Bradesco Seguros e C6 Bank lançam seguro residencial

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A Bradesco Seguros, em parceria com o C6 Bank, acaba de lançar um seguro residencial exclusivo para clientes do banco digital. O produto, que pode ser contratado a partir do aplicativo do C6 Bank, prevê coberturas que mitigam danos causados à residência e fornece assistências essenciais para o dia a dia do cliente.

“Aqui na Bradesco Seguros buscamos sempre ampliar o acesso ao seguro e disseminar a cultura de proteção para a população. E a parceria com o C6 Bank traz mais uma opção financeiramente acessível e de fácil contratação para os clientes”, afirma Raquel Cerqueira, Superintendente Executiva de Ramos Elementares da Bradesco Seguros.

O cliente do banco poderá escolher entre três opções de planos, que variam de R$ 22,90 a R$ 104,90 mensais. As coberturas básicas protegem a casa dos seguintes riscos: incêndio; queda de raio e explosão; e impacto de veículos terrestres e fumaça. As três opções de plano incluem ainda coberturas para: vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, neve e geada; moradia temporária; responsabilidade civil familiar; danos elétricos; e roubo.

“Além das coberturas, o seguro oferece uma série de assistências emergenciais que podem evitar desgastes e gastos extras no dia a dia”, destaca Raquel. No total, são 16 assistências disponíveis: encanador, eletricista, chaveiro, vidraceiro, desentupimento com maquinário, limpeza de caixa de gordura e esgoto, mudança e guarda-móveis, remoção inter-hospitalar, serviço de guarda de animal doméstico, serviço de restaurante e lavanderia, recuperação do veículo, regresso antecipado, locação de eletrodomésticos, fixação de antenas e coleta de itens, descarte inteligente ou doação.

“O lançamento do seguro residencial em parceria com a Bradesco Seguros é mais um passo na nossa estratégia de servir de forma ainda mais completa nossos clientes”, diz Marcelo Sayeg, head de seguros do C6 Bank. “Esse produto é fruto de um trabalho cuidadoso que uniu nossa experiência em venda digital com a construção de uma oferta que inclui ampla gama de coberturas para a residência do cliente, além de assistências que podem ser muito úteis para o dia a dia”.

Comissão aprova projeto que obriga seguradora a notificar beneficiário de apólice sobre morte de segurado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto que obriga empresas seguradoras a notificar os beneficiários de valores previstos em contrato em 30 dias após tomarem conhecimento da morte do segurado.

O texto aprovado altera ainda o Código Civil para estabelecer que o prazo de um ano para o beneficiário solicitar os valores do seguro de vida ou de título de capitalização só começa a contar após ele ser notificado da morte do segurado.

Foi aprovado o texto do relator, deputado Allan Garcês (PP-MA), que reuniu sugestões do Projeto de Lei 2138/21, do deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), e de outros dois projetos apensados.

O relator concordou com a ideia principal das propostas, que é notificar o beneficiário em caso de morte do segurado. “É comum que os familiares fiquem sabendo da informação de que parentes falecidos tinham direito a receber indenizações, mas, em razão do curto prazo de um ano para reivindicarem esse direito, muitos não conseguem receber a indenização das seguradoras”, disse o relator.

Sistema unificado
O novo texto prevê que um consórcio formado por seguradoras de vida e sociedades de capitalização crie o Sistema de Informações sobre Seguros de Vida e Títulos de Capitalização, para centralizar informações sobre apólices, segurados e beneficiários das indenizações contratadas. O objetivo é facilitar o acesso dos beneficiários de seguros a informações sobre seus direitos.

Por fim, a proposta exige que as seguradoras informem o contratante, no ato da aquisição do seguro ou título, sobre a importância de se manter atualizados os dados do beneficiário ou, na ausência dele, dos familiares cadastrados.

