Munich Re registra lucro de € 4,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2024

A Munich Re reportou um lucro líquido de € 4,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, um aumento de 31% em relação ao ano anterior, apesar das perdas por catástrofes naturais terem chegado a € 1,4 bilhão no terceiro trimestre. O furacão Helene, que afetou a Flórida e outras regiões dos EUA, foi o maior evento de sinistros do trimestre, enquanto a tempestade Boris e o furacão Beryl causaram danos significativos na Europa e no Caribe.

No segmento de resseguros, o resultado do terceiro trimestre caiu 21% em relação ao ano anterior, em grande parte devido a perdas acima da média em propriedade e acidentes. No entanto, o crescimento orgânico impulsionou a receita de seguros, com o resseguro de vida e saúde e a divisão de seguros primários ERGO registrando aumentos.

Os investimentos contribuíram positivamente, com o rendimento subindo para € 2,1 bilhões no trimestre. A empresa espera superar sua meta anual de € 5 bilhões em 2024, impulsionada pelo crescimento rentável em todas as áreas, mesmo com sinistros adicionais esperados do furacão Milton no quarto trimestre.

“No terceiro trimestre, nosso Grupo provou mais uma vez sua resiliência. A temporada de furacões no Atlântico Norte foi relativamente severa, causando grandes perdas acima da média e uma queda ano a ano no resultado trimestral. No entanto, com € 4,7 bilhões de lucro líquido nos primeiros nove meses do ano, o resultado geral de 2024 continua extremamente saudável. A Munich Re está crescendo de forma rentável em todos os segmentos. Esperamos superar nossa meta de resultado de 2024 de € 5 bilhões, apesar das despesas com sinistros esperadas do furacão Milton no quarto trimestre”, disse Christoph Jurecka, Diretor Financeiro (CFO).

Zurich reafirma compromisso com inovação em previdência e fecha parceria com Stay

Rafael Guilhon

A Zurich Seguros fortalece sua atuação no mercado de previdência corporativa ao anunciar parceria estratégica com a Stay, fintech conhecida como a “previdência corporativa do século 21”. A colaboração reforça o compromisso da companhia com a inovação ao unir sua experiência em segurança e confiabilidade no setor de seguros com uma solução moderna e tecnológica de previdência corporativa, que visa transformar o acesso a esse benefício no Brasil.

A Stay, fundada em 2023 por executivos de tecnologia, recentemente recebeu um aporte de R$ 15 milhões em uma rodada seed, liderada por grandes investidores como MAYA Capital e Better Tomorrow Ventures. Entre os participantes da rodada estão a 17Sigma, Grão, Ralicap e o fundo scout da Sequoia, além de nomes influentes do setor como Aaron Schumm, fundador da Vestwell, e Roger Lee, fundador da Human Interest — ambos unicórnios de previdência corporativa nos Estados Unidos, um dos mercados mais avançados e inspiradores globalmente.

A parceria com a Zurich proporciona maior segurança e confiabilidade aos planos oferecidos pela Stay, que diferem dos modelos tradicionais ao oferecer uma experiência 100% digital e customizável para colaboradores, RHs e áreas financeiras, facilitando a gestão e adesão aos planos. Atualmente, a prevtech atua em todos os segmentos de empresas, das pequenas às grandes, e, além de oferecer um modelo diferenciado, apoia as empresas na implementação do benefício.

Tsai Chi-Yu, cofundador e CEO da Stay, destaca que embora menos de 10% dos brasileiros possuam previdência privada, todos desejam a estabilidade financeira e as empresas podem contribuir com este objetivo. “Além de oferecer benefícios diretos aos colaboradores, a previdência corporativa se tornou um diferencial competitivo importante no mercado de trabalho. Nossos clientes conseguem criar pacotes de remuneração muito mais atrativos e reduzir significativamente a rotatividade de funcionários”, afirma.

