O futuro chegou para o Brasil*

O futuro finalmente chegou para o Brasil. Pergunte a qualquer estrangeiro em visita de negócios. A resposta certamente será: o Brasil está num patamar diferente. Entrevistei vários executivos nos últimos meses. Segundo eles, o Brasil é o lugar para estar investido nos próximos anos. Principalmente pelos fundos de aposentadoria americanos e europeus, que precisam buscar investimentos de maior risco que trazem uma chance maior de retorno superior as baixas taxas de juros de seus países.

Os fundos de previdência fechados, que ainda tem em carteira planos de beneficio definido, ou seja, com rentabilidade garantida, acumulam enormes déficits. A crise agravou ainda mais a situação. A perda dos fundos previdenciários em todo o mundo é calculada em mais de US$ 4 trilhões, quase 30% de todo o patrimônio mundial. Calcula-se que as pessoas vão ter de trabalhar entre 2 e 15 anos a mais para compensar as perdas em suas poupanças previdenciárias e aposentar-se como valor previsto.

Porém, apenas quem ousar em investir em renda variável é que tem a chance de abreviar a recuperação do valor, uma vez que até mesmo o Brasil, líder por anos seguidos do ranking das maiores taxas de juros do mundo, está firme em sua política econômica de queda estrutural das taxas, segundo tem dito Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, repetidas vezes em todos os eventos que participa, seja no Brasil ou no exterior.

Os fundamentos econômicos do Brasil trouxeram o tão esperado grau de investimento, dados por duas das maiores agências de rating do mundo, há mais de um ano. E os efeitos começam a aparecer após um ano. Os gestores de fundos que captam recursos externos para investimentos no País estão sendo pressionados pelos investidores.

Willian Lander, diretor do fundo BlackRock, um dos maiores dedicado à América Latina com US$ 4,5 bilhões em renda variável, sendo 70% em ativos no Brasil, a governança adotada pelas empresas, os fundamentos macroeconômicos consistentes e as normas de proteção ao investidor minoritário fazem do Brasil um país de gente grande. “Tudo isto tem atraído o investidor internacional. Mas tenho ouvido falar que o Brasil ficou caro”, diz Lander. Ele argumenta que o prêmio médio cobrado para investir no Brasil está dentro da média. “Com risco mais baixo, não tem porque negociar no patamar do passado.”

Lander afirma que o Brasil esta em linha com outros mercados emergentes, com exceção da Rússia, que está barata porque tem motivos para isso. “Um investidor que queira apostar em petróleo, a Petrobras é a melhor opção e não a Rússia”, comenta o gestor. A China negocia a um múltiplo mais alto porque tem um crescimento econômico maior. Porém, a qualidade de informações e a participação do governo chinês nas companhias têm um impacto negativo na hora do investidor optar.

A estabilidade da divida do Brasil, valor que está caindo pela primeira vez em muitos anos, também conta pontos positivos na decisão do investidor. “A Rússia queimou quase metade das reservas sem grande sucesso”, afirma. “E o Brasil tem o BC controlando a moeda. Isso mostra que o país está mais preparado e com mais proteção para lidar com a crise.”

O potencial de crescimento do Brasil, impulsionado por uma forte demanda de consumo reprimida, conta pontos para quem quer investir no longo prazo. O volume de crédito é relativamente baixo em comparação aos países desenvolvidos. Principalmente em hipotecas, segmento que tem despertado muito interesse nos investidores tanto pela demanda como pelo programa habitacional “Minha Casa Minha Vida” lançado pelo governo recentemente.

“Vimos isso acontecer no México, com um programa parecido com o do Brasil. Hoje se vende 600 mil casas por ano para as famílias de menor renda. É um nicho que tem grande impacto por desenvolver outros nichos, criando oportunidades de crescimento para a economia”.

