Fabiana Resende assume presidência e lidera nova era no Seguro PASI

por Debora Gurgel

O Seguro PASI inicia um novo ciclo sob a liderança da executiva Fabiana Resende, que assumiu a presidência da empresa no início de 2025. A transição marca um momento estratégico para a companhia, consolidando sua trajetória de inovação e inclusão no mercado de seguros.

O anúncio oficial da sucessão foi feito durante a celebração dos 35 anos do PASI, realizada em dezembro de 2024, quando Alaor Silva Junior, fundador da empresa e referência no setor, passou oficialmente o comando para a filha, Fabiana Resende. Alaor seguirá atuando no Conselho de Administração, ao lado de sua esposa, Mariângela Marrocos.

“Fabiana representa a nova geração de lideranças que alia inovação, inclusão e um olhar atento às necessidades do setor. Tenho plena confiança no futuro do PASI sob sua direção”, destacou Alaor Silva Junior.

Com duas décadas de atuação no PASI, Fabiana Resende acumulou uma experiência sólida dentro da empresa. Formada em Administração de Empresas pelo Ibmec, com ênfase em Finanças, iniciou sua trajetória profissional no mercado de capitais antes de assumir posições estratégicas no PASI, passando pelos cargos de gerente de Marketing, diretora-Executiva e vice-presidente.

A liderança da executiva tem sido decisiva para a modernização e expansão da companhia, com projetos que incluem a ampliação de parcerias estratégicas, a digitalização de processos e o desenvolvimento de soluções inovadoras para os clientes. Sua atuação combina expertise técnica e sensibilidade, características que alinham inovação e impacto social – valores que definem o legado do PASI.

Além disso, Fabiana é a primeira mulher de Minas Gerais a integrar a Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), onde atua em duas cátedras (ESG e Seguros Inclusivos). Em 2020, foi convidada para ser uma das coautoras do livro “Mulheres no Seguro”, quando teve a oportunidade de compartilhar sua história. Foi convidada a contar seu case de sucesso também na segunda edição do livro, que será lançado em 2025.

Ao assumir a presidência do PASI, a executiva reforça seu compromisso em fortalecer o DNA inovador da empresa e ampliar a atuação da companhia no setor. “Assumo esse cargo com muita honra. O PASI não é apenas um negócio, é uma missão que transcende o mercado de seguros. Estamos prontos para um PASI renovado, mais forte e disruptivo, sempre fiel ao compromisso de oferecer soluções acessíveis e inclusivas a milhares de segurados em todo o Brasil”, afirma.

O Seguro PASI, fundado em 1989, é pioneiro em seguros inclusivos, garantindo proteção a trabalhadores em situações de vulnerabilidade. Sob a nova gestão, a empresa seguirá sua trajetória de crescimento, apostando na inovação e na transformação digital para ampliar o acesso à proteção securitária no País

Zurich avança em seguro auto com inovação em processos e serviços

Fábio Leme Zurich Seguros

2025 é um ano de grandes novidades no seguro massificado, especificamente no segmento de automóvel, para a Zurich Seguros. Em 2024, a seguradora registrou um crescimento significativo nesta carteira, impulsionado por estratégias de marketing, inovação em serviços e expansão geográfica. Segundo Fábio Leme, diretor executivo de Personal Lines e Marketing, a seguradora focou em consolidar sua marca, com a campanhas Geração Z, uma nova geração de seguros, que leva os valores dessa geração, como sustentabilidade e inovação como posicionamento.

“2024 foi um ano fantástico para a Zurich considerando consumidores, parceiros comerciais e acionistas. Conseguimos resultados muito positivos com a nossa primeira campanha de marca, que refletiram em todos os nossos produtos”, afirmou em entrevista ao Sonho Seguro. 

No ano passado, a Zurich superou a marca de 500 mil clientes no segmento de automóveis, expandindo sua atuação para novas regiões e ampliando sua base de corretores. A seguradora registrou um crescimento de 14% em prêmios no segmento automotivo até dezembro, superando em quatro vezes o crescimento do mercado, que se manteve estável. A participação de mercado da Zurich no segmento automotivo chegou a 2,5%, consolidando sua posição como a 8ª maior seguradora em grupo econômico.

Além da exposição da marca, Leme cita a melhoria em processos, inovação em serviços e a pegada de sustentabilidade que permeia todos os produtos da companhia. Um dos destaques em serviços foi o lançamento da cobertura de Pequenos Reparos Premium, que permite aos clientes realizar pequenos reparos, como para-choques e faróis, sem precisar acionar a franquia do seguro. “Estamos muito felizes com este serviço, pois somos a única seguradora a oferecer até agora e ele foi muito bem recebido, com adesão superior a 20% dos corretores, além da significativa melhora nos indicadores da percepção dos clientes que já utilizaram a cobertura”, citou.

Um dos corretores a aprovar o serviço foi Luiz Longobardi Junior, diretor nacional Auto/RE da Lojacorr, uma parceria antiga da rede de corretores. Segundo ele, a Zurich tem um papel fundamental por se tratar de um grande player internacional, além de ser uma companhia multiproduto, no segmento de seguros de automóveis. “Neste momento de consolidação do mercado, a Zurich tem grande importância para que possamos levar aos nossos corretores e clientes mais uma opção de produtos competitivos e de qualidade na prestação de serviços inovadores. Temos avançado em vendas, com volumes de prêmios em 2024 com crescimento acima da média de mercado”, acrescentou Longobardi. 

O investimento da Zurich em sustentabilidade tem agregado valor a todos os stakeholders. Uma das iniciativas é o Selo Auto Eco em todas as apólices. O selo oferece aos clientes a opção de utilizar oficinas credenciadas com padrões ESG (Environmental, Social, and Governance), certificadas pelo IQA. Essas oficinas atendem a mais de 200 quesitos, desde iluminação até descarte adequado de materiais. A seguradora também manteve sua oferta pioneira para carros elétricos, lançada em 2019, e hoje conta com 300 oficinas certificadas.

