Quem lembrou do Dia Mundial do Meio Ambiente?

42-20917032Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, apenas a Bradesco Capitalização e a Allianz fizeram menção ao assunto até o início da tarde, divulgando aos jornalistas notas sobre o tema. Para quem não sabe, o México é o país sede das comemorações de hoje do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que tem como tema “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”.

Poucas seguradoras adotaram até hoje atitudes “verde”. Podemos pontuar Bradesco Capitalização com a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica; a Caixa Seguros e a Brasilprev com a compensação do CO2; o HSBC com parte do prêmio do seguro automóvel direcionado para recuperação de florestas; a Mapfre investindo em educação com o apoio dado ao governo de São Paulo no programa Criança Ecologia e o site www.ecoblogs.com.br; a Allianz como kit 100% digital e o site www.knowledge.allianz.com.br; a Porto Seguros educando motoristas a regular o carro para que este polua menos; SulAmérica com campanhas ecológicas; e Bradesco Seguros e Previdência com a realização de congressos, para citar os investimentos mais consistentes.

Temos algumas iniciativas interessantes, mas ainda é muito pouco diante do que a indústria de seguros pode fazer. O estímulo, se não for o de pensar no amanhã, pode ser o lucro. Afinal, quanto mais as pessoas foram estimuladas a ser sustentáveis, menos indenizações o setor terá de pagar. E investir em atitudes sustentáveis tem se mostrado rentável. Diversas pesquisas realizadas no mundo e no Brasil mostram a disposição do consumidor em pagar algo a mais por um produto de empresas que apostam em atitudes “do bem”, voltadas para a sociedade e para o planeta.

Segundo nota da Bradesco Capitalização, a data serve para alertar o mundo sobre os riscos à sobrevivência do ser humano se o meio ambiente continuar a ser degradado, poluído e desrespeitado, necessitando de ações urgentes para salvar o planeta. Para a Fundação SOS Mata Atlântica, viabilizou recursos para o plantio de 20 milhões de árvores nativas graças aos 3,2 milhões de títulos Pé Quente Bradesco Fundação SOS Mata Atlântica, comercializados desde 2004. Aos programas e projetos de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável da Fundação Amazonas Sustentável foram destinados parte do valor arrecadado com a venda do Pé Quente Bradesco Amazonas Sustentável.

O site da Allianz, dividido em quatro pilares – Mudanças Climáticas, Perfil Climático, Energia & CO2 e Segurança, tem o objetivo de disseminar conhecimento ao público brasileiro em sintonia com seu compromisso pela sustentabilidade. Para isso, utiliza artigos, estudos, vídeos e gráficos que aprofundam os temas em questão. O site também conta com novidades sobre fontes alternativas de energia renovável. Há ainda a análise de soluções climáticas, como o sequestro de CO2 em “Sequestro de carbono: como limpar o carvão”, que aborda medidas adotadas por empresas européias, servindo como exemplo para outras indústrias.

Para parte das comemorações, o Pnuma preparou o hotsite Dia Mundial do Meio Ambiente (http://www.ipc-undp.org/dmma/), com dicas e informações de como cada um de nós pode colaborar para um meio ambiente mais saudável, garantindo assim uma melhor qualidade de vida.

Segundo o Pnuma, a data cataliza a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental, buscando mostrar o lado humano das questões ambientais; capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem de um futuro mais seguro e mais próspero.

Seguros de garantia e de crédito enfrentam crise*

42-20913771A crise começa a fazer suas vítimas na indústria de seguros. Dois produtos financeiros, seguro garantia e de crédito, começam a enfrentar dificuldades. Depois de vivenciar dois anos de farta capacidade e taxas baixas, a atual realidade do seguro garantia é de redução de investidores interessados e aumento da sinistralidade, que já começa a ser sentida pelo consumidor brasilero. “Garantia é um segmento que tem forte dependência do resseguro e por isso sofre com o cenário externo”, disse Alexandre Malucelli, presidente da JMalucelli Re durante sua palestra no VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizada em Belo Horizonte entre os dias 2 e 4 de junho e promovido pela Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).

A consequência é o aumento do preço, maiores exigências de garantias e informações ainda mais detalhadas dos riscos. “Está é a realidade que pude constatar nos últimos dias. A crise afetará o segmento no Brasil. Mas também é correto afirmar que este cenário desafiador nos traz muitas oportunidades”, disse ele para uma platéia responsável pelo maior número de projetos de infra-estrutura para serem aprovados no Brasil, durante o VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizado em Belo Horizonte entre 2 e 4 de junho.

Já o seguro de crédito, cujo efeito é mais imediato do que o de garantia, deverá passar por uma forte reformulação. As seguradoras de crédito enfrentam sérios problemas com a inadimplência na crise. Segundo Malucelli, durante suas conversas com resseguradores a sobrevivência do seguro de crédito é muito questionada.

