Porto Seguro prioriza ampliar a inclusão securitária e fortalecer a presença no mercado

O ano de 2024 foi bastante positivo para a Porto Seguro, tanto em vendas quanto em resultados. “Observamos um crescimento significativo além do segmento de automóveis, com produtos como seguros de vida, empresarial, bicicletas e celulares ganhando cada vez mais relevância no mercado, o que reflete nossa estratégia de diversificação”, conta Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguros.

Os resultados do terceiro trimestre de 2024 confirmam esse movimento. A Unidade Porto Seguro foi responsável por 59,3% da composição do resultado¹, seguida por Porto Bank (22,8%), Porto Saúde (10,6%) e Porto Serviço (7,2%). Nos nove primeiros meses de 2024, o lucro líquido do grupo atingiu a marca de R$ 2 bilhões, um aumento de 25,2% em relação aos 9M23. Já o ROAE foi de 20,4% no período, constituído por uma rentabilidade sobre o patrimônio acima de 20% em todas as verticais tanto no trimestre quanto no acumulado do ano. “Tivemos um crescimento expressivo de 8,1% no seguro Patrimonial e de 10,4% no seguro de Vida, evidenciando o avanço em categorias que atendem às novas demandas dos nossos clientes”, acrescenta Leite.

Um dos principais avanços foi o desenvolvimento do novo portfólio de seguros automotivos, que trouxe uma gama de opções para diferentes necessidades. “Esse lançamento marca um passo importante na evolução dos produtos oferecidos pela companhia, com soluções que vão desde coberturas básicas até opções premium.” Segundo o executivo, uma base importante desta conquista está na utilização da inteligência artificial. “A IA é utilizada pela empresa em processos que vão desde o cálculo de preços até a regulamentação de sinistros. No seguro residencial, por exemplo, a tecnologia possibilita o monitoramento em tempo real para prevenir danos.”

Tida no mercado como a “mais querida” dos corretores de seguros, Leite destaca que a companhia manteve seu compromisso com os parceiros comerciais. “São profissionais extremamente relevantes para todo o nosso ecossistema. Promovemos diversas iniciativas para enaltecer seu papel em todas as operações da Porto nos mercados onde atuamos.”

A Porto também tem se debruçado no tema inclusão securitária, com esforços na criação de produtos acessíveis. “Estamos desenvolvendo produtos de ticket baixo e ofertas mais segmentadas, como o Azul por Assinatura, que facilita a gestão do orçamento e garante uma excelente relação custo-benefício.” Outro exemplo é o Vida do Seu Jeito, “um seguro de vida acessível e personalizável, permitindo ao cliente escolher as coberturas que melhor atendem às suas necessidades”, destacou.

O avanço da digitalização na seguradora líder de automóvel e residência no Brasil também impulsionou o desempenho em 2024. “O App da Porto foi uma das nossas estratégias de maior sucesso, reunindo seguros e soluções financeiras em um único lugar. Hoje, 60% da base de clientes acessa a plataforma pelo menos duas vezes por mês.”

O tema mudanças climáticas já tem feito parte da estratégia central do grupo há temos e se tornou ainda mais prioritário com a severidade e intensidade que chuvas e inundações tem acontecido no Brasil, como a tragédia em abril no Sul do Pais. Além das ações para mitigar riscos e para atender com mais agilidade clientes e não clientes num evento catastrófico para atender clientes de automóvel, a Porto avança no seguro residencial. “Há uma busca crescente por opções relacionadas a danos elétricos e vendavais, além de coberturas para alagamentos e inundações.”

Para 2025, Rivaldo destaca o foco em inovação. “Nosso objetivo é expandir o portfólio de produtos além do segmento automotivo, promovendo maior integração entre as unidades de negócio e fortalecendo o cross-sell.” Além disso, a companhia continuará investindo em ferramentas para corretores. “Lançamos melhorias no COL, nosso portal online, para otimizar a gestão de carteiras e proporcionar mais eficiência.”

As metas prioritárias para o próximo ano incluem ampliar a inclusão securitária e fortalecer a presença no mercado. “Estamos otimistas com a estabilização econômica e o crescimento do PIB. Continuaremos focados em soluções inclusivas, ajustadas às necessidades dos clientes, e na expansão regional.” Por fim, Rivaldo Leite reforça a importância do cliente e dos corretores no centro das decisões. “Nossos 37 mil corretores são essenciais para manter o alto nível de confiança e excelência que nossos clientes esperam da companhia.”

