Setor segurador arrecada mais de R$ 760 bilhões em 2025

O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). No acumulado do ano, o setor movimentou R$ 764,5 bilhões em prêmios de seguros, contribuições previdenciárias, faturamento de capitalização e contraprestações líquidas de saúde, resultado 1,8% superior ao registrado em 2024. No mesmo período, foram pagos R$ 548,4 bilhões em indenizações, benefícios, resgates, sorteios e eventos indenizáveis, um crescimento de 8,8% na comparação anual.
 

Esse comportamento decorre, principalmente, do desempenho dos planos de Previdência Aberta. Em 2025, as contribuições nesse segmento recuaram 20% em relação a 2024, enquanto os resgates e benefícios pagos cresceram 13,8%. Como resultado, a captação líquida foi reduzida para R$ 3,1 bilhões, queda de 94,8% em comparação com o ano anterior, quando havia alcançado R$ 60,3 bilhões. 
 

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destaca que entre os fatores associados a esse movimento está a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes superiores a R$ 300 mil em uma mesma entidade nos planos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o que influenciou o comportamento das contribuições ao longo do ano. 
 

“O conjunto desses resultados reforça a relevância econômica e social do setor segurador. Mesmo em momentos adversos e com oscilações concentradas em determinados produtos, o setor de seguros segue exercendo papel fundamental na gestão de riscos e na recomposição financeira de consumidores e empresas, contribuindo para maior estabilidade nas relações econômicas e para o funcionamento das cadeias produtivas no país”, explicou.
 

Nos demais segmentos, o desempenho foi de crescimento. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 7,5% em 2025, alcançando R$ 144,5 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior demanda por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 78,8 bilhões. Já a Capitalização manteve trajetória positiva, com R$ 33,9 bilhões acumulados e alta de 6,0% em relação ao ano anterior.
 

O segmento de Saúde Suplementar respondeu por R$ 349,4 bilhões em contraprestações líquidas no ano, avanço de 10,8% frente a 2024. Desse montante, R$ 341,3 bilhões vieram dos planos Médico-Hospitalares (+11,0%) e R$ 8,1 bilhões dos planos Odontológicos (+3,0%). As despesas com eventos indenizáveis alcançaram R$ 282,2 bilhões, alta de 8,0%, sendo R$ 278,8 bilhões referentes aos planos Médico-Hospitalares (+8,1%) e R$ 3,4 bilhões aos planos Odontológicos (+4,9%).

MAG lança célula para atendimento de sinistros e eleva padrão de experiência em seguros  

A MAG Seguros, empresa especializada em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta, celebra os resultados obtidos com o AcolheBen, programa que oferece suporte emocional e financeiro aos beneficiários dos segurados da empresa, de sinistros oriundos de morte por acidente ou doença. No segundo semestre de 2025, a operação registrou a marca de 30 mil atendimentos realizados, obtendo 68 pontos no suporte ao cliente através da métrica de NPS, que mensura o nível de satisfação e recomendação do consumidor. 

O AcolheBen tem o objetivo de auxiliar os beneficiários, por meio de uma célula dedicada de atendimento, que oferece suporte por telefone, WhatsApp e e-mail, de maneira integrada e ágil. O beneficiário conta, logo após a ocorrência, com ferramentas que vão desde a organização da documentação para abertura do aviso de sinistro, além de atendimento psicológico e consultoria financeira. 

A construção do AcolheBen também foi marcada por uma abordagem estruturada e multidisciplinar. “Selecionamos profissionais experientes, com forte capacidade de escuta e solução. Revisitamos processos, investimos em capacitação e estamos avançando com o uso de inteligência artificial para apoiar tanto o cliente quanto o colaborador durante o atendimento”, destaca Michelle Ignacio, supervisora da célula de atendimento. 

Além da satisfação do cliente, os ganhos operacionais do AcolheBen também já são perceptíveis. O tempo médio de resposta foi reduzido para menos de 24 horas, trazendo mais agilidade e previsibilidade em um momento sensível para o segurado. No Reclame Aqui, a iniciativa possui avaliação classificada como “Ótimo” e está próxima de atingir o selo RA1000, nível máximo de excelência na plataforma. Esse desempenho se reflete na reputação da companhia, que apresenta menor volume de reclamações e alta capacidade de resolução direta. 

