STF tem 2 votos para estados devolverem imposto de previdência privada recebida por herança

Fonte: Folha

O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a analisar nesta sexta-feira (21) um pedido do Rio de Janeiro para que os estados não sejam obrigados a devolver o imposto cobrado em fundos de previdência privada transmitidos em heranças.

Relator do caso, o ministro Dias Toffoli negou o pedido do estado. Ele já foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. Outros nove ministros ainda irão votar no julgamento previsto para terminar na próxima sexta (28).

Em dezembro do ano passado, o tribunal decidiu que, se o plano de previdência privada é um seguro pago por uma instituição financeira aos beneficiários, não há transmissão causa mortis, pois esses planos não levam a uma transferência de recursos que integravam o patrimônio do falecido.

Diante disso, a cobrança do ITCMD, o imposto estadual sobre heranças e doações, deve ser considerada inconstitucional.

Embora o STF tenha analisado apenas a lei do Rio de Janeiro sobre o tema, a decisão tem repercussão geral, ou seja, será definida uma tese aplicável a todos os estados.

A Procuradoria-Geral do Estado afirma que a restituição dos valores já cobrados “poderá tornar inviável” o cumprimento das obrigações assumidas no Regime de Recuperação Fiscal, além de comprometer a prestação de serviços públicos e o custeio do funcionalismo estadual.

Diz ainda que a situação tende a se repetir em relação aos demais estados da federação, “ainda que em menor intensidade”.

Luiza Lacerda, sócia da área de Direito Tributário do BMA Advogados, afirma que esse tipo de argumentação é frequentemente utilizado pelos entes públicos como forma de se eximir da restituição de valores indevidamente cobrados dos contribuintes.

“A saúde financeira dos estados não pode ser ignorada, mas também não pode servir de justificativa para a aplicação de um instituto jurídico cujos requisitos não se verificam no caso concreto.”

Segundo a advogada, acolher o pedido do Rio de Janeiro nesse caso abriria um precedente perigoso ao privilegiar e incentivar o que ela chama de “norma de inconstitucionalidade útil”, que acaba beneficiando o ente que praticou a inconstitucionalidade, em detrimento do contribuinte.

Antes do julgamento, havia divergência no entendimento de cada estado e dos tribunais. A ação no STF atendeu a um pedido do Rio de Janeiro para resolver a questão, analisando uma decisão do Tribunal de Justiça do estado.

O TJ-RJ declarou a inconstitucionalidade da incidência do tributo sobre o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), mas permitiu a cobrança sobre o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre).

O entendimento do Rio é que o PGBL é um investimento transferido da pessoa que morreu para seus beneficiários. Já o VGBL funciona como um seguro, que no caso do falecimento é pago pela instituição financeira contratada. Nesse caso, o imposto não seria devido.

Generali celebra 100 anos no Brasil com inovação e sustentabilidade

A Generali, uma das principais seguradoras do mundo, completa um século de atuação no Brasil em 2025. Ao longo desses 100 anos, a empresa consolidou sua posição no mercado por meio de inovação, práticas sustentáveis e um forte compromisso com a experiência do cliente. Para marcar essa trajetória, a Generali preparou uma série de iniciativas que reforçam sua visão de futuro e seu papel como agente de transformação no setor de seguros.

Em entrevista exclusiva, Claudia Lopes, diretora comercial & marketing da Generali, compartilhou os principais marcos da empresa, os desafios enfrentados ao longo das décadas e as estratégias para os próximos anos. “Com um olhar voltado para a transformação digital e sustentabilidade, a executiva destacou como a Generali tem se adaptado às mudanças do mercado e às expectativas dos consumidores, mantendo-se relevante e competitiva em um cenário em constante evolução”, ressaltou a executiva em entrevista concedida ao Sonho Seguro:

Quais foram os principais marcos e conquistas da Generali ao longo desses 100 anos no Brasil? 

A Generali tem se destacado pela constante busca por inovação, tecnologia e práticas em conformidade com os princípios ESG, alinhando-se também a um forte foco no cliente. Esses pilares têm sido fundamentais para consolidar a posição da empresa como uma das mais relevantes do mercado. Em 2024, a companhia foi premiada pelo terceiro ano seguido no Innovative Workplaces, reconhecimento das 20 empresas mais inovadoras do país, estudo realizado pela MIT Technology Review Brasil. Entre as inovações da Generali que contribuíram para essa conquista, destaca-se o projeto de transformação digital que prevê a substituição, no longo prazo, de todos os sistemas atuais. A ferramenta foi escolhida pela matriz do grupo para ser implantada em vários países como parte de uma estratégia global. A plataforma tem sido o principal sistema de negócio para ramos de vida e massificados. A boa performance da empresa deve-se, em grande parte, à estratégia implantada nos últimos dois anos, que inclui a automação digital para otimizar sistemas internos e a ampliação de oferta de produtos e serviços para fortalecer o portfólio e promover iniciativas sustentáveis. Além disso, também tivemos ações interessantes de ESG, como extensão da licença paternidade para 20 dias e a adoção do trabalho remoto por um ano durante a amamentação.