“A imagem que ficou foi de ter a seguradora como um guarda chuva que quando começou a tempestade a companhia o pegou de volta e fechou”. Os governos da França, Espanha e Inglaterra criaram linhas para socorrer as empresas diante deste cenário, evitando assim o corte das linhas de crédito, sem muito sucesso. O resultado é uma ampla discussão sobre como ficará este segmento nos próximos anos.

No garantia, a crise tem um efeito mais retardado, porém será sentido com mais ênfase no segundo semestre. Empresas boas enfrentam dificuldade de liquidez, o que deverá se normalizar no próximo ano. “Hoje o que vemos são empresas pequenas obtendo a cobertura por estarem dentro dos limites dos contratos automáticos. Já para grandes projetos as taxas estão mais elevadas e mesmo assim faltam recursos para prover a capacidade”.

Tentar projetar um futuro por enquanto ainda é uma missão quase impossível. Para Malucelli, o futuro próximo destes dois segmentos de seguro é de consolidação, reduzindo o número de concorrentes. “Já vemos muitos efeitos em diversas áreas com a falta de cobertura para projetos importantes”.

Segundo ele, as companhias ficarão ainda mais seletivas em razão da lucratividade ter de vir do operacional, uma vez que do financeiro será difícil, com taxas de juros declinantes e investidores com aversão a risco neste momento. Os bancos começam a voltar a competir com o seguro garantia ofertando fiança bancaria. “Esses fatores criam um cenário desafiador e cheio de oportunidades”, conclui Malucelli.

*a jornalista viajou a convite da Mapfre Seguros

Malucelli renova contrato automático de garantia*

images11Depois de viajar vários dias para negociar com 16 resseguradores estrangeiros a renovação de contratos automáticos para garantir as operações de seguro da JMalucelli, Alexandre Malucelli (foto), presidente da resseguradora chegou a conclusão de que a crise chegou no segmento de seguro de crédito e garantia. “Mesmo diante do baixo astral instalado no exterior, conseguimos renovar nossos contratos até junho de 2010 com mais capacidade em razão do bom momento que o Brasil vive e pelo histórico de crescimento de vendas e rentabilidade do segmento no País”.

O crescimento econômico do Brasil tem estimulado fortemente o seguro de garantia. A previsão da JMalucelli Re é de que os prêmios deste segmento vão atingir R$ 643 milhões em 2009 e R$ 803 milhões em 2010. A expectativa considera a crise, que será compensada pelos projetos de infraesturtura que não podem esperar outro momento para serem iniciados, como as que fazem parte das exigências da Fifa, que escolheu 16 cidades brasileiras para sediar os jogos da Copa do Mundo em 2014.

Ser 2010 um ano eleitoral também conta pontos para alavancar as vendas de seguro garantia. “Historicamente em anos eleitorais os projetos governamentais avançam para finalizar o mandado”, explica Malucelli durante sua palestra no VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizada em Belo Horizonte entre os dias 2 e 4 de junho, promovido pela Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).

Na apresentação aos gestores de riscos das maiores empresas de energia do País, a mesma feita aos resseguradores internacionais durante o road show, Malucelli buscou mostrar o desenvolvimento do seguro garantia. “É um mercado em expansão e rentável”, disse, exigindo dados de crescimento dos prêmios e evolução dos sinistros.

O seguro garantia encerrou 2008 com prêmios de R$ 499 milhões, evolução de 43% sobre 2007, que já tinha avançado 77% sobre 2006. No primeiro quadrimestre deste ano, o segmento exibe crescimento de 75%. “Temos aqui o seguro da Usina Santo Antonio, do Rio Madeira, que representa R$ 130 milhões, mas mesmo assim percebemos o crescimento acelerado do setor mesmo num cenário de crise”, disse o executivo da Malucelli.

Desde 1994 até 2008, o índice médio de sinistralidade ficou em 18%. “Tivemos três grandes sinistros indenizados, que elevaram o índice para 85% e 107% em 1997 e 1999 e para 46% em 2005. “Isso mostra que diferente dos outros países o Brasil é um mercado em crescimento e com resultados técnicos”.

A Malucelli detém pouco mais de 40% das vendas totais de seguro garantia no Brasil, abaixo da fatia de 50% no encerramento de 2008. A abertura do resseguro tende a pulverizar os negócios com a entrada de novos competidores. “O que é bom para todos”, comentou o executivo. A retenção de risco das seguradoras neste segmento é de apenas 20%, o que evidencia tratar-se de uma carteira fortemente focada no resseguro.

