Capital para resseguro pode atingir US$ 625 bilhões em 2024, prevê AM Best

O capital total dedicado à resseguro aumentou 7% em 2023, atingindo US$ 568 bilhões, e uma alta ainda maior está projetada para 2024, podendo chegar a US$ 625 bilhões, de acordo com um relatório recente da agência de classificação de crédito AM Best. O relatório, feito em parceria com a Guy Carpenter, revelou que o capital tradicional de resseguro cresceu 14% ano a ano, aproximadamente US$ 57 bilhões, totalizando US$ 468 bilhões em 2023.

Segundo a AM Best, além da National Indemnity, da Berkshire Hathaway, o crescimento de capital mais substancial ocorreu em Bermudas, devido aos robustos retornos operacionais reportados por várias empresas bermudianas. Em relação ao capital de resseguro de terceiros, o relatório revelou que este aumentou para US$ 100 bilhões, ou 3,7% em 2023.

Para 2024, a AM Best prevê um crescimento de 10% no capital tradicional de resseguro, alcançando US$ 515 bilhões, enquanto o capital de terceiros deve ficar entre US$ 105 bilhões e US$ 110 bilhões. Isso coloca a estimativa do capital total dedicado ao resseguro para o final de 2024 entre US$ 620 bilhões e US$ 625 bilhões, e os analistas da AM Best esperam que o mercado de resseguro continue a prosperar ao longo de 2024.

O relatório também observou que, apesar dos aumentos, desde o final de 2018, o capital tradicional de resseguro tem representado menos de 60% do patrimônio líquido consolidado dos grupos que se identificam como subscritores de resseguro.

Os analistas destacaram que essa porcentagem caiu para 49% do patrimônio líquido dos acionistas em 2023, à medida que os resseguradores continuaram a expandir suas atividades nas linhas de seguros primários e especializados.

“O capital na indústria expandiu rapidamente devido ao aumento dos lucros retidos e às menores perdas de investimento ajustadas ao mercado. “Além disso, a ausência de resseguradoras iniciantes permitiu que as resseguradoras tradicionais mantivessem suas participações de mercado sem a necessidade de suavizar as condições. O mercado de resseguro parece bem posicionado para absorver um nível razoável de perdas e ainda assim crescer em capital”, comentou Dan Hofmeister, diretor associado da AM Best, em nota.

CNseg discute o acesso da população ao mercado de seguros

Fonte: CNseg

Com apresentação da jornalista Anne Barbosa, o oitavo episódio da segunda temporada do Conversa Segura, uma série do videocast SeguroPod, que vai ao ar nesta quinta-feira, 22, debateu como ampliar o acesso da população aos produtos de seguros.

O episódio conta com a participação de Sany Silveira, presidente da CNP Seguros Holding Brasil; Luciano Soares, presidente da Icatu Seguros; e Ivo Machado, sócio-fundador e vice-presidente da Ezze Seguros. Dentre os assuntos citados durante a entrevista, os convidados abordaram temas como a influência da tecnologia na contratação de seguros, o desenvolvimento de produtos simplificados, o acesso aos canais de acesso aos produtos e o papel das insurtechs – startups de seguros.

Para Sany Silveira, o maior desafio da ampliação do acesso aos produtos de seguros passa pela simplicidade. “Talvez o nosso maior desafio, em termos de oferta, seria fazer com que as pessoas possam compreender, de fato, o valor do seguro e que comecem a ganhar uma percepção de que é simples”, analisa. A executiva destaca que, para as seguradoras, a comunicação com o consumidor é uma questão essencial. “Em termos de canais, de simplificação em um processo de compra, de entendimento no caso de o segurado recorrer a seguradora”.

Em complemento, o presidente da Icatu Seguros, Luciano Soares, cita que as seguradoras também precisam conseguir chegar a cada parcela da população, deixando ao cliente a prerrogativa de escolher o canal de contato. “Essa simplicidade passa por como estar bem conectado com esses canais para que os produtos possam ser distribuídos de maneira fácil e que consiga tirar essa fricção da venda e do pagamento dos benefícios”. 

