Diretor da Bradesco Auto/RE propõe uma mudança de narrativa para valorizar o seguro

01 - Leonardo Pereira de Freitas, Álvaro Fonseca e Luiz Carlos Ferreira Gomes
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Por Márcia Alves

Que não seja pela dor, mas pelo amor ou, em outras palavras, que não seja pelo medo de um sinistro, mas pela consciência de que a proteção do seguro é essencial. Com esta visão, o diretor Comercial da Bradesco Auto/RE Leonardo Pereira de Freitas apresentou no tradicional almoço do Clube dos Corretores de Seguros de São (CCS-SP), realizado no dia 5 de novembro, no Il Ristorante Famiglia Mancini, sua proposta para atrair novos entrantes no mercado de seguros, sobretudo o público mais jovem. 

Recebido pelo mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, e diretoria, Freitas sugeriu aos corretores renovar a narrativa sobre seguros. “Em algum momento, lá atrás, vendíamos seguro colocando o medo como protagonista, o medo de bater o carro e não ter cobertura, o medo de morrer e deixar a família sem amparo. Mas, é preciso evoluir nessa narrativa, substituindo o medo pela confiança e se conectando emocionalmente com as pessoas”, disse. “Criar essa sinergia tem mais valor do que do que falar do medo ou de coisas ruins”, acrescentou.

Na visão de Freitas, a mudança de narrativa para tornar o seguro interessante é um desafio para todos do mercado. Segundo ele, não se trata apenas de modificar o enfoque da argumentação de vendas, mas, principalmente, de ressoar o propósito do seguro e a sua importância para a evolução da sociedade. Para a nova geração, por exemplo, que é movida por significado e propósito, a narrativa deve gerar aderência para conquistar a atenção dos mais jovens.

Freitas relatou que ao palestrar, recentemente, sobre seguro para um público que não tinha conhecimento da matéria, trocou a exposição de dados sobre sinistros por uma analogia – bem mais agradável – de um filme infantil com questões relacionadas à atividade. Também usou trecho de uma música para explicar à equipe de sinistros da seguradora como a empatia com o corretor de seguros poderia fazer a diferença. O executivo tem utilizado outros canais para defender a mudança de narrativa do seguro, como o Linkedin, no qual se tornou um Top Voice.

Narrativa adequada

Durante o evento, o superintendente Sênior de Negócios da Bradesco Auto/RE, Luiz Carlos Ferreira Gomes, ressaltou que a companhia está prestes a completar dois anos do seu novo modelo de negócios. Além de investir, nesse período, na especialização da equipe e de promover maior integração com os corretores, a seguradora tem realizado eventos com a inédita participação dos profissionais da área de sinistros. “É uma forma de conversar, ouvir e entender no que investiremos para prestar o melhor serviço”, disse.

Freitas aproveitou a oportunidade para agradecer aos corretores o bom desempenho do Grupo Bradesco Seguros, que encerrará o ano com faturamento superior a R$ 120 bilhões. Em seguida, comentou o trabalho da Bradesco Auto/RE, que tem inovado no seguro automóvel, caso, por exemplo, da parceria com a Livelo, que possibilita a utilização de pontos na contratação total ou parcial do seguro. A empresa também consolidou sua liderança no seguro frota, prevendo terminar 2024 com R$ 2 bilhões em prêmios.

Outro destaque da apresentação foi o Programa Ciclos, que visa impulsionar a sucessão empresarial entre corretores de seguros. Freitas contou que em suas conversas com corretores de todo país, descobriu que a dificuldade da sucessão está relacionada com a narrativa da atividade, às vezes, um tanto dramática, o que influencia os filhos a optarem por outras profissões. “O Programa Ciclos ajuda os corretores com ferramentas e estratégias para superar as dificuldades da sucessão e manter a continuidade de seus negócios”, disse.