No segmento residencial, a Zurich mais do que dobrou as vendas no canal de corretores. No seguro de vida, a empresa implementou uma série de melhorias com foco no clientecentrismo, elevando o padrão de atendimento em todos os produtos. A seguradora atingiu a marca de 17 milhões de clientes pessoa física em todos os segmentos.

Para 2025, a Zurich planeja continuar investindo em inovação e sustentabilidade, com foco em ampliar a base de corretores e expandir serviços diferenciados, como o Pequenos Reparos Premium. A seguradora também pretende enfrentar os desafios de um cenário econômico com oferta de crédito mais restrita e pressões inflacionárias, que podem impactar os custos de peças e mão de obra. A estratégia inclui investimentos em digitalização e manutenção de serviços que agregam valor ao cliente.

Neste início de ano, a Zurich segue presente nas redes sociais com o patrocínio do Rio Open e campanhas de fortalecimento da marca. O Rio Open encerra a primeira fase da campanha Geração Z – Uma nova geração de seguros, lançada pela companhia em julho de 2024 durante as Olimpíadas, além de fortalecer o compromisso da seguradora com o esporte. 

Felipe Andreoli e Fernando Nardini, embaixadores da companhia, farão cobertura ao vivo, compartilhando com seus seguidores tudo o que acontecerá durante os jogos que acontecem de 15 e 23 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “Essas ações visam consolidar a Zurich como uma seguradora inovadora e alinhada com as tendências do mercado”, finalizou o executivo.

BETS querem comprar seguros

Seguradoras e casas de apostas esportivas online (bets) têm algo em comum: ambas vivem de apostas. Mas enquanto uma aposta na proteção e na segurança financeira do consumidor, a outra estimula o sonho do dinheiro rápido e fácil. A ironia se intensifica quando se percebe que esses dois setores, tão diferentes, disputam o mesmo orçamento apertado da população e agora se tornam parceiros de negócios. Sim, pois toda atividade lícita pode e deve ter proteção securitária para mitigar riscos e assim manter a sua longevidade. E as Bets querem comprar seguros, principalmente o seguro de responsabilidade civil para executivos (D&O) e de riscos cibernético, informa João Lucas Papa, secretário-geral Associação Brasileira do Jogo Positivo (AJP).

Uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) mostrou que 41% dos entrevistados passaram a destinar para as bets dinheiro que antes era usado para outros tipos de entretenimento. O dado mais preocupante, no entanto, é que 20% utilizaram recursos que seriam destinados ao pagamento de contas essenciais, e outros ainda deixaram de economizar, comprar comida ou roupas para apostar. Até mesmo reservas para a previdência privada foram sacrificadas.

Liberadas no Brasil desde 2018 sem qualquer regulação inicial, as apostas esportivas online criaram um mercado bilionário, impulsionado por massivos investimentos em publicidade na TV e nas redes sociais. Mas o dinheiro gasto nesse segmento tem causado endividamento, problemas de saúde mental e impacto em setores como consumo e poupança, segundo estudos e pesquisas. O Itaú, por exemplo, revelou que os brasileiros perderam R$ 23,9 bilhões em apostas entre junho de 2023 e junho de 2024, sendo a maior parte dessas perdas concentrada entre a população mais pobre. No total, as bets movimentaram R$ 68,2 bilhões no mesmo período.

Com a regulamentação do setor avançando a partir deste ano, as casas de apostas agora buscam proteção por meio de seguros. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, divulgou que, até o momento, 66 bets foram autorizadas a operar no país, sendo apenas 14 de forma definitiva, enquanto as demais seguem com licenças provisórias. Para atuar legalmente, cada empresa teve que pagar R$ 30 milhões em outorga ao governo.

Enquanto as seguradoras investem em educação financeira para incentivar a compra de produtos que garantam proteção e previsibilidade, as bets promovem a ilusão da sorte grande, com o bônus de terem casos de sortudos que realmente mudaram de vida ao serem premiados. Mas, apesar da aparente contradição, as apostas também dependem de seguros para minimizar riscos e viabilizar a continuidade de suas operações.

A história dos seguros tem raízes em apostas. No século XVII, investidores ingleses apostavam se navios voltariam da Índia com mercadorias ou se seriam vitimados por naufrágios ou piratas. Quem acertava a previsão ficava com a bolada. No mercado de gambling, a lógica é semelhante.

Agora, as bets querem contratar seguros para se protegerem contra riscos diversos. Entre os produtos mais demandados está o seguro de responsabilidade civil para executivos (D&O), essencial para gestores que ingressam nesse mercado e não querem expor seu patrimônio pessoal a processos judiciais por má gestão. O mercado de resseguro internacional tem oferecido capacidade para essa proteção, mas sem grande divulgação para evitar danos reputacionais. Este seguro não tem cobertura para atos dolosos ou contra a administração pública.

Outro seguro crítico é o de riscos cibernéticos, já que empresas de apostas são alvos frequentes de hackers. A Stake, uma das maiores bets do mundo, sofreu um ataque cibernético em 2024 e perdeu cerca de R$ 200 milhões. O prejuízo não comprometeu suas operações, mas a exposição mostrou a necessidade de melhores proteções.

Apesar da crescente demanda, muitas seguradoras ainda resistem a atender o setor de apostas, principalmente devido a questões regulatórias e ao risco reputacional. “Ainda existe uma dificuldade de aceitação no mercado, mas temos visto avanços. Toda atividade lícita pode e deve ter proteção securitária”, explica Yves Lima, diretor de linhas financeiras da corretora Howden. “E todas as empresas têm de cumprir as exigências da Lei de LGPD, que visa proteger bancos de dados de clientes e registros de transações.”