A proposta altera também o Decreto-lei 73/66.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Prudential investe R$ 5 milhões para inclusão social de jovens no Rio ao longo dos próximos três anos

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Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil renova seu compromisso com jovens em vulnerabilidade social da cidade do Rio de Janeiro. A companhia aportou R$ 5 milhões ao longo do próximo triênio para a segunda fase do programa Jovens pro Futuro, que oferece capacitação profissional e apoio ao primeiro emprego a jovens com idades entre 15 e 29 anos. As instituições Redes da Maré, CIEDS e Centro de Promoção da Saúde (CEDAPS) são parceiras da seguradora neste programa e para o próximo ciclo, passam a fazer parte também as ONGs Crescer e Viver e Generation Brazil.

Lançado em 2021, o programa conta com o apoio da BrazilFoundation e já recebeu outros R$ 5 milhões em iniciativas de inclusão social que ajudaram cerca de 250 jovens a ingressarem no mercado de trabalho. Mais de 3,4 mil pessoas também foram beneficiadas com cursos de capacitação técnica e profissional, como gestão de projetos, desenvolvimento de sistemas web, programação e ferramentas digitais para o mercado de trabalho, entre outros.

IcatuCast discute como o mercado imobiliário pode impulsionar as vendas dos corretores

Fonte: Icatu

O mercado imobiliário ganhou novo fôlego nos últimos anos, adaptando-se às novas rotinas e prioridades da população, como lazer, segurança e economia. Essas e outras tendências foram debatidas no terceiro episódio do IcatuCast – Corretor que Inspira, videocast da Icatu Seguros dedicado aos corretores. Com o tema “Mercado Imobiliário: Tendências e oportunidades de negócios”, este episódio tem como objetivo auxiliar o corretor a adaptar suas estratégias de venda a partir das necessidades dos clientes, além de esclarecer os diferenciais das garantias locatícias.

Com a participação de Marcelo Oliveira, Diretor de Produtos de Capitalização, e Natanael Castro, Superintendente de Produtos Capitalização da Icatu, o episódio traz ainda diversas dicas para corretores, como: estratégias de venda com abordagens para locadores e locatários; e parcerias com imobiliárias e corretores de imóveis para alavancar a oferta da garantia locatícia.

“Atualmente, observamos que as gerações mais novas têm demonstrado uma vontade de sair de casa mais cedo do que as gerações anteriores. Um marco importante e que demanda um investimento. Alguns, pela impossibilidade da compra, recorrem ao aluguel, o que traz um novo desafio: a garantia exigida pelo locador. É nesse momento que o corretor de seguros desempenha um papel importante, podendo assessorar a imobiliária sobre os tipos de garantias que podem ser acopladas a um contrato de locação”, contextualizou Marcelo Oliveira.

“Os corretores de imóveis muitas vezes não têm visão de todas essas possibilidades. Com isso, se o corretor de seguros enxergar esse segmento como uma oportunidade para expandir seu negócio e carteira, ele poderá, no futuro, ter clientes potenciais para outros produtos além da capitalização, ofertando, por exemplo, seguro de vida e previdência privada”, completou Natanael Castro durante o episódio. 

A companhia, além de ofertar a Garantia de Aluguel, lançou no último ano o Dupla Garantia, solução inédita no mercado que combina título de capitalização com seguro prestamista. “O produto oferece maior proteção tanto aos locadores quanto aos locatários, cobrindo riscos sociais como perda de emprego, doenças ou falecimento”, comentou Marcelo.

O episódio faz parte da segunda temporada do IcatuCast, que conta com rodas de conversas e um novo cenário para papos descomplicados sobre temas relevantes para a jornada no mercado de seguros. 

PL de seguros: a importância da segurança jurídica e estabilidade no mercado segurador

metlife

Por José Neto, AVP Legal Officer da MetLife Brasil

Recentemente, o Senado aprovou um projeto de lei que cria novas regras para contratos de seguros privados, introduzindo uma série de alterações significativas que afetam todos os envolvidos no setor, abrangendo segurados, corretoras e seguradoras. Conhecido como PL 2.597/2024, o Marco Legal de Seguros, como é chamado por muitos, promete atualizar as normas gerais dos contratos de seguros no país. Atualmente, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados, devido às alterações realizadas durante a tramitação no Senado.