Como a Generali enxerga as mudanças no cenário econômico brasileiro ao longo desses 100 anos e como isso impactou seus negócios? 

Durante todo esse período, a Generali, vivenciou diversos ciclos econômicos e transformações estruturais que moldaram o mercado de seguros e impactaram diretamente suas operações. A companhia precisou adaptar-se a diferentes cenários e fazer ajustes em suas estratégias para se manter competitiva e relevante no mercado. Uma das principais transformações foi o comportamento do consumidor e a chegada da IA sendo necessário adaptações para se manter relevante, competitiva e atrativa para os nossos clientes. 

Quais são os principais objetivos e estratégias da Generali no Brasil para os próximos anos, especialmente em 2025? 

Em 2025, a Generali está comprometida em continuar sua jornada de transformação digital e inovação para atender às demandas de um mercado em constante evolução. Nossos principais objetivos são fortalecer a cultura centrada no cliente, consolidar a Área do Cliente como um motor de transformação na empresa, e continuar investindo em tecnologias e inovações para oferecer as melhores soluções e experiências aos nossos segurados. Estamos investindo em um novo sistema core, mais moderno e integrado; projeto que está em andamento desde 2023. Também acreditamos que o uso da inteligência artificial será bastante explorado para melhorar nossos processos, ajudando a otimizar a gestão de riscos e melhorar a eficiência operacional. 

A empresa planeja expandir ou diversificar seus produtos e serviços no Brasil? Quais segmentos são prioritários?

Assegurar bens e pessoas é o nosso compromisso. Queremos ampliar, ainda mais, a oferta de produtos e serviços para fortalecer nosso portfólio e promover iniciativas sustentáveis. A empresa está direcionando o foco de sua atuação na experiência do consumidor. Para isso, trabalhará ainda mais para entender as necessidades dos clientes, buscando captar e compreender quais são suas principais preocupações e quais os produtos e serviços que eles mais valorizamO investimento em inovação, principalmente com a aposta em produtos digitais e personalizáveis, que sejam acessíveis e fáceis de usar, será novamente a aposta da Generali. A companhia também seguirá atenta aos movimentos do segmento para oferecer as melhores soluções com tecnologia, facilidade e processos simplificados.

Como a Generali está incorporando práticas sustentáveis em suas operações e produtos no Brasil? 

A Generali no Brasil tem incorporado práticas sustentáveis tanto em suas operações internas quanto na oferta de seus produtos e serviços. A empresa tem uma abordagem integrada que envolve inovação, educação do consumidor, governança responsável e compromisso com o meio ambiente, buscando não apenas gerar valor econômico, mas também contribuir positivamente para a sociedade e o planeta. Temos uma meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa da carteira de subscrição para alcançar o Net-Zero até 2050. Também temos um Comitê de Sustentabilidade para implementar e monitorar ações que serão regularmente reportadas ao Conselho de Administração da Generali. Além disso, internamente, o Grupo lançou um programa de venda de ações para colaboradores. Caso a empresa atinja a meta global de ASG, os empregados ser ão beneficiados com duas ações adicionais, dependendo do número de ações adquiridas. Nos escritórios da Generali no Brasil são disponibilizados locais de coleta de pilhas e “tampinhas” de garrafa PET, assim como coleta seletiva. A empresa também automatiza seus processos reduzindo a emissão de documentos impressos.

Quais são os principais canais de distribuição utilizados pela Generali no Brasil? Como a empresa está se adaptando às mudanças no comportamento do consumidor? 

Somos uma empresa B2B2C, o que representa que temos um leque variado de canais de distribuição. Temos firmado parcerias estratégicas com bancos e varejistas para expandir seu alcance e oferecer seguros de maneira mais acessível e integrada ao dia a dia dos consumidores. Em relação as adaptações ao comportamento do consumidor, identificamos ao longo dos últimos anos diversas mudanças impulsionadas por fatores como avanços tecnológicos, transformações econômicas e sociais, e a crescente conscientização sobre sustentabilidade. Os consumidores estão cada vez mais inclinados a utilizar plataformas digitais para contratar seguros, gerenciar apólices e acompanhar sinistros. Eles buscam conveniência, rapidez e autonomia. A demanda por aplicativos e serviços digitais personalizados continuará crescendo, com maior foco em interfaces intuitivas, chatbots avançados e automação no atendimento ao cliente, porém, não deixando de lado a “humanização” no serviço prestado. O uso de big data e inteligência artificial permitirá a oferta de produtos ainda mais personalizados, com recomendações baseadas no histórico de comportamento e preferências dos clientes. 

