JMalucelli responde por 35,7% do lucro do banco

O braço segurador do Paraná Banco, JMalucelli Seguradora e JMalucelli Resseguradora, foi responsável por 35,7% dos R$ 21,1 milhões do lucro líquido consolidado do terceiro trimestre do banco. A JMalucelli Seguradora atingiu lucro de R$ 6,3 milhões e vem mantendo a liderança no segmento de concessão de apólices de seguro garantia. Em agosto, o market-share registrava 31,4% para prêmios diretos. O índice de sinistralidade da JMalucelli Seguradora atingiu 5,6% contra um índice médio do mercado de 31,8%.

Na resseguradora, criada em 2008, os prêmios de resseguros emitidos alcançaram R$ 35,8 milhões e lucro líquido de R$ 1,2 milhões. O market-share da JMalucelli Re para os prêmios de resseguro para o grupo de riscos financeiros (seguro garantia, seguro de crédito e seguro D&O – Directors and Officers) em agosto foi de 38,7%.

Segundo nota da empresa, a indústria de seguros do Brasil vislumbra um momento especial neste setor visto que os investimentos em infraestrutura estão em alta e a expectativa de novos investimentos é ainda maior com referência, por exemplo, nos projetos para abrigar a Copa do Mundo 2014, Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e obras exploratórias do pré-sal.

Com relação à parceria firmada com a Caixa Seguros, relativa ao programa “ Minha casa, Minha vida” volume de prêmios gerados até 3T09 foi de R$ 3 milhões. O prazo médio dos contratos é de aproximadamente 24 meses.

Em 17 de setembro, a agência internacional de classificação de risco, Fitch Ratings, elevou o rating nacional da Força Financeira de Seguradora da JMalucelli Seguradora de “A-(Bra) para “A (Bra)” refletindo o bom desempenho operacional da companhia.

Catlin registra alta de 5% nos prêmios do trimestre

stephen-catlinO grupo Catlin, dono do maior sindicato do Lloyd’s of London e presente no Brasil, anunciou prêmios brutos de US$ 3 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Catlin Syndicate no Reino Unido representou US$ 1,9 bilhão, ligeira queda diante dos US$ 2 bilhões do mesmo período anterior. A unidade dos Estados Unidos movimentou prêmios de US$ 429 milhões, acima dos US$ 257 milhões e o Catlin Internacional, onde está incluído o Brasil, foi responsável por US$ 268 milhões, acima dos US$ 210 milhões.

Os contratos de resseguros representam a maior fatia do Catlin, com US$ 999 milhões; responsabilidade civil teve prêmios de US$ 590 milhões; riscos marítimos e de energia US$ 503 milhões; e riscos especiais, de guerra e político, US$ 315 milhões. Stephen Catlin (foto), diretor executivo, comentou que algumas linhas de negócios continuarão apresentando desafios para 2010, mas a meta do grupo é continuar crescendo com rentabilidade.

Lucro da Zurich cresce 490% no terceiro tri

zurich-jamesO grupo Zurich Financial Services Group, com filial instalada no Brasil, obteve uma sensível melhora nos resultados mundiais do terceiro trimestre. É preciso considerar que o ápice da crise financeira aconteceu no terceiro trimestre de 2008. Segundo nota do grupo, o lucro operacional teve incremento de 138%, para US$ 1,5 bilhão. O lucro líquido ficou em US$ 909 milhões, com 490% de alta comparado ao mesmo período do ano anterior.

O CEO James J. Schiro (foto) comentou na nota distribuída à imprensa que “mesmo neste período de volatilidade da economia o grupo conseguiu manter resultados fortes e sólidos.” Este resultado é fruto de uma forte reorganização pela qual o grupo passou nos últimos quarto anos. No acumulado do ano até setembro, o lucro operacional foi de US$ 4,1 bilhões, queda de 3%. O lucro líquido recuou 24%, para US$ 2,2 bilhões, com retorno sobre o capital de 11.6%. O faturamento com seguros chegou a US$ 26,4 bilhões, queda de 10%. O índice combinado ficou em 96.9%.

Hartford melhora resultado, mas ainda têm perdas

hartfordA Hartford Financial Services Group, que no Brasil tem parceria com a Icatu, ainda registra perdas em consequência da crise financeira. O grupo divulgou prejuízo de US$ 220 milhões no terceiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, o prejuízo chegou a US$ 2,6 bilhões.

Os prêmios nas operações de ramos elementares atingiram US$ 2,4 bilhões, recuo de 6%, justificado pelo fraco desempenho da economia americana. Segundo nota do grupo, já há sinais de retomada nas vendas de seguros, principalmente nas linhas pessoais e comerciais para pequenas e médias empresas. O segmento de ramos elementares registrou lucro de US$ 190 milhões, comparado a perdas de US$ 774 milhões no mesmo período anterior. O índice combinado ficou em 93,8%.

Bradesco vende mais e lucra menos

bradesco-logoA Bradesco de Seguros e Previdência divulgou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão entre janeiro e setembro deste ano, recuo de 9,67% sobre os R$ 2,09 bilhões do mesmo período do ano passado. O valor representa 34% do ganho total de R$ 5,8 bilhões do banco. A queda do resultado foi atribuída ao aumento de provisões para fazer frente a pedidos de indenizações, principalmente nas áreas de saúde, atingida pelo maior uso em razão da gripe suína, e automóvel, resultado das mudanças climáticas que agravam a ocorrência de inundações em todo o País.

