CNseg apresenta ao Ministério da Fazenda pauta prioritária do setor para 2025

Fonte: CNseg

Ampliar a oferta de seguro rural para o produtor, estimular o seguro de crédito como forma de aumentar as garantias e mitigar o risco para o consumidor e instituições e oferecer soluções para enfrentar a transição climática estão entre as pautas que foram levadas ao Ministério da Fazenda pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). 

Em reunião liderada pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo, em 31 de janeiro, com a participação de representantes da Secretaria de Política Econômica (SPE), da Secretaria de Reformas Econômicas (SER) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, defendeu o setor segurador como um ator relevante e fundamental da economia brasileira. Setor que no ano passado novamente cresceu dois dígitos, disse Dyogo Oliveira, e tem produtos consistentes para o consumidor, para as empresas, para o produtor rural e soluções para as catástrofes. 

Hoje, o seguro rural tem pouca inserção devido à baixa subvenção do governo e quando há quebra de safra, como temos visto nos últimos anos, o prejuízo para o produtor é enorme, defendeu o presidente da CNseg. “O setor segurador tem um enorme interesse em debater esse tema para expandir a cobertura da área plantada no Brasil”, afirmou. 

A pauta climática e as soluções criadas pelo setor segurador também foram objeto da conversa. Dyogo comentou que a CNseg está criando um hub de dados climáticos com informações históricas e projeções, em parceria com diversas entidades, e que irá desenvolver um modelo climático que será usado pelo setor segurador. 

Também esteve na pauta a defesa para a criação de um Seguro Social de Catástrofe que atenderia a população em momentos cada vez mais corriqueiro que são as enchentes.  De acordo com a proposta, os familiares afetados por enchentes ou deslizamentos de terra receberiam de forma imediata um PIX de R$ 10 mil para sair da situação de risco. 

O presidente da CNseg também defendeu à Fazenda que o Tesouro Nacional fizesse a emissão doméstica de green bonds garantindo que há demanda desse produto pelas Seguradoras.  “Foi um encontro muito produtivo e que deixou uma lição de casa para fazer a partir desta conversa”, concluiu.

Ministério da Agricultura sinaliza mudanças no programa de subsídio para o seguro agrícola

Fonte: Ministério da Agricultura

A evolução da agenda do Seguro Rural frente aos impactos das mudanças climáticas na produção agrícola brasileira foi tema de um workshop que aconteceu nesta sexta-feira (31), na Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do IRB Brasil RE, além de outros órgãos públicos, seguradoras e empresas do setor, o evento foi realizado pelo Centro de Estudos do Agronegócio e pelo Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros (FGV IISR), em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Já na abertura do workshop, o secretário de Política Agrícola do Ministério, Guilherme Campos, adiantou que em breve o PSR, programa do governo federal que concede subsídio para a aquisição do seguro agrícola, passará por mudanças a fim de garantir uma melhor cobertura aos produtores rurais. Campos reconheceu que o programa, atualmente, não está “balanceando” os riscos segurados, com maior concentração na região Sul e nas culturas de soja e milho.

“Está em gestação uma nova proposta para o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) já para o próximo Plano Safra, trazendo o que tem de mais moderno em seguro rural”, afirmou. O Plano Safra, que estabelece as diretrizes e as condições de financiamento para o setor agrícola e agropecuário do Brasil, visando apoiar a produção rural, costuma ser anunciado no mês de junho.

Atualmente, apenas 16% da área agrícola no país está segurada, revelou Guilherme Rios, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Ele comparou os modelos brasileiro e americano e destacou que, nos Estados Unidos, o seguro rural é tratado como uma política de Estado, com orçamento bilionário anual. No Brasil, a falta de previsibilidade no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural prejudica a confiança dos produtores na ferramenta. “Estamos falando do maior produtor de alimentos do mundo, e de um setor que responde por um quarto do PIB, e seguimos muito distantes do que deveria ter de cobertura desse setor que fomenta tanto a nossa economia”, argumentou.

Segundo Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais) o mercado cresceu significativamente nos últimos anos, passando de duas para até 18 seguradoras. No entanto, eventos climáticos extremos, como a seca de 2021 e 2022 no Centro-Sul do país, levaram a uma retração, reduzindo o número de seguradoras ativas para cerca de 12 a 14. Ele ressaltou a importância de políticas estruturadas e defendeu um modelo sustentável, que atraia mais resseguradores e capital de risco para o Brasil, fortalecendo a proteção dos produtores e reduzindo a vulnerabilidade do setor.

