O Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, promoveu uma série de ativações com seus públicos estratégicos durante a Semana da Experiência do Cliente, entre os dias 04 e 08 de novembro. A iniciativa teve como tema central a “Conexão”, que é um fator crucial para esse relacionamento, e ressaltou a importância da experiência em uma cultura de foco no cliente, essencial para o sucesso de uma empresa a médio e longo prazo.
Segundo o Vice-Presidente de Transformação da empresa, André Truzzi, “a Semana da Experiência é fundamental para o empoderamento e criação de intencionalidade em toda a organização. Cada vez mais, os consumidores estão exigentes, informados e conectados, e é nesse sentido que o Grupo HDI está preparado para atender e surpreender, tendo a conexão com o cliente como ponto chave. Não basta oferecer produtos e serviços, é necessário estabelecer uma relação genuína, com jornadas fluidas que vão além das transações comerciais”.
O evento, destinado a colaboradores, mas que também envolveu ativações especiais para corretores, foi repleto de palestras, painéis e sessões interativas, que incluíram trocas valiosas durante essa semana. Entre os temas tratados estavam: Cultura Centrada no Cliente, Experiência do Cliente (CX), Inteligência Artificial (IA) e como ela pode ser utilizada na criação de novas experiências, e a habilidade humana de conexão.
“A experiência é um pilar da nossa estratégia, um princípio da nossa cultura, e está presente em todas as marcas do grupo: HDI, Yelum e Aliro, e nossa empresa de assistência 24 horas, a Fácil Assist. Acreditamos que essa seja a melhor medida de valor gerado ao cliente”, completa o executivo.
Além disso, a semana contou com a participação de executivos renomados, como o especialista em gestão de pessoas, Dennis Wang; o professor da PUC-SP, colunista do UOL, pesquisador e palestrante em inovação, Diogo Cortiz; o comunicador corporativo, Márcio Mussarela; a fundadora e diretora da empresa Transcendemos, Gabriela Augusto, que já dirigiu projetos de diversidade em mais de 100 companhias; a cofundadora do Reclame Aqui e referência no atendimento ao cliente, Giseli Paula; entre outros
O governo brasileiro passou a considerar a sustentabilidade como uma premissa nos projetos de infraestrutura, o que abre novas oportunidades para o mercado segurador. O Ministério dos Transportes fez um mapeamento de toda a infraestrutura planejada que precisa ser implementada, envolvendo riscos climáticos, disse Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, em painel na Conferência Mundial do Clima (COP29), em Baku, Azerbaijão.
“Definimos as diretrizes, estamos fazendo uma matriz de aderência de atividades, precificando as medidas e abrindo espaço nos contratos na modelagem econômica”, afirmou o representante do Ministério. Esse novo cenário gera oportunidades para o mercado segurador, disse o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, que participou do painel “Nova Infraestrutura Verde e Adaptação: Enfrentamento de Grandes Riscos no Setor de Transportes”, no Consórcio da Amazônia, durante a COP29.
Para Oliveira, essa nova prioridade do Ministério dos Transportes significa que as novas obras já serão concebidas para enfrentar um ambiente de maiores riscos climáticos e que, mesmo nas concessões antigas, está sendo aberto espaço para reequilibrar contratos e incluir eventuais adaptações para mudanças climáticas. “Isso implica, paralelamente, na contratação de seguros para lidar com os riscos relacionados à mudança climática, como seguros de obra, engenharia, performance e diversos seguros garantia”, comentou.
Também participaram do debate: Vander Costa, presidente da Confederação Nacional de Transportes; Daniel Bertolini, diretor na Transportes Bertolini; e Pedro Iootty, do BNDES.
A participação da CNseg no evento da CNT inaugura a agenda de compromissos na COP29, iniciando uma jornada inédita na Conferência em termos de amplitude e consistência dos compromissos e programação do setor em Baku, comentou o Dyogo Oliveira.
crédito Antranik Photos01 - Leonardo Pereira de Freitas, Álvaro Fonseca e Luiz Carlos Ferreira Gomes
Por Márcia Alves
Que não seja pela dor, mas pelo amor ou, em outras palavras, que não seja pelo medo de um sinistro, mas pela consciência de que a proteção do seguro é essencial. Com esta visão, o diretor Comercial da Bradesco Auto/RE Leonardo Pereira de Freitas apresentou no tradicional almoço do Clube dos Corretores de Seguros de São (CCS-SP), realizado no dia 5 de novembro, no Il Ristorante Famiglia Mancini, sua proposta para atrair novos entrantes no mercado de seguros, sobretudo o público mais jovem.