Mesmo com a forte dependência do resseguro, o patrimônio líquido das seguradoras cresceu nos últimos anos, passando de R$ 22 milhões em 2003 para R$ 82 milhões em 2008. Até 2008, antes das novas regras de solvência, as seguradoras podiam reter em cada risco especifico cerca de 3% dos ativos líquidos. Agora, a retenção passou a ser ajustada ao risco ponderado.

*a jornalista viajou a convite da Mapfre Seguros

Bradesco estreia no ramo de garantia estendida

images19A Bradesco Auto RE começa neste mês a vender seguro de garantia estendida, uma apólice que amplia a cobertura de fabrica para diversos tipos de produtos, desde liquidificadores até carros.

Para viabilizar a operação de venda do seguro, basicamente feita na hora da venda dos produtos nas lojas de varejo ou pela internet, a Bradesco fez uma parceria com a seguradora Cardif, uma das principais neste nicho de mercado.

O segmento de garantia estendida é liderado pela Garantech, do Itau Unibanco, Assurant.,LuizaSeg, Virginia e Mapfre. Os prêmios totalizaram R$ 412 milhões no primeiro quadrimetre deste ano, abaixo dos R$ 486 milhões do mesmo período do ano passado.

Segundo Ricardo Saad, presidente da Bradesco Auto RE, inicialmente o grupo irá operar com a venda do seguro para produtos de linha branca e eletroeletrônicos. “No futuro podemos pensar em outros segmentos, como móveis e automóveis”, disse.

Atualmente, praticamente todas as lojas de varejo oferecem o seguro garantia, que começou a se desenvolver no Brasil nos últimos cinco anos. O produto tem um forte apelo comercial, por ofertar uma remuneração farta ao vendedor e ao lojista. Para se ter uma ideia da rentabilidade, a rede varejista Magazine Luiza decidiu abrir uma seguradora para concentrar as operações do seguro em parceria com a Cardif.

Bradesco mantém previsão de crescer 10% no ano

images1A Bradesco Seguros e Previdência prevê manter o ritmo de crescimento de 10% neste ano, o que a levará, se confirmado, encerrar 2009 com faturamento próximo de R$ 24,5 bilhões tendo como base os R$ 22 bilhões registrados em 2008. Tal desempenho, em um cenário de crise, com previsão de estagnação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, será sustentado pela venda de produtos para as classes de menor renda.

“Há uma maior cultura de seguros no País, que ainda exibe um percentual muito aquém dos países desenvolvidos em relação ao PIB, de 3,5% para uma média de 9%”, disse Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, durante coletiva concedida aos jornalistas no II Fórum de Riscos, promovido ontem em São Paulo.

Segundo ele, a demanda por seguros e previdência continua aquecida mesmo com os sinais de enfraquecimento da economia. “Registramos crescimento em praticamente todos os nichos de negócios”.

Já o banco Bradesco revisou para baixo o crescimento do crédito. Antes previsto para evoluir entre 12% e 17%, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco, estima um avanço de 10% para este ano. Na semana passada, o banco anunciou prazos maiores e taxas menores para incentivar os financiamentos. A inadimplência, disse, está em patamares aceitáveis.

Rossi informou que a crise pouco afetou a atividade de seguros e previdência. Pelo contrário. A carteira de automóvel foi beneficiada pela redução do IPI. Um dos temores dos executivos do setor é do aumento da criminalidade, típico em épocas de crise. Mas até agora, segundo ele, os indicadores do grupo segurador não apresentaram alterações significativas.

A segunda edição do Forum de Risco debateu os riscos a que o planeta e a sociedade estão expostos. Sérgio Besserman Vianna, Presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento
Sustentável da Prefeitura do Rio de Janeiro e Conselheiro do WWF Brasil, proferiu a palestra “Riscos que o planeta e a sociedade estão sujeitos”. Ele fez comentários que levaram a platéia a refletir sobre os diversos riscos a que todos estão expostos, desde a interrupçao dos negócios por catástrofes agravadas pelas mudanças climáticas até pela alteração no hábito do consumidor ao optar por emitir menos CO2 em suas atitudes cotidianas.

“Se todos fizerem a sua parte e mais um pouco, a previsão é de que daqui a 100 anos o aquecimento global suba três graus, o que seria suficiente para mudar toda a realidade que vivemos hoje. Uma mudança mais radical do que a trazida pela informática. Se não fizermos a nossa parte, a situação é alarmante, com um grande risco para a civilização”,

Ele citou um exemplo pitoresco para ilustrar os riscos a que todos estão expostos. “Boa parte da emissão de carbono feita pelos homens é para agradar as mulheres”, disse o irmão do humorista Bussunda, falecido no ano passado. Segundo ele, uma boa mudança para reduzir a emissão de carbono poderia vir do comportamento feminino.

