Projeto Mudando o Clima transforma vidas no Rio de Janeiro com apoio do PASI

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Fonte: Pasi

O PASI, referência em seguros voltados para o trabalhador, reafirma seu compromisso com a responsabilidade social ao patrocinar o projeto Mudando o Clima, desenvolvido pelo SINDRATAR-RJ (Sindicato das Empresas de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado do Rio de Janeiro).

A iniciativa promove capacitação técnica para mulheres da periferia carioca, proporcionando oportunidades concretas de trabalho no mercado de refrigeração e climatização. Através de oficinas práticas, as participantes aprendem manutenção de ar-condicionado, técnicas de montagem e desmontagem de aparelhos, leitura de manuais técnicos, entre outros temas.

Durante visita ao Rio de Janeiro, representantes do PASI conheceram de perto o projeto. A equipe participou de um brunch e acompanhou uma apresentação detalhada das atividades mais recentes, além de visitar as instalações onde as aulas são realizadas.

Segundo Alaor Silva Júnior, presidente e fundador do PASI, “o projeto tem um cunho social magnânimo. Ele resgata a dignidade de mulheres que, a princípio, não são tão privilegiadas no mercado de trabalho. É uma satisfação imensa patrocinar o Mudando o Clima”.

Mais do que qualificar cerca de 50 mulheres, o Mudando o Clima busca promover a emancipação financeira e o empoderamento pessoal das participantes. Ao final da formação, elas estavam prontas para atuar em um mercado em expansão: em 2024, a produção de ar-condicionados no Brasil alcançou 6 milhões de unidades, segundo o portal O Globo.

Além de aquecer o mercado de trabalho, o projeto reforça a importância de uma abordagem sustentável. “Estamos falando de capacitação, educação financeira, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal”, destaca Silvia Costa, consultora ESG e facilitadora do projeto.

Deepseek e o impacto no setor de seguros

nuno David mag seguros

por Nuno David, co-founder na Syntropia

Vivemos em uma era marcada pela ascensão exponencial da inteligência artificial (IA), e a cada dia surgem inovações que prometem revolucionar diversos setores. Entre essas inovações, o Deepseek desponta como uma solução disruptiva que redefine a relação entre dados e negócios. Não se trata apenas de mais uma ferramenta baseada em IA, mas de uma plataforma que promete transformar a forma como as empresas acessam, compreendem e utilizam informações. Neste artigo, exploro como o Deepseek está impactando o mercado, destacando suas potencialidades e os desafios que o acompanham.

O Deepseek é, essencialmente, uma solução baseada em IA generativa que utiliza algoritmos avançados para buscar e analisar dados de maneira precisa e contextualizada. Diferentemente das ferramentas tradicionais, ele é capaz de interpretar não apenas os dados estruturados, mas também informações não estruturadas, como textos, imagens e até mesmo áudios.

Essa abordagem não linear é fundamental em um mundo onde o volume de dados cresce exponencialmente. Ao trazer respostas não apenas mais rápidas, mas também mais qualificadas, o Deepseek permite que empresas tomem decisões embasadas em informações detalhadas e contextuais, otimizando tempo e recursos. Além disso, o Deepseek dá um passo em frente na democratização e no barateamento da utilização de ferramentas avançadas de IA generativa, facilitando sua utilização de forma cada vez mais universal. “Ficar de fora” não será uma opção para ninguém.

Uma das maiores contribuições do Deepseek é sua capacidade de personalizar experiências, algo essencial em um mercado onde o consumidor demanda interações únicas e relevantes. A personalização, até então limitada à análise de dados básicos, torna-se escalável graças à IA.

Por exemplo, o Deepseek permite que empresas criem jornadas de clientes unificadas, conectando pontos de contato ao longo de todo o ciclo de vida do consumidor. Desde a aquisição até o pós-venda, a solução oferece insights que podem ser usados para prever comportamentos, melhorar experiências e aumentar a fidelidade. Essa abordagem não é apenas um diferencial competitivo, mas também uma resposta às demandas do consumidor moderno, que valoriza experiências mais humanas e contextualizadas. Aqui, vale destacar a Syntropia, nossa nova venture profissional, que tem como objetivo unir a experiência humana com a tecnologia para oferecer serviços a outras empresas focados em jornada do cliente e personalização de experiências. Essa conexão reflete exatamente o que o Deepseek busca proporcionar no mercado atual.

Outro aspecto impactante é como o Deepseek está transformando os processos de marketing e vendas. Ao integrar ferramentas de IA generativa, ele possibilita automação de tarefas repetitivas, liberação de profissionais para atividades estratégicas e, acima de tudo, a entrega de experiências personalizadas em larga escala.

Nas vendas, por exemplo, ele otimiza a geração de leads, a previsão de vendas e até a precificação baseada em dinâmicas de mercado. No marketing, a ferramenta ajuda a criar conteúdos centrados no cliente, analisar feedbacks de consumidores e ajustar campanhas em tempo real com base em dados concretos. Essa capacidade de adaptação, somada à precisão, tem o potencial de aumentar significativamente a eficiência operacional e os resultados financeiros.

