As perspectivas para o setor de resseguros global continuam negativas, segundo a agência Fitch, uma das maiores classificadoras de risco do mundo. As resseguradoras globais terão de lutar para conseguir capital a um preço acessível para reconstituir o patrimônio, caso sofram grandes perdas com catástrofes.
“As condições voláteis persistem nos mercados de capitais, com incertezas sobre a disponibilidade e capacidade de capital novo em caso de necessidade significativa das resseguradoras”, avalia David Stephenson, diretor de seguros da Fitch, no estudo “2009-2010 Global Reinsurance Review and Outlook”, divulgado ontem.
Segundo ele, não há mais possibilidade das resseguradoras operarem com bases limitadas de capital por um período prolongado de tempo. “Isto representa uma vulnerabilidade para o setor de resseguros”,acrescenta.
As resseguradoras mais vulneráveis, segundo o estudo, são as de riscos patrimoniais com atuação em riscos de catástrofes em regiões mais afetadas. Estas podem ter dificuldade de obter capital, que ainda é escasso, apesar da melhora da liquidez mundial.
A curto prazo, as principais preocupações da Fitch estão nas resseguradoras de ramos elementares, uma vez que a perspectiva é de redução das margens de subscrição, o que terá um impacto negativo sobre a lucratividade. Em vida também há um certo temor em razão da volatilidade do mercado acionário, uma vez que elas dependem mais do resultado financeiro do que as resseguradoras de ramos elementares.
Apesar dos riscos, a Fitch acredita que o setor de resseguros será um dos primeiros setores da indústria de seguros a voltar para uma perspectiva de rating estável. A perspectiva estável do setor exigiria um retorno às condições dos mercados de capitais que sugerem resseguradoras terão acesso a financiamentos a preços razoáveis que lhes permitam reconstruir o capital depois de um evento de grande catástrofe.
Para que esta perspectiva positiva volte, é preciso que os spreads financeiros voltem a um patamar razoável, permintindo que as resseguradoras possam recompor capital em caso de uma perda catastrófica.
O IRB-Brasil Re sentiu os efeitos da crise como seus concorrentes. O ressegurador local, que mesmo depois de 16 meses após a quebra do monopólio ainda detém mais de 80% dos negócios no País, registrou lucro líquido de R$ 48,2 milhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é 55% inferior aos R$ 108,8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, o que reduzirá os ganhos com equivalência patrimonial para seus principais sócios privados, Bradesco e Itaú Unibanco.
O patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhão ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado operacional com resseguros de R$ 19,4 milhões representou praticamente 15% dos R$ 141,6 milhões obtidos no primeiro semestre de 2008. Segundo nota divulgada pelo IRB, os resultados foram influenciados por vários fatores, como o aumento da frequência e, principalmente, da severidade dos sinistros.
O índice de sinistralidade do semestre foi de 89,12%, aumento de 19,70% em relação ao igual período de 2008. Incêndio em grandes fábricas e sinistros de engenharia na indústria petrolífera, por exemplo, geraram perdas elevadas. As carteiras que apresentaram maior aumento do índice de sinistralidade, comparando-se o primeiro semestre de 2009 com o mesmo período de 2008, foram: Seguros de Governo (50%), Riscos de Propriedade (43,27%) e Riscos de Transportes (25,94%), informou o IRB em nota.
Devido ao aumento de retenção em algumas linhas de negócios, os prêmios ganhos cresceram 6,24%, totalizando R$ 857,7 milhões, com destaque para energia com alta de 26,46%, atingindo R$ 45,9 milhões; transportes, com evolução de 24,87%, para R$ 243,5 milhões; e pessoais, avanço de 22,03%, para R$ 73,4 milhões.
O índice de retenção, ou seja, a porcentagem que o IRB-Brasil Re assumiu do total dos riscos, subiu de 49,93%, no primeiro semestre de 2008, para 53,40%, no primeiro semestre de 2009. As despesas administrativas apresentaram queda de 25,44%, alcançando o valor de R$ 75,6 milhões. O resultado financeiro atingiu R$ 119,1 milhões, crescimento de 55,28% em relação ao primeiro semestre de 2008.
Apesar de o rendimento em moeda nacional ter sido de 6,10%, superior à taxa Selic no período, a variação da taxa do câmbio influenciou negativamente o resultado financeiro, tendo os ativos denominados em moeda estrangeira rendimento de menos 15,71%.
