Seguradoras registraram vendas de R$ 324,5 bilhões até setembro, alta de 13,4%

As seguradoras registraram vendas de R$ 324,55 bilhões nos três primeiros trimestres do ano, um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Os segmentos de seguros de danos e pessoas apresentaram, sem considerar o VGBL, uma arrecadação de R$ 153,66 bilhões, alta de 10,52% em comparação com os primeiros nove meses de 2023.  Em destaque os seguros de fiança locatícia, que acumularam R$ 1,29 bilhão em prêmios entre janeiro e setembro de 2024 – crescimento de 25,5% em relação ao mesmo período de 2023. O pagamento de indenizações, nos seguros de danos e pessoas, alcançou R$ 6,2 bilhões em setembro, totalizando R$ 57,82 bilhões nos nove primeiros meses de 2024.

Para o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há expectativa de continuidade de crescimento do setor com a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei do Contrato de Seguro, encaminhada para sanção presidencial. “A nova legislação auxiliará na criação de um ambiente de contratação de seguros com mais confiança, incentivador de ciclos virtuosos e duradouros de negócios e investimentos”. 

Outro destaque no fechamento do terceiro trimestre, o VGBL arrecadou R$ 14,62 bilhões em contribuições somente em setembro de 2024. Durante os nove primeiros meses do ano, foram R$ 135,94 bilhões arrecadados, montante 18,7% superior ao mesmo período de 2023. Os resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional) alcançaram R$ 99,32 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2024.

Além disso, os produtos de capitalização arrecadaram, até setembro de 2024, R$ 23,54 bilhões, um crescimento de 6,5% na receita acumulada, em relação aos nove primeiros meses de 2023. Na capitalização, o retorno à sociedade, considerando resgates e sorteios realizados, foi de R$ 19,77 bilhões no acumulado do ano até setembro, um aumento de 10,06% em relação ao mesmo período de 2023.

As indenizações, resgates, benefícios e sorteios dos segmentos supervisionados pela Susep
retornaram à sociedade R$ 19,77 bilhões em setembro de 2024. Entre janeiro e setembro de 2024, o total foi de R$ 180,75 bilhões, um aumento de 6,27% em relação ao mesmo período de 2023.



Mercado de seguros na América Latina cresce 17,1%, aponta estudo da MAPFRE Economics

estudo mapfre AL
Diego Rivera Retrato de Ramón Gómez de la Serna (1915) Óleo sobre tela

O mercado de seguros na América Latina alcançou a marca de US$ 203,3 bilhões em 2023, representando um crescimento expressivo de 17,1%, de acordo com um estudo divulgado pela MAPFRE Economics, divisão de pesquisas e análises do Grupo MAPFRE. O avanço foi impulsionado por fortes desempenhos nos setores de automóveis e do segmento não-vida, além dos produtos de investimentos e previdência no segmento de vida. Países como Brasil e México desempenharam um papel central nesse crescimento, com o Brasil liderando a rentabilidade regional, alcançando um lucro de US$ 7,3 bilhões.

O relatório apontou que, em termos de moeda local, a maioria dos países latino-americanos experimentou crescimentos reais. Brasil e México se destacaram como os principais motores da rentabilidade na região, com o México alcançando um lucro de US$ 3,3 bilhões. Outros mercados relevantes, como Argentina, Colômbia e Peru, também contribuíram para a melhora do setor. No entanto, países como El Salvador e Colômbia registraram quedas de 9,3% e 4,1%, respectivamente, medidos em termos reais.

Apesar de um crescimento econômico mais moderado na América Latina, cujo PIB avançou apenas 2,2% em 2023, o setor segurador registrou um desempenho robusto. Tanto os segmentos de vida quanto de não-vida cresceram em igual proporção, com destaque para o seguro de automóveis, que apresentou um aumento de 21,9% nos prêmios, e para os seguros contra incêndios, que cresceram 24%. No segmento de vida, a previdência privada e os produtos de investimentos foram os que mais se destacaram, beneficiados pelas altas taxas de juros, gerando um crescimento de 17,6% nos prêmios.