Outro exemplo para enfatizar a demanda reprimida brasileira. O governo baixou o IPI para carros novos e o resultado foi um aumento instantâneo nas vendas, voltando ao patamar pré-crise. Diferente do que aconteceu nos EUA. Mesmo com juro zero e longo prazo, não se consegue vender. Isso mostra claramente a confiança do consumidor brasileiro e das instituições, que voltam a baixar o custo dos financiamentos e a alongar o prazo.

Mas tudo isso não quer dizer que estamos no melhor dos mundos. Todos são unânimes em dizer que é preciso avançar muito em transparência das informações e educação. E era aqui que queria chegar. Por mais que as seguradoras e empresas de previdência invistam para ter produtos bons e acessíveis, pouco acontecerá se a população não tiver informações e cultura de prevenção de risco.

Os corretores têm um papel fundamental em ajudar as famílias a se desenvolverem com sustentabilidade neste tão incerto mundo. Uma nova realidade foi criada. Um mundo sem Lehnam Brothers, sem General Motors, sem Gazeta Mercantil. Um mundo em crise, desafiador e com oportunidades para todos, principalmente para o Brasil e para a indústria de seguros, a “bola da vez”.

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição de junho de 2009

Indústria precisa lançar produtos “verdes”, diz Aon

42-17660158As seguradoras, resseguradoras e corretoras precisam repensar a importância de criar produtos que tragam recompensas e estimulem as empresas a adotar atitudes sustentáveis. O apelo foi feito por Andrew Tunnicliffe, COO da Aon Global Risk Consulting, em sua palestra durante a Association of Insurance and Risk Manager’s – AIRMIC (semelhante a brasileira Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco-ABGR), realizada em Bournemouth, Inglaterra, na semana passada.

Entre os produtos que podem ser criados, o executivo cita apólices com desconto ou com serviços adicionais para carros híbridos, edifícios construídos dentro dos padrões ecologicamente corretos, para corporações que usam energia renovável e benefícios para as pessoas que cuidam da saúde.

Durante sua palestra, foi realizada uma pesquisa com aproximadamente de 100 gestores de riscos dos maiores grupos econômicos da Inglaterra que estavam no evento para saber o que eles pensam do assunto. Cerca de 82% deles acreditam que a indústria de seguros tem de mudar de atitude em relação à responsabilidade social das empresas. Pouco mais de 97% dos gestores de risco informaram que a sua organização está empenhada em se tornar socialmente responsável, enquanto 71% reconhecem que esta política terá um custo inicial para o acionista, cujo retorno virá no futuro em termos de imagem.

“Nós, empresas globais, temos de incorporar esta responsabilidade em nosso dia a dia, olhando onde podemos reduzir prêmios para incentivar mais adeptos ao desenvolvimento sustentável”.

HSBC: O futuro da Aposentadoria

http://www2.hsbc.com.br/hs/campanhas/for4/index.html?WT.ac=HBBR_PWS003.7.4&rnd=1474

Uma tempestade ameaça a aposentadoria mundial

42-21521821Há uma grande tempestade sobre a aposentadoria mundial. Se nada for feito, os efeitos serão devastadores no futuro. Esta é uma das conclusões da pesquisa “O Futuro da Aposentadoria, Tempo de se Planejar”, divulgada pelo HSBC. Segundo Clive Bannister, diretor mundial de seguros do HSBC, esta tempestade vem se formando nos últimos anos e foi agravada pela crise financeira.

“A mudança demográfica, com o aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de natalidade, a redução dos benefícios por parte de governos e de empresas, a queda nos rendimentos dos fundos dificultando o acréscimo do patrimônio acumulado, a interrupção dos depósitos por parte de empresas e indivíduos na poupança previdenciária em razão dos efeitos da crise são fatores que certamente podem comprometer o futuro da sociedade”, diz o executivo em mensagem gravada em vídeo e apresentada no lançamento da quinta edição do estudo.

“A sociedade vai ser melhor se criar o hábito de poupar”, reforça Fernando Moreira, presidente da HSBC no Brasil, durante o evento. “E poupar não é um fato conjuntural, ter ou não dinheiro. É cultural”, afirma, citando o exemplo dos chineses, que poupam, independentemente da faixa salarial, uma média de 30% da renda mensal. Já os americanos não poupam. Os europeus estão na média de 20% e os brasileiros por volta de 7%.