Toyama lembrou ao secretário do Ministério da Agricultura que na cabeça do produtor rural o seguro ainda é o último item na lista do seu planejamento anual. “Então a gente precisa ter políticas públicas para assegurar produtos mais aderentes e preços adequados, para garantir a rentabilidade dos produtores e a sustentabilidade da agricultura nacional”, defendeu.

Os especialistas reforçaram a necessidade de ampliar as ferramentas de gestão de riscos, incluindo mecanismos como seguro paramétrico. Também defenderam a criação de um banco de dados integrado para aprimorar os produtos disponíveis aos produtores rurais. O Projeto de Lei 2.951 de 2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que trata do Fundo Catástrofe e propõe melhorias no Programa de Subvenção ao Seguro Rural, foi citado como uma medida fundamental para estruturar a gestão de riscos no país.

Também participaram do workshop: Guilherme Bastos (Coordenador do FGV Agro), Maria Netto (Diretora Executiva do iCS), Vitor Ozaki (Presidente da Câmara Temática de Gestão de Risco Agropecuário do MAPA), Eduardo Assad (FGV Agro), Leila Harfuch (Agroicone), Eugenio Montoro (FGV IISR), Guilherme Rios (CNA), Jairo Costa (Syngenta), Evandro Zequin (Klabin), Thiago Lauriano (IRB Brasil Re), Eduardo Monteiro (Embrapa), Jean Ometto (INPE), Paulo Artaxo (USP), Ademiro Vian (IBDAGRO); Renato Buranello (VBSO) e Ricardo Sassi (Agristamp).

Indicador de Longevidade Pessoal aponta que público 60 menos já busca mais informações sobre tema

Kalache: A população acima de 80 anos, que era de 14 milhões em 1950, chegará a quase 400 milhões em 2050

Segundo dados obtidos pelo Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), desenvolvido pelo Grupo Bradesco Seguros em parceria com o Instituto de Pesquisa Locomotiva e o especialista em envelhecimento Alexandre Kalache, a maioria dos respondentes do teste está na faixa etária entre 20 e 59 anos, evidenciando que, ao contrário do que se poderia imaginar, o tema não é de interesse exclusivo dos mais velhos, mas sim uma preocupação crescente desde as fases mais iniciais da vida adulta, abrangendo diversas gerações.

Além disso, o engajamento pela longevidade transcende gênero. Em pouco mais de três meses e com milhares de acessos, o teste contou com 55% das respostas de mulheres e 45% de homens. O ILP avalia fatores essenciais como saúde física, mental, finanças e relações sociais, fornecendo uma visão sobre como estamos nos preparando para o futuro.

Para Alexandre Kalache, esse comportamento demonstra uma percepção mais ampla sobre a longevidade. “Estamos acompanhando os jovens cada vez mais conscientes sobre o envelhecimento como um processo natural. E, para viver essa fase da vida com qualidade, é necessário adotar uma perspectiva de curso de vida – da infância até a velhice – respeitando a dignidade e autonomia, através de cuidados e hábitos desde a juventude. Quanto mais cedo melhor, nunca é tarde demais”, explica o especialista.

Com metodologia proprietária, o teste do ILP é gratuito e permite mapear hábitos e ampliar o conhecimento sobre o tema. Além de identificar áreas de melhorias individuais, ao final do teste, o portal disponibiliza um guia com dicas para uma vida mais longa e saudável, ajudando cada pessoa a se preparar para os seus próprios desafios do envelhecimento.

Clique aqui e descubra o seu ILP.

Aon reporta lucro líquido de US$ 2,65 bilhões em 2024

Nesta sexta-feira, a Aon PLC (AON) reportou um lucro líquido de US$ 716 milhões no quarto trimestre. A empresa, com sede em Dublin, informou que o lucro líquido por ação foi de US$ 3,28. Os ganhos, ajustados para custos não recorrentes, foram de US$ 4,42 por ação. No acumulado do ano, a Aon reportou um lucro de US$ 2,65 bilhões, ou US$ 12,49 por ação, enquanto a receita total foi de US$ 15,7 bilhões.

“Encerramos 2024 com mais um trimestre de forte desempenho e execução excepcional em todos os aspectos da nossa estratégia”, disse Greg Case, CEO. “Geramos um crescimento orgânico de receita de 6% no quarto trimestre e no ano completo, com crescimento de um dígito médio ou superior em todas as nossas linhas de soluções.”