Para Ana Carolina Belli, gerente de relacionamento da MAG, o avanço vai além dos indicadores. “O AcolheBen representa um avanço importante na forma como nos relacionamos com nossos clientes e parceiros. Os resultados mostram que estamos no caminho certo, demonstrando que conseguimos unir eficiência operacional a uma experiência mais humana e acolhedora, fortalecendo cada vez mais a conexão entre segurado, corretor e companhia”, destaca Belli.

Susep cria grupo de trabalho e reforça debate sobre seguro catástrofe no país

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou o seguro catástrofe no centro da agenda regulatória ao instituir um grupo de trabalho de natureza consultiva para discutir e, eventualmente, propor diagnósticos e recomendações de aperfeiçoamento regulatório e legal para esse tipo de cobertura. A medida foi formalizada pela Portaria 8.493/26, publicada na terça-feira, 24 de março, no Diário Oficial da União. 

O movimento reforça a prioridade que a autarquia vem dando ao tema. Em sua página oficial sobre seguros catástrofe, a Susep informa que o assunto foi incluído no Plano de Regulação de 2026, com o objetivo de estudar possibilidades de mudanças legais e regulatórias capazes de aumentar a resiliência do país diante de catástrofes naturais. Segundo a autarquia, o grupo também funcionará como canal de interlocução e construção de consensos entre poder público, mercado e sociedade civil. 

De acordo com a norma, o GT será coordenado pelo superintendente Alessandro Octaviani e deverá apresentar, ao fim dos trabalhos, um relatório consolidado com as discussões realizadas. As reuniões poderão ocorrer de forma presencial, remota ou híbrida, e a participação será considerada de relevante interesse público, sem remuneração. Entre os integrantes estão representantes da própria Susep, de ministérios, do Tribunal de Contas da União e da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), além de entidades do mercado segurador, do resseguro, do meio jurídico, da academia e de setores produtivos. 

A criação do grupo ocorre em um momento em que o avanço dos eventos climáticos extremos pressiona o mercado e o setor público a buscar soluções mais estruturadas de proteção financeira. Estudo citado pela CNseg, com base em levantamento da própria Susep, aponta que o Brasil tem lacuna de proteção de até 93% para catástrofes naturais, um dos patamares mais elevados entre os mercados analisados. Na prática, isso significa que a maior parte das perdas causadas por desastres segue sem cobertura securitária. 

Nesse contexto, a CNseg passou a defender a criação de um Seguro Social Catástrofe no país, apoiado por um fundo financeiro e por mecanismos de parceria entre o setor privado e o poder público. A proposta mira sobretudo a proteção de habitações, infraestrutura urbana e respostas emergenciais em casos de inundações, secas e deslizamentos. A entidade também vem sustentando que o seguro precisa avançar de um papel restrito ao pagamento de indenizações para uma atuação mais preventiva, apoiada em inteligência de dados e em instrumentos de mitigação de riscos. 

Um dos pilares dessa agenda é o Hub de Inteligência Climática lançado pela CNseg durante a COP30, em Belém, com ferramentas voltadas ao monitoramento de riscos de inundação e à produção de informações para apoiar a precificação de riscos pelas seguradoras. A iniciativa se soma ao debate sobre a necessidade de ampliar a capacidade de resposta do mercado diante da escalada das perdas econômicas associadas a eventos extremos. 

Os números reforçam a urgência do tema. Entre 2022 e 2024, o Brasil acumulou R$ 184 bilhões em prejuízos com desastres climáticos, segundo dados divulgados no âmbito desse debate setorial, com apenas uma fração das perdas coberta por seguros. O diagnóstico fortalece a avaliação de que o país precisa combinar regulação, modelagem atuarial, dados climáticos e mecanismos de compartilhamento de risco para reduzir a vulnerabilidade financeira de famílias, empresas e entes públicos. 

O desafio, agora, será transformar o diagnóstico em propostas viáveis para ampliar a cobertura, preservar a solvência do sistema e criar instrumentos capazes de tornar o país menos exposto financeiramente aos efeitos de enchentes, deslizamentos, secas e outros desastres naturais. 

Para conferir os detalhes do GT, acessa a Portaria Susep nº 8.432/2025.

Ituran amplia serviços conectados e lança recurso de monitoramento de direção

A nova fase do Ituran Connect reúne recursos como monitoramento em tempo real, cercas virtuais, mapa de risco, alertas automáticos, histórico de rotas e suporte em casos de roubo ou furto com acompanhamento pelo aplicativo. A solução também inclui funcionalidades para veículos elétricos, como informações sobre autonomia, bateria e roteirização de recarga.

