Indústria de seguros avalia produtos sustentáveis*

neivalEnvolver governos, empresas e indivíduos em atitudes sustentáveis para se ter um mundo melhor do que aquele que cientistas têm projetado para 2100. Isso mesmo: 2100. Esta é a meta da indústria mundial de seguros, na qual o Brasil está inserido, segundo relato de profissionais reunidos no workshop “Mercado segurador e mudanças climáticas”, um dos debates realizados dentro do 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado em São Paulo entre 4 e 6 de agosto.

Como será o clima no fim deste século? “É difícil prever, mas já é certo que os efeitos do consumo desenfreado, sem cuidados com o planeta, tem causado sérias mudanças climáticas”, diz Eduardo Mario Mendiondo, professor da USP dedicado a estudos sobre mudanças climáticas.

Segundo ele, o futuro será definido pelas políticas governamentais, sejam elas na esfera federal, estadual ou regional. “Há quem possa optar por investir no avanço considerável do PIB do que por gastos para prevenir catástrofes decorrentes dos efeitos que a industrialização sem sustentabilidade traz ao planeta”, acrescenta o estudioso, com experiência em apresentações de diversos cenários futuros a governantes sobre os efeitos da falta de investimento ou mau uso principalmente dos recursos hídricos.

Até o Brasil, um país até pouco tempo atrás livre da ocorrência de catástrofes naturais, entrou no circuito de furacões. “De uma década para cá, era impensável alguém dizer que haveria a formação de um furacão no Atlântico Sul em razão das condições da temperatura do oceano ser insuficiente para fornecer umidade necessária para a formação deste fenômeno da natureza. E veja só o que aconteceu em 2004, o furacão Catarina, o primeiro formado no Atlântico Sul”, disse Carlos Magno, da Climatempo.

No mundo todo, o assunto começou a ser debatido mais fortemente há cerca de cinco anos, conta Suhnny Sehgal, especialista de seguros do HSBC na área de sustentabilidade, sediado em Londres. Como se adaptar às mudanças climáticas é tema de estudo de diversas seguradoras internacionais, reunidas na Geneva Association, um dos principais fóruns de debate internacional. “O número de desastres foi enorme nos últimos anos e continuará a crescer”, diz o executivo do HSBC.

Segundo ele, a previsão é de que os atuais US$ 20 bilhões em custos com desastres naturais causados pelas mudanças climáticas cheguem a algo entre US$ 80 bilhões a US$ 120 bilhões entre 2010 e 2020. “Um aumento de quatro graus na temperatura pode trazer problemas em todo o mundo, como o abastecimento de comida, por exemplo. Ou mesmo o desaparecimento de regiões, como a Malásia, com o derretimento das geleiras, ou o desenvolvimento de doenças com a proliferação de mosquitos”, exemplifica o especialista, enfatizando a gravidade do assunto. “Os impactos climáticos atingem a todos e não apenas um local ou setor específico.”

Neival Rodrigues Freitas (foto), diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), informou aos presentes que o tema tem grande importância para as seguradoras. Até o ano passado, o assunto era um tema isolado tratado no âmbito de uma comissão da FenSeg. Como o assunto passou a ter uma relevância maior, principalmente com a abertura do resseguro, está sendo formada uma comissão no âmbito da CNSeg.

“Na FenSeg o assunto abordava apenas seguros gerais. Agora irá englobar os impactos das mudanças climáticas também nas áreas de saúde, vida, previdência e investimentos”, disse Freitas. Segundo ele, a intenção é trazer especialistas para debater o tema e atuar junto à sociedade no desenvolvimento de processos construtivos. “Este trabalho vai continuar para contribuir com resultados mais efetivos num curto espaço de tempo.”

Cláudio Contador, economista da Escola Nacional de Seguros, disse que há pouco estudo sobre as catástrofes ocorridas no Brasil, o que dificulta a ação das seguradoras na análise de risco e formação de produtos específicos. “Mas estamos convergindo para estudar o assunto e assim entender melhor o efeito que as mudanças climáticas podem ter na sociedade”.