Soares acredita ainda que a tecnologia pode ser uma aliada na ampliação da capacidade de conectividade, além de dar a escala necessária para tornar o produto acessível e, em consequência, democratizar o acesso. 

O sócio-fundador e vice-presidente da Ezze Seguros, Ivo Machado, adiciona que a tecnologia também funciona como uma forma de baratear a operação. “A tecnologia deve ser estruturada como um meio da seguradora ser muito mais eficiente e entregar uma melhor experiência para o cliente ao custo mais reduzido. Os debates que as insurtechs trouxeram para o mercado foi interessante do ponto de vista de melhorar a experiência do usuário”, detalha Machado. 

O executivo acrescenta também que “a característica do nosso mercado é o princípio do mutualismo, quando as seguradoras se tornam mais eficientes, naturalmente os custos se reduzem e a gente consegue ter uma maior participação junto ao mercado oferecendo para o consumidor uma melhor proteção social”, concluí.

Bradesco Seguros anuncia parceria com Livelo

Fonte: Bradesco

Já está no ar o novo episódio do videocast “Com Você Corretor”, produzido pela Bradesco Seguros. Nesta nova edição, o diretor-presidente da Bradesco Auto/RE, Ney Dias, e o Diretor Comercial, Leonardo Freitas, anunciaram a nova parceria da Seguradora com a Livelo, a maior empresa de recompensas através de pontos do Brasil.

Agora, clientes do Bradesco Seguro Auto poderão utilizar créditos Livelo para economizar valores na hora da cotação. “A modalidade será aceita para todas as formas de pagamento e todos os produtos do catálogo Auto Individual para clientes pessoa física, incluindo veículos de passeio, picapes, motos e veículos de carga”, destaca Leonardo Freitas.

Segundo Ney Dias, a Bradesco Auto/RE vem investindo em soluções positivas para o corretores e clientes. “Parcerias com empresas inovadoras, como a Livelo, fortalecem ainda mais a marca do Bradesco Seguro Auto”, afirma o executivo. Ney informa, ainda, que os pontos Livelo podem ser obtidos de diversas maneiras, como usando os cartões Bradesco, por exemplo.

O novo episódio do videocast “Com Você Corretor” já está disponível no canal do YouTube da Bradesco Seguros.

Susep concede autorização definitiva para Simple2u e Iza atuarem como seguradoras

insurtech

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) concedeu autorização definitiva para a Simple2u Seguros e Iza Seguradora operarem com seguros em todo o território nacional, sem as restrições do ambiente experimental. As empresas haviam participado da primeira edição do Sandbox Regulatório. 

A Simple2u Seguros está autorizada pela Susep a operar seguros de danos e pessoas, no segmento S2, em todo o território nacional. Já a Iza Seguradora tem autorização definitiva para operar seguros de pessoas, no segmento S4, também em todo o território nacional. 

A nova licença para atuação permite a remoção de limitação de número de riscos emitidos e da importância segurada das coberturas nas quais as empresas operavam dentro do Sandbox, além de facilitar a expansão para outros produtos que não são permitidos no âmbito do programa de inovação.

Swiss Re divulga lucro de US$ 996 milhões no primeiro semestre

Andreas Berger Swiss Re

O grupo ressegurador global Swiss Re registrou lucro de US$ 996 milhões e receita líquida de US$ 2,1 bilhões para o primeiro semestre de 2024, à medida que seus negócios de resseguros de propriedade e acidentes (P&C) e de vida e saúde (L&H) tiveram um bom desempenho no período.

A Swiss Re atribui a receita líquida reportada e um ROE de 20,1% no primeiro semestre de 2024 à subscrição disciplinada, às baixas sinistralidades decorrentes de catástrofes naturais e ao forte rendimento dos investimentos.

Em todo o grupo, a receita de seguros totalizou US$ 22,5 bilhões e o resultado do serviço de seguros, que reflete a rentabilidade da subscrição, atingiu US$ 2,9 bilhões.

