Bradesco fatura R$ 11 bilhões no 1º semestre

images3O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência abre a safra de balanços de seguradoras no Brasil demostrando uma tendência esperada pelos analistas: a queda da lucratividade em razão do recuo da taxa de juros e da alta da sinistralidade. O lucro líquido totalizou R$ 1,28 bilhão, recuo de 12%. O ganho do grupo tem expressiva participação no resultado do banco, representando 36% dos R$ 4 bilhões de lucro líquido obtido pelo banco Bradesco. A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 29,15%.

O grupo faturou R$ 11,608 bilhões no primeiro semestre de 2009 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, evolução de 4,36% em relação aos R$ 11,123 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. O ramo saúde registrou evolução de 18,01%; vida de 11,64%; capitalizãção de 14,87% e as vendas de seguro de carro e ramos elementares evoluíram 7,92%.

Segundo nota do grupo, o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 8,705 bilhões, 15,57% a mais que os R$ 7,532 bilhões registrados no primeiro semestre de 2008. O grupo encerrou o semestre com 29,178 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização, evolução de 12,04% em relação a 2008.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 68,828 bilhões, o que corresponde a 32,75% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep consolidadas até maio. Os ativos financeiros passaram de R$ 70,795 bilhões, em junho de 2008, para R$ 76,451 bilhões em junho de 2009.

Consumidor prioriza idoneidade a preço

42-17666153Engana-se quem pensa que o consumidor prioriza preço na hora de escolher uma seguradora. Segundo pesquisa divulgada pela IBM no II Seminário Internacional de Marketing & Vendas Vida e Previdência, realizada nesta quinta-feira 30, em São Paulo, 76% dos brasileiros entrevistados vêem a honestidade e a confiança como características essenciais para a contratação de um serviço de seguro, sendo mais importantes que o preço e a inovação de produtos.

A pesquisa da IBM “O consumidor do futuro”, com foco no setor de seguros, entrevistou 4,4 mil consumidores em 11 países para saber como eles agem, avaliam e se comportam em relação a esse tipo de serviço. No Brasil, foram entrevistadas 422 pessoas. “Os resultados no País apontaram que há muito espaço para as seguradoras brasileiras inovarem em produtos e serviços, oferecendo apólices mais flexíveis e com coberturas mais abrangentes”, diz Roberto Ciccone, responsável pela área de seguros da IBM Brasil.

Segundo a pesquisa, 44% dos brasileiros confiam nas seguradoras, o que demonstra que os clientes ainda têm um certo receio e sentem falta de transparência na indústria. “Este é um dado relevante para que as empresas possam desenvolver ações para conquistar o consumidor, como ter contratos mais claros e que não deixem dúvidas quanto ao que está sendo garantido”, acrescenta Ciccone.

De acordo com o executivo, diante do clima de desconfiança do cliente em relação a idoneidade da seguradora, o corretor de seguro ganha um destaque especial como ponto de contato e referência do consumidor em relação ao produto e à seguradora. “O brasileiro confia mais no corretor do que na empresa seguradora”, diz.

Cerca de 40% dos entrevistados demonstraram insatisfação em relação às companhias, principalmente no tratamento dado no momento do sinistro. “Este dado traz uma grande oportunidade do corretor deixar de ser obsoleto e inovar no atendimento ao cliente com produtos diferenciados e que atendam as suas reais necessidades”, diz o executivo.

Além disso, outro resultado da pesquisa mostra que é preciso ampliar a segmentação dos clientes para critérios além dos sócio-econômicos. Isso porque o brasileiro busca conveniência, preferindo produtos customizados, mesmo que tenha de pagar mais por eles.

“As seguradoras precisam acompanhar o mercado de perto, prestando atenção aos valores e atitudes dos consumidores. Nesse sentido, a tecnologia se apresenta como importante aliada na construção dessa nova inteligência de negócio. Por exemplo, clareza e simplicidade nos produtos e nos processos, consideradas questões fundamentais, podem ser alcançadas a partir de dados consistentes ou aplicativos e processos integrados.

Desta forma, otimização e eficiência são palavras-chave para o sucesso de uma seguradora neste cenário de taxas de juros declinantes. Além disso, a tecnologia pode ajudar no desenvolvimento e implementação de produtos inovadores, mais inteligentes e adequados às necessidades dos clientes”, avalia Ciccone.

