FF Seguros mira R$ 2 bilhões em 2025 com foco em digitalização e expansão no segmento corporativo

marcel giacon, head comercial

A FF Seguros encerra 2024 com resultados expressivos e já projeta um ano de forte crescimento em 2025. A companhia pretende ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em prêmios emitidos, impulsionada por investimentos em digitalização, diversificação de produtos e expansão do atendimento ao segmento corporativo. A aposta da seguradora inclui o fortalecimento das parcerias estratégicas, novas soluções personalizadas e a ampliação do uso de tecnologia para otimizar a experiência dos corretores e clientes.

“Nosso principal objetivo para 2025 é ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões, promovendo crescimento sustentável e consolidando nossa atuação no segmento corporativo, com maior foco em soluções personalizadas e parcerias estratégicas. Continuaremos investindo na diversificação de canais e produtos, com ênfase na expansão do varejo e no fortalecimento das relações com corretores e parceiros”, destacou Marcel Giacon, Head Comercial da FF Seguros.

Segundo o executivo, o desempenho da companhia em 2024 foi marcado pela consolidação de resultados em linhas como P&C, Financial Lines, Cargo, Agro e Consumer. “Seguimos consolidando nosso papel como uma seguradora ágil, comprometida com resultados e focada na entrega de valor real aos nossos parceiros e clientes”, afirmou. Giacon ressaltou que a digitalização foi central nesse crescimento, com destaque para a evolução da plataforma FF Place, que simplificou a contratação de produtos e modernizou o atendimento aos corretores.

Ao comentar o cenário econômico, Giacon reconheceu que as reformas estruturais, como a tributária, e os investimentos em infraestrutura abriram oportunidades para o setor, especialmente no mercado de seguros corporativos e mid-market. Apesar de os resultados ainda estarem em fase inicial, a expectativa é de impactos mais sólidos em 2025.

Além disso, a FF Seguros investiu em inovação ao adotar um modelo comercial baseado em canais, aprimorando a sinergia entre equipes e fortalecendo o foco nas necessidades de cada cliente. “A implementação de uma ferramenta de CRM e a digitalização das ofertas nos ramos de Garantia e Agro foram fundamentais para o avanço deste ano”, afirmou Giacon.

De olho no futuro, a FF Seguros pretende se beneficiar do avanço da agenda econômica e da sanção da nova Lei do Seguro, que moderniza o setor e amplia suas bases regulatórias. “Com essas mudanças, acreditamos que será possível ampliar a relevância do seguro no Brasil, atingindo novos públicos e contribuindo para o crescimento sustentável até 2030”, concluiu o executivo.

AXA no Brasil prioriza diversificação dos canais de distribuição e o fortalecimento do compromisso ESG

A estratégia da AXA no Brasil de estar no Top 5 de suas linhas prioritárias até 2027 foi mantida em 2024 e consolidou o caminho para obter resultados expressivos também em 2025. “No final de outubro, a companhia já tinha obtido o mesmo volume de prêmios que fizemos em todo o ano de 2023 e, até o fim de dezembro, alcançaremos o crescimento planejado, mantendo os dois dígitos ano após ano”, conta a CEO Erika Medici, em entrevista ao Sonho Seguro.

O ano de 2024 foi marcado por grandes desafios para o setor de seguros no Brasil, especialmente devido à catástrofe das enchentes no Rio Grande do Sul, que colocou as mudanças climáticas definitivamente no foco do mercado. Apesar disso, o setor manteve-se resiliente e registrou crescimento. “Mesmo diante desses desafios, vemos que o segmento está firme e se manteve em crescimento”, destacou Erika. As seguradoras arrecadam R$ 361 bilhões de janeiro a outubro de 2024, crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

Os investimentos em tecnologia seguem na prioridade do orçamento da AXA, com avanços na digitalização dos produtos e agilidade na implantação de novas parcerias de afinidades. “Isso nos permite ampliar nossa capilaridade e nos aproximar de novos perfis de corretores e clientes”, afirmou. Segundo ela, a companhia também adotou estratégias para expandir o acesso ao seguro, especialmente para populações de baixa renda ou difíceis de alcançar, como parte de suas metas ESG. “Entendemos o canal de parcerias como um dos principais motores para ampliar essa fatia”, disse. Para isso, buscaram cooperativas de crédito, varejistas e fintechs que pudessem contribuir com essa missão.

Entre as iniciativas, Erika mencionou o trabalho com o CEAPE, uma OSCIP sediada no Maranhão que realiza microcréditos produtivos orientados como estratégia de combate à pobreza. “Atuamos com eles oferecendo produtos como proteção financeira, seguro de vida em grupo e residencial. Queremos ampliar nossa penetração nesse tipo de parceiros, levando o seguro para consumidores onde o impacto se mostra ainda maior.”

A executiva avalia que as reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo, como projetos de infraestrutura e programas de habitação impulsionaram linhas específicas de seguros, como engenharia e garantias. Contudo, ela pontua que “o potencial completo desses investimentos ainda não foi sentido, e há uma necessidade de maior sinergia entre os setores público e privado para acelerar o impacto. A AXA segue atenta às oportunidades e promovendo o diálogo para contribuir com soluções que ajudem a desenvolver o país.”

