Prudential do Brasil encerra série de encontros com parceiros no RS

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil escolheu a cidade de Porto Alegre para encerrar o Prudential Momentos, série de encontros com parceiros comerciais de vida em grupo. A decisão de realizar a última reunião na noite de terça-feira, 10, na capital do Rio Grande do Sul foi uma homenagem à força e à resiliência dos empresários gaúchos que enfrentaram momentos desafiadores após as enchentes que impactaram o estado entre abril e maio. Ao longo do ano, a companhia reuniu mais de 400 executivos de corretoras parceiras em encontros promovidos nas principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Cuiabá. 
 

“O objetivo do Prudential Momentos é celebrar a sólida parceria que temos construído entre a Prudential e os corretores ao longo dos últimos anos. Essa trajetória é marcada pela colaboração e pelo comprometimento dos nossos parceiros, que têm sido fundamentais para impulsionar o crescimento e o sucesso do setor. Mais do que uma celebração, o evento é uma oportunidade especial para fortalecer relações, promover trocas e reencontros”, avalia a gerente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Viviane Cruz.
 

O mercado de seguros desempenhou um papel essencial na região Sul após a tragédia provocada pelas enchentes. As indenizações pagas pelo setor chegaram a R$ 6 bilhões até setembro de 2024, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Segundo a executiva, a proteção oferecida pelos seguros se mostrou indispensável para garantir a segurança financeira das famílias e negócios.
 

“A resiliência e coragem dos empresários e trabalhadores gaúchos são inspiradoras. Tenho certeza de que continuarão superando este momento desafiador, reerguendo suas operações e contribuindo para o fortalecimento econômico local. Nosso setor tem a responsabilidade de oferecer soluções eficientes e alinhadas às necessidades de nossos parceiros e clientes durante esse período”, afirmou Viviane.
 

Em Porto Alegre e em outras cidades, a Prudential também reforçou o relacionamento dos parceiros com a área de subscrição da companhia. “A nossa intenção é garantir o suporte estratégico necessário para as corretoras parceiras entenderem as necessidades específicas dos clientes e atuarem de forma conjunta na construção de soluções eficazes”, explica o coordenador de Underwriting da Prudential do Brasil, Anderson Souza.
 

Para 2025, a companhia seguirá promovendo encontros como o Prudential Momentos pelo Brasil para avançar nos pilares estratégicos de crescimento, expansão de mercado e inovação ao lado dos parceiros comerciais que oferecem seguro de vida em grupo.

Previdência privada aberta: captação líquida cresce 57,3% nos dez primeiros meses de 2024 

De janeiro a outubro de 2024 foram arrecadados, já descontados os resgates, R$ 51,2 bilhões em planos de previdência privada aberta. O número corresponde a uma expansão de 57,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado, aponta o último relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi.

Nesse intervalo de tempo, foram R$ 162,6 bilhões captados no total, um crescimento de 16,9% na mesma base de comparação. Já os resgates aumentaram 4,5% no período, totalizando R$ 111,4 bilhões. 

Em outubro de 2024 as pessoas possuíam, aplicados em planos de previdência privada aberta, mais de R$ 1,5 trilhão, o equivalente a 13,4% do PIB. São 14,3% a mais do que havia, em termos de ativos, no mesmo mês de 2023.

População protegida 

O relatório também destaca que 11,2 milhões de pessoas contavam com, pelo menos, um plano de previdência privada aberta em outubro de 2024. Ou seja, cerca de 7% da população acima de 18 anos no país conta com essa proteção financeira.

Ao todo, no Brasil, existem mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais 80% são da modalidade individual e 20% da coletiva.

Maioria dos aportes foram em planos VGBL

Outra maneira de distribuir esses planos é pelo produto. O relatório destaca que são 8,8 milhões de planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre –, que receberam 92% dos aportes no período, um volume de aproximadamente R$ 150 bilhões. 

Os do tipo PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – somam mais de 3 milhões de planos (22% do total) e arrecadaram R$ 10,2 bilhões ou 6% do montante arrecadado entre janeiro e outubro de 2024. Ademais, existem ainda 2,1 milhões de planos Tradicionais (15% do total de planos) que receberam R$ 2,5 bilhões no mesmo intervalo de tempo.

