OCB celebra avanço e espera por regulamentação em 2025

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O setor de cooperativas no Brasil comemora a aprovação da PLP 143/2024, que regulamenta as sociedades cooperativas de seguros. O marco legal é visto como um passo importante para consolidar o papel das cooperativas no mercado e impulsionar seu crescimento. Com otimismo, Ricardo Balbinot, Professor de Seguros Rurais da ENS e diretor Institucional da OCB-MT, aguarda a definição das regras complementares pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), prevista para o início de 2025.

Para ele, a regulamentação é um divisor de águas para o setor. “O avanço da legislação permite que as cooperativas se estruturem para atender às necessidades dos cooperados com um modelo de negócio diferenciado e inclusivo”, afirmou.

Embora a lei já esteja aprovada, o próximo desafio é a regulamentação pelas autarquias responsáveis. “Os grupos de trabalho estão em andamento, e acredito que as regras serão conhecidas ainda no primeiro trimestre de 2025. O processo de autorização depende da regulamentação, que poderá incluir particularidades do segmento, influenciando nas análises de registro perante o Sistema OCB”, explicou Balbinot.

As cooperativas de seguros deverão cumprir normas semelhantes às das seguradoras, como a composição de reservas técnicas e capital mínimo. “O custo de capital, incluindo reservas técnicas e despesas administrativas, naturalmente influencia o preço final do seguro, mas isso faz parte do equilíbrio necessário para a sustentabilidade do setor”, destacou.

Balbinot também acredita que a experiência do mercado consolidado será uma referência importante para o desenvolvimento das cooperativas. “Os órgãos reguladores precisam observar critérios proporcionais ao porte e à relevância sistêmica das instituições, garantindo que o segmento se desenvolva com segurança e eficiência”, disse.

O modelo híbrido das cooperativas, que combina atendimento presencial e digital, é visto como um diferencial estratégico. “As cooperativas mantêm o relacionamento próximo com as comunidades, enquanto utilizam a tecnologia para oferecer serviços de maneira eficiente. Esse equilíbrio permite atender tanto clientes que valorizam a presença física quanto os que preferem o digital”, analisou Balbinot.

Com cerca de 25% da população brasileira já envolvida com o cooperativismo, as expectativas para o segmento de seguros são positivas. “Acredito que o público que já tem alguma relação com o cooperativismo dará preferência às cooperativas de seguros. Além disso, produtos como saúde, automóvel, vida, residencial e agrícolas devem compor um portfólio robusto e competitivo”, afirmou.

A nova regulamentação mantém a participação dos corretores de seguros no modelo cooperativo. “Nada muda em relação à distribuição por corretores. Eles continuarão desempenhando um papel importante no fortalecimento do segmento”, ressaltou Balbinot.

O especialista reforça que, apesar da crescente digitalização, o relacionamento humano será um elemento-chave para o sucesso das cooperativas de seguros. “O mercado global de seguros mostra que a etapa final de decisão é relacional. Esse aprendizado será essencial para o desenvolvimento do segmento no Brasil”, concluiu.

FenaSaúde reforça campanha de combate a fraudes em planos odontológicos 

Vera Valente FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) lançou uma cartilha sobre prevenção e combate a fraudes em planos odontológicos. A iniciativa faz parte da campanha Saúde sem Fraude, criada pela FenaSaúde no ano passado. De 2022 a 2024, a entidade registrou um aumento de 10% em relação a denúncias de golpes contra as operadoras que atuam no segmento. 

Os planos odontológicos se tornaram cada vez mais comuns no país, com aumento de beneficiários de 35,5% entre junho de 2020 e junho de 2024, passando de 24,7 milhões para 33,4 milhões de clientes em todo o Brasil. Ao mesmo tempo, a federação identificou o crescimento de irregularidades envolvendo clínicas, dentistas e corretores de seguro.  