A inovação foi outro destaque da AXA em 2024. “Lançamos plataformas digitais para produtos como E&O, D&O e Responsabilidade Civil Geral, e devemos começar 2025 com outras novidades nesse campo”, revelou Erika. Além disso, a companhia trouxe para o mercado o seguro de Riscos Cibernéticos, uma linha com grande capacidade de crescimento. “Em 2025, traremos o nosso seguro Property renovado para incluir riscos da cadeia produtiva de energias renováveis e novidades em outras linhas dentro da vertical AXA Verde, apoiando a transição para uma economia mais sustentável.”

Para 2025, Erika destaca a diversificação dos canais de distribuição e o fortalecimento do compromisso ESG como prioridades. “A digitalização continua sendo uma aliada para tornarmos a operação mais simples, chegando a mais locais e ampliando nossa base de corretores”, explica.

A sustentabilidade segue firme na pauta da subsidiária francesa. “O AXA Verde também será central nos próximos passos da companhia. O mercado segurador é um ator importante no cenário de mudanças climáticas e podemos não só contribuir com o fortalecimento de negócios sustentáveis, como também devemos estar inseridos em debates sobre soluções que busquem mitigar os efeitos e consequências de eventos extremos.”

Segundo Erika, para avançar num mercado tão potencial como o Brasil, é preciso pensar em respostas que tragam segurança não só para os negócios, mas também para as pessoas e para o meio ambiente. “É mandatório adaptar os produtos a novas realidades e demandas para reduzirmos o Gap de proteção da sociedade brasileira”.

MAG Seguros colhe frutos dos investimentos em tecnologia e inovação e estreia da F Seguros

Helder Molina, CEO da companhia MAG Seguros, afirma que 2024 foi muito positivo tanto para a MAG Seguros quanto para o setor de seguros como um todo. Segundo o executivo, houve avanços significativos na conscientização da sociedade sobre a importância do seguro e da proteção financeira. “Temos observado que, a cada dia, cresce a conscientização das pessoas sobre o papel fundamental do seguro para proteger financeiramente as famílias. Isso é muito promissor para o setor e para a nossa companhia”, afirma.

Apesar do cenário econômico desafiador, com inflação elevada, Molina avalia que o setor de seguros demonstrou estabilidade e resiliência. A baixa penetração de seguros de vida no Brasil, comparada a países desenvolvidos, continua a ser uma oportunidade de crescimento. A MAG Seguros focou em investimentos robustos em tecnologia e inovação, destacando o lançamento de ferramentas como o MAGIA, desenvolvido em parceria com a Microsoft, que unifica informações internas e melhora a performance dos colaboradores. “Com o MAGIA, trouxemos inteligência artificial para dentro do nosso cotidiano, otimizando processos e tornando nossas entregas mais eficientes. É tecnologia na veia!”, celebra Molina.

Além disso, foi implementado o SARA, em colaboração com a Munich Re, que otimiza a análise de risco e torna os processos mais ágeis e personalizados para clientes e corretores. Na reta final do ano, a companhia lançou o GAC (Gestão de Atividades Comerciais), integrando ferramentas como Salesforce, Data Lake e Power BI para otimizar o planejamento e a execução de vendas. “Com o GAC, conseguimos integrar todas as etapas das atividades comerciais, garantindo mais agilidade e assertividade para nossa equipe de vendas”, explica.

Entre os grandes marcos de 2024, destaca-se a Favela Seguros, fruto da parceria entre a MAG Seguros e a Favela Holding, com o objetivo de levar proteção financeira a comunidades periféricas. Baseada em dados do Data Favela, a iniciativa foi desenhada para atender famílias em situação de vulnerabilidade econômica, capacitando consultores locais que entendem a realidade dessas comunidades.

“A Favela Seguros é uma iniciativa que nos enche de orgulho. Queremos levar proteção e segurança financeira para milhões de brasileiros que antes não tinham acesso a esses produtos. É uma revolução na inclusão financeira”, enfatiza Molina. Em fase piloto, a Favela Seguros já opera em quatro favelas, duas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, com previsão de expansão e lançamento oficial no primeiro semestre de 2025.

O rebranding da linha Bem-Estar para INVIDA e a introdução do Acolhe BEN, um processo mais eficiente e acolhedor para pagamento de benefícios, foram exemplos de como a MAG está inovando para atender melhor seus clientes. “Estamos sempre atentos às necessidades dos nossos clientes. Iniciativas como o INVIDA e o Acolhe BEN mostram nosso compromisso em oferecer soluções práticas e humanizadas, especialmente em momentos difíceis”, comenta.

Os investimentos em inteligência artificial (IA) também marcaram o ano. A companhia aplicou IA em processos como regulação de benefícios, definição de metas comerciais e alocação de recursos, além de reforçar sua área de dados para gerar insights estratégicos. Molina ressaltou que as inovações em IA não apenas otimizam tempo e processos, mas também elevam a experiência do cliente. “A inteligência artificial não é o futuro, é o presente. Estamos aplicando tecnologia de ponta para transformar nossa operação e oferecer um atendimento de excelência”, afirma.

