoras e seguradoras primárias.

A Munich Re antecipa um crescimento significativo na demanda por seguros contra falhas de sistemas e ataques cibernéticos na Europa, devido à baixa penetração dessa modalidade no continente. Embora a empresa pretenda crescer com o mercado nesse segmento, ela reduziu recentemente seu volume global de prêmios e excluiu os efeitos de guerras cibernéticas com atores estatais de seus contratos. O grupo prevê que sua receita com prêmios de ciberseguros cairá para US$ 1,8 bilhão em 2024, após ter caído de US$ 2,2 bilhões para US$ 2,1 bilhões em 2023. O mercado global de seguros cibernéticos tem atualmente um volume de US$ 14,1 bilhões.

A Munich Re está pronta para alocar mais capital em seus mercados europeus, sempre que seus clientes demonstrarem disciplina de subscrição, gestão de exposição sólida e a obtenção de taxas originais adequadas aos riscos. A empresa utiliza sua força financeira para ajudar seus clientes a absorver choques que geram flutuações excessivas em seus balanços.

O grupo informou ainda que continua a investir em conhecimento de risco e expertise em modelagem para apoiar seus clientes, à medida que o ambiente se torna cada vez mais complexo e volátil, especialmente riscos cibernéticos e automóveis.

O mercado de seguro automotivo na Europa se mostrou volátil após a pandemia de Covid-19, com os aumentos de prêmios das seguradoras primárias não acompanhando os custos crescentes de reparos. Embora a pressão tenha diminuído com o abrandamento da inflação, muitos mercados ainda estão em processo de recuperação. A Munich Re manteve seu apoio aos clientes de longa data e continuará sendo um parceiro consistente e capitalizado para aqueles que demonstram precificação adequada ao risco e adaptação ao ambiente inflacionário mais volátil.

Catástrofes Naturais: perdas seguradoras de US$ 100 bi no primeiro semestre

As perdas anuais seguradas devido a catástrofes naturais em todo o mundo frequentemente ultrapassam US$ 100 bilhões. No primeiro semestre de 2024, já atingiram US$ 62 bilhões, significativamente acima da média de US$ 37 bilhões dos últimos dez anos. Recentemente, grandes furacões atingiram os EUA. Na Europa, essa tendência crescente também é evidente, especialmente para eventos como inundações, incêndios florestais e tempestades severas, que podem vir acompanhadas de granizo e tornados.

A inundação de maio de 2024, que afetou principalmente a Alemanha, e as recentes enchentes generalizadas na Europa Central em setembro fazem parte de uma tendência crescente e acelerada nos últimos anos. Cientistas atribuem mudanças na severidade e frequência desses eventos, pelo menos parcialmente, às alterações climáticas. A Munich Re continua aprimorando sua expertise em catástrofes naturais e incorpora explicitamente as tendências relevantes das mudanças climáticas em seus modelos de risco. Tanto resseguradoras quanto seguradoras precisam garantir um sistema de precificação sólido, que reflita corretamente os riscos subjacentes e incentive medidas de redução de riscos.

“Precisamos nos unir para enfrentarmos a revolução do risco”, pede a presidente da Ferma

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Enquanto os resseguradoras do mundo se reúnem em Baden Baden, Alemanha, os principais compradores de seguros debatem suas dores em Madri, Espanha, onde uma dezena de executivos brasileiros participa entre mais de 3 mil participantes, mais de 60 palestrantes e mais de 75 expositores. Este encontro anual da Ferma, federação europeia dos gestores de riscos, é especial por comemorar o 50º aniversário da entidade. Começou ontem (20) e termina amanha (22), com um dia inteiro dedicado a discussões sobre riscos na América Latina.

A presidente da Ferma, Charlotte Hedemark, convocou os gerentes de risco e seguros de toda a Europa a se unirem a ela na “revolução do risco”, adotando uma abordagem “transformadora” para a gestão de riscos, à medida que a profissão avança dos métodos “tradicionais e reativos” para uma abordagem “mais proativa, estratégica e integrada”, disse na abertura do evento.

“Acredito que isso é um verdadeiro testemunho do quanto avançamos em 50 anos e realmente demonstra a relevância de um encontro desse porte em nível europeu para complementar o trabalho que está sendo realizado em nível nacional para impulsionar nossa profissão”, disse Hedemark. “Convido vocês a se juntarem a mim na revolução do risco”, afirmou.

A pesquisa da Ferma, publicada no fórum, mostra que a revolução do risco está em andamento. “Cerca de 91% dos gerentes de risco agora estão envolvidos na estratégia corporativa de alguma forma. Isso reforça a mudança do papel, que passou de operacional para estratégico, disse Hedemark.