Fernando Moreira, presidente do HSBC Seguros no Brasil, ressaltou a participação do grupo inglês em levar informação para a sociedade e desta forma contribuir para um mundo mais sustentável. “Há nove anos este assunto se tornou prioritário para o HSBC, que tem um fundo com mais de US$ 100 milhões para promover ações que visam entender e influenciar a comunidade, os governos e as pessoas na adoção de atitudes sustentáveis.”

Os países mais comprometidos com em adotar medidas “verdes” estão na America Latina, sendo o Brasil um dos principais. Segundo estudos patrocinados pelas seguradoras mundiais, há várias tendências para mitigar os estragos econômicos devastadores causados pela mudança climática.

A primeira é a necessidade de reduzir as emissões de carbono. Esta etapa está numa fase adiantada, mas ainda requer o esforço de todos. Os protocolos entre os países desenvolvidos preveem a redução de CO2 em 80% até 2050, sendo algo entre 25% a 30% até 2018. Há um grande esforço, como mostrou o aquecimento do mercado de negociação de carbono no primeiro semestre do ano. Mesmo com a crise financeira, o volume de negociações de emissões de gases poluentes subiu 124%, chegando a 4,1 bilhões de toneladas de dióxido de carbono na primeira metade de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Point Carbon, uma das mais renomadas consultorias internacionais de mercado de carbono.

Brasil, Índia e China, países onde o crescimento deverá ser mais acelerado nos próximos anos, têm papel importante neste processo. “O Brasil principalmente, por meio da proteção das florestas”, diz Sehgal.

Outra tendência, segundo o especialista do HSBC, é que as mudanças climáticas trazem uma nova gama de indústrias preocupadas em oferecer soluções, como energia renovável ou tecnologia para a construção de ferrovias. “A indústria de seguros pode beneficiar estas empresas com produtos diferenciados”, sugere. Também pode criar produtos para os consumidores preocupados com o planeta, como o seguro de carro que reverte parte dos prêmios para organizações voltadas a reparar os danos já causados.

Muitos podem achar as profecias longínquas, mas recentemente vimos uma amostra de que o “sertão pode virar mar”, com diz a letra da música Sobradinho, de Sá e Garabira. Em maio, Teresina, no Amapá, ficou totalmente debaixo d’água depois de quatro meses acumulando águas em seus rios.

Segundo o meteorologista da Climatempo, há estudos que mostram que este é um efeito do desmatamento de grande área da região oeste da Amazônia, que vem ocorrendo nas três últimas décadas. “Isto tem provocado um deslocamento das chuvas para o nordeste. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem sofrido com secas. Imagina o impacto disto na distribuição de riqueza de um País?”, questiona Carlos Magno.

Diante deste cenário, a indústria de seguros tem investido milhões de dólares em tempo e recursos para a realização de estudos que possam ajudar a mitigar os riscos de um crescimento embalado pelo consumo desenfreado. Além de ajudar na prevenção, traria uma redução da exposição a perdas do próprio mercado de seguros, bem como transformar este problema em oportunidade. Segundo um estudo do Ceres (www.ceres.org), uma rede de investidores e organizações dedicadas ao crescimento sustentável, há mais de 650 produtos que podem ser ofertados pela indústria de seguros.

*matéria feita com exclusividade para o site www.cnseg.org.br

Swiss Re surpreende analistas ao divulgar perdas

A Swiss Re registrou prejuízo de 381 milhões de francos suíços no segundo trimestre deste ano, um resultado que surpreendeu analistas internacionais, que apostavam em uma boa performance da segunda maior resseguradora do mundo, tendo em vista os ajustes implementados deste o final do ano passado. Segundo nota do grupo, perdas com investimentos e ajustes no valor de ativos consumiram os esforços obtidos na subscrição de riscos.