“Quando tivermos um jovem num carro de ultima geração de um lado e um outro com um notebook, equipado com toda a coleção de Eça de Queiroz e este ultimo fizer mais sucesso com as mulheres do que o primeiro, com certeza o padrão de consumo da população mudará completamente e com ele toda a cadeia de negócios”.

Segundo Rossi, a indústria de seguros tem acompanhado a tendência de mudança de habito da população, assim como ofertado produtos adequados a nova realidade de riscos criada com as mudanças climáticas. “Temos produtos para proteger o cidadão de praticamente todos os riscos da vida moderna, que vão desde os de mudanças climáticas, como os que afetam a saúde até as conseqüências de longevidade”.

*matéria da autora feita com exclusividade para o site www.viverseguro.org.br

Copa do Mundo de 2014 agita seguradoras*

imagesApós a FIFA divulgar neste domingo o nome das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014, o mercado segurador arregaça as mangas para oferecer um sem-número de apólices necessárias para a realização do evento. Todas as cidades terão um cronograma curto para se adequarem às exigências exigidas em um evento de tal porte. Daí porque o seguro é incluído desde as obras de reforma dos estádios até para despesas médico-hospitalares do público que assistirá aos jogos. O seguro se torna ainda mais evidente em razão das obras precisarem de recursos públicos e privados para a construção ou reforma de estádios e também de hotéis para atender à demanda gerada pela Copa.

Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP) são as cidades que promoveram jogos da Copa de 2014. A expectativa é que as novas arenas estejam prontas até o fim de 2012, possibilitando a utilização na Copa das Confederações, em 2013.

Só em São Paulo o orçamento para reformar o estadio do Morumbi é estimado em R$ 300 milhões. Outros milhões estão previstos também para a ampliação do aeroporto de Belo Horizonte. Com isso, está previsto o anúncio de um PAC só para a Copa do Mundo de 2014. Desta vez, a intenção é ter garantias de que as obras vão manter-se dentro do orçamento. Estimado em R$ 412 milhões, o Pan-Americano do Rio-2007 custou R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos, um estouro de quase 800% no orçamento.

Especialistas informam que várias apólices de seguros são obrigatórias pelos organizadores para eventos internacionais. A indústria de seguros começa por garantir que tudo estará pronto para a realização do evento. Sem isso, pode correr um sério risco de ter de indenizar investidores que apostaram seus recursos e amargaram perdas pela não realização. Estarão sendo cotados preços de seguro garantia, dando cobertura para o cumprimento do contrato, bem como de riscos de engenharia da obra.

Passada a fase inicial, começam as apólices exigidas neste tipo de evento. Entre as principais coberturas estão as de responsabilidade civil para indenizar terceiros prejudicados com a realização do evento, seja por produtos, profissionais tercerizados ou funcionários, montagem e desmontagem de estruturas e equipamentos. Estão cobertos riscos por contaminação de alimentos, direitos autorais, segurança e serviços médicos, bem como cobertura de acidentes pessoais para os atletas previstos na participação do evento.

Uma apólice importante é a da não realização do evento, conhecida como “no show”. Este tipo de apólice cobre prejuízos que investidores possam vir a ter com a não realização do evento ou de parte dele. Se os espectadores de algum dos jogos, por exemplo, ficarem impossibilitados de chegar ao local ou os jogadores ficarem impedidos de jogar, os custos da promotora com a devolução do valor do ingresso ou de agendamento de uma nova data, corre por conta do seguro. A apólice também cobre os custos com a demanda dos patrocinadores, que geralmente pedem de volta o valor pago na publicidade de veiculação televisiva daquela partida.

Para a realização da última olimpíada, realizada no ano passado na China, a seguradora PICC Property and Casuality Company Limited (PICC P&C), a maior seguradora estatal de ramos elementares do país sede, fechou o primeiro acordo em 2005. Ou seja, três anos antes da abertura oficial do evento. Isso porque a indústria de seguros é uma importante peça dentro de eventos dessa grandeza, uma vez que ajuda a prever riscos e sugere formas de mitigá-los.

A corretora de seguro inglesa JLT participa de boa parte dos contratos de eventos esportivos. Ela foi uma das contratadas para fazer a consultoria e gerenciamento de risco da próxima olimpíada, que acontecerá em Londres, em 2012. Ela é responsável por fazer o seguro das construções necessárias para os jogos, como parque aquático, estádio olímpico e outros locais previstos dentro da infra-estrutura básica do evento.

Os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, contaram com programa de seguro liderado pela Caixa Seguros, ressegurado no IRB-Brasil Re, que contou com as corretoras de resseguros JLT e Miller do Brasil para desenhar o contrato e distribuir o risco no mercado internacional. O comitê organizador e o governo compraram seguro para proteger os mais de 5,6 mil atletas, comissões técnicas de 42 países e os quase 100 mil fãs que foram assistir os eventos. A cobertura do seguro teve vigência no período dos jogos, cerca de 16 dias.