Outras atitudes mais evidentes nos brasileiros em relação a seguros são a boa aceitação para coberturas abrangentes (88%), a aprovação a ações de prevenção de acidentes (87%) e a visão positiva em centralizar os seguros em uma única companhia (85%).

A análise evidenciou ainda diferenças de comportamento para aquisição de seguro entre os diversos países latinos. A Argentina, por exemplo, segue atitudes e preferências mais parecidas às dos consumidores europeus – focadas na relação custo x benefício -, enquanto o Brasil é considerado um mundo à parte, com conceitos e padrões de comportamento próprios.

Fenaprevi prioriza medidas de estímulo ao setor

ca3xng3hcaa6mg80cad8pai6cadn6tlxcaz3ottwcaaefyopcar0218rcai1n8cgcaiv3uh4cazkze40calm4084caq5afrfca3akjufcauq8v70caqf8l8ncafd5q9wcan7xydicafdtb0fcaw6ls14A redução da taxa básica de juro da economia num ritmo maior do que o esperado — de 13,75% em janeiro para 8,75% em julho, com viés de baixa — trouxe um desafio a mais para as empresas de previdência privada e vida, que já debatiam formas de elevar a captação de recursos diante dos efeitos da crise mundial.

“Este cenário, que todos nós sonhamos há anos para o Brasil, mudará significativamente os tipos de produtos e a forma de distribuição de planos de previdência e de vida no Brasil”, disse disse Renato Russo (foto), vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), na abertura do II Seminário Internacional de Marketing e Vendas de Vida e Previdência, realizado no dia 30 de julho, em São Paulo.

O grande desafio das empresas, segundo Russo, está em orientar os participantes a buscar novas alternativas de investimentos, com diversificação do portfólio. Com taxas de juros declinantes, os poupadores que quiserem taxas mais elevadas de retorno de capital precisarão aprender a aplicar em ativos de maior risco, como ações. Para ganhar neste tipo de investimento é preciso pesquisar o tema ou recorrer a um consultor financeiro para não perder dinheiro. Ainda mais por envolver benefícios fiscais, que se bem usados podem trazer ganhos significativos no longo prazo.

Como a velha e tradicional caderneta de poupança está oferecendo um rendimento maior do que grande parte dos fundos de previdência — TR mais 6% ao ano, livre de tributos e taxas — , as alíquotas dos planos PGBL e VGBL precisam ser revistas. “Nesta nova realidade, a grande responsabilidade é equacionar as taxas dos planos e buscar formas de rentabilizar a operação para recompor as margens”, diz.

Ao mesmo tempo em que a queda de juros impõe desafios para as empresas de previdência traz também oportunidades. A entidade estima que as vendas do setor evoluam até 12% este ano, para R$ 35,6 bilhões, pouco abaixo da expansão verificada em 2008, de 13,3%, com captação de R$ 31,8 bilhões. Para manter o ritmo de crescimento em dois dígitos, a Fenaprevi elegeu cinco pontos principais para serem tratados pela entidade neste ano.

O primeiro deles e em estágio mais avançado é a aprovação junto ao governo dos novos produtos de previdência privada direcionado a acumulação de reservas para gastos com saúde e educação. Tais produtos, segundo a entidade, terão incentivos fiscais diferenciados, caso o projeto seja aprovado pelo governo. “As negociações com a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Secretaria Econômica estão avançadas e acreditamos que ainda neste ano o projeto estará aprovado”, disse Renato Russo.

O desenvolvimento de uma tábua biométrica de referência, para ser usada por todo o setor no desenvolvimento de produtos com maior segurança estatística, está em estágio avançado. Segundo Renato Russo, o estudo estará finalizado ainda neste ano.

O desenvolvimento do microsseguro é outro tema que está na pauta do dia a dia da Fenaprevi. Um amplo estudo realizado por uma comissão esta sendo finalizado e será entregue para o governo nos próximos dias. O projeto prevê a regulamentação do microsseguro, que visa atender a emergente camada social brasileira que ingressa no mercado de consumo. “Temos de ter produtos que atendem a estes novos consumidores e canais de distribuição que facilitem o acesso deste publico a indústria de seguros”.