Recebido pelo mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, e diretoria, Freitas sugeriu aos corretores renovar a narrativa sobre seguros. “Em algum momento, lá atrás, vendíamos seguro colocando o medo como protagonista, o medo de bater o carro e não ter cobertura, o medo de morrer e deixar a família sem amparo. Mas, é preciso evoluir nessa narrativa, substituindo o medo pela confiança e se conectando emocionalmente com as pessoas”, disse. “Criar essa sinergia tem mais valor do que do que falar do medo ou de coisas ruins”, acrescentou.
Na visão de Freitas, a mudança de narrativa para tornar o seguro interessante é um desafio para todos do mercado. Segundo ele, não se trata apenas de modificar o enfoque da argumentação de vendas, mas, principalmente, de ressoar o propósito do seguro e a sua importância para a evolução da sociedade. Para a nova geração, por exemplo, que é movida por significado e propósito, a narrativa deve gerar aderência para conquistar a atenção dos mais jovens.
Freitas relatou que ao palestrar, recentemente, sobre seguro para um público que não tinha conhecimento da matéria, trocou a exposição de dados sobre sinistros por uma analogia – bem mais agradável – de um filme infantil com questões relacionadas à atividade. Também usou trecho de uma música para explicar à equipe de sinistros da seguradora como a empatia com o corretor de seguros poderia fazer a diferença. O executivo tem utilizado outros canais para defender a mudança de narrativa do seguro, como o Linkedin, no qual se tornou um Top Voice.
Narrativa adequada
Durante o evento, o superintendente Sênior de Negócios da Bradesco Auto/RE, Luiz Carlos Ferreira Gomes, ressaltou que a companhia está prestes a completar dois anos do seu novo modelo de negócios. Além de investir, nesse período, na especialização da equipe e de promover maior integração com os corretores, a seguradora tem realizado eventos com a inédita participação dos profissionais da área de sinistros. “É uma forma de conversar, ouvir e entender no que investiremos para prestar o melhor serviço”, disse.
Freitas aproveitou a oportunidade para agradecer aos corretores o bom desempenho do Grupo Bradesco Seguros, que encerrará o ano com faturamento superior a R$ 120 bilhões. Em seguida, comentou o trabalho da Bradesco Auto/RE, que tem inovado no seguro automóvel, caso, por exemplo, da parceria com a Livelo, que possibilita a utilização de pontos na contratação total ou parcial do seguro. A empresa também consolidou sua liderança no seguro frota, prevendo terminar 2024 com R$ 2 bilhões em prêmios.
Outro destaque da apresentação foi o Programa Ciclos, que visa impulsionar a sucessão empresarial entre corretores de seguros. Freitas contou que em suas conversas com corretores de todo país, descobriu que a dificuldade da sucessão está relacionada com a narrativa da atividade, às vezes, um tanto dramática, o que influencia os filhos a optarem por outras profissões. “O Programa Ciclos ajuda os corretores com ferramentas e estratégias para superar as dificuldades da sucessão e manter a continuidade de seus negócios”, disse.
Freitas encerrou sua participação no encontro do CCS-SP com uma mensagem aos corretores. “Com uma narrativa adequada, investimento em treinamento, tecnologia e sistemas, vocês vão mudar o extrato de oportunidades e evoluírem, porque a nossa indústria tem propósito e o trabalho dos corretores é muito importante para a sociedade”, disse. O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, agradeceu a participação de Freitas e outros diretores da Bradesco Auto/RE, enfatizando que a entidade tem incentivado a sucessão empresarial entre os seus associados, tanto que, naquele encontro, em especial, havia a presença de diversos filhos de corretores.
A Porto, holding brasileira que opera nos mercados de banco, saúde, seguros e serviços, é a nova patrocinadora da Porsche Cup. A categoria é o maior campeonato de GT da América Latina e a maior categoria monogestão e monomarca do país, levando os carros de competição mais produzidos do planeta para as pistas desde 2005.
A partir de 2025, a marca Porto poderá ser vista nos carros da Categoria principal, a Carrera Cup, além de contar com exposição nas pistas, áreas médicas e áreas de convivência.
