CNseg debate o papel do setor de seguros na mitigação das mudanças climáticas

Fonte: CNseg

Como parte de uma extensa agenda de debates, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) trará para a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), entre os dias 11 e 22 de novembro, em Baku, Azerbaijão, dois debates muito relevantes: o papel do seguro como ferramenta essencial na mitigação dos efeitos climáticos e os impactos da eletrificação da frota automobilística brasileira.

O primeiro evento, dia 11 de novembro, organizado em parceria com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Confederação Nacional da IndústriA (CNI), é o painel “Expansão do mercado de veículos eletrificados no Brasil: reflexos na indústria automotiva e no setor de seguros” , que ocorrerá das 16h às 17h (horário local), no pavilhão da CNI, na Green Zone (estande E32).

O painel, que contará com a participação do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, do diretor-executivo da Anfavea, Igor Calvet, do presidente do Sistema Transporte (CNT / SEST SENAT /ITL), Vander Costa, e do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), busca apresentar soluções de como governo e setor privado podem cooperar para acelerar a produção de veículos eletrificados no Brasil, de que modo a indústria brasileira de veículos eletrificados e o setor de seguros podem convergir esforços na direção do desenvolvimento econômico sustentável e como as seguradoras podem ampliar seu repertório técnico de produtos e serviços para atender ao crescimento da frota de veículos eletrificados no Brasil.

Já no dia 13 de novembro, das 11h às 12h (horário local), a CNseg e a CNI realizarão o painel “O papel do setor de seguros na transição climática: de Baku a Belém”, que vai jogar luz em como o setor segurador pode ajudar na sustentabilidade e proteção de empresas e governos contra riscos climáticos.

O painel contará com Butch Bacani, líder da Iniciativa de Seguros Sustentáveis (PSI) da Organização das Nações Unidas, Davi Bontempo, superintendente de Sustentabilidade da CNI, Maria Netto, CEO do Instituto Clima e Sociedade (iCS), Barbara Buchner, Global Managing Director da UNEP FI, e moderação do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, analisará os produtos e serviços do setor de seguros já disponíveis para a sociedade, enfatizando novas propostas, como o Seguro Social de Catástrofe, além de definir pautas e entregas prioritárias a serem realizadas entre as COPs de Baku e de Belém.

Mudanças climáticas impõem custos bilionários e demandam ações urgentes

Fonte: CNseg

As chuvas causaram um custo de até US$ 300 bilhões às seguradoras no mundo. O dado foi informado por José Goldemberg, PhD em Física e ex-ministro de Educação e de Saúde, durante a palestra magna no evento “Está Chegando o Verão: Mudanças Climáticas, Urbanização e Vulnerabilidade – Impacto no Curto Prazo”. O encontro foi promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindsegSP) e Academia Paulista de Letras na última terça-feira, dia 5, na capital paulistana.

Nas últimas quatro décadas, segundo Goldemberg, o número de grandes desastres está aumentando, e a precipitação de água é o fenômeno mais representativo. “Com o aumento da temperatura, ocorre a intensificação das turbulências na atmosfera, o que gera instabilidade. Esse desequilíbrio acaba se transformando em chuvas inesperadas, pois há mais água na atmosfera”, sinalizou. Para o professor, a solução do problema está baseada na redução de emissões ou na identificação da causa que está levando a esse aquecimento.

Os efeitos dos eventos climáticos não são sentidos apenas no Brasil, como se viu no caso do Rio Grande do Sul, onde as seguradoras já desembolsaram R$ 6 bilhões em indenizações. Na última semana, a Espanha sofreu com chuvas e inundações extremas que já deixaram mais de 200 pessoas,  mortas e dezenas de desaparecidos. A tragédia já é considerada um dos maiores desastres naturais da Espanha e a enchente mais fatal da Europa desde 1970, quando 209 pessoas morreram na Romênia. Supera também o número de mortos registrados no sul do Brasil, entre abril e maio deste ano, que totalizou 183, segundo dados da Defesa Civil.

Os Estados Unidos, apenas neste ano, já tiveram que lidar com o prejuízo causado por dois furacões, o Helene e o Milton. Antonio Penteado Mendonça, presidente da Academia Paulista de Letras e especialista em seguros, citou na abertura do evento que o país norte-americano “pode registrar até US$ 100 bilhões em prejuízo”. “Nunca planejamos para agir depois dos acontecimentos. Nós estamos atrasados em todos os sentidos”, destacou.