Como isso tem impactado a experiência do cliente e a eficiência operacional? 

Temos tirado grande proveito da IA, uma tecnologia essencial que se tornou indispensável para o sucesso em diversos setores. Ela nos permite analisar grandes volumes de dados com rapidez e precisão, resultando em decisões mais estratégicas e eficazes. A empresa também focou neste último ano em mudanças na sua estrutura, com foco na criação de valor e na melhor experiência para o cliente. Pensando nisso, três novas áreas foram criadas: Customer Experience (CX), Inovação e Sustentabilidade. A iniciativa surge como uma resposta ao cenário atual, em que os consumidores estão cada vez mais no centro do negócio, especialmente no setor de seguros, onde as expectativas por agilidade e tranquilidade são primordiais. O grupo t ambém está investindo em tecnologia, como a adoção de canais digitais e URA integrada, porém mantendo o foco na humanização. Em situações delicadas, a empresa valoriza uma abordagem mais empática e personalizada, assegurando que o atendimento continue a ser uma experiência acolhedora e confiável. 

Como a Generali está utilizando a transformação digital para se diferenciar no mercado brasileiro de seguros? 

Temos alguns produtos e iniciativas que estão fazendo toda diferença, como o novo sistema core (Projeto TIA) e o Agilità, que utiliza Inteligência Artificial para otimizar processos jurídicos e desburocratizar fluxos de trabalho. O TIA está sendo implantado para suportar de ponta a ponta as operações de seguro, é uma plataforma única que integra os mais diversos segmentos da companhia. Com isso, ganhamos uma gestão mais eficiente de dados, otimização de recursos, além do avanço na digitalização completa de processos. 

Quais são os principais eventos e ações de marketing planejados para as comemorações dos 100 anos da Generali no Brasil? Poderia detalhar iniciativas como o plantio de árvores e ativações da marca em diferentes regiões? 

A Generali Brasil está celebrando seu centenário com diversas iniciativas que destacam sua trajetória e compromisso com a sociedade. As principais ações incluem: 

• Lançamento do Livro de 100 anos: A empresa está produzindo um livro que narra sua história no Brasil, apresentando personagens, relatos de colaboradores e os principais marcos ao longo dos 100 anos de atuação. 

• Espaço Memória: Está sendo criado um “Espaço Memória” que reúne objetos, documentos e exposições, além de interações tecnológicas, permitindo que colaboradores conheçam a história da Generali no país e também possam visualizar os próximos anos. A ideia é conectar o passado, presente e futuro. 

• Iluminação do Cristo Redentor: Em uma ação simbólica, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será iluminado no dia 20 de fevereiro com as cores da Generali, celebrando a presença da empresa no Brasil e sua contribuição para o país. 

• Campanhas de Marketing On e Offline: Ao longo do ano, a Generali também irá destacar sua trajetória nas redes sociais.

• Videocast: Em parceria com a MIT Technology Review Brasil, a Generali lançou um videocast onde explora temas relevantes do mercado de seguros, histórias inspiradoras, além de discutir temas como negócios, clientes e tecnologia. O público pode acompanhar a série pelos canais oficiais da MIT Technology Review Brasil e da Generali Brasil no Youtube, com novos episódios a cada semana até março. 

• Plantio de Árvores: Como parte de sua responsabilidade socioambiental, a Generali também irá plantar 100 árvores no Rio de Janeiro e 100 em São Paulo, cidades onde mantém escritórios, contribuindo para a sustentabilidade e o meio ambiente. 

• Comemorações Internas: A empresa também está promovendo eventos internos para colaboradores e parceiros, incluindo confraternizações. Essas ações refletem o compromisso da Generali com a sustentabilidade, tradição e valorização de sua história. 

Quais são os principais desafios e oportunidades?

O cenário econômico atual desempenha um papel significativo na formação das tendências do mercado de seguros para 2025. Em tempos de instabilidade, cresce a procura por seguros de vida, previdência privada e proteção de ativos, como imóveis e veículos, à medida que as pessoas buscam proteger o patrimônio acumulado. Com essa crescente, a experiência do cliente tornou-se um ponto crucial para facilitar o acesso a produtos mais personalizados e ágeis, o que torna a contratação de seguros mais atrativa e acessível. As seguradoras que adaptarem seus produtos às novas necessidades dos consumidores, investirem em inovação e adotarem práticas sustentáveis estarão mais preparadas para atender à crescente demanda e se manterem competitivas em um mercado em constante transfor mação. Nossa meta é continuar liderando com inovação, expandindo nossa presença digital e fortalecendo parcerias estratégicas. Também teremos um foco especial nas comemorações dos 100 anos da Generali no Brasil, reforçando nosso compromisso com o país.

