Demanda por seguros atinge maior valor nominal da história em julho, afirma CNseg

dyogo oliveira cnseg

Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostrou que o mês de julho de 2024 teve a maior receita nominal desde o início da série histórica. Foram arrecadados mais de R$ 40,3 bilhões em prêmios de seguros, contribuições de previdência e faturamento com títulos de capitalização, o que representou um avanço de 13,9% em relação ao ano anterior, desconsiderando a Saúde Suplementar. 

No acumulado dos sete primeiros meses, o volume arrecadado somou R$ 249,9 bilhões, alta de 15,1% se comparado com o mesmo período do ano passado. O setor registrou um aumento significativo na procura por produtos como os seguros Fiança Locatícia (+26,6%), Prestamista (+23,4%), Garantia (+22,3%) e Família VGBL (+22,1%).

Em termos de indenizações, foram pagos R$ 141,4 bilhões entre janeiro e julho de 2024, um avanço de 6,0% sobre o total desembolsado pelo setor no mesmo período de 2023. Somente no sétimo mês, houve um aumento significativo de 24,6% nos pagamentos em relação ao mesmo mês do ano passado, alcançando a cifra de R$ 21,6 bilhões.

Ramo em destaque

O seguro Garantia, em particular, está sendo impulsionado pela Lei 14.133/2021, a “Nova Lei de Licitações”, cuja obrigatoriedade de aplicação entrou em vigor apenas no final do ano passado. O produto, que garante a conclusão de obras públicas e privadas, arrecadou mais de R$ 2,8 bilhões nos sete meses deste ano, um aumento de 22,3% na demanda por esse tipo de seguro.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, explica que a cláusula de retomada, principal objeto da nova lei, permite que, em caso de inadimplência da empresa contratada para uma obra pública, a seguradora assuma a responsabilidade pela conclusão do contrato. “Isso tende a ajudar na redução do número de obras inacabadas no Brasil, estimadas em quase 9 mil segundo o Tribunal de Contas da União. Isso equivale a 40% dos contratos existentes que demandam recursos federais”, explicou.

estado de Mato Grosso foi pioneiro, estabelecendo limite de R$ 50 milhões para obras de grande vulto, com cláusula de retomada obrigatória. Em 2023, o estado lançou a primeira licitação de uma obra pública com a cláusula de retomada para o asfaltamento de 50 km da MT-430, nos municípios de Confresa e Vila Rica, no valor de R$ 115,8 milhões, que posteriormente foi ajustado para R$ 95,1 milhões, demonstrando a eficácia da parceria entre o governo estadual e o mercado segurador.

“Esse modelo de licitação tem mostrado sucesso, sendo visto como referência para outros estados. A iniciativa foi desenhada para trazer segurança jurídica e financeira às obras públicas, facilitando a finalização dos projetos sem a necessidade de novos processos licitatórios”, destaca Oliveira.

A parceria entre o governo e o setor segurador, que ainda aguarda regulamentação completa da SUSEP, aponta para um potencial crescimento dos produtos de Seguro Garantia, impulsionado também pelos investimentos previstos no PAC. Segundo projeções da CNseg, atualizadas mês passado, a expectativa é que o Garantia feche 2024 com um crescimento de 29,3% em relação ao ano passado e, para 2025, projeta-se uma robusta evolução de 17,0% em relação a este ano.

Bradesco Seguros reforça a importância de criar memórias

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros lança sua campanha institucional intitulada ‘Memórias’. Composta por dois filmes, o projeto reforça a importância de se manter ativo e mostra que pessoas com mais idade não têm só lindas memórias de quando eram mais jovens. Ainda há sempre muito a se viver e novas memórias continuam sendo construídas ao longo da vida – fazendo um link com o tema longevidade – pilar importante para a companhia.

No vídeo ‘Futebol’, uma mulher conta com alegria a sua lembrança de uma partida, quando seu marido prometeu fazer um gol para ela. Já em ‘Encontro’, um homem destaca o impacto positivo que teve ao encontrar sua esposa antes de um jantar. O curioso é que ambas as memórias, num primeiro momento, fazem o espectador acreditar que são de um passado bem distante, mas que, na realidade, são da semana passada.

“Queremos mostrar que sempre será possível criar boas memórias e que há sempre um futuro pela frente. Viver um futuro que já começa no presente e o Grupo Bradesco Seguros quer estar em todos os momentos com os brasileiros”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.