Foram compradas cinco coberturas: responsabilidade civil, no show, property, directors & officers (D&O) e terrorismo. A apólice de responsabilidade civil é a mais abrangente por cobrir danos físicos ou materiais causados a terceiros, incluindo atletas, voluntários e espectadores, inclusive por atos terroristas. A cobertura de property protegeu o patrimônio dos organizadores, como computadores e equipamentos de telecomunicações, até a montagem e desmontagem de equipamentos e as arenas e estádios como Maracanã e Engenhão, no período das competições. A apólice de D&O teve por objetivo resguardar o patrimônio dos executivos envolvidos na organização dos jogos de uma eventual reclamação de terceiros que se sintam prejudicados por algum erro administrativo.

*matéria da autora publicada no site da CNSeg: www.viverseguro.org.br

Em busca do poupador da caderneta*

images7O anúncio de que o governo realmente vai mudar a forma de calcular o rendimento da velha caderneta de poupança criou um clima de grande expectativa entre as empresas de previdência privada aberta. A grande questão é como atrair a atenção dos investidores que questionam mudar o perfil de investimento diante das mudanças. Afinal, a caderneta totalizou em abril deste ano patrimônio superior a R$ 270 bilhões. Quase o dobro do volume depositado em fundos de previdência aberta, com pouco mais de R$ 140 bilhões.

“A previdência aberta é o melhor investimento de longo prazo do Brasil em razão dos benefícios fiscais que o governo concede”, dispara Osvaldo do Nascimento, diretor de previdência do Itaú Unibanco (foto). “Quem sabe usar o benefício concedido pelo governo ganha dinheiro. Mas é preciso se planejar. Se sacar antes pode perder a vantagem fiscal”, acrescenta o especialista no assunto.

O ciclo de queda da taxa básica de juro da economia, com a Selic em 10,25% em abril, acabou tornando a caderneta de poupança mais rentável que algumas aplicações financeiras de renda fixa. Para que o produto continue voltado para o pequeno investidor, os bancos teriam de baixar as taxas cobradas nos fundos de investimentos para evitar saques de investidores de fundos de investimentos migrando para a poupança. Outra saída é o governo alterar a forma de cálculo do rendimento, que atualmente rende a Taxa Referencial mais 6% ao ano. Em abril, por exemplo, a poupança rendeu 0,55%, empatando com fundos de renda fixa.

De um lado os bancos sem ânimo para baixar as taxas que remuneram a administração dos recursos dos fundos. De outro o governo temeroso de que os principais compradores de títulos públicos, os fundos, deixem de aplicar nos papéis do governo, que rendem em média 11% ao ano, para ter um rendimento maior na caderneta de poupança. Deste rendimento, o banco cobra uma taxa de administração e o governo imposto de renda. A poupança, isenta de taxas e imposto, totaliza, em média, 7% ano ano. Ou seja, dependendo das taxas cobradas a rentabilidade da poupança pode superar a dos fundos.

Segundo cálculos de consultores, um fundo de investimento em renda fixa, com ativos aplicados por mais de um ano para considerar tributação de 20% de imposto de renda, com taxa de administração de 1,5% já começa a apresentar uma rentabilidade líquida igual a da tradicional caderneta. Os fundos de previdência para pequenas quantias costumam cobrar taxas de administração entre 1,5% e 2,5% ao ano sobre o patrimônio e também cobram a taxa de carregamento sobre os aportes.

A vantagem dos produtos vendidos pelas empresas de previdência, PGBL e VGBL, é o benefício fiscal, argumentam os executivos. “É possível ganhar mais na previdência porque se paga menos imposto. A caderneta não é tributada sobre o ganho, mas tem um rendimento limitado”, diz Nascimento.

Para ilustrar sua afirmação, o executivo usa o exemplo de um pai que quer poupar para a educação do filho. O PGBL permite o abatimento de até 12% da renda bruta na declaração anual completa de imposto de renda. Ou seja, o participante poderá reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar a restituição de IR. Ao aplicar em um VGBL, a cobrança do imposto será sobre o rendimento e não sobre o valor total como no PGBL. Usando a tabela progressiva, é possível recuperar o imposto pago na declaração anual de ajuste caso o jovem ainda esteja fora do limite de renda exigido pela Receita Federal ao ter o abatimento de despesas com educação. “A sofisticação tributária tem um grande efeito para quem a entende”, diz o executivo da Itaú Unibanco.

Além do argumento do incentivo fiscal, as empresas correm atrás de diferenciais para conquistar os clientes da caderneta. As taxas e o valor mínimo dos depósitos mensais são as primeiras iscas. A Caixa Seguros, de olho no pequeno investidor da caderneta de poupança, baixou o valor do depósito mínimo de R$ 50 para R$ 25, informa Juvêncio Braga, diretor de previdência da Caixa. “Nossas taxas também estão sendo realinhadas. Hoje temos taxas de carregamento de 0,7%”.