Ainda na abertura, Rivaldo Leite, presidente do SindsegSP, destacou que o Brasil, nos últimos anos, está vivendo experiências cada vez mais difíceis, como o ocorrido em Petrópolis, em 2022; no litoral de São Paulo, em 2023; e no Rio Grande do Sul, neste ano. “Cada mudança climática nos traz oportunidades de melhoria no processo de criação de produtos de seguros, além de produtos mais abrangentes para que a população tenha consciência da importância de se ter uma apólice de seguro”, contou.

Carlos Queiroz, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), destacou que a sociedade precisa estar preparada para lidar com as mudanças climáticas e seus impactos. “Os eventos que aconteceram mostram que estamos em estado de emergência e precisamos ficar em alerta, assim como compreender a importância do seguro para lidar com essas perdas.”

Para auxiliar nesse preparo, Queiroz adiantou que a Susep está desenvolvendo um estudo focado na tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, buscando incentivar uma maior participação do mercado de seguros na sociedade. Segundo ele, o objetivo é ampliar o acesso e a conscientização para que as pessoas busquem mais produtos de seguro, de modo que o setor esteja mais apto a responder em caso de uma tragédia similar à que afetou o estado gaúcho.

Complementando a visão de Queiroz, Ana Cristina Barros, diretora de Sustentabilidade da CNseg, acredita que o setor de seguros pode ir além da resposta reativa aos desastres, incentivando ações antecipadas para enfrentar fenômenos climáticos e fortalecer uma cultura de sustentabilidade. “Atualmente, 30% das perdas no mundo são seguradas; no Brasil, apenas 10% dos eventos são cobertos por seguros. Então precisamos que as estratégias olhem para o seguro e que coloquem um guizo no nosso pescoço,” afirmou, reforçando a necessidade de sinalizar esses riscos de forma mais eficaz e integrada ao planejamento preventivo do setor.

MAG Seguros é destaque no ranking Época Negócios 360°

A MAG Seguros, empresa especializada em vida e previdência com quase 190 anos de atuação no país, foi destaque em três categorias no ranking Época Negócios 360°, divulgado nesta semana pela revista Época Negócios. A companhia ocupou o Top 5, se consolidando na terceira posição na categoria ‘Seguradoras’. Entre os elementos que compõem o levantamento, a MAG se destacou como a mais inovadora dentre as empresas do setor e ainda ocupou o top 5 nas seguintes subcategorias: Pessoas e Desempenho Financeiro (ambas em 2º) e Visão de Futuro (5º).

“É uma honra para a companhia receber este reconhecimento, que vem ao encontro do nosso DNA inovador e com um olhar muito apurado aos nossos colaboradores. Vamos continuar nos empenhando para seguir inovando no setor de seguros e atender às necessidades dos nossos com o mesmo comprometimento que nos trouxe até aqui”, afirma Helder Molina, CEO da MAG Seguros.

Além do destaque na categoria ‘Seguradoras’, o anuário também classificou a companhia no Top 50, ocupando a 17ª colocação entre as empresas do setor em prêmios emitidos e o 91º lugar geral, considerando todos os 24 setores e 420 empresas listadas no levantamento.

Escritório da Generali em São Paulo tem novo endereço

Fonte: Generali

A partir de 6 de novembro, o escritório da filial da Generali em São Paulo passa a realizar suas operações administrativas no Edifício Thera Corporate, na Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, nº 105, 17º andar.

A busca por um ambiente maior e mais sustentável motivou a Generali Brasil, uma das maiores seguradoras do mundo, a mudar seu endereço. Isso porque o local é referência em sustentabilidade e acessibilidade, com Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold, avaliação que incentiva e acelera a adoção de práticas de construção sustentáveis.

Além de contar com avançados sistemas de automação predial e serviços, com eficiência de água, energia elétrica e outros aspectos, o novo escritório da Generali funcionará em um edifício Triple A. Este é um conceito que se refere ao que existe de melhor em questão de empreendimentos corporativos da atualidade.

A mudança trará mais espaço e conforto para funcionários e clientes, manutenção da ótima localização em um dos melhores endereços de São Paulo e investimento em infraestrutura moderna de tecnologia e workspace.

A Generali foi a primeira seguradora estrangeira a chegar ao Brasil. Sua matriz está localizada no Rio de Janeiro, na região do Porto Maravilha.