A personalização promovida pelo Deepseek traz consigo questões relevantes sobre privacidade e ética. Com o fim dos cookies de terceiros e a crescente preocupação dos consumidores com a segurança de seus dados, ferramentas como o Deepseek precisam equilibrar personalização e privacidade.

É crucial que as empresas adotem abordagens transparentes no uso de dados, explicando como eles são coletados, armazenados e utilizados. O uso de dados primários e de terceiros torna-se ainda mais relevante, e o Deepseek tem um papel importante em auxiliar as empresas a construir relações de confiança com seus clientes, promovendo interações respeitosas e conscientes.

Não é exagero dizer que o impacto do Deepseek está apenas começando. Em um mercado global onde a IA conversacional e a IA generativa estão projetadas para atingir valores bilionários em poucos anos, ferramentas como o Deepseek são protagonistas dessa revolução.

Seja em mercados maduros, como o norte-americano, ou em regiões em crescimento, como o Sudeste Asiático, região que estou visitando este mês e onde os avanços na utilização cotidiana da IA são evidentes a todo o momento, a acessibilidade e a flexibilidade dessas soluções estão democratizando o acesso a tecnologias que antes estavam limitadas às grandes corporações.

Mais do que uma ferramenta, o Deepseek representa uma mudança de paradigma que está redefinindo a maneira como as empresas interagem com clientes, otimizam operações e criam valor. Ao mesmo tempo, a evolução dessa tecnologia nos desafia a pensar em seus impactos de forma crítica e a moldar seu uso de maneira responsável.

O Deepseek é mais do que uma solução inovadora: é um marco em como os dados podem ser utilizados para transformar experiências, simplificar processos e maximizar resultados. Seu impacto no mercado é inegável, mas também exige uma abordagem equilibrada que considere ética, privacidade e transparência.

A revolução da inteligência artificial está longe de terminar, e ferramentas como o Deepseek não só pavimentam o caminho para o futuro, como também nos convidam a participar ativamente da construção desse novo cenário. Oportunidades e desafios caminham lado a lado, e cabe a nós, enquanto mercado, utilizar essa tecnologia para o bem comum, impulsionando avanços de forma consciente e inclusiva.

A revolução da inteligência artificial está longe de terminar, e ferramentas como o Deepseek não só pavimentam o caminho para o futuro, como também nos convidam a participar ativamente da construção desse novo cenário. Oportunidades e desafios caminham lado a lado, e cabe a nós, enquanto mercado, utilizar essa tecnologia para o bem comum, impulsionando avanços de forma consciente e inclusiva.

Micro e pequenos empresários contratam seguros após tragédias ou exigências legais, revela CNSeg

Alexandre Leal _CNseg

A maioria dos micros e pequenos empreendedores (MPEs) no Brasil só busca seguros empresariais após enfrentar tragédias, como roubos ou incêndios, ou por obrigação legal. Essa é uma das principais conclusões da terceira fase da pesquisa “Caminhos para Ampliação da Penetração de Seguros no Segmento PME”. 

O estudo realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) por meio da Comissão de Inteligência do Mercado da CNseg e da Maena Inteligência Analítica, investigou a relação dos MPEs e corretores com os seguros voltados para este segmento, responsável por cerca de 30% da produção de riqueza do país. 

A pesquisa apontou que apenas 26,7% dos empresários contratam algum tipo de seguro para o seu negócio e apenas 20,9% algum seguro para os colaboradores da empresa. Para Alexandre Leal, diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, “essa ausência de seguros para mais de 70% dos entrevistados reflete um cenário preocupante de alta exposição aos riscos, o que pode comprometer a estabilidade financeira desses empresários em situações adversas”. 

A baixa percepção de risco e as limitações econômicas foram identificadas como os principais fatores que restringem a contratação, superando o desconhecimento sobre os produtos disponíveis. Para 42% dos empresários, ter dinheiro para cumprir os compromissos financeiros é uma preocupação e, em 30,2% dos casos, a inadimplência é um fator a ser considerado. 

 Também foi constatado que as Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte demonstram maior adesão a seguros do que os microempreendedores individuais (MEIs). Na análise das empresas que fizeram a contratação do seguro no ano de abertura do CNPJ, o seguro Transporte lidera com 65,0%, seguido pela Previdência Empresarial (61,5%), o Automóvel (58,1%) e o consolidado de produtos contra Riscos Financeiros (55,0%). Já as empresas que contrataram seguros até três anos após o início, o seguro Cibernético foi o mais procurado em 75,0% dos casos.  

Mesmo não estando na liderança das contratações, de acordo com o estudo, o seguro Automóvel para a frota da empresa e o seguro de Vida foram os mais citados quando os empresários foram questionados sobre o conhecimento dos produtos disponíveis, sendo 54,7% e 46,5%, respectivamente. 

O executivo da Confederação Nacional das Seguradoras explica que o seguro Automóvel foi o mais citado pelos empresários por já o terem contratado como pessoa física, onde tal necessidade é projetada para o carro corporativo naturalmente; já a adesão ao seguro de Vida sofre a influência dos acordos coletivos determinadas categorias que exigem contratação desse tipo de proteção. 