Outro desafio do setor é adequar-se as novas regras de solvência que a Susep desenvolve para o segmento de previdência. Até agora, as normas implementadas englobaram as operações de vida em grupo e de ramos elementares. Está em curso a ampliação das regras de capital mínimo baseado em risco para as operações de previdência e de vida individual. “Isto vai demandar novos aportes de capital e estamos empenhados em fazer com que a implementação aconteça de forma coordenada”, diz o representante da Fenaprevi.

O quinto projeto da entidade, e também prioritário, segundo Russo, é a revisão de todas as regras tributárias do segmento, tanto as que se referem aos produtos como às empresas, uma vez que administram recursos de longo prazo, otimizando a poupança interna que dá sustentabilidade ao crescimento do País. “Precisamos desonerar a atividade para buscar maiores taxas de crescimento”.

Willis eleva faturamento no semestre

A Willis, terceira maior corretora de seguros do mundo, faturou US$ 1,6 bilhão no primeiro semestre deste ano, acima dos US$ 1,4 bilhão do mesmo período do ano passado, em comissões e fees. O crescimento orgânico registrado foi de 1%. O lucro líquido subiu de US$ 205 milhões para US$ 280 milhões no período analisado. O lucro operacional saiu dos US$ 302 milhões para US$ 439 milhões, segundo comunicado divulgado pela corretora.

Joe Plumeri, presidente e CEO da Willis, creditou o bom desempenho as operações internacionais do grupo, que compensaram os impactos negativos da recessão nas economias dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda. Enquanto os negócios internacionais evoluíram 5%, na América do Norte declinaram 8%. Os melhores desempenhos foram registrados na Espanha, Rússia, Polônia, Venezuela e Argentina.

ACE mantém faturamento estável no semestre

images12O grupo ACE registrou prêmio líquido de US$ 6,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, ligeira alta diante dos US$ 6,7 bilhões do mesmo período anterior. Deste valor, os prêmios captados na América do Norte totalizam US$ 2,8 bilhões e US$ 2,5 bilhões com negócios internacionais. Resseguro gerou prêmios de US$ 688 milhões e seguro de vida de US$ 713 milhões.

O lucro líquido do semestre se manteve estável em US$ 1,1 bilhão. O valor de mercado do grupo evoluiu 12%, para US$ 16,6 bilhões, com ganhos sobre investimentos não realizados de US$ 1,2 bilhão. No resultado do segundo trimestre, a ACE registrou queda de 27% no lucro líquido. Segundo nota do grupo, o fraco desempenho foi acarretado pelo declínio da venda de apólices e realização de perdas com investimentos.

“Tivemos um ótimo segundo trimestre e um excelente primeiro semestre, com evolução de 12% em nosso valor de mercado no trimestre ou 14% no semestre”, disse Evan Greenberg, CEO da ACE. Segundo comentou em nota, o grupo está bem posicionado para crescer em um cenário de fraco crescimento das economias mundiais.

O balanço completo pode ser acessado no site www.acelimited.com

PartnerRe lucra US$ 615,8 milhões no semestre

cao73m6qcafyptcpca1lcs7ucapz605icamumgc9ca9ajxzscav23o13ca0u942acayrjt4ecafe2zh3caeagrgjca1sfi4pcarnptl0caqng19vcaboji60cayr26vyca5tmin0caktxa3ccaq2aj58A resseguradora PartnerRe divulgou ontem lucro líquido de US$ 615,8 milhões no primeiro semestre deste ano, incluindo ganhos extraordinários, resultado bem acima dos US$ 103 milhões do mesmo período do ano anterior. O lucro operacional deste primeiro semestre chegou a US$ 335 milhões, 13% melhor do que os US$ 294 milhões do mesmo período de 2008. Os prêmios líquidos recuaram de US$ 1,86 bilhão para US$ 1,7 bilhão. O índice combinado registrou melhora de quase quatro pontos, passando de 89% para 85,3%.