Freitas encerrou sua participação no encontro do CCS-SP com uma mensagem aos corretores. “Com uma narrativa adequada, investimento em treinamento, tecnologia e sistemas, vocês vão mudar o extrato de oportunidades e evoluírem, porque a nossa indústria tem propósito e o trabalho dos corretores é muito importante para a sociedade”, disse. O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, agradeceu a participação de Freitas e outros diretores da Bradesco Auto/RE, enfatizando que a entidade tem incentivado a sucessão empresarial entre os seus associados, tanto que, naquele encontro, em especial, havia a presença de diversos filhos de corretores.

Porto anuncia patrocínio à Porsche Cup Brasil para as próximas três temporadas

Fonte: Porto

A Porto, holding brasileira que opera nos mercados de banco, saúde, seguros e serviços, é a nova patrocinadora da Porsche Cup. A categoria é o maior campeonato de GT da América Latina e a maior categoria monogestão e monomarca do país, levando os carros de competição mais produzidos do planeta para as pistas desde 2005.

A partir de 2025, a marca Porto poderá ser vista nos carros da Categoria principal, a Carrera Cup, além de contar com exposição nas pistas, áreas médicas e áreas de convivência.

O acordo firmado é válido por três anos e deve fortalecer ainda mais a conexão da marca com os apaixonados por carros. “A cultura do automóvel sempre foi a base da Porto e patrocinar a Porsche Cup está totalmente alinhado ao que temos construído nesse território junto aos fãs de automobilismo”, comenta Luiz Arruda, Vice-presidente Comercial e Marketing da Porto.


“Muito feliz em ter a Porto junto com a Porsche Cup para os próximos três anos. É muito valoroso para a categoria ter parceiros que são referência em seus setores e engrandecem ainda mais a nossa categoria. Espero que seja só o começo de uma parceria longa e duradoura ao lado da Porto, de muito sucesso para os dois lados envolvidos neste projeto”, disse Regina Franzé, Diretora de Marketing e eventos da Porsche Cup.

A trajetória da Porto no automobilismo já dura alguns anos, inclusive em outras categorias. A companhia acaba de comemorar, também, a chegada do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, patrocinado pela Porto desde 2023, à Fórmula 1.

Caixa Residencial apresenta “Peter Pan – O Musical da Broadway” em sua última temporada no Teatro Liberdade

A premiada superprodução “Peter Pan – O Musical da Broadway”, da Touché Entretenimento, retorna ao palco do Teatro Liberdade, em São Paulo, para uma última e breve temporada a partir de 06 de novembro. Este espetáculo, que já encantou mais de 130 mil pessoas desde sua estreia no Brasil em 2018, é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e CAIXA Residencial.

Com direção de José Possi Neto e um elenco estelar, incluindo Mateus Ribeiro como Peter Pan e Saulo Vasconcelos, como Capitão Gancho, a produção mantém a magia e a qualidade que conquistaram público e crítica. A CAIXA Residencial, como uma das principais apresentadoras, reforça seu compromisso com a cultura e o entretenimento de qualidade, proporcionando ao público uma experiência inesquecível.

“Apoiar projetos culturais como este é fundamental para promover o acesso à arte e ao entretenimento. Estamos orgulhosos de fazer parte desta superprodução que encanta as famílias e inspira pessoas de todas as idades,” afirma Joaquim Cruz, CEO da CAIXA Residencial.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Sympla ou na bilheteria oficial do Teatro Liberdade. Não perca a oportunidade de vivenciar a magia de “Peter Pan – O Musical da Broadway” nesta temporada especial.