Para 2025, a MAG Seguros planeja diversificar ainda mais seu portfólio, com foco na ampliação de produtos para alta renda e acumulação, bem como no lançamento oficial da Favela Seguros. Outro objetivo prioritário será fortalecer a conscientização da população brasileira sobre a importância do seguro, buscando aumentar o acesso a esses produtos em todas as faixas da sociedade. Molina reafirmou o compromisso da companhia em contribuir para o crescimento do mercado de seguros, que hoje representa 6% do PIB nacional, e atingir um impacto ainda maior até 2030. “Queremos ampliar o alcance do seguro no Brasil, trazendo soluções acessíveis e inovadoras para todos os públicos. Nosso compromisso é com um futuro mais seguro para todos”, conclui.

Swiss Re Corporate prevê avançar em grandes riscos, médio mercado e bancassurance

O ano de 2024 foi positivo para a Swiss Re Corporate Solutions Brasil, com expectativas de superar os R$ 1,5 bilhão em prêmios emitidos no país, reforçando a presença no segmento de riscos corporativos. “Esse desempenho reflete avanços significativos no médio mercado e bancassurance, em parceria com a Bradesco Seguros, que é sócia de nossa operação no Brasil”, comenta Guilherme Perondi, que assumiu a presidência da Swiss Re Corporate Solutions Brasil em junho deste ano.

O executivo destaca que os resultados variaram entre os ramos de seguros. “A queda dos preços de commodities agrícolas e questões climáticas impactaram negativamente o setor de seguros agrícolas, que apresentou retração de 18% até setembro, enquanto o seguro garantia cresceu mais de 22%, impulsionado por um CARF mais atuante e taxas de juros altas.”

A Swiss Re Corporate vem registrando avanço no acesso no médio mercado e no bancassurance. “Estamos expandindo nossa atuação com soluções simplificadas para riscos médios e uma nova família de produtos digitais, como Agro, Cyber, RC Profissionais, Empresarial e Engenharia Reforma e Construção. Tivemos um crescimento de 25% nesses segmentos, consolidando nossa presença e relevância.”

Em relação às reformas e investimentos, Perondi enfatiza a importância dos investimentos privados. “As maiores oportunidades vieram de setores como energia e papel e celulose, que continuam atraindo capital e novos projetos. Além disso, a valorização do dólar impulsionou compras de ativos brasileiros, gerando oportunidades de seguro garantia para fusões e aquisições.” O segmento de concessões e privatizações também se destacou, com os leilões de governos estaduais, criando demanda por seguros para obras, onde a seguradora mantém uma presença expressiva, acrescenta Perondi.

Assim como tem reforçado todo o setor, a inovação foi um pilar em 2024, com investimentos em digitalização e novos produtos. “Lançamos mais de 20 produtos digitais, incluindo RC Profissionais para autônomos e pequenas empresas e um seguro de Engenharia inovador para reformas e construções, com cotação e emissão online.” Isso foi possível pela maior oferta de meios de pagamentos. “Adicionamos débito em conta para produtos digitais e, até o final do ano, implementaremos o boleto PIX.”

O otimismo é grande para 2025 na Swiss Re Corporate Solutions Brasil. Segundo Perondi, a empresa manterá a estratégia de longo prazo, fortalecendo a posição em grandes riscos, expandindo no médio mercado e avançando no bancassurance com mais produtos digitais e tecnologia. “A parceria com a Bradesco Seguros é vista como um diferencial estratégico. Temos o privilégio de contar com um sócio que nos estimula a melhorar e avançar sempre.”

Senado aprova regras para cooperativas de seguros e projeto vai à sanção de Lula

O Plenário da Senado aprovou, nesta terça (17/12), o PLP 143/2024, que regulamenta a constituição, o funcionamento e a fiscalização das cooperativas de seguro e as operações de proteção patrimonial mutualista. A matéria vai à sanção presidencial. Se aprovada pelo presidente Lula, as cooperativas estarão autorizadas a constituir seguradoras com o mesmo tipo de isenção fiscal dado hoje ao crédito. De autoria do ex-deputado Lucas Vergílio (Solidariedade-GO), estabelece a Superintendência de Seguros Privados (Susep) como reguladora desses mercados.

Este é um tema que sempre preocupou a liderança do mercado de seguros, uma vez que a concorrência no setor passa a ser ainda mais acirrada e vinha sendo citado por Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, como um dos assuntos prioritários na agenda da entidade. Um ponto polêmico, porém, foi trecho que permite a criação de cargos na Susep, que foi aprovado no texto final. A base do governo, no entanto, afirmou que o trecho poderá ser vetado.

A ideia é regulamentar e incorporar estas entidades ao sistema formal de seguros. A lei prevê um regime de transição que deve durar até 3 anos, dando um prazo inicial de 6 meses para as entidades regularizarem a situação, começando pelo cadastro na Susep. Em 2022, a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) estimou que havia mais de 600 associações de proteção veicular no Brasil, com cerca de 4,5 milhões de associados. Mas este número avançou muito nos últimos dois anos.