Bradesco Saúde aposta em personalização, tecnologia e novos produtos para 2025

carlos Marinelli, presidente da Bradesco Saúde

Foco na personalização dos serviços, expansão regional e uso intensivo de tecnologia para aprimorar a experiência dos beneficiários e parceiros. Essas são as principais tendências e estratégias da Bradesco Saúde para 2025, sob o comando do presidente Carlos Marinelli, que assumiu o cargo em agosto deste ano, reveladas durante coletiva de imprensa realizada dia 10 de dezembro.

Marinelli destacou a importância de oferecer experiências personalizadas, adaptadas às características e preferências dos beneficiários. “Temos 3,8 milhões de beneficiários em todo o Brasil, com perfis e necessidades distintas. Em 2025, continuaremos investindo na customização de produtos, organizados conforme as características de cada mercado”, explicou.

Ele destacou o lançamento de um produto para a região Centro-Oeste, previsto para o primeiro semestre de 2025. “Esse produto utiliza um modelo inovador de parceria com os prestadores locais, garantindo competitividade regional e atenção diferenciada aos usuários. Estamos confiantes de que será uma alavanca para o nosso crescimento na região.”

Outro pilar estratégico é o fortalecimento do relacionamento com médicos e demais profissionais de saúde. “A saúde depende não apenas do beneficiário, mas também dos profissionais que levam assistência até ele. Vamos investir ainda mais nessa proximidade, valorizando o papel central do médico no cuidado com nossos segurados”, afirmou.

O segmento de seguros coletivos empresariais e para pequenos grupos também será uma prioridade. “Já atendemos mais de 1 milhão de vidas nesse nicho, e a segmentação regional nos permitirá oferecer soluções ainda mais próximas das necessidades desse público”, completou Marinelli.

Expansão da tecnologia e inteligência artificial
A Bradesco Saúde planeja intensificar o uso de inteligência artificial (IA) e machine learning para antecipar demandas e melhorar a experiência dos beneficiários. “O volume de dados gerado diariamente na operação de saúde é gigantesco. Nosso objetivo é utilizar essas informações para beneficiar os usuários e prestadores, entregando uma saúde mais eficiente e de qualidade superior”, destacou.

Os investimentos em tecnologia, que superam R$ 1 bilhão ao ano dentro do grupo segurador Bradesco, têm impulsionado avanços significativos. “A IA tem sido um grande expoente, contribuindo tanto para a rentabilidade quanto para a criação de um ambiente mais seguro e sustentável para nossos beneficiários.”

Após os desafios enfrentados entre 2022 e 2023 como a Covid 19 e sua cauda longa, Marinelli afirmou que 2024 marcou uma retomada dos níveis saudáveis de sinistralidade. “Para 2025, queremos manter essa tendência, sempre com foco no crescimento sustentável e na qualidade de vida dos nossos beneficiários. O aprimoramento dos controles internos e a sustentabilidade dos produtos serão pilares fundamentais”, concluiu.

O executivo reforça que a Bradesco Saúde segue comprometida em conectar beneficiários, médicos e prestadores, fortalecendo sua cadeia de valor e promovendo uma assistência médica de excelência. “Nosso compromisso é melhorar continuamente a saúde e a qualidade de vida das famílias brasileiras”, finalizou o presidente.

CNseg lança a Casa do Seguro para a COP30, em Belém 

Com possíveis 10 patrocinadores, além de investimentos próprios, a Confederação Nacional das Seguradoras anuncia a Casa do Seguro. Segundo Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, o projeto faz parte da agenda da entidade de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas (COP 30) sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém.  

“O mercado segurador é um agente-chave na transição para uma economia mais verde e resiliente. A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, destaca Oliveira.

A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil. 

Dentre as atividades promovidas na Casa, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável.

O vídeo apresentado na coletiva não está disponível para divulgação ainda, mas mostrou um projeto audacioso e aderente ao estilo das seguradoras, que entregam eventos que sempre arrancam elogios dos mais exigentes públicos. Segundo informações da entidade, a Casa do Seguro terá 1,6 mil m² de área útil, divididos entre plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais. 

A iniciativa também refletirá o compromisso da CNseg com a sustentabilidade e a governança climática. Seu conceito foi fundado nas bases dos selos Evento Neutro e Resíduo Zero e no consumo de energia eficiente, além de contar com cenografia sustentável. O espaço também promoverá iniciativas de responsabilidade social com a comunidade local e utilizará mão de obra local e inclusiva.