Tokio Marine começa a utilizar plataforma Genesys

A Tokio Marine implementou a tecnologia Genesys para aprimorar o atendimento a corretores e segurados em sua Central de Relacionamento, bem como nas áreas Comercial, de Operações e Sinistros. A solução já é utilizada em outras empresas do grupo, como no Japão e na Austrália, e busca melhorar a experiência do cliente e agilizar a resolução de demandas.

A ferramenta permite identificar contatos anteriores, otimizar escalas de trabalho e analisar conversas com o uso de speech analytics, facilitando a tomada de decisões estratégicas. Segundo Dennis Milan, diretor de Tecnologia, Inovação e Digital da Tokio Marine, o projeto foi desenvolvido desde o início do ano passado, incluindo o uso de bots e inteligência artificial para apoiar mais de 1.200 colaboradores, sem perder a essência do atendimento humano.

A implementação da Genesys, com apoio da Coddera, também possibilita o monitoramento da jornada de clientes e corretores em tempo real, permitindo respostas mais rápidas e eficientes. Luciana Gennari, superintendente executiva de Contact Center, destaca que a novidade faz parte da transformação digital da companhia, oferecendo mais autonomia aos agentes de relacionamento e uma experiência aprimorada para segurados e parceiros.

Além disso, a tecnologia permite que o cliente realize autoatendimentos de forma mais intuitiva, como acompanhar o status de um sinistro ou verificar solicitações anteriores sem precisar repetir informações. A Tokio Marine seguirá investindo na capacitação de seus colaboradores para garantir um serviço de excelência a corretores e clientes.

Catástrofes climáticas chegam à Bolsa de Nova York com o primeiro cat bond

As catástrofes climáticas chegaram à Bolsa de Nova York (NYSE) no formato de títulos de catástrofe, conhecidos como cat bonds. Um fundo negociado em bolsa (ETF) com base em uma carteira de cat bonds deve começar a ser negociado na NYSE no próximo mês, tornando-se o primeiro ETF de títulos de catástrofes do mundo, informa o portal Artemis.

“É uma classe de ativos com muitas nuances e nosso objetivo é desmistificá-la”, disse Rick Pagnani, CEO da King Ridge Capital Advisors Inc., que vai administrar o ETF, em entrevista à Bloomberg. Até o ano passado, Pagnani comandava a mesa de títulos vinculados a seguros na PIMCO, uma das maiores gestoras de renda fixa do mundo.

A King Ridge Capital Advisors LLC foi lançada recentemente como uma nova gestora de investimentos especializada em títulos vinculados a seguros (ILS). A empresa já assinou um acordo de sub-assessoria para gerenciar o portfólio do aguardado Brookmont Catastrophic Bond ETF (ROAR), o primeiro ETF focado em cat bonds, que será listado na NYSE.

A King Ridge atuará como uma plataforma multi-estratégia, indo além dos riscos catastróficos tradicionais para incluir também linhas especializadas e de responsabilidade civil. A empresa também oferecerá soluções de otimização de capital e transformação de resseguros, utilizando modelagem avançada, inteligência artificial e um forte foco na gestão de riscos climáticos e catastróficos.

O Brookmont Catastrophic Bond ETF será um marco para o mercado de seguros e investimentos, trazendo maior liquidez e acessibilidade para investidores interessados nessa classe de ativos. O lançamento do ETF está previsto para o primeiro trimestre de 2025.

Brasil: baixa pontuação indica alta pressão por reformas na previdência

estudo allianz previdência

A Allianz apresenta a terceira edição do seu “Relatório Global Previdenciário”, que analisa 71 sistemas previdenciários ao redor do mundo com o auxílio do próprio Allianz Pension Index (API). O indicador é composto por três pilares: análise da situação demográfica e fiscal, além de uma avaliação da sustentabilidade (como financiamento e períodos de contribuição) e da adequação (como cobertura e níveis de pensão) do sistema previdenciário. No total, são considerados 40 parâmetros, com pontuações variando de 1 (sem necessidade de reforma) a 7 (necessidade aguda de reforma). A soma ponderada de todos os parâmetros reflete a pressão por reformas em cada sistema.

Alta pressão por reformas

A pontuação geral não ponderada de todos os sistemas previdenciários analisados é de 3,7, indicando uma pressão contínua por reformas. Em comparação com o último relatório de 2023, houve algumas movimentações – mas nem sempre na direção correta: na época, a pontuação geral era de 3,6.