A Susep estima que mais de 5 milhões de automóveis estejam protegidos no País pelas mais de 3 mil associações de proteção veicular (APVs). Estes grupos, que operam à margem da lei, serão trazidos para a regulação do setor após a aprovação de um projeto que traz regras para o funcionamento delas. “Estamos falando em um aumento de mais 5 a 8 milhões de veículos na frota segurada, ou de 25% a 30% no segmento de proteção do automóvel”, disse à Coluna do Estadão o diretor da Susep Carlos Queiroz. De 37 autorizadas, o universo de empresas que atuarão no segmento sairá para “centenas”, de acordo com ele.

As cooperativas e associações precisarão contratar administradores – uma nova figura jurídica criada pela lei e que será supervisionada pela Susep – que são empresas com conhecimento técnico e que terão a responsabilidade de fazer a gestão dos recursos e riscos. Segundo Glaucia Carvalhal, diretora jurídica da CNseg, as administradoras são peças fundamentais para o regime de proteção patrimonialista funcionar, constituídas como SA com finalidade específica.

A associação deverá celebrar, como condição para início e continuidade da operação de proteção patrimonial, contrato de prestação de serviços com Administradora de operações de proteção patrimonial mutualista, no qual deverão ser estabelecidas as particularidades operacionais do grupo e as obrigações da associação contratante, da administradora contratada, e dos participantes do grupo de proteção patrimonial mutualista.

“Este contrato de prestação de serviços deverá obedecer a critérios estabelecidos pelo CNSP, inclusive no que diz respeito aos direitos e obrigações da associação contratante, da administradora contratada e dos participantes do grupo de proteção patrimonial mutualista, sendo que caberá à administradora gerenciar os valores arrecadados dos participantes e proceder ao pagamento das garantias cobertas”, explica Glaucia.

Sobre a administração das operações de proteção patrimonial mutualista, o texto dispõe que esta é privativa de administradora constituída sob a forma de sociedade por ações que tenha por objeto social exclusivo gerir a operação de proteção patrimonial mutualista e que seja previamente autorizada a funcionar pela Susep.

A administradora será responsável pelas seguintes operações, sem prejuízo de outras que vierem a ser estabelecidas pelo CNSP: (i) processamento de adesões ao contrato de participação, bem como de renovações, alterações, repactuações e cancelamentos; (ii) arquivamento de dados cadastrais e de documentação de participantes, beneficiários e, se for o caso, de corretores de seguros, demais intermediários e seus prepostos; (iii) cálculo, cobrança e recolhimento do rateio mutualista de despesas e outros valores; (iv) regulação e liquidação de eventos cobertos; e (v) pagamento de indenizações e adimplemento de outras obrigações relacionadas à garantia de eventos.

Os recursos dos grupos de proteção patrimonial mutualista arrecadados pela administradora, a qualquer tempo, devem ser depositados e aplicados, desde a sua disponibilidade e enquanto não utilizados para as finalidades previstas no contrato de participação por adesão, na forma estabelecida: (i) pelo Conselho Monetário Nacional, quanto aos recursos garantidores de provisões técnicas; e (ii) pelo CNSP, quanto aos demais recursos.

Após a constituição da seguradora, com capital mínimo de cerca de R$ 15 milhões para atuar em seguro de vida no Brasil, a cooperativa poderá buscar financiamento com as seguradoras e resseguradoras do setor, Pelo texto, caberá ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) definir quais danos dos participantes e de terceiros serão cobertos pelas garantias desse tipo de operação, bem como normas para assegurar a solidez e liquidez dessas entidades.

A proposta visa garantir segurança jurídica às pessoas que contratarem seguros, ao definir limites de atuação para essas entidades e penalidades, caso sejam constatadas irregularidades. O tema tem sido nos últimos anos uma das prioridades da Agenda Institucional do Cooperativismo, segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), que trabalhou de forma intensa junto à outras entidades setoriais, além do Ministério da Fazenda e da Susep, para assegurar a construção de um texto que permita a regulação adequada do modelo cooperativista.

“Este é um novo marco legal, que se traduz em grande avanço para o Brasil e que abre novas perspectivas e oportunidades para todo o mercado de seguros no Brasil, notadamente para os consumidores e Corretores de Seguros”, afirma o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que se empenhou na aprovação, tanto na Câmara quanto no Senado, de um texto que atendesse a esses objetivos. Vergilio acrescenta que, com esse projeto, nasce um novo mercado, regulado, com proteção e segurança para todos, notadamente para o consumidor e “com novas e boas oportunidades para os Corretores de Seguros”.

O projeto contou com a relatoria do senador Weverton (MA), que apresentou parecer favorável ao texto construído pelos deputados, com alguns ajustes redacionais pontuais. “A aprovação da proposta representa um marco histórico, pois vai oportunizar que a atuação das cooperativas seja ampliada para os segmentos nos quais há operação de seguradoras constituídas sob forma de sociedade anônima”, explica a OCB em nota. “Essa conquista representa um passo fundamental rumo a um setor de seguros mais acessível e inovador, capaz de atender às necessidades dos brasileiros e contribuir para o crescimento da economia do país”.