“A proposta de valor dos seguros, de uma forma geral, já é percebida antes de se tornarem empresários. Isso ocorre porque a grande maioria dos entrevistados já tinha um ou mais seguros feitos como pessoa física”, destaca Leal. 

A pesquisa envolveu 86 micros e pequenos empreendedores e 156 corretores de seguros em duas etapas: qualitativa, com entrevistas em profundidade, e quantitativa, com formulários online. No perfil dos empresários participantes, 59,3% atuam no comércio, 38,4% no setor de serviços e apenas 2,3% na indústria. Mais da metade das empresas, 51,2%, têm entre um e três anos de operação, e muitos empresários relataram que empreender foi uma decisão tomada em momentos de dificuldade ou mudança profissional. O menor percentual, 5,8%, possuía mais de 10 anos de operação. 

O papel central dos corretores

O estudo também revelou que os corretores de seguros desempenham papel fundamental na conscientização dos empresários sobre riscos e coberturas. Segundo os corretores entrevistados, eventos traumáticos em empresas conhecidas, como roubos ou incêndios, são os principais gatilhos para que os empreendedores considerem contratar seguros.

As coberturas, o preço e a clareza nos critérios para contratação são os três aspectos mais importantes da escolha de um seguro empresarial, superando a marca (seguradora). Apenas 4,7% dos empresários afirmaram que nenhuma destas características é importante durante o processo de contratação de um seguro empresarial.

Fases anteriores da pesquisa

O estudo “Caminhos para Ampliação da Penetração de Seguros no Segmento PME” foi divido em três fases. Na primeira, realizada em 2019, foram mapeadas e compreendidas as características do segmento de micro e pequenas empresas, conhecidas pela sigla MPE no Brasil. Foi feito o detalhamento dos perfis das MPEs, englobando microempreendedor individual (MEI), microempresário (ME) e empresário de pequeno porte (EPP), a distribuição geográfica, os setores da economia onde predominam, a taxa de sobrevivência, os desafios na gestão do negócio, dentre outras informações, para conhecer esse segmento da economia e entender as suas necessidades.

Em 2021, foi realizada a segunda fase, com foco no mapeamento dos produtos que o setor de seguros oferecia para as micro e pequenas empresas e a visão das seguradoras em relação à oferta desses produtos de seguros.

A CNseg vê na pesquisa uma oportunidade de promover ajustes nas ofertas de seguros para que sejam mais acessíveis e alinhadas às reais necessidades dos MPEs. Segundo a entidade, é essencial fortalecer o diálogo entre seguradoras, corretores e empresários para construir soluções que contribuam não apenas para a proteção dos negócios, mas também para o crescimento sustentável da economia brasileira.

Alta dos juros impacta traz riscos e oportunidades no cenário econômico para seguradoras

O Comitê de Política Monetária (Copom) encerra hoje sua primeira reunião do ano. O novo patamar da Selic (taxa básica dos juros do país), que se encontra atualmente em 12,25% ao ano, deve ser divulgado por volta de 18h30. O encontro do colegiado iniciado na terça-feira (28) marca também a primeira decisão de juros de Gabriel Galípolo como o mais novo presidente do Banco Central (BC). 

A elevação das taxas de juros no Brasil tem impactos diretos no mercado segurador, que administra mais de R$ 1,8 trilhão aplicados em reservas técnicas, sendo que a maior parte (cerca de R$ 1,52 trilhão) se refere a PGBL, VGBL e planos tradicionais de previdência, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da CNseg, a confederação das Seguradoras. Esses recursos garantem o pagamento de indenizações, além da devolução de valores aplicados em planos de previdência e capitalização. Diante das atuais taxas de juros futuras em patamares de 15% a 16%, o mercado se divide entre riscos e oportunidades para as seguradoras.

Entre os aspectos positivos, está o aumento na rentabilidade das reservas técnicas. Com um volume significativo de recursos alocado em títulos públicos indexados à inflação e aos juros, as seguradoras tendem a obter retornos mais elevados, garantindo maior solidez financeira. Um exemplo são as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), que, com vencimento em 2035, atualmente pagam IPCA mais 7,85%. Esse rendimento expressivo pode melhorar a rentabilidade do setor, tornando produtos de longo prazo, como previdência privada, mais atrativos para os investidores.

Por outro lado, a alta dos juros também traz desafios. O principal está ligado à sustentabilidade da dívida pública brasileira. O gestor Luis Stuhlberger, executivo-chefe da Verde Asset Management, alerta que “com certeza, quem comprar e carregar (NTN-B), juro aqui não será 8% real nos próximos dez anos, o Brasil quebra antes”, disse ao participar de evento do UBS BB, em São Paulo, na terça-feira, 28. Esse cenário de incerteza pode levar a volatilidade no mercado financeiro, afetando a previsibilidade dos retornos dos investimentos das seguradoras.

Além disso, a desvalorização cambial tem impactos inflacionários, especialmente sobre alimentos, o que pressiona o poder de compra da população e pode reduzir a contratação de seguros e planos de previdência. No entanto, Stuhlberger pondera que, com juros elevados, o dólar tende a se acomodar em um nível mais baixo, reduzindo parte dessa pressão inflacionária.