Na Porto Seguro, o diferencial vem da cobrança da taxa de carregamento feita somente na saída. E se a aplicação superar 60 meses, o custo é zero, informa Silas Kasahaya, gerente comercial de Vida e Previdência da Porto Seguro. Parece um benefício banal, mas não é. No investimento de longo prazo e com juros reais baixos, qualquer ponto percentual faz uma grande diferença.

Uma contribuição de R$ 500 mensal, por exemplo, vai toda para a reserva. Se houvesse cobrança da taxa de carregamento, de 3%, por exemplo, a reserva contaria com R$ 485. Ao final de 20 anos, considerando-se uma taxa de juro de 10% e 1,5% de taxa de administração anual, a reserva será de 296,4 mil. Se considerar a taxa de carregamento, o valor acumulado cairá para R$ 287 mil. Quase R$ 10 mil de diferença.

A Brasilprev, braço de previdência do Banco do Brasil, lançou um simulador para facilitar a compreensão do consumidor sobre o efeito dos juros compostos, ou seja, juros sobre juros. Com poucos cliques o internauta pode saber quanto precisa depositar mensalmente para ter uma poupança no período que desejar. “O sistema mostra qual o plano mais apropriado, bem como o fundo que os recursos serão alocados”, informa em nota o diretor de produtos e mercado da Brasilprev, José Eduardo Vaz Guimarães.

Segundo Edson Franco, diretor de previdência do Santander, uma das vantagens do plano de previdência é a flexibilidade. “É possível interromper a contribuição em um momento de dificuldade e fazer aportes esporádicos quando tiver uma renda extra para seguir o objetivo de acumulação traçado no início do investimento”, diz.

A Icatu Hartford criou um serviço diferenciado para clientes e não clientes. Trata-se do site www.felicidadeinternabruta.com.br. Nele é possível acompanhar dicas de como cuidar bem do bolso, da mente, do corpo e do mundo. Uma delas é investir em alguma coisa que você só vai usar no futuro.

A MetLife lançou um produto que calibra as aplicações de acordo com a idade dos clientes. Quanto mais jovem, maior o percentual investido em ações. E quanto mais próximo de atingir o objetivo, maior é a fatia da renda fixa para que o participante não corra o risco de ter uma baixa dos mercados acionários e ficar sem tempo de recuperar.

Renato Russo, vice-presidente da SulAmérica, e Bento Zanzini, vice-presidente da Mapfre, enumeram outras vantagens das empresas independentes, como a variedade de gestores de recursos, taxas de rentabilidade mais competitivas, custos menores e treinamento do canal de distribuição de produtos. Ambos afirmam investir muito no treinamento dos corretores para que eles sejam consultores financeiros de seus clientes.

A conquista de novos clientes é uma boa oportunidade para os corretores, que ainda evitam o produto. Podem aumenta a receita com a comissão, melhorar o relacionamento com a seguradora e ajudar seus clientes a formarem uma poupança para realizarem projetos no futuro. “Mas a previdência é um bom investimento no longo prazo e para quem usa os benefícios fiscais”, alerta Renato Russo. Para quem tem poucos recursos e corre o risco de precisar sacar no curto prazo, a velha e tradicional caderneta é a mais recomendada.

*Artigo publicado na revista Apólice – Maio 2009

É preciso investir em educação, diz Mercer

42-21523340Enganou-se quem achou que a crise é a preocupação número um dos executivos de recursos humanos responsáveis por planos de aposentadoria em grandes empresas. Investir em educação financeira é a prioridade.
A resposta “Esperar para ver o que vai acontecer” foi dada por 80% dos 200 executivos questionados sobre a crise presentes na pesquisa realizada durante a abertura do seminário Mercer de Previdência, ocorrido na última terça-feira, em São Paulo.

Obviamente eles estão preocupados com a crise. Mas sabem que aposentadoria é um investimento de longo prazo. Estão acostumados com o movimentos ciclícos da econômia e já passaram por várias crises. Mas muitos de seus participantes não. E se assustam de ver o sobe e desce da bolsa. Pior ainda nesta crise, com uma curva decrescente para lá de acentuada no último trimestre do ano passado.

Por isso, a prioridade é a educação financeira. Cerca de 73% dos 200 profissionais que participaram da pesquisa buscam formas de melhorar a comunicação com os participantes dos planos basicamente por duas razões: reduzir o volume de saques e estimular aportes, tanto para que o indivíduo tenha uma reserva maior para fazer frente a longevidade, como para compensar o desequilíbrio nos fundos que ainda tem em carteira o plano de benefício definido, que geralmente garantem uma rentabilidade mínima. Esses planos não são mais vendidos. Foram substituídos pelo modelo de contribuição definida, onde não há garantia de rentabilidade.