Para Rafael Guilhon, superintendente de Negócios em Previdência da Zurich Seguros, o compromisso da Zurich com a inovação e a satisfação dos clientes se reflete nesta parceria, que permite às empresas levar uma experiência única de previdência corporativa ao mercado brasileiro. “A união de nossa expertise em seguros com a tecnologia da Stay agrega valor tanto para as empresas quanto para os colaboradores, oferecendo mais flexibilidade, facilidade de uso e segurança. Este é um passo importante na nossa missão de ajudar nossos clientes a construir um futuro financeiro mais seguro e acessível, com a melhor experiência possível em sua jornada”, complementa o executivo.

A Zurich, ao firmar essa parceria estratégica, reforça seu posicionamento de inovação e foco no cliente no setor de previdência, já pontuada em outras parcerias estratégicas com fintechs e prevtechs no mercado brasileiro. Para Rafael, essa postura apoia o avanço do setor em direção a uma previdência corporativa mais acessível e eficiente no Brasil.

PL de Seguros vai a sanção de Lula, com o aval de Fernando Haddad

Depois de muitas discussões, idas e vindas e tudo mais que um tema polêmico e que mexe com a estrutura do funcionamento de um setor sacudido pela renovação do arcabouço regulatório, das mudanças de hábitos dos consumidores e do avanço tecnológico, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que reformula as regras do setor.

O texto segue para sanção do presidente Lula e não são esperados vetos. Atualmente, os contratos de seguro são regidos pelo Código Civil, que tem um capítulo específico sobre o assunto, e pelo Decreto-Lei 73/66, também conhecido como Lei do Seguro Privado. O projeto substitui estas normas e entrará em vigor um ano após a sua publicação.

“Foram 21 anos de luta, sem trégua, mas o importante é que a lei e a futura regulamentação infralegal a ela respeitosa melhorarão substancialmente as relações contratuais securitárias no nosso país e conduzirão a um mercado maior com segurados melhor protegidos”, comemorou o advogado Ernesto Tzirulnik, o principal idealizador da proposta, que vem sendo discutida desde 2004 no Congresso Nacional. Contou com o fiel apoio de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Alessandro Octaviani, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Para Octaviani, o texto traz uma série de medidas de estímulo ao setor de seguros, aumentando a transparência e a proteção dos consumidores. Além disso, Octaviani destaca que a Lei é uma mudança institucional vinculada, mais amplamente, a uma Política Nacional de Acesso ao Seguro. “O Brasil tem um enorme mercado potencial de seguro, raramente comparável a qualquer outro mercado do mundo. Somos uma das dez maiores economias do mundo, mas o mercado de seguros é apenas em torno do 20º. A Lei é um dos tantos diplomas normativos que se insere nesse objetivo maior que é proporcionar o acesso e o consumo de seguro no nosso país”, afirmou em nota.

O diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, destaca que a nova lei vai aprimorar as diretrizes para o setor e seus consumidores. “O texto aprovado pela Câmara é fruto de acordo com o setor segurador e busca fortalecer o segurado, trazendo maior necessidade de atenção e comprometimento por parte das seguradoras quando da oferta dos seus produtos. Esse novo equilíbrio na relação entre as partes trazida pelo projeto impõe novos desafios e, consequentemente, novas oportunidades de amadurecimento e crescimento do setor”, afirmou.

Para a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, ter uma Lei sobre seguros promoverá uma melhor estruturação clareza sobre os conceitos aplicáveis ao contrato, de modo a possibilitar maior transparência às relações jurídicas e facilitar a disseminação dos aspectos que envolvem o contrato de seguro, o que é tão importante para o crescimento do setor. “Uma nova lei, como é natural, acarretará desafios que demandarão estudo, análise, interpretação para sua correta aplicação, diálogo entre os diferentes atores sociais e profundo sentido de cooperação, para que possamos concretizar os melhores resultados para toda a sociedade consolidando a solvência, sustentabilidade e perenidade para o setor de seguros em prol da sociedade brasileira”, disse a executiva. 