No entanto, há diferenças significativas entre os países. Um pequeno grupo de nações, como Dinamarca, Holanda e Suécia, apresenta uma pontuação geral bem abaixo de 3 e está em situação relativamente favorável, porque definiram o curso para a sustentabilidade em tempo hábil ao adotar sistemas financiados (veja a lista dos melhores sistemas previdenciários).

À primeira vista, pode parecer surpreendente que o Japão também esteja nessa lista. No entanto, nenhum outro país seguiu tão consistentemente um caminho diferente: prolongar a vida ativa, trabalhar mais. Atualmente, um terço da população entre 65 e 70 anos ainda está empregada, e nos próximos anos espera-se que a idade efetiva de aposentadoria suba para 70 anos.

O maior grupo, de longe, é composto por países com pontuação abaixo de 4, onde há uma necessidade urgente de reforma para proteger os sistemas previdenciários dos impactos das mudanças demográficas. Esse grupo inclui muitas nações em desenvolvimento, como Malásia, Colômbia e Nigéria.

O problema nesses países geralmente não está no desenho do sistema previdenciário em si, mas em sua cobertura limitada: a parcela de trabalhadores informais sem proteção previdenciária ultrapassa, em muitos casos, 50%. Nesses países, reformas amplas no mercado de trabalho são essenciais para estabelecer as bases de um sistema previdenciário abrangente. Caso contrário, a previdência se tornará mais um fator de aumento da desigualdade. 

Por fim, o terceiro grupo de sistemas previdenciários inclui diversos países europeus, como Alemanha, França e Itália, cujos sistemas ainda deram apenas passos tímidos em direção ao financiamento – o modelo de repartição continua predominante, e a pressão por reformas é consequentemente alta, considerando o rápido envelhecimento da população.

Migração: perdendo efeito

A mudança demográfica é uma realidade há anos. A expectativa de vida tem aumentado continuamente por décadas (com apenas uma breve interrupção devido à pandemia de covid-19), enquanto as taxas de natalidade continuam a cair. No entanto, um fator tem atenuado significativamente o impacto esperado nos mercados de trabalho e nos sistemas sociais: a migração.

Nos últimos cinco anos, por exemplo, quase 90% dos 1,6 milhão de novos empregos com contribuição para a seguridade social na Alemanha foram ocupados por imigrantes. “Mesmo que nem todos os imigrantes tenham encontrado um emprego imediatamente, a migração ajudou muito no balanço geral”, afirmou Michaela Grimm, coautora do Relatório. “Provavelmente, não poderemos mais contar com isso no futuro. Isso porque, nos principais países de origem, há cada vez menos candidatos dispostos a emigrar.

Além disso, a Europa pode perder parte de sua atratividade como destino migratório nos próximos anos. Portanto, será crucial aproveitarmos ainda melhor o potencial existente. Isso inclui mulheres que trabalham meio período, que precisam de mais suporte para equilibrar os cuidados com crianças e idosos, e trabalhadores mais velhos, que ainda enfrentam discriminação etária no mercado de trabalho.”

O déficit na poupança para pensões pode ser fechado

De acordo com os cálculos da Allianz, o déficit na poupança para previdências das gerações mais jovens na zona do euro é de cerca de 350 bilhões de euros por ano, em média. Isso pode parecer muito – mas é possível de ser superado se a taxa de poupança aumentasse em 25%. “Os membros da geração X precisam economizar mais para garantir o padrão de vida desejado na velhice – isso é indiscutível”, disse Ludovic Subran, economista-chefe do Grupo Allianz.

“Mas não podemos olhar apenas para um lado da equação, os esforços de poupança das famílias. É crucial pensar sobre a segurança das previdências e o desenvolvimento dos mercados de capitais de forma integrada. As economias para a aposentadoria precisam ser investidas de maneira rentável, visando o crescimento e a inovação no futuro. Essa é a chave para superar a mudança demográfica (bem como a mudança climática). A Europa ainda apresenta grandes déficits nessa área.”

Brasil: baixa pontuação

Com uma pontuação geral de 4,2, o sistema previdenciário brasileiro está próximo ao fundo do ranking global. Embora ainda tenha uma população relativamente jovem, o panorama demográfico está rapidamente se deteriorando: a razão de dependência de idosos deve aumentar de 16% para 36% nos próximos 25 anos.

Dadas suas baixas poupanças privadas e altas taxas de contribuição, não há como contornar uma expansão sustentável dos pilares ocupacionais e privados totalmente financiados no sistema previdenciário brasileiro. Outras necessidades de reforma incluem benefícios generosos e o grande mercado de trabalho informal, levando a lacunas de cobertura.