O retorno dos investimentos também foi forte no primeiro semestre de 2024, em 4%, o que a empresa atribui às contribuições de receitas recorrentes.

No braço de resseguro de P&C, o lucro líquido do primeiro semestre foi de US$ 989 milhões, impulsionado pela subscrição disciplinada e pela baixa incidência de grandes catástrofes naturais. A receita de seguros de P&C Re foi de US$ 9,8 bilhões no primeiro semestre de 2024.

“O desempenho da Swiss Re no primeiro semestre de 2024 reflete nosso foco em entregar resultados consistentes. Continuamos a aumentar a resiliência geral da empresa por meio de uma abordagem disciplinada na subscrição de novos negócios, ao mesmo tempo em que mantemos um controle rigoroso sobre as tendências de perdas em nossos portfólios em vigor”, disse Andreas Berger, CEO do Grupo.

“Esses resultados destacam nosso foco na disciplina de alocação de capital e na qualidade dos nossos portfólios de subscrição e investimento. Além disso, as taxas de juros mais altas continuam a beneficiar nossa receita de investimentos”, comentou John Dacey, CFO do Grupo.

Porto Seguro inclui cobertura para pet no seguro residencial

Fonte: Porto

A Porto Seguro amplia as ofertas para clientes de seguros residenciais com a inclusão da cobertura de auxílio funeral pet. A novidade está disponível para os produtos Residencial Habitual, Veraneio e Premium, oferecendo uma solução completa para garantir o conforto dos animais de estimação e da família, mesmo nos momentos mais difíceis.

A partir de agora, clientes dos seguros residenciais da Porto Seguro que aderirem à nova cobertura poderão contar com o reembolso de despesas durante esse momento delicado com todo o cuidado oferecido pela Porto. A cobertura está disponível com opções de R$ 1.500 ou R$ 2.500, dependendo do produto contratado. Confira outros benefícios da nova cobertura:

  • Reembolso de despesas: Inclui custos com remoção, cremação ou sepultamento do pet, além de despesas com velório ou cerimônia e itens relacionados.
  • Amparo para pets até 7 anos: Animais com até 7 anos de idade no ato da contratação do seguro são elegíveis. Porém, caso o pet atinja essa idade durante a vigência do seguro, a cobertura continua garantida.
  • Documentação simples: Para acionar o seguro, são necessários documentos como a carteira de vacinação do pet e nota fiscal detalhada dos serviços prestados.

“A inclusão do auxílio funeral pet no Seguro Residencial demonstra nosso compromisso com o cuidado integral das famílias, incluindo seus companheiros de quatro patas, que, de acordo com o estudo da ABINPET(Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) de 2022, já são mais de 160 milhões de pets no país,” afirma Marcel Tornero, Superintendente de negócios Ramos Elementares da Porto Seguro. “Nosso objetivo é proporcionar tranquilidade aos nossos clientes, não apenas protegendo seus bens materiais, mas também no cuidado de toda a família, incluindo os pets”.

Talanx visita Grupo HDI para reforçar operações e alinhar estratégias no Brasil

Fonte: HDI

Entre os dias 19 e 21 de agosto, o Grupo HDI recebeu em seus escritórios em São Paulo a visita dos executivos da HDI International – divisão do Grupo Talanx, um dos principais conglomerados seguradores multinacionais, com sede na Europa, e dona das operações da companhia. O encontro contou com a presença de Wilm Langenbach, Nicolas Masjuan e Maximiliano Casas – CEO, Head e Gerente de Desenvolvimento de Negócios da América Latina da HDI International, respectivamente –, que foram acompanhados pelo CEO da organização no Brasil, Eduardo Dal Ri.

Tendo a América Latina como alvo estratégico, a Talanx recentemente investiu mais de US$ 1 bilhão em aquisições no Brasil, visto que o país desempenha um papel de grande destaque nesse cenário, por se tratar da maior operação da companhia fora da Alemanha. Durante a visita, os profissionais discutiram estratégias de crescimento e aprimoramento das operações, incluindo a internalização da assistência aos segurados do Grupo HDI na Fácil Assist, empresa do grupo que oferece assistência 24h.