Munich Re quer ampliar proteção para riscos climáticos no Brasil

Munich Re Brasil

Em 2024, o setor de seguros enfrentou desafios significativos, mas também registrou avanços importantes. Os eventos climáticos extremos, como inundações e queimadas, reforçaram a necessidade de melhorar a percepção de riscos e ampliar a inclusão no mercado de seguros, especialmente no que diz respeito à proteção contra riscos climáticos. “Esses fenômenos, que têm se tornado mais frequentes, impactaram diversas linhas de seguros, exigindo o uso de metodologias sofisticadas de avaliação de risco e tecnologias avançadas por parte das empresas do setor”, destacou Agnieszka Lyniewska, Client Management Executive da Munich Re no Brasil.

Embora áreas como o seguro agrícola tenham apresentado resultados positivos, destacando o potencial de recuperação do mercado, “os seguros de propriedade e automóveis foram fortemente impactados, demandando adaptações e novas coberturas”, acrescentou.

A Munich Re, nesse contexto, dedicou-se a oferecer soluções sofisticadas alinhadas às necessidades de seus clientes. “A combinação de excelência em subscrição e desenvolvimento de produtos adequados tem sido crucial para lidar com riscos emergentes e cada vez mais complexos”, explicou Agnieszka. “Estamos comprometidos em continuar evoluindo e fornecendo soluções robustas para essa nova realidade”, reforçou.

Um dos maiores desafios do setor no Brasil é reduzir a lacuna de proteção, especialmente em populações de baixa renda ou de difícil acesso. Apesar dos esforços do mercado, o impacto ainda é modesto. “Um exemplo foi o evento de inundações no Rio Grande do Sul, onde apenas 10% a 15% das perdas foram cobertas por seguros”, apontou a executiva.

Para que as iniciativas gerem resultados duradouros, é essencial contar com um ambiente regulatório claro e favorável. “A capacidade de resseguro desempenha um papel crucial nesse processo, proporcionando segurança para o desenvolvimento de novos produtos e serviços”, destacou.

Além disso, ela enfatizou a necessidade de reduzir ineficiências no mercado, que tornam o custo de distribuição proibitivo. “Nesse cenário, a digitalização e a introdução de seguros paramétricos surgem como soluções promissoras, tornando os seguros mais acessíveis e ajustados às necessidades de um público mais amplo e diversificado”, afirmou.

As reformas e os investimentos públicos anunciados pelo governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criaram expectativas positivas para o setor, embora seus impactos concretos ainda não sejam totalmente visíveis. “A promessa de melhorias na infraestrutura pode oferecer oportunidades significativas para o mercado de seguros, ampliando a proteção e a gestão de riscos”, disse Agnieszka.

Entretanto, a executiva observou que “a alocação tardia de subsídios para o seguro agrícola comprometeu o pleno desenvolvimento desse segmento em 2024”. Além disso, a crescente discussão pública sobre prevenção e mitigação de riscos, especialmente climáticos, está pressionando o setor a se adaptar, oferecendo soluções mais robustas para lidar com desastres naturais.

Em termos de inovação, a Munich Re investiu fortemente em 2024, destacando áreas como seguro agrícola e riscos climáticos. “Estamos trabalhando para desenvolver ferramentas e metodologias que melhorem a avaliação de risco, permitindo aos nossos clientes gerenciar melhor suas exposições e precificar de forma mais precisa”, destacou. “Nosso compromisso é continuar fornecendo soluções robustas, inovadoras e adaptadas às necessidades do mercado”.

Seguros de aeronaves acompanha crescimento da aviação executiva

Fonte: Vokan

O resultado positivo para a Vokan Seguros em 2024 vai de encontro ao crescimento da aviação executiva no país. O Brasil tem a segunda maior frota do mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) aponta que em agosto deste ano o país tinha 10,1 mil aeronaves utilizadas pela aviação executiva, contra pouco mais de 9,7 mil no mesmo período de 2023.

A Vokan atua no mercado há mais de dez anos e tem mais de 3 mil clientes em sua carteira. A empresa registrou um crescimento entre 25% e 30% no número de seguros aeronáuticos neste ano. Para 2025, a empresa prevê crescer na mesma porcentagem. Para se preparar, a empresa contratou duas novas pessoas para o time de vendas da divisão de seguros aeronáuticos e investiu em uma consultoria estratégica, que envolve também um programa de desenvolvimento de líderes.