A adaptação do IRB-Brasil Re às regras de contabilidade da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e do Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP, obrigatória a desde janeiro de 2009, também impactou os resultados do período analisado, já que a empresa teve que constituir provisão de IBNER (sigla em inglês para “sinistros ocorridos mas não suficientemente avisados”) no valor de R$ 1 bilhão.
Segundo a nota, dois anos depois da abertura do mercado brasileiro de resseguros, o IRB-Brasil Re detém um volume de prêmios emitidos pelo mercado ressegurador doméstico igual ou acima, em termos nominais, daquele observado no último ano de monopólio do setor, demonstrando a preferência das seguradoras. A perspectiva para o segundo semestre de 2009 é positiva.
A realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 tem movimentado a indústria de seguros local. Segundo projeções de executivos do mercado, com investimentos previstos em mais de R$ 100 bilhões em obras de infraestrutura, que podem gerar algo próximo de R$ 1 bilhão em prêmios de seguros, as seguradoras treinam suas equipes de vendas para conscientizar os investidores da existência do seguro como um mitigador de riscos.
Entre elas, a ACE, com faturamento global superior a US$ 19 bilhões, busca se posicionar para abocanhar parte dos seguros do mundial. “A ACE está presente em 50 países e com negócios em 140 nações. Nessas condições, a empresa está continuamente envolvida com seguros e resseguros de grandes eventos”, diz Marcos Couto, presidente do grupo no Brasil.
No Brasil, por exemplo, ela foi responsável pela proteção securitária do histórico show dos Rolling Stones na praia de Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas em um acontecimento que considerou uma ampla variedade de riscos. Alguns shows memoráveis que lotaram estádios brasileiros tais como os do U2, Banda RDB e outros também contaram com a proteção da ACE. Da mesma forma, o carnaval do sambódromo de São Paulo diversas vezes contratou o seguro da companhia. Veja a seguir a entrevista:
Sonho Seguro: Como a ACE esta se preparando para atender a demanda de seguro para a Copa de 2014? Marcos Couto – A ACE espera ter uma grande participação nos investimentos que serão realizados ao longo dos próximos anos para a realização da Copa. Estamos planejando junto com nossos escritorios regionais uma estratégia para atender as diversas demandas que surgirão em vários segmentos de seguros, entre eles os Riscos de Engenharia, Garantia e Responsabilidade Civil, entre outros.
SS – Que tipo de produtos acredita que terá maior procura? MC – Acreditamos que os Riscos de Engenharia e o Garantia e os de Responsabilidae Civil serão os mais disputados, pois estas modalidades de seguro estarão diretamente ligados aos investimentos que serão realizados tanto pela área pública com o privada. A alta movimentação de publico gerará também uma demanda por seguro viagens e assistências, além das necessidades proprias da rede hoteleira em estar protegida contra possiveis acontecimentos com seus hospedes, durante a realização do evento.
SS– Quais seguros o grupo tem interesse em oferecer para garantir a realização deste evento? MC – Na área de garantia, poderemos oferecer os seguros de performance tradicionais e sabemos que a demanda principal se dará na área de construção. Entre os principais produtos a serem oferecidos são seguro garantia em suas quatro versões: licitante; executante; adiantamento de pagamento; e de perfeito funcionamento.
SS – Esses seguros serão comprados por qual tipos de empresas? MC – Estes seguros podem ser oferecidos para construtoras, fornecedoras de equipamentos e prestadores de serviço, lembrando que para os dois últimos não possuímos as restrições que temos para construtoras . Normalmente os seguros de Garantia, como o proprio nome diz, estão muito ligados a fatores que visam garantir a execução de obras e sua entrega no prazo, e a consequente realização do evento.
SS – E quais outros seguros serão demandados com a Copa? MC – Os seguros de Responsabilidade Civil também serão muito importantes devido a grande quantidade de obras, e transito de pessoas antes e durante a realização da Copa. Os principais produtos serão para os contrutores, para hoteis, por exemplo. Também acredito que haverá grande demanda pelo Responsabilidade Civil Profissional e Responsabilidade Civil Geral e outros seguros destinados ao público também serão oferecidos, como seguro viagem, Acidentes pessoais com assistencia etc.
SS – Em quais eventos mundiais o grupo ACE participou e com quais tipos de apólice? MC – A ACE por ter atuação mundial certamente já participou de vários outros eventos de Grande porte a nível local e mundial, seja como seguradora ou ressseguradora, tais como Formula 1, grandes shows de renomados artistas, etc. e que geram uma movimentação grande de pessoas e investimentos, que por sua vez beram necessidades adicionais de seguros.