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Outro ponto relevante destacado pela MAPFRE Economics é o potencial do mercado segurador na América Latina. A estimativa é que o setor tenha capacidade de alcançar US$ 504,7 bilhões, o que representa 2,5 vezes o tamanho atual. A maior diferença está no setor de seguros de vida, com uma lacuna de proteção de US$ 301,3 bilhões, evidenciando a subutilização de seguros pela população.

A densidade dos seguros na América Latina também apresentou crescimento, atingindo US$ 324,3 por pessoa, o que representa um aumento de 16,3% em relação ao ano anterior. Desse valor, US$ 187,1 são referentes ao segmento  não-vida e US$ 137,2 ao de vida. Além disso, o índice de penetração dos seguros na região subiu para 3,1%, um aumento em relação ao ano anterior, embora ainda distante de mercados mais maduros.

Risco de Inundações: prevenir é até 10 vezes mais econômico que reconstruir

custos com inundações Swiss Re

As perdas econômicas causadas por catástrofes naturais atingiram um valor estimado de US$ 280 bilhões em 2023, com US$ 51,6 bilhões devido a inundações, segundo o Instituto Swiss Re. Essas perdas provavelmente aumentarão à medida que as mudanças climáticas intensificam eventos climáticos extremos, enquanto a rápida expansão urbana tem elevado o valor dos ativos em áreas de alto risco. Medidas de proteção como diques, barragens e comportas têm um custo, mas seus benefícios financeiros podem superar em até dez vezes os custos de reconstrução após um desastre.

“Investimentos em adaptação climática, como preparação para inundações, não apenas promovem a estabilidade econômica e criam empregos, mas também ajudam a proteger vidas. No entanto, há um crônico subfinanciamento. Portanto, é crucial criar condições para que o capital privado flua para projetos de adaptação climática e, ao mesmo tempo, otimizar o uso de recursos públicos. Quantificar os benefícios das medidas de adaptação é um passo fundamental para facilitar o investimento público-privado e, em última análise, fechar a enorme lacuna de financiamento”, afirmou Veronica Scotti, presidente da área de Soluções para o Setor Público da Swiss Re.

Para determinar a eficácia dos investimentos em medidas de adaptação contra inundações, é essencial quantificar seus benefícios financeiros. O Instituto Swiss Re realizou um estudo comparando os benefícios econômicos e as proporções de custo de medidas de adaptação contra inundações selecionadas. Esse valor pode servir como diretriz para decisões de investimento e ajudar a identificar os melhores métodos de adaptação contra inundações para garantir a estabilidade econômica, segurança e resiliência de uma comunidade.

A relação custo-benefício pode variar significativamente dependendo da região. A pesquisa do Instituto Swiss Re mostra que infraestruturas cinzas, como diques e barragens, são altamente eficazes na redução de danos causados por inundações costeiras. Globalmente, seus benefícios podem superar os custos de duas a sete vezes, chegando até a dez vezes em áreas propensas a inundações. Construídas com padrões ideais, essas estruturas podem reduzir os danos das inundações em 60-90%, especialmente em regiões densamente povoadas. Em áreas menos povoadas, soluções baseadas na natureza, como restauração de ilhas-barreira ou vegetação costeira, podem ser igualmente eficazes.

De forma semelhante, intervenções políticas, como restrições de uso do solo, podem aumentar o valor da prevenção de inundações, especialmente em economias emergentes. Defesas contra inundações e restrições de zoneamento são quase duas vezes mais eficazes e viáveis do que medidas de acomodação, como a impermeabilização para inundações costeiras e fluviais.

Todas as intervenções contra inundações, especialmente quando atualizadas e mantidas, podem beneficiar tanto seguradoras quanto segurados. Os setores público e privado podem trabalhar juntos para facilitar e acelerar a adaptação ao risco: ao focar na prevenção e redução de futuras perdas causadas por inundações, o setor público pode transferir os riscos remanescentes para a indústria de resseguros/seguros e apoiar a estabilidade econômica após desastres. Ao participar nas fases iniciais de planejamento das medidas de proteção, a indústria de resseguros/seguros pode ajudar a mitigar riscos e oferecer proteção financeira.