Diante desse cenário, as seguradoras precisam equilibrar estratégias de investimento para mitigar riscos e aproveitar oportunidades. A diversificação dos portfólios e a gestão eficiente dos ativos são essenciais para garantir a segurança financeira no longo prazo, independentemente das oscilações macroeconômicas.

Por essas e outras, “um ano desafiador” tem sido a frase mais repetida por profissionais do setor de seguros para definir o ano de 2025.

Seguros Sura anuncia Denis Caldeira como conselheiro

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A Seguros Sura anuncia Denis Caldeira como novo conselheiro independente da companhia. O executivo chega ao conselho de administração com o objetivo de impulsionar o crescimento da seguradora, com estratégias focadas em agilidade, ampliação de mercado, aprimoramento de atração e retenção de clientes.

Caldeira traz consigo 28 anos de experiência na frente de negócios e tecnologia, assumindo por dois anos a nova posição, que aguarda ainda aprovação final da Susep.

“Minha chegada à Sura coincide com um momento especial para a empresa, que parte para uma forte estratégia de expansão no mercado brasileiro. Tenho o compromisso de trazer um novo olhar para as tomadas de decisão, podendo colaborar a partir de experiências multissetoriais, foco em transformação digital e cultural, fatores que considero essenciais para o sucesso dos negócios”, afirma Caldeira.

Formado em Engenharia Elétrica pela FEI, MBA em Economia pela USP e mestrado em Engenharia Econômica pela Universidade de Grenoble na França, ao longo de sua carreira Denis acumulou experiências em empresas de renome. Na área de telecomunicações e planejamento financeiro, atuou na Telebrás. No Google, gerenciou orçamentos e metas na América Latina. Já em sua passagem pelo Facebook (atual Meta), liderou a escalabilidade da experiência do cliente em vendas e pós-vendas, área que foi pioneiro no país.

Caldeira também foi VP do QuintoAndar, e atuou como conselheiro em organizações diversas, entre elas o Museu de Arte de São Paulo (MASP), Cruzeiro Futebol Clube, Cimed e no Instituto do judoca Tiago Camilo.

Seguradoras precisam adaptar suas estratégias para financiar projetos de descarbonização

A transição para uma economia de baixo carbono e a crescente severidade dos eventos climáticos extremos impõem desafios complexos ao setor de seguros. Com a regulamentação do mercado de CO₂ avançando no Brasil, as seguradoras precisam adaptar suas estratégias para financiar projetos de descarbonização, equilibrando requisitos regulatórios, custo de capital e sustentabilidade financeira. Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas pressionam as seguradoras a desenvolver modelos mais sofisticados de precificação e gerenciamento de riscos, garantindo proteção adequada diante de perdas cada vez mais elevadas.

Neste contexto, o professor Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e pesquisador do Instituto de Inovação de Seguros e Resseguros da FGV, analisa os principais desafios e oportunidades para o setor. Em um cenário de exigências regulatórias rigorosas e crescente demanda por soluções sustentáveis, ele discute como as seguradoras podem estruturar produtos inovadores, ampliar o uso de seguros paramétricos e fomentar a resiliência das comunidades.

Este tema será alvo de um seminário promovido pelo Instituto de Inovação em Seguro e Resseguros (IISR) e o Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais (CEISA) da Fundação Getúlio Vargas. O seminário ocorrerá em 6 de fevereiro, das 9hs às 18hs, no Salão Nobre da FGV EAESP.

Confira a seguir a entrevista completa concedida ao Sonho Seguro.

Quais os principais desafios que as seguradoras enfrentam na adaptação às exigências da regulamentação para financiar projetos de descarbonização, considerando o volume de R$ 9 bilhões fixado pela nova lei?

O art. 56 da nova lei 15.042/24 determina que as sociedades seguradoras, as entidades abertas de previdência complementar, as sociedades de capitalização e os resseguradores locais deverão adquirir ativos ambientais para projetos de descarbonização correspondentes ao mínimo de 0,5% (meio por cento) ao ano dos recursos de suas reservas técnicas e das provisões. Isto acarreta vários desafios devido ao aumento do custo de capital das empresas. Ainda existem divergências em relação à aplicação da nova lei. Mas, vencida essa etapa, o principal desafio será ajustar as estratégias financeiras e de risco para acomodar investimentos substanciais em iniciativas que não apenas ajudem a reduzir a pegada de carbono, mas também gerem retornos financeiros sustentáveis a longo prazo. Para atingir esse equilíbrio, as seguradoras precisam atualizar suas ferramentas de avaliação de risco para incorporar as incertezas e volatilidades do mercado de carbono. Além disso, é fundamental garantir o cumprimento regulatório em diferentes jurisdições, o que pode exigir novas parcerias e o desenvolvimento de produtos financeiros inovadores que incentivem a adesão voluntária a práticas sustentáveis.

Como as seguradoras podem se preparar para responder de forma eficaz às perdas crescentes causadas por eventos climáticos extremos, enquanto equilibram a lucratividade e o custo dos prêmios?