A Associação Internacional de Supervisores em Seguros (International Association of Insurance Supervisors-IAIS), sediada na Basileia, Suíça, informou que pretende divulgar as novas regulamentações sobre securitização de seguros, bem como orientar os órgãos reguladores de todos os países sobre a transferência de riscos de seguros para o mercado de capitais, apenas em 2011.
A IAIS, que representa 190 reguladores espalhados pelo mundo e realizará no Brasil a sua 16ª conferência anual em outubro, divulgou na semana passada o relatório “Developments in (Re)insurance Securitization”. O estudo identificou a securitização como uma das principais preocupações relacionadas com a transparência e estabilidade financeira da indústria de seguros. Por ser uma atividade de pulverização de risco em todo o mundo e por ter regras diferentes em cada país, a entidade entende que a prática de securitização traz problemas globais e por isso deve ser tratada de forma global para se ter maior coerência na supervisão dos riscos securitizados.
O relatório pode ser acessado no site www.iaisweb.org.
As notícias da indústria de seguros continuam em torno da negociação entre Porto Seguro e Itaú Unibanco. É unânime a opinião de que este foi o grande negócio do século para ambos. Além de conquistar uma carteira de bom tamanho, Jayme Garfinkel ainda ganhou uma rede de distribuição de mais de 4,5 mil pontos, tem a confiança dos corretores e a perspectiva de internacionalização junto com os planos do Itaú. Além disso, a negociação agregou valor para as ações, uma vez que a expectativa de ganhos de sinergia, pelo mercado, seja em receita ou despesa, supera R$ 404 milhões.
A seguir, os comentários de analistas e profissionais do setor sobre a negociação.
Standard & Poor’s
De acordo com Standard & Poor”s Ratings Services, o negócio de seguros a ser transferido a Porto Seguro é pequeno para o conglomerado financeiro do Itaú Unibanco e, portanto, não terá impacto sobre o resultado da instituição. “No entanto, esperamos que o Itaú Unibanco se beneficie da expertise reconhecida da Porto Seguro no ramo de seguros de automóveis e da posição de mercado mais robusta das operações combinadas. Potenciais sinergias e a alavancagem por meio da rede de distribuição deverão possibilitar ao Itaú Unibanco se favorecer de seu investimento na área de seguros e melhorar sua rentabilidade”, explica o relatório divulgado pela instituição. A S&P destaca que a associação para unificar suas operações de seguros residenciais e de automóveis não terá impacto imediato sobre os ratings do Itaú Unibanco (BBB/Estável/A-3 e brAAA/Estável/brA-1).
Credit Suisse
A recomendação do Credit Suisse para as ações do Itaú Unibanco é de outperform. Os analistas avaliam que a transação é muito positiva para o banco, que combina a sua ampla rede de distribuição com a Porto Seguro, que detém forte expertise no seguro de carro. A pequena participação do segmento de seguros no resultado do banco, em torno de 12%, tende a crescer após a associação. No primeiro semestre, o negócio representou pouco menos 12% do lucro da instituição. Os analistas do Credit acreditam que as operações com seguros passem a ser um importante driver de crescimento dos resultados do banco nos próximos anos, diante da potencial de penetração adicional dos produtos, especialmente dentro da base de clientes ex-Unibanco. Por este motivo,
Merill Lynch
Jorg Friedemann, analista do Merill Lynch Bank of América, recomenda a compra das ações do Itaú Unibanco. O preço alvo é de R$ 35 para as ações. O acordo anunciado é classificado como positivo, já que se enquadra perfeitamente na força da carteira de financiamento de veículos do banco, o que permite oportunidades de venda para seguros de automóveis. A Porto Seguro tem uma marca forte em seguros de veículos e experiência no ramo de auto, com 21% de market share.
Ativa Corretora
A Ativa Corretora afirma que o negócio é positivo principalmente para a Porto Seguro, que continuará listada no Novo Mercado e ainda usará a rede de agências do Itaú Unibanco para distribuir seus produtos. Já para o Itaú, a parceria foi bastante barata. Pelos cálculos da corretora, o Itaú pagou um múltiplo de 1,66 vez a relação preço\/valor patrimonial (P\/VPA) pela ação da Porto Seguro, bem abaixo das 5 vezes pagas pela Yasuda na compra de 50% da Marítima em maio. Para o Itaú, uma maior exposição no setor de seguros é positiva, uma vez que diversifica o ramo de atuação num momento de crescimento menor das carteiras de crédito e dos “spreads”.