F/Seguros tem metas ambiciosas: formar 50 mil vendedores e expandir o projeto para 16 favelas

A inclusão financeira e social avança nas favelas brasileiras com o projeto F/Seguros, uma iniciativa inédita da MAG Seguros em parceria com a Favela Holding. Visando democratizar o acesso a produtos de proteção financeira, o projeto toma forma. A seguradora está em sua fase piloto e já iniciou a comercialização de seus produtos direcionados, com a capacitação de moradores de algumas das maiores favelas do país, como Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis, para atuar como consultores de seguros, contou Ronaldo Gama, diretor de Planejamento Comercial da MAG Seguros, que participou do evento Expo Favala Rio, realizado de 8 a 10 de novembro, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

Com uma meta de alcançar até 10 milhões de seguros comercializados nos próximos cinco anos, a F/Seguros tem o objetivo de capacitar 5 mil moradores para se tornarem especialistas em proteção financeira em suas próprias comunidades. Em entrevista ao Sonho Seguro, Gama compartilhou os avanços do projeto, destacando o potencial transformador que o acesso ao seguro representa para esses territórios, onde a segurança financeira ainda é um desafio.

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Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Após o lançamento em julho, quais foram os principais avanços na implementação da F/Seguros nas favelas? Qual é a fase atual do projeto e o que ainda falta para que o lançamento seja completo?

Desde o lançamento em julho, avançamos em etapas fundamentais para consolidar a marca. Atualmente, estamos implementando pilotos em quatro favelas — Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis — onde designamos líderes locais para conduzir as operações. Cada líder, após a fase de pilotagem, formará uma equipe de até dez vendedores para expandir a presença e o atendimento. Essa fase é essencial para avaliarmos o nível de aceitação e o interesse nas soluções oferecidas, e os resultados iniciais têm sido encorajadores. No momento, seguimos refinando ferramentas digitais e completando o treinamento dos times, com a previsão de lançamento ao público ainda neste ano.

Quais produtos já estão prontos para serem comercializados? Algum produto específico teve prioridade?

Priorizamos produtos acessíveis e essenciais para os moradores das favelas, focando em segurança e dignidade financeira. Inicialmente, estamos oferecendo serviços de assistência funeral, seguros de vida com coberturas básicas e telemedicina, produtos com valores acessíveis e que visam proporcionar proteção e tranquilidade a essas famílias.

Além do seguro de vida, título de capitalização e auxílio-funeral, há planos para incluir outros tipos de seguros?

Sim, planejamos expandir gradualmente o portfólio. Em breve, pretendemos adicionar coberturas adicionais no seguro de vida e produtos de saúde. Em uma etapa posterior, consideramos incluir ramos elementares, adaptados às necessidades e realidades das favelas.

Existe uma data prevista para o lançamento oficial ao público?

Após o projeto piloto, nossa prioridade é garantir a qualidade dos produtos, treinamento da equipe e adequação das ferramentas digitais. Durante essa fase, realizamos testes e ajustes para entregar uma oferta estável e atrativa para vendedores e clientes.

Como será o processo de venda dos seguros? Os produtos serão oferecidos presencialmente ou por meio digital, como aplicativos ou plataformas móveis?

Embora utilizemos ferramentas digitais, priorizamos vendedores locais capacitados por nós. Cada favela terá um líder, indicado pela CUFA, responsável por montar uma equipe de vendas de até dez pessoas residentes da região, facilitando o relacionamento com os moradores.

Como foi o processo de treinamento dos moradores das favelas para atuarem como corretores? Quantas pessoas foram capacitadas até agora? Quais são as expectativas e os desafios na formação desses corretores locais?

Estamos capacitando os líderes locais, com quatro selecionados para treinamento intensivo em gestão, vendas e atendimento. Acreditamos que essa abordagem gradual fortalecerá a equipe, garantindo uma operação de alta qualidade.

Como essa parceria pretende impactar a segurança financeira e a qualidade de vida dos autônomos e empreendedores que lideram famílias nesses territórios?

Nosso objetivo é proporcionar segurança financeira para famílias das favelas, oferecendo uma fonte de renda digna para vendedores locais e melhorando a qualidade de vida. O seguro de vida garante apoio em momentos difíceis, beneficiando compradores e vendedores e trazendo dignidade para todos.