A educação financeira ficou ainda mais evidente com o resultado apresentado pela Mercer de outras duas pesquisas realizadas com cerca de 150 empresas. Elas mostram que realmente incentivar a conscientização das pessoas em relação a poupança de longo prazo é um assunto prioritário. O índice de resgate dos planos de aposentadoria, segundo a pesquisa na base de clientes da Mercer, era de 82% entre setembro de 2007 e março de 2008, período em que os brasileiros apenas ouviam falar da crise das hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos. Quando a crise se agravou e chegou de fato no Brasil, entre setembro de 2008 e março de 2009, a Mercer fez novamente a pesquisa e o índice de resgate dos planos passou para 83%. Ou seja: nada mudou em razão da crise. O resgate já era elevado e permaneceu.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde a educação financeira está incluída nos primeiros anos escolares, o índice de resgate lá aumentou por duas razões: insegurança com as instituições financeiras causada pela crise e por necessidade dos recursos para enfrentar o desemprego.

O temor dos americanos é fácil de entender. Segundo estatísticas mundiais, os ativos de previdência registraram perdas de US$ 5,3 trilhões em todo o mundo. Ou seja, três vezes e meia o PIB do Brasil. A estimativa dos consultores da Mercer é de que parte disso será recuperada entre 2 e 15 anos, dependendo da política de investimento de cada fundo de aposentadoria.

Com os juros baixos e a aversão do investidor a risco, ficará dificil recuperar a perda rapidamente. Por isso trazer informações que tornem o setor mais claro para o consumidor é importante. Como previdência é um investimento de longo prazo, é preciso arriscar para ter um rendimento melhor. Mesmo que a bolsa caia hoje, pode subir amanha. No ano passado, por exemplo, o Ibovespa ficou negativo em mais de 40%. Neste ano está positivo em mais de 30%.

São detalhes como esse que precisam ficar claro para as pessoas para que se consiga ter uma poupança de longo prazo, algo muito novo para o brasileiro. “Sem educação financeira, aportar recursos em um plano de previdência é um péssimo investimento. As pessoas que fazem saques não fazem contas. Não tem noção dos benefícios tributários no longo prazo ou do custo tributário no curto prazo”, diz Carolina Wanderley, consultora da Mercer especializada em previdência e finanças pessoais. A executiva proferiu a palestra “Educando seus participantes para o futuro”.

Com este volume de saques, o argumento para convencer uma empresa a investir em um plano de previdência cai por terra, uma vez que o produto deixa de ser um benefício e passa a ser um custo. Para reverter esta situação e também trazer novos aportes para fundos com planos de benefício definido, que sofrem déficits atuariais com a queda da taxa Selic, a saída é a educação financeira.

Entre os principais tópicos, a conscientização de que governos e empresas buscam reduzir custos com benefícios, de que cada vez mais a qualidade da aposentadoria dependerá do esforça de cada indivíduo fazer a sua própria poupança; que quanto mais cedo começar, melhor será; maior clareza em relação ao ganho dos benefícios fiscais e perdas que podem sofrer com o saque antecipado e, entre outras dicas, o efeito dos juros compostos.

“A rentabilidade sobre o patrimônio acumulado chega a representar 67% da poupança no prazo de 20 anos, enquanto o valor aportado representa 33%. O efeito de juros sobre juros é muito estimulante para quem tem o hábito de poupar”, diz a consultora. Uma economia de R$ 550 por mês gera em 30 anos mais de R$ 1,1 milhão, considerando-se juros nominais de 10% ao ano.

Yasuda capitalizará Marítima em R$ 200 milhões

cahmmnu0cazgdhv8caicx84kcap6cybjcacdbq43ca5ftdvqcaufn8mpca1ig4kxcak7gvuycarge2n6casr5qokcais4d30cas3sv0lcaqynw0vcajd2xleca4y4jnvcaw4gavkcaqpii06cami1qwccazdyrx9catlrdr3caxdb2fpcayv5yuacaaps1iccaxl4xzecan5pj1vcabr5dj8ca7blthica6r0rnyca296rg2ca2tszbmca9w3e3ecalq227ycamwc8xbca737hbecapeay1dcabl4wgwcayozie4A Marítima Seguros divulgou hoje comunicado sobre o acordo de compartilhamento de seu controle acionário com a Yasuda Seguros. Segundo a nota, a associação, que depende da aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Agência Nacional de Saúde (ANS), mantém a independência operacional das empresas.

A Marítima será capitalizada em R$ 200 milhões pelo grupo japonês e fará oferta privada para aquisição das ações dos minoritários pelo mesmo valor por ação da capitalização, o que fará com que a operação atinja até R$ 336 milhões.