As novas regras propostas têm sido debatidas entre especialistas do setor sob diferentes pontos de vista. Enquanto alguns observam a iniciativa como um avanço necessário que alinha o Brasil a práticas internacionais, outros apontam possíveis desafios que demandam grande diálogo e cooperação de todos os envolvidos, uma vez que o objetivo deve continuar sendo o desenvolvimento sustentável do mercado de seguros, aumentando ainda mais sua relevância como instrumento de proteção social.

Ao considerar seguros de vida, é importante lembrar que se está lidando com apólices e produtos que muitas vezes têm vigência por décadas. Nesse contexto de longo prazo, um elemento se destaca como essencial e determinante para a relação entre as partes: a segurança jurídica. Contudo, o processo de consolidação jurisprudencial de novas leis e regulamentações pelo Judiciário é longo, passa por diversas discussões em suas diferentes instâncias e, até lá, todas as partes, inclusive os segurados, passarão por momentos de incertezas.

Talvez mais do que em outros setores, a segurança jurídica é ainda mais crucial para o setor de seguros. Isso ocorre porque, conforme estipulado pelo Código Civil e pelo Projeto de Lei, os contratos de seguro são fundamentados em “riscos predeterminados”. As seguradoras fazem a precificação de seus produtos com base nas condições e riscos estabelecidos no momento da contratação.

Quando se trata de uma relação de longuíssimo prazo e com riscos predeterminados que embasam a precificação do produto, é fácil imaginar quão danosa pode ser a falta de segurança jurídica para o desenvolvimento do mercado de seguros e, por consequência, o aumento de seu impacto como instrumento de proteção social. Por essas razões, a segurança jurídica torna-se essencial para que o mercado possa ter previsibilidade e estabilidade. Sabe-se bem o que acontece quando não se tem segurança jurídica: judicialização (que já apresenta números alarmantes).

Diante disso, é fundamental que a discussão sobre o Marco Legal de Seguros considere não apenas as características e os impactos das mudanças propostas, mas também a necessidade de garantir um ambiente regulatório mais previsível e estável.

Por esse motivo, as mudanças trazidas pelo projeto de lei devem ser interpretadas com prudência. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) desempenhará um papel crucial na normatização dessas regras, sendo fundamental o desenvolvimento de um diálogo constante e transparente entre as partes. Isso promoverá um ambiente de negócios estável e confiável, beneficiando todos os participantes, incluindo os segurados.

Bradesco Seguros anuncia 4ª edição do Insurance & Innovation Talks

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros tem o prazer de anunciar a 4ª edição do Insurance & Innovation Talks, um evento imperdível para profissionais que desejam estar à frente no setor de seguros. Com o tema “Conectividade Avançada em Seguros”, o encontro acontecerá no dia 23 de agosto, em formato híbrido, oferecendo palestras e apresentações de cases inovadores, em colaboração com a Amazon Web Services (AWS).

 “O Insurance & Innovation Talks é uma plataforma única para promover o diálogo e a colaboração entre os diversos atores do nosso ecossistema. A cada edição, buscamos abordar temas que estão em alta nas tendências do setor, reafirmando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e o crescimento do mercado” afirma José Loureiro, Diretor de Inovação, Digital e Dados do Grupo Bradesco Seguros.

 A 4ª edição do Insurance & Innovation Talks contará com vagas limitadas para o evento presencial, que será realizado no escritório da Amazon em São Paulo, na Avenida Chedid Jafet, 200 – Torre E. Para aqueles que preferirem participar online, as vagas são ilimitadas.