Como a CUFA está contribuindo para a viabilização e o fortalecimento do projeto?

A CUFA é uma parceira essencial, ajudando na identificação e formação de recursos humanos. Enquanto a MAG Seguros traz expertise em seguros e formação profissional, a CUFA oferece conhecimento profundo sobre as favelas e seus moradores, possibilitando a seleção de pessoas com potencial para uma carreira sólida no mercado de seguros.

Quais são as metas de longo prazo para a F/Seguros em termos de expansão para outras comunidades no Brasil? Como a MAG avalia a sustentabilidade desse modelo de negócio focado em microsseguros e inclusão financeira?

Nossas metas são ambiciosas: formar até 5 mil líderes e 50 mil vendedores, expandindo o projeto para mais 16 favelas. A sustentabilidade do modelo se baseia em crescimento escalável, aprimoramento contínuo de processos e indicadores de gestão robustos. Acreditamos que a F/Seguros pode se consolidar como uma solução prática e confiável em todo o Brasil.

Seguradora Zurich registra vendas de US$ 36,1 bilhões até setembro de 2024

Fonte: Reuters

O Zurich Insurance Group divulgou na quinta-feira um aumento em sua receita de prêmios de nove meses e afirmou que sua exposição aos furacões Helene e Milton, que recentemente causaram estragos nos Estados Unidos, ficará abaixo de US$ 360 milhões.

A Zurich, quinta maior seguradora da Europa, informou que seus resultados do terceiro trimestre incluem uma perda pré-impostos estimada em US$ 160 milhões devido ao furacão Helene. A empresa espera perdas pré-impostos preliminares no quarto trimestre, devido ao furacão Milton, em torno de US$ 200 milhões. Analistas esperam até US$ 55 bilhões em perdas seguradas com as duas grandes calamidades.

Os prêmios brutos subscritos no segmento de propriedade e acidentes da Zurich aumentaram 4% nos primeiros nove meses de 2024, totalizando US$ 36,13 bilhões, acima dos US$ 34,59 bilhões do ano anterior, impulsionados pelo aumento das taxas nos segmentos de seguros comerciais e de varejo. As taxas aumentaram 5%.

Os prêmios de seguro têm subido nos últimos anos em resposta à inflação e às perdas decorrentes da pandemia de COVID-19, guerras e catástrofes naturais. No entanto, as taxas globais de seguro comercial caíram 1% no terceiro trimestre, representando o primeiro declínio trimestral em sete anos, segundo a corretora Marsh. Os novos prêmios de seguro de vida da Zurich aumentaram 6% em uma base comparável, ajustada para variações cambiais, aquisições e desinvestimentos.

A Zurich apresentará novas metas financeiras de três anos em 21 de novembro, um ano antes do previsto, após a seguradora reiterar, na quinta-feira, que está no caminho para superar todas as suas metas atuais.

“Nossos resultados de nove meses confirmam o forte e contínuo impulso em todas as áreas de negócio da Zurich”, afirmou Claudia Cordioli, Diretora Financeira, em um comunicado de negociação. O índice Swiss Solvency Test da Zurich, uma medida-chave de sua solidez de capital, foi de 224%, acima da previsão de 220%, conforme pesquisa de consenso compilada pela empresa.

Pedidos de indenizações decorrentes do apagão na Grande SP passam de 1,8 mil e já somam R$ 13,3 milhões

As seguradoras contabilizam os pedidos de indenizações feitos em decorrência do temporal que caiu sobre a região metropolitana de São Paulo, no último dia 11 de outubro, e que chegou a deixar mais de 1,5 milhão de domicílios sem energia elétrica. Segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que representa as seguradoras que atuam com seguros de danos e responsabilidades, os acionamentos na região referentes a seguros residencial, empresarial e condomínio, além de seguro automóvel, somam 1.805, até o momento, o equivalente a R$ 13,3 milhões (R$ 13.280.936,00) a serem pagos, concluídas as perícias. 

As empresas que compartilharam seus dados com a FenSeg correspondem a aproximadamente 50% do mercado de seguros patrimoniais massificados (residencial, empresarial e condomínio) e 30% de seguro auto, no estado de São Paulo. Os números são parciais e devem subir nos próximos dias. 