Ricardo Balbinot, diretor da Cresol e representante da OCB no grupo de trabalho do setor de cooperativismo do Congresso, participou do desenhou a lei aprovada ontem. Segundo ele, cooperativismo é um modelo de organização econômica que surgiu no século XIX, com o objetivo de promover a cooperação entre os indivíduos para atender necessidades comuns.

Originado na Europa, especificamente na Inglaterra, com o movimento dos Rochdale Pioneers em 1844, o cooperativismo se baseia em princípios fundamentais como a adesão voluntária, o controle democrático, a participação econômica dos membros, a autonomia e independência, a educação, o treinamento e a informação, além do interesse pela comunidade. Esses princípios orientam as cooperativas a operarem em benefício de seus associados, promovendo o desenvolvimento social e econômico.

“Com a regulamentação do seguro de proteção mútua, as cooperativas poderão oferecer produtos que garantem a proteção dos seus associados de maneira mais acessível. Isso significa que pessoas que antes não tinham acesso a seguros tradicionais poderão contar com uma cobertura adequada, promovendo a inclusão financeira”, afirma em nota.

Balbinot acredita que a entrada das cooperativas no mercado de seguros impulsionará a inovação. “Com a concorrência saudável que surge, as cooperativas serão incentivadas a desenvolver produtos mais atrativos e personalizados, que atendam às necessidades específicas de seus associados. Isso não só beneficiará os consumidores, mas também elevará o padrão do setor como um todo.”

O mercado de seguros no Brasil é vasto e possui um grande potencial de crescimento. Com a inclusão das cooperativas, estima-se que haja uma expansão significativa na oferta de produtos de seguro, atraindo novos associados e aumentando a participação das cooperativas no mercado. Isso não só beneficiará as cooperativas individualmente, mas também contribuirá para a saúde econômica do setor de seguros como um todo.

De acordo com a OCB, as cooperativas veem ao encontro de uma das principais prioridades do setor: a educação financeira. “Historicamente, temos um papel educacional nas comunidades. Com a introdução dos seguros, elas poderão promover campanhas de conscientização sobre a importância da proteção financeira e dos seguros, educando seus membros sobre como utilizar esses produtos de forma eficaz.”

WTW comemora crescimento em 2024 e avança com inovações estratégicas, afirma o CEO Eduardo Takahashi

A WTW finaliza 2024 celebrando um ano de resultados expressivos e avanços significativos em diversas frentes estratégicas. “Estamos finalizando 2024 com resultados muito positivos, consolidando diversas estratégias de crescimento iniciadas em 2022, como as transformações digitais e a simplificação de processos, entre outras iniciativas. Nos destacamos especialmente nas áreas de consultoria para pessoas e previdência, com o lançamento de projetos inovadores, como uma plataforma tecnológica voltada para a gestão financeira de indivíduos em diferentes fases da vida”, afirmou Eduardo Takahashi, CEO da WTW, em entrevista ao Sonho Seguro.

Com o encerramento do triênio 2022-2024, a WTW inicia um novo ciclo com metas ambiciosas para os próximos três anos. “Nossas metas prioritárias incluem continuar expandindo em segmentos estratégicos, como previdência, agronegócio, construção e riscos corporativos, além de investir em tecnologia para melhorar a eficiência e a distribuição de produtos. Estamos confiantes de que conseguiremos acelerar nosso ritmo de crescimento por meio da inovação em produtos e de parcerias estratégicas”, explicou Takahashi.

O executivo está otimisma em relação a 2025, destacando a expectativa de que investimentos represados em infraestrutura finalmente avancem. “Esperamos um 2025 dinâmico, com a expectativa de que esses investimentos ganhem força e impulsionem o mercado de seguros no Brasil”.

Takahashi destaca a diversificação do portfólio neste ano, abrangendo novas linhas de risco, como D&O, cyber e soluções financeiras. “Apesar desses avanços, não podemos deixar de observar que o setor de seguros enfrentou alguns desafios ao longo do ano. Fatores climáticos, como as chuvas intensas que afetaram a região Sul do Brasil, somados a uma conjuntura econômica desafiadora, marcada pela alta taxa de juros, impactaram tanto os investimentos quanto novos projetos no setor”, destacou Takahashi.

Ainda assim, o avanço da WTW foi expressivo. “Conseguimos alcançar um crescimento orgânico de 50% no triênio 2022-2024. Somente em 2024, até novembro, registramos um aumento de quase 40% no volume de prêmios de seguro em comparação a 2023, o que nos motiva a trabalhar com cada vez mais inteligência e eficiência junto ao mercado, sempre visando trazer soluções de valor para nossos clientes.”

A ampliação do acesso a mercados menos explorados foi um dos destaques do ano. Segundo Takahashi, a companhia intensificou esforços de digitalização e inovação para atender segmentos de menor acesso. “A WTW está sempre atenta às oportunidades de inovação e crescimento. Intensificamos nossos esforços de digitalização e inovação de produtos para atender mercados de menor acesso. Um exemplo claro disso foi o trabalho junto aos bancassurance, que foi fortalecido com a implementação de novas plataformas tecnológicas, proporcionando maior eficiência e permitindo a massificação de produtos complexos de forma simplificada”, explicou.