Além das reuniões nos escritórios da seguradora, Wilm, Nicolas e Maximiliano visitaram as instalações da Fácil Assist, onde foram recebidos por Eduardo Dal Ri e Luciane Merli, COO da empresa. Na ocasião, os executivos conheceram a estrutura da operação, que agora também passará a prestar assistência e atendimento aos clientes da HDI Seguros e Santander Auto. Anteriormente, a Fácil Assist já atendia os segurados da Yelum Seguradora – marca que veio para substituir a Liberty Seguros – e Aliro Seguro.

A internalização da assistência aos segurados da HDI na Fácil Assist é parte de uma estratégia que visa melhorar a experiência de clientes e corretores. Para apoiar essa expansão, a empresa ampliou sua rede de prestadores, garantindo a capacidade operacional necessária para atender à nova demanda. 

“Esse movimento de integração com a Fácil Assist é fundamental para assegurarmos um serviço de alta qualidade e com a agilidade que nossos clientes e parceiros esperam. Além disso, a visita dos executivos da HDI International reforça ainda mais nosso compromisso em continuar inovando e oferecendo serviços de excelência no Brasil, alinhados às melhores práticas internacionais. Estamos confiantes de que essa parceria fortalecerá ainda mais nossa presença no mercado brasileiro”, destacou Luciane Merli, COO da Fácil Assist.

KPMG aponta desafios do setor de seguros na avaliação do impacto das emissões de carbono

net zero

Uma publicação da KPMG aponta os desafios do setor de seguros no cálculo e avaliação das emissões de carbono atreladas às atividades de subscrição e investimento, além do desenvolvimento de estratégias e execução de planos de transição de descarbonização. O relatório indica, ainda, a importância de a indústria seguradora abordar fatores ambientais, sociais e de governança (ESG), especialmente no que se refere às mudanças climáticas.

Em vez de transferir a culpa para setores de alta emissão, as seguradoras reconhecem que também têm um papel a desempenhar. Ao subscrever negócios intensivos em carbono, as seguradoras estão apoiando práticas empresariais insustentáveis. Com prêmios agregados globais em seguros de vida e não vida próximos a US$ 8 trilhões (ou 6,8% do produto econômico global), e com mais de US$ 36 trilhões em ativos globais sob gestão, a indústria de seguros e sua cadeia de suprimentos precisam alcançar as metas de neutralidade de carbono, acompanhando seu próprio progresso em emissões e investindo em setores e tecnologias menos intensivos em carbono.

O documento mostrou que a avaliação dessas emissões pelo setor é impulsionada por vários fatores externos, incluindo o aumento da regulamentação. Além disso, litígios crescentes, verificações independentes e alianças globais de redução de carbono estão moldando a necessidade de as seguradoras medirem e reduzirem as emissões.

Os principais desafios enfrentados pelo setor de seguros, segundo a publicação, são coleta de dados e estabelecimento de uma padronização para o cálculo das emissões de carbono. De acordo com o estudo, há dificuldade em obter dados precisos de fornecedores, clientes e outras partes envolvidas, além do acompanhamento do progresso. A adoção de um padrão é fundamental para apoiar a tomada de decisões estratégicas, financeiras e operacionais e para a mitigação dos riscos. Definição de planos de transição para uma economia de baixo carbono, com um plano bem-sucedido deve complementar a estratégia de negócios e de sustentabilidade da empresa.

“Embora a tarefa possa parecer complicada em função desses fatores, um padrão globalmente reconhecido para a contabilidade e relato de gases de efeito estufa foi lançado em 2022. Também existem plataformas de tecnologia em expansão que facilitam este trabalho. Ao garantirem a qualidade dos dados a respeito das suas emissões, os líderes terão uma visão mais nítida a respeito do próprio progresso em direção à jornada de descarbonização”, analisa a sócia de ESG para serviços financeiros da KPMG no Brasil, Maria Eugênia Buosi.