Seguradoras registraram vendas de R$ 324,5 bilhões até setembro, alta de 13,4%

As seguradoras registraram vendas de R$ 324,55 bilhões nos três primeiros trimestres do ano, um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Os segmentos de seguros de danos e pessoas apresentaram, sem considerar o VGBL, uma arrecadação de R$ 153,66 bilhões, alta de 10,52% em comparação com os primeiros nove meses de 2023.  Em destaque os seguros de fiança locatícia, que acumularam R$ 1,29 bilhão em prêmios entre janeiro e setembro de 2024 – crescimento de 25,5% em relação ao mesmo período de 2023. O pagamento de indenizações, nos seguros de danos e pessoas, alcançou R$ 6,2 bilhões em setembro, totalizando R$ 57,82 bilhões nos nove primeiros meses de 2024.

Para o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há expectativa de continuidade de crescimento do setor com a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei do Contrato de Seguro, encaminhada para sanção presidencial. “A nova legislação auxiliará na criação de um ambiente de contratação de seguros com mais confiança, incentivador de ciclos virtuosos e duradouros de negócios e investimentos”. 

Outro destaque no fechamento do terceiro trimestre, o VGBL arrecadou R$ 14,62 bilhões em contribuições somente em setembro de 2024. Durante os nove primeiros meses do ano, foram R$ 135,94 bilhões arrecadados, montante 18,7% superior ao mesmo período de 2023. Os resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional) alcançaram R$ 99,32 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2024.

Além disso, os produtos de capitalização arrecadaram, até setembro de 2024, R$ 23,54 bilhões, um crescimento de 6,5% na receita acumulada, em relação aos nove primeiros meses de 2023. Na capitalização, o retorno à sociedade, considerando resgates e sorteios realizados, foi de R$ 19,77 bilhões no acumulado do ano até setembro, um aumento de 10,06% em relação ao mesmo período de 2023.

As indenizações, resgates, benefícios e sorteios dos segmentos supervisionados pela Susep
retornaram à sociedade R$ 19,77 bilhões em setembro de 2024. Entre janeiro e setembro de 2024, o total foi de R$ 180,75 bilhões, um aumento de 6,27% em relação ao mesmo período de 2023.



Mercado de seguros na América Latina cresce 17,1%, aponta estudo da MAPFRE Economics

estudo mapfre AL
Diego Rivera Retrato de Ramón Gómez de la Serna (1915) Óleo sobre tela

O mercado de seguros na América Latina alcançou a marca de US$ 203,3 bilhões em 2023, representando um crescimento expressivo de 17,1%, de acordo com um estudo divulgado pela MAPFRE Economics, divisão de pesquisas e análises do Grupo MAPFRE. O avanço foi impulsionado por fortes desempenhos nos setores de automóveis e do segmento não-vida, além dos produtos de investimentos e previdência no segmento de vida. Países como Brasil e México desempenharam um papel central nesse crescimento, com o Brasil liderando a rentabilidade regional, alcançando um lucro de US$ 7,3 bilhões.

O relatório apontou que, em termos de moeda local, a maioria dos países latino-americanos experimentou crescimentos reais. Brasil e México se destacaram como os principais motores da rentabilidade na região, com o México alcançando um lucro de US$ 3,3 bilhões. Outros mercados relevantes, como Argentina, Colômbia e Peru, também contribuíram para a melhora do setor. No entanto, países como El Salvador e Colômbia registraram quedas de 9,3% e 4,1%, respectivamente, medidos em termos reais.

Apesar de um crescimento econômico mais moderado na América Latina, cujo PIB avançou apenas 2,2% em 2023, o setor segurador registrou um desempenho robusto. Tanto os segmentos de vida quanto de não-vida cresceram em igual proporção, com destaque para o seguro de automóveis, que apresentou um aumento de 21,9% nos prêmios, e para os seguros contra incêndios, que cresceram 24%. No segmento de vida, a previdência privada e os produtos de investimentos foram os que mais se destacaram, beneficiados pelas altas taxas de juros, gerando um crescimento de 17,6% nos prêmios.