“O novo marco legal do seguro no Brasil é um divisor de águas. Com a lei espera-se maior certeza jurídica, ampliação dos direitos do segurado e maior eficiência das seguradoras na subscrição de riscos, bem como regulação e liquidação de sinistros. As seguradoras devem se adaptar organizacionalmente, mudando processos e sistemas para melhor atender a sociedade”, comentou o advogado Cássio Gama Amaral, sócio do Machado Meyer ao Sonho Seguro. “Será um impacto substancial não apenas nas relações entre segurado e seguradora, mas também nas relações internas. Os reguladores de sinistro passam a ter um papel ainda mais relevante”, afirma.

Em entrevista ao Valor, Luciana Dias Prado, sócia do Lefosse, o projeto foi pensado principalmente do ponto de vista da pessoa física e jurídica que contrata os seguros “massificados”, como de veículos e residencial. A grande questão, afirma, é que a lei não faz distinção com seguros de grandes riscos, que cobrem eventos de grande impacto, como o colapso de estrutura e desastres naturais. “Há casos de sinistros em que o processo de regulação dura de um a dois anos. O prazo de 120 dias pode ser insuficiente e fazer com que as seguradoras optem por negar a cobertura diante da impossibilidade de analisar os casos de forma adequada, o que pode gerar maior judicialização no mercado”, alerta Prado.

O novo marco do setor deve demandar adaptações nas operações das seguradoras para o cumprimento de novos prazos e regras, destaca o Valor. “Não são pontos que o mercado não irá se adaptar, mas eles terão um custo que ainda não foi bem estimado”, diz Bárbara Bassani, corresponsável pela área de seguros e resseguros do TozziniFreire.

Principais pontos de controvérsia e suas resoluções:

Aprovação prévia de condições contratuais e notas técnicas atuariais: O texto original exigia que todas as condições contratuais e notas técnicas atuariais fossem aprovadas previamente pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).Após debates, essa exigência foi flexibilizada, permitindo que, em determinados casos, as seguradoras possam registrar seus produtos sem necessidade de aprovação prévia, desde que cumpram requisitos estabelecidos pela Susep.

Atualização em relação às inovações tecnológicas e regulatórias: Foram incorporadas emendas que buscam alinhar o texto às inovações tecnológicas e às mudanças regulatórias recentes, contemplando aspectos como o uso de inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas ao setor de seguros.

Liberdade contratual e competitividade do mercado: Algumas disposições que poderiam interferir na liberdade contratual foram revisadas.Por exemplo, as regras específicas sobre o período de garantia nos seguros de transporte de bens e de responsabilidade civil foram ajustadas para permitir maior flexibilidade entre as partes contratantes.

Conflito com a atualização do Código Civil: Para evitar inconsistências jurídicas, o texto aprovado foi harmonizado com as propostas de atualização do Código Civil brasileiro, assegurando coerência entre as legislações.

Impacto no mercado de resseguros: A exigência de que contratos de resseguro firmados por seguradoras brasileiras com resseguradoras estrangeiras sejam regidos exclusivamente pela legislação brasileira foi mantida. No entanto, foram introduzidas disposições que permitem maior flexibilidade, visando não afastar resseguradoras internacionais do mercado brasileiro.

Câmara aprova projeto que cria o marco legal dos seguros

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que reformula as regras do setor e impõe limitações como a proibição de cláusula para extinção unilateral do contrato pela seguradora além das situações previstas em lei. Conhecida como marco legal dos seguros, a proposta será enviada à sanção presidencial.

O texto aprovado é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2597/24, que contou com parecer favorável do relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). De autoria do ex-deputado José Eduardo Cardozo, o projeto prevê, por outro lado, que o segurado não deve aumentar intencionalmente e de forma relevante o risco coberto pelo seguro, sob pena de perder a garantia.

Para evitar insegurança jurídica nos contratos, os riscos e os interesses excluídos da cobertura devem ser descritos de forma clara e de forma que não deixe dúvidas.

Se houver divergência entre a garantia delimitada no contrato e a prevista no modelo de contrato ou nas notas técnicas e atuariais apresentados ao órgão fiscalizador competente pela seguradora, deverá prevalecer o texto mais favorável ao segurado.

Quando a seguradora cobrir diferentes interesses e riscos, os requisitos para cada um deles devem ser preenchidos em separados para que a nulidade de um não afete os demais.