A companhia também investiu em parcerias estratégicas com Managing General Agents (MGAs), criando soluções mais acessíveis e personalizadas, o que resultou em redução de custos operacionais e maior penetração no mercado.

Outro setor promissor identificado pela WTW foi o de Data Centers, que estão migrando para o Brasil em busca de energia renovável e aproveitando a transição energética. “Identificamos oportunidades promissoras nesse setor, alinhadas às tendências de sustentabilidade e inovação no país”, apontou Takahashi.

“Buscamos trazer soluções inovadoras, como seguros cibernéticos e soluções financeiras para executivos, ambos com alta demanda no mercado. Adicionalmente, avançamos em produtos no setor de previdência, consolidando nossa posição como líderes em inovação dentro desse segmento”, afirmou Takahashi.

Mesmo com resultados positivos, o executivo ressaltou os desafios enfrentados pelo setor de seguros em 2024, especialmente devido ao cenário econômico. “As reformas e os investimentos públicos não atingiram os resultados esperados, em parte devido às taxas de juros elevadas e a alguns obstáculos, como a insegurança jurídica, que impactaram a execução de processos e demandas”, analisou Takahashi.

HDI integra três empresas e está pronta para acelerar em 2025

O Grupo HDI encerra 2024 com aquela sensação de orgulho, após fazer a integração de três empresas e começa 2025 com um planejamento estratégico que promete impulsionar as parcerias comerciais diante da entrega de produtos sob medida e uma jornada fluída para os clientes finais. “Estamos muito satisfeitos com os resultados de 2024, que refletem o esforço de toda a nossa equipe e a estratégia que adotamos para atender melhor nossos clientes e parceiros comerciais”, afirmou Marcos Machini, vice-presidente Comercial do Grupo HDI, em entrevista ao Sonho Seguro.

A digitalização foi um dos principais pilares da atuação da HDI em 2024. Segundo o executivo, a empresa investiu significativamente em tecnologia para melhorar a experiência do cliente e dos corretores. “Nosso foco tem sido oferecer soluções ágeis e práticas, com plataformas digitais que facilitem o dia a dia do corretor e permitam um atendimento mais eficiente para os segurados.”

Além da tecnologia, a diversificação de produtos também foi destaque. Machini explicou que a HDI expandiu seu portfólio em segmentos estratégicos, como seguros residenciais e para pequenas e médias empresas. “Acreditamos que a diversificação é essencial para atender às diferentes necessidades dos nossos clientes e acompanhar as mudanças no mercado.”

Sobre os desafios enfrentados pelo setor, Machini mencionou que a conjuntura econômica exigiu criatividade e resiliência. “O mercado de seguros precisa se adaptar rapidamente às mudanças econômicas e regulatórias. Por isso, trabalhamos para desenvolver soluções que sejam acessíveis e flexíveis, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.”

Com relação ao papel dos corretores, o vice-presidente Comercial destacou a importância dessa parceria para a HDI. “Os corretores são nossos principais aliados. Temos investido muito em treinamentos e ferramentas que possibilitem que eles ofereçam o melhor serviço aos clientes. Essa proximidade é um dos diferenciais que nos ajudam a crescer.”

Para 2025, Machini revelou que a HDI seguirá com uma estratégia voltada à expansão e inovação. “Estamos otimistas em relação ao próximo ano. Nossa meta é continuar crescendo em todas as linhas de negócios e consolidar a HDI como uma referência no mercado de seguros no Brasil.”

Ao final, o executivo enfatizou o compromisso do grupo com a sustentabilidade e a responsabilidade social. “Estamos cada vez mais alinhados com práticas sustentáveis e projetos que impactem positivamente a sociedade. Esse é um caminho sem volta, e queremos ser protagonistas nessa transformação. Estamos confiantes de que viveremos um 2025 dinâmico, cheio de oportunidades e ainda mais próximo de seus parceiros comerciais e clientes”.

Porto Seguro prioriza ampliar a inclusão securitária e fortalecer a presença no mercado

O ano de 2024 foi bastante positivo para a Porto Seguro, tanto em vendas quanto em resultados. “Observamos um crescimento significativo além do segmento de automóveis, com produtos como seguros de vida, empresarial, bicicletas e celulares ganhando cada vez mais relevância no mercado, o que reflete nossa estratégia de diversificação”, conta Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguros.

Os resultados do terceiro trimestre de 2024 confirmam esse movimento. A Unidade Porto Seguro foi responsável por 59,3% da composição do resultado¹, seguida por Porto Bank (22,8%), Porto Saúde (10,6%) e Porto Serviço (7,2%). Nos nove primeiros meses de 2024, o lucro líquido do grupo atingiu a marca de R$ 2 bilhões, um aumento de 25,2% em relação aos 9M23. Já o ROAE foi de 20,4% no período, constituído por uma rentabilidade sobre o patrimônio acima de 20% em todas as verticais tanto no trimestre quanto no acumulado do ano. “Tivemos um crescimento expressivo de 8,1% no seguro Patrimonial e de 10,4% no seguro de Vida, evidenciando o avanço em categorias que atendem às novas demandas dos nossos clientes”, acrescenta Leite.