Para Luiz Eduardo Moreira, o Duda, CEO da Vokan Seguros, a expectativa para 2025 é que o mercado de aviação continue aquecido. “O número de aeronaves continuará a crescer no Brasil no ano que vem, e isso trará novas oportunidades de negócios com novos clientes”. 

A Vokan participou no início de dezembro da segunda edição do Honeywell Operators Conference, encontro voltado à aviação executiva que trata de temas como tendências e inovações tecnológicas no segmento realizado em São Paulo (SP). O evento serviu também para o lançamento da 33ª edição do relatório “Global Aviation Outlook”. O documento prevê a entrega de cerca de 8.500 aeronaves executivas nos próximos dez anos no mundo, em negociações que podem superar US$ 280 bilhões.

A Honeywell é uma tradicional fabricante de aviônicos e fornecedora de motores e soluções tecnológicas para aviação em geral, e aproveitou o encontro para avaliar o panorama atual da indústria e gerar planos de ação de curto, médio e longo prazos, que possam contribuir para garantir a continuidade de seus negócios.

O CEO da Vokan participou do evento como palestrante e aproveitou para falar do mercado de aviação e da importância do seguro para aeronaves. “Foi um encontro com uma audiência extremamente qualificada, com a participação de grandes parceiros e clientes fiéis. Uma ótima oportunidade para apresentar a importância do seguro aeronáutico para um mercado que não para de crescer, felizmente”.

A conferência também deu uma visão geral do mercado, bem como sessões e palestras sobre orientação de manutenção, motores, navegação de segurança com pilotos e a evolução da conectividade via satélite para a aviação. Além da Vokan Seguros, outras empresas também participaram do evento, como Timbro Trading, Duncan Aviation, StandardAero e Bombardier. Um dos apresentadores durante a conferência foi Bruce Dickinson, piloto comercial e de jatos executivos, historiador e entusiasta da aviação e vocalista da banda de heavy metal Iron Maiden.

Dados do setor

Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) também mostram que, dentre as 10,1 mil aeronaves utilizadas na executiva, mais de 680 são destinadas ao táxi-aéreo, uma das modalidades da também chamada aviação de negócios. Sozinhas, elas ultrapassam a frota de aviação comercial brasileira, que em agosto passado registrava 531 unidades. São 145 empresas atuando no setor executivo, contra menos de dez companhias aéreas. E a aviação geral também supera a comercial em capilaridade: enquanto aeronaves comerciais operam em 176 localidades, aviões e helicópteros executivos podem pousar e decolar em todos os 3.756 aeroportos e 1.365 helipontos do país.

Dentre as mais de 10,1 mil aeronaves em operação, 5,8 mil são aviões com motores a pistão (0,3% de crescimento no período), 1,9 mil com motores turbo-hélice (19% de crescimento) e 907 a jato (9% de crescimento); 1,2 mil helicópteros com motores com turbina (12% a mais) e 242 a pistão (2% de crescimento).

Icatu Seguros adota tokenização e amplia taxa de aprovação de pagamentos de Seguro de Vida para 98%

A Icatu Seguros alcançou uma taxa de aprovação de 98% nos pagamentos do Seguro de Vida Individual via cartão de crédito com a adoção de tecnologia de tokenização, que substitui o número do cartão por um token seguro, reduzindo fraudes e também melhorando as taxas de aprovação. Desenvolvido em parceria com a Mastercard e a Pagar.me — meio de pagamento digital e omnichannel da StoneCo., o sistema permite o compartilhamento seguro e transparente de informações por meio da tokenização e criptografia, assegurando a atualização automática das informações do cartão em caso de alterações, como revisão de dados ou upgrade.

A solução, que prevê proporcionar ainda mais comodidade aos corretores, protege os dados de pagamento ao longo de todo o fluxo e elimina a necessidade de ajustes manuais por parte dos clientes, o que normalmente seria exigido em casos de perda, roubo, extravio do cartão, mudança de produto, entre outros fatores. Desde sua implementação em agosto, a tecnologia já elevou a taxa de aprovação dos pagamentos da seguradora em 8,5 pontos percentuais.