As fraudes mais comuns abrangem aplicações de botox para tratamentos estéticos como rejuvenescimento e harmonização facial, como se fossem tratamentos de saúde bucal; cobranças por procedimentos não realizados; e manipulação digital de radiografias para usá-las várias vezes a fim de justificar solicitações de reembolso forjadas.  

Há ainda golpes feitos a partir do uso de documentos falsos em esquemas que envolvem sócios de clínicas odontológicas e corretores utilizando empresas de fachada para captar clientes em planos coletivos empresariais e indicar procedimentos de prótese de alto custo.  

“O impacto dessas fraudes sobre os nossos beneficiários e os custos das nossas associadas é enorme, porque encarecem o valor dos planos odontológicos, que são muito acessíveis. O brasileiro está cada vez mais preocupado com a sua saúde bucal e não vamos deixar que esses golpes ameacem nem o beneficiário nem os dentistas e clínicas que atuam corretamente”, explica a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente. 
 

Dicas contra golpistas 

Para os usuários de planos odontológicos, a federação recomenda que não aceitem ofertas de tratamentos estéticos, verifiquem os serviços lançados na guia de atendimento pelo dentista antes de assiná-la e os extratos do plano para identificar cobranças indevidas, e desconfiem da sugestão de tratamentos de alto custo ou de maior complexidade. 

“Há casos em que dentistas recomendam tratamentos desnecessários até com riscos à saúde do paciente. Estamos muito vigilantes e atentos a essas práticas e, uma vez descobertos, todos os envolvidos são descredenciados e poderão ser processados judicialmente e os profissionais poderão ter seus registros cassados. Recomendamos que os beneficiários fiquem atentos, procurem uma segunda opinião quando um profissional que não seja da sua confiança sugerir tratamentos caros ou muito complexos, e denunciem práticas irregulares à sua operadora ou à FenaSaúde”, completa Vera Valente. 

Fundo CONFIANZA, da MAPFRE Investimentos, capta R$ 1,6 bilhão em menos de seis meses 

Lançado em julho de 2024, o fundo de renda fixa CONFIANZA, da MAPFRE Investimentos, alcançou a marca de R$ 1,6 bilhão em ativos sob gestão em menos de seis meses. Distribuído por grandes corretoras e bancos, o fundo atraiu investidores em busca de alternativas conservadoras e de bom desempenho em meio aos juros elevados.

Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de Gestão de Recursos da MAPFRE Investimentos, atribui o sucesso à gestão criteriosa e ao alinhamento com as demandas do mercado. O fundo mantém 80% da carteira em ativos de crédito bancário de baixo risco, com foco em superar o CDI com segurança.

Ricardo Ventrilho (foto), responsável pela área de Relações com Investidores, destacou o momento estratégico do lançamento, que atendeu à crescente demanda por diversificação e eficiência. A MAPFRE Investimentos gerencia mais de R$ 18,5 bilhões e atende 88 mil clientes no Brasil.

Quais os próximos passos com a aprovação da lei de cooperativas e associações no setor de seguros?

Um dos desafios mais comentados do mercado segurador no Brasil para 2025 era a Lei Complementar nº 213. Esta foi também a primeira grande notícia do setor no ano. O presidente Lula sancionou a nova legislação em 15 de janeiro. A lei regulamenta o funcionamento de cooperativas de seguros e de grupos de proteção patrimonial mutualista, promove uma ampla reforma no Sistema Nacional de Seguros Privados e amplia os instrumentos de supervisão à disposição da Susep.

As sociedades cooperativas de seguros, antes autorizadas a operar apenas com seguros agrícolas, de saúde e de acidentes do trabalho, agora podem atuar em qualquer ramo de seguros privados, exceto naqueles expressamente vedados em regulamentação específica.