O acordo firmado é válido por três anos e deve fortalecer ainda mais a conexão da marca com os apaixonados por carros. “A cultura do automóvel sempre foi a base da Porto e patrocinar a Porsche Cup está totalmente alinhado ao que temos construído nesse território junto aos fãs de automobilismo”, comenta Luiz Arruda, Vice-presidente Comercial e Marketing da Porto.
“Muito feliz em ter a Porto junto com a Porsche Cup para os próximos três anos. É muito valoroso para a categoria ter parceiros que são referência em seus setores e engrandecem ainda mais a nossa categoria. Espero que seja só o começo de uma parceria longa e duradoura ao lado da Porto, de muito sucesso para os dois lados envolvidos neste projeto”, disse Regina Franzé, Diretora de Marketing e eventos da Porsche Cup.
A trajetória da Porto no automobilismo já dura alguns anos, inclusive em outras categorias. A companhia acaba de comemorar, também, a chegada do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, patrocinado pela Porto desde 2023, à Fórmula 1.
A premiada superprodução “Peter Pan – O Musical da Broadway”, da Touché Entretenimento, retorna ao palco do Teatro Liberdade, em São Paulo, para uma última e breve temporada a partir de 06 de novembro. Este espetáculo, que já encantou mais de 130 mil pessoas desde sua estreia no Brasil em 2018, é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e CAIXA Residencial.
Com direção de José Possi Neto e um elenco estelar, incluindo Mateus Ribeiro como Peter Pan e Saulo Vasconcelos, como Capitão Gancho, a produção mantém a magia e a qualidade que conquistaram público e crítica. A CAIXA Residencial, como uma das principais apresentadoras, reforça seu compromisso com a cultura e o entretenimento de qualidade, proporcionando ao público uma experiência inesquecível.
“Apoiar projetos culturais como este é fundamental para promover o acesso à arte e ao entretenimento. Estamos orgulhosos de fazer parte desta superprodução que encanta as famílias e inspira pessoas de todas as idades,” afirma Joaquim Cruz, CEO da CAIXA Residencial.
Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Sympla ou na bilheteria oficial do Teatro Liberdade. Não perca a oportunidade de vivenciar a magia de “Peter Pan – O Musical da Broadway” nesta temporada especial.
As seguradoras registraram vendas de R$ 324,55 bilhões nos três primeiros trimestres do ano, um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Os segmentos de seguros de danos e pessoas apresentaram, sem considerar o VGBL, uma arrecadação de R$ 153,66 bilhões, alta de 10,52% em comparação com os primeiros nove meses de 2023. Em destaque os seguros de fiança locatícia, que acumularam R$ 1,29 bilhão em prêmios entre janeiro e setembro de 2024 – crescimento de 25,5% em relação ao mesmo período de 2023. O pagamento de indenizações, nos seguros de danos e pessoas, alcançou R$ 6,2 bilhões em setembro, totalizando R$ 57,82 bilhões nos nove primeiros meses de 2024.
Para o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há expectativa de continuidade de crescimento do setor com a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei do Contrato de Seguro, encaminhada para sanção presidencial. “A nova legislação auxiliará na criação de um ambiente de contratação de seguros com mais confiança, incentivador de ciclos virtuosos e duradouros de negócios e investimentos”.
Outro destaque no fechamento do terceiro trimestre, o VGBL arrecadou R$ 14,62 bilhões em contribuições somente em setembro de 2024. Durante os nove primeiros meses do ano, foram R$ 135,94 bilhões arrecadados, montante 18,7% superior ao mesmo período de 2023. Os resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional) alcançaram R$ 99,32 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2024.
Além disso, os produtos de capitalização arrecadaram, até setembro de 2024, R$ 23,54 bilhões, um crescimento de 6,5% na receita acumulada, em relação aos nove primeiros meses de 2023. Na capitalização, o retorno à sociedade, considerando resgates e sorteios realizados, foi de R$ 19,77 bilhões no acumulado do ano até setembro, um aumento de 10,06% em relação ao mesmo período de 2023.
As indenizações, resgates, benefícios e sorteios dos segmentos supervisionados pela Susep retornaram à sociedade R$ 19,77 bilhões em setembro de 2024. Entre janeiro e setembro de 2024, o total foi de R$ 180,75 bilhões, um aumento de 6,27% em relação ao mesmo período de 2023.