A crescente frequência e severidade dos eventos climáticos extremos representa um desafio contínuo para o setor de seguros. As seguradoras precisam melhorar suas capacidades de modelagem de catástrofes para prever mais precisamente potenciais perdas futuras, permitindo uma resposta mais eficaz e o desenvolvimento de políticas de seguros que sejam economicamente viáveis. Um componente crítico dessa estratégia é o ajuste dos prêmios de seguro para refletir adequadamente os riscos sem sacrificar a acessibilidade para os clientes. Para isso, inovações em seguros, que possibilitam uma cobertura personalizada e adaptável aos riscos climáticos, tornam-se essenciais. Além disso, formar alianças estratégicas com instituições meteorológicas e climatológicas permite às seguradoras acessar dados em tempo real, melhorando a capacidade de resposta a desastres.

Que tipos de produtos de seguros são necessários para apoiar iniciativas de descarbonização, como energia renovável e tecnologias de captura de carbono?

À medida que a demanda por descarbonização cresce, há uma necessidade crescente de produtos de seguros especializados que possam apoiar investimentos em energias renováveis e tecnologias de captura de carbono. Seguros paramétricos ou que cubram riscos associados à construção, operação e possível interrupção de instalações de infraestrutura verde são exemplos de produtos que podem endereçar essas iniciativas. Outro exemplo, apólices de seguro garantia em contratos de instalação de painéis solares ou para projetos de captura e armazenamento de carbono podem proteger investidores e operadores de riscos financeiros inesperados e incentivá-los a adotar tais tecnologias inovadoras. As seguradoras também podem desenvolver produtos que cubram riscos operacionais contínuos, garantindo uma transição suave e resiliente para um futuro mais sustentável.

Quais modelos de seguros podem ser desenvolvidos para proteger florestas contra incêndios florestais e outros riscos climáticos, sem incentivar ações prejudiciais como desmatamento deliberado?

As seguradoras podem ter um papel importante na proteção de florestas e na prevenção do desmatamento, desenvolvendo modelos de seguros que oferecem cobertura contra incêndios florestais e outros riscos climáticos, sem encorajar práticas prejudiciais. Produtos de seguro que incentivam a conservação podem incluir descontos ou prêmios reduzidos para práticas de manejo florestal sustentável. Além disso, as seguradoras podem atuar em parceria com ONGs e governos para promover programas de seguro que recompensem os proprietários de terras por manter áreas florestais intactas, ajudando a preservar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos essenciais que essas áreas fornecem. 

Como o uso do seguro paramétrico pode ser ampliado para oferecer respostas rápidas a eventos climáticos, e quais são as limitações desse modelo em comparação ao seguro tradicional?

O seguro paramétrico representa uma abordagem inovadora para respostas rápidas a eventos climáticos, pagando com base em parâmetros predeterminados como volume de chuva registrado em período definido na apólice. Essa rapidez na resposta é essencial para garantir suporte imediato aos segurados em momentos críticos. No entanto, é importante considerar que esse tipo de seguro não substitui a necessidade de uma análise detalhada dos danos específicos, pois os pagamentos são baseados em fórmulas automatizadas, o que pode deixar lacunas em situações complexas de sinistro. Assim, o seguro paramétrico deve ser usado como uma ferramenta complementar aos seguros tradicionais, oferecendo uma primeira linha de defesa financeira durante desastres.

Como as seguradoras podem colaborar com comunidades e governos locais para implementar medidas preventivas e aumentar a resiliência contra eventos climáticos, como incêndios florestais e inundações?

Colaborar de perto com comunidades e governos locais é crucial para as seguradoras implementarem medidas preventivas eficazes que aumentem a resiliência contra eventos climáticos. Isso pode ser alcançado apoiando a infraestrutura crítica através de seguros acessíveis e promovendo a educação sobre práticas de mitigação de riscos. Investimentos em tecnologia e pesquisas locais também podem ajudar a identificar fragilidades específicas e desenvolver soluções acionáveis. As seguradoras podem atuar como facilitadoras para discutir e implementar projetos de infraestrutura sustentável, promovendo práticas que reforcem a resistência das comunidades locais a eventos ambientais adversos.

De que forma as seguradoras podem contribuir para reduzir o custo de capital de projetos de infraestrutura verde por meio de produtos de seguro inovadores?

As seguradoras têm a oportunidade de desempenhar um papel fundamental na redução do custo de capital para projetos de infraestrutura verde, por meio do desenvolvimento de produtos de seguro inovadores que cubram riscos financeiros desses investimentos. Ao garantirem uma rede de segurança econômica, as seguradoras podem atrair maior investimento privado para o setor, disponibilizando capital de forma mais acessível. Produtos que mitigam riscos associados ao desenvolvimento e operação de infraestrutura verde promovem um ambiente mais seguro para os investidores, ao mesmo tempo que contribuem significativamente para a transição global para uma economia mais sustentável.

Como as seguradoras podem encontrar oportunidades de negócio no mercado de carbono, especialmente em iniciativas que gerem créditos de CO2 em áreas como reflorestamento e agricultura regenerativa?