O setor de investimentos está formando suas próprias colaborações e redes para alcançar suas metas de monitoramento e redução de emissões. A Net Zero Asset Owners Alliance (NZAOA) é um bom exemplo de uma associação que destacou metas para a transição de seus portfólios de investimentos para emissões líquidas zero até 2050, com metas intermediárias de redução de CO2 entre 22% e 32% até 2025 e entre 40% e 60% até 2030, com metodologias e ferramentas disponíveis. Em 2021, oito companhias de seguros anunciaram um novo compromisso com uma economia de emissões líquidas zero e lançaram a NZIA. A aliança visa alcançar emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2050, mas os compromissos dependem de ações dos governos para implementar novas políticas que apoiem a transição, o que tem demorado a se concretizar.

O relatório salienta, ainda, que eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e as perdas seguradas resultantes de desastres naturais estão aumentando. O documento explica que isso representa pagamentos de indenizações relevantes, que podem ameaçar a solvência de muitas empresas, o que está levando as seguradoras a reavaliarem as abordagens para a subscrição de riscos. 

“No entanto, criar exceções para esses eventos em políticas de seguro ou interromper completamente a subscrição é apenas tratar os sintomas das mudanças climáticas. Abordar o aumento das emissões de carbono na atmosfera pode efetivamente prevenir desastres climáticos, reduzir os danos às propriedades e proteger as seguradoras”, complementa o sócio-diretor líder de descarbonização da KPMG no Brasil, Felipe Salgado.

CNseg prestigia evento em comemoração aos 100 anos do Sindseg SC 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, foi o convidado de honra do almoço promovido pelo Sindicato das Empresas de Seguros de Santa Catarina (SindsegSC), nesta terça-feira (20), para comemorar o centenário da entidade catarinense.

Para uma plateia de mais de 150 executivos do setor de seguros, autoridades e jornalistas, Dyogo fez um balanço do setor em 2024 e apresentou dados sobre o impacto das mudanças climáticas no mercado de seguros, com destaque para as chuvas no Rio Grande do Sul. 

Dyogo destacou a importância do evento pela grandeza da data, já que não é todo dia que uma instituição consegue chegar ao centenário. “Esse encontro de hoje tem vários significados importantes, mas especialmente celebrar os 100 anos de uma instituição criada para desenvolver o mercado de seguros, e que congregar as pessoas que fazem parte do mercado e que trabalham para fazer o seguro chegar à população”, disse.

Dyogo ressaltou ainda a representatividade do setor segurador em Santa Catarina, estado no que os seguros respondem por 3,5% do PIB, o sexto maior do país em termos de consumo de seguros, diante das mudanças climáticas que o país vem enfrentando. “As chuvas no Rio Grande do Sul talvez tenham sido o fenômeno mais impactante, mas não foi o único, já que tivemos no passado recente episódios aqui mesmo em Santa Cataria e em outros estados. Eventos como esse são importantes para que a gente possa destacar para a sociedade como o setor de seguros tem um papel de destaque para ampliar a resiliência do país”, afirmou. 

Para João Amato, presidente do SindsegSC e anfitrião do evento, celebrar os 100 anos de uma entidade é reconhecer o legado de quem, há um século, teve a iniciativa de unir profissionais em prol de uma categoria. “Este encontro nos trouxe tanto a oportunidade de dar início às celebrações dos 100 anos quanto de olharmos para frente e pensar em como serão os próximos 100. Como podemos continuar a inovar, adaptar e liderar? Como podemos inspirar a próxima geração de líderes do setor de seguros? Essas perguntas precisam estar no nosso dia a dia, para focarmos na permanência incansável das nossas atividades para a sociedade catarinense”, conclui Amato.

RH Moderno’ e os desafios que vão além da conformidade trabalhista

Claudia Machado Howden Corretora

por Claudia Machado, vice-presidente de Benefícios na Howden Brasil

O bem-estar dos colaboradores é um tema recorrente nas organizações, liderado quase sempre pelas equipes ligadas a Recursos Humanos. Trata-se de uma temática que ficou mais contundente quando aprendemos a ser produtivos mesmo na distância física de nossos times, por exemplo. Nos últimos anos, passamos a lidar com a força do ‘RH Moderno’ dentro das companhias, uma área que, mais do que contar com um time estratégico, enxerga os desafios para além das questões trabalhistas. 