Um dos principais avanços foi o desenvolvimento do novo portfólio de seguros automotivos, que trouxe uma gama de opções para diferentes necessidades. “Esse lançamento marca um passo importante na evolução dos produtos oferecidos pela companhia, com soluções que vão desde coberturas básicas até opções premium.” Segundo o executivo, uma base importante desta conquista está na utilização da inteligência artificial. “A IA é utilizada pela empresa em processos que vão desde o cálculo de preços até a regulamentação de sinistros. No seguro residencial, por exemplo, a tecnologia possibilita o monitoramento em tempo real para prevenir danos.”

Tida no mercado como a “mais querida” dos corretores de seguros, Leite destaca que a companhia manteve seu compromisso com os parceiros comerciais. “São profissionais extremamente relevantes para todo o nosso ecossistema. Promovemos diversas iniciativas para enaltecer seu papel em todas as operações da Porto nos mercados onde atuamos.”

A Porto também tem se debruçado no tema inclusão securitária, com esforços na criação de produtos acessíveis. “Estamos desenvolvendo produtos de ticket baixo e ofertas mais segmentadas, como o Azul por Assinatura, que facilita a gestão do orçamento e garante uma excelente relação custo-benefício.” Outro exemplo é o Vida do Seu Jeito, “um seguro de vida acessível e personalizável, permitindo ao cliente escolher as coberturas que melhor atendem às suas necessidades”, destacou.

O avanço da digitalização na seguradora líder de automóvel e residência no Brasil também impulsionou o desempenho em 2024. “O App da Porto foi uma das nossas estratégias de maior sucesso, reunindo seguros e soluções financeiras em um único lugar. Hoje, 60% da base de clientes acessa a plataforma pelo menos duas vezes por mês.”

O tema mudanças climáticas já tem feito parte da estratégia central do grupo há temos e se tornou ainda mais prioritário com a severidade e intensidade que chuvas e inundações tem acontecido no Brasil, como a tragédia em abril no Sul do Pais. Além das ações para mitigar riscos e para atender com mais agilidade clientes e não clientes num evento catastrófico para atender clientes de automóvel, a Porto avança no seguro residencial. “Há uma busca crescente por opções relacionadas a danos elétricos e vendavais, além de coberturas para alagamentos e inundações.”

Para 2025, Rivaldo destaca o foco em inovação. “Nosso objetivo é expandir o portfólio de produtos além do segmento automotivo, promovendo maior integração entre as unidades de negócio e fortalecendo o cross-sell.” Além disso, a companhia continuará investindo em ferramentas para corretores. “Lançamos melhorias no COL, nosso portal online, para otimizar a gestão de carteiras e proporcionar mais eficiência.”

As metas prioritárias para o próximo ano incluem ampliar a inclusão securitária e fortalecer a presença no mercado. “Estamos otimistas com a estabilização econômica e o crescimento do PIB. Continuaremos focados em soluções inclusivas, ajustadas às necessidades dos clientes, e na expansão regional.” Por fim, Rivaldo Leite reforça a importância do cliente e dos corretores no centro das decisões. “Nossos 37 mil corretores são essenciais para manter o alto nível de confiança e excelência que nossos clientes esperam da companhia.”

Munich Re quer ampliar proteção para riscos climáticos no Brasil

Munich Re Brasil

Em 2024, o setor de seguros enfrentou desafios significativos, mas também registrou avanços importantes. Os eventos climáticos extremos, como inundações e queimadas, reforçaram a necessidade de melhorar a percepção de riscos e ampliar a inclusão no mercado de seguros, especialmente no que diz respeito à proteção contra riscos climáticos. “Esses fenômenos, que têm se tornado mais frequentes, impactaram diversas linhas de seguros, exigindo o uso de metodologias sofisticadas de avaliação de risco e tecnologias avançadas por parte das empresas do setor”, destacou Agnieszka Lyniewska, Client Management Executive da Munich Re no Brasil.

Embora áreas como o seguro agrícola tenham apresentado resultados positivos, destacando o potencial de recuperação do mercado, “os seguros de propriedade e automóveis foram fortemente impactados, demandando adaptações e novas coberturas”, acrescentou.

A Munich Re, nesse contexto, dedicou-se a oferecer soluções sofisticadas alinhadas às necessidades de seus clientes. “A combinação de excelência em subscrição e desenvolvimento de produtos adequados tem sido crucial para lidar com riscos emergentes e cada vez mais complexos”, explicou Agnieszka. “Estamos comprometidos em continuar evoluindo e fornecendo soluções robustas para essa nova realidade”, reforçou.

Um dos maiores desafios do setor no Brasil é reduzir a lacuna de proteção, especialmente em populações de baixa renda ou de difícil acesso. Apesar dos esforços do mercado, o impacto ainda é modesto. “Um exemplo foi o evento de inundações no Rio Grande do Sul, onde apenas 10% a 15% das perdas foram cobertas por seguros”, apontou a executiva.

Para que as iniciativas gerem resultados duradouros, é essencial contar com um ambiente regulatório claro e favorável. “A capacidade de resseguro desempenha um papel crucial nesse processo, proporcionando segurança para o desenvolvimento de novos produtos e serviços”, destacou.