As apostas esportivas movimentam grandes somas de dinheiro, e a regulamentação em curso busca separar empresas sérias de operadoras fraudulentas. Nos EUA e na Europa, seguradoras já oferecem produtos sob medida para esse segmento. No Reino Unido, onde a BET365 domina o mercado, cerca de 95% das apostas são feitas em operadoras legalizadas. Na França, esse percentual é de 60%. No Brasil, estima-se que 50% das apostas ainda ocorram em um “mercado cinza”, mas a expectativa é que essa taxa diminua com a regulamentação definitiva.

A Associação Brasileira do Jogo Positivo (AJP) tem defendido a maior integração entre o setor de apostas e o mercado de seguros. “A cooperação entre as bets e as seguradoras é estratégica. Estamos falando de um setor que poderá gerar mais de 100 mil empregos e movimentar R$ 200 bilhões no Brasil”, afirma João Lucas Papa, secretário-geral da AJP. Segundo ele, a respeito da contribuição da indústria gambling para a economia do País, em 2025, a expectativa é de gerar entre R$ 12 e R$ 20 bilhões para os cofres públicos. E como disse Lima, Papa reforça:  “toda atividade lícita pode e deve ter proteção securitária”.

Ja os gestores de riscos querem entender quais os recursos que supostamente a regulamentação vai trazer para a economia. Apesar do pagamento de impostos e taxas pelas bets, a maior parte das empresas está localizada fora do país e o único investimento que se viu até o ano passado foi o feito em marketing e publicidade. Porém, se confirmado o boom de bets no Brasil, certamente será um segmento importante para as seguradoras de atuam com riscos financeiros e cibernéticos.

Papa refuta. A respeito de “a maior parte das empresas estar localizada fora do Brasil”, não procede mais, pois a Lei 14.790 exige, em seu artigo 7º, que “somente serão elegíveis à autorização para exploração de apostas de quota fixa as pessoas jurídicas constituídas segundo a legislação brasileira, com sede e administração no território nacional, que atenderem às exigências constantes da regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda”. A regulamentação das atividades de apostas esportivas, jogos on-line e cassino no Brasil veio precedida de uma regulação forte e diligente.

Com a regulamentação avançando, o segmento de apostas esportivas busca se consolidar e profissionalizar sua atuação. As empresas que conseguirem demonstrar solidez, boas práticas de governança e políticas de gestão de risco tendem a se destacar e atrair mais investimentos. Seguros serão um diferencial competitivo para essas operações, permitindo maior previsibilidade financeira e maior confiança dos investidores.

Se antes seguradoras e bets pareciam rivais na disputa pelo bolso do consumidor, agora a relação pode evoluir para uma parceria. Afinal, no jogo dos negócios, quem souber administrar melhor os riscos tem mais chances de ganhar. Apesar de poucas companhias aceitarem falar do tema, já estão com até mesmo apresentações em power point para vender seguros como D&O e cibernético.

Sem inventar a roda, até mesmo porque o resseguro é internacional e tem modelos de negócios já padronizados, os brasileiros olham para os mercados de apostas no Reino Unido, França e Estados Unidos, que são referências no mundo e já contam com seguros específicos para o setor.

Reino Unido

  • O país possui um dos mercados de apostas mais desenvolvidos e regulamentados do mundo, com operadoras como Bet365 e William Hill.
  • Seguros para empresas de apostas incluem cobertura para responsabilidade civil, riscos cibernéticos, D&O e fraude.
  • O Lloyd’s of London é um dos principais mercados que oferecem capacidade de resseguro para empresas do setor.
  • Operadoras contratam seguro contra interrupção de negócios e risco de manipulação de eventos esportivos.

França

  • O setor é rigidamente regulamentado pela Autorité Nationale des Jeux (ANJ).
  • Empresas licenciadas devem cumprir protocolos de segurança, elevando a demanda por seguros cibernéticos e compliance.
  • Algumas seguradoras francesas oferecem coberturas para falhas operacionais e segurança de dados.

Estados Unidos

  • Desde 2018, com a revogação da PASPA, diversos estados legalizaram as apostas esportivas, impulsionando o setor.
  • Cassinos e empresas de apostas online contratam seguros contra fraudes, ataques cibernéticos e responsabilidade operacional.
  • Seguradoras e resseguradoras como AIG e Swiss Re oferecem produtos customizados para o setor.
  • Seguros para prêmios de alto valor (prize indemnity insurance) são comuns, garantindo que as casas de apostas possam cobrir pagamentos milionários.

HDI Seguros e HDI Global Seguros unem forças no Brasil e gera R$ 15 bi para Talanx

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A HDI Seguros e a HDI Global Seguros, ambas do grupo segurador alemão Talanx, unem forças no Brasil. Após o closing, todas as atividades serão consolidadas na HDI Seguros S.A., empresa do Grupo HDI. Por meio deste movimento, a Talanx reforçará sua posição no mercado P&C e atingirá um total de prêmios brutos emitidos de cerca de R$15 bilhões no Brasil. “Ao combinar os pontos fortes da HDI Seguros e HDI Global Brasil, aumentaremos ainda mais nossa proximidade com o mercado”, afirma Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros.

Sob a liderança de Guillermo León, a HDI Global Brasil cresceu com sucesso em Grandes Riscos, tornando-se um dos players mais relevantes do país neste segmento. Os clientes internacionais inscritos nos Programas Internacionais da HDI Global SE podem esperar o mesmo alto nível de serviço das mesmas equipes dedicadas, agora sob a gestão da HDI Seguros S.A.. Eduardo Dal Ri liderará a organização combinada no Brasil. Guillermo León se tornará membro do Conselho de Administração da HDI Global Brasil, apoiando durante a integração das empresas.

Nesse mesmo período, a HDI Seguros não só se tornou uma seguradora líder no segmento do varejo, mas também se tornou um player relevante no mercado de P&C, especialmente através da aquisição da Liberty Seguros e da Sompo Consumer (divisão de varejo da Sompo).

Com um portfólio consolidado, a empresa oferecerá aos seus clientes e corretores no Brasil todos os serviços de uma única estrutura, combinando uma melhor experiência com serviços simplificados, mantendo e alavancando a expertise da subscrição de ambas as empresas. 