A campanha é narrada pela atriz e apresentadora Zezé Motta, sendo composta por filmes a serem veiculados nas TVs aberta e por assinatura, além de redes sociais. A AlmapBBDO assina o conceito criativo do projeto.

Seguro saúde no Brasil é destaque em conferência internacional da Howden

Ricardo Anbar, superintendente comercial da Howden no Brasil, foi um dos palestrantes no evento que celebrou, em Londres, Inglaterra, os 10 anos da GBN Worldwide, uma rede global presente em mais de 150 países. Com cerca de 100 participantes de 31 países, o executivo abordou o mercado de seguro saúde no Brasil, com a palestra “Health Insurance Market in Brazil: Challenges and Growth Opportunities”.

O tema despertou a atenção do público. Além de saúde ser um tema em evidência e desafiador em qualquer país, Anbar foi o único a tratar de benefícios durante o evento. Ele explicou a relevância do seguro saúde na estrutura de remuneração das empresas brasileiras, comparando-o ao Sistema Único de Saúde (SUS) e à legislação vigente. “Os participantes ficaram impressionados com nosso modelo, que é bastante avançado em comparação a outros países onde o seguro saúde não é tão desenvolvido como o brasileiro”, comentou. Ele também destacou o papel da Howden no uso intensivo de dados e inteligência médica para aprimorar a administração das apólices e trazer avanços ao mercado.

Entre os temas que mais chamaram a atenção dos presentes estavam a inflação médica, a judicialização dos planos de saúde e o crescimento da telemedicina. Anbar também mencionou a preocupação crescente com a saúde mental dos segurados, um aspecto que tem ganhado relevância no cenário atual. “Foi interessante perceber como o público se engajou ao discutir questões que impactam diretamente o mercado, como a saúde mental e o uso de tecnologias no setor”, afirmou.

A inteligência artificial (IA) foi outro ponto de destaque. Segundo Anbar, o uso da IA no controle de sinistralidade, prevenção de fraudes e monitoramento de saúde preventiva gerou uma ampla repercussão entre os corretores presentes. “Chegamos ao consenso de que o uso da IA tem potencial para transformar o mercado, mas é crucial saber como utilizá-la de forma eficiente”, disse ele.

O seguro saúde, de acordo com Anbar, é hoje uma ferramenta essencial para a atração e retenção de talentos nas empresas. No cenário brasileiro, ele destacou que esse benefício se tornou um diferencial importante para a remuneração, reforçando a necessidade de evolução contínua no setor, com a implementação de novas tecnologias e o aperfeiçoamento dos serviços.

HDI: avanço tecnológico objetiva aprimorar produtos, soluções e serviços

Pela primeira vez, o grupo HDI participou do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros como conglomerado, com suas marcas HDI e Yelum ganhando visibilidade. O estande da empresa foi ponto de encontro para corretores e executivos, além de oferecer ativações interativas que fortaleceram o relacionamento com parceiros. “Tivemos o prazer de encontrar nossos parceiros de negócio e reafirmar o comprometimento do grupo em oferecer as melhores soluções e experiências para todos os nossos públicos. Não poderíamos estar mais satisfeitos”, destacou Eduardo Dal Ri, CEO do Grupo HDI.

Entre os principais painéis do evento, o debate sobre “Transformação Digital como aliada dos Corretores de Seguros” contou com a participação de Igor Di Beo, vice-presidente de Vida & RE do Grupo HDI. Durante sua fala, Di Beo ressaltou o impacto positivo da digitalização no setor: “Todo avanço tecnológico tem como objetivo aprimorar produtos, soluções e serviços para o consumidor. É indispensável levarmos em consideração esse público quando pensamos em melhorias, pois, assim, somos capazes de otimizar a forma como o corretor vai oferecer os produtos”.

Rafael Ramalho, Vice-presidente de Auto do Grupo HDI, também subiu ao palco no painel “O futuro do automóvel. E o seguro?”, discutindo as inovações que estão moldando o setor de seguros automotivos. Ele destacou a importância de acompanhar as tendências do mercado: “O mercado tem respondido positivamente às novas demandas, e nós estamos dedicados a evoluir para acompanhar essas tendências e oferecer soluções personalizadas, tanto para os clientes quanto para os corretores”.

Com uma presença robusta de seus executivos, o grupo HDI reforçou seu compromisso com a inovação e o relacionamento próximo aos corretores. O evento consolidou a atuação da empresa no mercado e reforçou sua estratégia de estar sempre à frente nas transformações que impactam o setor de seguros no Brasil.