Segundo ele, o grande desafio para as empresas de previdência e governo é o investimento em educação financeira. Qual a idade de se aposentar com o efeito da longevidade? Quanto de reservas as empresas, os governos e as pessoas precisam fazer para ter uma sociedade saudável? E ao fazer a poupança previdenciária, onde aplicá-la, de forma a ter recursos para viver uma vida saudável na melhor idade?

A quinta edição do estudo, que ouviu 14 mil pessoas de 15 países, de 30 a 70 anos, sendo 1 mil pessoas entrevistadas no Brasil, relatou que, apesar do envelhecimento mundial da população, há uma imensa falta de preparação das pessoas em relação ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado principalmente como conseqüência do baixo nível de compreensão de suas finanças atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro. Um dado alarmante: 94% não estão preparados para o futuro. Apenas 6% dos brasileiros acreditam estar bem preparados para aposentadoria, enquanto são 13% no mundo.

Cerca de 35% dos brasileiros acreditam entender bem suas finanças de curto prazo, contra o dado mundial de 45%. Dois terços dos brasileiros (63%) nunca tiveram nenhuma forma de consultoria financeira profissional, acima da média mundial de 47%.

A crise econômica trouxe riscos para o futuro em termos de aposentadoria. Segundo a pesquisa, a turbulência afetou as finanças de 92% dos entrevistados, seja pela perda de emprego, por prejuízos em investimentos ou mesmo para pagamento antecipado de dívidas por não saber se perderá a renda com a nova modelagem mundial desenhada com a desaceleração da economia. Isso faz com que 19% afirmem que não vão se aposentar com a renda que pretendiam e outros 10% estão certos de que terão de trabalhar mais tempo para repor os recursos necessários no fundo para arcar com os custos necessários na aposentadoria.

Especialmente no Brasil, a queda da taxa básica de juros da economia requer uma revisão das taxas cobradas em fundos de acumulação de recursos, que hoje perdem para a mais tradicional das aplicações, a caderneta de poupança. Nos primeiros sete dias úteis de junho, a poupança somou R$ 2 bilhões em novos depósitos, já descontados os saques, segundo o Banco Central. O volume é maior que toda a captação líquida de maio, quando os depósitos somaram R$ 1,8 bilhão.

Com retorno menor, os fundos DI perderam R$ 2,2 bilhões, e os de renda fixa, R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete dias úteis do mês, segundo a Anbid. “Há uma agenda de negociações com o governo para que as instituições adequarem seus custos a nova realidade de taxas de juros de um dígito e também de estímulos fiscais para quem quer poupar”, diz Moreira.

O incentivo fiscal é um pedido de boa parte dos entrevistados, como estímulo para organizarem suas poupanças individuais, uma vez que governos e empresas reduzem os benefícios concedidos. Cerca de 40% dos brasileiros são favoráveis ao encorajamento de poupança privada por meio de isenções fiscais, contra o dado global de 31%. Apenas 3% são a favor de aumento de impostos para pagar por melhores aposentadorias/ pensões sociais, bem menor que a média global de 13%. Pouco mais de 9% dos brasileiros são a favor de aumentar a idade limite da aposentadoria e apoiar as pessoas a trabalhar por mais tempo, quase metade da média global de 16%.

Quando o tema é a crise financeira, os brasileiros se mostram mais otimistas e os japoneses revelam o lado conservador de sua cultura. Embora o FMI espere que o Brasil permaneça em recessão durante 2009 e meados de 2010, 45% dos brasileiros esperam que a desaceleração deverá durar menos de 12 meses. Globalmente este percentual cai para 29%. No Japão, o índice dos que acreditam que a crise dura mais do que 12 meses supera 50%.