Swiss Re reduz meta de lucro no ano

andreas berger

A Swiss Re aumentou suas reservas para perdas de anos anteriores no segmento de responsabilidade civil dos EUA da divisão de Resseguros de Propriedade e Acidentes (P&C Re) em US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, conforme anunciado na quinta-feira. Esse aumento foi parcialmente compensado por liberações em outras linhas de negócios, resultando em um aumento total das reservas neste ano de US$ 3,1 bilhões.

“Realizamos uma revisão abrangente de nossas reservas de P&C, considerando os dados mais recentes da indústria e as tendências legais,” disse o CEO Andreas Berger, que assumiu neste ano o comando do grupo. “Abordamos os desenvolvimentos das reservas em todo o nosso portfólio de responsabilidade civil nos EUA, incluindo todos os anos de subscrição anteriores”, comentou em nota

Devido a esses aumentos, a Swiss Re agora precisa reduzir significativamente suas expectativas de lucro. A previsão atual é de um pequeno lucro de cerca de US$ 500 milhões para o terceiro trimestre de 2024 e cerca de US$ 2,2 bilhões para os primeiros nove meses de 2024.

“Assumindo uma experiência de sinistros normal”, ainda se espera um lucro anual de mais de US$ 3 bilhões em 2024, de acordo com o comunicado. Anteriormente, a resseguradora havia projetado um lucro consolidado de mais de US$ 3,6 bilhões.

Além das medidas anunciadas na quinta-feira, todas as unidades de negócios reportaram “bons resultados” em subscrição e investimentos no terceiro trimestre. As divisões L&H Re (resseguro de vida) e Corporate Solutions continuam no caminho para atingir suas respectivas metas de 2024, de aproximadamente US$ 1,5 bilhão em lucro e uma razão combinada inferior a 93%.

A divisão P&C Re, por outro lado, não alcançará a meta do índice combinado inferior a 87% (em 2024) devido ao aumento das provisões.

A Swiss Re divulgará os números detalhados do terceiro trimestre na próxima semana (14 de novembro).

Munich Re registra lucro de € 4,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2024

A Munich Re reportou um lucro líquido de € 4,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, um aumento de 31% em relação ao ano anterior, apesar das perdas por catástrofes naturais terem chegado a € 1,4 bilhão no terceiro trimestre. O furacão Helene, que afetou a Flórida e outras regiões dos EUA, foi o maior evento de sinistros do trimestre, enquanto a tempestade Boris e o furacão Beryl causaram danos significativos na Europa e no Caribe.

No segmento de resseguros, o resultado do terceiro trimestre caiu 21% em relação ao ano anterior, em grande parte devido a perdas acima da média em propriedade e acidentes. No entanto, o crescimento orgânico impulsionou a receita de seguros, com o resseguro de vida e saúde e a divisão de seguros primários ERGO registrando aumentos.

Os investimentos contribuíram positivamente, com o rendimento subindo para € 2,1 bilhões no trimestre. A empresa espera superar sua meta anual de € 5 bilhões em 2024, impulsionada pelo crescimento rentável em todas as áreas, mesmo com sinistros adicionais esperados do furacão Milton no quarto trimestre.

“No terceiro trimestre, nosso Grupo provou mais uma vez sua resiliência. A temporada de furacões no Atlântico Norte foi relativamente severa, causando grandes perdas acima da média e uma queda ano a ano no resultado trimestral. No entanto, com € 4,7 bilhões de lucro líquido nos primeiros nove meses do ano, o resultado geral de 2024 continua extremamente saudável. A Munich Re está crescendo de forma rentável em todos os segmentos. Esperamos superar nossa meta de resultado de 2024 de € 5 bilhões, apesar das despesas com sinistros esperadas do furacão Milton no quarto trimestre”, disse Christoph Jurecka, Diretor Financeiro (CFO).

Zurich reafirma compromisso com inovação em previdência e fecha parceria com Stay

Rafael Guilhon

A Zurich Seguros fortalece sua atuação no mercado de previdência corporativa ao anunciar parceria estratégica com a Stay, fintech conhecida como a “previdência corporativa do século 21”. A colaboração reforça o compromisso da companhia com a inovação ao unir sua experiência em segurança e confiabilidade no setor de seguros com uma solução moderna e tecnológica de previdência corporativa, que visa transformar o acesso a esse benefício no Brasil.

A Stay, fundada em 2023 por executivos de tecnologia, recentemente recebeu um aporte de R$ 15 milhões em uma rodada seed, liderada por grandes investidores como MAYA Capital e Better Tomorrow Ventures. Entre os participantes da rodada estão a 17Sigma, Grão, Ralicap e o fundo scout da Sequoia, além de nomes influentes do setor como Aaron Schumm, fundador da Vestwell, e Roger Lee, fundador da Human Interest — ambos unicórnios de previdência corporativa nos Estados Unidos, um dos mercados mais avançados e inspiradores globalmente.