A companhia também lançou o “Resumo de Direção”, funcionalidade integrada ao pacote Platinum. O recurso detecta possíveis colisões, envia alertas ao motorista e, na ausência de resposta, aciona contatos de emergência com localização em tempo real. Também utiliza telemetria e inteligência artificial para avaliar o padrão de condução, com indicadores como acelerações bruscas, curvas perigosas, frenagens intensas e excesso de velocidade. O serviço será disponibilizado inicialmente em versão beta para 22 mil clientes selecionados, com acesso gratuito por três meses. Depois desse período, terá custo mensal de R$ 6,90.

A Ituran Global encerrou 2025 com receita de US$ 359 milhões, alta de 7% em relação ao ano anterior. O fluxo de caixa operacional somou US$ 88,6 milhões, com posição líquida de US$ 107,6 milhões. A base global cresceu com a adição de mais de 221 mil plataformas, totalizando 2,63 milhões de unidades monitoradas.

No Brasil, a empresa informou ter recuperado R$ 615 milhões em bens em 2025, elevando o total acumulado em 25 anos para mais de R$ 7,4 bilhões. A operação brasileira alcançou 800 mil veículos conectados, equivalentes a cerca de 30% da base global da companhia. No segmento de seguros, os prêmios distribuídos para seguradoras parceiras no Ituran com Seguro somaram R$ 312,7 milhões em 2025. O número de apólices emitidas superou 247 mil, com R$ 21,3 milhões em comissões pagas no período.

Na frente corporativa, a Ituran Empresas atingiu base de 6 mil clientes ativos e realizou mais de 140 mil instalações ao longo de 2025. A companhia também ampliou parcerias com montadoras, bancos e locadoras. Entre os destaques está a parceria com a BMW Motorrad e a expansão do fornecimento de tecnologia de conectividade para grupos automotivos na América Latina.

A empresa também informou avanço no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio, incluindo tecnologia híbrida com conectividade satelital para localização de máquinas em áreas sem cobertura celular.

Ivan Gontijo vai para conselho; Ney Dias assume a Bradseg e Carlos Marinelli a BradSaúde em nova estrutura de atuação

Após cinco anos na liderança do Grupo Bradesco Seguros, com uma trajetória marcada por crescimento sustentável, reconhecimento e resultados expressivos, Ivan Gontijo foi nomeado, em 10 de março, membro do Conselho de Administração do Bradesco.

“Estou honrado em ter sido eleito membro do Conselho, onde seguirei contribuindo para a continuidade dessa trajetória de excelência do Grupo, com foco em inovação, sustentabilidade e expansão da cultura de proteção no país. Sigo motivado e com a convicção de que temos bases sólidas para crescer ainda mais no futuro”, afirma Gontijo.

Para maximizar os ganhos atuais e futuros nos segmentos em que o Grupo Segurador atua, e considerando o potencial de crescimento ainda existente no mercado de Saúde e nos demais segmentos em que a Companhia já possui resultados relevantes – como Seguros de Vida, Previdência, Capitalização e Empreendimentos Imobiliários -, o Grupo passa a adotar uma nova estratégia com duas frentes distintas de atuação: BradSaúde e Bradseg.

Carlos Marinelli Bradesco Saúde

A BradSaúde, conforme divulgado no dia 27 de fevereiro, passará a consolidar todas as empresas e investimentos do Grupo no segmento de saúde, sendo formada por empresas líderes e de referência nas respectivas áreas de atuação, como Bradesco Saúde, Bradesco Saúde Operadora de Planos, Mediservice, Odontoprev, Atlântica Hospitais e Participações, Orizon, além do investimento em Fleury. Como já anunciado, esta companhia terá como CEO o executivo Carlos Marinelli (atual presidente da Bradesco Saúde e Mediservice).

Já a Bradseg concentrará todas as demais empresas e operações do Grupo, como Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Capitalização, Bradesco Auto/Re, Bradesco Seguros, Bradescor e BSP Empreendimentos Imobiliários. A Bradseg passa a ser presidida por Ney Dias (atual diretor-presidente da Bradesco Auto/Re), sendo que cada uma das empresas que a integram mantêm as atuais estruturas organizacionais.