Essa automação é viabilizada pela tecnologia de tokenização end-to-end, que requer que todas as partes envolvidas estejam em conformidade com rigorosas normas de segurança e compliance – neste caso, a Icatu Seguros, Pagar.me, Mastercard e o banco emissor do cartão. O projeto envolve os contratos de seguros pagos com cartão da bandeira Mastercard, que hoje representam cerca de 60% da carteira da seguradora.

“A digitalização dos pagamentos trouxe uma nova realidade, em que o cliente precisa atualizar dados de pagamento em múltiplas plataformas ao trocar o cartão. No caso dos contratos de Seguro de Vida, essa atenção especial é ainda mais crucial para garantir a manutenção dessa importante proteção. É justamente nessa jornada de simplificação que estamos trabalhando com essa inovação. Ela chega para desonerar tanto o dia a dia do segurado quanto o do corretor de seguros, o desobrigando da necessidade de acionar o cliente em caso de falhas no pagamento”, afirma Luciana Bastos, Diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros.

Uma pesquisa da Statista projeta que até 2026 o segmento de vendas online representará aproximadamente um quarto do total global de vendas, com o modelo de pagamento Card on File (armazenamento seguro dos dados do cartão) crescendo rapidamente. A expansão da preferência por cartões, somada ao aumento de acesso à internet e à popularidade de serviços de assinatura, impulsiona essa tendência.

“Um dos nossos princípios na Icatu é simplificar a experiência dos nossos clientes e parceiros, reduzindo a burocracia. A parceria com a Mastercard e a Pagar.me resultou nesse avanço, elevando nossa taxa de aprovação de 89% para 98%. Assim, garantimos que o cliente Icatu sempre tenha acesso ao que há de mais inovador e seguro no mercado”, destaca Rafael Gonzaga, head de Meios de Pagamento da Icatu Seguros.

“A Mastercard é reconhecida por estar na vanguarda das tendências tecnológicas e da digitalização dos meios de pagamento por meio de um ecossistema conectado e baseado em tokenização e criptografia. Incluímos inovações, como a tokenização, que estão por trás de diferentes métodos de pagamentos, como carteiras digitais e o recém-lançado Click to Pay, facilitando pagamentos e transações e tornando a experiência de compra mais simples, rápida e segura”, declara Roberta Valle, vice-presidente de Retail & Commerce da Mastercard Brasil.

“O projeto pioneiro de tokenização com a Icatu Seguros foi realizado de forma colaborativa, e os resultados comprovam o potencial dessa tecnologia inovadora, com impactos significativos no aumento da taxa de conversão, consequência direta da maior segurança no fluxo transacional. Como player no setor de meios de pagamento, nosso papel nesse processo é intermediar e facilitar a implementação da tecnologia, atuando de forma próxima aos negócios para incentivar e democratizar o uso de ferramentas que promovam maior segurança e conversão para nossos clientes”, comenta William Toshio, Head de Produto do Pagar.me.

Pioneirismo no setor – A Icatu Seguros tem uma trajetória de protagonismo no mercado de Seguro de Vida. Entre os projetos inovadores estão a implementação de inteligência artificial para agilizar processos de aceitação de risco e o lançamento da A.V.I., assistente virtual que apoia corretores e acelera em 85% as cotações de seguro de vida.

Reconhecida no segmento de Vida, a Icatu Seguros registrou R$ 2,4 bilhões em prêmios retidos no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 21% em comparação com o mesmo período de 2023, com destaque para o segmento de Vida Individual, que teve um crescimento de 91%.

Corretora Anhumas Seguros reposiciona marca para ampliar crescimento no mercado corporativo

Fonte: Anhumas

A Anhumas, especialista em gestão de riscos, seguros e benefícios corporativos com 41 anos de existência e atuação no mercado nacional, passa a se chamar Umma Seguros. A mudança é acompanhada de uma reformulação completa da marca, com a revisão do propósito corporativo, posicionamento para o mercado e uma nova identidade visual e verbal.

Segundo Nicholas Weiser, CEO da empresa, a ação busca valorizar a experiência humana e o cliente no centro das relações como impulsionadores das soluções da marca. “Essa mudança é essencial para preparar a corretora para o futuro, acompanhando e impulsionando seu plano de crescimento nos segmentos de seguros, riscos e benefícios”, destaca.

O duplo M da nova marca reforça o compromisso de parceria e de estar ao lado do cliente a todo tempo. “O nome preserva o legado, a essência e o forte reconhecimento da marca no mercado, trazendo consigo os atributos de tradição, confiança e solidez, porém, em uma versão renovada, simplificada e contemporânea”, afirma Anna Azem, sócia da agência de branding Dubu, responsável pela nova marca.