Patrick Thiele, CEO e presidente da PartnerRe, comemorou o desempenho do grupo em comunicado, destacando o retorno sobre o patrimônio de 18%. O patrimônio líquido em junho totalizou US$ 4,8 bilhões, acima dos US$ 4,2 bilhões de junho de 2008. Segundo ele, tanto o desempenho das operações de resseguros como da retomada do mercado acionário contribuíram para o resultado do grupo no período. Ele também citou as renovações de contratos realizadas no início de julho, que comprovaram a melhora do cenário do setor, com incremento de 11% na carteira. Outro destaque do balanço semestral do grupo foi a compra da Paris Re, por aproximadamente US$ 1,7 bilhão.

O balanço completo do grupo, autorizado a operar no Brasil, pode ser acessado no www.partnerre.com

XL registra queda nas vendas

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Segundo informações da XL, boa parte da redução do lucro veio de perdas de US$ 142 milhões com a variação cambial. O índice combinado subiu de 91,6% para 93% em junho deste ano. O retorno sobre o capital caiu de 13% para 11%. O patrimônio líquido subiu de US$ 6,1 bilhões para US$ 7,4 bilhões, segundo nota divulgada pelo grupo XL, que no Brasil tem parceria com o Itaú na Itaú XL Seguros Corporativos.

Apetite por risco aquece demanda por “cat bonds”

A liquidez começa a voltar para os mercados financeiros mundiais. No Brasil, a prova disso são as emissões de ações e papéis de empresas privadas, como o caso do IPO da Visanet, com captação de R$ 8,4 bilhões, considerado o maior do mundo entre as emissões realizadas no primeiro semestre deste ano. Além da volta da liquidez, o apetite do investidor por risco também começa a retornar, principalmente com as baixas taxas de juros praticadas pelos governos.

Prova disso são as nove emissões de cat bonds, ou seja, bônus contra catástrofes realizadas no primeiro semestre deste ano, segundo estudo divulgado pela Guy Carpenter, corretora de resseguro do grupo Marsh McLennan. Entre as emissoras temos nomes como Liberty, Assurant, Swiss Re, Allianz e Chubb.

No Brasil estes títulos inexistem por duas razões óbvias: temos apenas duas seguradoras listadas em bolsa e o País está fora da rota das catástrofes naturais. A securitização de seguros de risco é uma verdadeira engenharia financeira, mas pode ser comparada ao mercado de capitais assumindo o risco de resseguro. Partindo do princípio de apostas, as seguradoras emitem títulos sobre um risco específico, como perdas causadas por um terremoto no Japão ou inundações na Europa, por exemplo.

A seguradora decide o risco que quer correr e determina um valor. Acima deste patamar, repassa para o mercado financeiro pagando uma taxa de retorno atraente. Costumam pagar o dobro de um investimento normal de baixo risco. Se o evento ocorrer, o investidor perde o direito ao todo ou à parte do principal. A grande vantagem para a seguradora é que uma vez vendido o risco ela não precisa mais reservar capital para cobrir potenciais perdas.

Seis das nove emissões do ano foram realizadas no segundo trimestre, transferindo para o mercado de capitais riscos acima de US$ 800 milhões. Três das seis transações no segundo trimestre de 2009 tiveram demanda acima da oferta em razão dos rendimentos elevados ofertados.

2007 foi um ano recorde de emissões de cat bond, com US$ 3,7 bilhões no primeiro semestre, segundo o estudo. No mesmo período do ano passado, US$ 2,3 bilhões em riscos foram repassados ao mercado de capitais. A emissão em 2009 é ainda menor do que a registrada em 2008. As nove emissões totalizam US$ 1,38 bilhão, longe do valor das 11 transações no primeiro semestre de 2008.

David Priebe, responsável pelo desenvolvimento de clientes globais, está otimista. “Há várias razões para acreditarmos que haverá um aumento do lançamento de cat bonds no segundo semestre deste ano”, revela em comunicado sobre o estudo. Entre os principais fatores está a melhora dos mercados de capitais e o aumento da demanda por ativos de maior risco, que geralmente ofertam maior retorno financeiro.

Segundo a corretora, duas transações estão sendo negociadas no mercado internacional para riscos de tempestades na Europa e nos EUA. Uma época atípica de emissão de bônus de catástrofes, tendo em vista que é o início da safra de furacões nos EUA, geralmente entre julho e setembro.