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, destacou, na ocasião da aprovação do projeto pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2024: “Ao subordinar a atuação dos novos entrantes à regulação e à supervisão do CNSP e da Susep, a lei criou as bases necessárias para que os novos operadores atuem dentro de regramentos pré-estabelecidos e sejam continuamente supervisionados pelo poder público, dando maior confiabilidade ao Sistema Nacional de Seguros Privados e garantindo maior proteção ao consumidor.”

E agora? Quais são os impactos? O Sonho Seguro conversou com o advogado especializado em seguros Cassio Gama Amaral, sócio do escritório Machado e Meyer. Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Para que as cooperativas comecem a operar como seguradoras, o que ainda falta? A regulamentação?

As cooperativas, de acordo com o Decreto-Lei nº 73/66, podiam comercializar seguros agrícolas, de saúde e de acidentes do trabalho, mas isso não ocorria devido à falta de regulamentação e incentivos. Com a promulgação da LCP nº 213/35, elas passam a poder comercializar todos os tipos de seguro. O CNSP e a Susep devem regulamentar o quanto antes. O governo é entusiasta do cooperativismo e deve acelerar esse processo.

Há previsão de quando isso irá ocorrer?

Acredito que ainda no primeiro semestre de 2025.

As cooperativas terão que seguir as mesmas regras das seguradoras?

Certamente, elas terão que cumprir regras prudenciais semelhantes às aplicadas às seguradoras. O Sistema Nacional de Seguros Privados é fundamentado na proteção ao consumidor. Cooperativas e mútuas também deverão seguir regras rígidas de solvência e liquidez para evitar riscos sistêmicos.

As exigências de reservas técnicas e capital mínimo não podem encarecer os seguros?

As regras prudenciais são baseadas na boa técnica atuarial e no princípio do mutualismo dos seguros. Independentemente do veículo (seguradora, resseguradora, associação mutualista ou cooperativa), essas normas devem ser seguidas. Porém, cooperativas e associações mutualistas podem aplicar estratégias mais econômicas, reduzindo custos operacionais e de intermediação, além de não sofrerem a pressão por lucro típica de stakeholders tradicionais. Isso pode resultar em preços mais competitivos.

Hoje as cooperativas vendem seguros de seguradoras. Existe uma tendência de fusão entre cooperativas e seguradoras?

As parcerias devem continuar, seja por meio de acordos de distribuição, cosseguro ou resseguro, conforme autorizado pela lei. Contudo, fusões entre cooperativas e seguradoras são improváveis devido às diferenças em governança, operação e missão. Não se descarta, entretanto, a formação de joint ventures operacionais.

O mercado de cooperativas se fortaleceu com o distanciamento dos bancos, que se tornaram majoritariamente digitais, enquanto as cooperativas mantêm o atendimento próximo.

Esse é um diferencial importante das cooperativas em relação às seguradoras. O cliente é parte da organização como associado. As cooperativas detêm informações mais detalhadas sobre os clientes, o que lhes permite criar produtos e soluções mais personalizadas.

Você acredita em um mercado dividido entre digitais e físicos? Há estimativas sobre o tamanho desses nichos?

A transformação digital no mercado de seguros é irreversível. A presença física será gradualmente substituída por canais e ferramentas digitais, como já ocorre no setor bancário. No entanto, a presença física ainda será relevante em nichos específicos, como grandes riscos. Estimo que, em cinco anos, apenas 10% a 15% das transações sejam analógicas.

Atualmente, as cooperativas se destacam no segmento de vida. Você aposta que elas atuarão em todos os ramos de seguros, previdência e capitalização?

Minha aposta é em vida, agro, prestamista, habitacional e outros produtos vinculados aos mercados de investimento e crédito.

Os corretores de seguros terão papel relevante nas cooperativas ou elas manterão apenas agentes próprios?

Os corretores desempenham um papel fundamental na intermediação de seguros no Brasil, com 80% das transações realizadas por meio deles. Certamente terão relevância na comercialização de produtos das cooperativas, aproveitando a expansão do mercado e da concorrência.