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Outro ponto relevante destacado pela MAPFRE Economics é o potencial do mercado segurador na América Latina. A estimativa é que o setor tenha capacidade de alcançar US$ 504,7 bilhões, o que representa 2,5 vezes o tamanho atual. A maior diferença está no setor de seguros de vida, com uma lacuna de proteção de US$ 301,3 bilhões, evidenciando a subutilização de seguros pela população.

A densidade dos seguros na América Latina também apresentou crescimento, atingindo US$ 324,3 por pessoa, o que representa um aumento de 16,3% em relação ao ano anterior. Desse valor, US$ 187,1 são referentes ao segmento  não-vida e US$ 137,2 ao de vida. Além disso, o índice de penetração dos seguros na região subiu para 3,1%, um aumento em relação ao ano anterior, embora ainda distante de mercados mais maduros.

Risco de Inundações: prevenir é até 10 vezes mais econômico que reconstruir

custos com inundações Swiss Re

As perdas econômicas causadas por catástrofes naturais atingiram um valor estimado de US$ 280 bilhões em 2023, com US$ 51,6 bilhões devido a inundações, segundo o Instituto Swiss Re. Essas perdas provavelmente aumentarão à medida que as mudanças climáticas intensificam eventos climáticos extremos, enquanto a rápida expansão urbana tem elevado o valor dos ativos em áreas de alto risco. Medidas de proteção como diques, barragens e comportas têm um custo, mas seus benefícios financeiros podem superar em até dez vezes os custos de reconstrução após um desastre.

“Investimentos em adaptação climática, como preparação para inundações, não apenas promovem a estabilidade econômica e criam empregos, mas também ajudam a proteger vidas. No entanto, há um crônico subfinanciamento. Portanto, é crucial criar condições para que o capital privado flua para projetos de adaptação climática e, ao mesmo tempo, otimizar o uso de recursos públicos. Quantificar os benefícios das medidas de adaptação é um passo fundamental para facilitar o investimento público-privado e, em última análise, fechar a enorme lacuna de financiamento”, afirmou Veronica Scotti, presidente da área de Soluções para o Setor Público da Swiss Re.

Para determinar a eficácia dos investimentos em medidas de adaptação contra inundações, é essencial quantificar seus benefícios financeiros. O Instituto Swiss Re realizou um estudo comparando os benefícios econômicos e as proporções de custo de medidas de adaptação contra inundações selecionadas. Esse valor pode servir como diretriz para decisões de investimento e ajudar a identificar os melhores métodos de adaptação contra inundações para garantir a estabilidade econômica, segurança e resiliência de uma comunidade.

A relação custo-benefício pode variar significativamente dependendo da região. A pesquisa do Instituto Swiss Re mostra que infraestruturas cinzas, como diques e barragens, são altamente eficazes na redução de danos causados por inundações costeiras. Globalmente, seus benefícios podem superar os custos de duas a sete vezes, chegando até a dez vezes em áreas propensas a inundações. Construídas com padrões ideais, essas estruturas podem reduzir os danos das inundações em 60-90%, especialmente em regiões densamente povoadas. Em áreas menos povoadas, soluções baseadas na natureza, como restauração de ilhas-barreira ou vegetação costeira, podem ser igualmente eficazes.

De forma semelhante, intervenções políticas, como restrições de uso do solo, podem aumentar o valor da prevenção de inundações, especialmente em economias emergentes. Defesas contra inundações e restrições de zoneamento são quase duas vezes mais eficazes e viáveis do que medidas de acomodação, como a impermeabilização para inundações costeiras e fluviais.

Todas as intervenções contra inundações, especialmente quando atualizadas e mantidas, podem beneficiar tanto seguradoras quanto segurados. Os setores público e privado podem trabalhar juntos para facilitar e acelerar a adaptação ao risco: ao focar na prevenção e redução de futuras perdas causadas por inundações, o setor público pode transferir os riscos remanescentes para a indústria de resseguros/seguros e apoiar a estabilidade econômica após desastres. Ao participar nas fases iniciais de planejamento das medidas de proteção, a indústria de resseguros/seguros pode ajudar a mitigar riscos e oferecer proteção financeira.