A executiva ressalta que a identidade visual traz o cliente no centro. Já a confiança é representada pelos tons de azul, a proximidade representada pelo laranja e a tecnologia representada pelo verde limão.

Para a criação da nova marca e nome, a agência Dubu realizou um diagnóstico profundo da marca, cultura e imagem da empresa, analisando fatores internos (lideranças e colaboradores) e fatores externos (clientes e parceiros), além da realização de um estudo sobre o mercado de seguros corporativos no Brasil e no mundo.

“Identificamos pontos chave de manutenção e de mudança para a evolução da empresa. Revelamos seu propósito, atualizamos seus valores, definimos a personalidade da marca e, a partir daí, criamos a identidade visual e verbal que representam a essência e a estratégia da companhia”, finaliza Azem.

Nova diretoria da Fenaprevi é eleita

A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, em Assembleia Geral Ordinária com as associadas, elegeu os novos dirigentes da entidade que representa empresas e entidades atuantes nos segmentos de previdência privada aberta e de seguros de pessoas.

De acordo com a Federação, Edson Franco, atual presidente e CEO da Zurich Brasil, foi reeleito, em chapa única, para o triênio 2025 – 2028 (07/02/2025 a 06/02/2028). A posse da diretoria estatutária irá ocorrer no início de fevereiro de 2025.

Conheça os demais membros da diretoria estatutária da Fenaprevi para o período:

1° Vice-presidente:

Jorge Pohlmann Nasser, Bradesco Vida e Previdência S/A

Vice-presidentes:

Alexandre Petrone Vilardi, Icatu Seguros S/A 

Ângela Beatriz de Assis, Brasilprev Seguros e Previdência S/A 

Eduardo Nogueira Domeque, Itaú Vida e Previdência S/A 

Francisco Alves de Souza, Comprev Vida e Previdência S/A

Diretores:

Amâncio Paladino Messina Alvino, XP Vida e Previdência S.A. 

Amauri Aguiar de Vasconcelos, Brasilseg Companhia de Seguros 

Andrea Crisanaz, Generali Brasil Seguros S/A 

Antonio Francisco Lima de Rezende, Prudential do Brasil Vida em Grupo S.A. 

Breno Persona Machado Gomes, Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada S/A 

Carlos Eduardo Naegeli Gondim, Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais 

Felipe Costa da Silveira Nascimento, Mapfre Previdência S/A 

Ilton Roberto Brum de Oliveira, Gboex Grêmio Beneficente 

Jorge de Souza Andrade, Capemisa Seguradora de Vida e Previdência S.A 

Leandro Martinez Raymundo, Chubb Seguros Brasil S.A. 

Marcelo Goldman, Tokio Marine Seguradora S/A 

Marcelo Malanga, Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência S/A

Marcelo Pimentel Mello, Sul América Seguros de Pessoas e Previdência S/A

Milton Amengual Machado, Aspecir Previdência

Oriovaldo Pereira Lima Filho, Previmil Vida e Previdência S/A

Osmar Navarini, Mongeral Aegon Seguros e Previdência S/A

Pedro Cláudio de Medeiros Bocayuva Bulcão, Sinaf Previdencial Cia. de Seguros

Ricardo José Iglesias Teixeira, Centauro Vida e Previdência S/A

Rodrigo Passadore Constantino, Caixa Vida e Previdência S/A

Allianz: crescimento de dois dígitos em vendas de seguros e melhor rentabilidade

Eduard Folch CEO da Allianz
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A Allianz Seguros encerra 2024 com resultados expressivos, consolidando-se como uma das principais seguradoras no mercado brasileiro. Segundo o CEO da empresa, Eduard Folch, o desempenho foi positivo em todas as linhas de negócio. “Entre janeiro e setembro deste ano, crescemos acima do mercado em quase todos os segmentos, com destaque para o Automóvel, onde tivemos um avanço de 5% frente aos 2,2% registrados pelo setor”, afirmou. O faturamento da companhia no período foi de R$ 7,1 bilhões, um aumento de quase 9% em relação a 2023, colocando a Allianz entre os 10 maiores players do setor no Brasil.