O estudo completo pode ser acessado no site: http://www.gccapitalideas.com/2009/07/27/cat-bond-update-second-quarter-2009/

catbond

Resultado da Chubb surpreende analistas

images8A Chubb surpreendeu os analistas ao publicar lucro líquido do segundo trimestre acima das expectativas. Segundo balanço divulgado ontem, o grupo americano lucrou US$ 551 milhões no segundo trimestre do ano, 18% acima dos US$ 469 milhões do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro líquido ficou em US$ 892 milhões, abaixo de US$ 1,1 bilhão obtido no primeiro semestre de 2008.

Os prêmios recuaram diante da recessão econômica, para US$ 5,6 bilhões no semestre. Em linhas pessoais, o volume de prêmios declinou 5%, sendo em residência 5%, automóveis 9% e outras linhas pessoais 2%. Nas linhas comerciais, o faturamento recuou 7%, em riscos especiais 6%, em resposabilidade civil 7% e seguros de garantia ficaram estáveis.

O lucro operacional no primeiro semestre chegou a US$ 1 bilhão, pouco abaixo de US$ 1,1 bilhão do mesmo período do ano anterior. O índice combinado passou de 86,2% para 87%. Em nota, John Finnegan, presidente e CEO da Chubb, ressaltou o bom desempenho do grupo em um momento de tantos desafios nas economias mundiais e mostrou otimismo com o desempenho do grupo neste ano ao rever a meta de lucro operacional das ações de US$ 5,20 para US$ 5,50.

As perspectivas para as seguradoras americanas são boas, uma vez que os indicadores americamos mostram a retomada de dois importantes nichos, o de veículos e também de imóveis. Nos Estados Unidos, a venda de imóveis usados em junho cresceu 3,6%, o dobro do esperado pelos analistas. Ao mesmo tempo, o número de pedidos de seguro-desemprego no país cresceu menos do que o previsto pelo mercado. Em automóveis, praticamente todas as montadoras já fizeram reestruturação e começam um movimento de retomada, que surtirá efeitos em 2010.

Para ajudar o setor a ter efeitos mais imediatos ainda neste ano, o governo dos EUA lançará uma campanha publicitária de US$ 10 milhões para promover a troca do carro velho, que será anunciada na segunda-feira, em Washington, segundo informam as agências internacionais. Com o slogan Dinheiro por ferro-velho, o programa conta com recursos de US$ 1 bilhão em fundos federais. Os proprietários de veículos de elevado consumo de gasolina elegíveis ao programa vão receber um crédito se entregarem o veículo e comprarem ou arrendarem um mais novo, de consumo de combustível mais eficiente.

Mapfre mantém lucro mundial estável e destaca AL

images2O grupo Mapfre divulgou lucro de 530 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, estável em relação ao mesmo período do ano passado. A receita total subiu 13%, para 10 bilhões de euros. Segundo nota do grupo espanhol, a elevação do faturamento contou com a inclusão de receitas das operações Commerce Group, Union Duero Vida e Duero Pensiones. Em prêmios, o grupo movimentou 8,7 bilhões de euros, incremento também de 13%, estimulado pelas operações internacionais. Na Espanha, os prêmios recuaram 1,3%, principalmente em razão da retração do mercado de automóveis.

A América Latina mais uma vez é destaque no balanço do maior grupo segurador espanhol, com elevação de 20% nas vendas, de 25% na rentabilidade e índice combinado estável em 102%. O lucro líquido obtido pela Mapfre na região subiu 25%, para 64,4 milhões de euros. A rentabilidade sobre o PL subiu de 9,3% para 10,5% no período analisado.

A Mapfre América divulgou prêmios de 2 bilhões de euros no semestre, com o Brasil sendo o maior mercado, responsável por 747 milhões de euros, alta de 11% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste valor estão incluídos os 119 milhões de euros gerados pelas vendas na Nossa Caixa, acima dos 83,5 milhões de euros registrados no primeiro semestre de 2008.

A Venezuela, no entanto, foi o país que registrou o maior índice de crescimento, com 92% de alta, para 371 milhões de euros em prêmios. O México é o terceiro maior mercado na América Latina, com prêmios de 215 milhões de euros, recuo de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Argentina registrou 194 milhões de euros em prêmio, alta de 20%, e Porto Rico totalizou 143 milhões de euros, avanço de 3%. Outros países (Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Paraguai, Peru e Uruguais) totalizaram 356 milhões de euros em prêmios, crescimento de 22%.