F/Seguros tem metas ambiciosas: formar 50 mil vendedores e expandir o projeto para 16 favelas

A inclusão financeira e social avança nas favelas brasileiras com o projeto F/Seguros, uma iniciativa inédita da MAG Seguros em parceria com a Favela Holding. Visando democratizar o acesso a produtos de proteção financeira, o projeto toma forma. A seguradora está em sua fase piloto e já iniciou a comercialização de seus produtos direcionados, com a capacitação de moradores de algumas das maiores favelas do país, como Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis, para atuar como consultores de seguros, contou Ronaldo Gama, diretor de Planejamento Comercial da MAG Seguros, que participou do evento Expo Favala Rio, realizado de 8 a 10 de novembro, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

Com uma meta de alcançar até 10 milhões de seguros comercializados nos próximos cinco anos, a F/Seguros tem o objetivo de capacitar 5 mil moradores para se tornarem especialistas em proteção financeira em suas próprias comunidades. Em entrevista ao Sonho Seguro, Gama compartilhou os avanços do projeto, destacando o potencial transformador que o acesso ao seguro representa para esses territórios, onde a segurança financeira ainda é um desafio.

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Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Após o lançamento em julho, quais foram os principais avanços na implementação da F/Seguros nas favelas? Qual é a fase atual do projeto e o que ainda falta para que o lançamento seja completo?

Desde o lançamento em julho, avançamos em etapas fundamentais para consolidar a marca. Atualmente, estamos implementando pilotos em quatro favelas — Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis — onde designamos líderes locais para conduzir as operações. Cada líder, após a fase de pilotagem, formará uma equipe de até dez vendedores para expandir a presença e o atendimento. Essa fase é essencial para avaliarmos o nível de aceitação e o interesse nas soluções oferecidas, e os resultados iniciais têm sido encorajadores. No momento, seguimos refinando ferramentas digitais e completando o treinamento dos times, com a previsão de lançamento ao público ainda neste ano.

Quais produtos já estão prontos para serem comercializados? Algum produto específico teve prioridade?

Priorizamos produtos acessíveis e essenciais para os moradores das favelas, focando em segurança e dignidade financeira. Inicialmente, estamos oferecendo serviços de assistência funeral, seguros de vida com coberturas básicas e telemedicina, produtos com valores acessíveis e que visam proporcionar proteção e tranquilidade a essas famílias.

Além do seguro de vida, título de capitalização e auxílio-funeral, há planos para incluir outros tipos de seguros?

Sim, planejamos expandir gradualmente o portfólio. Em breve, pretendemos adicionar coberturas adicionais no seguro de vida e produtos de saúde. Em uma etapa posterior, consideramos incluir ramos elementares, adaptados às necessidades e realidades das favelas.

Existe uma data prevista para o lançamento oficial ao público?

Após o projeto piloto, nossa prioridade é garantir a qualidade dos produtos, treinamento da equipe e adequação das ferramentas digitais. Durante essa fase, realizamos testes e ajustes para entregar uma oferta estável e atrativa para vendedores e clientes.

Como será o processo de venda dos seguros? Os produtos serão oferecidos presencialmente ou por meio digital, como aplicativos ou plataformas móveis?

Embora utilizemos ferramentas digitais, priorizamos vendedores locais capacitados por nós. Cada favela terá um líder, indicado pela CUFA, responsável por montar uma equipe de vendas de até dez pessoas residentes da região, facilitando o relacionamento com os moradores.

Como foi o processo de treinamento dos moradores das favelas para atuarem como corretores? Quantas pessoas foram capacitadas até agora? Quais são as expectativas e os desafios na formação desses corretores locais?

Estamos capacitando os líderes locais, com quatro selecionados para treinamento intensivo em gestão, vendas e atendimento. Acreditamos que essa abordagem gradual fortalecerá a equipe, garantindo uma operação de alta qualidade.