O lucro operacional das operações de resseguros de ramos elementares subiu para 1 bilhão de francos suíços no segundo trimestre deste ano, acima dos 900 milhões registrados em mesmo período do ano anterior. O índice combinado melhorou, saindo de 91% para 89%. Já as operações de vida e saúde registraram perda operacional de 10 milhões de francos suíços, comparado com um lucro de 535 milhões de francos suíços em mesmo período do ano anterior.

Marsh destaca AL no resultado do semestre

O grupo Marsh & McLennan Companies (MMC), dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgou perdas de US$ 193 milhões no segundo trimestre deste ano. No mesmo período de 2008, o grupo divulgou ganhos de US$ 65 milhões. No acumulado do primeiro semestre, a perda registrada foi de US$ 17 milhões, comparada a um prejuízo de US$ 145 milhões no mesmo período do ano passado. O fraco desempenho, segundo nota do grupo, foi atribuído a perdas com investimentos e com a divisão Kroll, especializada em segurança. O faturamento também recuou 13%, para US$ 2,6 bilhões.

A América Latina, onde o Brasil tem forte presença, foi o destaque em termos de faturamento para a divisão de seguros e resseguros. Os negócios da Marsh neste segmento cresceram 9% na América Latina, enquanto na Ásia se manteve estável e em outros países registrou queda. O faturamento total do MMC com seguros e resseguros caiu 7%, aos US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre e aos US$ 2,7 bilhões no semestre. Segundo comentou o CEO Brian Duperreault, a MMC “obteve uma boa performance no trimestre no que se refere a seguro e resseguro”.

Bradesco fatura R$ 11 bilhões no 1º semestre

images3O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência abre a safra de balanços de seguradoras no Brasil demostrando uma tendência esperada pelos analistas: a queda da lucratividade em razão do recuo da taxa de juros e da alta da sinistralidade. O lucro líquido totalizou R$ 1,28 bilhão, recuo de 12%. O ganho do grupo tem expressiva participação no resultado do banco, representando 36% dos R$ 4 bilhões de lucro líquido obtido pelo banco Bradesco. A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 29,15%.

O grupo faturou R$ 11,608 bilhões no primeiro semestre de 2009 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, evolução de 4,36% em relação aos R$ 11,123 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. O ramo saúde registrou evolução de 18,01%; vida de 11,64%; capitalizãção de 14,87% e as vendas de seguro de carro e ramos elementares evoluíram 7,92%.

Segundo nota do grupo, o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 8,705 bilhões, 15,57% a mais que os R$ 7,532 bilhões registrados no primeiro semestre de 2008. O grupo encerrou o semestre com 29,178 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização, evolução de 12,04% em relação a 2008.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 68,828 bilhões, o que corresponde a 32,75% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep consolidadas até maio. Os ativos financeiros passaram de R$ 70,795 bilhões, em junho de 2008, para R$ 76,451 bilhões em junho de 2009.

Consumidor prioriza idoneidade a preço

42-17666153Engana-se quem pensa que o consumidor prioriza preço na hora de escolher uma seguradora. Segundo pesquisa divulgada pela IBM no II Seminário Internacional de Marketing & Vendas Vida e Previdência, realizada nesta quinta-feira 30, em São Paulo, 76% dos brasileiros entrevistados vêem a honestidade e a confiança como características essenciais para a contratação de um serviço de seguro, sendo mais importantes que o preço e a inovação de produtos.

A pesquisa da IBM “O consumidor do futuro”, com foco no setor de seguros, entrevistou 4,4 mil consumidores em 11 países para saber como eles agem, avaliam e se comportam em relação a esse tipo de serviço. No Brasil, foram entrevistadas 422 pessoas. “Os resultados no País apontaram que há muito espaço para as seguradoras brasileiras inovarem em produtos e serviços, oferecendo apólices mais flexíveis e com coberturas mais abrangentes”, diz Roberto Ciccone, responsável pela área de seguros da IBM Brasil.