Grupo HDI coloca plano emergencial em ação em Santa Catarina

Em razão das fortes chuvas que vêm atingindo o estado de Santa Catarina nos últimos dias, o Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, anunciou que já está trabalhando com ações emergenciais para dar suporte à população. Seguindo sua premissa de colocar as pessoas sempre em primeiro lugar, a companhia se solidariza com os afetados pelo evento climático e está atuando prontamente para minimizar impactos.

Com equipes de prontidão, que estão monitorando assistências e sinistros, além de atender de forma ágil qualquer necessidade nas ruas, a prioridade da companhia é garantir a segurança e o apoio à comunidade local neste momento de crise.

Para prestar auxílio de forma eficaz, o Grupo HDI reforça que seus canais digitais, assim como o suporte do Bate Pronto de Florianópolis e Itajaí, estão à disposição dos clientes das três marcas do Grupo – HDI Seguros, Yelum e Aliro. A empresa colocou, ainda, as regiões afetadas pelas chuvas como prioridade na fila de sua central de atendimento.

Um time especializado em situações de catástrofe já está no local a postos para iniciar remoções de veículos conforme a água baixar e direcioná-los para as bases das marcas na região. A companhia também está com uma frota personalizada atuando nas cidades de São José, Itajaí, Blumenau, Balneário Camboriú e Florianópolis, e deslocou um veículo 4×4 para a região de Beira Mar, a mais afetada até o momento, para auxiliar em reboques.

A atuação em Santa Catarina é um exemplo do esforço constante do Grupo HDI em monitorar o impacto e atuar com prontidão em situações de fortes chuvas, como aconteceu, por exemplo, no estado do Rio Grande do Sul em 2024. Na ocasião, a companhia agiu rapidamente para apoiar toda a população afetada pelas consequências advindas dos eventos climáticos.

O Grupo HDI informa, ainda, que em virtude do mau tempo na região, as ações do Solarium Yelum, previstas para acontecer neste final de semana em Balneário Camboriú e Jurerê Internacional, no litoral catarinense, estão canceladas, para que o foco esteja totalmente no apoio aos afetados pelas chuvas.

Para auxiliar os segurados neste momento, qualquer situação de emergência pode ser informada por meio dos canais oficiais do Grupo HDI no WhatsApp e telefone, via assistência 24h e SAC.

Regulamentação de cooperativas de seguro e proteção patrimonial mutualista abre novo mercado no Brasil

A publicação da Lei Complementar 213/25, no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16), marca um passo significativo para o mercado de seguros no Brasil. A regulamentação dos segmentos de proteção patrimonial mutualista e de cooperativas de seguros estabelece uma nova era de oportunidades, ampliando o acesso da população a soluções de proteção financeira, com segurança jurídica e supervisão adequada.

O mercado de proteção patrimonial vinha crescendo de forma expressiva, mas sem regulamentação, o que gerava insegurança para consumidores e operadores, com mais de 300 ações na justiça pedindo a paralisação das associações que atuavam como seguradoras, sem ser. Agora, com regras claras e supervisão estatal, este segmento oferece garantias essenciais para os consumidores, como a preservação da liquidez e da solvência das instituições participantes, além da adequação dos produtos às necessidades dos consumidores. Esse avanço fortalece a confiança no mercado e fomenta seu desenvolvimento sustentável.

De acordo com a CNseg, a confederação das seguradoras, a nova lei trará desafios aos diversos atores do setor de seguros privados, desde a fiscalização até como será a comunicação com o consumidor e demais entidades do Sistema Nacional de Seguros Privados. No entanto, a CNseg concorda que surge um novo mercado e que há “expectativas positivas de que a lei colabore para fomentar o mercado de seguros privados e ampliar o seu alcance aos consumidores”.