A parceria com a Zurich proporciona maior segurança e confiabilidade aos planos oferecidos pela Stay, que diferem dos modelos tradicionais ao oferecer uma experiência 100% digital e customizável para colaboradores, RHs e áreas financeiras, facilitando a gestão e adesão aos planos. Atualmente, a prevtech atua em todos os segmentos de empresas, das pequenas às grandes, e, além de oferecer um modelo diferenciado, apoia as empresas na implementação do benefício.

Tsai Chi-Yu, cofundador e CEO da Stay, destaca que embora menos de 10% dos brasileiros possuam previdência privada, todos desejam a estabilidade financeira e as empresas podem contribuir com este objetivo. “Além de oferecer benefícios diretos aos colaboradores, a previdência corporativa se tornou um diferencial competitivo importante no mercado de trabalho. Nossos clientes conseguem criar pacotes de remuneração muito mais atrativos e reduzir significativamente a rotatividade de funcionários”, afirma.

Para Rafael Guilhon, superintendente de Negócios em Previdência da Zurich Seguros, o compromisso da Zurich com a inovação e a satisfação dos clientes se reflete nesta parceria, que permite às empresas levar uma experiência única de previdência corporativa ao mercado brasileiro. “A união de nossa expertise em seguros com a tecnologia da Stay agrega valor tanto para as empresas quanto para os colaboradores, oferecendo mais flexibilidade, facilidade de uso e segurança. Este é um passo importante na nossa missão de ajudar nossos clientes a construir um futuro financeiro mais seguro e acessível, com a melhor experiência possível em sua jornada”, complementa o executivo.

A Zurich, ao firmar essa parceria estratégica, reforça seu posicionamento de inovação e foco no cliente no setor de previdência, já pontuada em outras parcerias estratégicas com fintechs e prevtechs no mercado brasileiro. Para Rafael, essa postura apoia o avanço do setor em direção a uma previdência corporativa mais acessível e eficiente no Brasil.

PL de Seguros vai a sanção de Lula, com o aval de Fernando Haddad

Depois de muitas discussões, idas e vindas e tudo mais que um tema polêmico e que mexe com a estrutura do funcionamento de um setor sacudido pela renovação do arcabouço regulatório, das mudanças de hábitos dos consumidores e do avanço tecnológico, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que reformula as regras do setor.

O texto segue para sanção do presidente Lula e não são esperados vetos. Atualmente, os contratos de seguro são regidos pelo Código Civil, que tem um capítulo específico sobre o assunto, e pelo Decreto-Lei 73/66, também conhecido como Lei do Seguro Privado. O projeto substitui estas normas e entrará em vigor um ano após a sua publicação.

“Foram 21 anos de luta, sem trégua, mas o importante é que a lei e a futura regulamentação infralegal a ela respeitosa melhorarão substancialmente as relações contratuais securitárias no nosso país e conduzirão a um mercado maior com segurados melhor protegidos”, comemorou o advogado Ernesto Tzirulnik, o principal idealizador da proposta, que vem sendo discutida desde 2004 no Congresso Nacional. Contou com o fiel apoio de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Alessandro Octaviani, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Para Octaviani, o texto traz uma série de medidas de estímulo ao setor de seguros, aumentando a transparência e a proteção dos consumidores. Além disso, Octaviani destaca que a Lei é uma mudança institucional vinculada, mais amplamente, a uma Política Nacional de Acesso ao Seguro. “O Brasil tem um enorme mercado potencial de seguro, raramente comparável a qualquer outro mercado do mundo. Somos uma das dez maiores economias do mundo, mas o mercado de seguros é apenas em torno do 20º. A Lei é um dos tantos diplomas normativos que se insere nesse objetivo maior que é proporcionar o acesso e o consumo de seguro no nosso país”, afirmou em nota.

O diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, destaca que a nova lei vai aprimorar as diretrizes para o setor e seus consumidores. “O texto aprovado pela Câmara é fruto de acordo com o setor segurador e busca fortalecer o segurado, trazendo maior necessidade de atenção e comprometimento por parte das seguradoras quando da oferta dos seus produtos. Esse novo equilíbrio na relação entre as partes trazida pelo projeto impõe novos desafios e, consequentemente, novas oportunidades de amadurecimento e crescimento do setor”, afirmou.