Outra regra prevê que o contrato será nulo se qualquer das partes souber, no momento de sua conclusão, que o risco é impossível ou já se realizou. A parte que assinar o contrato mesmo sabendo da impossibilidade ou da realização prévia do risco deverá pagar à outra o dobro do valor do prêmio.

Crescimento do setor
Segundo o relator, o texto faz parte de uma “agenda silenciosa de reformas microeconômicas” que tem aumentado a capacidade de crescimento da economia sem gerar inflação. Ele afirmou que, com as mudanças de regras para seguros, o setor pode saltar dos atuais 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 10% até 2030. “É uma política do ganha-ganha. Todos ganham com essas alterações, a sociedade e o setor de seguros, e isso é positivo para a retomada do crescimento econômico brasileiro”, declarou.

Reginaldo Lopes lembrou que, atualmente, há poucos bens segurados no Brasil. “Para cada 10 carros circulantes, apenas 2 têm seguros. E temos baixíssima proteção residencial, menos de 15%”, disse.

Mudança do risco
Em situações nas quais houve aumento do risco calculado inicialmente para a definição do prêmio a pagar e o aumento desse prêmio recalculado for superior a 10%, o segurado poderá recusar o acréscimo e pedir a dissolução do contrato em 15 dias, contados de quando soube da mudança de preço, mas a eficácia da revogação contará desde o momento em que o estado de risco foi agravado.

Se nesse período ocorrer o sinistro (a destruição do patrimônio segurado, por exemplo), a seguradora somente poderá se recusar a indenizar caso prove o nexo causal entre o agravamento relevante do risco e o sinistro ocorrido.

Caso haja redução relevante do risco, o valor do prêmio será reduzido proporcionalmente, descontadas, na mesma proporção, as despesas realizadas com a contratação.

Debate em Plenário
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que o projeto abre perspectiva para modernização da área.

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou as alterações do Senado ao texto por atenderem mais às seguradoras que aos segurados. “Cria um questionário de avaliação de risco que favorece unilateralmente as seguradoras”, afirmou.

Alencar disse que o texto do Senado pode gerar mais judicialização e aumento de custos operacionais para os contratos.

Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, as mudanças do Senado engessam o mercado, trazendo cláusulas de apólice de seguros para a lei, entre outros problemas.

Já o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a proposta por entender que ela traz uma reserva de mercado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

MAWDY, Equatorial Serviços e PWM anunciam parceria na distribuição de planos de assistência 

A MAWDY, divisão de assistências da MAPFRE, firmou uma parceria com a Equatorial Serviços e a PWM Consultoria e Corretora de Seguros para expandir a distribuição de serviços de assistência no Brasil, alcançando mais de 40 mil clientes em regiões como Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará e Piauí. A colaboração visa diversificar o acesso aos serviços de assistência, com pacotes residenciais que vão desde suporte básico, incluindo chaveiro e eletricista, até opções mais completas que cobrem sistemas de placas solares, vidraceiro e reparo de telhados.

Além dos pacotes residenciais, a parceria oferece serviços de saúde e bem-estar, como telemedicina, descontos em consultas e medicamentos, e assistência para bicicletas e pets. A tecnologia também faz parte do portfólio com o “Help Digital”, uma assistência remota para questões tecnológicas que inclui antivírus e controle parental. Todos os planos oferecem capitalização com sorteios de R$ 10 mil, agregando valor e atraindo mais clientes com benefícios financeiros.

Para Ana Claudia Calil, diretora da MAWDY, a parceria com a Equatorial amplia o alcance da empresa, enquanto Cristiany Pessoa, do Grupo Equatorial, reforça o compromisso em oferecer assistência de qualidade que impacte o dia a dia dos clientes. Paulo Magalhães, da PWM, destaca o papel da inovação para o crescimento, com foco em conveniência e bem-estar. Os serviços podem ser adquiridos via televendas, porta a porta ou no site da Equatorial, com a MAWDY e a PWM atuando como líderes em personalização e integração digital no setor.