Caberá ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) dispor sobre condições, requisitos e limitações para constituição de cooperativas centrais de seguros formadas por cooperativas singulares de outros segmentos. Ao sancionar a nova lei, o presidente Lula vetou apenas, por inconstitucionalidade, o Art. 11, que prevê a criação, já a partir de 1º de janeiro de 2025, de Cargos Comissionados Executivos (CCE) e Funções Comissionadas Executivas (FCE) na estrutura da Susep.

Com a nova lei, as cooperativas centrais de seguros e as confederações de cooperativas de seguros poderão aceitar riscos em cosseguro de cooperativas singulares filiadas e das filiadas de suas cooperativas centrais, respectivamente.

Uma das principais inovações trazidas pela lei é a possibilidade de os corretores de seguros, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, atuarem como intermediários na promoção e angariação de contratos de participação em grupos de proteção patrimonial mutualista. Essa medida amplia o portfólio de serviços dos corretores, permitindo que eles desempenhem um papel ainda mais relevante na proteção financeira dos brasileiros.

Segundo Armando Vergilio, presidente da Fenacor, a regulamentação representa “a principal notícia de todos os tempos para o mercado”, pois possibilita que milhões de consumidores, antes limitados a soluções não reguladas, tenham acesso a produtos mais seguros, econômicos e supervisionados. Além disso, a medida preenche uma lacuna histórica no Brasil, que até então era um dos poucos países sem regulamentação para o sistema mutualista.

A lei promove ainda a inclusão social e econômica, democratizando o acesso à proteção financeira e criando um ambiente mais competitivo e diversificado para os consumidores. Com isso, o setor ganha robustez e maior alinhamento às demandas da sociedade.

A aprovação da lei é resultado de um amplo diálogo entre entidades do setor, parlamentares e o Executivo. Lideranças como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Reformas Econômicas, Marcos Pinto, desempenharam papéis importantes nesse processo, juntamente com representantes da Susep e deputados envolvidos diretamente no projeto. A aprovação quase unânime no Congresso reflete o consenso sobre a importância dessa regulação.

Com o mercado regulamentado, espera-se uma rápida expansão do setor, que ganha condições de competir de forma justa e integrada à economia nacional. A atuação dos corretores de seguros, agora ampliada, será fundamental para conectar consumidores a soluções seguras e inovadoras, consolidando o papel do Brasil como um mercado de destaque no cenário global de seguros.

Segundo a Fenacor e a Susep, essa nova legislação não apenas moderniza o setor, mas reforça sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país, reafirmando o compromisso de proteger os consumidores e fortalecer o sistema financeiro.

Tokio Marine faz parceria com Cilia e agiliza orçamentos de sinistros de automóveis

A Tokio Marine Seguradora fez uma parceria com a Cilia Tecnologia para agilizar a realização de orçamentação de sinistros de automóveis, que passa a ser em minutos por meio de um modelo mais preciso de Inteligência Artificial (IA), com o objetivo de melhorar ainda mais a experiência do cliente. A parceria otimiza a análise dos danos no veículo, sem necessidade de vistoria presencial, além de reduzir o tempo necessário para a liberação de reparos e para o pagamento de indenização no caso de perda total.

Para o diretor executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia, Adilson Lavrador, esta iniciativa não impacta apenas a Companhia, como todo o setor. “A inovação está no DNA da Tokio Marine e permeia todas as nossas ações. Por isso, é com muito orgulho que anunciamos essa novidade, que tem o objetivo de promover uma experiência ainda melhor para nossos Segurados e Corretores, com autonomia e agilidade”, afirma o executivo.

A ação faz parte de uma série de projetos que vem sendo implementados pela área de Sinistros da Tokio Marine para simplificar a jornada do Cliente, como a integração da Assistência 24h dos Seguros Automóvel e Patrimonial, em que o Segurado pode abrir uma solicitação de maneira totalmente digital apenas com seu CPF ou CNPJ; e o Projeto 72h, também pioneiro no mercado brasileiro, que cobre toda frota segurada e tem como objetivo pagar os clientes em até 3 (três) dias.

