A indústria de seguros está recheada de notícias hoje na imprensa internacional, em razão da realização do 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), que começou ontem e termina amanhã em Amã, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações.
Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise. O presidente da CNSeg, João Elisio, e a diretora de assuntos internacionais, Maria Elena Bidino, estão no evento.
Confira as principais notícias do encontro:
– Nikolaus von Bomhard, CEO da Munich Re, alertou sobre o tempo da crise. “Nós não esperamos que a crise econômica termine rapidamente, talvez no segundo semestre de 2010. Por isso é fundamental manter a solvência e liquidez do mercado, atuando de forma conservadora”, disse ele durante sua apresentação na manhã do primeiro dia.
– Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Services, concordou com Bomhard e lembrou o nível de desemprego nos EUA, de 9,5%, um percentual recorde para a maior economia do mundo nas últimas décadas.
– Bassel Hindawi, diretor geral do Insurance Commission of Jordan, órgão regulador do setor em Amã, pediu em seu discurso na abertura do evento que as empresas da indústria de seguros modelem seus negócios de forma sustentável, respeitando a sociedade e o meio ambiente. Segundo ele, as companhias que praticam ações sustáveis têm um desempenho 15% melhor do que as que não praticam.
– As seguradoras globais esperam crescer nos mercados emergentes, liderados pelo Brasil, China, Índica e Rússia, conhecidos como Bric. Segundo pesquisa da KPMG and Economist Intelligence feita com executivos de 49 países, 55% dos entrevistados acreditam que terão crescimento orgânico e 53% apostam no crescimento por aquisições nos próximos 12 meses. Outra pesquisa da Accenture, com 104 companhias, mostra que três quartos acreditam que o crescimento virá das operações internacionais nos próximos três anos.
– Hans-Peter Gerhardt, CEO da Paris Re, afirmou que o “hard market” nunca aconteceu, como previram diversos de seus concorrentes desde o agravamento da crise em setembro do ano passado.
– Praticar underwrinting virou moda com a queda dos ganhos financeiros, diz Bob Hartwig, presidente do Insurance Information Institute (III). De 1975 para cá, as seguradoras de ramos elementares dos EUA só voltaram a ter lucro operacional nos últimos cinco anos.
– AIG vendeu quase 30 milhões de ações da Transatlantic Re, por US$ 1,1 bilhão.
– Munich Re emitiu cat bonds de 50 milhões de euros transferindo para mercados de capitais riscos de chuvas de inverno na Europa e terromoto na Turquia.
– No Reino Unido, pesquisa revela que uma em cada quatro pessoas cancelou o seguro de conteúdo da residência e pararam a contribuição para os planos previdenciários entre outras apólices em razão da recessão, informa a ABI, associação das seguradoras semelhante a CNSeg do Brasil.
Segundo informou a CNSeg, o presidente da International Insurance Society (IIS), Michael J. Morrissey, oficializou o convite para que o Brasil seja o anfitrião do 47º anual da entidade, que ocorrerá em junho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, sede da CNSeg. A confirmação ocorreu em encontro de Morrissey com o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos.
O convite formulado pelo presidente da IIS é o resultado da proposta de candidatura apresentada, em outubro de 2007, por representantes à época da CNSeg (Osvaldo do Nascimento, Paulo Marraccini, Renato Campos e Carlos Protasio). O encontro anual da IIS, que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros, não ocorre na América Latina desde 1981, quando se deu no Brasil. Os últimos eventos foram realizados nas cidades de Taipei, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque, Cingapura, Hong Kong e Viena. No próximo ano, o encontro ocorrerá em Madri.

Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, apenas a Bradesco Capitalização e a Allianz fizeram menção ao assunto até o início da tarde, divulgando aos jornalistas notas sobre o tema. Para quem não sabe, o México é o país sede das comemorações de hoje do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que tem como tema “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”.
A crise começa a fazer suas vítimas na indústria de seguros. Dois produtos financeiros, seguro garantia e de crédito, começam a enfrentar dificuldades. Depois de vivenciar dois anos de farta capacidade e taxas baixas, a atual realidade do seguro garantia é de redução de investidores interessados e aumento da sinistralidade, que já começa a ser sentida pelo consumidor brasilero. “Garantia é um segmento que tem forte dependência do resseguro e por isso sofre com o cenário externo”, disse Alexandre Malucelli, presidente da JMalucelli Re durante sua palestra no VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizada em Belo Horizonte entre os dias 2 e 4 de junho e promovido pela Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).
Depois de viajar vários dias para negociar com 16 resseguradores estrangeiros a renovação de contratos automáticos para garantir as operações de seguro da JMalucelli, Alexandre Malucelli (foto), presidente da resseguradora chegou a conclusão de que a crise chegou no segmento de seguro de crédito e garantia. “Mesmo diante do baixo astral instalado no exterior, conseguimos renovar nossos contratos até junho de 2010 com mais capacidade em razão do bom momento que o Brasil vive e pelo histórico de crescimento de vendas e rentabilidade do segmento no País”.
A Bradesco Auto RE começa neste mês a vender seguro de garantia estendida, uma apólice que amplia a cobertura de fabrica para diversos tipos de produtos, desde liquidificadores até carros.
A Bradesco Seguros e Previdência prevê manter o ritmo de crescimento de 10% neste ano, o que a levará, se confirmado, encerrar 2009 com faturamento próximo de R$ 24,5 bilhões tendo como base os R$ 22 bilhões registrados em 2008. Tal desempenho, em um cenário de crise, com previsão de estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, será sustentado pela venda de produtos para as classes de menor renda.
Após a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.