Os melhores sistemas de pensões do mundo com uma pontuação total abaixo de 3.

PaísPontuação totalCondições básicas (pontuação)Sustentabilidade (pontuação)Adequação (pontuação)
Dinamarca2.33.22.32.0
Holanda2.63.03.31.7
Suécia2.62.92.92.2
Japão2.73.72.42.4
Nova Zelândia2.83.63.32.0
Israel3.02.93.02.9
     
Brasil4.24.64.63.6
Fonte: Allianz

Estudo aponta a falta de planejamento financeiro dos colaboradores

Nos últimos anos, a saúde financeira tem sido amplamente debatida em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que o desequilíbrio financeiro está relacionado a transtornos mentais, como ansiedade e depressão, gerando um impacto econômico de US$ 1 trilhão por ano devido à perda de produtividade e à redução da capacidade de trabalho. 

No Brasil, esta realidade é ainda mais crítica. De acordo com um estudo da FEBRABAN, 64,7% dos brasileiros não se sentem seguros em relação ao seu futuro financeiro, enquanto 58,4% relatam que suas finanças são uma das principais causas de estresse, afetando diretamente suas vidas. Não à toa, que tramita no Senado um projeto de lei que busca incluir a educação financeira no ensino básico, um passo crucial para preparar as futuras gerações para lidar de maneira mais saudável com suas finanças.

Diante deste cenário, a Lockton, maior corretora de seguros independente do mundo, realizou sua primeira pesquisa focada no sentimento dos colaboradores em relação à educação e saúde financeira. O levantamento, realizado no segundo trimestre de 2024, ouviu mais de 520 colaboradores de 9 empresas e revelou dados importantes sobre o planejamento financeiro e a preparação para o futuro.

Principais resultados da pesquisa:

  • 51% dos participantes nunca buscaram orientação financeira, evidenciando uma lacuna significativa na alfabetização financeira.
  • 78% das famílias não conseguem poupar devido ao acúmulo de dívidas, especialmente com foco no longo prazo, como a aposentadoria.
  • 41% dos entrevistados estão inseguros quanto à sua renda na aposentadoria, e 32% lamentam não ter começado a poupar mais cedo. Entre os entrevistados com mais de 65 anos, este percentual sobe para 67%, refletindo as consequências reais da falta de planejamento financeiro.

“Estes dados refletem a urgência de abordar a educação financeira de maneira estruturada, tanto no ambiente educacional quanto nas empresas, que estão cada vez mais conscientes da necessidade de oferecer suporte financeiro aos seus colaboradores”, comenta Demetrius Lima, economista e Gerente de Previdência da Lockton Brasil. “A educação financeira é um componente essencial para garantir o bem-estar financeiro e mental dos colaboradores, e as empresas têm um papel vital em promover esta conscientização”, conclui.

Com base nessas percepções, a Lockton está lançando uma nova solução de saúde e educação financeira, desenvolvida em parceria com a maior startup de previdência do Brasil. A ferramenta oferece checkups financeiros personalizados, consultorias individuais ilimitadas com especialistas em finanças, palestras e webinars sobre saúde e educação financeira, além de gamificação para engajar os colaboradores. A solução também disponibiliza consultoria ao RH, incluindo o mapeamento da população e ações estratégicas específicas para cada público.

“Esse conceito é 100% focado no bem-estar financeiro, sem metas de produtos ou indicações, proporcionando uma assessoria isenta, visando que os colaboradores sejam protagonistas na construção de um futuro financeiro mais estável”, conta Demetrius e pontua que a plataforma será ajustada conforme as necessidades de cada empresa, e os custos serão arcados pelas próprias companhias interessadas, permitindo uma abordagem personalizada e independente.

Prudential do Brasil debate proteção de dados com colaboradores

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil realizou, no início de fevereiro, uma semana dedicada à conscientização de seus colaboradores sobre proteção de dados pessoais e privacidade para celebrar o Dia Internacional da Proteção de Dados (28 de janeiro). A programação ofereceu uma série de atividades como palestras e dinâmicas interativas para fortalecer a cultura sobre o tema na seguradora. Nessa edição, a seguradora chamou a atenção para o uso responsável e ético da inteligência artificial nos negócios.

Segundo a Data Protection Officer (DPO) da Prudential do Brasil, Sabrina Calixto, promover essa ação demonstra a responsabilidade e o compromisso da seguradora com as informações de seus clientes. “A privacidade e a proteção de dados já fazem parte do cotidiano dos colaboradores. Reforçar os princípios de integridade e governança é essencial para proteger os nossos clientes. Um dos temas em debate este ano foi o uso de inteligência artificial, uma tecnologia promissora que precisa ser conduzida com ética e responsabilidade pelo mercado segurador”, disse Sabrina.