De acordo com o diretor de sinistros, Laur Diuri, a ideia é trazer cada vez mais celeridade aos processos da Companhia. “Em momentos delicados como na ocorrência de um sinistro ou na abertura de uma assistência, nós queremos que nosso Segurado tenha a tranquilidade de saber que a Tokio Resolve. Por isso, seguimos investindo em melhorias constantes em nossos processos e serviços, sempre com iniciativas inovadoras no mercado securitário brasileiro”, finaliza.

Como a IA funciona

Ao acionar a Seguradora para relatar uma batida, o segurado recebe uma mensagem de WhatsApp com o link para realização da vistoria 100% online. Após clicar no link, ele deve checar seus dados na tela inicial e iniciar o upload das imagens do automóvel, seguindo a indicação dos quadros que aparecem na tela do celular. Esse procedimento é feito sem a necessidade de baixar nenhum aplicativo, basta seguir os modelos de cada uma das fotos que devem ser capturadas, com indicações sobre a posição em que se deve manter o aparelho.

Após a captação das imagens, a Inteligência Artificial atua na identificação dos danos sofridos pelo veículo, baseado em um modelo inovador em 3D que considera não só as peças visíveis, mas também as avarias causadas pela dimensão do impacto. Com base nesse modelo, a ferramenta gera um orçamento das peças, seja para conserto ou troca, e da mão de obra necessária para a execução do reparo, além de também ser capaz de verificar se houve perda total – agilizando a liberação do pagamento da indenização, se for o caso. Todo esse fluxo é realizado em minutos e comunicado ao Cliente e/ou ao Corretor.

Para isso, a Tokio Marine conta com a parceria da Cília Tecnologia, insurtech situada em Goiânia (GO), cuja equipe conta com alunos de graduação, mestrado e doutorado da Universidade Federal de Goiás (UFG) e apoio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial, permitindo que a empresa seja um elo entre o mundo acadêmico e o corporativo no desenvolvimento de produtos.

Bradesco Vida e Previdência lança seguro para despesas essenciais

Bernardo Castello diretor da Bradesco Vida e Previdencia

A Bradesco Vida e Previdência acaba de lançar o Seguro Despesas Essenciais, que garante proteção e contribui com o planejamento financeiro das famílias ao assegurar o pagamento de contas de consumo.

O produto é destinado a pessoas físicas, de 18 a 65 anos, e cobre despesas básicas e necessárias, como contas de água, telefone, luz e internet, em caso de imprevistos como perda de renda, invalidez total ou morte. Além disso, inclui benefícios, como assistência cartão alimentação e funeral familiar, visando manter a qualidade de vida e o suporte financeiro dos beneficiários mesmo em situações inesperadas.

Com um processo de contratação rápido e descomplicado, a solução pode ser personalizada de acordo com o perfil de consumo do cliente, garantindo a melhor oferta para as suas necessidades. 

“A customização dos produtos de seguro é essencial para atender de forma precisa às necessidades individuais dos nossos clientes. Cada pessoa tem um perfil único e diferentes prioridades financeiras. Com o Despesas Essenciais, reforçamos nosso compromisso de oferecer soluções para segurança e planejamento financeiro da família”, afirma Bernardo Castello, diretor de Seguros de Pessoas da Bradesco Vida e Previdência.

MAPFRE e Reservas Votorantim lançam iniciativa de reflorestamento para compensar emissões de carbono 

ceo da mapfre

Em linha com os

A MAPFRE firmou uma parceria com a Reservas Votorantim (RV) para lançar o projeto ‘Floresta MAPFRE’ visando cumprir objetivos globais de sua estratégia de sustentabilidade – que prevê a neutralidade em carbono de todas as suas operações até 2030.