Além disso, ela enfatizou a necessidade de reduzir ineficiências no mercado, que tornam o custo de distribuição proibitivo. “Nesse cenário, a digitalização e a introdução de seguros paramétricos surgem como soluções promissoras, tornando os seguros mais acessíveis e ajustados às necessidades de um público mais amplo e diversificado”, afirmou.

As reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criaram expectativas positivas para o setor, embora seus impactos concretos ainda não sejam totalmente visíveis. “A promessa de melhorias na infraestrutura pode oferecer oportunidades significativas para o mercado de seguros, ampliando a proteção e a gestão de riscos”, disse Agnieszka.

Entretanto, a executiva observou que “a alocação tardia de subsídios para o seguro agrícola comprometeu o pleno desenvolvimento desse segmento em 2024”. Além disso, a crescente discussão pública sobre prevenção e mitigação de riscos, especialmente climáticos, está pressionando o setor a se adaptar, oferecendo soluções mais robustas para lidar com desastres naturais.

Em termos de inovação, a Munich Re investiu fortemente em 2024, destacando áreas como seguro agrícola e riscos climáticos. “Estamos trabalhando para desenvolver ferramentas e metodologias que melhorem a avaliação de risco, permitindo aos nossos clientes gerenciar melhor suas exposições e precificar de forma mais precisa”, destacou. “Nosso compromisso é continuar fornecendo soluções robustas, inovadoras e adaptadas às necessidades do mercado”.

Seguros de aeronaves acompanha crescimento da aviação executiva

Fonte: Vokan

O resultado positivo para a Vokan Seguros em 2024 vai de encontro ao crescimento da aviação executiva no país. O Brasil tem a segunda maior frota do mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) aponta que em agosto deste ano o país tinha 10,1 mil aeronaves utilizadas pela aviação executiva, contra pouco mais de 9,7 mil no mesmo período de 2023.

A Vokan atua no mercado há mais de dez anos e tem mais de 3 mil clientes em sua carteira. A empresa registrou um crescimento entre 25% e 30% no número de seguros aeronáuticos neste ano. Para 2025, a empresa prevê crescer na mesma porcentagem. Para se preparar, a empresa contratou duas novas pessoas para o time de vendas da divisão de seguros aeronáuticos e investiu em uma consultoria estratégica, que envolve também um programa de desenvolvimento de líderes.

Para Luiz Eduardo Moreira, o Duda, CEO da Vokan Seguros, a expectativa para 2025 é que o mercado de aviação continue aquecido. “O número de aeronaves continuará a crescer no Brasil no ano que vem, e isso trará novas oportunidades de negócios com novos clientes”. 

A Vokan participou no início de dezembro da segunda edição do Honeywell Operators Conference, encontro voltado à aviação executiva que trata de temas como tendências e inovações tecnológicas no segmento realizado em São Paulo (SP). O evento serviu também para o lançamento da 33ª edição do relatório “Global Aviation Outlook”. O documento prevê a entrega de cerca de 8.500 aeronaves executivas nos próximos dez anos no mundo, em negociações que podem superar US$ 280 bilhões.

A Honeywell é uma tradicional fabricante de aviônicos e fornecedora de motores e soluções tecnológicas para aviação em geral, e aproveitou o encontro para avaliar o panorama atual da indústria e gerar planos de ação de curto, médio e longo prazos, que possam contribuir para garantir a continuidade de seus negócios.

O CEO da Vokan participou do evento como palestrante e aproveitou para falar do mercado de aviação e da importância do seguro para aeronaves. “Foi um encontro com uma audiência extremamente qualificada, com a participação de grandes parceiros e clientes fiéis. Uma ótima oportunidade para apresentar a importância do seguro aeronáutico para um mercado que não para de crescer, felizmente”.

A conferência também deu uma visão geral do mercado, bem como sessões e palestras sobre orientação de manutenção, motores, navegação de segurança com pilotos e a evolução da conectividade via satélite para a aviação. Além da Vokan Seguros, outras empresas também participaram do evento, como Timbro Trading, Duncan Aviation, StandardAero e Bombardier. Um dos apresentadores durante a conferência foi Bruce Dickinson, piloto comercial e de jatos executivos, historiador e entusiasta da aviação e vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden.

Dados do setor

Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) também mostram que, dentre as 10,1 mil aeronaves utilizadas na executiva, mais de 680 são destinadas ao táxi-aéreo, uma das modalidades da também chamada aviação de negócios. Sozinhas, elas ultrapassam a frota de aviação comercial brasileira, que em agosto passado registrava 531 unidades. São 145 empresas atuando no setor executivo, contra menos de dez companhias aéreas. E a aviação geral também supera a comercial em capilaridade: enquanto aeronaves comerciais operam em 176 localidades, aviões e helicópteros executivos podem pousar e decolar em todos os 3.756 aeroportos e 1.365 helipontos do país.

Dentre as mais de 10,1 mil aeronaves em operação, 5,8 mil são aviões com motores a pistão (0,3% de crescimento no período), 1,9 mil com motores turbo-hélice (19% de crescimento) e 907 a jato (9% de crescimento); 1,2 mil helicópteros com motores com turbina (12% a mais) e 242 a pistão (2% de crescimento).