Como essa parceria pretende impactar a segurança financeira e a qualidade de vida dos autônomos e empreendedores que lideram famílias nesses territórios?

Nosso objetivo é proporcionar segurança financeira para famílias das favelas, oferecendo uma fonte de renda digna para vendedores locais e melhorando a qualidade de vida. O seguro de vida garante apoio em momentos difíceis, beneficiando compradores e vendedores e trazendo dignidade para todos.

Como a CUFA está contribuindo para a viabilização e o fortalecimento do projeto?

A CUFA é uma parceira essencial, ajudando na identificação e formação de recursos humanos. Enquanto a MAG Seguros traz expertise em seguros e formação profissional, a CUFA oferece conhecimento profundo sobre as favelas e seus moradores, possibilitando a seleção de pessoas com potencial para uma carreira sólida no mercado de seguros.

Quais são as metas de longo prazo para a F/Seguros em termos de expansão para outras comunidades no Brasil? Como a MAG avalia a sustentabilidade desse modelo de negócio focado em microsseguros e inclusão financeira?

Nossas metas são ambiciosas: formar até 5 mil líderes e 50 mil vendedores, expandindo o projeto para mais 16 favelas. A sustentabilidade do modelo se baseia em crescimento escalável, aprimoramento contínuo de processos e indicadores de gestão robustos. Acreditamos que a F/Seguros pode se consolidar como uma solução prática e confiável em todo o Brasil.

Seguradora Zurich registra vendas de US$ 36,1 bilhões até setembro de 2024

Fonte: Reuters

O Zurich Insurance Group divulgou na quinta-feira um aumento em sua receita de prêmios de nove meses e afirmou que sua exposição aos furacões Helene e Milton, que recentemente causaram estragos nos Estados Unidos, ficará abaixo de US$ 360 milhões.

A Zurich, quinta maior seguradora da Europa, informou que seus resultados do terceiro trimestre incluem uma perda pré-impostos estimada em US$ 160 milhões devido ao furacão Helene. A empresa espera perdas pré-impostos preliminares no quarto trimestre, devido ao furacão Milton, em torno de US$ 200 milhões. Analistas esperam até US$ 55 bilhões em perdas seguradas com as duas grandes calamidades.

Os prêmios brutos subscritos no segmento de propriedade e acidentes da Zurich aumentaram 4% nos primeiros nove meses de 2024, totalizando US$ 36,13 bilhões, acima dos US$ 34,59 bilhões do ano anterior, impulsionados pelo aumento das taxas nos segmentos de seguros comerciais e de varejo. As taxas aumentaram 5%.

Os prêmios de seguro têm subido nos últimos anos em resposta à inflação e às perdas decorrentes da pandemia de COVID-19, guerras e catástrofes naturais. No entanto, as taxas globais de seguro comercial caíram 1% no terceiro trimestre, representando o primeiro declínio trimestral em sete anos, segundo a corretora Marsh. Os novos prêmios de seguro de vida da Zurich aumentaram 6% em uma base comparável, ajustada para variações cambiais, aquisições e desinvestimentos.

A Zurich apresentará novas metas financeiras de três anos em 21 de novembro, um ano antes do previsto, após a seguradora reiterar, na quinta-feira, que está no caminho para superar todas as suas metas atuais.

“Nossos resultados de nove meses confirmam o forte e contínuo impulso em todas as áreas de negócio da Zurich”, afirmou Claudia Cordioli, Diretora Financeira, em um comunicado de negociação. O índice Swiss Solvency Test da Zurich, uma medida-chave de sua solidez de capital, foi de 224%, acima da previsão de 220%, conforme pesquisa de consenso compilada pela empresa.