Diego Rivera
Retrato de Ramón Gómez de la Serna (1915) Óleo sobre tela
O mercado de seguros na América Latina alcançou a marca de US$ 203,3 bilhões em 2023, representando um crescimento expressivo de 17,1%, de acordo com um estudo divulgado pela MAPFRE Economics, divisão de pesquisas e análises do Grupo MAPFRE. O avanço foi impulsionado por fortes desempenhos nos setores de automóveis e do segmento não-vida, além dos produtos de investimentos e previdência no segmento de vida. Países como Brasil e México desempenharam um papel central nesse crescimento, com o Brasil liderando a rentabilidade regional, alcançando um lucro de US$ 7,3 bilhões.
O relatório apontou que, em termos de moeda local, a maioria dos países latino-americanos experimentou crescimentos reais. Brasil e México se destacaram como os principais motores da rentabilidade na região, com o México alcançando um lucro de US$ 3,3 bilhões. Outros mercados relevantes, como Argentina, Colômbia e Peru, também contribuíram para a melhora do setor. No entanto, países como El Salvador e Colômbia registraram quedas de 9,3% e 4,1%, respectivamente, medidos em termos reais.
Apesar de um crescimento econômico mais moderado na América Latina, cujo PIB avançou apenas 2,2% em 2023, o setor segurador registrou um desempenho robusto. Tanto os segmentos de vida quanto de não-vida cresceram em igual proporção, com destaque para o seguro de automóveis, que apresentou um aumento de 21,9% nos prêmios, e para os seguros contra incêndios, que cresceram 24%. No segmento de vida, a previdência privada e os produtos de investimentos foram os que mais se destacaram, beneficiados pelas altas taxas de juros, gerando um crescimento de 17,6% nos prêmios.
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Outro ponto relevante destacado pela MAPFRE Economics é o potencial do mercado segurador na América Latina. A estimativa é que o setor tenha capacidade de alcançar US$ 504,7 bilhões, o que representa 2,5 vezes o tamanho atual. A maior diferença está no setor de seguros de vida, com uma lacuna de proteção de US$ 301,3 bilhões, evidenciando a subutilização de seguros pela população.
A densidade dos seguros na América Latina também apresentou crescimento, atingindo US$ 324,3 por pessoa, o que representa um aumento de 16,3% em relação ao ano anterior. Desse valor, US$ 187,1 são referentes ao segmento não-vida e US$ 137,2 ao de vida. Além disso, o índice de penetração dos seguros na região subiu para 3,1%, um aumento em relação ao ano anterior, embora ainda distante de mercados mais maduros.
As perdas econômicas causadas por catástrofes naturais atingiram um valor estimado de US$ 280 bilhões em 2023, com US$ 51,6 bilhões devido a inundações, segundo o Instituto Swiss Re. Essas perdas provavelmente aumentarão à medida que as mudanças climáticas intensificam eventos climáticos extremos, enquanto a rápida expansão urbana tem elevado o valor dos ativos em áreas de alto risco. Medidas de proteção como diques, barragens e comportas têm um custo, mas seus benefícios financeiros podem superar em até dez vezes os custos de reconstrução após um desastre.
“Investimentos em adaptação climática, como preparação para inundações, não apenas promovem a estabilidade econômica e criam empregos, mas também ajudam a proteger vidas. No entanto, há um crônico subfinanciamento. Portanto, é crucial criar condições para que o capital privado flua para projetos de adaptação climática e, ao mesmo tempo, otimizar o uso de recursos públicos. Quantificar os benefícios das medidas de adaptação é um passo fundamental para facilitar o investimento público-privado e, em última análise, fechar a enorme lacuna de financiamento”, afirmou Veronica Scotti, presidente da área de Soluções para o Setor Público da Swiss Re.
Para determinar a eficácia dos investimentos em medidas de adaptação contra inundações, é essencial quantificar seus benefícios financeiros. O Instituto Swiss Re realizou um estudo comparando os benefícios econômicos e as proporções de custo de medidas de adaptação contra inundações selecionadas. Esse valor pode servir como diretriz para decisões de investimento e ajudar a identificar os melhores métodos de adaptação contra inundações para garantir a estabilidade econômica, segurança e resiliência de uma comunidade.