Rodrigo Bacellar, atual diretor-presidente da Atlântica Hospitais e Participações, passa a ser o novo CEO da Bradesco Auto/Re, sucedendo Ney Dias. Anteriormente, Rodrigo liderou outras empresas do Grupo, como Orizon e Odontoprev.

Todo o movimento foi planejado visando assegurar a continuidade e crescimento da Companhia em uma estratégia de longo prazo, alinhado às prioridades de negócio e à agenda de evolução do Grupo, objetivando manter a posição de liderança no mercado segurador brasileiro e a relevância na Organização.

Além disso, reforça o compromisso do Grupo centrado na ampliação do acesso ao seguro, no fortalecimento das relações humanas e no desenvolvimento de soluções que acompanhem os novos hábitos dos brasileiros.

O Grupo Segurador segue priorizando o corretor como principal parceiro de negócios e valorizando a escuta ativa dos clientes e a construção de um mercado mais sustentável e inclusivo.

Presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi ressalta que: “A nomeação de Ivan aporta ainda mais expertise, conhecimento e visão estratégica ao Conselho. Além de permitir que ele continue contribuindo com a trajetória de evolução do Grupo Segurador. Já o movimento estratégico criando duas frentes de atuação claras, com a BradSaúde e a Bradseg, que são dois universos distintos e que possuem grande potencial de crescimento, nos posiciona na vanguarda para aproveitar as oportunidades existentes em um mercado pujante, em que temos uma história longeva de atuação. Reforçando, ainda mais, o nosso compromisso com a Sociedade de proteger as empresas e as famílias brasileiras, da forma mais plena possível, e em toda a jornada da vida”

Seguros Unimed amplia presença no multicálculo Agger by Dimensa com vida individual

Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, adicionou o produto Vida Individual no Aggilizador, plataforma de multicálculo da Agger by Dimensa, ampliando o acesso dos corretores ao portfólio da marca a partir de abril. O movimento visa dar mais autonomia e agilidade aos profissionais parceiros, além de reforçar a estratégia de expandir a presença da companhia onde o corretor estiver.

A Agger by Dimensa conta com uma base de mais de 16 mil clientes em todo o país e realiza mais de 1,1 milhão de cotações mensalmente, o que demonstra a importância da presença da Seguros Unimed na plataforma.

O seguro de Vida Individual foi cuidadosamente desenvolvido para proteger o segurado em vida, com coberturas como doenças graves e diária de internação hospitalar, além de garantir amparo e segurança para a família. O produto conta ainda com benefícios sem custo adicionais, como orientação financeira, orientação à vida saudável e telemedicina, agregando mais valor à proteção oferecida.

Vale destacar que todas as cotações da Seguros Unimed realizadas na Agger by Dimensa são integradas ao Calcule+, ferramenta digital desenvolvida pela seguradora para os corretores parceiros. Essa integração reforça o investimento em tecnologia e o foco da empresa em tornar o dia a dia dos profissionais que estão na ponta cada vez mais fácil.

“O Vida Individual é um produto estratégico e com foco na proteção em vida. Estar na Agger é um passo importante no nosso compromisso de oferecer agilidade e soluções adaptadas às demandas dos corretores”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e Produtos da Seguros Unimed. “A inclusão de mais uma solução nossa no multicálculo garante a presença da marca onde o corretor está, e isso é fundamental para a companhia”, finaliza o executivo.

Allianz Seguros anuncia novo superintendente de Linhas Financeiras

A Allianz Seguros apresenta Rodrigo Camargo Novaes como novo superintendente de Linhas Financeiras. Ele assume o cargo a partir de 23 de março e se reportará diretamente a Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos. Com forte conhecimento técnico e visão estratégica da área, Rodrigo chega para contribuir com o avanço da companhia no segmento.

O executivo conta com sólida trajetória no mercado de seguros e resseguros, reunindo passagens por empresas como Liberty, Itaú e AIG. Em 15 anos de atuação, desenvolveu competências técnicas e de gestão, liderando frentes estratégicas de portfólio, desenvolvimento de negócios e eficiência operacional.

“Chego em um momento muito importante para a Allianz, que vem reforçando, cada vez mais, o seu apetite crescente pelo mercado de seguros corporativos voltados a médios e grandes riscos, o que inclui as linhas financeiras. Minha expectativa é atuar ativamente no fortalecimento da área por meio de soluções que apoiem os clientes com ainda mais qualidade, o relacionamento estreito com corretores e clientes e o apoio direto ao crescimento sustentável da companhia.”