Segundo a pesquisa, 44% dos brasileiros confiam nas seguradoras, o que demonstra que os clientes ainda têm um certo receio e sentem falta de transparência na indústria. “Este é um dado relevante para que as empresas possam desenvolver ações para conquistar o consumidor, como ter contratos mais claros e que não deixem dúvidas quanto ao que está sendo garantido”, acrescenta Ciccone.

De acordo com o executivo, diante do clima de desconfiança do cliente em relação a idoneidade da seguradora, o corretor de seguro ganha um destaque especial como ponto de contato e referência do consumidor em relação ao produto e à seguradora. “O brasileiro confia mais no corretor do que na empresa seguradora”, diz.

Cerca de 40% dos entrevistados demonstraram insatisfação em relação às companhias, principalmente no tratamento dado no momento do sinistro. “Este dado traz uma grande oportunidade do corretor deixar de ser obsoleto e inovar no atendimento ao cliente com produtos diferenciados e que atendam as suas reais necessidades”, diz o executivo.

Além disso, outro resultado da pesquisa mostra que é preciso ampliar a segmentação dos clientes para critérios além dos sócio-econômicos. Isso porque o brasileiro busca conveniência, preferindo produtos customizados, mesmo que tenha de pagar mais por eles.

“As seguradoras precisam acompanhar o mercado de perto, prestando atenção aos valores e atitudes dos consumidores. Nesse sentido, a tecnologia se apresenta como importante aliada na construção dessa nova inteligência de negócio. Por exemplo, clareza e simplicidade nos produtos e nos processos, consideradas questões fundamentais, podem ser alcançadas a partir de dados consistentes ou aplicativos e processos integrados.

Desta forma, otimização e eficiência são palavras-chave para o sucesso de uma seguradora neste cenário de taxas de juros declinantes. Além disso, a tecnologia pode ajudar no desenvolvimento e implementação de produtos inovadores, mais inteligentes e adequados às necessidades dos clientes”, avalia Ciccone.

Outras atitudes mais evidentes nos brasileiros em relação a seguros são a boa aceitação para coberturas abrangentes (88%), a aprovação a ações de prevenção de acidentes (87%) e a visão positiva em centralizar os seguros em uma única companhia (85%).

A análise evidenciou ainda diferenças de comportamento para aquisição de seguro entre os diversos países latinos. A Argentina, por exemplo, segue atitudes e preferências mais parecidas às dos consumidores europeus – focadas na relação custo x benefício -, enquanto o Brasil é considerado um mundo à parte, com conceitos e padrões de comportamento próprios.

Fenaprevi prioriza medidas de estímulo ao setor

ca3xng3hcaa6mg80cad8pai6cadn6tlxcaz3ottwcaaefyopcar0218rcai1n8cgcaiv3uh4cazkze40calm4084caq5afrfca3akjufcauq8v70caqf8l8ncafd5q9wcan7xydicafdtb0fcaw6ls14A redução da taxa básica de juro da economia num ritmo maior do que o esperado — de 13,75% em janeiro para 8,75% em julho, com viés de baixa — trouxe um desafio a mais para as empresas de previdência privada e vida, que já debatiam formas de elevar a captação de recursos diante dos efeitos da crise mundial.

“Este cenário, que todos nós sonhamos há anos para o Brasil, mudará significativamente os tipos de produtos e a forma de distribuição de planos de previdência e de vida no Brasil”, disse disse Renato Russo (foto), vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), na abertura do II Seminário Internacional de Marketing e Vendas de Vida e Previdência, realizado no dia 30 de julho, em São Paulo.

O grande desafio das empresas, segundo Russo, está em orientar os participantes a buscar novas alternativas de investimentos, com diversificação do portfólio. Com taxas de juros declinantes, os poupadores que quiserem taxas mais elevadas de retorno de capital precisarão aprender a aplicar em ativos de maior risco, como ações. Para ganhar neste tipo de investimento é preciso pesquisar o tema ou recorrer a um consultor financeiro para não perder dinheiro. Ainda mais por envolver benefícios fiscais, que se bem usados podem trazer ganhos significativos no longo prazo.