Para a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, ter uma Lei sobre seguros promoverá uma melhor estruturação clareza sobre os conceitos aplicáveis ao contrato, de modo a possibilitar maior transparência às relações jurídicas e facilitar a disseminação dos aspectos que envolvem o contrato de seguro, o que é tão importante para o crescimento do setor. “Uma nova lei, como é natural, acarretará desafios que demandarão estudo, análise, interpretação para sua correta aplicação, diálogo entre os diferentes atores sociais e profundo sentido de cooperação, para que possamos concretizar os melhores resultados para toda a sociedade consolidando a solvência, sustentabilidade e perenidade para o setor de seguros em prol da sociedade brasileira”, disse a executiva. 

“O novo marco legal do seguro no Brasil é um divisor de águas. Com a lei espera-se maior certeza jurídica, ampliação dos direitos do segurado e maior eficiência das seguradoras na subscrição de riscos, bem como regulação e liquidação de sinistros. As seguradoras devem se adaptar organizacionalmente, mudando processos e sistemas para melhor atender a sociedade”, comentou o advogado Cássio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer ao Sonho Seguro. “Será um impacto substancial não apenas nas relações entre segurado e seguradora, mas também nas relações internas. Os reguladores de sinistro passam a ter um papel ainda mais relevante”, afirma.

Em entrevista ao Valor, Luciana Dias Prado, sócia do Lefosse, o projeto foi pensado principalmente do ponto de vista da pessoa física e jurídica que contrata os seguros “massificados”, como de veículos e residencial. A grande questão, afirma, é que a lei não faz distinção com seguros de grandes riscos, que cobrem eventos de grande impacto, como o colapso de estrutura e desastres naturais. “Há casos de sinistros em que o processo de regulação dura de um a dois anos. O prazo de 120 dias pode ser insuficiente e fazer com que as seguradoras optem por negar a cobertura diante da impossibilidade de analisar os casos de forma adequada, o que pode gerar maior judicialização no mercado”, alerta Prado.

O novo marco do setor deve demandar adaptações nas operações das seguradoras para o cumprimento de novos prazos e regras, destaca o Valor. “Não são pontos que o mercado não irá se adaptar, mas eles terão um custo que ainda não foi bem estimado”, diz Bárbara Bassani, corresponsável pela área de seguros e resseguros do TozziniFreire.

Principais pontos de controvérsia e suas resoluções:

Aprovação prévia de condições contratuais e notas técnicas atuariais: O texto original exigia que todas as condições contratuais e notas técnicas atuariais fossem aprovadas previamente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).Após debates, essa exigência foi flexibilizada, permitindo que, em determinados casos, as seguradoras possam registrar seus produtos sem necessidade de aprovação prévia, desde que cumpram requisitos estabelecidos pela Susep.

Atualização em relação às inovações tecnológicas e regulatórias: Foram incorporadas emendas que buscam alinhar o texto às inovações tecnológicas e às mudanças regulatórias recentes, contemplando aspectos como o uso de inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas ao setor de seguros.

Liberdade contratual e competitividade do mercado: Algumas disposições que poderiam interferir na liberdade contratual foram revisadas.Por exemplo, as regras específicas sobre o período de garantia nos seguros de transporte de bens e de responsabilidade civil foram ajustadas para permitir maior flexibilidade entre as partes contratantes.

Conflito com a atualização do Código Civil: Para evitar inconsistências jurídicas, o texto aprovado foi harmonizado com as propostas de atualização do Código Civil brasileiro, assegurando coerência entre as legislações.

Impacto no mercado de resseguros: A exigência de que contratos de resseguro firmados por seguradoras brasileiras com resseguradoras estrangeiras sejam regidos exclusivamente pela legislação brasileira foi mantida. No entanto, foram introduzidas disposições que permitem maior flexibilidade, visando não afastar resseguradoras internacionais do mercado brasileiro.

Câmara aprova projeto que cria o marco legal dos seguros

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que reformula as regras do setor e impõe limitações como a proibição de cláusula para extinção unilateral do contrato pela seguradora além das situações previstas em lei. Conhecida como marco legal dos seguros, a proposta será enviada à sanção presidencial.

O texto aprovado é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2597/24, que contou com parecer favorável do relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). De autoria do ex-deputado José Eduardo Cardozo, o projeto prevê, por outro lado, que o segurado não deve aumentar intencionalmente e de forma relevante o risco coberto pelo seguro, sob pena de perder a garantia.