Muitos consideraram, no entanto, que a desaceleração deverá continuar a afetar-lhes por um tempo, mesmo depois de ter acabado, refletindo suas conseqüências no mercado de trabalho, no rendimento das poupanças e investimentos. Neste cenário, as famílias estão reduzindo despesas com grandes e pequenas compras e também pagando suas dívidas. Inclusive, a questão das dívidas é um tema forte para os brasileiros. 23% dos entrevistados a escolheram como um potencial obstáculo para economizar (em comparação com 18% a nível mundial). Outros 22% dizem que gostariam de procurar aconselhamento financeiro para ajudá-los a fazer escolhas melhores.

“A longevidade é um fato, o que resulta numa grande necessidade de incentivar a educação financeira na vida do brasileiro desde cedo. Somente com informação e planejamento, as pessoas poderão ter qualidade de vida na aposentadoria”, diz o presidente da HSBC Seguros. Segundo Moreira, o Brasil se defronta com uma sociedade em envelhecimento. “Neste cenário, vemos os indivíduos adquirindo mais necessidade de se responsabilizar pelo financiamento de sua aposentadoria, dado que a confiança de que os governos são capazes de cumprir com essa obrigação é baixa”.

A pesquisa conclui que como estratégia de sobrevivência à crise econômica, as pessoas focaram em reduzir suas despesas e dívidas. Como forma de solucionar a questão, o primeiro passo é a necessidade imediata de revisão das finanças pessoais e, principalmente, do aumento do acesso à educação financeira e ao aconselhamento profissional. “Cabe às instituições financeiras e ao governo estimular que as pessoas poupem para que tenhamos uma sociedade saudável no futuro”, finaliza Fernando Moreira.

Aon divulga alta de 20% na receita até abril

images7O otimismo das empresas brasileiras talvez seja o principal ingrediente para o Brasil amenizar os efeitos da crise mundial. O grupo Aon no Brasil é prova disso. Apesar da segunda queda consecutiva no PIB brasileiro, com o recuo de 0,8% no primeiro trimestre deste ano, a Aon informou que bateu recordes no País no primeiro quadrimestre de 2009, com receita 20% maior do que em 2008 no mesmo período.

Na cidade de São Paulo, maior fonte de faturamento das seguradoras, a receita da Aon cresceu 22%, enquanto as 11 filiais acumularam alta de 31% em comparação ao ano anterior. A área que mais cresce é a de benefícios, com evolução de 28%, seguida por ramos elementares, com 18%.

Segundo Marcelo Homburger, vice-presidente da unidade Aon Risk Services, o crescimento do grupo neste ano está fundamentado nos investimentos realizados na empresa através de produtos e serviços diferenciados, atendendo assim uma maior gama de segmentos.

Mesmo com a piora prevista pelos bancos, como mostra o aumento do spread bancário para empresas, a Aon aposta que o mercado de seguros continuará crescendo, devido ao espaço que ainda existe em produtos que estão sendo ofertados para empresas e para pessoas. A sinistralidade é um assunto que preocupa, principalmente em seguros patrimoniais e transportes.

Os produtos que tiveram melhor desempenho nas vendas do quadrimestre estão os de riscos de engenharia, garantia, gestão de saúde, previdência e gerenciamento de riscos. O ano também deverá trazer um estímulo a mais nas vendas em razão da definição das 12 cidades que sediaram os jogos da Copa de 2014. “Vemos oportunidades nos riscos de engenharia, garantias e em todos os investimentos necessários em infraestrutura que demandarão seguros”.

O objetivo da Aon é crescer 17% este ano em receita. A estratégia, informa, é continuar investindo na força comercial buscando novos negócios, foco na retenção de clientes, manutenção do time e buscar novas aquisições”. A próxima deverá ser anunciada em breve, disse José Felipe, presidente da Aon Risk, em nota.