No mercado de créditos de carbono, as seguradoras podem encontrar novas fronteiras de negócio através do apoio a iniciativas que visam a geração de créditos de CO₂, como reflorestamento e agricultura regenerativa. Desenvolver seguros que protegem contra falhas em projetos de carbono pode incentivar mais empreendedores a entrar no mercado, ajudando a aumentar o investimento na conservação de ecossistemas e na prática de agricultura sustentável. Além disso, as seguradoras podem explorar parcerias de negócios que integrem métricas de carbono às suas ofertas de seguro, criando um ciclo virtuoso de investimentos em baixas emissões para as partes interessadas.

Qual o papel das seguradoras na promoção da conscientização sobre riscos climáticos e na educação de comunidades e empresas sobre a importância de medidas preventivas?

O papel das seguradoras vai além da simples proteção financeira. Ele envolve também a promoção da conscientização quanto aos riscos associados a eventos climáticos. As seguradoras podem liderar campanhas educativas que auxiliem tanto comunidades quanto empresas a compreenderem a importância de medidas preventivas e adaptação a um cenário em evolução climática. Ao investirem em programas de educação, interagem como agentes de mudança, aumentando a resiliência social e, simultaneamente, potencializam seu próprio papel no desenvolvimento de práticas sustentáveis para o futuro.

Como as diferenças nas regulamentações entre países podem impactar as seguradoras que operam em mercados internacionais, especialmente em relação ao financiamento de projetos sustentáveis e à mitigação de riscos climáticos?

Na arena internacional, as seguradoras que operam em múltiplos mercados precisam navegar por diversas regulamentações locais, o que pode representar um desafio significativo quando se trata de financiamento de projetos sustentáveis. As diferenças regulatórias podem exigir estratégias adaptáveis onde a flexibilidade e a inovação regulatória regional se tornam essenciais. Uma maior harmonização pode ser alcançada por meio de colaborações transnacionais e com entidades regulatórias internacionais, ajudando a garantir que as práticas comerciais não apenas cumpram os requisitos locais, mas também contribuam para objetivos globais, como os de redução de risco climático.

Lean Institute Brasil cria hub para atender setor de seguros

Augusto Fonseca Instituo Lean

O Lean Institute Brasil (LIB), com mais de duas décadas de atuação no Brasil, tem se destacado ao oferecer soluções para transformar a gestão no setor de seguros. Sob a liderança de Augusto Fonseca, que acumula oito anos de experiência no Instituto e passagens por empresas como Zurich, MAG e SulAmérica, a metodologia Lean tem sido aplicada para solucionar problemas, agilizar processos e conectar as estratégias empresariais à experiência do cliente.

Fonseca enfatiza a necessidade de evolução na gestão tática das seguradoras, destacando três pilares principais do Lean: criar sistemas que conectem o cliente à estratégia da empresa, evitando soluções paliativas. “Atrasos no pagamento de comissões podem ser reflexo de uma goteira que precisa ser consertada, não de algo que se resolve apenas colocando baldes”, exemplifica.

Além disso, programas de treinamento estruturados em até nove meses capacitam equipes para entender problemas e implementar soluções alinhadas à estratégia da empresa. Por fim, ele destaca a importância de garantir que os colaboradores estejam preparados para atender às expectativas dos clientes, especialmente em cenários de crise.

Lucia zurich seguros

A Zurich Seguros, cliente do Lean, é um exemplo de sucesso na aplicação dessa metodologia. Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes, o programa Zurich Lean Experience visa capacitar colaboradores para liderar melhorias nos processos com mais protagonismo. “Lean só se aprende fazendo. As competências são desenvolvidas por meio de aplicações piloto, combinando treinamento e ação, que geram resultados imediatos e criam referências para toda a empresa”, explica.

Desde 2021, o programa implementou mais de 450 melhorias, reduziu cerca de 4 mil horas de trabalho em diferentes diretorias e encurtou 872 dias nos prazos de demandas de clientes, parceiros e colaboradores. Além disso, as palestras realizadas em parceria com o instituto impactaram 85% dos colaboradores, com uma avaliação NPS de 95%.

Lucía também destacou o impacto da metodologia Lean na experiência de trabalho dos colaboradores. “O engajamento voluntário e massivo dos nossos agentes, trazendo ideias, energia e comprometimento, mostra que a cultura Lean é feita de pessoas para pessoas”, afirmou. Até agora, o programa certificou cerca de 140 colaboradores, reforçando a eficiência em diversas áreas da empresa.

MAG Seguros aposta em metodologia Lean para aprimorar eficiência e qualidade operacional

A MAG Seguros firmou uma parceria estratégica com o Lean Institute para implementar a filosofia Lean em seus processos internos, com o objetivo de melhorar continuamente a eficiência, a qualidade e a agilidade no atendimento a clientes e parceiros de distribuição. “A filosofia Lean nos permite identificar e eliminar desperdícios, otimizando recursos e agregando valor em todas as etapas de nossa operação. Além disso, essa iniciativa reflete nosso compromisso com a inovação e a excelência operacional”, informou Rafael Rosas, superintendente de produtos digitais da MAG Seguros.

Desde o início do trabalho com o método Lean, em julho de 2023, a MAG Seguros já percebe avanços significativos em seus processos internos. De acordo com a seguradora, as soluções digitais e os serviços de integração via API tornaram-se um diferencial competitivo, garantindo alta disponibilidade e qualidade no atendimento aos parceiros de distribuição.