A diversificação e o aprimoramento contínuo das ofertas foram pilares desse crescimento, mas desafios também marcaram o ano. Folch destacou a competitividade na precificação do seguro de automóvel como um dos principais obstáculos. Ainda assim, ele projeta que a Allianz deve encerrar 2024 com crescimento superior ao do mercado.

Para expandir o acesso ao seguro, a Allianz lançou produtos mais acessíveis e customizáveis. “Apresentamos ofertas enxutas que contemplam as coberturas principais. No seguro Residência, por exemplo, criamos o pacote ‘Compacto’, que inclui proteção contra incêndio, danos elétricos, RC Familiar e eventos climáticos. Já no seguro de Vida Individual, lançamos a Oferta Personalizada, permitindo que os clientes escolham coberturas e assistências conforme suas necessidades”, explicou. Essa abordagem resultou em avanços significativos: 20,6% de crescimento em Residência, 27,8% em Vida e 5% em Auto nos nove primeiros meses de 2024.

A empresa também se beneficiou de investimentos públicos anunciados pelo governo brasileiro em outubro, especialmente no setor de infraestrutura. “Estamos preparados para atender à crescente demanda gerada por esses investimentos, oferecendo soluções completas para todas as etapas do ciclo de vida dos empreendimentos”, afirmou o executivo. A Allianz projeta um crescimento de 30% na carteira de Riscos de Engenharia até o final do ano, impulsionada por projetos em infraestrutura, energia e indústrias.

No campo da inovação, a Allianz investiu em digitalização e diversificação de canais de distribuição. “O corretor segue como nosso principal parceiro, mas também estamos ampliando canais complementares para atender diferentes perfis de clientes”, destacou Folch. A criação da marca Allianz Commercial, voltada ao mercado corporativo, e o uso de tecnologias como Inteligência Artificial e metodologias ágeis estão entre os destaques da estratégia da companhia.

Para 2025, as metas incluem diversificar ainda mais o portfólio, com foco em linhas como Residencial, Empresarial PME, Condomínio, Rural e Vida. “Continuaremos investindo em estratégias de cross-selling e em novos clientes no Brasil, buscando crescimento de dois dígitos em prêmios e melhorias nos índices de sinistralidade e rentabilidade”, afirmou o CEO. Ele também ressaltou o compromisso da Allianz em ouvir corretores e clientes para traduzir suas demandas em soluções concretas, reforçando a dedicação da empresa a uma trajetória sustentável de crescimento.

Guy Carpenter planeja inovações em coberturas agregadas e limites catastróficos revisados

A Guy Carpenter, corretora de resseguros, teve um ano de 2024 muito positivo, de acordo com seu CEO, Pedro Farme. Ele destaca que a empresa avançou significativamente, tanto com novos clientes quanto com a expansão de parcerias existentes. “Entendemos a operação de contratos como uma parceria e um posicionamento consultivo que viabiliza a realização do plano de negócios dos mercados”, afirmou. Como resultado, a empresa conseguiu expandir em pelo menos 10 novas linhas ou carteiras de startups de seguradoras no Brasil, além de ampliar sua atuação em outras já representadas. No total, a Guy Carpenter ultrapassou R$ 4 bilhões em prêmios de resseguros transacionados, e mais de meio bilhão de reais foram recuperados em sinistros decorrentes de eventos no Rio Grande do Sul.

Entre as inovações, o CEO destacou o lançamento do Modelo Probabilístico de Alagamento em agosto, que se tornou amplamente utilizado no segundo semestre de 2024. “É o primeiro desse tipo e ainda único no Brasil, equiparando nosso mercado com outras regiões mais acostumadas a esse tipo de evento no acesso a estatísticas e simulações”, explicou. Farme enfatiza que o modelo trouxe impactos significativos no aumento das proteções adquiridas e oferecidas pelas seguradoras, resultando em benefícios para os segurados e para a sociedade, com uma maior oferta de produtos e preços competitivos. Além disso, o modelo incorpora simulações relacionadas ao aquecimento global e mudanças climáticas, permitindo que os clientes entendam os impactos potenciais em seus portfólios.

O setor de resseguros como um todo também demonstrou resiliência em 2024, segundo Farme, especialmente na resposta às chuvas no Rio Grande do Sul. Ele destacou a capacidade do mercado de adaptar coberturas e cláusulas para atender às necessidades decorrentes desses eventos. Contudo, desafios persistem, como a crescente preocupação com perdas de processos judicializados e a necessidade de informações mais detalhadas para melhor quantificação e precificação de riscos. Apesar disso, ele observa grandes oportunidades no setor. “Reduzir o gap de proteção é uma oportunidade que traz benefícios mútuos: maior resiliência econômica, redução de impactos sociais e individuais e mais negócios para o setor”, pontuou.