“Essa consolidação simplifica nossos serviços e aumenta nossa capacidade de distribuição, ao mesmo tempo em que aproveita a experiência combinada de ambas as equipes para o benefício de nossos clientes e parceiros de distribuição”, continua Eduardo Dal Ri. “Gostaria de agradecer a Guillermo por sua liderança bem-sucedida da HDI Global Brasil. Graças à base sólida que ele e sua equipe construíram na última década, continuaremos a construção da nossa presença sólida nos segmentos P&C com foco em Negócios Corporativos“.

O fechamento da transação está previsto para ocorrer em 1º de Abril.

Porto renova patrocínio com Gabriel Bortoleto por mais três anos

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Fonte: Porto

A Porto anuncia a renovação do patrocínio com Gabriel Bortoleto, estendendo o apoio ao piloto por mais três anos. A parceria, iniciada em 2023, acompanhou a ascensão de Gabriel no automobilismo, com conquistas históricas como os títulos da FIA Fórmula 3, em 2023, e da FIA Fórmula 2 no ano passado, consolidando-o como um grande talento em ascensão no esporte. Agora, com foco em seu futuro na principal categoria do automobilismo mundial, a Fórmula 1, a Porto reforça sua vocação de ser o porto seguro deste sonho brasileiro e também do Gabriel.

Luiz Arruda, vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto, destaca o orgulho da empresa em seguir ao lado do jovem talento: “A Porto sempre esteve ao lado dos brasileiros e dos seus sonhos, e o automobilismo faz parte dessa história. Continuar o patrocínio com Gabriel por mais três anos reforça nosso compromisso em ser um porto seguro para ele e para milhões de torcedores que sonham em ver aos domingos um piloto brasileiro brilhar na Fórmula 1. Sabemos que essa nova fase trará desafios ainda maiores, e é justamente nesses momentos que o cuidado faz a diferença. Os fãs já até o chamam carinhosamente de ‘Portoleto’. Seguimos juntos, acelerando e escrevendo mais um capítulo dessa trajetória, dentro e fora das pistas.”

A renovação com Gabriel Bortoleto está inserida na estratégia da Porto de fortalecer sua presença neste território e com as gerações mais novas. A companhia está presente no dia a dia dos carros dos brasileiros há quase 80 anos e segue fomentando o automobilismo para criar experiências que unem segurança, emoção e paixão pelo esporte.

Além de Bortoleto, a Porto também é founding partner do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 até 2027. A companhia promove uma experiência única no evento, com uma arquibancada exclusiva para mais de 4 mil pessoas, com direito à roda-gigante de 36 metros – e que também proporciona uma vista privilegiada de todo o autódromo – simuladores de corrida e palco para apresentações.

MGA Hero, especializada em seguro viagem, avança na parceria com corretores e novos produtos

Claudia Pinheiro Hero Seguros

Nos últimos anos, o mercado de seguros de viagem no Brasil tem passado por uma grande transformação, impulsionado pela digitalização, mudanças no perfil dos viajantes e um crescimento na conscientização sobre a importância da proteção em viagens. A Hero Seguros, uma MGA (Managing General Agent) parceira da Generali Seguros, tem se destacado nesse cenário com um modelo ágil e inovador, apostando em personalização, tecnologia e novas frentes de negócios para expandir sua atuação.

Em entrevista ao Sonho Seguro, Claudia Pinheiro, que está há quase um ano na MGA Hero Seguros, compartilha os desafios de adaptação a um ambiente dinâmico e as estratégias que implementou para fortalecer o setor de Key Accounts. Ela também fala sobre a evolução da empresa, a concorrência no setor, tendências de mercado e os diferenciais que têm garantido o crescimento acelerado da insurtech.

Você está há quase um ano na Hero Seguros. Quais foram os principais desafios que encontrou ao assumir essa posição e como foi o processo de adaptação?

O principal desafio foi a adaptação a um ambiente extremamente dinâmico, muito diferente do mercado corporativo tradicional, onde os processos são mais segmentados e burocráticos. Aqui, as decisões precisam ser rápidas e a flexibilidade para atuar em diversas frentes é essencial. Minha primeira missão foi estruturar a área de Key Accounts, garantindo um suporte mais eficiente aos grandes clientes da Hero. Para isso, aumentamos a produtividade da equipe, implementamos processos de acompanhamento mais eficazes e fortalecemos o relacionamento com os parceiros estratégicos. A experiência tem sido desafiadora, mas muito enriquecedora, pois me permitiu aplicar meu conhecimento e contribuir diretamente para o crescimento da empresa.

Quais foram as principais mudanças que você implementou desde que assumiu a liderança?

Ajustamos o foco da área de Key Accounts, priorizando clientes estratégicos e parcerias de longo prazo, o que resultou em um atendimento mais consultivo e de alto valor agregado. Criamos um time voltado a fortalecer o relacionamento com os clientes, estruturamos agendas de acompanhamento e aprimoramos os processos internos. Essas mudanças impactaram diretamente o negócio, aumentando a fidelização e gerando crescimento na receita tanto para a Hero quanto para os clientes.

Qual é a sua visão para o mercado de seguros de viagem no Brasil e como a Hero Seguros está se posicionando para aproveitar as oportunidades?

O mercado está crescendo e se transformando, impulsionado pela digitalização e pelo aumento da conscientização sobre a importância do seguro viagem. Nosso foco é oferecer soluções ágeis, personalizadas e totalmente integradas à jornada do cliente, além de buscar parcerias estratégicas para ampliar a distribuição dos produtos. Recentemente, reorganizamos nossa estrutura comercial, segmentando as operações em duas frentes. A diretoria de Turismo, voltada para parceiros tradicionais, como agências e operadoras, e a diretoria de Novos Negócios, focada na expansão para bancos, seguradoras, fintechs e varejo. Essa abordagem nos permite atuar com mais foco e fortalecer a distribuição em setores além do turismo, ampliando nosso alcance.