Demanda por profissionais de seguros segue aquecida em 2025

Com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, o mercado brasileiro de seguros está enfrentando desafios crescentes para atrair e reter talentos qualificados. Para ajudar empresas e profissionais a se adaptarem a este cenário, o novo Guia Salarial 2025 da Robert Half revela tendências de recrutamento e projeções salariais para o setor.

Ana Carla Guimarães, diretora de recrutamento executivo da Robert Half, destaca que as áreas atuarial, de crédito e risco, comercial e de subscrição estão em alta e lideram a procura por profissionais capacitados. “O mercado de seguros segue em forte expansão, com o setor de vida e segmentos relacionados, como saúde e bens de consumo, atuando como impulsionadores importantes”, afirma Guimarães em nota divulgada. A executiva enfatiza que o crescimento robusto também traz desafios, como a escassez de profissionais especializados.

Para Sara Santos, gerente da Robert Half, o setor de seguros, antes visto como conservador, está em um período de transformação digital e busca personalização de serviços. “Observamos que as seguradoras estão intensificando a inovação para criar produtos e serviços alinhados às novas expectativas dos consumidores. Este movimento reflete a evolução do mercado para um formato mais dinâmico e voltado para o impacto positivo na vida das pessoas”, analisa Santos.

Escassez de talentos e “guerra” pelo perfil ideal

Com uma taxa de desemprego de 3,5% entre profissionais com mais de 25 anos e ensino superior completo, o setor vive uma “guerra” por talentos. A demanda é por um perfil resiliente, estratégico e “mão na massa”, explica Guimarães. “Desenvolver adaptabilidade e trabalhar em diversos cenários são diferenciais importantes para quem quer se destacar”, comenta.

A transformação digital no setor segurador passa pela adoção de novas tecnologias, incluindo Inteligência Artificial (IA). Segundo Guimarães, a IA tem potencial para otimizar operações e personalizar o atendimento ao cliente, embora o domínio completo dessas ferramentas ainda não seja essencial. “É importante que os profissionais demonstrem interesse e busquem conhecimento sobre essas inovações, já que a tecnologia se tornou um pilar competitivo no mercado”, destaca a diretora.

A discussão sobre o formato de trabalho permanece em aberto no setor de seguros. Enquanto algumas empresas defendem o retorno ao escritório, outras optam pelo modelo híbrido. Santos pondera que as companhias que escolherem o retorno 100% presencial precisarão oferecer propostas de valor que justifiquem a mudança. “A flexibilidade é cada vez mais valorizada pelos profissionais, e a decisão final depende de uma proposta que realmente faça sentido para o candidato”, afirma.

O Guia Salarial 2025 da Robert Half revela que o setor de seguros está aquecido, especialmente em seguradoras de grandes riscos, operadoras de saúde, resseguradoras e corretoras. Os cargos mais procurados incluem Diretor(a) Financeiro(a), Gerente de Subscrição, Executivo(a) de Contas e Gerente Atuarial. As habilidades técnicas mais demandadas abrangem subscrição de seguros, avaliação atuarial, regulamentação e análise de dados. Em termos de remuneração, os salários anuais para alguns cargos estão previstos entre:

  • Diretor Financeiro: R$ 39.450 – R$ 59.270
  • Gerente de Subscrição: R$ 16.120 – R$ 24.280
  • Gerente Atuarial: R$ 15.540 – R$ 23.400
  • Executivo de Contas: R$ 9.780 – R$ 14.830

FF Seguros alerta sobre riscos da aceleração do plantio de soja

Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócios da FF Seguros.

Fonte: FF Seguros

A safra de soja 2024/25 teve um início desafiador, com irregularidade de precipitações e atraso em boa parte das regiões produtoras. Com a chegada das chuvas, os trabalhos de campo evoluíram com rapidez e o índice de semeadura saltou para 54% até 31 de outubro, sendo o 2º mais acelerado da história, segundo levantamento da consultoria AgRural.

De acordo com o monitoramento climático da FF Seguros, espera-se que os níveis de umidade de solo melhorem em todo o país, especialmente em áreas produtoras na região central do Brasil. No entanto, de forma geral, as condições de precipitações em outubro foram piores do que o panorama em 2021, ano que registrou seca e quebra de safra relevante.