Essa é uma oportunidade de se conectar com os líderes do setor e explorar as inovações que estão moldando o futuro dos seguros. Inscreva-se no link: https://wkf.ms/46zfjqd

Setor de seguros contabiliza perdas com cancelamento de shows da Taylor Swift

Fonte: Reuters

As seguradoras enfrentam milhões de dólares em reivindicações após um ataque frustrado que forçou o cancelamento de três shows de Taylor Swift na Áustria, embora vários provedores dividirão o prejuízo, disseram à Reuters duas pessoas envolvidas no seguro de sua turnê.

Os shows em Viena foram cancelados esta semana após um ataque planejado no Ernst Happel Stadium. Cerca de 195.000 “Swifties” eram esperados para assistir, com muitos viajando do exterior para ter a chance de ver a estrela pop.

A Barracuda Music, organizadora dos shows, disse que todos os ingressos seriam reembolsados dentro de 10 dias. A empresa não pôde ser contatada imediatamente para comentar sobre os arranjos de seguro.

Swift é popular entre as seguradoras, pois raramente cancela shows, disse uma terceira fonte de seguros. Sua fama e sucesso significam que a maioria dos seguradores especializados em cancelamento de eventos em Londres estaria envolvida na cobertura de sua turnê, disse uma das fontes. As fontes preferiram não se identificar, citando confidencialidade do cliente.

Organizadores de grandes eventos esportivos e de entretenimento normalmente compram seguro de cancelamento de eventos, sendo que grande parte tende a ser segurada através do mercado Lloyd’s de Londres por um consórcio de seguradoras.

Um porta-voz do Lloyd’s de Londres confirmou que o seguro de cancelamento de eventos é oferecido no Lloyd’s, mas disse que não poderia comentar sobre políticas específicas.

Ataques militantes são frequentemente excluídos das apólices de cancelamento de eventos, mas os segurados geralmente compram uma cobertura extra contra eles, ou contra a ameaça deles. “A apólice de seguro de cancelamento por terrorismo autônoma teria sido acionada pela cláusula de ameaça ou ato de terrorismo dentro da apólice, já que houve um evento de terrorismo potencial conhecido”, disse Tim Thornhill, diretor-gerente da corretora Tysers.

Zurich faz parceria com Maxpar Assistência e lança cobertura no seguro auto  

Maxpar Assistencia

Sempre atenta às necessidades dos clientes e às tendências do mercador, a Zurich Seguros em parceria com a Maxpar Assistências, criou uma nova cobertura em seu seguro automóvel. A cobertura Pequenos Reparos Premium amplia de R$ 1 mil para até R$ 1,5 mil o valor de mão de obra coberto em caso de colisão e garante a troca do para-choque e seus itens complementares, diferenciais em relação à cobertura padrão para pequenos reparos já oferecida no produto.

Segundo Eduardo Borges, Vice-presidente do Grupo Autoglass e Head da Maxpar Assistências, o produto foi criado devido à identificação da lacuna de danos abaixo da franquia cada vez maior à medida que as franquias de casco aumentam. 

“Olhando para o mercado e pensando no segurado, percebemos que precisávamos ampliar a cobertura de mão de obra. Também levamos em consideração a variação do preço de peças, o que gera uma elevação nos custos de reparos. Com o novo produto, o segurado estará coberto dessa variação, além de ter a garantia da troca do para-choque e suas peças complementares. Criamos uma cobertura que, em caso de colisão, assistirá o cliente em até R$ 15 mil”, destaca.

Zurich Seguros – 23/08/2022 – Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

João Merlin, diretor de Negócios em Automóvel da Zurich Seguros, ressalta que a companhia coloca o cliente no centro de tudo o que faz. “A novidade que estamos lançando junto à Maxpar reforça o nosso compromisso com a inovação e a excelência no atendimento ao cliente, com potencial para ser um dos grandes diferenciais do nosso produto no mercado. Tenho certeza de que essa opção de cobertura ampliará as possibilidades de proteção que os corretores podem fazer aos seus clientes.”.