Tendências mundiais discutidas no evento do IIS

ca0troo3ca2vorpfca63dl51ca7lxgitca8rjq3kcahi3nibcafszbypcau9rlqvca5wlm28cayx3aohcap1ipewcas1x8r3canl98gtca1ub11pca5sgdvicakf8qnbcac9k8bdca4gy4wjcamucfqgA indústria de seguros está recheada de notícias hoje na imprensa internacional, em razão da realização do 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), que começou ontem e termina amanhã em Amã, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações.

Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise. O presidente da CNSeg, João Elisio, e a diretora de assuntos internacionais, Maria Elena Bidino, estão no evento.

Confira as principais notícias do encontro:

– Nikolaus von Bomhard, CEO da Munich Re, alertou sobre o tempo da crise. “Nós não esperamos que a crise econômica termine rapidamente, talvez no segundo semestre de 2010. Por isso é fundamental manter a solvência e liquidez do mercado, atuando de forma conservadora”, disse ele durante sua apresentação na manhã do primeiro dia.

– Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Services, concordou com Bomhard e lembrou o nível de desemprego nos EUA, de 9,5%, um percentual recorde para a maior economia do mundo nas últimas décadas.

– Bassel Hindawi, diretor geral do Insurance Commission of Jordan, órgão regulador do setor em Amã, pediu em seu discurso na abertura do evento que as empresas da indústria de seguros modelem seus negócios de forma sustentável, respeitando a sociedade e o meio ambiente. Segundo ele, as companhias que praticam ações sustáveis têm um desempenho 15% melhor do que as que não praticam.

– As seguradoras globais esperam crescer nos mercados emergentes, liderados pelo Brasil, China, Índica e Rússia, conhecidos como Bric. Segundo pesquisa da KPMG and Economist Intelligence feita com executivos de 49 países, 55% dos entrevistados acreditam que terão crescimento orgânico e 53% apostam no crescimento por aquisições nos próximos 12 meses. Outra pesquisa da Accenture, com 104 companhias, mostra que três quartos acreditam que o crescimento virá das operações internacionais nos próximos três anos.

– Hans-Peter Gerhardt, CEO da Paris Re, afirmou que o “hard market” nunca aconteceu, como previram diversos de seus concorrentes desde o agravamento da crise em setembro do ano passado.

– Praticar underwrinting virou moda com a queda dos ganhos financeiros, diz Bob Hartwig, presidente do Insurance Information Institute (III). De 1975 para cá, as seguradoras de ramos elementares dos EUA só voltaram a ter lucro operacional nos últimos cinco anos.

– AIG vendeu quase 30 milhões de ações da Transatlantic Re, por US$ 1,1 bilhão.

– Munich Re emitiu cat bonds de 50 milhões de euros transferindo para mercados de capitais riscos de chuvas de inverno na Europa e terromoto na Turquia.

– No Reino Unido, pesquisa revela que uma em cada quatro pessoas cancelou o seguro de conteúdo da residência e pararam a contribuição para os planos previdenciários entre outras apólices em razão da recessão, informa a ABI, associação das seguradoras semelhante a CNSeg do Brasil.

Segundo informou a CNSeg, o presidente da International Insurance Society (IIS), Michael J. Morrissey, oficializou o convite para que o Brasil seja o anfitrião do 47º anual da entidade, que ocorrerá em junho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, sede da CNSeg. A confirmação ocorreu em encontro de Morrissey com o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos.

O convite formulado pelo presidente da IIS é o resultado da proposta de candidatura apresentada, em outubro de 2007, por representantes à época da CNSeg (Osvaldo do Nascimento, Paulo Marraccini, Renato Campos e Carlos Protasio). O encontro anual da IIS, que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros, não ocorre na América Latina desde 1981, quando se deu no Brasil. Os últimos eventos foram realizados nas cidades de Taipei, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque, Cingapura, Hong Kong e Viena. No próximo ano, o encontro ocorrerá em Madri.

Começa hoje o 45º Congresso do IIS na Jordânia

images12Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.

Hoje, dia 8, a abertura do evento contou com a presenta da rainha Rania Al Abdullah, acompanhada de Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Bassel Hindawi, diretor geral da Comissão de Seguros da Jordânia, e de Patrick Kenny, president e CEO do IIS.