Rodrigo Camargo Novaes é formado em Economia pela FEA USP e possui MBA Executivo pelo Insper.

Sobre a Allianz Seguros

No Brasil há 120 anos, a Allianz Seguros atua em Ramos Elementares e Vida e está presente em todo o território nacional, por meio de 57 filiais, além de 45 assessorias e mais de 32 mil corretores de seguros em todo o país. 

Tendo como premissa desenvolver ações de longo prazo, tanto nos seus negócios como no campo social, há mais de 30 anos um grupo de funcionários criou a ABA – Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz. Nesse período, mais de 10 mil crianças e adolescentes da Comunidade Santa Rita (zona Leste de São Paulo) foram atendidos pela ABA, por meio de atividades complementares à educação formal, como artes, esportes e inclusão digital.

A seguradora nomeia o Allianz Parque, a arena multiuso mais moderna do país. Desde sua inauguração, em novembro de 2014, já recebeu mais de 11 milhões de pessoas.

Leilão do Galeão envolve estrutura de seguros mais complexa por se tratar de concessão reestruturada

O leilão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, marcado para o dia 30 na B3, deve movimentar o mercado de seguros com uma estrutura de garantias mais complexa do que a observada em concessões tradicionais de infraestrutura. Isso porque, segundo especialistas, a operação não envolve um projeto novo, mas a transferência assistida de uma concessão já existente, com histórico de desequilíbrio econômico-financeiro, repactuação contratual e novas bases para exploração do ativo.

“Não estamos falando de uma concessão tradicional. O que está sendo feito é a venda assistida de uma concessão já existente, com a assunção integral da concessionária e, junto com isso, todos os seus ativos, passivos e obrigações. O investidor não está entrando em um projeto novo, ele está assumindo um ativo que já teve desequilíbrio econômico-financeiro e que passou por um processo de repactuação. Isso muda completamente a lógica do risco”, afirma Fabiano Suzarte, diretor da Fator Seguradora e especialista em seguro garantia.

A avaliação é que essa característica altera não apenas a percepção dos investidores, mas também a forma de atuação das seguradoras. De acordo com Eduardo Cruci, diretor técnico da Junto Seguros, o Galeão chega ao mercado depois de uma trajetória marcada por eventos que comprometeram a modelagem original da concessão. “O caso do Galeão é emblemático”, afirma. “As características originais da concessão se mostraram inviáveis à luz do novo cenário, tanto no aspecto de modelagem financeira como de investimentos originalmente previstos.” Segundo ele, a nova estrutura de obrigações futuras e de pagamento de outorga, somada à retomada do fluxo de passageiros, ajuda a explicar o interesse dos potenciais concorrentes.

No campo do seguro garantia, dois instrumentos aparecem como centrais. O primeiro é a garantia de proposta, ou bid bond, exigida na fase do leilão para assegurar que o vencedor manterá a oferta e cumprirá as condições necessárias para assinatura do contrato. “É um risco de curto prazo, muito mais comportamental”, explica Suzarte.

Cruci observa que essa etapa serve para dar conforto ao poder concedente de que os pagamentos e as condições precedentes à assinatura do contrato serão efetivamente cumpridos. Já depois da assinatura entra a garantia de execução contratual, ou performance bond, voltada ao cumprimento das obrigações assumidas pelo concessionário.

“Essa garantia não está protegendo um contrato novo. Ela está protegendo um contrato já reestruturado, com histórico de estresse”, afirma Suzarte. Na prática, a cobertura alcança compromissos como pagamento de outorga, investimentos, operação, manutenção e níveis de serviço do aeroporto.

cruci junto seguros

Na avaliação de Cruci, é justamente aí que o seguro garantia ganha papel estratégico. “Assinado o contrato, é exigida uma garantia de concessão, voltada a cobrir todas as obrigações do novo concessionário perante o regulador, como operação, manutenção e ampliação”, afirma. “Em caso de falhas da concessionária em atender seus requisitos operacionais ou o cronograma definido de manutenção e investimentos, a apólice poderá ser chamada.”