A COP30 reunirá líderes mundiais, organizações internacionais e a sociedade civil para discutir os próximos passos no enfrentamento da crise climática global. A expectativa é trazer parceiros internacionais para a casa, como as congêneres da CNseg de outros, e também a  GFIA, que reúne todas as confederações do mundo. “A Casa do Seguro promete ser uma das iniciativas mais emblemáticas do evento, colocando o Brasil e o mercado segurador no centro das soluções para os desafios do século XXI”, disse Dyogo Oliveira.

Setor de seguros tem projeção de crescer na casa de um dígito em 2025 

Crescimento de um dígito das vendas do setor de seguros em 2025: 8,8%. Esta foi a previsão apresentada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em coletiva realizada nesta tarde, em São Paulo. Se considerado saúde, a estimativa sobre para 10,1% do setor, levando em conta uma projeção de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, Selic de 12,5% e inflação de 3,98%.

Para 2024, a projeção de crescimento é de 11,6%, com a arrecadação estimada em R$ 747,3 bilhões, considerando-se todos os produtos de seguros, previdência aberta, capitalização e a saúde suplementar.

Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, credita a desaceleração do crescimento do setor, em parte, a menor renda das famílias. “O processo de pouso suave da economia impacta a renda da população. Menos renda é menos consumo e, consequentemente, menos seguros são contratados.”

Em 2024, o maior destaque para a alta da arrecadação tem sido o segmento de cobertura de pessoas até setembro (últimos dados disponíveis), com avanço estimado de 15,6% no fechamento do ano. Mas na previsão de 2025 é este mesmo segmento que quebra o histórico de crescimento do setor na casa dos dois dígitos, uma vez que o avanço projetado para o próximo ano é de 9,5%.

A saúde suplementar tem indicadores de alta nominal de 10,9% em 2024 e 10,9% em 2025. Os produtos que integram Danos e Responsabilidades contribuirão para o aumento na arrecadação, com crescimento projetado de 7,1% até dezembro deste ano e 8,2% no decorrer de 2025. Já a Capitalização deve crescer 6,6% este ano e 5,5% no ano que vem.

A entidade também estima que o setor segurador terá uma participação de 6,4% no PIB nacional até o final do próximo ano, 0,1 p.p. a mais que o resultado estimado para este ano.

Prioridades da CNseg em 2025

Adaptação ao Marco Legal dos Seguros – “Para 2025, uma das nossas prioridades será a adaptação do setor ao novo Marco Legal dos Seguros. Publicaremos no início do ano um manual de interpretação e boas práticas sobre os contratos de seguros, que será uma ferramenta essencial para todo o mercado. Além disso, promoveremos uma série de seminários, nos quais o Judiciário terá um papel ativo, colaborando para o entendimento e aplicação da nova lei.

A lei foi fruto de 21 anos de debates e aprimoramentos, e o maior ganho que ela traz é a elevação do nível das garantias no setor. Ela proporciona mais segurança jurídica, especialmente no médio e longo prazo. No curto prazo, enfrentaremos um período de adaptação, durante o qual será fundamental construir consensos entre os players do mercado para evitar a judicialização desnecessária dos contratos.”

Regulamentação da Reforma Tributária – “Outra prioridade será acompanhar e contribuir para a regulamentação da reforma tributária. Este é um tema que impacta diretamente o nosso setor e exige atenção para garantir que o ambiente tributário seja justo e favorável ao desenvolvimento do mercado de seguros.”

Agenda Climática e COP 30 – “A agenda climática também estará no centro das nossas ações em 2025. Parte desse esforço está alinhada com os compromissos da COP 30, onde queremos reforçar o papel do setor de seguros como um agente transformador na gestão de riscos climáticos.”

Ampliação do Seguro Rural – “Vamos ampliar a atuação no segmento de seguro rural. Este é um mercado estratégico, fundamental para a sustentabilidade do agronegócio e a segurança alimentar do país.”

Discussão sobre a Longevidade – “A questão da longevidade será um tema que traremos ao debate em 2025. O envelhecimento da população impacta profundamente o setor de seguros, que precisa oferecer produtos e serviços mais alinhados às novas demandas de uma sociedade em transformação.”

“Por fim, estamos em um momento importante de transição interna, com a seleção de uma nova diretora de sustentabilidade, que terá a missão de liderar iniciativas estratégicas voltadas para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros”, finalizou.