Farme também vê grandes perspectivas com a agenda de industrialização e infraestrutura do governo, que considera essenciais para o crescimento do setor. Olhando para 2025, ele espera inovações em coberturas agregadas e limites catastróficos revisados. Além disso, a Guy Carpenter planeja avançar no lançamento de modelos únicos no Brasil, incluindo um modelo probabilístico de queimadas, algo que já foi feito em outros países e que responde a um problema recorrente no Brasil. “Entender e quantificar o risco é a melhor forma de estruturar programas de resseguro”, afirmou.

Para alcançar as metas de participação no PIB do mercado de resseguros até 2030, Farme defende a expansão de seguros diretos, investimentos em infraestrutura e flexibilização de produtos, especialmente no segmento corporativo. Ele também menciona a importância de limites maiores para coberturas, como a de terceiros no seguro de automóvel, e a adaptação a novas economias e indústrias. “Precisamos de marcos que permitam maior flexibilidade nos produtos para acompanhar as mudanças do mercado”, concluiu.

Infraestrutura interligada com as mudanças climáticas está no foco da corretora de seguros Marsh

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O ano de 2024 foi marcado por desafios e oportunidades para o mercado de seguros. Na avaliação de Paula Lopes, presidente da Marsh no Brasil, a companhia manteve sua trajetória de crescimento e reposicionamento estratégico. “A Marsh, que sempre foi uma empresa completa em termos de produtos e de geografias, seguiu buscando penetração e aumento de share em regiões economicamente estratégicas do país. Queremos estar bem próximos do Sul, para ajudar na recuperação da região, além do interior de São Paulo, que tem o agribusiness como um propulsor para a economia do país.”

A executiva destaca que, em um ano de transformações, a empresa assumiu um papel ainda mais consultivo, ajudando os clientes a aproveitar as melhores oportunidades em gestão de riscos e seguros. “Foi um ano de reposicionamento da estratégia, com muito foco em desempenhar um papel consultivo para os clientes, aproveitando as melhores oportunidades de gestão de risco e de seguros que surgem neste ambiente em transformação.”

Entre os avanços de 2024, Paula cita a introdução de inovações como seguros paramétricos e o uso de inteligência artificial. “A Marsh, juntamente com o mercado segurador, está se transformando, oferecendo oportunidades para os clientes se destacarem em um cenário competitivo e dinâmico”, afirmou.

O portfólio de produtos e serviços da Marsh também evoluiu, com destaque para as áreas de consultoria de riscos, Cyber e Marine. “Estamos com nossa gama de serviços em alta na parte de consultoria de riscos, sendo capazes de aportar valor no processo do cliente, especialmente nas áreas de seguros e gerenciamento de riscos.” Paula ressalta que a crescente preocupação com mudanças climáticas abriu novas oportunidades. “A visão das mudanças climáticas trouxe uma oportunidade com clientes, que agora nos procuram para ajudá-los a entender os riscos e trazer as soluções.”

Sobre o mercado segurador, Paula avalia que 2024 apresentou uma desaceleração no crescimento do setor, mas trouxe também novas possibilidades. “O mercado de riscos corporativos do Brasil deve crescer abaixo de 10% em 2024, uma desaceleração em relação aos anos anteriores. Porém, embora haja desaceleração, existem oportunidades em diferentes linhas de negócio.” Ela observa que o ambiente econômico, marcado pelo aumento da taxa de juros, contribuiu para o controle da inflação, mas limitou os investimentos estruturais no país, impactando o mercado de seguros.

Ainda assim, a competição entre seguradoras, resseguradoras e brokers trouxe benefícios para os clientes. “Houve um aumento de competição entre seguradoras e resseguradores, colocando bastante pressão nas taxas e condições”, afirmou Paula. Além disso, a análise de risco em propriedades evoluiu devido aos impactos crescentes dos eventos climáticos. “A análise de risco em propriedades tem se sofisticado, com modelos avançados ajudando seguradoras a ajustar preços de forma mais precisa.”