A relação custo-benefício pode variar significativamente dependendo da região. A pesquisa do Instituto Swiss Re mostra que infraestruturas cinzas, como diques e barragens, são altamente eficazes na redução de danos causados por inundações costeiras. Globalmente, seus benefícios podem superar os custos de duas a sete vezes, chegando até a dez vezes em áreas propensas a inundações. Construídas com padrões ideais, essas estruturas podem reduzir os danos das inundações em 60-90%, especialmente em regiões densamente povoadas. Em áreas menos povoadas, soluções baseadas na natureza, como restauração de ilhas-barreira ou vegetação costeira, podem ser igualmente eficazes.
De forma semelhante, intervenções políticas, como restrições de uso do solo, podem aumentar o valor da prevenção de inundações, especialmente em economias emergentes. Defesas contra inundações e restrições de zoneamento são quase duas vezes mais eficazes e viáveis do que medidas de acomodação, como a impermeabilização para inundações costeiras e fluviais.
Todas as intervenções contra inundações, especialmente quando atualizadas e mantidas, podem beneficiar tanto seguradoras quanto segurados. Os setores público e privado podem trabalhar juntos para facilitar e acelerar a adaptação ao risco: ao focar na prevenção e redução de futuras perdas causadas por inundações, o setor público pode transferir os riscos remanescentes para a indústria de resseguros/seguros e apoiar a estabilidade econômica após desastres. Ao participar nas fases iniciais de planejamento das medidas de proteção, a indústria de resseguros/seguros pode ajudar a mitigar riscos e oferecer proteção financeira.
A inclusão financeira e social avança nas favelas brasileiras com o projeto F/Seguros, uma iniciativa inédita da MAG Seguros em parceria com a Favela Holding. Visando democratizar o acesso a produtos de proteção financeira, o projeto toma forma. A seguradora está em sua fase piloto e já iniciou a comercialização de seus produtos direcionados, com a capacitação de moradores de algumas das maiores favelas do país, como Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis, para atuar como consultores de seguros, contou Ronaldo Gama, diretor de Planejamento Comercial da MAG Seguros, que participou do evento Expo Favala Rio, realizado de 8 a 10 de novembro, na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.
Com uma meta de alcançar até 10 milhões de seguros comercializados nos próximos cinco anos, a F/Seguros tem o objetivo de capacitar 5 mil moradores para se tornarem especialistas em proteção financeira em suas próprias comunidades. Em entrevista ao Sonho Seguro, Gama compartilhou os avanços do projeto, destacando o potencial transformador que o acesso ao seguro representa para esses territórios, onde a segurança financeira ainda é um desafio.
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Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
Após o lançamento em julho, quais foram os principais avanços na implementação da F/Seguros nas favelas? Qual é a fase atual do projeto e o que ainda falta para que o lançamento seja completo?
Desde o lançamento em julho, avançamos em etapas fundamentais para consolidar a marca. Atualmente, estamos implementando pilotos em quatro favelas — Rocinha, Complexo da Penha, Brasilândia e Paraisópolis — onde designamos líderes locais para conduzir as operações. Cada líder, após a fase de pilotagem, formará uma equipe de até dez vendedores para expandir a presença e o atendimento. Essa fase é essencial para avaliarmos o nível de aceitação e o interesse nas soluções oferecidas, e os resultados iniciais têm sido encorajadores. No momento, seguimos refinando ferramentas digitais e completando o treinamento dos times, com a previsão de lançamento ao público ainda neste ano.
Quais produtos já estão prontos para serem comercializados? Algum produto específico teve prioridade?
Priorizamos produtos acessíveis e essenciais para os moradores das favelas, focando em segurança e dignidade financeira. Inicialmente, estamos oferecendo serviços de assistência funeral, seguros de vida com coberturas básicas e telemedicina, produtos com valores acessíveis e que visam proporcionar proteção e tranquilidade a essas famílias.
Além do seguro de vida, título de capitalização e auxílio-funeral, há planos para incluir outros tipos de seguros?
Sim, planejamos expandir gradualmente o portfólio. Em breve, pretendemos adicionar coberturas adicionais no seguro de vida e produtos de saúde. Em uma etapa posterior, consideramos incluir ramos elementares, adaptados às necessidades e realidades das favelas.
Existe uma data prevista para o lançamento oficial ao público?
Após o projeto piloto, nossa prioridade é garantir a qualidade dos produtos, treinamento da equipe e adequação das ferramentas digitais. Durante essa fase, realizamos testes e ajustes para entregar uma oferta estável e atrativa para vendedores e clientes.