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Crédito, seguros e saúde caminham para a hiperpersonalização com IA generativa

bruno porte mitsui

Fonte: Neurotech

“A IA generativa está possibilitando que as empresas voltem a conversar com seus clientes individualmente”. Frases como esta dita pelo diretor de Risco de Crédito e Modelagem do grupo Itaú, André Martins, marcaram a quarta edição do Neurotrends, fórum de discussões criado pela Neurotech, uma empresa B3 especializada na criação de soluções avançadas de Inteligência Artificial e Big Data.

O evento realizado nesta terça-feira (10) na Arena B3, em São Paulo, revelou as expectativas de alguns dos líderes dos segmentos de crédito, seguros e saúde a respeito da oportunidade de hiperpersonalização de produtos e serviços, mas também demonstrou uma preocupação com a necessidade de cuidado máximo com os desafios éticos que envolvem o uso da tecnologia.  

O evento, que teve como tema “Tendências e desafios dos mercados de crédito, saúde e seguros: A nova fronteira da IA Generativa. Separando o hype do que já é realidade”, reuniu renomados especialistas em inovação nos três mercados. Ao todo foram realizados cinco painéis nos quais foram debatidas as implicações do avanço da IA Generativa em cada segmento.

Para o CEO da Neurotech, Domingos Monteiro, as discussões revelaram basicamente três constatações a respeito da IA generativa. “O primeiro fator é que a tecnologia já está à disposição e não é mais uma barreira. O segundo é que o consumidor está mudando e não aceita mais facilmente produtos e serviços que não estejam de acordo com seus desejos e necessidades. Finalmente existe o consenso de que os dados que esses consumidores geram podem ajudar a dar a experiência que eles querem com um forte apoio da IA generativa”, avaliou. 

O diretor executivo de Crédito e Cobrança do Banco BV, Roberto Jabali, disse que a IA generativa tem possibilitado às empresas cada vez mais buscar insights para a segmentação de uma pessoa. “Nos últimos anos temos feito segmentação de grupos específicos, mas o ideal é ir reduzindo cada vez mais o tamanho desses grupos. A IA generativa caminha para permitir a redução ao menor tamanho possível que é o de uma única pessoa”, disse.

Apesar do entusiasmo, os debatedores não se esqueceram de alertar para a necessidade de cuidados no uso da tecnologia. De acordo com o Vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, o desafio ético em torno da IA generativa exige que as organizações treinem e remodelem sempre para que não haja agregação de preconceitos nos modelos porque isso tem potencial para derrubar instituições. “São novos riscos emergentes que a tecnologia nos traz, mas tudo está em nosso controle. Nada nasce se nós estivermos modelando corretamente”, disse.

No campo dos seguros, uma das impressões mais impactantes foi feita pelo vice-presidente de Tecnologia, Operações, Transformação e Dados da Axa, Bruno Porte (foto). Segundo ele, com a evolução da IA generativa, em cerca de 3 ou 4 anos provavelmente algumas das soluções das seguradoras talvez estejam embarcadas em um aplicativo existente no próprio carro do cliente porque aquele meio é muito mais conveniente para o usuário do que ele ter que baixar um aplicativo da seguradora em seu celular. “As seguradoras vão ter que entender que precisarão deixar de ser o sol, com todos os planetas girando ao seu redor, para ser apenas mais um planeta. Essa mudança vai acontecer a curto e médio prazo”, disse.

A respeito do impacto da  IA generativa nas operações de financiamento veicular, o Sócio & Head de Veículos no C6 Bank, Ricardo Bonzo, disse que a IA vem para dar escalabilidade no sentido de que a indústria possa ampliar as operações tendo a certeza da segurança para barrar as investidas de fraudadores e outros problemas. “Só para ter uma ideia, cerca de R$ 45 milhões em fraude aplicadas na leitura de placas foram evitados com uma solução de IA da Neurotech”, disse. 

O presidente da Omni, Heverton Peixoto revelou que neste segmento cerca de 25% dos contratos sofrem algum tipo de renegociação ao longo da sua vigência.  “Nós conseguimos melhorar entre 12% a 15% o valor recebido a partir do momento em que conseguimos usar algoritmos com IA mais sofisticados”, disse.

Já na área da saúde, além do apoio no combate a fraudes e abusos, a IA generativa está sendo vista como uma ferramenta capaz de inverter a lógica do setor.