“Foram realizadas ações importantes, como a introdução de reuniões de Gerenciamento Diário (GD), nas quais analisamos indicadores em desvio e buscamos solucionar os problemas de forma sistemática e na raiz. Isso resultou, por exemplo, na redução do tempo para pagamento de sinistros e na desobstrução das esteiras de análises”, informou Marco Antônio Giorgetti, diretor de operações da MAG Seguros.

A empresa também destacou que conseguiu reduzir para um dia o tempo entre o recebimento, análise e implantação de propostas, além de aumentar a precisão no pagamento de comissões e ajustar controles de emissão de prêmios individuais e grupais. “Algo muito relevante foi estabelecer ainda mais o acompanhamento por indicadores, sempre buscando a solução completa dos problemas, ao invés de ações paliativas que geram custos adicionais no longo prazo”, explicou Giorgetti.

A metodologia Lean também trouxe impactos positivos no engajamento dos colaboradores da MAG Seguros. A seguradora apontou que as práticas adotadas fortaleceram o comprometimento das equipes com a gestão, uma vez que os profissionais passaram a participar ativamente na identificação de melhorias e resolução de problemas.

“Ao perceberem que suas contribuições têm impacto direto nos resultados, o engajamento aumenta, criando um ambiente colaborativo e orientado para a excelência”, concluiu Rosas.

Evento

O Lean Summit 2025, organizado pelo Instituto Lean, será realizado em agosto no Anhembi, com a expectativa de reunir mais de 1,5 mil pessoas. O evento promete fomentar a troca de experiências e apresentar cases de sucesso, consolidando o Lean como uma ferramenta essencial para a transformação da gestão no setor de seguros.

Porto negocia sócio para operação de saúde

porto seguros seguradora

Fonte: Valor

O grupo Porto está negociando a entrada de um sócio minoritário para sua operação de saúde, apurou o Pipeline. As conversas têm sido principalmente com fundos de private equity e fundos de pensão, diretamente com a holding e também com assessoria do banco Santander, de acordo com três fontes. A companhia quer ao menos R$ 1 bilhão por uma fatia da Porto Saúde, número que pode aumentar conforme o percentual final.

O BTG projeta lucro líquido de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões para a vertical neste ano, com um aumento de receita de 30% em 2025, que levaria o resultado a R$ 450 milhões – cerca de 15% do lucro total da Porto. Procurados, a Porto e o Santander não comentaram.

Leia a matéria completa no Pipeline, do Valor Econômico

Seguro para médicos cobre danos à reputação em redes sociais e suporte para processos na justiça criminal 

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Fonte: Mapfre

O aumento da judicialização na relação médico-paciente e a exposição cada vez maior de profissionais da saúde nas redes sociais têm gerado desafios que vão além da prática clínica. De olho nesse cenário, a MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, ampliou o seu seguro de responsabilidade civil profissional, trazendo novas coberturas que oferecem uma proteção mais completa e direcionada para as demandas atuais de quem trabalha no ramo da saúde.

Entre os destaques da nova versão do produto estão a cobertura para danos à imagem e reputação, que inclui o impacto da viralização de postagens negativas nas redes sociais, que podem afetar diretamente a carreira e a confiança dos pacientes no profissional. Nesses casos, a MAPFRE oferece amparo no pagamento de despesas jurídicas, de publicidade e de relações públicas para mitigar esse tipo de prejuízo, protegendo a imagem do segurado.
 

“O impacto de uma postagem negativa, mesmo que infundada, pode ser devastador para a carreira de um profissional. Nosso objetivo é proteger o patrimônio e tranquilidade do segurado, garantindo o pagamento das despesas que ele tiver para a recuperação de sua imagem”, afirma a superintendente de seguros massificados da MAPFRE, Andrea Nogueira. “O dia a dia dos profissionais de saúde envolve riscos que vão muito além do consultório ou da sala de cirurgia. Por isso, remodelamos o nosso seguro para elevar o grau de proteção tanto para questões técnicas quanto para impactos na reputação ou situações judiciais”, explica a executiva. 

Além disso, o seguro passa a oferecer suporte em ações criminais, e não apenas cíveis, administrativas e éticas, e a possibilidade de indenizar herdeiros do segurado, garantindo que custos e processos não recaiam sobre a família, em caso de falecimento do profissional. Há ainda a indenização por ‘perda de uma chance’, que abrange situações em que o paciente alega ter sido impossibilitado de realizar algo no futuro devido a um erro médico e cobertura para os ‘lucros cessantes do paciente’, quando este foi impedido de realizar algo que lhe traria ganho financeiro ou deixado de receber algum valor, por danos relacionados à reclamação. 

A iniciativa de reformulação do produto surge em um momento de transformação no cenário da saúde no Brasil. Atualmente, o país possui quase 576 mil profissionais médicos ativos, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), e uma média de 35 mil novos formados por ano. 

Outro diferencial da nova versão do produto é a extensão das coberturas para o CNPJ que o profissional possua para a emissão de notas ou como parte na sociedade de um consultório ou clínica, o que é uma prática recorrente no mercado médico, permitindo que ele se proteja também no caso de ação contra a sua pessoa jurídica.