Pedidos de indenizações decorrentes do apagão na Grande SP passam de 1,8 mil e já somam R$ 13,3 milhões

As seguradoras contabilizam os pedidos de indenizações feitos em decorrência do temporal que caiu sobre a região metropolitana de São Paulo, no último dia 11 de outubro, e que chegou a deixar mais de 1,5 milhão de domicílios sem energia elétrica. Segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que representa as seguradoras que atuam com seguros de danos e responsabilidades, os acionamentos na região referentes a seguros residencial, empresarial e condomínio, além de seguro automóvel, somam 1.805, até o momento, o equivalente a R$ 13,3 milhões (R$ 13.280.936,00) a serem pagos, concluídas as perícias. 

As empresas que compartilharam seus dados com a FenSeg correspondem a aproximadamente 50% do mercado de seguros patrimoniais massificados (residencial, empresarial e condomínio) e 30% de seguro auto, no estado de São Paulo. Os números são parciais e devem subir nos próximos dias. 

Dentre os seguros acionados na Grande São Paulo, 1.185 foram de seguro residencial, 344 de seguro empresarial e 211 de seguro condomínio. Como explica Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, as coberturas variam entre “vendaval”, “danos elétricos” e “deterioração de mercadoria” (este, exclusivo do seguro para empresas). Já em seguro auto, que inclui coberturas como “enchente e inundação” e “queda de árvore”, o total ficou em 65 avisos de sinistro, que somam R$ 2,6 milhões (R$ 2.676.567,00).

“No caso das tempestades que ocorreram em São Paulo, os seguros residenciais, empresariais e de condomínio oferecem diversas coberturas, e uma das mais acionadas é a de danos elétricos. Quando estamos falando em seguro empresarial, o prejuízo pode ser mais alto, pois se trata da queima de equipamentos como computadores, impressoras de gráficas, refrigeradores em bares e restaurantes, equipamentos hospitalares e industriais, enfim, toda sorte de equipamentos eletro-eletrônicos que venham a queimar”, lista o executivo. Outra cobertura bastante acionada, segundo ele, é a de vendaval, que repara prejuízos causados por destelhamento de imóveis, perda de estoque de mercadorias e móveis, entre outros.

O presidente da comissão FenSeg faz uma recomendação aos segurados. “Todos que têm contratados estes seguros devem acionar a seguradora diretamente ou procurar um corretor de seguros para também avisar o processo de sinistro, para que a seguradora possa orientá-lo sobre como proceder, que informações ou documentos precisam ser encaminhados para que se faça a avaliação dos processos de sinistro e as indenizações possam ser pagas no mais curto prazo de tempo”.

Wiz Co registra R$ 120,8 milhões de lucro no terceiro trimestre

Fonte: Wiz

O Grupo Wiz Co (B3: WIZC3), corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, obteve no 3T24 um Lucro Líquido Consolidado Ajustado de R$ 120,8 milhões, 12,6% a mais do que os R$ 107,3 milhões alcançados no 3T23. Levando em conta os nove primeiros meses de 2024, os números são ainda melhores, com R$ 323,3 milhões de lucro, 28,9% acima dos R$ 250,8 milhões do mesmo período de 2023.

O segmento de seguros também foi destaque no 3T24, com R$ 937,8 milhões de prêmios emitidos, recorde da empresa em um trimestre. O resultado registra um crescimento de 21,7% diante do mesmo período de 2023. Também levando em conta o intervalo entre janeiro e setembro, os números de 2024 são ainda mais favoráveis: R$ 2,6 bilhões contra R$ 1,9 bilhões nos nove meses do ano anterior, um aumento de 32,8%. A receita do segmento também apresentou uma evolução significativa, 24,6% acima do 3T23, atingindo R$ 151,2 milhões.

O Grupo ainda apresentou um crescimento de 27,6% na receita líquida no segmento de créditos e consórcios em relação ao 3T23, com EBITDA de R$ 28,3 milhões, 49% acima do mesmo período do ano anterior. O resultado reflete o bom desempenho da operação da Promotiva, que teve um crescimento de 38,2% e atingiu R$ 32 milhões em receita líquida entre julho e setembro, o maior da história da Unidade, e da Wiz Parceiros, que também superou os números do ano anterior e atingiu R$ 10,4 milhões em receita.