Austin Asis
A incorporação da carteira de seguro para veículos do Itaú Unibanco reforça a liderança da Porto Seguro no mercado, segundo levantamento de Erivelto Rodrigues, da Austin Rating. Para ele, a proposta do Itaú foi melhor que a do Bradesco para a seguradora. “Ela mantém o controle da empresa e pode oferecer o produto na rede do banco. Se tivesse fechado com o Bradesco, sua carteira seria incorporada”, disse para a Folha. Para o Itaú, a vantagem é que poderá focar no setor bancário e não no de seguro automotivo.
Alfa Seguradora
“Esta recente associação, gerou de fato uma grande empresa do setor, que possuirá o expertise da Porto ,mais o grande balcão do Itaú/Unibanco a sua disposição, para fazer o que bem entender. Mas nós acreditamos que as seguradoras de pequeno e médio porte, assim como a Alfa, sofrerão menos o impacto, se comparadas aos “big players”, por estarem firmes na operação com alguns corretores de seguros e principalmente por terem escolhido nichos específicos de mercado”.
Sincor-RS
O presidente do Sincor-RS, Celso Marini, avaliou a associação entre Itaú Unibanco Seguros e Porto Seguros. “Por um lado isto demonstra um fato preocupante, que é a redução do número de seguradoras no Brasil. O leque se reduz cada vez mais e isto representa a concentração do mercado nas mãos de poucos. Por outro lado, temos o prenúncio de uma companhia muito forte, com grandes reservas técnicas e uma carteira operacional gigantesca. Em relação aos corretores de seguros, fica a esperança de que a nova companhia mantenha e amplie a política de parceria com nossa categoria”.
Flávio Faggion, consultor da Siscorp, especializada em seguro
Como não vejo que, pelo menos a curto prazo, a Porto venha a mudar os preços (para baixo), o mercado de seguro de automóveis não vai aumentar de tamanho. A Porto terá que pensar numa estratégia de preços dos seguros vendidos pelos corretores e aqueles vendidos nas agências do Itaú. Acredito que vai haver certa homogeneização. Os concorrentes ficarão muito atentos no comportamento da Porto bem como os concorrentes. É muito provável que as seguradoras tomem atitudes mais agressivas do que vem fazendo até hoje. Se esses movimentos forem na linha de redução de preço (que não tenho muitas expectativas) poderá, aí sim, representar algum aumento do tamanho do mercado, mas mesmo assim não muito significativo. Quanto aos investimentos dos estrangeiros nos seguros de massa, acredito que essa parceria tenha arrefecido um pouco a vontade deles.
Luis Roberto Castiglione, consultor
Luis Roberto Castiglione, consultor e membro da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) e do Instituto Roncarati de Seguros, diz que o principal ganho da negociação entre Porto e Itaú será o aumento da margem para a Itaú Unibanco. No longo prazo, a Porto Seguro poderá atingir rentabilidade melhor para a carteira do Itaú, cujos sinistros retidos somaram R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre. Caso o índice de sinistralidade fosse o mesmo da Porto, a margem líquida seria 4,5 vezes maior para o banco.
Em um momento em que se fala tanto em falta de ética na política, aconteceu no dia 21 de agosto o 8º Seminário Ética e Transparência na Atividade Seguradora, em São Paulo. “Fico feliz de vir a um seminário como este num momento em que a temperatura em Brasília está elevadíssima. A iniciativa mostra a preocupação do setor em ter a ética na essência da cultura das organizações”, disse o ministro Marco Aurélio Mello, em sua palestra durante o evento promovido pelo Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização de São Paulo (Sindseg SP), reforçando que ética nada mais é do que o respeito aos princípios. “A observância dos hábitos ao bem comum e não individual.”
Os números apresentados por diversos palestrantes mostram o empenho das seguradoras na busca da ética e transparência como principais parâmetros para desenvolver o relacionamento com os consumidores. “O serviço prestado pela indústria de seguros, na ótica do Procon, melhorou muito”, disse Luiz Antonio Guimarães Marrey, secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania. Para ele, a atividade de seguro é essencial para qualquer país, principalmente para o Brasil, que começa a apresentar forte crescimento econômico e, conseqüentemente, do setor de seguros com novos produtos e serviços.