Ela afirmou que a revolução do risco exige que os gerentes de risco sejam mais inovadores e ágeis. “Precisamos encontrar maneiras de responder aos riscos em tempo real, mas também adotar novas ferramentas e soluções, como IA ou análises avançadas de dados para melhorar a detecção, previsão e mitigação de riscos”, disse ela aos delegados.

“A ideia de revolução nos encoraja a pensar em como podemos e devemos nos adaptar a riscos que emergem rapidamente, como ameaças cibernéticas, mudanças climáticas e os possíveis desafios da IA. Também incita os gerentes de risco a assumir um papel mais colaborativo e estratégico, tornando-se centrais em suas organizações, trabalhando de forma transversal e com a liderança, contribuindo tanto para a resiliência a longo prazo quanto para o crescimento”, acrescentou Hedemark.

Ela disse que a revolução requer uma mudança de cultura, onde a conscientização sobre riscos é incorporada em toda a organização e todos os colegas entendem a importância e o valor de gerenciar riscos proativamente. “Este é um chamado à ação. Um apelo para que todos nós participemos ativamente de transformar e redefinir a gestão de riscos para atender às demandas de um mundo cada vez mais complexo e interconectado”, disse Hedemark.

A presidente da Ferma explicou que o panorama de riscos atual é muito diferente do ambiente existente quando a federação foi fundada. Ela mencionou que o mundo agora enfrenta um conjunto de riscos que muda rapidamente e está interconectado, impulsionado por avanços tecnológicos, a crise climática e a instabilidade geopolítica.

Os gerentes de risco agora precisam enfrentar o desafio duplo de responder a choques imediatos e de curto prazo, ao mesmo tempo em que integram preocupações de longo prazo, como a adaptação às mudanças climáticas e a transição verde, continuou ela.“Resiliência e adaptabilidade são essenciais para gerenciar essas ameaças em evolução”, afirmou Hedemark.

Ela usou seu discurso para listar algumas das maneiras como a Ferma ajuda seus membros a navegar pelo atual cenário de riscos e a se preparar para o futuro. Um grande foco é a atuação junto à União Europeia para integrar abordagens baseadas em riscos em áreas-chave da legislação europeia, explicou ela.

A Ferma publicou recentemente seu manifesto político para 2024 a 2029, com o objetivo de “preparar a Europa para os riscos, visando um futuro mais promissor”. A federação também começou a desenvolver notas políticas para a UE, ajudando os gerentes de risco na implementação de legislações-chave da UE.

Além disso, a Ferma recentemente estabeleceu um novo Comitê de ERM (Enterprise Risk Management) e um Comitê de Previsão para melhor atender seus membros. Enquanto isso, continua compartilhando as melhores práticas e expertise entre as associações nacionais de membros, além de tentar aumentar o profissionalismo do setor de gestão de riscos através do processo de certificação Rimap, explicou Hedemark.

Prudential anuncia parceria com a insurtech 123

patricia freitas prudential

A Prudential Financial, Inc. anuncia uma parceria estratégica com a 123Seguro, uma das maiores plataformas digitais para o segmento de seguros na América Latina, para distribuição de produtos de seguros massificados. A parceria combina a força do atendimento ao cliente e da inovação tecnológica de ambas as empresas com os quase 150 anos de experiência em seguros da Prudential.

A parceria iniciou em outubro com a comercialização de coberturas para doenças graves, seguro de vida e assistências adicionais concentrando-se inicialmente nos mercados do Brasil e do México. Os clientes terão acesso às coberturas e serviços por meio de uma plataforma digital robusta, criada e administrada pela 123Seguro, que complementa e expande o alcance dos negócios da Prudential do Brasil. Os parceiros terão a flexibilidade de modificar as ofertas com base na relevância das necessidades dos consumidores e a experiência integrada, simplificada e sem fricção, de ponta a ponta para os clientes, desde a compra até o pagamento do benefício.

“Atualmente, apenas 18% da população brasileira possui algum tipo de seguro de vida. A parceria com a 123Seguro permitirá que milhares de brasileiros alcancem maior segurança financeira, em todas as fases da vida. Nossos parceiros de distribuição poderão contar com uma ampla oferta de produtos inovadores, atendimento diferenciado e agilidade no pagamento de benefícios”, diz a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas.

A parceria visa elevar o padrão de proteção e serviço na região e é um componente-chave das estratégias de crescimento de ambas as empresas em segmentos que incluem bancos, fintechs e varejistas. A intenção é expandir futuramente para outros mercados da América Latina.
 