A Semana contou ainda com um painel internacional sobre segurança cibernética e IA oferecido a todas as operações da Prudential. Outras duas palestras nacionais abordaram os riscos e o uso ético e responsável da IA nos negócios, tema este escolhido com o objetivo de acompanhamento das tendências do mercado. Por fim, também ocorreu uma dinâmica de grupo interativa de gamificação em que os participantes tinham que desvendar, em 30 minutos, enigmas envolvendo temas de proteção de dados, promovendo a conscientização dos colaboradores.

Alper Seguros compra da Humani, segunda compra deste ano

Alper Seguros, anuncia a aquisição da Humani, corretora especializada em benefícios para pequenas e médias empresas (PME), sediada em Osasco, na Grande São Paulo. A transação é a segunda aquisição da Alper no ano e a oitava na unidade de Benefícios da companhia. O movimento de consolidação de mercado é mais um passo dado pelo executivo Marcos Couto, CEO da Alper, que pretende liderar a fusão de outras corretoras ao longo do ano com um investimento de R$ 400 milhões.

Fundada em 2001, a Humani construiu uma sólida reputação no mercado, administrando uma carteira premium com mais de 8 mil vidas e R$100 milhões em prêmios. A corretora é reconhecida por sua excelência no processo comercial e pelo alto padrão de atendimento no pós-venda, resultando em expressivas taxas de retenção de clientes, tickets médios elevados por beneficiário e baixo índice de sinistralidade.

Sob a liderança de André de Barros Martins, vice-presidente sênior de Benefícios da Alper Seguros, essa aquisição consolida um modelo de operação que vem demonstrando crescimento sustentado ao longo dos anos. Além de incrementar a carteira de PME, que é parte importante do mercado de Benefícios. Além disso, a transação possibilita oportunidades de cross-sell, uma vez que a Humani tem sua atuação integralmente focada em um único ramo.

“A aquisição da Humani representa um movimento estratégico importante para a Alper no segmento PME. Estamos incorporando uma operação de alto padrão, com um modelo de negócio comprovado e uma carteira de clientes sólida”, afirma André de Barros Martins,. “Além disso, identificamos significativas oportunidades de negócios que nos permitirão expandir ainda mais nossa oferta de produtos e serviços para essa base de clientes”, destaca Martins.

Com a integração, Emmanuelle Burci, atual diretora da Humani, é responsável pela área comercial e de operação e assume a posição de diretora da filial de Osasco.

Kakau Tech e AWS criam solução para vistorias em seguros de smartphones com IA

Henrique Volpi Kakau

Fonte: Kakau

Com o aumento dos sinistros envolvendo smartphones, tornou-se fundamental a eficiência na gestão do risco no mercado de seguros. Em 2023, apenas na cidade de São Paulo foram mais de 103 mil roubos, segundo o Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, sendo necessário simplificar as vistorias para garantir uma avaliação precisa na hora de contratar uma cobertura.

Para solucionar isso, a Kakau Tech – empresa inovadora e focada em transformação digital que faz parte do Grupo Kakau -, em parceria com a Amazon Web Services (AWS), desenvolveu uma solução inovadora para simplificar e proteger as vistorias de seguros de smartphones utilizando Inteligência Artificial. Trata-se do Sonar, uma ferramenta projetada para identificar e prevenir todas as possibilidades de fraude, exigindo a criação de verificações para confirmar informações. 

Apesar do Sonar usar seis tipos de validações, ainda enfrentava o desafio de fraudes relacionadas à prova de vida, e que executando uma verificação de prova de vida seria uma camada extra de segurança.

O fluxo de dados na arquitetura do Sonar seguia 6 validações descritas abaixo:

  • SMS: um código único é enviado para o número de telefone cadastrado, confirmando quem é o titular do aparelho.
  • IMEI: o IMEI (International Mobile Equipment Identity) do dispositivo é verificado, garantindo que o aparelho em uso seja o mesmo que foi cadastrado.
  • Reconhecimento facial: Utilizada para confirmar a face humana.
  • Câmera: verificar o seu funcionamento e dos dados que comprovam pertencer de fato ao aparelho vistoriado.
  • Tela: a tela do dispositivo é verificada para garantir que não esteja danificada ou comprometida.
  • Impressão digital do aparelho: o dispositivo pode ser verificado em todas as fases do processo.

Arquitetura

O Sonar é uma solução que conta com serviços: Amazon EC2 para hospedagem de servidores de aplicação, O Amazon Rekognition para análise das fraudes e prova de vida, Amazon S3 como armazenamento de objetos, Amazon RDS para hospedagem de Banco de Dados e o Amazon SNS para envio de notificações.