Seguradoras arrecadam R$ 288 bi até agosto de 2024, avanço de 13,5%

estudos sobe desce

As seguradoras arrecadaram R$ 288 bilhões de janeiro a agosto deste ano, crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período de 2023. Já o retorno à sociedade, por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, foi de R$ 161 bilhões no período, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

Os segmentos de seguros de danos e pessoas apresentaram, sem considerar o VGBL, uma arrecadação de R$ 135,87 bilhões, o que representa uma alta de 10,42% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O VGBL arrecadou R$ 16,11 bilhões em contribuições somente em agosto de 2024. Durante os oito primeiros meses do ano, foram R$ 121,32 bilhões arrecadados, um montante 19,4% superior ao mesmo período de 2023. 

Os produtos de capitalização arrecadaram, no período, R$ 20,72 bilhões. Assim, houve um crescimento de 5,7% na receita acumulada até agosto de 2024, em relação aos oito primeiros meses de 2023. 

Akad unifica diretorias para aumentar eficiência e focar na experiência do cliente

danilo gamboa akad seguros

Fonte: Akad

A Akad Seguros acaba de anunciar Rafael Fragnan como o primeiro CUO (Chief Underwriting Officer) da companhia. Com a formação da nova diretoria, a seguradora busca fortalecer a sinergia com seus corretores e parceiros de negócio. O objetivo é agregar mais qualidade e agilidade no fluxo de atendimento aos clientes, coordenando esforços desde a geração da demanda até a subscrição e o desenho do resseguro.

Administrador de empresas, Fragnan possui pós-graduação em Gestão de Negócios pelo Mackenzie e MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ingressou na Argo em 2012, onde atuou como gerente de P&C, diretor de Sinistros e Riscos e Chief Risk Officer (CRO). Quando a seguradora recebeu o aporte da GP Investimentos e passou a se chamar Akad em 2022, Fragnan assumiu o cargo de Chief Operation Office (COO).

O executivo revela que a nova diretoria foi criada para agregar e nortear o trabalho de áreas consideradas estratégicas para a jornada do corretor. Entre elas estão os departamentos comercial e de marketing, responsáveis por criar o conteúdo de marca para o parceiro. Fragnan cita ainda a equipe de subscrição, responsável pelo desenho, precificação e detalhamento das condições dos produtos. Outro time fundamental para o CUO é o de resseguros, encarregado de buscar parcerias para viabilizar novas oportunidades de negócio.

“Minha maior atribuição nesta nova função será conduzir um time de profissionais extremamente capacitados, que já possuem um olhar condicionado a otimizar a jornada de trabalho dos corretores”, afirma Fragnan. “O principal objetivo será coordenar os esforços, desde a geração da demanda com os clientes até o desenho do resseguro, passando pela subscrição. Uma solução única, integrada e fluída, para dar agilidade a solução das demandas dos clientes”, completa Danilo Gamboa, CEO da Akad. 

Fragnan e Gamboa contam que a nova diretoria atuará com atenção especial em Seguro de Pessoas, segmento no qual a seguradora estreou no último mês de julho ao obter a licença da Susep (Superintendência de Seguros Privados). “Trata-se de um mercado com excelente oportunidade de criação de novos produtos, sobretudo produtos disruptivos, capazes de gerar novas frentes de negócio para os corretores”, projeta o novo CUO.

Segundo Fragnan, a intenção é também priorizar produtos dos ramos de danos, entre os quais a seguradora já se estabeleceu como referência de mercado e possui market share relevante. Responsabilidade Civil Profissional, Transportes, D&O, Bike e Cyber são alguns exemplos citados pelo executivo.

Senadores discutem projeto para fortalecer seguro rural em evento da CNA

Fonte: Agência Senado

Senadores conversaram com representantes dos setores agropecuário e financeiro nesta segunda-feira (14) sobre projeto que libera dos bloqueios orçamentários os benefícios financeiros pagos pelo governo aos produtores rurais que contratam seguro para suas atividades. O workshop “Modernização do Seguro Rural no país” ocorreu em Cuiabá (MT) e foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a parceria do Senado.

O contingenciamento ocorre quando gastos públicos estão acima dos limites legais. Para retirar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) desse mecanismo, o projeto de lei (PL) 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), passa a considerar as despesas com a subvenção como “operação oficial de crédito”. A mudança dará segurança aos produtores e aumentará a área segurada, uma modernização já adotada nos Estados Unidos da América, segundo a senadora.