A corrida para plantar

Com o atraso para iniciar a safra em algumas regiões, a redução da janela ideal de plantio da soja pode prejudicar o planejamento da segunda safra de milho. Outra preocupação é que, para conseguir plantar em um período mais curto, os agricultores costumam intensificar o uso de maquinário, o que aumenta a probabilidade de acidentes durante o plantio. “Imprevistos como colisões ou tombamentos podem danificar as semeadoras. Além disso, as máquinas ficam sujeitas aos riscos de incêndio, queda de raio e explosão, entre outros problemas”, afirma Roberto Zuardi, que é coordenador de sinistros agrícolas da FF Seguros.

Antes de plantar uma determinada área, Zuardi recomenda avaliar o talhão com o objetivo de remover tocos de árvores, cupinzeiros e outros obstáculos visíveis no terreno. Isso é importante porque a plantadeira opera próxima ao chão e pode ser facilmente atingida. “Os agricultores podem prevenir acidentes com pedras e galhos, já que esses objetos podem danificar a trilha de plantio e componentes da semeadora”, diz ele.

Proteção para máquinas

Para mitigar os riscos de maquinário, é fundamental contar com a proteção de um seguro da modalidade patrimonial rural ou de penhor rural. A FF Seguros protege máquinas e implementos agrícolas contra acidentes (colisão ou tombamento), roubo e furto mediante arrombamento. O produtor pode optar pela contratação de coberturas extras como furto simples, incêndio, raio, explosão, entre outras. A seguradora oferece flexibilidade para definir cláusula de rateio, vigência de até cinco anos e taxas diferenciadas.

De acordo com Diego Caputo, gerente comercial de cooperativas da FF Seguros, a apólice protege contra perdas relevantes. Um exemplo disso foi um sinistro em razão de tombamento de semeadora, atendido pela seguradora em dezembro de 2023. “Esse acidente ocasionou deformidades nas linhas, no conjunto de cabeçalho e reservatório de sementes da máquina e gerou indenização de R$ 148,5 mil por parte da seguradora. O seguro é uma essencial para mitigar diversos riscos, protegendo o patrimônio do produtor”, conta Caputo.

De acordo com um estudo da FF Seguros, o acidente de causa externa representa mais de 80% dos casos de sinistros de semeadoras. O segundo maior risco é o dano elétrico,  que representou 10% dos casos estudados, segundo levantamento que analisou uma amostra de 50 ocorrências entre 2020 e 2024.

Akad fecha parceria com startup do Vale do Silício para processamento de dados

Fonte: Akad

A Akad anunciou uma parceria com a DataPelago, uma startup do Vale do Silício, para ampliar em até dez vezes a velocidade no processamento de dados, desempenho que virá acompanhado de uma economia de 50% nos custos com as cargas de trabalho.

“O grande desafio é que os dados empresariais dobram a cada dois anos, ao passo que o poder computacional para processá-los fica mais caro e limitado”, justifica André Fichel, CTO da Akad Seguros. De acordo com um levantamento da própria startup, 90% dos dados gerados pelas empresas nunca chegam a ser explorados em razão dos altos custos e tempo de processamento, limitação que cria um significativo gap de oportunidade.

Segundo Fichel, a tecnologia criada pela DataPelago possibilita que as empresas movam suas cargas de trabalho entre diferentes processadores físicos sem a necessidade de alterações no código, o que explica os ganhos com eficiência e velocidade.

“A inovação e o compromisso em oferecer um serviço excepcional ao cliente estão entrelaçados em nosso DNA”, destaca Fichel. “Aproveitando o Programa Universal de Processamento de Dados da DataPelago, unificamos nossos pipelines de IA Generativa e Analytics para processar eficientemente dados estruturados, semiestruturados e não estruturados, reduzindo custos e melhorando o desempenho operacional”, afirma o CTO.

Gabriel Bortoleto, patrocinado pela Porto, é o novo nome brasileiro  

PORTO PATROCINIO F!