O faturamento do grupo chegou a R$ 18,2 bilhões no acumulado do ano até setembro, 7% acima dos R$ 16,9 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. Saúde registrou crescimento de 16,29% nas vendas, seguida por 12,98% em vida; 15,78% em capitalização e 5,99% em ramos elementares. O volume de provisões técnicas alcançou R$ 71,4 bilhões, 32,26% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep. Os ativos financeiros se aproximaram de R$ 80 bilhões em setembro de 2009.

A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 26,74%, praticamente o dobro da obtida pelos grupos internacionais, segundo balanços divulgados nos últimos dias. O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 13,137 bilhões, avanço de 5,51%. Segundo nota da empresa, o grupo contabiliza 30,339 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização. O crescimento foi de 12,96% em relação a 2008.

Mapfre vence licitação da Petrobras

plataformaSegundo noticiou hoje o jornal Brasil Econômico, a Petrobras fechou com a Mapfre o seguro de riscos de engenharia e de responsabilidade civil para a construção e montagem das estações de compressão de Prado (Bahia), Aracruz (ES) e Píuma (ES). O valor total dos riscos envolvidos nesse investimento é de US$ 1,2 bilhão, mas é comum que não se contrate o seguro para o valor total. Nesse caso, as apólices vão cobrir até US$ 270 milhões em casos de sinistros de engenharia e até U$S 50 milhões em caso de responsabilidade civil.

Ações da Swiss Re disparam após balanço

swiss-reA Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo e presente no Brasil desde 1996, divulgou ontem lucro líquido de US$ 334 milhões no terceiro trimestre deste ano, quase o mesmo valor do prejuízo registrado no mesmo período anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos com investimentos (mais de 3 bilhões de francos suíços) e pela menor ocorrência de catástrofes. Como resultado, as ações do grupo tiveram alta de 6,4% na bolsa. O índice combinado ficou em 84.5%.

Diante da melhora dos números do grupo, que enfrentou perdas significativas com derivativos no ano passado, a perspectiva é de que a segunda maior resseguradora do mundo voltará com apetite em 2010. Segundo recentes declarações em Baden Baden, Alemanha, onde esteve presente no tradicional encontro anual de resseguradores, a Swiss Re afirmou que tem farta capacidade para assumir riscos de qualidade.

Scor vende 12,9% mais até setembro

denis_kessler__scor_A Scor Re divulgou hoje um balanço positivo, principalmente depois de uma crise financeira com as proporções desta que ainda afeta vários países. O volume de prêmios brutos registrou alta de 12,9%, para €4,8 bilhões, no acumulado do ano até setmbro. O lucro líquido permaneceu estável, em € 278 milhões.

O retorno anualizado chegou a 10,5%. Segundo informou Denis Kessler (foto), presidente e CEO, em nota que o resultado demostra a foraça do grupo, com crescimento tanto na área de vida como de ramos elementares. Na divisão de seguros de ramos elementares, o índice combinado ficou em 97,4%.

Para 2010, a Scor ainda espera impactos da crise no valor das empresas no mercado acionário, bem como redução nos volumes segurados em razão da recessão. Porém acredita que a demanda por capacidade continuará elevada, com oferta estável das resseguradoras.

Jayme Garfinkel, o cabeça dura

jayme-garfinkelRealmente algumas matérias e personalidades valem a pena na vida. Fazem a total diferença. Jayme Garfinkel (foto), presidente da Porto Seguro, é uma delas. Ele faz a diferença para toda a indústria de seguros, servindo de exemplo. Pouco fala de negócios e por isso aparece menos do que deveria na mídia.

Hoje, a Vanessa Adachi, jornalista do Valor Econômico, publicou uma matéria muito interessante. De tirar o chapeú. Soube usar com muita elegância todas aquelas conversas que ficaram na memória, pois o momento do encontro das entrevistas era negócios e Jayme mais falava da vida.

Assim como Jayme, eu também sei o que não quero. Ir a um funeral por exemplo. Entre as coisas que quero continuar fazendo na vida é divulgar o setor de seguros para que ele cresça e proteja o mundo dos riscos inerentes da sociedade moderna.

Por isso ai vai a matéria da Vanessa. Acrescentaria apenas mais um detalhe: a Porto fez um concurso para escolher o nome da hoje seguradora Azul. No final, quem escolheu foi o determinado Jayme, que realmente pode ser chamado de cabeça dura. Minha filhota está ao meu lado dizendo que este título vai me trazer inimigos. Uma grande oportunidade de ensiná-la que, às vezes, ser cabeça dura traz alegrias na vida. Na nossa e na dos outros.

Apesar de ser um texto grande, principalmente para um blog, se cortasse uma linha sequer os leitores iriam perceber e se chatear. Por isso, vai na íntegra. Boa leitura.

Um homem que sabe o que não quer
Vanessa Adachi, de São Paulo

http://funenseg.empauta.com/funenseg/index.php?action=999&data=20091104&cod_noticia=953754165

Previdência puxa lucro da Itaú Unibanco Seguros

A Itaú Unibanco Seguros e Previdência registrou lucro líquido de R$ 374 milhões no terceiro trimestre deste ano. O lucro representou 16,5% do resultado total do banco, de R$ 6,8 bilhões, divulgados ontem. Antes da fusão com o Unibanco o lucro representava 10%.

O ganho veio da venda de títulos de capitalização, com alta de 47%, para R$ 76 milhões, e de previdência, de 5,6%, para R$ 210 milhões. Seguro registrou queda no ganho de 10%, para R$ 88 milhões, em razão da alta da sinistralidade, segundo dados divulgados na teleconferência. Os prêmios ganhos somaram R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre.

Até o final do ano, o nome Unibanco deverá desaparecer, restando apenas Itaú.