Segundo o executivo, a força no crescimento da receita, combinada com esforços contínuos de controle de custos, impulsionou margens robustas, crescimento de dois dígitos no lucro por ação (EPS) e um fluxo de caixa livre de US$ 2,8 bilhões. “Como esperado, a execução do nosso Plano 3×3 tem sido um diferencial na forma como atendemos nossos clientes em Risk Capital e Human Capital, impulsionados pelos serviços da Aon Business Services. À medida que os clientes enfrentam dinâmicas de mercado cada vez mais complexas, a demanda por nossas soluções continua forte. Estamos bem posicionados para manter esse impulso em 2025 e impulsionar a criação de valor a longo prazo para nossos colaboradores, clientes e acionistas.”

Generali lança videocast para comemorar os 100 anos

Em celebração ao seu centenário, a Generali Brasil lança uma série de videocasts, em parceria com a MIT Technology Review Brasil, trazendo conteúdos inovadores e relevantes para o público. O objetivo é compartilhar histórias inspiradoras e discutir temas importantes como mercado de seguros, negócios, clientes e tecnologia.

O primeiro episódio conta com a participação de Andrea Crisanaz, CEO da Generali Brasil. Durante a entrevista, Andrea compartilha sua trajetória na companhia, seus desafios e conquistas ao longo dos anos e sua contribuição para o crescimento e desenvolvimento da Generali no país. Além disso, o CEO explora a área de inovação e tecnologia e traz sua visão do mercado.

O videocast já está disponível nos canais oficiais da MIT Technology Review Brasil e da Generali Brasil no Youtube, com novos episódios a cada semana até março. O público pode acompanhar a série, que trará os diretores da multinacional e debates sobre temas transformadores para o mercado e sociedade.

Esta é uma das ações em comemoração aos 100 anos da empresa e traz uma oportunidade exclusiva para quem deseja entender a visão da Generali sobre o futuro dos negócios e o papel da companhia no Brasil e no mundo.

Millennials buscam seguro de vida mais cedo do que a geração X, aponta Prudential do Brasil

A geração Millennial está mais consciente sobre a importância de planejar o futuro, é o que mostra um levantamento da Prudential do Brasil. Mulheres e homens com idades entre 28 e 43 anos têm apresentado um comportamento mais interessado em relação à contratação de seguro de vida se comparado à geração X, nascidos entre 1965 e 1980. A companhia observou um crescimento de produtos contratados para serem usados em vida, como coberturas para doenças graves e diária hospitalar, que auxiliam as pessoas a manterem a renda diante de imprevistos. O número de novos clientes da geração Milennial, de 14 a 39 anos, é quase três vezes maior do que o registrado entre os segurados da geração X.

“Temos evoluído de forma assertiva o nosso portfólio de produtos e serviços oferecendo soluções de proteção cada vez mais alinhadas às necessidades de nossos clientes para serem usadas ao longo da vida. Queremos acompanhar a evolução dos nossos segurados e chegar a mais consumidores, contribuindo para essa conscientização em cada geração. E não apenas com produtos, mas também com serviços, como telemedicina e o Fully, um ecossistema de bem-estar com foco na saúde física, mental e financeira. Nossa missão é proteger famílias financeiramente e ajudar os nossos clientes a viverem mais e melhor”, explica o vice-presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Carlos Cortez.

Chubb lucra US$ 9,27 bilhões em 2024

A Chubb registrou lucro de US$ 9,27 bilhões em 2024, 2,7% maior que o apurado no ano anterior. Os prêmios retidos de “Property and Casualty” (P&C) cresceram 9,6%, sendo 8,7% nos seguros corporativos e 12,1% no seguro no varejo. Na América Latina, o crescimento foi de 11% em P&C — abaixo do registrado na região “Ásia-Pacífico”, de 22%, mas acima do apontado na Europa, que cresceu 6,3%, e na América do Norte, com 8%. Em seguro de vida, os prêmios retidos somaram US$ 6,33 bilhões em 2024, quase 16% maiores que em 2023.

As perdas por catástrofes cresceram 30,5% de 2023 para 2024, totalizando US$ 2,39 bilhões, antes dos impostos, segundo a companhia. Os recentes incêndios na Califórnia, nos Estados Unidos, devem ter impacto nos resultados de 2025.

“Nossa estimativa atual do custo para apoiar nossos clientes e ajudá-los a se recuperar e reconstruir após essa catástrofe é de US$ 1,5 bilhão antes dos impostos”, disse o presidente do conselho e CEO da Chubb Limited, Evan G. Greenberg, em nota.