Para evitar insegurança jurídica nos contratos, os riscos e os interesses excluídos da cobertura devem ser descritos de forma clara e de forma que não deixe dúvidas.

Se houver divergência entre a garantia delimitada no contrato e a prevista no modelo de contrato ou nas notas técnicas e atuariais apresentados ao órgão fiscalizador competente pela seguradora, deverá prevalecer o texto mais favorável ao segurado.

Quando a seguradora cobrir diferentes interesses e riscos, os requisitos para cada um deles devem ser preenchidos em separados para que a nulidade de um não afete os demais.

Outra regra prevê que o contrato será nulo se qualquer das partes souber, no momento de sua conclusão, que o risco é impossível ou já se realizou. A parte que assinar o contrato mesmo sabendo da impossibilidade ou da realização prévia do risco deverá pagar à outra o dobro do valor do prêmio.

Crescimento do setor
Segundo o relator, o texto faz parte de uma “agenda silenciosa de reformas microeconômicas” que tem aumentado a capacidade de crescimento da economia sem gerar inflação. Ele afirmou que, com as mudanças de regras para seguros, o setor pode saltar dos atuais 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 10% até 2030. “É uma política do ganha-ganha. Todos ganham com essas alterações, a sociedade e o setor de seguros, e isso é positivo para a retomada do crescimento econômico brasileiro”, declarou.

Reginaldo Lopes lembrou que, atualmente, há poucos bens segurados no Brasil. “Para cada 10 carros circulantes, apenas 2 têm seguros. E temos baixíssima proteção residencial, menos de 15%”, disse.

Mudança do risco
Em situações nas quais houve aumento do risco calculado inicialmente para a definição do prêmio a pagar e o aumento desse prêmio recalculado for superior a 10%, o segurado poderá recusar o acréscimo e pedir a dissolução do contrato em 15 dias, contados de quando soube da mudança de preço, mas a eficácia da revogação contará desde o momento em que o estado de risco foi agravado.

Se nesse período ocorrer o sinistro (a destruição do patrimônio segurado, por exemplo), a seguradora somente poderá se recusar a indenizar caso prove o nexo causal entre o agravamento relevante do risco e o sinistro ocorrido.

Caso haja redução relevante do risco, o valor do prêmio será reduzido proporcionalmente, descontadas, na mesma proporção, as despesas realizadas com a contratação.

Debate em Plenário
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que o projeto abre perspectiva para modernização da área.

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou as alterações do Senado ao texto por atenderem mais às seguradoras que aos segurados. “Cria um questionário de avaliação de risco que favorece unilateralmente as seguradoras”, afirmou.

Alencar disse que o texto do Senado pode gerar mais judicialização e aumento de custos operacionais para os contratos.

Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, as mudanças do Senado engessam o mercado, trazendo cláusulas de apólice de seguros para a lei, entre outros problemas.

Já o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a proposta por entender que ela traz uma reserva de mercado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

MAWDY, Equatorial Serviços e PWM anunciam parceria na distribuição de planos de assistência 

A MAWDY, divisão de assistências da MAPFRE, firmou uma parceria com a Equatorial Serviços e a PWM Consultoria e Corretora de Seguros para expandir a distribuição de serviços de assistência no Brasil, alcançando mais de 40 mil clientes em regiões como Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará e Piauí. A colaboração visa diversificar o acesso aos serviços de assistência, com pacotes residenciais que vão desde suporte básico, incluindo chaveiro e eletricista, até opções mais completas que cobrem sistemas de placas solares, vidraceiro e reparo de telhados.

Além dos pacotes residenciais, a parceria oferece serviços de saúde e bem-estar, como telemedicina, descontos em consultas e medicamentos, e assistência para bicicletas e pets. A tecnologia também faz parte do portfólio com o “Help Digital”, uma assistência remota para questões tecnológicas que inclui antivírus e controle parental. Todos os planos oferecem capitalização com sorteios de R$ 10 mil, agregando valor e atraindo mais clientes com benefícios financeiros.

Para Ana Claudia Calil, diretora da MAWDY, a parceria com a Equatorial amplia o alcance da empresa, enquanto Cristiany Pessoa, do Grupo Equatorial, reforça o compromisso em oferecer assistência de qualidade que impacte o dia a dia dos clientes. Paulo Magalhães, da PWM, destaca o papel da inovação para o crescimento, com foco em conveniência e bem-estar. Os serviços podem ser adquiridos via televendas, porta a porta ou no site da Equatorial, com a MAWDY e a PWM atuando como líderes em personalização e integração digital no setor.