Lucas Pirchiner, Executivo de Contas da Maxpar Assistências, destaca dois principais motivos para a cobertura Pequenos Reparos Premium ser ideal para o segurado. “A maioria das colisões acontece na parte frontal ou traseira do veículo, sendo que cerca de um terço dos danos ao para-choque acarretam a necessidade da troca da peça. O segundo motivo é que os novos modelos de veículos lançados pelas montadoras têm apresentado grande quantidade de itens de acabamento estético como frisos e molduras, que são comumente danificados em colisões de pequeno impacto. A nova cobertura da Maxpar não só contribui para o aumento das vendas do corretor, como fortalece o relacionamento com o cliente.”

Resultados semestrais da HDI Global apresentam crescimento com destaque para o Brasil

Guilherme Leon HDI Global

A HDI Global SE, seguradora industrial, divulgou resultados financeiros positivos no primeiro semestre de 2024, destacando o crescimento de receita e lucro. O desempenho da empresa foi impulsionado por novos negócios e ajustes de preços motivados pela inflação. A taxa combinada caiu para 91,1%, enquanto o volume de prêmios alcançou 4,8 bilhões de euros, comparado a 4,2 bilhões de euros no mesmo período do ano anterior. O lucro operacional (EBIT) saltou de 190 milhões de euros para 305 milhões de euros.

A subsidiária brasileira da HDI Global teve uma participação significativa no desempenho positivo da multinacional alemã, que faz parte do Grupo Talanx. “O primeiro semestre foi mais desafiador do que o esperado, principalmente devido às inundações catastróficas no sul do Brasil”, declarou Guillermo León, CEO da HDI Global Seguros S.A. “Apesar do aumento de desastres naturais, permanecemos otimistas para o segundo semestre. Nossas equipes especializadas estão focadas em oferecer um atendimento rápido e soluções sob medida, atuando como parceiros na transformação para nossos clientes. Com a expectativa de crescimento econômico no Brasil no segundo semestre, estamos preparados para fortalecer nossa atuação ao lado de corretores e clientes.”

Globalmente, a HDI Global registrou um aumento de 14% no volume de prêmios, ajustado pela taxa de câmbio, totalizando 4,8 bilhões de euros. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão de novos negócios e ajustes de preços em linhas de Seguros Patrimoniais, Responsabilidade Civil e outros riscos. O resultado técnico de seguros subiu 47%, atingindo 429 milhões de euros, beneficiando-se de uma melhoria na frequência de sinistros.

As indenizações para casos de severidade totalizaram 128 milhões de euros, uma redução em relação aos 134 milhões de euros do ano anterior, ficando abaixo do orçamento de 86 milhões de euros reservado para o período. A taxa de sinistralidade e despesas caiu para 91,1%. O resultado financeiro e de investimento técnico subiu para 68 milhões de euros, refletindo um maior volume de investimentos e um aumento na renda de juros. O lucro operacional aumentou para 305 milhões de euros, contribuindo com 223 milhões de euros para o resultado do grupo Talanx.

Lucro das seguradoras avança no primeiro semestre de 2024, para R$ 14,2 bilhões

Ao contrário do que muitos pensavam, os ganhos das companhias de seguros não foram impactados pela tragédia do Sul, com perdas econômicas estimadas em R$ 100 bilhões. “Foi apenas um arranhão em algumas companhias específicas até o momento”, comentam executivos nos bastidores do setor. O lucro líquido das seguradoras avançou para R$ 14,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, pouco acima dos R$ 14 bilhões do mesmo período do ano passado, segundo o ranking elaborado pela consultoria Siscorp, com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A arrecadação do setor de seguros foi de R$ 209,5 bilhões, avanço de 15,3% em relação ao mesmo período de 2023. As indenizações, resgates, benefícios e sorteios que retornaram a clientes e investidores alcançou R$ 119,13 bilhões no primeiro semestre. De acordo com a Susep, o estado de calamidade pública decretada em maio em diversos municípios do Rio Grande do Sul contribui para explicar a elevação dos sinistros de seguros de danos no país, com índice de sinistralidade avançando de 44% para 66% nos semestres comparados.