Como a velha e tradicional caderneta de poupança está oferecendo um rendimento maior do que grande parte dos fundos de previdência — TR mais 6% ao ano, livre de tributos e taxas — , as alíquotas dos planos PGBL e VGBL precisam ser revistas. “Nesta nova realidade, a grande responsabilidade é equacionar as taxas dos planos e buscar formas de rentabilizar a operação para recompor as margens”, diz.

Ao mesmo tempo em que a queda de juros impõe desafios para as empresas de previdência traz também oportunidades. A entidade estima que as vendas do setor evoluam até 12% este ano, para R$ 35,6 bilhões, pouco abaixo da expansão verificada em 2008, de 13,3%, com captação de R$ 31,8 bilhões. Para manter o ritmo de crescimento em dois dígitos, a Fenaprevi elegeu cinco pontos principais para serem tratados pela entidade neste ano.

O primeiro deles e em estágio mais avançado é a aprovação junto ao governo dos novos produtos de previdência privada direcionado a acumulação de reservas para gastos com saúde e educação. Tais produtos, segundo a entidade, terão incentivos fiscais diferenciados, caso o projeto seja aprovado pelo governo. “As negociações com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Secretaria Econômica estão avançadas e acreditamos que ainda neste ano o projeto estará aprovado”, disse Renato Russo.

O desenvolvimento de uma tábua biométrica de referência, para ser usada por todo o setor no desenvolvimento de produtos com maior segurança estatística, está em estágio avançado. Segundo Renato Russo, o estudo estará finalizado ainda neste ano.

O desenvolvimento do microsseguro é outro tema que está na pauta do dia a dia da Fenaprevi. Um amplo estudo realizado por uma comissão esta sendo finalizado e será entregue para o governo nos próximos dias. O projeto prevê a regulamentação do microsseguro, que visa atender a emergente camada social brasileira que ingressa no mercado de consumo. “Temos de ter produtos que atendem a estes novos consumidores e canais de distribuição que facilitem o acesso deste publico a indústria de seguros”.

Outro desafio do setor é adequar-se as novas regras de solvência que a Susep desenvolve para o segmento de previdência. Até agora, as normas implementadas englobaram as operações de vida em grupo e de ramos elementares. Está em curso a ampliação das regras de capital mínimo baseado em risco para as operações de previdência e de vida individual. “Isto vai demandar novos aportes de capital e estamos empenhados em fazer com que a implementação aconteça de forma coordenada”, diz o representante da Fenaprevi.

O quinto projeto da entidade, e também prioritário, segundo Russo, é a revisão de todas as regras tributárias do segmento, tanto as que se referem aos produtos como às empresas, uma vez que administram recursos de longo prazo, otimizando a poupança interna que dá sustentabilidade ao crescimento do País. “Precisamos desonerar a atividade para buscar maiores taxas de crescimento”.

Willis eleva faturamento no semestre

A Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo, faturou US$ 1,6 bilhão no primeiro semestre deste ano, acima dos US$ 1,4 bilhão do mesmo período do ano passado, em comissões e fees. O crescimento orgânico registrado foi de 1%. O lucro líquido subiu de US$ 205 milhões para US$ 280 milhões no período analisado. O lucro operacional saiu dos US$ 302 milhões para US$ 439 milhões, segundo comunicado divulgado pela corretora.

Joe Plumeri, presidente e CEO da Willis, creditou o bom desempenho as operações internacionais do grupo, que compensaram os impactos negativos da recessão nas economias dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda. Enquanto os negócios internacionais evoluíram 5%, na América do Norte declinaram 8%. Os melhores desempenhos foram registrados na Espanha, Rússia, Polônia, Venezuela e Argentina.

ACE mantém faturamento estável no semestre

images12O grupo ACE registrou prêmio líquido de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, ligeira alta diante dos US$ 6,7 bilhões do mesmo período anterior. Deste valor, os prêmios captados na América do Norte totalizam US$ 2,8 bilhões e US$ 2,5 bilhões com negócios internacionais. Resseguro gerou prêmios de US$ 688 milhões e seguro de vida de US$ 713 milhões.