Seguradoras da Europa avaliam novas regras para riscos climáticos

Veículos danificados por inundações extremas em Alfafar, Espanha: Angel Garcia/Bloomberg

Fonte: Bloomberg

O órgão de fiscalização de seguros da Europa solicitou uma recalibração das exigências de capital para refletir o aumento dos desastres provocados pelo clima em todo o continente. A Autoridade Europeia de Seguros e Pensões Ocupacionais recomenda que o setor atualize a forma como considera os riscos de catástrofes naturais nas calibrações da fórmula padrão, de acordo com um comunicado na quinta-feira.

A EIOPA disse que suas recomendações se baseiam em um “exercício de reavaliação abrangente” de dois anos que examinou os riscos elevados associados a enchentes, tempestades de vento e outros perigos relacionados ao clima. O objetivo é “garantir a proteção contínua dos segurados e a estabilidade geral do mercado de seguros da UE em meio a padrões climáticos mais erráticos e prejudiciais”, disse a EIOPA.

Os desastres naturais na Europa destruíram ativos no valor de US$ 31 bilhões no ano passado, dos quais US$ 14 bilhões estavam segurados, de acordo com uma estimativa recente da Munich Re. Alguns dos eventos mais danosos foram as enchentes na Espanha, Alemanha e Europa Central.

A reavaliação da EIOPA inclui novos fatores de risco para 24 regiões. A EIOPA ajustou os fatores de risco de inundação para três países e propôs a adição de mais sete países para o risco de inundação “depois que suas exposições foram consideradas materiais”. O órgão de fiscalização também afirmou que os fatores de risco de vendaval devem ser aumentados para a Islândia e outras regiões, enquanto o risco de granizo deve ser aumentado para a Alemanha, Bélgica e Luxemburgo.

Outros riscos, incluindo incêndios florestais, inundações costeiras e secas, também estão no radar para possível inclusão nos cálculos da fórmula da EIOPA. “Como a frequência e a intensidade de certos riscos mudam devido às mudanças climáticas, eles podem se tornar mais relevantes para o setor de seguros da UE do que eram no passado”, disse a EIOPA.

A autoridade tem o mandato de reavaliar e potencialmente recalibrar os parâmetros de risco de catástrofe natural a cada cinco anos. A EIOPA disse que apresentou a última proposta à Comissão Europeia, que é o braço executivo da União Europeia.

As autoridades europeias têm se preocupado cada vez mais com a falta de cobertura de seguro para desastres naturais. O Banco Central Europeu e a EIOPA propuseram recentemente uma abordagem dupla para aumentar a cobertura, incluindo uma parceria voluntária de resseguro público-privada e um fundo obrigatório da UE para pagar os custos de reconstrução quando ocorrerem catástrofes.

Como o continente que está se aquecendo mais rapidamente, a Europa tem sido atingida por perdas crescentes devido a condições climáticas extremas nos últimos 15 anos. Entre 1981 e 2023, as catástrofes naturais causaram cerca de 900 bilhões de euros (US$ 936 bilhões) de perdas econômicas diretas na UE, sendo que um quinto dessas perdas ocorreu nos últimos três anos.

Grupo Bradesco Seguros abre inscrições para Programa de Estágio 2025

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

São Paulo, 30 de janeiro de 2025 – O Grupo Bradesco Seguros está com as inscrições abertas para o Programa de Estágio de 2025 até o dia 26 de fevereiro. A edição 2025 oferece mais de cem vagas para estudantes de nível superior ou tecnólogo em áreas como tecnologia, comunicação, recursos humanos, financeiro e compliance, para atuação nas cidades de São Paulo (SP), Barueri (SP), Osasco (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).

“O desenvolvimento de profissionais é um dos nossos compromissos. Mais do que uma oportunidade para iniciar a carreira, nosso programa de estágio é uma jornada de aprendizado, que valoriza o potencial de cada um”, diz Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade da Seguradora.

Durante o programa, as pessoas estagiárias passarão por uma jornada de desenvolvimento com algumas etapas fundamentais: integração, conhecimento e desenvolvimento de competências corporativas, e capacitação com treinamentos comportamentais, além de encontros periódicos para acompanhamento do progresso e compartilhamento de experiências.

As inscrições para o Programa de estágio do Grupo Bradesco Seguros 2025 podem ser realizadas no link: https://www.estagiobradescoseguros2025.com/

O processo seletivo, composto por testes online, avaliações e dinâmicas de grupo, será realizado entre janeiro e abril, e as admissões estão previstas para acontecer a partir de maio.