Como você avalia o mercado de seguros de viagem no Brasil hoje? Quais são os principais desafios?

Os principais desafios incluem a capacitação dos canais de venda, a diferenciação dos produtos e a atratividade das parcerias, garantindo que nosso seguro seja percebido como um serviço essencial pelos clientes e parceiros.

A pandemia mudou o comportamento dos consumidores em relação a viagens. Como isso afetou o mercado e como a Hero Seguros se adaptou?

A Hero nasceu em 2022, já em um cenário pós-pandemia, e encontrou um consumidor mais consciente da importância do seguro viagem. Houve um aumento na demanda por coberturas médicas, cancelamento de viagem e atendimento ágil em emergências. Nosso diferencial está na assistência: oferecemos atendimento 24×7, 100% humanizado, e contamos com um médico diretamente na operação. Fomos pioneiros na telemedicina do Hospital Albert Einstein e seguimos inovando, agregando benefícios como salas VIP em aeroportos e descontos no duty free.

O que impulsiona o crescimento do mercado de seguros de viagem no Brasil?

Fatores como a expansão do turismo, maior conscientização sobre imprevistos e doenças, digitalização e diversificação dos canais de distribuição têm impulsionado o setor. A recente redução de coberturas oferecidas em cartões de crédito, como no caso da Visa, também abre espaço para que seguradoras e MGAs ampliem sua presença no mercado.

Como a Hero Seguros valoriza os corretores e alpha brokers?

Os corretores desempenham um papel fundamental na distribuição dos produtos. Nossa estratégia inclui capacitação contínua, desenvolvimento de produtos personalizados e suporte próximo, garantindo que os corretores tenham todas as ferramentas para oferecer um serviço de excelência. O diferencial da Hero é a inovação e a capacidade de criar soluções sob medida de forma rápida e eficiente.

Quais as oportunidades de negócios com bancos e seguradoras?

Expandir para além dos canais tradicionais de turismo é estratégico. Bancos e seguradoras possuem uma base consolidada de clientes, permitindo uma distribuição mais ampla e criando novas oportunidades de receita para os parceiros. A ideia é tornar o seguro acessível dentro dos serviços que os clientes já utilizam.

A Hero Seguros pretende lançar novos produtos?

Sim. Estamos constantemente inovando e ampliando coberturas para diferentes perfis de clientes. Recentemente, lançamos o seguro para cruzeiros, que cobre até dias chuvosos, e estamos expandindo para novos segmentos com produtos como seguro para celular, seguro prestamista para o setor de turismo (previsto para o segundo trimestre), garantia estendida.

Como a Hero Seguros se diferencia no mercado competitivo de seguros de viagem?

Nosso diferencial está na combinação de tecnologia, inovação, produtos personalizados, simplicidade nos processos, agilidade e excelência na assistência. Como diz um dos nossos fundadores: “Somos uma empresa fácil de fazer negócio”.

Existem mercados pouco explorados no Brasil? Como a Hero pretende expandir?

Já estamos presentes em praticamente todos os estados e seguimos expandindo nossa atuação com uma equipe comercial robusta. Nossa presença física e digital garante proximidade com os parceiros e suporte estratégico para fortalecer nossa distribuição.

Como a tecnologia está transformando o mercado e quais inovações a Hero Seguros está trazendo?

A digitalização tem tornado a experiência do seguro mais fluida e eficiente. Investimos constantemente em tecnologia e, no segundo trimestre, lançaremos o Xavier 2.0, uma versão aprimorada do nosso sistema de emissão, além de melhorias no atendimento via Zendesk, garantindo mais eficiência e qualidade no suporte ao cliente.

Quais são as metas da Hero Seguros para os próximos anos?

Temos metas agressivas para os próximos anos. Em 2025, projetamos um crescimento de 72% no prêmio líquido em relação a 2024. Continuaremos ampliando coberturas no seguro viagem e lançando novos produtos, como seguro prestamista e garantia estendida. Além disso, estamos expandindo a Hero Assist, nossa empresa de assistência, para atender outros players do mercado.

Que mensagem você gostaria de deixar para clientes, corretores e parceiros da Hero Seguros?

Nosso compromisso é investir em tecnologia, capacitação e inovação para garantir que a Hero continue sendo uma empresa fácil de fazer negócios. Queremos fortalecer ainda mais a confiança dos nossos parceiros e clientes, oferecendo soluções simples e impactantes que realmente fazem a diferença.

OON Seguradora dá dicas para quem vai pegar a estrada no Carnaval

Fonte: OON

O Carnaval de 2025 promete movimentar as estradas brasileiras e os destinos turísticos. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a previsão é de que o faturamento do setor atinja R$ 12,03 bilhões, um crescimento real de 2,1% em relação ao ano anterior, ajustado pela inflação. 

Este será o Carnaval mais lucrativo desde 2015, impulsionado pela maior entrada de turistas estrangeiros no Brasil. Diante desse cenário, a OON Seguradora reforça a importância de contar com um seguro auto para proteger o patrimônio e garantir assistência em caso de imprevistos na estrada.

“O Carnaval é um período em que as viagens aumentam significativamente, assim como os riscos nas rodovias, como acidentes, furtos e pane mecânica. Ter um seguro auto garante que, em situações inesperadas, o motorista conte com suporte rápido e eficiente, evitando transtornos em um momento que deveria ser de lazer”, destaca Reinaldo Aguimar, COO e cofundador da OON Seguradora.

A OON Seguradora aponta motivos para não pegar a estrada sem um seguro auto:

Trânsito mais intenso e maior risco de acidentes: Durante o Carnaval, o fluxo de veículos nas rodovias cresce consideravelmente, o que aumenta a probabilidade de colisões. Com um seguro auto, o motorista tem acesso imediato à assistência 24-7 em caso de imprevistos.

Maior exposição a furtos e roubos: Áreas turísticas e estacionamentos cheios são alvos comuns para ações criminosas. Um seguro auto oferece cobertura para essas situações, garantindo maior segurança e apoio em caso de sinistro.