Ou seja: envolve o bem-estar dos funcionários e a gestão de novos comportamentos, principalmente das gerações mais jovens e suas interações com aqueles que são “jovens há mais tempo”. Esses fatores influenciam diretamente a taxa de turnover, que, quando alta, impacta negativamente a qualidade do serviço e a satisfação dos clientes.

Embora a legislação trabalhista e os procedimentos burocráticos possam parecer distantes dos problemas individuais dos funcionários, a gestão ineficiente dessas questões pode gerar consequências importantes, e não apenas no âmbito legal. Uma equipe de Recursos Humanos forte e experiente sabe que um afeta o outro. Por este motivo, os programas dentro desta área incluem políticas e procedimentos abrangendo as áreas de “Documentação e conformidade”, “Recrutamento e seleção”, “Aprendizagem e desenvolvimento”, “Gestão de desempenho e remuneração” e “Benefícios”.

Ter essa base de boas práticas não é apenas recomendável – é essencial. A falta de uma dessas políticas pode resultar em um RH inadequado, deixando funcionários e gestão desamparados e confusos. Por exemplo, é imprescindível que as empresas entendam quais são as reais insatisfações do time e identifiquem os pontos que são inegociáveis para eles. Afinal, quando as companhias entendem o que é importante para os profissionais, naturalmente entram em um processo de engajamento da equipe e, consequentemente, uma experiência do colaborador que vai favorecer a performance.

Mais do que nunca, os profissionais estão olhando para empresas que oferecem remuneração adequada e equânime, bem como um pacote de benefícios atrativo. Além disso, a cultura organizacional e uma jornada de trabalho justa são fatores que contribuem para a clareza de seus objetivos dentro das organizações.  

Um estudo recente realizado pela operadora Alice, feito em colaboração com entidades como Beneficência Portuguesa de São Paulo e o Fleury, revelou que 80% dos profissionais afirmaram que a flexibilidade dos benefícios oferecidos pelas companhias impacta diretamente em seu bem-estar e produtividade. Isso reforça que o papel da liderança na construção de uma cultura organizacional saudável é crucial para o sucesso de qualquer empresa. Criar e manter um ambiente positivo exige mais do que palavras e metas distantes.

De modo geral, oferecer pacotes de benefícios competitivos, como seguros de saúde, planos de aposentadoria, entre outros, ajuda a criar um ambiente de trabalho onde os colaboradores se sentem valorizados e apoiados, além de aumentar a satisfação no trabalho e melhorar a produtividade do time – o que, consequentemente, auxilia na redução da rotatividade da equipe. Reforço, ainda, que uma estratégia de benefícios estruturada ajuda a alinhar as necessidades dos funcionários com os objetivos da organização, além de promover uma cultura corporativa saudável e sustentável.

A McKinsey & Company também trabalhou este tema em sua pesquisa com mais de 800 empresas em 13 países, que identificou que as companhias com culturas fortes apresentaram desempenho 70% superior em comparação com aquelas com culturas fracas. Sendo assim, sem uma estrutura robusta de RH focada no engajamento dos profissionais, as companhias correm o risco de lidarem com a alta rotatividade dos funcionários, o que pode impactar o sucesso e a lucratividade da organização. De nada adianta uma boa infraestrutura sem um atendimento adequado e que corresponda às expectativas dos clientes e trabalhadores.

A área de Recursos Humanos é um dos pilares centrais para gerar melhoria contínua do engajamento, produtividade e desenvolvimento dos funcionários. Trata-se de uma área que vai além de lidar com burocracias, ela é essencial para organizações que querem vencer em mercados competitivos. Afinal, não basta apenas motivar os funcionários, é preciso garantir a estabilidade e o bem-estar deles.