“Essa parceria representa um passo importante na nossa estratégia B2B2C. Firmamos parceria com uma empresa global para oferecer seguros inovadores e acessíveis, por meio de parceiros de distribuição, em cada um dos nossos mercados. Estamos entusiasmados por podermos complementar o nosso portfólio com produtos com a qualidade e solidez da Prudential”, diz o CEO e cofundador da 123Seguro, Martín Ferrari.

Reag Seguradora chega ao setor com planos de alcançar R$ 50 milhões

A Reag anunciou o lançamento e início das operações da Reag Seguradora. O plano é alcançar R$ 50 milhões em prêmios no primeiro ano de funcionamento. A empresa de seguros do grupo da Reag Investimentos recebeu a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e está apta a emitir apólices.

A Reag Seguradora, que atuará para grupos familiares e empresariais, terá foco nos seguros de danos e pessoas no segmento S3. Em nota, a companhia afirma que a entrada no segmento de seguros é uma peça-chave no planejamento estratégico de receitas e novos negócios do grupo, com produtos de seguro garantia e finanças locatícias, property (riscos patrimoniais) e responsabilidade civil.

“A Reag Seguradora permite agregar uma apólice de seguro a uma operação estruturada, o que fortalece a solidez de crédito da transação e traz mais segurança para os clientes”, afirma, em nota, Antonio Augusto Villar, diretor-presidente (CEO) da Reag Seguradora.

A companhia planeja oferecer seus serviços para o público em geral, e não apenas para clientes das empresas do grupo. Diante disso, afirma ter produtos que atenderão a todo o mercado.

PL de seguros ganha regime de urgência

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, o regime de urgência para o projeto que estabelece o marco legal dos seguros privados. Essa decisão permite que o texto seja votado de forma mais rápida, acelerando a tramitação da proposta no Congresso.

O projeto tem como objetivo modernizar e simplificar as regras do setor de seguros. A nova legislação busca aumentar a concorrência entre as seguradoras e garantir maior proteção aos consumidores, promovendo a criação de produtos mais diversificados, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem dito em suas falas sobre o tema.

Afirma que as novas diretrizes pretendem melhorar a transparência nas informações oferecidas pelas seguradoras. A proposta também visa facilitar o acesso dos consumidores a informações claras sobre os produtos disponíveis no mercado.

Ao aprovarem, os deputados enfatizaram a necessidade de atualizar a legislação vigente, que se encontra defasada. A expectativa é que as mudanças ajudem o Brasil a se alinhar às práticas internacionais e impulsionem o crescimento do mercado de seguros no país.

O IRB(Re), principal ressegurador do Brasil – criado em 1939, perdeu o monopólio do mercado de resseguros, em 2007 e privatizado em 2013 – manifesta seu apoio à aprovação do texto e espera que isso ocorra ainda em 2024. “Após contribuir para as discussões e analisar de forma profunda o conteúdo do projeto, especialmente as regras relacionadas à atividade resseguradora, acreditamos que o PL contribuirá para o desenvolvimento saudável da operação resseguradora no país. Além disso, o IRB(Re) vem suportando, via Associação Nacional das Resseguradoras (ANRE), o pragmático Grupo de Trabalho coordenado pela Susep e reconhece o empenho do Ministério da Fazenda em prol do desenvolvimento do mercado de seguros”, disse ao Sonho Seguro o CEO Marcus Falcão.

No entanto, apesar de não haver margem para mudanças no PL, há na regulamentação a cargo da Susep que promove o grupo de trabalho para discussões neste sentido.Nos grupos de whatsapp de executivos do setor de seguros, o assunto tem sido tratado como prioridade e se mostra com ênfase a necessidade de debater o tema resseguros de forma equilibrada e realista.

O resseguro é o seguro das seguradoras. É ele que distribuiu riscos em todo o mundo, para que seja possível ter capital suficiente para indenizar clientes na ocorrência de uma catástrofe, seja ela natural ou produzida pelo homem. Num exemplo simplista seria a tragédia do Sul, com grande volume de chuvas, e as perdas com o seguro de crédito pelos balanços fraudulentos da Lojas Americanas.

Se o apetite dos resseguradores estrangeiros for cortado, quem sofrerá são os clientes que compram seguro, pois as seguradoras não tem apetite para grandes riscos localmente. A não ser que tenham um bom contrato de resseguro, com preços acessíveis, coberturas que sejam coerentes com os riscos.

O que se viu na tragédia do Rio Grande do Sul ocorrida em final de abril e maio deste ano exemplifica muito a baixa penetração de resseguros ainda no país. Dos mais de R$ 100 bilhões em perdas econômicas, menos de 10% tinham seguro. E desses 10%, uma parte está sendo negada, pois muitas apólices não tinham cobertura para os danos causados. A realidade brasileira hoje é incentivar capital para riscos catastróficos e não o contrário.