Com duração de quatro anos, a iniciativa vai compensar 5,1 mil toneladas de carbono com a restauração florestal de uma área de 29,42 hectares da Mata Atlântica, o equivalente a 30 campos de futebol, assegurando a neutralização local das emissões da MAPFRE até 2028.

O local escolhido para a realização da iniciativa foi o Parque Estadual Carlos Botelho, uma unidade de conservação de proteção integral com mais de 37 mil hectares distribuídos pelos municípios de Capão Bonito, São Miguel Arcanjo e Sete Barras, no interior do estado de São Paulo. A região é considerada um dos mais importantes refúgios da vida selvagem no Sudeste do país. Ao todo, serão plantadas no local mais de 42 mil mudas de árvores nativas para o sequestro de carbono.

Na avaliação do CEO da MAPFRE no Brasil, Felipe Nascimento, a ação materializa o compromisso da companhia com a sustentabilidade. “Sabemos que a mitigação das mudanças climáticas é um desafio global, e, como empresa, queremos ser parte da solução. Com o Floresta MAPFRE, vamos contribuir ativamente para a redução das emissões de carbono, para a proteção da fauna e flora e para o fortalecimento das comunidades que dependem dessas florestas. Esta iniciativa não é apenas sobre compensar carbono, mas sobre criar um legado de biodiversidade e um compromisso real com o futuro do Brasil”, explica o executivo em nota.

Neutralidade em quatro anos

O projeto Floresta MAPFRE tem como meta compensar integralmente a pegada de carbono das operações da MAPFRE no Brasil até o ano de 2028. Isso inclui as emissões geradas por atividades operacionais da empresa, como o consumo de energia, emissões provenientes de viagens de negócios realizadas por colaboradores e seus deslocamentos diários para o trabalho, além das relacionadas à gestão de resíduos e à cadeia de suprimentos.

Parceira da MAPFRE nessa iniciativa, a Reservas Votorantim – empresa de gestão de territórios e desenvolvimento de projetos da economia verde da multinacional Votorantim – reforça que é possível gerar negócios com a floresta em pé, garantindo a manutenção da área e fomentando cadeias produtivas locais. A RV trabalhará em conjunto com cooperativas e trabalhadores da região para estimular o desenvolvimento social por meio da geração de renda para a comunidade.

“Projetos como o Floresta MAPFRE são cada vez mais importantes para o enfrentamento às mudanças climáticas e dão sinais claros para o mercado de que todos precisam se engajar e tomar ações concretas para garantir um mundo mais sustentável. O local escolhido se torna ainda mais relevante por ser uma unidade de conservação que integra o maior corredor ecológico de Mata Atlântica do país, bioma considerado um hotspot mundial para a conservação da biodiversidade. A Reservas Votorantim tem orgulho de executar uma iniciativa tão importante”, destaca o diretor executivo da Reservas Votorantim, David Canassa.

Como acompanhamento, a RV enviará relatórios semestrais para apresentar o progresso da iniciativa, que também contará com visitas periódicas da MAPFRE para verificações in loco e auditoria independente. Para isso, foi desenvolvida uma metodologia validada de carbono in setting, que permitirá à MAPFRE utilizar os dados de plantio em seu inventário de emissões de 2028. O progresso do projeto será comunicado aos stakeholders nos relatórios anuais de sustentabilidade da seguradora.

“As mudanças climáticas são um dos maiores desafios que enfrentamos atualmente como sociedade. É nossa responsabilidade – enquanto empresa e cidadãos – fazer algo para minimizar o impacto no meio ambiente. O Floresta MAPFRE é uma resposta a esse chamado, um compromisso firme que demonstra que estamos alinhados com o nosso propósito e fazendo a nossa parte, expressando o nosso comprometimento com o desenvolvimento sustentável”, ressalta a diretora de sustentabilidade da MAPFRE no Brasil, Fátima Lima.