Dentre os seguros acionados na Grande São Paulo, 1.185 foram de seguro residencial, 344 de seguro empresarial e 211 de seguro condomínio. Como explica Jarbas Medeiros, presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg, as coberturas variam entre “vendaval”, “danos elétricos” e “deterioração de mercadoria” (este, exclusivo do seguro para empresas). Já em seguro auto, que inclui coberturas como “enchente e inundação” e “queda de árvore”, o total ficou em 65 avisos de sinistro, que somam R$ 2,6 milhões (R$ 2.676.567,00).

“No caso das tempestades que ocorreram em São Paulo, os seguros residenciais, empresariais e de condomínio oferecem diversas coberturas, e uma das mais acionadas é a de danos elétricos. Quando estamos falando em seguro empresarial, o prejuízo pode ser mais alto, pois se trata da queima de equipamentos como computadores, impressoras de gráficas, refrigeradores em bares e restaurantes, equipamentos hospitalares e industriais, enfim, toda sorte de equipamentos eletro-eletrônicos que venham a queimar”, lista o executivo. Outra cobertura bastante acionada, segundo ele, é a de vendaval, que repara prejuízos causados por destelhamento de imóveis, perda de estoque de mercadorias e móveis, entre outros.

O presidente da comissão FenSeg faz uma recomendação aos segurados. “Todos que têm contratados estes seguros devem acionar a seguradora diretamente ou procurar um corretor de seguros para também avisar o processo de sinistro, para que a seguradora possa orientá-lo sobre como proceder, que informações ou documentos precisam ser encaminhados para que se faça a avaliação dos processos de sinistro e as indenizações possam ser pagas no mais curto prazo de tempo”.

Wiz Co registra R$ 120,8 milhões de lucro no terceiro trimestre

Fonte: Wiz

O Grupo Wiz Co (B3: WIZC3), corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, obteve no 3T24 um Lucro Líquido Consolidado Ajustado de R$ 120,8 milhões, 12,6% a mais do que os R$ 107,3 milhões alcançados no 3T23. Levando em conta os nove primeiros meses de 2024, os números são ainda melhores, com R$ 323,3 milhões de lucro, 28,9% acima dos R$ 250,8 milhões do mesmo período de 2023.

O segmento de seguros também foi destaque no 3T24, com R$ 937,8 milhões de prêmios emitidos, recorde da empresa em um trimestre. O resultado registra um crescimento de 21,7% diante do mesmo período de 2023. Também levando em conta o intervalo entre janeiro e setembro, os números de 2024 são ainda mais favoráveis: R$ 2,6 bilhões contra R$ 1,9 bilhões nos nove meses do ano anterior, um aumento de 32,8%. A receita do segmento também apresentou uma evolução significativa, 24,6% acima do 3T23, atingindo R$ 151,2 milhões.

O Grupo ainda apresentou um crescimento de 27,6% na receita líquida no segmento de créditos e consórcios em relação ao 3T23, com EBITDA de R$ 28,3 milhões, 49% acima do mesmo período do ano anterior. O resultado reflete o bom desempenho da operação da Promotiva, que teve um crescimento de 38,2% e atingiu R$ 32 milhões em receita líquida entre julho e setembro, o maior da história da Unidade, e da Wiz Parceiros, que também superou os números do ano anterior e atingiu R$ 10,4 milhões em receita.

“Se eu tivesse que escolher uma única palavra para representar nossas últimas divulgações de resultados, certamente seria consistência. Ainda que o cenário macroeconômico brasileiro apresente desafios, temos demonstrado resiliência e flexibilidade para superar adversidades e construir resultados sólidos. Mesmo em um trimestre onde a Taxa Selic voltou a subir, conseguimos entregar recordes históricos tanto em nosso segmento de Seguros, quanto em Crédito e Consórcios”, celebra Marcus Vinícius de Oliveira, CEO do Grupo Wiz Co.