Ao longo do processo, o risco também muda de natureza. Suzarte afirma que, na fase inicial, a análise é mais simples, mas depois passa a envolver crédito, estrutura de capital, geração de caixa, demanda e ambiente regulatório. “Na prática, o seguro garantia deixa de ser um instrumento acessório e passa a se comportar mais como uma forma de crédito estruturado de longo prazo”, afirma.

Cruci segue a mesma linha ao observar que a seguradora precisa avaliar a robustez financeira dos interessados, a experiência em concessões e a capacidade de gestão e execução. “Nossa maior preocupação em uma concessão como esta se concentra em financiabilidade e capacidade de gestão e execução”, afirma. Para ele, um interessado que não consiga comprovar esses fatores se torna um risco relevante para a subscrição.

Suzarte acrescenta que não existe underwriting padronizado para uma operação desse porte. “A análise passa essencialmente por quem é o sponsor, qual a capacidade de capital, como está estruturado o financiamento e qual o nível de ágio pago”, afirma. Segundo ele, um ágio elevado pode pressionar diretamente o fluxo de caixa e aumentar o risco futuro da concessão.

Outro ponto de atenção é o risco regulatório. No caso do Galeão, Suzarte destaca a dinâmica concorrencial com o Santos Dumont como variável capaz de afetar a demanda do ativo. Por isso, segundo ele, operações desse porte dificilmente ficam concentradas em uma única seguradora, sendo comum a montagem de estruturas com cosseguro e resseguro.

Além do seguro garantia, o futuro concessionário precisa manter um programa robusto de seguros operacionais. Entre as coberturas mais usuais estão responsabilidade civil, riscos operacionais, patrimonial e seguro de engenharia, especialmente quando houver novos investimentos ao longo da concessão.

“Uma concessão costuma ser obrigada a manter diversos seguros para proteção do ativo e dos usuários”, afirma Cruci. Suzarte ressalta que essas coberturas são fundamentais em ativos aeroportuários por serem intensivos em capital e altamente sensíveis à interrupção das operações. “Eles são fundamentais dentro dos aeroportos porque são ativos intensivos em capital e extremamente sensíveis à interrupção da operação”, afirma.

Há ainda uma camada adicional de proteção envolvendo os prestadores de serviço contratados pela concessionária, que também costumam ser obrigados a manter seguros específicos para danos e responsabilidades. Para as seguradoras, quanto mais robusta a matriz de risco e o programa de seguros exigido, maior o conforto em relação à diligência e à maturidade da concessão.

Num leilão em que o governo e o mercado observam tanto a arrecadação quanto a capacidade do futuro operador de sustentar a retomada do Galeão, os seguros aparecem não apenas como exigência contratual, mas como peça relevante da engenharia financeira e operacional da concessão. de seguros, exigida dos prestadores de serviço, sempre com o objetivo de proteger a operação”, acrescenta. 

CNseg: seguradoras assume papel estratégico na modernização da aviação civil brasileira

 A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) participou do lançamento da Agenda ConectAR, a nova Política de Estado voltada ao desenvolvimento da conectividade aérea no Brasil, coordenada pelo ministério de Portos e Aeroportos com o objetivo de estabelecer um marco estratégico para a expansão sustentável e inclusiva da aviação civil. Entre os pilares centrais da iniciativa, destaca-se a participação ativa do setor segurador como agente facilitador de inovação, eficiência operacional e redução de custos sistêmicos no transporte de passageiros e cargas.

O programa surge em resposta ao cenário de baixa capilaridade do modal aéreo no país e aos altos níveis de judicialização que sobrecarregam o setor. Para reverter esse quadro, a Agenda ConectAR propõe uma sinergia inédita entre os entes públicos e o mercado segurador privado, utilizando tecnologia de ponta para transformar a experiência do usuário.

Inovação e seguros

Segundo a superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira, que esteve presente no evento, uma das principais frentes de atuação do setor segurador na iniciativa é a possibilidade de implementação de seguros paramétricos, entre outras tecnologias. 

“O setor segurador apoia a Agenda ConectAR, pois deve integrar tecnologia, regulação e proteção securitária, apoiando no desenvolvimento de um ecossistema aéreo mais resiliente e alinhado aos padrões internacionais de eficiência”, afirmou.