A integração entre as instâncias EC2 e o Amazon Rekognition é feita por meio de SDK, e dentro de um bucket do Amazon S3 são armazenados os assets e as imagens obtidas durante as verificações feitas pela plataforma. A parte principal da arquitetura vem do uso e integração com o Amazon Rekognition Face Liveness, que ajuda a verificar se um usuário que está passando pela verificação facial está fisicamente presente na frente de uma câmera. Ele detecta ataques falsos apresentados a uma câmera ou tentando contornar uma câmera. Os usuários podem concluir uma verificação de Face Liveness tirando uma pequena selfie em vídeo, seguindo uma série de instruções destinadas a verificar sua presença.

A vivacidade facial é determinada com um cálculo probabilístico e, em seguida, uma pontuação de confiança (entre 0 e 100) é retornada após a verificação. Quanto maior a pontuação, maior a confiança de que a pessoa que recebe o cheque está viva. O Face Liveness também retorna uma moldura, chamada de imagem de referência, que pode ser usada para comparação e pesquisa de faces.

Resultados

Com a adoção do Amazon Rekognition Face Liveness, a Kakau adicionou a verificação de prova de vida, fortalecendo as camadas de segurança em sua plataforma. Além disso, o tempo de processo de verificação de prova de vida foi reduzido de 10% a 20%, resultando em melhorias operacionais substanciais para o time da Kakau. 

“A implementação do Amazon Rekognition Face Liveness pela Kakau demonstra como a tecnologia pode melhorar processos no setor de seguros. A nova camada de verificação de prova de vida no Sonar fortaleceu a segurança do processo de vistorias. Além disso, reduziu o tempo de processamento, mantendo a experiência do usuário simplificada. Vale ressaltar ainda que ter uma parceria com a AWS é muito gratificante e nos coloca numa posição de destaque”, explica o CEO da Kakau Tech, Henrique Volpi.  

Fabiana Resende assume presidência e lidera nova era no Seguro PASI

por Debora Gurgel

O Seguro PASI inicia um novo ciclo sob a liderança da executiva Fabiana Resende, que assumiu a presidência da empresa no início de 2025. A transição marca um momento estratégico para a companhia, consolidando sua trajetória de inovação e inclusão no mercado de seguros.

O anúncio oficial da sucessão foi feito durante a celebração dos 35 anos do PASI, realizada em dezembro de 2024, quando Alaor Silva Junior, fundador da empresa e referência no setor, passou oficialmente o comando para a filha, Fabiana Resende. Alaor seguirá atuando no Conselho de Administração, ao lado de sua esposa, Mariângela Marrocos.

“Fabiana representa a nova geração de lideranças que alia inovação, inclusão e um olhar atento às necessidades do setor. Tenho plena confiança no futuro do PASI sob sua direção”, destacou Alaor Silva Junior.

Com duas décadas de atuação no PASI, Fabiana Resende acumulou uma experiência sólida dentro da empresa. Formada em Administração de Empresas pelo Ibmec, com ênfase em Finanças, iniciou sua trajetória profissional no mercado de capitais antes de assumir posições estratégicas no PASI, passando pelos cargos de gerente de Marketing, diretora-Executiva e vice-presidente.

A liderança da executiva tem sido decisiva para a modernização e expansão da companhia, com projetos que incluem a ampliação de parcerias estratégicas, a digitalização de processos e o desenvolvimento de soluções inovadoras para os clientes. Sua atuação combina expertise técnica e sensibilidade, características que alinham inovação e impacto social – valores que definem o legado do PASI.

Além disso, Fabiana é a primeira mulher de Minas Gerais a integrar a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), onde atua em duas cátedras (ESG e Seguros Inclusivos). Em 2020, foi convidada para ser uma das coautoras do livro “Mulheres no Seguro”, quando teve a oportunidade de compartilhar sua história. Foi convidada a contar seu case de sucesso também na segunda edição do livro, que será lançado em 2025.

Ao assumir a presidência do PASI, a executiva reforça seu compromisso em fortalecer o DNA inovador da empresa e ampliar a atuação da companhia no setor. “Assumo esse cargo com muita honra. O PASI não é apenas um negócio, é uma missão que transcende o mercado de seguros. Estamos prontos para um PASI renovado, mais forte e disruptivo, sempre fiel ao compromisso de oferecer soluções acessíveis e inclusivas a milhares de segurados em todo o Brasil”, afirma.

O Seguro PASI, fundado em 1989, é pioneiro em seguros inclusivos, garantindo proteção a trabalhadores em situações de vulnerabilidade. Sob a nova gestão, a empresa seguirá sua trajetória de crescimento, apostando na inovação e na transformação digital para ampliar o acesso à proteção securitária no País