Para o Diretor Executivo de Mercado, Tecnologia e Inovação da Seguros Unimed, Wilson Leal, a grande revolução da IA é permitir que o setor passe finalmente a se preocupar em cuidar verdadeiramente da saúde e não da doença. Neste sentido, o Innovation Lead na Astrazeneca, Dante Lopes, afirmou que a IA traz a possibilidade de conseguir diagnósticos precoces ou cada vez mais precoces. “Existem processos que já permitem identificar a possibilidade de alguém ter uma doença 5 anos antes ou até 7 anos antes dela se manifestar”, disse.

MetLife e General Atlantic lançarão joint venture de resseguros

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Fonte: Reuters

A MetLife e a General Atlantic anunciaram uma joint venture de resseguros, conforme informaram os executivos das empresas à Reuters nesta quarta-feira, marcando a mais recente tendência de seguradoras e gestores de investimentos alternativos se unirem para aumentar os retornos de ativos de seguro de baixo risco.

A nova empresa, chamada Chariot Reinsurance, contará com uma contribuição inicial de capital superior a US$ 1 bilhão, com MetLife e General Atlantic detendo, cada uma, cerca de 15% de participação acionária.

Juliana Alves assume comando da Swiss Re Brasil com saída de Fred Knapp para o IRB (Re)

Mais uma mulher no comando no mercado de re/seguros. A Swiss Re anuncia duas mudanças na liderança de equipe no Brasil. A partir de janeiro de 2025 Juliana Alves assume como líder de mercado da Swiss Re para o Brasil e o Cone Sul, substituindo Fred Knapp, que parte para um novo desafio — assume a vice-presidência financeira do IRB (Re), depois de quase 11 anos no grupo suíço, sendo cinco na liderança da equipe.

Juliana é a segunda mulher no comando de resseguros no Brasil. A primeira foi Margo Black, que liderou a operação local da Swiss Re entre 2012 e 2018. Juliana tem mais de 20 anos de experiência em posições de liderança sênior em re/seguros, com passagens por Londres, Munique e América Latina. Mais recentemente, liderou o negócio de resseguro facultativo P&C na América Latina.

Por sua vez, Jorge Guereca assumirá a posição de Head de Resseguro Facultativo P&C para a América Latina, sucedendo Juliana. Jorge conta com mais de 25 anos de experiência no setor, atuando em diversas áreas, como contratos, resseguro proporcional, resseguro facultativo e subscrição. Desde 2018, ele é responsável pelo negócio de Resseguro Facultativo P&C da Swiss Re para o México e a América Central. Ele continuará baseado na Cidade do México.

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Fred Knapp deixa Swiss Re e assume vice-presidência financeira no IRB (Re)

Frederico Knapp deixa o comando da operação local da Swiss Re depois de quase 11 anos no grupo suíço para assumir a vice-presidência financeira do IRB (RE), cargo que vinha sendo acumulado pelo presidente Marcos Falcão desde abril deste ano, com a saída de Rodrigo Botti. Segundo fato relevante publicado, Knapp assume a partir de 20 de dezembro e seu mandato vai até julho de 2025. No lugar de Knapp na Swiss Re assume Juliana Alves.

Knapp é formado em administração de empresas pela Universidade Paulista (Unip), com MBA em negócios internacionais pela Nova Southeastern University (NSU) e MBA em finanças, controladoria e auditoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O IRB tem apresentado uma recuperação significativa em 2024, revertendo as perdas dos anos anteriores. No terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 115,9 milhões, um aumento de 142,8% em relação ao mesmo período de 2023. Esse resultado inclui um lucro recorrente de R$ 82,6 milhões e um ganho não recorrente de R$ 33,4 milhões proveniente da venda de um terreno no Rio de Janeiro.

No acumulado de janeiro a setembro de 2024, o lucro líquido totalizou R$ 260,2 milhões, mais que o dobro dos R$ 114,2 milhões registrados em todo o ano de 2023. Além disso, o índice de sinistralidade no terceiro trimestre de 2024 foi de 67,9%, uma melhoria de 6,1 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice combinado também melhorou, atingindo 102,1%, uma redução de 8,1 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2023.

Brasil estará no centro de discussões globais e locais em 2025, segundo corretores de seguros

Um ano excelente. Assim, 2024 é definido pelos principais porta-vozes de seguradoras, resseguradoras e corretores de re/seguros em todo o mundo. O otimismo para 2025 é grande. A tendência das negociações aponta para uma leve estabilização de preços no segmento de riscos corporativos, após um longo período de aumento acentuado. Apesar de algumas reduções modestas nos índices gerais, como o relatório da Marsh, que indica uma queda média global de 1% no último trimestre, ainda há variações significativas entre regiões e linhas de negócios.