Para 2025, a Marsh planeja intensificar sua atuação em inovação tecnológica e novos produtos. “Será um ano no qual a Marsh conseguirá trazer várias inovações tecnológicas importantes para os clientes, reduzindo o tempo de resposta e diminuindo processos internos.” A empresa também dará atenção à adequação de contratos e às recentes mudanças regulatórias no setor, como a nova legislação para seguros de transporte rodoviário. “Essas mudanças visam aumentar a segurança e a responsabilidade no transporte de mercadorias”, explicou Paula.

Entre as prioridades para o próximo ano, estão os segmentos de Gestão de Benefícios, Cyber, Garantia, Crédito e Infraestrutura. “A parte de Infraestrutura, interligada com as mudanças climáticas, ajudando todo o escoamento do agribusiness, também é nosso foco.” A executiva reforça que o Brasil possui um enorme potencial de crescimento no setor de seguros e que a estabilidade econômica será essencial para alcançar os objetivos até 2030. “Temos que ter um ambiente de estabilidade econômica e fiscal para termos mais investimentos no país”, pontuou.

“O ponto principal é conseguirmos melhorar a experiência do cliente em todos os elos da cadeia. Apólices emitidas de forma correta, regulações de sinistros feitas com clareza e pagamentos de sinistros em tempo são fundamentais para um mercado mais estável e confiável.”

Ecoassist avança com projetos sustentáveis para seguradoras

O ano de 2024 foi marcado por avanços significativos para a Ecoassist e para o setor de seguros, especialmente na temática da sustentabilidade. “Fortalecemos e ampliamos nossos serviços ESG, como o Assistência Placas Solares, que visa atender a um mercado em amplo crescimento, e o Projeto Oficina Sustentável, que contribui para que as oficinas reparadoras tenham seus processos dentro da legislação ambiental”, contou Eber Sousa, representante da Ecoassit. “Além disso, a Ecoassist expandiu os benefícios ambientais no seguro automóvel. “Permitir que segurados descartem móveis e outros itens de maneira ecológica amplia nossa contribuição para um mercado mais sustentável.”

O mercado de seguros enfrenta desafios para se adequar às regulamentações ambientais estipuladas pela Susep. As normas de produtos sustentáveis previstas para 2025 exigem adaptação e inovação das empresas para atender às demandas de um mercado cada vez mais consciente, o que beneficia empresas como a Ecoassist.

As reformas promovidas pelo governo em 2024 também foram apontadas como positivas para o setor. “A Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR), regulamentada em 2024, traz incentivos fiscais promissores para projetos de reciclagem, fomentando a economia circular e aumentando a competitividade de empresas que adotam modelos sustentáveis.” Embora os resultados concretos ainda não sejam visíveis, Eber vê perspectivas positivas para 2025. “O mercado de seguros poderá ser beneficiado ao promover novos serviços em prol da reciclagem, deduzindo valores parciais do IRPJ.”

O executivo destacou as iniciativas para integrar benefícios ambientais a diferentes produtos. “Incluímos benefícios ambientais nos seguros Residenciais, Auto e Empresariais, ampliando o volume de itens descartados corretamente em todas as camadas da sociedade.” Ele ressaltou a importância de parcerias com o terceiro setor. “A cada tonelada de resíduo processado, há uma reinserção financeira na economia através da mão de obra de instituições parceiras. A geladeira que poderia parar na esquina é coletada e transformada em matéria-prima.”

A inovação foi outro destaque no setor em 2024. “O mercado avançou com produtos como seguros para placas solares e coberturas atreladas a catástrofes ambientais, além de impulsionar a digitalização e os seguros cibernéticos.” Para 2025, a expectativa é de consolidação dessas tendências. “Esperamos novos produtos voltados à sustentabilidade e maior uso de tecnologia para personalizar coberturas e tornar soluções mais acessíveis.”

Sobre as metas para o próximo ano, Eber está otimista. “Estamos inaugurando uma nova sede em Barueri e vamos criar uma recicladora de automóveis, que integrará outras linhas de destinação, como de eletrodomésticos e móveis.” Além disso, a empresa busca ampliar iniciativas existentes. “Vamos expandir o Projeto Oficina Sustentável e os benefícios ambientais em seguros residenciais e empresariais.”

Outro ponto importante para 2025 é o mercado de crédito de carbono. “Com a regulamentação desse mercado, estamos estruturando o processo de geração de créditos ao mercado de seguros, alinhando-nos às novas exigências e expectativas.”