— Precisamos ter previsibilidade… O Ministério da Agricultura está de pires na mão pedindo para o governo […] dinheiro para subvenção do seguro. Quando eu fui ministra, começamos com R$ 400 milhões [em subvenção], chegamos a R$ 1 bilhão e pouquinho. Este ano tivemos menos de R$ 1 bilhão de novo [no orçamento aprovado], é muito pouco — disse Tereza Cristina no evento.

No orçamento de 2024, são 13 subvenções econômicas semelhantes com possibilidade de serem bloqueadas, e 11 categorizadas como operação oficial de crédito.

O PSR foi criado pela Lei 8.171, de 1991, para permitir aliviar o custo de contrato de seguro pago pelo agricultor. Ao contratar uma apólice, o produtor (pessoa física ou jurídica) pode minimizar suas perdas ao recuperar o capital investido na sua lavoura, caso ocorra algum dano, como perda da safra pela seca ou enchentes. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), até 2021, mais de 247 mil produtores rurais já foram beneficiados com o PSR.

Também participaram do workshop o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Jayme Campos (União-MT). A CCJ será o único colegiado a analisar o texto. Também estavam presentes os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Wellington Fagundes, que está licenciado.

Taxas favoráveis

A proposta ainda permitirá ao Conselho Monetário Nacional (CMN) criar regras sobre a contratação de seguro rural nas operações de crédito rural. Com o empréstimo coberto por seguro, o produtor segurado poderá, por exemplo, ter benefícios como taxas de juros mais baixas nos financiamentos. Outra vantagem pode ser a flexibilização das garantias exigidas. Para Tereza Cristina, a alteração é relevante pois, atualmente, “o poder público não pode exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário”.

O CMN também poderá criar benefícios e incentivos para empréstimos ao setor amparados por seguro rural, como priorizar determinados casos, exigir taxas de juros mais baixas e relativas a financiamento do prêmio seguro. No evento em Cuiabá (MT), Jayme Campos considerou altos os juros para o agronegócio.

— O agro vem sendo penalizado muitas vezes [com] juros acima daquilo que tem que ser praticado no mercado. E sobretudo na questão do seguro […] é muito caro. Fica além da capacidade de pagamento do homem do campo, na medida em que nós estamos tendo oscilação hoje gigantesca em relação aos preços das nossas commodities. O saco de soja estava R$ 170, hoje é R$110, R$ 112.

Transparência e estatística

O projeto também fortalece o compartilhamento de dados estatísticos sobre o setor para facilitar os cálculos de risco e a precificação do seguro rural. Para isso, o produtor que acessar o benefício do PSR deverá fornecer dados históricos de seus ciclos produtivos antecedentes.

A Lei 8.171, de 1991, já prevê que o governo forneça ao público banco de dados com as informações das operações subvencionadas pelo PSR. O Mapa possui um Atlas do Seguro Rural com dados desde 2006. Mas, para Tereza Cristina, ainda faltam informações organizadas o suficiente para uma análise adequada, em comparação com o sistema americano.

— [A gente] muitas vezes recorre aos números deles [americanos] para poder fazer o cálculo nosso aqui de risco.

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), do Poder Executivo, poderá estipular regras para as informações a serem prestadas pelas sociedades seguradoras.

Fundo Catástrofe

O projeto também busca aprimorar o Fundo Catástrofe, previsto na Lei Complementar 137, de 2010, com o objetivo de socorrer produtores rurais apenas em casos de grandes desastres climáticos, mas ainda inexistente. Entre as novidades estão novas formas de a União financiar o fundo, como por meio de suas ações em empresas estatais, o que deverá ser normatizado em regulamentação posterior. De acordo com a proposta, outras fontes de recursos também poderão ser utilizadas.

Atualmente, a lei do Fundo Catástrofe já prevê aporte da União de até R$ 4 bilhões, por meio de títulos públicos (dívida pública) ou dos cofres públicos (despesa orçamentária), opções mantidas no projeto.

Também compostos por recursos privados, os fundos seriam abastecidos pelas empresas de seguro ou resseguro que operam no âmbito do PSR, que seriam obrigadas a colaborar e a contratar a cobertura suplementar ofertada pelo fundo. A participação seria facultativa para outras empresas da cadeia do agronegócio.

Regras

Apesar de ainda não funcionar por falta de regulamentação, o fundo tem novas regras previstas no projeto. Pelo texto, ele só poderá auxiliar atividades rurais seguradas que estejam contempladas em zonas previamente delimitadas como de “riscos agropecuários”, definidas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).