Confira os pré-requisitos e perfil: 

  1. Estudantes de nível superior, cursando a partir do 2º semestre (bacharelado, licenciatura), ou estudantes em nível de tecnólogo, cursando a partir do 1º semestre.
  2. Disponibilidade para uma jornada de estágio de 20, 25 ou 30 horas semanais e, preferencialmente, com possibilidade de realizar 2 anos de estágio. 
  3. Disponibilidade para trabalhar no modelo híbrido ou 100% presencial, de acordo com a área.

O que oferecemos:

  • Bolsa auxílio compatível com o mercado
  • Seguro contra acidentes pessoais
  • Auxílio transporte
  • Programa Viva Bem
  • TotalPass
  • Cesta de serviços bancários
  • Cursos para apoiar o desenvolvimento pessoal e o profissional
  • Day off no dia ou no mês do aniversário
  • Oportunidade de participação em Programas de Voluntariado
  • Incentivo à realização de cursos universitários e de idiomas com escolas parceiras
  • Acesso ao clube recreativo localizado em SP e RJ

Setor de seguros debate taxonomia sustentável em webinar da CNseg

Fonte: CNseg

Um webinar promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reuniu especialistas para avaliar a importância da taxonomia sustentável brasileira e o engajamento das seguradoras nesse processo de transformação ecológica

O evento, ocorrido na manhã de terça-feira (28/01), contou com a participação de Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, Jéssica Bastos, diretora da Susep (Superintendência de Seguros Privados), e David Batista, coordenador de taxonomias da UNEP FI (Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente)

Taxonomia é um sistema de classificação que organiza assuntos em grupos com características semelhantes. No contexto ambiental, a taxonomia organiza e define quais atividades econômicas são realmente sustentáveis, com base em critérios científicos. No setor de seguros, ajuda a incentivar investimentos em práticas ecológicas e a reduzir riscos ambientais, garantindo que o dinheiro seja direcionado para negócios que realmente contribuam para um futuro mais sustentável

Os três palestrantes concordaram sobre a importância da participação ativa do setor de seguros no processo de construção da taxonomia, para que ela atenda às necessidades do contexto nacional brasileiro. A taxonomia, segundo eles, é um instrumento fundamental para integrar as finanças sustentáveis à agenda regulatória.


Foi destacado o papel das seguradoras na prevenção de riscos e no estímulo a práticas sustentáveis. Elas podem influenciar seus clientes e fazer escolhas de investimentos que impulsionem a economia verde.


O webinar enfatizou a importância de aprofundar o debate e de unir esforços para que o setor de seguros cumpra seu papel na transformação ecológica e no desenvolvimento sustentável do país. Foi informado que os cadernos técnicos da taxonomia estão disponíveis para consulta pública em uma plataforma online.


Alexandre Leal assinalou que o seguro não deve ser visto apenas como um produto de proteção financeira, mas também como um segmento que, a partir de sua especialização em gestão de riscos, pode induzir melhores práticas em seus clientes e fornecedores. Acrescentou que o setor, tendo em vista ser um dos maiores investidores institucionais, hoje detém R$ 1,8 trilhão em ativos garantidores, pode destinar parcelas desses recursos para atividades sustentáveis. Mas seu apetite, maior ou menor, acompanhará o comportamento das taxas de juros. Em consequência, quanto mais alta a Selic, os investimentos das seguradoras tendem a permanecer nas atuais aplicações de renda fixa, exigindo prêmios maiores dos investimentos verdes para atrair alocações.  


Jéssica Bastos destacou que a Susep tem trabalhado para integrar as reflexões sobre sustentabilidade em suas ações, referindo-se ao grupo de trabalho chamado “Seguros de Transformação Ecológica”. Ela enfatizou que o setor de seguros, por ser acessório à economia real, tem um papel crucial a desempenhar na indução de práticas sustentáveis e na gestão de riscos ambientais.


Já David Batista apresentou o funcionamento da taxonomia sustentável brasileira, que busca classificar atividades econômicas com base em critérios claros e objetivos, baseados em ciência. Ele mencionou que o objetivo é identificar atividades habilitadoras de uma economia mais resiliente, justa e de baixas emissões.


Batista detalhou a estrutura de governança da taxonomia, que envolve diversas organizações, incluindo órgãos governamentais, consultores e entidades da sociedade civil. Ele ressaltou a importância do processo de consulta pública para o aprimoramento da taxonomia e incentivou a participação de todos, principalmente as seguradoras.