Mais um dado que merece destaque é o EBITDA Consolidado Ajustado de R$ 187,6 milhões, crescimento de 17,8% em relação ao 3T23. Já o Lucro Líquido Ajustado no período foi de R$ 120,8 milhões, 12,6% superior em relação aos mesmos três meses de 2023. Ambos dados ficam melhores se comparamos o intervalo de janeiro a setembro de 2024 e 2023. Nos nove primeiros meses deste ano houve um crescimento de 25,7% no EBITDA Consolidado Ajustado e de 28,9% no Lucro Líquido Ajustado em relação ao ano passado.

Além dos ótimos números, a Wiz Co apresenta composição da Receita Líquida cada vez mais independente da Caixa. Em 2018, a venda e o run-off da Caixa correspondiam a 83% de toda a receita. Esse número foi baixando ano a ano e, no 3T24, representa apenas 20%. A receita da Wiz Co atualmente é diversificada, além do run-off da Caixa, a composição dela é 56% proveniente do segmento de Seguros; 15% vindo de Créditos e Consórcios; e 9% do setor de Serviços.

Avanços da Wiz Pro

O 3T24 está novamente repleto de avanços na Wiz Pro, plataforma tecnológica completa de propriedade da Wiz Co. Durante o trimestre, foram desenvolvidas novas funcionalidades nos três módulos que compõem a ferramenta – vendas, gestão e operações. E a solução passou a fazer parte da rotina comercial de seis unidades do grupo: Paraná Seguros, Promotiva, Omni1, Wiz Concept, Wiz Conseg e Wiz Parceiros.

“No módulo de Vendas, evoluímos os processos de consulta de margem, melhoramos o catálogo de produtos, refinamos a gestão de carteira e implementamos geração de link de pagamento de assistências para envio ao cliente final por e-mail e Whatsapp. Em Gestão, melhoramos a gestão de força de vendas. Já em Operações, disponibilizamos o módulo de atendimento omnichannel, criamos fluxos automáticos para renovações e evoluímos a estrutura de credenciamento”, comenta Marcus Vinícius de Oliveira.

Redução da dívida líquida

A Wiz encerrou o 3T24 com uma dívida líquida de R$ 447,7 milhões, uma redução de R$ 168 milhões em um ano (-37,5%), e R$ 64,6 milhões a menos em comparação com o segundo trimestre de 2024 (-14,4%). Essa queda brusca na dívida da empresa se deve, principalmente, ao cronograma de pagamento que foi planejado e vem sendo cumprido.

Participação na Bmg Corretora

Há uma semana, a Wiz Co divulgou comunicado ao mercado informando sobre a operação que formalizou o exercício da opção de compra, pelo Grupo, de quotas representativas de 9% do capital social da Bmg Corretora. Desta forma, a Wiz se posiciona com 49% do capital social da unidade de negócio.

A transação está alinhada à visão de crescimento do Grupo Wiz Co no contexto de ampliação e diversificação de suas unidades de negócios, especialmente em canais com alto potencial de rentabilização por meio da comercialização de produtos de seguridade e financeiros, explorados com o know-how e expertise da Wiz. 

Caixa Seguridade tem lucro contábil de R$ 1 bilhão no terceiro trimestre

A Caixa Seguridade registrou lucro contábil de R$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre, alta de 11,7% ante o registrado no mesmo período de 2023. A emissão de prêmios de seguro da Caixa Seguridade alcançou no terceiro trimestre o maior volume da história, segundo a companhia, somando R$ 2,5 bilhões. O número é quase 8% maior que o registrado no terceiro trimestre de 2023. No segmento de previdência, as contribuições cresceram 2,4%, enquanto capitalização teve queda de 10,4 % e consórcio avançou 82%. No total, os recursos somaram R$ 8,2 bilhões, 8% acima dos R$ 7,5 bilhões do terceiro trimestre de 2023.

Após ter os resultados do segundo trimestre afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul e pela necessidade de provisionamento, a companhia apresentou uma melhora dos números no terceiro trimestre. A receita operacional cresceu quase 6%, chegando a R$ 1,33 bilhão, na visão contábil. O resultado de investimentos em participações societárias, que respondem por cerca de 57% da receita total, cresceu 1,7% puxado principalmente pela Caixa Consórcio.

Os segmentos habitacional e residencial apontaram crescimento de 13,4% e 13,3%, respectivamente, enquanto o seguro prestamista cresceu 13% e o assistencial 25%. A emissão de prêmios de seguro de vida, por outro lado, teve uma redução de 4,5% no período.

A sinistralidade voltou aos patamares normais após as enchentes no Rio Grande do Sul afetarem o indicador no segundo trimestre, encerrando setembro em 20,1% — 39,3 pontos percentuais abaixo do registrado nos meses de abril a junho.

Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve melhora de 1,5 ponto percentual, movimento atribuído à dinâmica de regulação e ao reconhecimento de provisões para sinistros e resseguros relacionados à enchente no Sul.

AXA no Brasil oferece condições especiais e promoções no Super Novembro

Fonte: AXA

Com o intuito de promover ações que tragam benefícios não apenas para seus clientes, mas também para corretores e colaboradores, a AXA no Brasil prepara uma série de vantagens no seu Super Novembro. Durante todo o mês, a seguradora terá condições de pagamento facilitadas, oferta de brindes, vouchers para serviços e extensão de benefícios.

Para os clientes do Seguro Empresarial, a empresa oferece um parcelamento mais amplo para apólices contratadas em novembro, com pagamento em até 10 vezes sem juros. Já as novas apólices do Auto Frota recebem um voucher para cristalização do para-brisa e polimento dos faróis de todos os veículos da frota, em uma ação realizada em parceria com a Maxpar Assistências, empresa do Grupo Autoglass. A companhia também vai dobrar a vigência do Clube de Descontos para clientes que contratarem seu seguro até 30 de novembro. Assim, os segurados terão acesso a descontos em uma série de serviços e produtos por mais um ano.

Os corretores também são contemplados no Super Novembro: após o sucesso em outubro, a distribuição de brindes ao girar a roleta foi prorrogada, sujeita à disponibilidade. Para concorrer, o corretor precisa assistir a um dos conteúdos disponíveis no Meu Mundo AXA ou personalizar uma das peças de produtos na plataforma.

Os colaboradores da AXA também terão acesso a uma plataforma exclusiva que oferece condições especiais à mais de 200 marcas e milhares de restaurantes.

“No Super Novembro, queremos fortalecer nossa conexão com clientes, corretores e colaboradores. Essas iniciativas refletem nosso compromisso em proporcionar experiências completas e agregar valor real a cada parceria,” destaca Danielle Fagaraz, Diretora Comercial Digital, Marketing e Clientes da AXA no Brasil.

Jorge Sant’Anna, CEO da bmg seguros: de compra e venda de participações a projetos sociais

Pouca gente conhece os projetos sociais das seguradoras ao redor do mundo. São inúmeras iniciativas com foco em melhorar a vida de diferentes comunidades. Recentemente, um desses projetos ganhou destaque em um jantar em Londres, durante o Brazil UK Insurance Forum, promovido pelas associações de seguros CNseg, do Brasil, e ABI (Association of British Insurers), do Reino Unido, no dia 30 de outubro.

Entre os participantes estava Jorge Sant’Anna, cofundador e CEO da BMG Seguros, um executivo que nasceu para conectar pessoas em prol dos negócios. Sempre que entra em uma roda de conversa, vê oportunidades, transformando problemas em soluções em um jogo de ganha-ganha para todos. Foi assim com a BMG Seguros, com um histórico de aquisições e vendas de participações acionárias, e é assim com o Celeiro Vó Tunica, projeto social que visa transformar vidas e construir um futuro digno para meninas que precisam deixar o lar de acolhimento ao completarem 18 anos.

“Virei um pidão. Peço ajuda a todos os executivos com quem convivo, seja financeira, de estágio ou para participarem de iniciativas que façam a diferença na vida das meninas atendidas pelo projeto”, contou ele. Atualmente, apenas meninas são beneficiadas, mas há o desejo de também ajudar meninos em situação de vulnerabilidade. “Temos o sonho grande de ter mais casas e mudar a vida de mais jovens”, disse. Atualmente, além da Bmg, as corretoras Guy Carpenter e Lojacorr, e a Associação de Brasileira de Bancos (ABBC) são “semeadoras” do projeto.