Apoiados em ferramentas de Internet das Coisas (IoT) para o rastreamento em tempo real de voos e bagagens, esses produtos podem revolucionar a gestão de intercorrências. Por meio de smart contracts (contratos inteligentes), a indenização poderá ser processada e transferida de forma automática e imediata para o passageiro assim que um problema for detectado — como um atraso de voo além do limite estipulado ou o extravio registrado de uma mala. Esse modelo pretende eliminar barreiras burocráticas e atuar diretamente na racionalização da judicialização, oferecendo uma solução rápida e consensual para conflitos que antes terminavam nos tribunais.

Modernização e personalização

A Agenda também prevê o desenvolvimento de coberturas inéditas, desenhadas sob medida para novos perfis de risco, como os riscos cibernéticos e operacionais da aviação sub-regional. O objetivo é oferecer ao consumidor uma “prateleira” diversificada de produtos, permitindo que o passageiro personalize sua proteção de forma fluida no momento da compra da passagem.

Parceria institucional e dados

Além do impacto direto no consumidor, a participação do setor segurador fortalece a governança pública. A possibilidade de compartilhamento estratégico de dados de sinistralidade entre o mercado e as agências reguladoras tem como intuito fornecer indicadores precisos de desempenho ao Estado. Esse fluxo de informações será fundamental para o aprimoramento contínuo das políticas públicas e para a criação de um ambiente de negócios mais seguro e previsível.

Zurich inclui no seguro auto ajuste de sensores do carro após troca de vidros

Zurich Seguros - 23/08/2022 - Executivos. Foto: Leonardo Rodrigues

A Zurich Seguros passou a incluir na cobertura de vidros do seguro automóvel um serviço importante para carros mais modernos: a recalibração do sistema ADAS, conjunto de câmeras e sensores que ajuda o motorista em situações de risco no trânsito.

Na prática, esses recursos funcionam como assistentes de segurança do veículo. Eles podem emitir alerta de colisão, acionar a frenagem automática, ajudar o carro a permanecer na faixa e apoiar a condução em determinadas situações. Como muitos desses sensores ficam instalados no para-brisa, a troca do vidro exige um novo ajuste para que o sistema continue funcionando corretamente.

A novidade foi lançada em parceria com a Maxpar e já está disponível para apólices com vigência iniciada a partir de 2 de fevereiro. O atendimento será feito pela rede parceira da empresa.

Segundo João Merlin, diretor executivo de Negócios em Automóvel da Zurich, a mudança acompanha a evolução tecnológica da indústria automobilística. “A inclusão da calibração do ADAS na cobertura de vidros torna a proteção mais alinhada às práticas do mercado e às necessidades dos veículos mais modernos”, afirma.

ADAS é a sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Condutor. Embora o nome técnico pareça distante do dia a dia do consumidor, a função é simples de entender: trata-se de uma tecnologia criada para aumentar a segurança ao volante e reduzir o risco de acidentes.

De acordo com a Zurich, sempre que o para-brisa é substituído, os sensores e câmeras precisam ser recalibrados, conforme orientação das montadoras. Isso porque uma pequena alteração de posicionamento pode comprometer a leitura do ambiente pelo veículo.

Eduardo Borges, vice-presidente do Grupo Autoglass e head da Maxpar, explica que até uma diferença mínima no encaixe da câmera pode afetar o desempenho do sistema. Segundo ele, isso pode gerar leitura incorreta da via e comprometer a segurança, razão pela qual a calibração deve seguir o padrão de fábrica.

A cobertura passa a contemplar a troca do para-brisa com leitura de scanner e calibração do ADAS, além da substituição dos vidros laterais, quando aplicável, com diagnóstico e ajuste eletrônico de sensores instalados nesses componentes. O benefício está disponível nos pacotes Básico, Completo e VIP, além das coberturas para vidros blindados.

A seguradora ressalta que a cobertura não inclui a troca da câmera do sistema, mas apenas a leitura e a calibração dos sensores.

A aposta da Zurich ocorre em um momento em que esse tipo de tecnologia ganha espaço no mercado brasileiro. Embora o ADAS ainda não esteja presente em todos os veículos novos, o sistema já equipa muitos modelos e deverá se tornar cada vez mais comum. A tendência é que esses recursos deixem de ser diferenciais para se consolidar como item padrão de segurança, a exemplo do que ocorreu com airbag e freios ABS.

Para a Zurich, a mudança reforça o posicionamento da companhia em um segmento que passa por rápida transformação tecnológica. “Ao incorporar essa cobertura, ampliamos nosso portfólio e acompanhamos a transformação do setor automotivo”, afirma Merlin.