O levantamento até agora mostra a baixa penetração de seguros no Brasil, seja por falta de cultura da população em comprar seguro, seja pelo elevado custo para coberturas como enchentes e inundações em um local com histórico de ocorrências, como foi o caso do Sul, que em setembro e novembro de 2023 registrou situações caóticas com o excesso de água.

O volume total de pedidos de indenizações de seguros relacionados às enchentes chegou a R$ 5,6 bilhões até o início de agosto, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Neste valor são considerados os sinistros avisados, o que não significa que todos serão aprovados para pagamento pelas seguradoras. No geral, o segmento de danos registrou R$ 6,2 bilhões em sinistros avisados em junho, R$ 6,3 bilhões em maio e R$ 4,5 bilhões em abril, informa a Susep.

Os valores de perdas das companhias no Sul ainda devem avançar com a regulação de sinistros mais complexos, como lucro cessantes de empresas, por exemplo. Mas o “grosso” de apólices individuais, como carros e residências, já foi finalizado. Há expectativa de judicialização de algumas indenizações negadas, principalmente em apólices residenciais sem cobertura para enchente, mas isso não preocupa o setor, segundo especialistas consultados.

Entre as empresas, a que registrou o maior impacto no lucro, em termos nominais, foi a Porto (antiga Porto Seguro), de R$ 87,2 milhões. O volume de sinistros pagos chegou a R$ 255 milhões, sendo que as resseguradoras devem cobrir entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, disse Celso Damadi, diretor financeiro, de controladoria e investimentos, em entrevista após a divulgação dos resultados. A cobertura, segundo ele, será concentrada nas carteiras empresarial e residencial, já que a Porto não faz resseguro da carteira de veículos. O número de veículos com sinistro após a tragédia no Sul chegou a 3,8 mil, conforme a companhia, publicou o Valor.

Na Caixa Seguridade, o impacto das chuvas na última linha da demonstração de resultados foi de R$ 34,7 milhões. Segundo a empresa, o valor considera a participação nas empresas Caixa Residencial, CNP Seguros e Too Seguros. “Caso as nossas seguradoras não tivessem esses contratos e esse pacote de resseguro […], o efeito sobre o lucro líquido teria sido muito maior, visto que o total de sinistros avisados e que foi objeto de provisão no segundo trimestre passou de R$ 461 milhões”, disse Eduardo Oliveira, diretor financeiro da Caixa Seguridade, em teleconferência com analistas.

Os sinistros relacionados à tragédia somaram R$ 461,3 milhões, sendo que R$ 349,7 milhões foram cobertos pelo resseguro. Os ramos habitacional e residencial foram os mais afetados, com 10,8 mil acionamentos no segundo trimestre. Segundo relatório da Caixa, os resultados financeiros devem permanecer “em patamar pouco significativo” no decorrer dos próximos trimestres.

Na BB Seguridade, apesar do aumento da sinistralidade de duas seguradoras controladas, “não houve impactos significativos no resultado”, conforme o relatório que acompanha as demonstrações financeiras trimestrais. Em teleconferência com analistas, o diretor-presidente da companhia, André Haui, disse que, no período mais crítico de calamidade, empresa recebeu pouco mais de 5 mil acionamentos. As despesas com sinistros relacionados ao evento foram de cerca de R$ 225 milhões.

“Esse número, apesar de robusto, apresenta, por meio da nossa estratégia de resseguro, um impacto líquido menor em nosso resultado”, afirmou. Cerca de 80% do volume de sinistros foi no segmento agrícola ou no penhor rural, em que a empresa tem “um mecanismo bastante robusto de proteção de carteira de seguro”, afirmou o diretor financeiro da BB Seguridade, Rafael Sperendio, aos analistas.

Abaixo o lucro líquido dos períodos comentados: