Senadores discutem projeto para fortalecer seguro rural em evento da CNA

Fonte: Agência Senado

Senadores conversaram com representantes dos setores agropecuário e financeiro nesta segunda-feira (14) sobre projeto que libera dos bloqueios orçamentários os benefícios financeiros pagos pelo governo aos produtores rurais que contratam seguro para suas atividades. O workshop “Modernização do Seguro Rural no país” ocorreu em Cuiabá (MT) e foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a parceria do Senado.

O contingenciamento ocorre quando gastos públicos estão acima dos limites legais. Para retirar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) desse mecanismo, o projeto de lei (PL) 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), passa a considerar as despesas com a subvenção como “operação oficial de crédito”. A mudança dará segurança aos produtores e aumentará a área segurada, uma modernização já adotada nos Estados Unidos da América, segundo a senadora.

— Precisamos ter previsibilidade… O Ministério da Agricultura está de pires na mão pedindo para o governo […] dinheiro para subvenção do seguro. Quando eu fui ministra, começamos com R$ 400 milhões [em subvenção], chegamos a R$ 1 bilhão e pouquinho. Este ano tivemos menos de R$ 1 bilhão de novo [no orçamento aprovado], é muito pouco — disse Tereza Cristina no evento.

No orçamento de 2024, são 13 subvenções econômicas semelhantes com possibilidade de serem bloqueadas, e 11 categorizadas como operação oficial de crédito.

O PSR foi criado pela Lei 8.171, de 1991, para permitir aliviar o custo de contrato de seguro pago pelo agricultor. Ao contratar uma apólice, o produtor (pessoa física ou jurídica) pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura, caso ocorra algum dano, como perda da safra pela seca ou enchentes. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), até 2021, mais de 247 mil produtores rurais já foram beneficiados com o PSR.

Também participaram do workshop o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Jayme Campos (União-MT). A CCJ será o único colegiado a analisar o texto. Também estavam presentes os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Wellington Fagundes, que está licenciado.

Taxas favoráveis

A proposta ainda permitirá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) criar regras sobre a contratação de seguro rural nas operações de crédito rural. Com o empréstimo coberto por seguro, o produtor segurado poderá, por exemplo, ter benefícios como taxas de juros mais baixas nos financiamentos. Outra vantagem pode ser a flexibilização das garantias exigidas. Para Tereza Cristina, a alteração é relevante pois, atualmente, “o poder público não pode exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário”.

O CMN também poderá criar benefícios e incentivos para empréstimos ao setor amparados por seguro rural, como priorizar determinados casos, exigir taxas de juros mais baixas e relativas a financiamento do prêmio seguro. No evento em Cuiabá (MT), Jayme Campos considerou altos os juros para o agronegócio.

— O agro vem sendo penalizado muitas vezes [com] juros acima daquilo que tem que ser praticado no mercado. E sobretudo na questão do seguro […] é muito caro. Fica além da capacidade de pagamento do homem do campo, na medida em que nós estamos tendo oscilação hoje gigantesca em relação aos preços das nossas commodities. O saco de soja estava R$ 170, hoje é R$110, R$ 112.

Transparência e estatística

O projeto também fortalece o compartilhamento de dados estatísticos sobre o setor para facilitar os cálculos de risco e a precificação do seguro rural. Para isso, o produtor que acessar o benefício do PSR deverá fornecer dados históricos de seus ciclos produtivos antecedentes.

A Lei 8.171, de 1991, já prevê que o governo forneça ao público banco de dados com as informações das operações subvencionadas pelo PSR. O Mapa possui um Atlas do Seguro Rural com dados desde 2006. Mas, para Tereza Cristina, ainda faltam informações organizadas o suficiente para uma análise adequada, em comparação com o sistema americano.

— [A gente] muitas vezes recorre aos números deles [americanos] para poder fazer o cálculo nosso aqui de risco.

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), do Poder Executivo, poderá estipular regras para as informações a serem prestadas pelas sociedades seguradoras.

Fundo Catástrofe

O projeto também busca aprimorar o Fundo Catástrofe, previsto na Lei Complementar 137, de 2010, com o objetivo de socorrer produtores rurais apenas em casos de grandes desastres climáticos, mas ainda inexistente. Entre as novidades estão novas formas de a União financiar o fundo, como por meio de suas ações em empresas estatais, o que deverá ser normatizado em regulamentação posterior. De acordo com a proposta, outras fontes de recursos também poderão ser utilizadas.

Atualmente, a lei do Fundo Catástrofe já prevê aporte da União de até R$ 4 bilhões, por meio de títulos públicos (dívida pública) ou dos cofres públicos (despesa orçamentária), opções mantidas no projeto.

Também compostos por recursos privados, os fundos seriam abastecidos pelas empresas de seguro ou resseguro que operam no âmbito do PSR, que seriam obrigadas a colaborar e a contratar a cobertura suplementar ofertada pelo fundo. A participação seria facultativa para outras empresas da cadeia do agronegócio.

Regras

Apesar de ainda não funcionar por falta de regulamentação, o fundo tem novas regras previstas no projeto. Pelo texto, ele só poderá auxiliar atividades rurais seguradas que estejam contempladas em zonas previamente delimitadas como de “riscos agropecuários”, definidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

Tereza Cristina propõe tornar permanente a “isenção tributária irrestrita de quaisquer impostos ou tributos federais” nas operações do fundo. A regra de hoje é que a vantagem durará apenas no primeiro ano de funcionamento do Fundo Catástrofe.

Se o projeto for aprovado, a gestão ficará a cargo de uma instituição administradora, pessoa jurídica criada para esse fim específico, e seu conselho diretor terá dois representantes de seguradoras e dois de resseguradora. Hoje, a lei prevê um representante de cada setor.

Além disso, Tereza Cristina especifica que o seguro rural inclui a atividade pesqueira, para sanar a atual “dubiedade interpretativa acerca do tema”.

Bradesco Vida e Previdência lança seguro de vida para MEIs 

Data: 10.02.2020 Local: Alphaville, SP Assunto: Retrato de Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência. Foto: Bitenka

A Bradesco Vida e Previdência lança o Seguro de Vida Empresarial Flexível Bradesco MEI, solução que possibilita ao microempreendedor individual adquirir uma apólice de vida, podendo ser ampliada para um funcionário. O objetivo do produto é atender às necessidades de quem trabalha de forma independente, proporcionando uma maior segurança a esses profissionais. De acordo com dados do Sebrae, foram abertas 2,1 milhões de MEIs no país somente em 2024. 

O novo produto disponibilizará até 12 opções de coberturas que protegem o contratante e até um funcionário, além de quatro voltadas para os filhos do empreendedor, e outras 18 que contemplam serviços e assistência para o negócio. 

“O lançamento está alinhado com o crescimento exponencial do empreendedorismo nacional nos últimos anos, proporcionando segurança, planejamento e um processo ágil de contratação e implementação. Um seguro de vida adequado gera uma rede de segurança financeira em caso de imprevistos, além de oferecer tranquilidade. Esse é um produto que chega para completar o nosso portfólio empresarial”, ressalta Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, em nota.

Novos benefícios do Pessoa Chave 

O produto Empresarial Flexível Pessoa Chave ampliou suas vantagens. Com isso, além de proteger os sócios da empresa, agora contempla seus diretores. O seguro passa a contar com vigência vitalícia por invalidez permanente ou doenças graves até os 75 anos.  

O Pessoa Chave é um seguro de vida que visa minimizar os impactos financeiros e/ou patrimoniais em razão do falecimento de um dos sócios da empresa. Nesse caso, como beneficiária do seguro, a companhia contratante poderá utilizar esse capital para pagar aos herdeiros legais o valor correspondente às cotas do sócio falecido sem precisar utilizar recursos do caixa. Assim, eles têm seus direitos mantidos e os demais sócios podem continuar suas atividades sem impacto no quadro acionário da empresa. 

Fator Seguradora anuncia Fabiano Suzarte como diretor técnico de seguro garantia

fonte: Fator

Reconhecido no mercado como inovador e com visão estratégica, Fabiano Suzarte assume o cargo de diretor técnico de seguro garantia na Fator Seguradora, substituindo Pedro Mattozinho, que deixou a companhia para assumir a área na Swiss Re Corporate Solutions. Suzarte tem como meta incrementar a atuação da Seguradora como uma referência no mercado de Seguro Garantia. 

Para isso, o foco será na inovação e na eficiência a fim de estreitar o relacionamento e consolidar parcerias com os corretores de seguros, por meio de uma oferta de soluções cada vez mais tecnológicas e personalizadas pela plataforma digital fatorconnect.

Segundo ele, “logo na minha chegada, estabelecemos uma agenda com os principais corretores para entender os seus anseios e necessidades. É muito importante ouvir a dor do nosso cliente e de que forma o time Fator poderá ajudá-los. E nos primeiros meses, o foco será na evolução do fatorconnect, nosso sistema de emissão on-line e das nossas API´s”, antecipou. 

Novas funcionalidades

Para tornar o fatorconnect mais intuitivo para os corretores e parceiros, novas funcionalidades estão previstas. “O objetivo é simplificar processos e oferecer um sistema que, além de rápido, agregue valor ao negócio dos corretores, facilitando desde a cotação até a emissão das apólices, com total transparência e controle, para permitir uma emissão ainda mais rápida e eficiente. Além disso, queremos explorar novas modalidades de garantias, sempre atentos às necessidades do mercado”, disse Suzarte.

Potencial para os Corretores 

O novo executivo da Fator Seguradora comentou que há uma demanda reprimida do Seguro Garantia, especialmente em licitações públicas, concessões e projetos de infraestrutura, devido ao Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Reiterou, ainda, que há oportunidades para o Seguro Garantia Judicial, o que traz uma grande oportunidade para a Fator Seguradora e seus parceiros.

“O mercado de Seguro Garantia passa por um momento de transformação. Temos necessidades importantes e oportunidades tanto para o Seguro Garantia Judicial como para o Seguro Garantia Tradicional. A Fator Seguradora tem uma grande oportunidade de expansão, especialmente em projetos de infraestrutura e concessões públicas. No mercado privado, estamos atentos às demandas de garantias contratuais, principalmente, as provenientes dos contratos de infraestrutura e concessões, com um enfoque em oferecer soluções customizadas e digitais que atendam às necessidades tanto de grandes quanto de médias empresas”, afirmou.

Já o Seguro Garantia Arbitral é uma inovação essencial para o mercado. Com o crescimento das arbitragens em contratos de grande porte, essa modalidade se posiciona como uma solução eficaz para dar segurança às partes envolvidas. Pretendemos reforçar nosso pioneirismo, ampliando nossa oferta e mostrando aos clientes os benefícios dessa modalidade”.

Fundos de previdência

A Fator Seguradora está desenvolvendo soluções para expandir a atuação no segmento de fundos de previdência, conforme antecipou Suzarte. “O segmento de fundos de previdência oferece grandes oportunidades, principalmente, com o uso de garantias para operações de solvência do fundo e de garantias judiciais para suas necessidades diárias. Estamos desenvolvendo soluções específicas para esse mercado, oferecendo produtos de garantia que atendam às exigências regulatórias, além de focar na criação de novas parcerias com fundos de previdência complementar”.

Com mais de 14 anos de atuação na área de Seguros e Riscos, antes de ingressar na Fator Seguradora, Fabiano Suzarte atuou como diretor de riscos na BMG Seguradora. Para finalizar, ele deixou uma mensagem de otimismo. “Estamos construindo uma Fator cada vez mais forte, inovadora e adaptada às necessidades do mercado. Conto com o apoio de todo o time e dos nossos corretores para que juntos possamos entregar soluções que realmente façam a diferença e dos nossos resseguradores. A inovação é o nosso caminho, e o sucesso será resultado do nosso esforço conjunto!”. 

Helene e Milton devem somar indenizações entre US$ 35 bi e US$ 55 bi, prevê Moody’s

A Moody’s RMS Event Response estimou que as perdas seguradas totais no mercado privado dos EUA causadas pelos recentes furacões Helene e Milton provavelmente ficarão entre US$ 35 bilhões e US$ 55 bilhões.

Milton atingiu a costa no dia 9 de outubro, no condado de Sarasota (Siesta Key), na costa oeste da Flórida, como um furacão de categoria 3, trazendo ventos fortes, chuvas intensas, tornados e ressacas, resultando em perdas de vidas, danos a propriedades e infraestruturas, além de cortes de energia.

Enquanto isso, Helene atingiu a região de Big Bend, na Flórida, duas semanas antes, afetando muitas das mesmas áreas.

Segundo a Moody’s RMS, os números das perdas seguradas estão associados a ventos, ressacas e inundações induzidas por precipitação dos dois eventos.

Mohsen Rahnama, Diretor de Modelagem de Riscos da Moody’s, comentou: “Essa estimativa inicial de perdas combinadas é baseada na abordagem rigorosa da Moody’s RMS Event Response para estimar perdas seguradas e inclui uma combinação de dados observacionais, reconhecimento detalhado de campo que até agora abrangeu mais de 2.000 milhas e análises de imagens aéreas de ambas as tempestades na região afetada.

“Nossas equipes de reconhecimento estão na Flórida neste momento e continuam a inspecionar as áreas impactadas. Estimar perdas nesses eventos é desafiador, e é importante considerar todas as complexidades e incertezas associadas, especialmente nas regiões sobrepostas afetadas por ambos os furacões.”

Na semana passada, a Moody’s RMS estimou que as perdas seguradas de Helene variariam entre US$ 8 bilhões e US$ 14 bilhões e que as perdas do Programa Nacional de Seguro contra Inundações (NFIP) poderiam ultrapassar US$ 2 bilhões.

A empresa destacou que divulgará sua estimativa de perdas para a indústria apenas para Milton até o final desta semana, além de sua estimativa final de perdas para Helene.

Luciano Calheiros sai e Allianz nomeia Mauricio Masferrer como diretor executivo de linhas corporativas

A partir desta terça-feira, 15, Mauricio Masferrer assume como diretor executivo de Negócios Corporativos da Allianz Seguros e Managing Director da Allianz Commercial Brasil. O executivo será responsável por desenvolver as carteiras voltadas às médias e grandes empresas e riscos especializados.

“Começo, com entusiasmo, um novo capítulo profissional, trazendo cerca de 30 anos de experiência nos mercados globais de seguros e resseguros. Ao longo da minha carreira, priorizei a formação de equipes fortes, desenvolvendo talentos, além de construir relacionamentos transparentes e sólidos com os principais players do mercado”, comenta Mauricio Masferrer, sobre sua motivação ao ingressar na Allianz e a forma como lidera seus times e se relaciona com o mercado. O executivo aproveita para ressaltar o que considera essencial para alcançar resultados no setor de seguros. “A chave para o crescimento está em desenvolver soluções inovadoras e eficazes para mitigar riscos, sempre com foco no cliente e excelência operacional. Acredito fortemente na abordagem baseada em dados, o que permite criar soluções escaláveis, melhorar a eficiência e orientar o desempenho.”

Mauricio Masferrer possui ampla experiência local e internacional na definição de estratégias para produtos de Property & Casualty (P&C), incluindo distribuição, desenvolvimento de novos negócios e resolução de sinistros complexos. Em 1997, ingressou na Angra Corretores de Seguros e, após a aquisição pela Aon, em 1999, assumiu a função de corretor de seguros Marítimos e responsável pela equipe seguros Facultativos da Aon Reinsurance Brasil, onde trabalhou por oito anos. Em 2008, se mudou para Londres para trabalhar na Aon Benfield Fac estruturando e colocando o portfólio latino-americano de risco de Property no mercado londrino. Retornou ao Brasil em 2010 como diretor executivo, para coordenar as equipes de corretagem de Property, Responsabilidade Civil, Construção e Infraestrutura. Em 2016, foi nomeado diretor de Corretagem da Aon Commercial Risk Solutions no Brasil, supervisionando as equipes de Produto, Sinistros, Operações e Colocação. Entre 2022 e 2024, ocupou, na mesma empresa, a posição de head de Riscos Comerciais.

A Allianz Seguros agradece ao executivo Luciano Calheiros pela dedicação e comprometimento ao longo de sua atuação na companhia e deseja muito sucesso em seus próximos desafios.  

São Paulo, 14 de outubro de 2024 – A partir desta terça-feira, 15, Mauricio Masferrer assume como diretor executivo de Negócios Corporativos da Allianz Seguros e Managing Director da Allianz Commercial Brasil. O executivo será responsável por desenvolver as carteiras voltadas às médias e grandes empresas e riscos especializados.

“Começo, com entusiasmo, um novo capítulo profissional, trazendo cerca de 30 anos de experiência nos mercados globais de seguros e resseguros. Ao longo da minha carreira, priorizei a formação de equipes fortes, desenvolvendo talentos, além de construir relacionamentos transparentes e sólidos com os principais players do mercado”, comenta Mauricio Masferrer, sobre sua motivação ao ingressar na Allianz e a forma como lidera seus times e se relaciona com o mercado. O executivo aproveita para ressaltar o que considera essencial para alcançar resultados no setor de seguros. “A chave para o crescimento está em desenvolver soluções inovadoras e eficazes para mitigar riscos, sempre com foco no cliente e excelência operacional. Acredito fortemente na abordagem baseada em dados, o que permite criar soluções escaláveis, melhorar a eficiência e orientar o desempenho.”

Mauricio Masferrer possui ampla experiência local e internacional na definição de estratégias para produtos de Property & Casualty (P&C), incluindo distribuição, desenvolvimento de novos negócios e resolução de sinistros complexos. Em 1997, ingressou na Angra Corretores de Seguros e, após a aquisição pela Aon, em 1999, assumiu a função de corretor de seguros Marítimos e responsável pela equipe seguros Facultativos da Aon Reinsurance Brasil, onde trabalhou por oito anos. Em 2008, se mudou para Londres para trabalhar na Aon Benfield Fac estruturando e colocando o portfólio latino-americano de risco de Property no mercado londrino. Retornou ao Brasil em 2010 como diretor executivo, para coordenar as equipes de corretagem de Property, Responsabilidade Civil, Construção e Infraestrutura. Em 2016, foi nomeado diretor de Corretagem da Aon Commercial Risk Solutions no Brasil, supervisionando as equipes de Produto, Sinistros, Operações e Colocação. Entre 2022 e 2024, ocupou, na mesma empresa, a posição de head de Riscos Comerciais.

A Allianz Seguros agradece ao executivo Luciano Calheiros pela dedicação e comprometimento ao longo de sua atuação na companhia e deseja muito sucesso em seus próximos desafios.  

Mercado de cat bonds recua 1,3% após furacão Milton

Respondendo ao impacto potencial das perdas causadas pelo furacão Milton, o mercado de cat bonds caiu apenas 1,34% no fechamento da semana, de acordo com o índice calculado pela Swiss Re Capital Markets, enquanto a versão específica para ventos nos EUA do índice de cat bonds caiu 3,64%.

Isso contrasta fortemente com o comportamento do Swiss Re Global Cat Bond Index após o furacão Ian em 2022 e, embora esses números estejam dentro da faixa de impactos esperados para o mercado de cat bonds, eles indicam que, na ausência de surpresas futuras, as perdas gerais causadas pelo furacão Milton deverão ser muito administráveis para os gestores de fundos de cat bonds e seus investidores, informa o portal Artemis.

A análise realizada pela gestora de investimentos especializada Twelve Capital sugere uma perda para a indústria de seguros na faixa de US$ 20 bilhões a US$ 50 bilhões devido ao furacão Milton, com uma possível perda de principal de 0% a 4% para o mercado de cat bonds.

Fernando Haddad tem relação de “longa data” com o setor de seguros

por Carla Simões

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que sua relação com o setor segurador vem de “longa data”. Quando professor, Haddad participou da formulação da Tabela Fipe, que virou parâmetro para o mercado de veículos, há 26 anos. 

Em 1998, quando ainda professor e trabalhando na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), recebeu um telefonema do editor da Revista Quatro Rodas com um pedido de ajuda:  resolver um problema relacionado ao mercado de carros usados, que não possuía uma referência confiável para determinar os valores desses veículos. Haddad então se juntou com alguns de seus colegas da Fipe. 

O ministro estava estudando os chamados mercados imperfeitos, como o de veículos usados. “Nesse mercado, o problema era que quem estava comprando não sabia o que estava comprando, mas quem vendia sabia o que estava vendendo e assim nasceu a tabela da FIPE”. Tabela, esta, que foi rapidamente adotada pelo mercado segurador para a indenização dos segurados, já que não poderia criar a sua própria devido a um potencial conflito de interesses. 

A Tabela Fipe expressa preços médios de veículos anunciados pelos vendedores, no mercado nacional, servindo apenas como um parâmetro para negociações ou avaliações. Os preços efetivamente praticados variam em função da região, conservação, cor, acessórios ou qualquer outro fator que possa influenciar as condições de oferta e procura por um veículo específico, explica o site da Fipe. 

Em 2000, a Fenaseg e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo – Fipe firmaram acordo pelo qual a Fundação passou a disponibilizar tabela mensal de valores médios de veículos, para servir de referência para pagamento das indenizações em caso de perda total dos automóveis. 

A iniciativa veio atender uma circular da Susep, de nº 88 de 26/03/1999, que facultava às seguradoras indenizar perda total pelo valor determinado no ato do contrato ou pelo valor de mercado, ou seja, tabela FIPE.

Um ano depois, a Susep expediu a Circular nº 116, de 03/02/2000, alterando os termos da Circular nº 88. Em vez de formas facultativas, o valor de mercado e o valor determinado no contrato passaram ser opções de oferta obrigatória ao segurado no ato da contratação.

“O uso da tabela Fipe teve um papel muito importante para o desenvolvimento do mercado de seguros de automóveis porque na época de inflação elevada havia muitos litígios em relação ao valor das indenizações. Ainda hoje o mercado usa essa referência.”, disse o Presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.

A relação do ministro com o setor segurador não parou por aí. Haddad é um dos responsáveis por ajudar a acelerar a votação da Lei do Marco Legal do Seguro, que já estava em tramitação há mais de 20 anos no Congresso, e ajudará a reduzir uma série de incertezas dos segurados na hora da assinatura do contrato de seguro.

Outro avanço foi o apoio ao Projeto de Lei Complementar 519/18, que regulamenta a atuação das cooperativas de seguros, que passarão a ser supervisionadas pela Susep e poderão contar com o auxílio dos corretores para a comercialização da proteção. 

Proteção das pessoas é o foco do corretor de seguros, afirma executivo da Icatu

O vice-presidente corporativo da Icatu Seguros, Alexandre Vilardi, participou do 23º Congresso dos Corretores de Seguros, promovido pela Fenacor, de 10 a 12 de outubro. Em entrevista ao portal Sonho Seguro, Vilardi destacou as principais tendências do mercado de seguros, as estratégias da Icatu para fortalecer as parcerias com corretores, além de abordar iniciativas de ESG e os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Tendências e preparação para o futuro
Segundo Vilardi, o mercado de seguros está passando por uma transformação acelerada, impulsionada pelas mudanças nas prioridades da sociedade e pela adoção de novas tecnologias. “O foco não é mais apenas a proteção de bens materiais, mas sim a proteção das pessoas, abarcando riscos sociais, saúde financeira e perda de renda”, afirmou. Ele destacou que essa conscientização se intensificou com a pandemia e deve continuar a crescer nos próximos anos.

A inovação tecnológica também tem desempenhado um papel fundamental, com o uso de inteligência artificial (IA) e análise de dados para oferecer soluções mais personalizadas aos clientes. A Icatu, por exemplo, está investindo fortemente em modelos avançados de previsão de eventos futuros, visando apoiar decisões estratégicas e oferecer aos corretores insights valiosos para identificar oportunidades de vendas mais eficientes.

Fortalecimento das parcerias com corretores
A Icatu considera os corretores como parceiros estratégicos e, por isso, está sempre investindo no fortalecimento dessa relação. Vilardi destacou as ferramentas e treinamentos oferecidos pela seguradora, como a plataforma Casa do Corretor, que proporciona uma gestão integrada de vendas e negócios, e a Educatu, com mais de 40 cursos gratuitos voltados para capacitação online.

Recentemente, a seguradora lançou a A.V.I. (Assistente Virtual Icatu), uma ferramenta que utiliza IA e automação para facilitar a gestão de carteiras e agilizar o processo de cotações, que podem ser realizadas em até 40 segundos via WhatsApp. “Nosso objetivo é simplificar e melhorar a experiência dos corretores e dos clientes, proporcionando um suporte mais ágil e eficiente”, explicou.

Além disso, a Icatu criou um hub de conteúdo que oferece informações sobre gestão, novas tecnologias e mudanças regulatórias, disponibilizando também canais como a IcatuNews (newsletter semanal), IcatuCast (videocast mensal) e o perfil no Instagram @comunicatu_corretor.

Em relação ao ESG (ambiental, social e governança), Vilardi destacou que a Icatu adota práticas responsáveis em toda sua estratégia de negócios, com o objetivo de gerar valor para a sociedade. A seguradora desenvolveu uma Política de Sustentabilidade que orienta suas operações e as de seus parceiros e fornecedores.

Entre os produtos voltados para impacto social positivo, Vilardi mencionou os microsseguros, que oferecem proteção acessível para diferentes públicos. “O corretor desempenha um papel essencial ao identificar as necessidades dos clientes e oferecer soluções que atendam suas demandas específicas”, comentou.

Vilardi também abordou o impacto das mudanças climáticas no mercado de seguros, enfatizando que o setor precisa se adaptar a um cenário de riscos cada vez mais imprevisíveis. Na Icatu, a abordagem tem sido proativa, com a evolução constante dos produtos e processos para mitigar riscos. “Nosso foco é proteger não apenas o patrimônio, mas a vida das pessoas”, afirmou.

Para os corretores, o vice-presidente destacou a importância de reforçar o papel consultivo, ajudando os clientes a entender a necessidade de proteção financeira em tempos de incerteza. “Este é o momento em que o corretor se destaca como um consultor confiável, proporcionando segurança e tranquilidade aos seus clientes”, finalizou.

CNseg trabalha para reduzir o déficit de proteção de seguros para o Brasil

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Fonte: CNseg

Nosso maior desafio, agora, é reduzir o grande déficit de proteção securitária de nosso país, em que cerca de 80% da população ainda está desassistida”, afirmou o presidente da CNseg, durante painel do 23º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. Dyogo Oliveira reforçou que essa é uma das metas do Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS), lançado em março de 2023 pela CNseg, que visa, entre outros objetivos, aumentar em 20% a participação do seguro na sociedade, por meio de seus 4 eixos de atuação: Imagem do seguro, Canais de distribuição, Produtos e Eficiência regulatória.

Em evento no Rio de Janeiro, para uma plateia de 3 mil corretores e executivos do setor segurador, Dyogo Oliveira afirmou estar animado com as transformações pelas quais o mercado segurador brasileiro vem passando, lembrando que esse importante segmento da economia, que corresponde a 6% do PIB brasileiro e emprega cerca de 300 mil pessoas, cresce há vários anos a 2 dígitos e deve fechar 2024 com 11% de crescimento.

“Nos últimos tempos, passamos pela pandemia e por todas as crises econômicas e não tivemos nenhuma seguradora com dificuldades financeiras. Em maio, tivemos as enchentes no Rio Grande do Sul e as seguradoras já pagaram cerca de R$ 6 bilhões em indenizações, sem que qualquer sinistro tenha ficado sem pagamento”.

No debate desta sexta-feira, 11, sobre realidade e perspectivas econômicas para o Brasil e o mercado de seguros, o presidente da CNseg destacou os fortes fundamentos da economia brasileira , assim como uma política monetária autônoma, um sistema financeiro e de seguros muito sólidos e capitalizados, uma inflação que vem sendo construído há 30 anos. 
“Nossa visão da economia brasileira é muito otimista e quem apostar no pessimismo vai perder dinheiro”, disse.

Entretanto, para ele, ainda faltam alguns fatores para o Brasil “voar”. O investimento na economia brasileira continua muito baixo, na comparação com outras economias, e isso ocorre por instabilidades políticas e jurídicas, minando a confianças dos empresários e investidores. E esse voo é de todo interesse do setor segurador, declarou Dyogo. “Quem não tem carro, não compra seguro de carro e quem não tem casa, não compra seguro de residência”, exemplificou.

Ministro da Fazenda destaca sua relação de longa data com o setor de seguros

O Congresso também contou com a participação de diversas autoridades, como o Ministro da Fazenda Fernando Haddad e os governadores do Rio de Janeiro e Goiás, Claudio Castro e Ronaldo Caiado.

Em sua fala na abertura do evento, na quinta-feira, 10, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lembrou que sua relação com o setor de seguros vem de longa data, quando, ainda professor universitário, há 25 anos, participou da construção da Tabela FIPE, ajudando a pacificar a questão dos valores de indenização de veículos segurados.

Haddad também afirmou que ajudou a resgatar a Lei do Marco Legal do Seguro, que já estava há 20 anos tramitando no Congresso Nacional e foi finalmente votada no Senado, ajudando a afastar uma série de incertezas dos segurados na hora da assinatura do contrato de seguro. O ministro também citou o Projeto de Lei Complementar 519/18, que regulamenta a atuação das cooperativas de seguros, que passarão a ser supervisionadas pela Susep e poderão contar com o auxílio dos corretores.

“Ainda temos muito a fazer e a crescer e há uma coisa mais importante do que qualquer divergência política ou ideológica, que é a reconstrução do Brasil. Se adotarmos o diálogo como premissa, podemos aprimorar a legislação e permitir que o seguro se desenvolva ainda mais no Brasil, como acontece em outros países”, concluiu.

Presidente da Fenacor anuncia que todas as edições futuras do Congresso ocorrerão no Rio de Janeiro

Armando Vergílio, presidente da Fenacor, organizadora do evento, afirmou que o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros é o maior evento do mercado segurador brasileiro, anunciando que, daqui para frente, todas as edições do Congresso serão realizadas na cidade do Rio de Janeiro.

Paralelamente ao Congresso, ocorre a Exposeg, com a presença de stands de diversas corretoras, seguradoras e demais instituições do setor, inclusive a CNseg. No espaço da Confederação Nacional das Seguradoras, os visitantes podem concorrer a brindes ao participarem de um quiz testando seus conhecimentos sobre o mercado segurador brasileiro e seus produtos.

Bradesco Seguros destaca capacitação de corretores de seguros em evento da Fenacor

A Bradesco Seguros marcou presença no 23º Congresso de Corretores de Seguros, realizado pela Fenacor no Rio de Janeiro, destacando as principais tendências do mercado e reforçando seu compromisso com a capacitação dos corretores e a sustentabilidade. Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Seguros, e Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do grupo, compartilharam suas visões sobre o futuro do setor.

Tendências e preparação para o futuro
Freitas destacou o quanto a Bradesco Seguros está atenta às transformações demográficas e tecnológicas que impactam o mercado de seguros. “O consumidor exige produtos mais adequados às novas realidades, como maior uso da tecnologia e aumento da longevidade da população. Um exemplo é o crescimento no segmento agrícola, que já alcançou 48 mil segurados em 2023, com expectativa de crescimento de 24% em 2024”, afirmou.

Ele também destacou a importância de os corretores se prepararem para atuar de forma mais consultiva, oferecendo soluções personalizadas e investindo em conhecimento sobre as novas demandas. “O corretor de seguros é fundamental em todo o processo de comercialização e manutenção do seguro, mesmo com o investimento em tecnologias”, ressaltou Freitas.

Parceria sólida com os corretores
O fortalecimento das parcerias com os corretores é um dos pilares da Bradesco Seguros. Freitas enfatizou as diversas iniciativas para aproximar a empresa dos corretores, como os Road Shows realizados em diversas regiões do país. “Estamos sempre aprimorando nossas ferramentas e criando novos canais de comunicação para garantir que os corretores tenham o suporte necessário”, comentou. O investimento em tecnologia, digitalização e flexibilização de condições também foi apontado como essencial para facilitar a atuação dos corretores.

Mudanças climáticas e impacto no mercado de seguros
Com o aumento dos eventos climáticos extremos, Freitas destacou a relevância dos seguros que cobrem esses riscos e a importância de uma gestão criteriosa. “As tragédias climáticas recentes no Brasil mostraram o quanto a ausência de proteção agrava as perdas. Os corretores são fundamentais para ampliar a conscientização sobre a importância do seguro”, afirmou.

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Capacitação contínua
Valdirene Soares Secato reforçou o compromisso da Bradesco Seguros com a capacitação dos corretores por meio da plataforma Universeg, que oferece mais de 600 cursos em formatos diversos. “Trabalhamos de forma integrada com todas as áreas, principalmente Inovação, para capacitar nossos profissionais para o uso de tecnologias que lhes permitam ser protagonistas no setor”, explicou Valdirene. Ela destacou que a companhia investe tanto no desenvolvimento técnico quanto no comportamental dos corretores.

Compromisso com a sustentabilidade
Valdirene também ressaltou as iniciativas da Bradesco Seguros em termos de ESG (ambiental, social e governança). Um dos destaques foi o “Sinistro Sustentável”, programa que recicla bens eletrônicos danificados na casa dos segurados. “Este ano, reciclamos quase 190 toneladas de resíduos. Os corretores podem acessar nossa plataforma para aprender mais sobre produtos sustentáveis e incluí-los em suas ofertas aos clientes”, completou.