Problemas mecânicos inesperados: Viagens longas podem causar falhas no veículo, como pane elétrica ou superaquecimento. O seguro auto inclui serviços como reboque e socorro mecânico, minimizando os transtornos na estrada.

Evitar despesas imprevistas: Reparos em caso de acidente podem gerar altos custos. O seguro auto cobre esses gastos, permitindo que o motorista resolva qualquer dano de forma ágil e segura.

Viajar com mais tranquilidade: Saber que o veículo está protegido proporciona mais conforto e segurança para aproveitar o feriado sem preocupações adicionais.

“Sabemos que imprevistos acontecem, principalmente em períodos de alto movimento. Nosso objetivo é proporcionar aos nossos segurados a tranquilidade de que, em qualquer situação, eles terão um suporte confiável e eficiente”, acrescenta Aguimar.

Denis Morais inicia segundo mandato na FenaCap com foco em crescimento e inovação

A Federação Nacional das Empresas de Capitalização (FenaCap) inicia um novo ciclo com a recondução de Denis Morais à presidência para mais um mandato à frente da entidade. O executivo, que segue liderando o setor em um momento estratégico, destaca o potencial de crescimento da Capitalização no Brasil e no exterior, além dos avanços regulatórios que podem impulsionar ainda mais a atuação do segmento. Com um mercado que movimentou mais de R$ 26 bilhões em resgates e sorteios no último ano, a FenaCap trabalha para expandir a visibilidade e o impacto social da Capitalização, consolidando-a como um instrumento financeiro versátil e acessível.

Em entrevista exclusiva ao Sonho Seguro, Morais compartilha suas perspectivas sobre os desafios e oportunidades do setor nos próximos anos. Entre os temas abordados, ele destaca a expansão internacional da Capitalização, a concorrência com os jogos de apostas, a evolução dos produtos – incluindo os voltados para garantia locatícia e sustentabilidade –, e os impactos do cenário econômico, como a taxa de juros elevada. Confira a seguir a visão do presidente da FenaCap para o futuro da Capitalização no Brasil e no mundo.

Quais os principais desafios que o setor de Capitalização enfrentará em sua segunda gestão?

A FenaCap desenvolveu o estudo “Estimativa de Potencial de Mercado” que traz indicadores muito relevantes para nortear nosso trabalho e estimular as empresas de Capitalização associadas. Esse estudo tem sido utilizado pelas empresas para traçar estratégias de crescimento porque indica a possibilidade de o nosso setor chegar a R$ 75 bilhões em resgates e sorteios de pagamentos diretos a pessoas e empresas em 2028. Em arrecadação, podemos alcançar cerca de R$ 91 bilhões. Em relação às reservas técnicas, que medem a robustez financeira do segmento, em dezembro, totalizamos R$ 41,5 bilhões e o potencial é superar os R$ 100 bilhões em quatro anos. Os resultados positivos são uma prova da versatilidade e da capacidade de inovação da Capitalização ao longo de décadas. 

Quais oportunidades acredita que podem ser exploradas para impulsionar o crescimento do mercado em 2025?

Em 2025, vamos trabalhar para avançar em questões regulatórias, que precisam de aprimoramentos para alavancar o desempenho e ampliar a oferta de benefícios para pessoas e empresas. Destaco a implementação da possibilidade de uso dos títulos de Capitalização como garantia em licitações, contratos públicos e Parceria Público-Privadas para a oferta de bens e serviços nos âmbitos federal, estadual e municipal, um importante avanço regulatório, sancionado na Lei nº 14.770/23 e que pode trazer grandes benefícios econômicos e sociais para nosso país. Outra frente, que é considerada uma grande inovação deste segmento, será a continuidade ao projeto de expansão para outros países. Liderados pelo Brasil em 2024, países como Chile, Colômbia, México, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela fizeram parte do grupo de trabalho voltado a internacionalizar a Capitalização. Em 2025, vamos estreitar relações com os interessados e começar as reuniões bilaterais para auxiliar no desenvolvimento do arcabouço regulatório e dos negócios nesses países. Queremos passar nossa experiência e competência técnica para que o segmento possa levar benefícios sociais e econômicos a outros países. 

Como a FenaCap e as empresas do setor podem se posicionar diante da concorrência com os jogos de apostas, que têm atraído grande parte do dinheiro da população? Existe alguma estratégia para diferenciar os produtos de capitalização neste cenário? 

São produtos com propostas diferentes. Quem busca os títulos de capitalização quer segurança e sabe que terá direito a um resgate.  Os produtos oferecem diversos tipos de benefícios bem diferenciados. Há produtos que incentivam a acumulação de reserva financeira para a realização de algum projeto, ou sonho, há outros que são utilizados como garantia de contratos de qualquer natureza, representando uma segurança para as partes envolvidas, há produtos com um fim beneficente, nos quais parte do valor arrecadado é doado para entidades filantrópicas com atuação social, e há produtos que são utilizados pelos donos de negócio para alavancar ações promocionais que geram mais vendas. As modalidades de títulos de Capitalização são propostas de valor diferenciadas, bem específicas, versáteis e que continuam sendo procuradas pelos diferentes segmentos de clientes atendidos pelas empresas e seus parceiros. O foco do mercado está em continuar inovando para oferecer um serviço mais ágil, assertivo e seguro para estes clientes.

Quais produtos de Capitalização você acredita que terão maior destaque em 2025?