“Se eu tivesse que escolher uma única palavra para representar nossas últimas divulgações de resultados, certamente seria consistência. Ainda que o cenário macroeconômico brasileiro apresente desafios, temos demonstrado resiliência e flexibilidade para superar adversidades e construir resultados sólidos. Mesmo em um trimestre onde a Taxa Selic voltou a subir, conseguimos entregar recordes históricos tanto em nosso segmento de Seguros, quanto em Crédito e Consórcios”, celebra Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do Grupo Wiz Co.

Mais um dado que merece destaque é o EBITDA Consolidado Ajustado de R$ 187,6 milhões, crescimento de 17,8% em relação ao 3T23. Já o Lucro Líquido Ajustado no período foi de R$ 120,8 milhões, 12,6% superior em relação aos mesmos três meses de 2023. Ambos dados ficam melhores se comparamos o intervalo de janeiro a setembro de 2024 e 2023. Nos nove primeiros meses deste ano houve um crescimento de 25,7% no EBITDA Consolidado Ajustado e de 28,9% no Lucro Líquido Ajustado em relação ao ano passado.

Além dos ótimos números, a Wiz Co apresenta composição da Receita Líquida cada vez mais independente da Caixa. Em 2018, a venda e o run-off da Caixa correspondiam a 83% de toda a receita. Esse número foi baixando ano a ano e, no 3T24, representa apenas 20%. A receita da Wiz Co atualmente é diversificada, além do run-off da Caixa, a composição dela é 56% proveniente do segmento de Seguros; 15% vindo de Créditos e Consórcios; e 9% do setor de Serviços.

Avanços da Wiz Pro

O 3T24 está novamente repleto de avanços na Wiz Pro, plataforma tecnológica completa de propriedade da Wiz Co. Durante o trimestre, foram desenvolvidas novas funcionalidades nos três módulos que compõem a ferramenta – vendas, gestão e operações. E a solução passou a fazer parte da rotina comercial de seis unidades do grupo: Paraná Seguros, Promotiva, Omni1, Wiz Concept, Wiz Conseg e Wiz Parceiros.

“No módulo de Vendas, evoluímos os processos de consulta de margem, melhoramos o catálogo de produtos, refinamos a gestão de carteira e implementamos geração de link de pagamento de assistências para envio ao cliente final por e-mail e Whatsapp. Em Gestão, melhoramos a gestão de força de vendas. Já em Operações, disponibilizamos o módulo de atendimento omnichannel, criamos fluxos automáticos para renovações e evoluímos a estrutura de credenciamento”, comenta Marcus Vinícius de Oliveira.

Redução da dívida líquida

A Wiz encerrou o 3T24 com uma dívida líquida de R$ 447,7 milhões, uma redução de R$ 168 milhões em um ano (-37,5%), e R$ 64,6 milhões a menos em comparação com o segundo trimestre de 2024 (-14,4%). Essa queda brusca na dívida da empresa se deve, principalmente, ao cronograma de pagamento que foi planejado e vem sendo cumprido.

Participação na Bmg Corretora

Há uma semana, a Wiz Co divulgou comunicado ao mercado informando sobre a operação que formalizou o exercício da opção de compra, pelo Grupo, de quotas representativas de 9% do capital social da Bmg Corretora. Desta forma, a Wiz se posiciona com 49% do capital social da unidade de negócio.

A transação está alinhada à visão de crescimento do Grupo Wiz Co no contexto de ampliação e diversificação de suas unidades de negócios, especialmente em canais com alto potencial de rentabilização por meio da comercialização de produtos de seguridade e financeiros, explorados com o know-how e expertise da Wiz.