O lucro líquido do semestre se manteve estável em US$ 1,1 bilhão. O valor de mercado do grupo evoluiu 12%, para US$ 16,6 bilhões, com ganhos sobre investimentos não realizados de US$ 1,2 bilhão. No resultado do segundo trimestre, a ACE registrou queda de 27% no lucro líquido. Segundo nota do grupo, o fraco desempenho foi acarretado pelo declínio da venda de apólices e realização de perdas com investimentos.

“Tivemos um ótimo segundo trimestre e um excelente primeiro semestre, com evolução de 12% em nosso valor de mercado no trimestre ou 14% no semestre”, disse Evan Greenberg, CEO da ACE. Segundo comentou em nota, o grupo está bem posicionado para crescer em um cenário de fraco crescimento das economias mundiais.

O balanço completo pode ser acessado no site www.acelimited.com

PartnerRe lucra US$ 615,8 milhões no semestre

cao73m6qcafyptcpca1lcs7ucapz605icamumgc9ca9ajxzscav23o13ca0u942acayrjt4ecafe2zh3caeagrgjca1sfi4pcarnptl0caqng19vcaboji60cayr26vyca5tmin0caktxa3ccaq2aj58A resseguradora PartnerRe divulgou ontem lucro líquido de US$ 615,8 milhões no primeiro semestre deste ano, incluindo ganhos extraordinários, resultado bem acima dos US$ 103 milhões do mesmo período do ano anterior. O lucro operacional deste primeiro semestre chegou a US$ 335 milhões, 13% melhor do que os US$ 294 milhões do mesmo período de 2008. Os prêmios líquidos recuaram de US$ 1,86 bilhão para US$ 1,7 bilhão. O índice combinado registrou melhora de quase quatro pontos, passando de 89% para 85,3%.

Patrick Thiele, CEO e presidente da PartnerRe, comemorou o desempenho do grupo em comunicado, destacando o retorno sobre o patrimônio de 18%. O patrimônio líquido em junho totalizou US$ 4,8 bilhões, acima dos US$ 4,2 bilhões de junho de 2008. Segundo ele, tanto o desempenho das operações de resseguros como da retomada do mercado acionário contribuíram para o resultado do grupo no período. Ele também citou as renovações de contratos realizadas no início de julho, que comprovaram a melhora do cenário do setor, com incremento de 11% na carteira. Outro destaque do balanço semestral do grupo foi a compra da Paris Re, por aproximadamente US$ 1,7 bilhão.

O balanço completo do grupo, autorizado a operar no Brasil, pode ser acessado no www.partnerre.com

XL registra queda nas vendas

cawl0ry9caj54qznca9l4o0kca56g3f9cab21kswca47hf1dcarmwro3ca497ejaca9lpolrcaccj5pgca552we7cagr8wc3cag7w2u4ca4ici5scadiyp42cao8vjplca2f9mo6ca1w395ica3dep9oO balanço financeiro divulgado ontem pela XL Capital mostra que a companhia continuou perdendo mercado no primeiro semestre do ano, com prêmios brutos de US$ 3,3 bilhões, abaixo dos US$ 4,3 bilhões do mesmo período do ano anterior. O resultado final, no entanto, voltou a ser positivo, com lucro líquido de US$ 258,3 milhões. No primeiro semestre de 2008, a XL havia divulgado ganho de US$ 449,7 milhões, porém no ano completo de 2008 a perda superou US$ 2,5 bilhões.

Segundo informações da XL, boa parte da redução do lucro veio de perdas de US$ 142 milhões com a variação cambial. O índice combinado subiu de 91,6% para 93% em junho deste ano. O retorno sobre o capital caiu de 13% para 11%. O patrimônio líquido subiu de US$ 6,1 bilhões para US$ 7,4 bilhões, segundo nota divulgada pelo grupo XL, que no Brasil tem parceria com o Itaú na Itaú XL Seguros Corporativos.