Para impulsionar inovações mais disruptivas, é fundamental realizarmos ajustes na regulamentação do setor. Seguimos incentivando nossas associadas a desenvolverem novas soluções em todas as modalidades, atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas, cada uma com necessidades específicas. Nos últimos meses, observamos um crescimento expressivo na demanda por todos os produtos de Capitalização. Dados recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que a modalidade Tradicional arrecadou R$ 23,1 bilhões entre janeiro e dezembro de 2024, demonstrando sua solidez e adesão contínua. Já a Filantropia Premiável alcançou R$ 4,05 bilhões no período, possibilitando o repasse de R$ 1,93 bilhão para entidades filantrópicas – um avanço de 20% em relação a 2023. Outra modalidade em crescimento é a de Incentivo, que totalizou R$ 218 milhões em sorteios, registrando uma alta de 19% na comparação anual, uma contribuição relevante para o crescimento de pequenos e grandes negócios. Esses números reforçam o papel da Capitalização como um mecanismo relevante para a economia brasileira, beneficiando tanto consumidores quanto instituições filantrópicas e empresas. No total, somamos mais de R$ 26 bilhões em pagamentos de resgates e sorteios, reinjetando recursos na economia e estimulando o consumo. Diante do cenário de juros elevados, os consumidores tendem a ficar mais atentos à segurança e ao planejamento financeiro, o que pode levar a novas adaptações nos produtos. O setor permanece dinâmico e pronto para evoluir conforme as necessidades do mercado.

O título de Capitalização de garantia locatícia já se consolidou no mercado?

O Título de Capitalização na modalidade Instrumento de Garantia é uma opção prática e segura para quem busca alternativa à figura do fiador ao negociar o aluguel. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no país há 74 milhões de imóveis. Ao todo, 16 milhões são alugados, sendo que em 14% deles os inquilinos recorrem a alguma garantia locatícia paga. Os títulos ganharam espaço nesse mercado, mas ainda é possível expandir a sua utilização. Eles podem ser usados em outros tipos de contratos privados, tais como locações comerciais, locação de equipamentos, empréstimos, locação de eventos, obras e prestação de serviços, entre outros. E, há pouco mais de um ano, como já mencionei, foi sancionada a Lei nº 14.770/23, que permite o uso de títulos de Capitalização como garantia em licitações e contratos públicos e Parcerias Público-Privadas para a oferta de bens e serviços nos âmbitos federal, estadual e municipal. A operação é válida em todos os modelos de contratação pública. Caso ocorra qualquer incorreção ou descumprimento do que foi firmado na licitação pública, o resgate é feito em nome do poder público, para honrar o compromisso assumido. A FenaCap está empenhada em estruturar a viabilização dessa iniciativa, que vai ampliar a atuação do nosso setor. Temos bastante trabalho pela frente, pois é uma novidade que ainda não é conhecida pelas instituições públicas contratantes, pelas empresas que fornecem ou desenvolvem parcerias com governos, nem pelas agências ou órgãos governamentais que apoiam estes processos de contratação. É um oceano azul em que estamos começando a navegar.

E em relação aos títulos de capitalização sustentável, qual tem sido a receptividade do público? Existe a intenção de lançar novos produtos voltados para a sustentabilidade, talvez alinhados à COP 30? 

Em relação à sustentabilidade, podemos citar os títulos de Filantropia Premiável, que já são um case de sucesso, um importante mobilizador social, pois dá suporte ao funcionamento de instituições e apoia milhares de pessoas. Atualmente, repassamos valores para cerca de 60 entidades que possuem o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas). Temos iniciativas para trabalharmos em mudanças regulatórias para possibilitar que as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) também recebam recursos arrecadados por essa modalidade. Hoje as OSCIPs não podem receber esses repasses de títulos de capitalização. Entre elas há entidades voltadas a temas como cultura, patrimônio histórico e artístico e até segurança alimentar, desenvolvimento sustentável e combate à pobreza. Essa possível mudança regulatória vai possibilitar que o setor amplie seu impacto social e contribua diretamente para iniciativas ambientais positivas. Também estão sendo avaliados pelas empresas novos produtos nas demais modalidades que contribuirão diretamente com a sustentabilidade.  Estamos trabalhando para ampliar essa agenda. 

Como o setor tem enfrentado a alta da taxa de juros no Brasil, considerando que os investidores podem buscar outras aplicações financeiras? Existe uma estratégia para reforçar o atrativo dos títulos de capitalização como instrumento financeiro para diversos perfis de público?

Os títulos de Capitalização não são considerados um investimento. Como acabamos de detalhar, são produtos que têm proposta de valor bem distintas e bastante versáteis, que atendem a diferentes necessidades dos clientes. Estímulos à constituição de reserva para a realização de projetos ou sonhos, garantia a contratos de qualquer natureza, apoio direto a entidades filantrópicas, todos estimulados pelo lúdico dos sorteios, e apoio a ações promocionais de pequenos e grandes negócios são algumas das propostas que são consideradas valiosas por nossos clientes. Ao longo dos seus 95 anos, o segmento já passou por diversos momentos de variação dos juros e cenários econômicos diversos. A oferta de produtos e os negócios continuam resilientes e atrativos. Seguimos firmes e confiantes nessa linha, buscando cada vez mais oferecer agilidade, assertividade, transparência, inovação e segurança para nossos clientes. 

Diretora jurídica da FF Seguros vê desafios e oportunidades para o setor

Danielle Djouki, diretora jurídica da FF Seguros.

A Lei 15.040/24, que foi aprovada em 10 de dezembro de 2024, estabelece um novo marco regulatório para o setor de seguros no Brasil, concedendo às seguradoras um prazo de um ano para adaptarem seus contratos e processos. “Todos estão na estaca zero. Vai ser um trabalho árduo de debates, estudos e resolução de desafios que envolvem todas as seguradoras de riscos empresariais, principalmente. E cada uma terá de engajar diferentes áreas, como jurídico, áreas técnicas e de produtos”, afirma Danielle Djouki, diretora jurídica da FF Seguros

A executiva, que integra a comissão jurídica da CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras), ressalta que a lei não será mais alterada, cabendo ao setor se adaptar e contribuir com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) na regulamentação. Segundo ela, a nova legislação consolida princípios já previstos na jurisprudência do setor, como o agravamento de risco, que exige que as seguradoras comprovem dolo por parte do segurado, e a necessidade de transparência, garantindo que os segurados tenham acesso às condições contratuais do seguro antes da contratação. “Eram princípios previstos no Código do Consumidor e no Código Civil, mas agora estão explicitamente detalhados na lei”, explica Danielle.