Como será o processo de venda dos seguros? Os produtos serão oferecidos presencialmente ou por meio digital, como aplicativos ou plataformas móveis?
Embora utilizemos ferramentas digitais, priorizamos vendedores locais capacitados por nós. Cada favela terá um líder, indicado pela CUFA, responsável por montar uma equipe de vendas de até dez pessoas residentes da região, facilitando o relacionamento com os moradores.
Como foi o processo de treinamento dos moradores das favelas para atuarem como corretores? Quantas pessoas foram capacitadas até agora? Quais são as expectativas e os desafios na formação desses corretores locais?
Estamos capacitando os líderes locais, com quatro selecionados para treinamento intensivo em gestão, vendas e atendimento. Acreditamos que essa abordagem gradual fortalecerá a equipe, garantindo uma operação de alta qualidade.
Como essa parceria pretende impactar a segurança financeira e a qualidade de vida dos autônomos e empreendedores que lideram famílias nesses territórios?
Nosso objetivo é proporcionar segurança financeira para famílias das favelas, oferecendo uma fonte de renda digna para vendedores locais e melhorando a qualidade de vida. O seguro de vida garante apoio em momentos difíceis, beneficiando compradores e vendedores e trazendo dignidade para todos.
Como a CUFA está contribuindo para a viabilização e o fortalecimento do projeto?
A CUFA é uma parceira essencial, ajudando na identificação e formação de recursos humanos. Enquanto a MAG Seguros traz expertise em seguros e formação profissional, a CUFA oferece conhecimento profundo sobre as favelas e seus moradores, possibilitando a seleção de pessoas com potencial para uma carreira sólida no mercado de seguros.
Quais são as metas de longo prazo para a F/Seguros em termos de expansão para outras comunidades no Brasil? Como a MAG avalia a sustentabilidade desse modelo de negócio focado em microsseguros e inclusão financeira?
Nossas metas são ambiciosas: formar até 5 mil líderes e 50 mil vendedores, expandindo o projeto para mais 16 favelas. A sustentabilidade do modelo se baseia em crescimento escalável, aprimoramento contínuo de processos e indicadores de gestão robustos. Acreditamos que a F/Seguros pode se consolidar como uma solução prática e confiável em todo o Brasil.
O Zurich Insurance Group divulgou na quinta-feira um aumento em sua receita de prêmios de nove meses e afirmou que sua exposição aos furacões Helene e Milton, que recentemente causaram estragos nos Estados Unidos, ficará abaixo de US$ 360 milhões.
A Zurich, quinta maior seguradora da Europa, informou que seus resultados do terceiro trimestre incluem uma perda pré-impostos estimada em US$ 160 milhões devido ao furacão Helene. A empresa espera perdas pré-impostos preliminares no quarto trimestre, devido ao furacão Milton, em torno de US$ 200 milhões. Analistas esperam até US$ 55 bilhões em perdas seguradas com as duas grandes calamidades.
Os prêmios brutos subscritos no segmento de propriedade e acidentes da Zurich aumentaram 4% nos primeiros nove meses de 2024, totalizando US$ 36,13 bilhões, acima dos US$ 34,59 bilhões do ano anterior, impulsionados pelo aumento das taxas nos segmentos de seguros comerciais e de varejo. As taxas aumentaram 5%.
Os prêmios de seguro têm subido nos últimos anos em resposta à inflação e às perdas decorrentes da pandemia de COVID-19, guerras e catástrofes naturais. No entanto, as taxas globais de seguro comercial caíram 1% no terceiro trimestre, representando o primeiro declínio trimestral em sete anos, segundo a corretora Marsh. Os novos prêmios de seguro de vida da Zurich aumentaram 6% em uma base comparável, ajustada para variações cambiais, aquisições e desinvestimentos.
A Zurich apresentará novas metas financeiras de três anos em 21 de novembro, um ano antes do previsto, após a seguradora reiterar, na quinta-feira, que está no caminho para superar todas as suas metas atuais.
“Nossos resultados de nove meses confirmam o forte e contínuo impulso em todas as áreas de negócio da Zurich”, afirmou Claudia Cordioli, Diretora Financeira, em um comunicado de negociação. O índice Swiss Solvency Test da Zurich, uma medida-chave de sua solidez de capital, foi de 224%, acima da previsão de 220%, conforme pesquisa de consenso compilada pela empresa.
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