Tereza Cristina propõe tornar permanente a “isenção tributária irrestrita de quaisquer impostos ou tributos federais” nas operações do fundo. A regra de hoje é que a vantagem durará apenas no primeiro ano de funcionamento do Fundo Catástrofe.

Se o projeto for aprovado, a gestão ficará a cargo de uma instituição administradora, pessoa jurídica criada para esse fim específico, e seu conselho diretor terá dois representantes de seguradoras e dois de resseguradora. Hoje, a lei prevê um representante de cada setor.

Além disso, Tereza Cristina especifica que o seguro rural inclui a atividade pesqueira, para sanar a atual “dubiedade interpretativa acerca do tema”.

Bradesco Vida e Previdência lança seguro de vida para MEIs 

Data: 10.02.2020 Local: Alphaville, SP Assunto: Retrato de Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência. Foto: Bitenka

A Bradesco Vida e Previdência lança o Seguro de Vida Empresarial Flexível Bradesco MEI, solução que possibilita ao microempreendedor individual adquirir uma apólice de vida, podendo ser ampliada para um funcionário. O objetivo do produto é atender às necessidades de quem trabalha de forma independente, proporcionando uma maior segurança a esses profissionais. De acordo com dados do Sebrae, foram abertas 2,1 milhões de MEIs no país somente em 2024. 

O novo produto disponibilizará até 12 opções de coberturas que protegem o contratante e até um funcionário, além de quatro voltadas para os filhos do empreendedor, e outras 18 que contemplam serviços e assistência para o negócio. 

“O lançamento está alinhado com o crescimento exponencial do empreendedorismo nacional nos últimos anos, proporcionando segurança, planejamento e um processo ágil de contratação e implementação. Um seguro de vida adequado gera uma rede de segurança financeira em caso de imprevistos, além de oferecer tranquilidade. Esse é um produto que chega para completar o nosso portfólio empresarial”, ressalta Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, em nota.

Novos benefícios do Pessoa Chave 

O produto Empresarial Flexível Pessoa Chave ampliou suas vantagens. Com isso, além de proteger os sócios da empresa, agora contempla seus diretores. O seguro passa a contar com vigência vitalícia por invalidez permanente ou doenças graves até os 75 anos.  

O Pessoa Chave é um seguro de vida que visa minimizar os impactos financeiros e/ou patrimoniais em razão do falecimento de um dos sócios da empresa. Nesse caso, como beneficiária do seguro, a companhia contratante poderá utilizar esse capital para pagar aos herdeiros legais o valor correspondente às cotas do sócio falecido sem precisar utilizar recursos do caixa. Assim, eles têm seus direitos mantidos e os demais sócios podem continuar suas atividades sem impacto no quadro acionário da empresa. 

Fator Seguradora anuncia Fabiano Suzarte como diretor técnico de seguro garantia

fonte: Fator

Reconhecido no mercado como inovador e com visão estratégica, Fabiano Suzarte assume o cargo de diretor técnico de seguro garantia na Fator Seguradora, substituindo Pedro Mattozinho, que deixou a companhia para assumir a área na Swiss Re Corporate Solutions. Suzarte tem como meta incrementar a atuação da Seguradora como uma referência no mercado de Seguro Garantia. 

Para isso, o foco será na inovação e na eficiência a fim de estreitar o relacionamento e consolidar parcerias com os corretores de seguros, por meio de uma oferta de soluções cada vez mais tecnológicas e personalizadas pela plataforma digital fatorconnect.

Segundo ele, “logo na minha chegada, estabelecemos uma agenda com os principais corretores para entender os seus anseios e necessidades. É muito importante ouvir a dor do nosso cliente e de que forma o time Fator poderá ajudá-los. E nos primeiros meses, o foco será na evolução do fatorconnect, nosso sistema de emissão on-line e das nossas API´s”, antecipou. 

Novas funcionalidades

Para tornar o fatorconnect mais intuitivo para os corretores e parceiros, novas funcionalidades estão previstas. “O objetivo é simplificar processos e oferecer um sistema que, além de rápido, agregue valor ao negócio dos corretores, facilitando desde a cotação até a emissão das apólices, com total transparência e controle, para permitir uma emissão ainda mais rápida e eficiente. Além disso, queremos explorar novas modalidades de garantias, sempre atentos às necessidades do mercado”, disse Suzarte.