Patrimônio Mundial Natural – O Parque Estadual Carlos Botelho destaca-se por ser um dos mais significativos corredores ecológicos que conectam os remanescentes da Mata Atlântica no país, além de abrigar a maior população de muriquis-do-sul, espécie criticamente ameaçada de extinção.

A unidade de conservação é reconhecida como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO. Além disso, a iniciativa foi aprovada no âmbito do Programa Nascentes, do Governo do Estado de São Paulo, que visa à restauração de áreas degradadas públicas e privadas.

A seleção das espécies para o projeto de restauração florestal foi realizada com base na lista da Coordenação Especial para Restauração de Áreas Degradadas (CERAD), que orienta a escolha conforme o bioma e ecossistema de ocorrência. Foram identificadas 264 espécies, que serão selecionadas de acordo com a disponibilidade nos viveiros parceiros no momento do plantio.

Patrícia Chacon assume a presidência do Sindseg SP

Patrícia Chacon assume hoje (15) a presidência do Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros do Estado de São Paulo – Sindseg SP, marcando um momento histórico para a instituição. A executiva é a primeira mulher a ocupar o cargo em mais de oito décadas de atuação do sindicato e vai liderar uma diretoria renovada, composta por profissionais de destaque em grandes companhias e que refletem a força, a diversidade e a evolução do mercado de seguros brasileiro. A primeira mulher em sindicatos de seguradoras veio em outubro de 2023, quando Andreia Padovani assumiu a liderança do SindSeg MG/GO/MT/DF.

“Assumir essa posição é uma grande honra e também uma enorme responsabilidade. O setor está em transformação e o Sindseg SP tem um papel essencial na promoção de ações que apoiem as empresas e os profissionais neste cenário, sempre com foco em oferecer melhores serviços aos nossos clientes e gerar conhecimento sobre a importância dos seguros para o desenvolvimento social e econômico do país”, afirmou Patrícia.

De acordo com ela, uma das prioridades da nova gestão será o estímulo a uma agenda de discussões sobre as demandas atuais da sociedade e as principais tendências do mercado, como as mudanças climáticas, a mobilidade urbana e a incorporação de tecnologia em toda a cadeia de seguros. “Estamos diante de um ambiente que exige mais agilidade, inovação e colaboração. Por isso, queremos produzir e compartilhar informação para a construção de soluções alinhadas às expectativas de um mundo mais digital, sustentável e inclusivo”, destacou.

A chegada de Patrícia Chacon à presidência reflete o compromisso do Sindseg SP em manter-se conectado às mudanças de um mercado em movimento acelerado e um mundo de hábitos e expectativas diferentes, consolidando sua posição de referência no setor de seguros no Brasil. “Estou confiante de que vamos produzir muitas realizações nos próximos três anos, principalmente considerando a experiência e competência de todos os meus colegas de diretoria”, finalizou Patrícia.

Diretoria Sindseg SP

2025 – 2028

Presidente: Patrícia Chacon (Porto Seguro)

Diretor vice-presidente: Leonardo Pereira de Freitas (Bradesco Seguros)

Diretor vice-presidente: Jonson Souza (Mapfre)

Diretora vice-presidente: Andréa Ribeiro (Tokio Marine)

Diretor: Heitor Augusto (SulAmérica)

Diretor: Marco Antônio Messere Gonçalves (MAG)

Diretor: Alexandre Nunes de Oliveira (Zurich)

Diretor: Fernando Grossi (Sompo)

Diretor: Marcos Machini (HDI)

Diretor: Pablo Ricoldy (Brasilseg)

Diretor: Luis Nagamine (Mitsui Sumitomo)

Conselheiro: Andreas Kerl (Allianz)

Conselheiro: Paulo Medeiro (allseg)

Conselheiro: Guilherme Perondi (Swiss Corporate)

Conselheiro: Alexandre de Mattos Malho (Icatu)

Conselheiro: Gabriel de Souza Escabin (BTG Pactual)

Conselheira: Eliane Percino (Suhai)