Pela manhã, ainda estão previstos debates sobre a reformulação do sistema financeiro no pós crise, com a participação de Geoffrey Bell, diretor do grupo americano Thirty, Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, Bijan Khosrowshahi, presidente da Fuji Fire and Marine Co. e Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Holdings.

Na parte da tarde, os debates ficarão concentrados na criação de uma agenda para o setor, tendo como palestrantes Peter Braumüller, presidente do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), Roger Sellek, diretor da AM Best, Donald Stewart, CEO da Sun Life Financial e Muhammad Tariq, sócio da área de seguros da KPMG.

O ISS foi fundado em 1965 como uma corporação sem fins lucrativos. O objetivo é fomentar debates mundiais entre os executivos de seguros e assim ajudar a criar uma cultura dinâmica da atividade seguradora em todo o universo. Atualmente, o ISS tem mais de 1 mil associados entre empresas e indivíduos de 92 países.

Uma comitiva da CNSeg, liderada pelo presidente João Elisio Ferraz de Campos, participa do evento. O grupo brasileiro conta ainda com a participação do diretor da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos Martins Filho, e da diretora de Assuntos Institucionais e Resseguros da CNSeg, Maria Elena Bidino, e do consultor jurídico da entidade, Salvador Cícero Velloso Pinto. João Elisio participa do encontro como representante máximo do mercado segurador brasileiro, segundo informou a CNSeg.

Além de participar ativamente dos debates, João Elisio terá reuniões particulares com os dirigentes da Samsung Fire e Marine, Donggu Shin, e da Korean non-life Insurance, Daesub Chi. E com o novo presidente e CEO da ISS, Michael J.Morrissey, com quem, entre outros assuntos, discutirá os preparativos para o próximo seminário, que será realizado em 2011, no Rio de Janeiro.

Mais informações podem ser obtidas no www.issonline.com

AXA lidera apólice da Air France

O desaparecimento do Airbus A-330 da Air France em meio ao Oceano Atlântico deverá elevar o preço do seguro nas renovações que acontecem em julho deste ano, quando quase 80% dos contratos são renovados.

O mercado internacional já estima que o seguro de responsabilidade civil a ser pago às famílias das vítimas do acidente fique em torno de US$ 400 milhões a US$ 700 milhões, apesar de a cobertura chegar a US$ 2 bilhões.O programa de seguros tem a JLT Corretora e é liderado pela seguradora AXA, segundo informaram agências internacionais.

A PICC Life Insurance Co., a sexta maior seguradora de vida da China, disse que deverá pagar até US$ 1,4 milhão em cobertura por morte para um de seus clientes que estava no avião da Air France. A indenização, caso se confirme, poderá ser a maior paga a uma pessoa física na história do setor de seguros na China, disse a empresa, sediada em Pequim, em comunicado divulgado por e-mail. A empresa destacou uma equipe para lidar com o pedido de cobertura e os recursos para isso estão “todos disponíveis”.

Setor lucra R$ 2,8 bi no quadrimestre

O lucro líquido do setor no primeiro quadrimestre do ano foi de R$ 2,8 bilhões, alta de 18%, segundo estudo da consultoria Siscorp. A Bradesco mantém a liderança em lucratividade, com R$ 808 milhões, seguida pela Itaú Unibanco, com R$ 681 milhões. Em terceiro vem a Tokio Marine, com lucro de R$ 376 milhões, fortemente influenciado pela venda da participação do grupo japonês na Real Tokio Marine Vida e Previdência para o banco espanhol Santander.

Em faturamento, o setor totalizou R$ 28,8 bilhões, evolução de 6%, sem considerar o seguro saúde. Seguros movimentou prêmios de R$ 10,6 bilhões, crescimento de 8%. Vida e previdência foi responsável por contribuições e prêmios de R$ 14,7 bilhões, e títulos de capitalização avançaram 7%, para vendas de R$ 2,9 bilhões.