“As ofertas de seguros devem trazer, de forma exaustiva, informações claras para o consumidor no período pré-venda, como as coberturas que oferece até como o cliente deve proceder em caso de sinistros. Este procedimento é vital para evitar problemas futuros”, comenta. O secretário citou o seguro de garantia estendida. “Trata-se de um produto novo, mas que tem gerado problemas e pode ser melhorado. Entre janeiro e agosto deste ano o Procon registrou 900 queixas deste seguro”.
A indústria de seguros representa menos de 5% das queixas recebidas pelo Procon, que tem as operadoras de telefônia na liderança do ranking. Os principais problemas que chegam aos órgãos de defesa do consumidor em relação a indústria de seguros são a demora na entrega da apólice, descumprimento do contrato, serviços prometidos e não cumpridos, demora no pagamento de indenização e recusa com base no perfil do motorista. “É preciso ver se o consumidor é instruído a preencher de forma correta o questionário”, alerta o secretário.
A boa notícia, segundo o secretário, é que além de a indústria de seguros ter poucas queixas comparadas a outros setores, ainda exibe um elevado índice de acordos realizados dentro do Procon. Das queixas que chegaram ao Procon de São Paulo contra seguradoras entre 2003 e 2008, o índice de negociação foi de 30%, sendo em apólices de vida o maior percentual, com 37% de acordos, e o residencial, com 27%, o menor índice. “Entre janeiro e agosto deste ano o índice de acordos saltou para 70%”, revelou o secretário, sendo o maior em automóvel, com 87% dos casos solucionados, e residência permanecendo como o menor, com 54%.
Segundo o advogado Antonio Penteado Mendonça (foto), um dos organizadores do evento e também mediador, os dados apresentados pelo secretário da Justiça e da Defesa do Consumidor são positivos para o setor que tem atuação na venda massificada. “Isto mostra que o setor está se saindo bem. O total de reclamações não atinge 300 mil em todos os níveis, sejam em ações judiciais, queixas no Procon ou na Susep. Se pensarmos que temos entre 80 milhões a 100 milhões de relações envolvendo relações de seguros — uma única seguradora autorizou mais de 80 milhões de procedimentos em saúde em um ano –, fica claro que o segmento cumpre seu papel.”
Finalmente os opostos se atraíram. Jayme Garfinkel, um apaixonado por seguro, e Roberto Setubal, conhecido na indústria de seguros por sua aversão ao produto, anunciaram ontem a criação da maior seguradora de automóvel e de residência do Brasil: Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar).
Há anos (muitos mesmo, mais de 15), escuto opiniões de seguradores, analistas, consultores, corretores, consumidores sobre os mais diversos assuntos da indústria de seguros do Brasil e do mundo. Alguns me despertam mais a curiosidade.
Em automóvel, um assunto que sempre chamava a minha atenção, era a resistência de Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro, a maior seguradora de automóvel do Brasil, em ter um sócio estrangeiro ou mesmo abrir o capital da seguradora. Uma história, verdadeira ou não, que ilustra o comportamento de Jayme, foi uma conversa que teve com sua mãe, dona Rosa, sobre o assunto. Segundo contam pessoas próximas à família, ao pronunciar a frase “mãe estava pensando em ter um sócio na Porto”, dona Rosa rapidamente respondeu com uma pergunta: “mas meu filho, por que você não disse que estava precisando de dinheiro?”.
Tais alternativas eram consideradas pelos especialistas um caminho natural para poder otimizar o crescimento da companhia diante de um cenário promissor para a indústria de seguros no Brasil, que chamava a atenção do mundo pela discrepância de um indicador. Nas economias maduras há um paralelismo entre o tamanho da economia e o da indústria de seguros. No Brasil há uma vala. Temos a décima maior economia do mundo e somos o 19º maior mercado de seguros.
Enquanto Jayme pensava, os estrangeiros investiam em parcerias ou na carreira solo no Brasil. Jayme ficou quase uma década conversando com estrangeiros, sem conseguir se convencer de que este era o caminho do sucesso. Muitos dos estrangeiros que vieram desistiram do Brasil, inclusive a francesa AXA, cuja carteira de automóvel foi comprada pela Porto e deu origem a Azul.