Potencial para os Corretores 

O novo executivo da Fator Seguradora comentou que há uma demanda reprimida do Seguro Garantia, especialmente em licitações públicas, concessões e projetos de infraestrutura, devido ao Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Reiterou, ainda, que há oportunidades para o Seguro Garantia Judicial, o que traz uma grande oportunidade para a Fator Seguradora e seus parceiros.

“O mercado de Seguro Garantia passa por um momento de transformação. Temos necessidades importantes e oportunidades tanto para o Seguro Garantia Judicial como para o Seguro Garantia Tradicional. A Fator Seguradora tem uma grande oportunidade de expansão, especialmente em projetos de infraestrutura e concessões públicas. No mercado privado, estamos atentos às demandas de garantias contratuais, principalmente, as provenientes dos contratos de infraestrutura e concessões, com um enfoque em oferecer soluções customizadas e digitais que atendam às necessidades tanto de grandes quanto de médias empresas”, afirmou.

Já o Seguro Garantia Arbitral é uma inovação essencial para o mercado. Com o crescimento das arbitragens em contratos de grande porte, essa modalidade se posiciona como uma solução eficaz para dar segurança às partes envolvidas. Pretendemos reforçar nosso pioneirismo, ampliando nossa oferta e mostrando aos clientes os benefícios dessa modalidade”.

Fundos de previdência

A Fator Seguradora está desenvolvendo soluções para expandir a atuação no segmento de fundos de previdência, conforme antecipou Suzarte. “O segmento de fundos de previdência oferece grandes oportunidades, principalmente, com o uso de garantias para operações de solvência do fundo e de garantias judiciais para suas necessidades diárias. Estamos desenvolvendo soluções específicas para esse mercado, oferecendo produtos de garantia que atendam às exigências regulatórias, além de focar na criação de novas parcerias com fundos de previdência complementar”.

Com mais de 14 anos de atuação na área de Seguros e Riscos, antes de ingressar na Fator Seguradora, Fabiano Suzarte atuou como diretor de riscos na BMG Seguradora. Para finalizar, ele deixou uma mensagem de otimismo. “Estamos construindo uma Fator cada vez mais forte, inovadora e adaptada às necessidades do mercado. Conto com o apoio de todo o time e dos nossos corretores para que juntos possamos entregar soluções que realmente façam a diferença e dos nossos resseguradores. A inovação é o nosso caminho, e o sucesso será resultado do nosso esforço conjunto!”. 

Helene e Milton devem somar indenizações entre US$ 35 bi e US$ 55 bi, prevê Moody’s

A Moody’s RMS Event Response estimou que as perdas seguradas totais no mercado privado dos EUA causadas pelos recentes furacões Helene e Milton provavelmente ficarão entre US$ 35 bilhões e US$ 55 bilhões.

Milton atingiu a costa no dia 9 de outubro, no condado de Sarasota (Siesta Key), na costa oeste da Flórida, como um furacão de categoria 3, trazendo ventos fortes, chuvas intensas, tornados e ressacas, resultando em perdas de vidas, danos a propriedades e infraestruturas, além de cortes de energia.

Enquanto isso, Helene atingiu a região de Big Bend, na Flórida, duas semanas antes, afetando muitas das mesmas áreas.

Segundo a Moody’s RMS, os números das perdas seguradas estão associados a ventos, ressacas e inundações induzidas por precipitação dos dois eventos.

Mohsen Rahnama, Diretor de Modelagem de Riscos da Moody’s, comentou: “Essa estimativa inicial de perdas combinadas é baseada na abordagem rigorosa da Moody’s RMS Event Response para estimar perdas seguradas e inclui uma combinação de dados observacionais, reconhecimento detalhado de campo que até agora abrangeu mais de 2.000 milhas e análises de imagens aéreas de ambas as tempestades na região afetada.

“Nossas equipes de reconhecimento estão na Flórida neste momento e continuam a inspecionar as áreas impactadas. Estimar perdas nesses eventos é desafiador, e é importante considerar todas as complexidades e incertezas associadas, especialmente nas regiões sobrepostas afetadas por ambos os furacões.”

Na semana passada, a Moody’s RMS estimou que as perdas seguradas de Helene variariam entre US$ 8 bilhões e US$ 14 bilhões e que as perdas do Programa Nacional de Seguro contra Inundações (NFIP) poderiam ultrapassar US$ 2 bilhões.

A empresa destacou que divulgará sua estimativa de perdas para a indústria apenas para Milton até o final desta semana, além de sua estimativa final de perdas para Helene.