A Fórmula 1 acaba de receber um novo talento brasileiro: Gabriel Bortoleto. Aos 20 anos, o piloto patrocinado pela Porto desde 2023 e que atualmente lidera o campeonato de Fórmula 2, ganhou destaque no cenário internacional e conseguiu realizar o sonho de integrar a principal categoria do automobilismo mundial. Bortoleto é também promessa para reacender a paixão dos brasileiros pela F1 e trazer de volta o brilho que o país sempre teve no esporte.

Com uma carreira brilhante, Gabriel Bortoleto acumula vitórias e títulos que comprovam seu potencial e dedicação. Desde os primeiros passos no kart, ainda aos 7 anos, ele mostrou habilidades excepcionais que logo o levaram às principais categorias de base do automobilismo. Em 2023, o piloto sagrou-se campeão da Fórmula 3, consagrando-se como o brasileiro mais jovem a conquistar o título. Na Fórmula 2, ele se destacou como o líder da competição, reafirmando seu talento e o colocando no radar das principais equipes da Fórmula 1.

Essa trajetória de sucesso e a visibilidade adquirida no campeonato de F3 atraíram a atenção da Porto, companhia que acredita no potencial do jovem piloto e na importância de inspirar a próxima geração de brasileiros apaixonados por automobilismo.

“Apoiar pilotos como Gabriel Bortoleto é muito importante para a Porto. Nos últimos 79 anos construímos a nossa essência baseada na cultura do automóvel, e a Fórmula 1 é o ápice disso. É um território extremamente relevante para nós, além de ser uma forma de contribuir para o desenvolvimento do esporte e incentivar o sonho de ver novamente um brasileiro na elite do automobilismo brasileiro”, comenta Luiz Arruda, Vice-Presidente Comercial e de Marketing da Porto.

A estreia de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 marca um novo capítulo para o automobilismo brasileiro, trazendo esperança e entusiasmo para milhões de fãs que aguardam, ansiosos, o retorno de um piloto nacional ao topo do pódio.

AXA no Brasil patrocina o Festival Varilux de Cinema Francês 2024

axa seguros

Iniciativa faz parte da estratégia da companhia de ampliar o alcance de sua marca e promover o acesso à cultura A AXA no Brasil, que representa o grupo segurador de origem francesa no país, patrocina o Festival Varilux de Cinema Francês 2024, realizado pela produtora Bonfilm, que acontece de 7 a 20 de novembro em mais de 60 cidades e 110 salas de cinema pelo território nacional. Com uma homenagem ao ícone Alain Delon e uma seleção que celebra o melhor do cinema francófono contemporâneo, o evento exibe produções que passaram por Cannes, Veneza e San Sebastián.

O apoio ao Varilux faz parte da estratégia da AXA para fortalecer sua marca no Brasil, promovendo o acesso à cultura. Em 2022, a empresa deu início a esse movimento ao patrocinar a Roda Rico, o mais recente cartão postal de São Paulo, destacando a importância do seguro de forma próxima e acessível. O patrocínio deste ano, agora, dá continuidade a essa trajetória, promovendo a conexão da marca com o universo da arte e do cinema.

“Patrocinar o Festival Varilux de Cinema Francês reforça o compromisso da AXA em apoiar a cultura e promover o encontro de diferentes perspectivas, tão valioso para o progresso humano. Assim como o cinema nos inspira a ver o mundo sob novos ângulos, nossa missão é oferecer segurança e resiliência para que as pessoas possam construir um futuro mais sustentável e plural”, afirma Karine Brandão, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Clientes da AXA no Brasil.

Entre os destaques da edição de 2024 do Festival Varilux estão as exibições de filmes como O sucessor, de Xavier Legrand, e Apenas alguns dias, de Julie Navarro, que abrirão o evento em São Paulo no dia 5 de novembro, no Cinema Augusta, e no Rio de Janeiro no dia 6 de novembro, no Estação Net Gávea. Cidades pelo país inteiro receberão a programação, que pode ser conferida no site oficial https://variluxcinefrances.com/2024/