Na MAPFRE, os médicos podem contratar o seguro sem a necessidade do Registro de Qualificação de Especialista (RQE), exigido para o reconhecimento das especialidades pelo conselho de classe. Em caso de sinistro, são obrigatórios, além dos documentos habituais, apenas, o título de especialista e a carteira do conselho regional de medicina, dispensando a apresentação do RQE. Chefes de equipe, Preceptores, diretores técnicos e clínicos também contam com opções específicas de cobertura mediante inclusão no contrato. 

Além das novidades, o seguro mantém coberturas já consolidadas, como danos corporais, materiais, estéticos e morais, além de falhas causadas por receitas médicas ilegíveis, remoção de pacientes, telemedicina, atendimento domiciliar e o “Ato do Bom Samaritano”, que resguarda o profissional em procedimentos de emergência realizados para salvar vidas, mesmo que estejam fora de sua especialidade.

“A judicialização da medicina é um reflexo do maior acesso à informação por parte dos pacientes, mas também evidencia os riscos inerentes à profissão e é altamente recomendado para as pessoas deste ramo”, conclui a executiva da MAPFRE.

FenaCap responde: conheça cinco questões frequentes em relação aos títulos, como sorteios e resgates

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2025 – A Capitalização é uma ferramenta de disciplina financeira com o aspecto lúdico dos sorteios que está em operação no país há 95 anos, presente em todas as regiões. Apesar de os títulos serem muito populares, com soluções diferenciadas para pessoas físicas e empresas, eventualmente surge alguma dúvida em relação aos produtos e suas modalidades. 

Para esclarecer a população e demonstrar como é fácil e seguro adquirir um título, a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entidade do setor que reúne 15 empresas de Capitalização associadas, respondeu a cinco perguntas mais frequentes. Importante propulsor para a economia do país, de janeiro a outubro de 2024, o segmento destinou à sociedade quase R$ 22 bilhões em sorteios e resgates, recursos que movimentam a economia brasileira e podem ser usados como complemento à renda por famílias e empresas. 

Confira as respostas para cinco dúvidas mais comuns sobre o mercado de Capitalização

1) Quais são as opções de Títulos de Capitalização disponíveis?

Os Títulos de Capitalização estão organizados em seis modalidades, ofertadas no mercado a pessoas físicas e jurídicas. São elas: Tradicional (permite acumular reservas por meio de pagamentos mensais ou únicos); Instrumento de Garantia (usada na garantia para contratos de qualquer natureza, incluindo empréstimos e aluguel de imóveis); Filantropia Premiável (neste caso, o consumidor concorre a prêmios, mas cede o direito de resgate da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada pelas empresas de Capitalização); Popular (propicia a participação do titular em sorteios, com devolução de parte dos valores pagos); Incentivo (solução sob medida para empresas de diversos segmentos, que permite atrair, conquistar ou fidelizar clientes em ações promocionais) e Compra Programada (acumulação mensal vinculada à aquisição de bens duráveis com sorteio de prêmios). 

2) Os Títulos de Capitalização podem ser considerados um investimento?

O Título de Capitalização não é um investimento. É uma ferramenta de disciplina financeira, pois permite que uma pessoa guarde dinheiro, de forma planejada, para a realização de algum plano. Pode ser a organização de uma festa, uma viagem ou uma obra em casa. E o grande atrativo é que, ao mesmo tempo em que acumula recursos, o cliente ainda concorre a sorteio de prêmios pagos em dinheiro.

3) Como funcionam os resgates da Capitalização?

Os Títulos de Capitalização permitem o resgate antecipado ou ao final do prazo de vigência. Nos títulos da modalidade Tradicional, o consumidor recebe 100% do dinheiro guardado, com atualização pela TR, ao fim da vigência, desde que tenha cumprido todos os prazos estabelecidos em contrato. Nos títulos da modalidade Popular, o consumidor resgata no mínimo 50% da reserva acumulada também ao fim da vigência. No caso de Filantropia Premiável, o cliente cede o direito de resgate para uma entidade beneficente. Por fim, no Instrumento de Garantia, o resgate no fim do período pode ser de até 100% do valor pago inicialmente. 

 4) O que ocorre se o cliente resgatar o título antecipadamente, antes do fim da vigência?

O resgate antecipado caracteriza-se por um rompimento de contrato. Portanto, o cliente resgatará valor menor do que o acumulado e deixará de concorrer a prêmios. O montante a ser recebido dependerá das Condições Gerais do produto adquirido. É importante analisar os prazos de vigência (período durante o qual o consumidor efetuará pagamentos) para verificar se ele é o mais indicado à necessidade do cliente.

5)  O que as modalidades de Títulos de Capitalização têm em comum?

Os sorteios. Todos os participantes de uma mesma série de títulos têm as mesmas chances de ganhar. Valores e periodicidade das premiações variam de acordo com o Título de Capitalização adquirido.  Por exemplo, se a série tem 100 mil títulos, a chance de ganhar é uma em 100 mil. Mas, como os títulos de capitalização, em geral, têm sorteios programados ao longo de toda a vigência, essas chances se multiplicam. Há produtos com sorteios semanais, mensais, semestrais e até anuais.