No entanto, a aplicação prática desses princípios exigirá mudanças operacionais e tecnológicas profundas. “São muitas alterações do ponto de vista operacional e tecnológico. A lei demanda tecnologia, e o custo operacional para apólices de grandes riscos vai aumentar”, alerta a diretora.

A legislação prevê a possibilidade de prorrogação do prazo para até 120 dias, extensível por mais 120 dias em sinistros de grandes riscos. Mesmo assim, Danielle enfatiza que o volume de documentação e a complexidade das análises exigirão o uso de inteligência artificial (IA). “Recebe-se mais de mil documentos num sinistro desse tipo. Será necessária a utilização de IA, com base nos parâmetros que cada seguradora criar, para enquadrar a cobertura.”

Outro ponto crítico será a revisão dos clausulados e a elaboração de questionários de risco detalhados, que se tornarão documentos essenciais para definir as coberturas. “Quanto mais detalhado for o questionário de risco e como o segurado deve entregar a documentação, em capítulos, mais fácil será obter da Inteligência Artificial uma avaliação simples e que pode nos ajudar a cumprir os prazos estabelecidos pelo novo marco legal”, recomenda Danielle.

A executiva também chama atenção para a subjetividade envolvida em decisões como o cancelamento de contratos por falhas de informações ou agravamento de riscos. “As seguradoras terão de provar que foi doloso, que o aumento de risco foi significativo e continuado. Há subjetividade, e isso exige um trabalho de base muito sólido e certamente os questionários de aceitação de riscos serão fundamentais.”

Danielle destaca que as seguradoras que já vinham se preparando para a nova legislação, como a FF Seguros, terão um diferencial competitivo. “Quem já estava se preparando vai ter vantagem. Requer tempo e recursos. Mapear todos os processos e transformar isso em sistema não é trivial.”

Na FF Seguros, o trabalho de adaptação começou anos antes da aprovação da lei. “Já estamos trabalhando no sistema tecnológico. O nosso CEO, Bruno Camargo, tinha a visão de ser uma seguradora tecnológica, investindo em sistemas. Já fazemos a lição de casa há três anos para atuar em risco massificado. Agora vamos replicar para grandes riscos”.

Para Danielle, a adaptação à nova lei será um processo desafiador, mas inevitável. “Quando o Código Civil foi alterado, me lembro bem que foi um corre corre, com poucas pessoas entendendo o que precisaria ser feito. E todos se acostumaram. Agora, é fazer o mesmo para podermos aproveitar as oportunidades que este novo marco legal nos abre para novos negócios. Com resiliência e investimentos estratégicos, o setor de seguros poderá não apenas superar os desafios impostos pela Lei 15.040/24, mas também encontrar novas oportunidades de crescimento e inovação”, finaliza a diretora jurídica da FF Seguros.

BB Seguridade lucra R$ 8,7 bilhões em 2024

Fonte: BB Seguros

A BB Seguridade anuncia ao mercado um lucro líquido de R$ 8,7 bilhões em 2024, número que representa um aumento de 9,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o lucro gerencial ajustado da empresa, apurado de acordo com o padrão contábil adotado pela Susep, que não considera as normas do CPC-50 [IFRS 17], alcançou R$8,2 bilhões, uma alta de 5,7%.

Apesar de ter sido um ano desafiador, o lucro manteve a trajetória de alta em função do bom desempenho registrado no resultado operacional combinado de todas as empresas do grupo, que cresceu 11,9% no ano, já líquido de impostos, na visão gerencial. O baixo índice de sinistralidade (23,7%), menor patamar da série histórica, contribuiu para o bom resultado.

André Haui, presidente da BB Seguridade, afirma que “a consistência dos bons resultados da companhia consolida a estratégia que vem sendo executada, fundamentada nos pilares da experiência do cliente, da diversificação da distribuição e da modernização tecnológica, aliados à solidez do conglomerado BB e a qualidade técnica do nosso corpo funcional.”

Seguros: Os prêmios emitidos expandiram 2,2% em relação a 2023, com forte desempenho dos seguros vida produtor rural (+21,2%), em razão da ampliação do público-alvo e expansão da importância segurada máxima, penhor rural (+28,1%), com excelente performance do novo produto penhor de animais, e prestamista (+7,9%), acompanhando evolução do crédito e assegurando a liderança de mercado no segmento.

A distribuição de seguros de Grandes Riscos no segmento Atacado também seguiu em crescimento (+59%YoY). A sinistralidade alcançou o menor patamar da série histórica (23,7%), refletindo a qualidade da subscrição e os mecanismos de mitigação de riscos nos seguros rurais, como a diversificação geográfica e de culturas intrínseca à atuação nacional da seguradora e as proteções de resseguro adquiridas para a carteira.

Previdência: As reservas de previdência cresceram 9,4% em doze meses e chegaram à marca de R$ 428,9 bilhões. Destaque para os R$ 800 milhões de recursos de previdência oferecidos como garantia de operações de crédito, após lançamento do Brasilprev Garantia, uma nova modalidade de produto que oferece liquidez aos nossos clientes e evita que eles acessem uma poupança de longo prazo no caso de necessidade momentânea.

Capitalização: No ano, o lucro líquido da operação de capitalização cresceu 4,6%, impulsionado pela alta do resultado financeiro (+5,2%). A arrecadação com títulos de capitalização apresentou alta de 4,2%, com aumento do ticket médio dos títulos da modalidade tradicional. Em 2024, foram pagos R$63 milhões em prêmios de sorteio.

Foram investidos mais de 500 milhões na infraestrutura de TI, cyber segurança e desenvolvimento de jornadas e soluções digitais. Como consequência, vemos nossos índices de satisfação do cliente se consolidando na zona de qualidade, e a redução consistente do volume de reclamações e cancelamentos.