O mercado de Property & Casualty (P&C), influenciado por eventos climáticos e mudanças nas práticas de resseguro, tende a permanecer mais estável. Linhas de longo prazo, como responsabilidade civil e D&O, trazem incertezas devido a tendências complexas, como litígios em massa e eventos sistêmicos. A disponibilidade de dados mais robustos tem ajudado o setor a manter disciplina na precificação, evitando oscilações abruptas. O foco permanece em equilibrar adequação de preços e rentabilidade sustentável, adaptando-se às constantes mudanças nos riscos e condições do mercado.

No Brasil, Stephanie Zalcman, sócia e diretora na corretora Wiz Corporate, acredita que o mercado de seguros brasileiro em 2025 estará no centro de discussões globais e locais, especialmente diante de questões como mudanças climáticas, avanços tecnológicos e pressões econômicas. “A realização da COP 30 no Brasil simboliza uma oportunidade de colocar o país como protagonista nas soluções para riscos climáticos. No entanto, a lacuna entre o discurso e a prática ainda é evidente. Apesar da urgência, a baixa demanda por produtos voltados para riscos ambientais e a falta de incentivos fiscais dificultam a expansão desse segmento. Por outro lado, há um potencial inexplorado em setores como o agronegócio e a infraestrutura, que poderiam se beneficiar de soluções inovadoras, como seguros paramétricos e parcerias público-privadas”, comenta.

Segundo ela, a inflação moderada em 2025 traz alívio ao mercado, mas o impacto no custo de sinistros ainda será um desafio, especialmente nos setores automotivo e de saúde. Para responder a essa dinâmica, as seguradoras precisam inovar na precificação, explorando tecnologias de big data e inteligência artificial para personalizar produtos e otimizar custos. “O avanço do seguro cibernético, por exemplo, reflete uma tendência global que começa a ganhar força no Brasil. Com o aumento dos ataques digitais e a pressão regulatória, empresas de todos os portes estão percebendo a importância de mitigar riscos cibernéticos, abrindo espaço para um crescimento acelerado nesse nicho.”

Outro ponto crucial para o setor em 2025, segundo Zalcman, será a transformação digital e a competição acirrada com novos entrantes, como insurtechs e players internacionais. A necessidade de agilidade e inovação pressiona as seguradoras tradicionais a adotarem estratégias digitais robustas e centradas no cliente. Além disso, a guerra por talentos permanece, especialmente em áreas técnicas e tecnológicas. Empresas que investirem em capacitação, programas de ESG e políticas flexíveis de trabalho terão uma vantagem competitiva. Em suma, 2025 será um ano de grandes oportunidades para seguradoras que souberem unir tecnologia, sustentabilidade e personalização em suas estratégias, posicionando-se como parceiras indispensáveis na gestão de riscos.

Leo Dale, CEO da OneGlobal no Brasil, também destacou no planejamento de 2025 o tema mudanças climáticas: “A crescente preocupação com os riscos associados às mudanças climáticas pode levar a uma reavaliação das coberturas e ao aumento dos prêmios, especialmente em setores vulneráveis.”

A tecnologia segue entre as prioridades da corretora. “Corretoras e seguradoras seguirão investindo em tecnologias digitais para melhorar a eficiência e a experiência do cliente. Isso inclui a utilização de inteligência artificial e análise de dados para personalizar as ofertas”, afirma.

A cibersegurança que já vem ocupando um lugar de destaque há pelo menos uns cinco anos, continua no topo da lista de oportunidades de negócios. “Com o constante aumento das ameaças cibernéticas, a demanda por seguros que cubram riscos digitais deve crescer. As seguradoras devem desenvolver produtos mais robustos para atender a essa necessidade”, afirma.

Além de atender às demandas já existentes, Dale destaca a importância de criar produtos e serviços para riscos emergentes, com foco também na sustentabilidade. “A identificação e a cobertura de novos riscos, como pandemias e crises geopolíticas, serão cruciais. O mercado deve estar preparado para evoluir de acordo com esses desafios, sem esquecer da sustentabilidade, uma demanda crescente por práticas empresariais sustentáveis.”