Várias foram as tentativas de estrangeiros e grupos locais para a compra da Marítima, uma seguradora independente, considerada uma das mais atualizadas em tecnologia e com um relacionamento sólido com os corretores de seguros. Foi por cinco anos sócia da americana Nationwide, parceria rompida em 2005. Depois disso, o grupo passou a analisar algumas parcerias propostas por grupos locais e estrangeiros. No entanto, a exigência da família Vidigal em manter o controle e o preço esfriavam as conversas com os vários candidatos.

Em 2007, no entanto, com a divulgação de novas regras de capital mínimo que começariam a valer em 2008, a capitalização da Marítima se tornou uma necessidade. Em março do ano passado, a Marítima fez um aporte de R$ 76 milhões para adequar a companhia as normas de exigências de capital mínimo da indústria de seguros. O grupo vinha tentando fazer IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) desde 2007. Com a piora do cenário externo para captações, optou pela emissão de bonds, estratégia abortada com o endurecimento da crise financeira.

A presidência da diretoria e do Conselho de Administração da Marítima Seguros continuarão a ser exercidas por Francisco Caiuby Vidigal e a Vice-presidência, por Francisco Caiuby Vidigal Filho. A nota diz que a companhia manterá os diretores estatutários e agregará dois novos diretores, também estatutários, indicados pela Yasuda. O Conselho de Administração será compartilhado entre a Família Caiuby Vidigal e a Yasuda, com três conselheiros cada uma.

A Marítima, que por cinco anos teve uma parceria com a americana Nationwide na área de vida, contará agora com o know-how internacional em seguros do Grupo Sompo Japan, através da Yasuda Seguros.

O J.P. Morgan atuou como assessor financeiro da Marítima Seguros S.A. e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados atuou como assessor jurídico.

Como será a aposentadoria daqui a 20 anos?

42-21521810Criar um provável cenário de aposentadoria e saúde para daqui a 20 anos. Este é o desafio de um grupo de trabalho internacional do qual a Mercer, uma das principais consultoria de benefícios do mundo, faz parte, juntamente com a OCDE e outros colaboradores.

Robert Dumas, especialista da Mercer, que participa do desafio, detalhou a primeira fase do trabalho durante palestra no seminário Mercer, Gerenciando o plano de previdência em um cenário de incertezas, realizado hoje em São Paulo.

”É mais fácil projetar um futuro distante atualmente”, comentou o especialista em previdência para uma platéia composta por mais de 200 executivos de Recursos Humanos. Os estudos iniciaram há pouco tempo e está na primeira fase, onde seis grupos, entre eles governo, empresas e famílias, estão sendo pesquisados.

Para tal previsão, diante de tanta voltatilidade verificada nos últimos meses com a crise financeira, o grupo traça três possibilidades, considerando principalmente as diferenças demográficas, as inovações financeiras, as mudanças climáticas, os sistemas de previdência em cada país, entre outros. No entanto, todas as variáveis levam em conta o crescimento econômico e as atitudes sociais e políticas de cada país.

O primeiro cenário é “Os vencedores e o resto”. Ou seja, um grande crescimento global atrasará as consequências da explosão demográfica, mantendo os sistemas oficiais generosos. No entanto, o déficit do sistema oficial é mantido, forçando os governos a empurrar a população para uma poupança individual. Neste cenário, as pessoas mais qualificadas terão um plano privado administrado com um grau acentuado de sofisticação de riscos e retorno, e os menos qualificados teriam o beneficio mínimo do governo.

“Todos no mesmo barco” é o segundo cenário. Crescimento moderado, retorno sobre capital mais baixo e busca por instrumentos moderadores seriam o tom deste período. Nos países desenvolvidos haveria uma reforma do sistema oficial, com aumento da idade de aposentadoria e planos sustentáveis. Nos países em desenvolvimento seria a mesma realidade, com melhora da qualidade dos serviços.

O terceiro cenário seria “Cada um por si”. Neste mundo, o grupo de estudo projeta uma prolongada recessão, até 2020, dificuldade fiscal com os serviços de pensão e de saúde públicos, exigindo medidas agressivas dos governos para passar a responsabilidade para os indivíduos. A oferta de uma garantia mínima por parte dos governos e enfoque para melhorar a educação financeira para a população poupar mais seriam as prioridades de governos e empresas para ter um futuro com menos custos sociais envolvendo a aposentadoria e saúde da população.

Na fase dois do programa a missão do grupo será criar opções para melhorar a sustentabilidade dos planos de pensão e de saúde, como gerenciar melhor os gastos, aumentar a idade de aposentadoria, opções de transferência de riscos para seguradoras e mercado financeiro e assim fortalecer a poupança individual da população, o que definirá a situação econômica e social de cada pais.