No restaurante Balthazar, em Covent Garden, Sant’Anna recebeu apoio do CEO da EZZE Seguros, Richard Vinhosa, que se comprometeu a apoiar o projeto social. Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, também manifestou apoio e compartilhou informações sobre o “Programadores Cariocas do Mercado Segurador”, uma iniciativa que capacita jovens para o mercado de seguros. Realizado em parceria com o Senac Rio, o programa já empregou 10 dos 50 alunos participantes em seguradoras associadas. Sant’Anna demonstrou interesse em selecionar jovens do programa para a BMG Seguros, e Oliveira colocou o Celeiro Vó Tunica no radar dos programas sociais das seguradoras.

Dia 19 de novembro tem uma festa de comemoração dos 5 anos deste projeto e é também uma oportunidade para captar recursos para mais uma casa de acolhimento de jovens. Quem quiser colaborar, ingressos sympla https://lnkd.in/ddrydu_W

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Sant’Anna participou do fórum de seguros para falar sobre infraestrutura. “É urgente aproximar o mercado internacional dos projetos brasileiros de infraestrutura. Uma estimativa rápida aponta que são necessários entre R$ 40 e R$ 45 bilhões em resseguro para apoiar o aumento das obras do PAC, com investimentos previstos em R$ 1,7 trilhão até 2030. Entre janeiro e agosto deste ano, o seguro garantia arrecadou R$ 3,3 bilhões, e espera-se um crescimento de 29,1% em relação a 2023, quando o total foi de R$ 4,3 bilhões.”

Sant’Anna está à frente da BMG Seguros, seguradora que ele e Renata Oliver fundaram em 2016, mas que está prestes a mudar de “chapéu” para Daycoval. Em setembro de 2024, o Banco BMG firmou um contrato de venda com a Dayprev Vida e Previdência, controlada pelo Banco Daycoval, para alienação da BMG Seguros. Após a transação, a BMG Seguros foi reclassificada como ativo mantido para venda, deixando de ser consolidada nos resultados do banco. É previsto que os fundadores permaneçam na companhia após a aprovação do negócio, que está em fase final.

Com a venda da BMG Seguros, especializada em seguro garantia, o Banco BMG continua no setor de seguros com a BMG Seguridade, composta por uma corretora e uma seguradora voltada para produtos massificados, liderada por Marcelo Picanço, ex-CEO da vertical de seguros e ex-vice-presidente financeiro da holding, desde abril deste ano. Em agosto de 2022, o Banco BMG anunciou uma reorganização societária que consolidou a BMG Seguridade, reforçando o acesso das famílias brasileiras a produtos de seguros e ampliando a proteção da população.

A BMG Seguridade é estratégica para o Banco, fortalecendo o relacionamento com clientes e potencializando o cross-selling, o que aumenta a rentabilidade da base. No varejo, a companhia oferece seguros como prestamista, de vida e acidentes pessoais, incluindo assistência funeral, médica, residencial e sorteios mensais.

No terceiro trimestre de 2024, o Banco BMG detinha 60% de participação na BMG Corretora, que se destaca na comercialização de seguros massificados nos canais do Banco. Em novembro, o BMG exerceu a opção de compra de mais 9% de participação, passando a deter 51% da corretora. A parceria com a Generali foi mantida para seguros de pessoas, mas a BMG Corretora também pode comercializar produtos de outras seguradoras.

Em setembro de 2024, a carteira da BMG Corretora alcançou 8,9 milhões de apólices, representando um crescimento de 5,9% em relação ao trimestre anterior. Nos primeiros nove meses do ano, foram comercializados R$ 721 milhões em prêmios, com destaque para o seguro BMG Med, que atingiu 366 mil apólices, um aumento de 99% em relação ao trimestre anterior.

A BMG Seguradora, adquirida pelo Banco BMG em dezembro de 2022, firmou um acordo de cosseguro com a Generali, dividindo a operação de produtos nos canais do Banco. Nos primeiros nove meses de 2024, a BMG Seguradora emitiu R$ 258 milhões em prêmios, dos quais R$ 101 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. A seguradora registrou uma receita de R$ 35 milhões no trimestre, com um índice combinado de 71%, posicionando-se entre as mais rentáveis do Brasil.