Quando Garfinkel decidiu abrir o capital da Porto foi atropelado pelas crises econômicas da década de 90. Foi só quatro anos depois, em novembro de 2004, que a Porto fez o primeiro IPO. E o fez mais para resolver o impasse com familiares, que queriam vender a participação que tinham, do que para capitalizar a seguradora. A abertura colocou a Porto em destaque, ao ser a única seguradora a ingressar no mais alto nível de governança corporativa do mercado acionário.
Outra atitude que me aguçava o interesse era a antipatia com que Roberto Setubal, presidente do Itaú, um banco sustentável, tratava o assunto seguro, mesmo diante de um cenário tão promissor traçado por analistas financeiros e tendo um potencial de vendas fantástico, uma vez que menos de 10% dos clientes do banco tinham um seguro de carro com a seguradora do grupo. Seu concorrente Bradesco, por exemplo, tem 35% do lucro do banco proveniente das operações das seguradoras, principalmente da área de vida e previdência. No Itaú esta relação não chega a 10%.
O pai, Olavo Setubal, falecido em agosto do ano passado, nutria simpatia pela indústria de seguros. Tanto que em 1921 foi fundada a Companhia Ítalo-Brasileira de Seguros Geraes, uma das pedras fundamentais do Grupo Itaúsa. Todos os envolvidos com seguro tentavam mostrar o lado bom de seguros para Setubal. Até mesmo com a hipótese de venda da operação. Muitas foram as conversas no passado, inclusive com a Porto e com estrangeiras. Mas nada, o que me deixava mais curiosa e atenta em relação ao mercado de seguros.
Uns diziam que as perdas com o Hospitaú – um seguro saúde ótimo para o cliente e caríssimo para a seguradora – pareciam que jamais seriam esquecidas. Além do mau negócio com seguro saúde, Setubal não queria correr o risco de perder um cliente do banco por ter sido mal atendido pelos serviços da seguradora, comentavam os mais experientes.
Mas o argumento mais convincente vinha das contas matemáticas. Banqueiros do mundo todo argumentam que ganham mais disponibilizando o canal bancário para uma seguradora especializada, que chegam a pagar comissão de até 30% das vendas para remunerar o balcão de vendas. E isso sem ter de correr o risco de garantir o pagamento de indenizações em caso de acidentes e livres de administrar funcionários, corretores, oficinas mecânicas, rede de prestadores de serviços entre outros.
Para as seguradoras independentes, ter um canal de distribuição para produtos massificados é praticamente uma questão de sobrevivência, principalmente quando os maiores bancos do país afirmam que a área de seguros passou a ser uma prioridade para compensar a queda da rentabilidade.
Bem, depois de tantos anos, com mudanças na regulamentação do setor, adoção de critérios internacionais como Solvência II, criação de código de éticas das seguradoras, reformulação de produtos e serviços e aumento do poder aquisitivo da população, Roberto Setubal passou a apoiar algumas ações. Autorizou a criação de uma seguradora de grandes riscos em parceria com o grupo XL Capital, das Bermudas, formando a Itaú XL Seguros Corporativos. Também anunciou a abertura de uma seguradora de vida no Chile.
E agora, com o seguro próximo de chegar a 4% do PIB, o dobro da participação que tinha há 15 anos, indicadores macroeconômicos estáveis e o Brasil sendo um país considerado seguro para investimentos pelas agências de rating, Garfinkel e Setubal finalmente se encontraram com estratégias opostas no que diz respeito a seguro. Um precisa ter escala em seguro para manter o interesse dos acionistas no negócio. O outro necessita maximizar o ganho do banco e assim partir para a internacionalização com mais “gás” para enfrentar concorrentes de peso.
A combinação perfeita, principalmente se levarmos em conta a semelhança no jeito de ser. Ambos são herdeiros e por apostarem em atitudes sustentáveis tornaram suas empresas líderes nos segmentos em que atuam. Afinal, é preciso ter amor pelo que faz para fazer bem feito. O lucro, vital para reinvestir no negócio, é uma consequência da boa gestão. A quantidade é importante, desde que inseparável da qualidade. Assim, tanto Garfinkel como Setubal, mesmo sem focar a liderança, se tornaram líderes. A nova seguradora é líder disparada do segmento de automóvel, com 28% das vendas do primeiro semestre. Praticamente o dobro do segundo colocado.
Por isso, analistas acreditam que Garfinkel e Setubal fecharam um dos maiores negócios da indústria de seguros, que servirá para ilustrar, como um caso de sucesso, a história de um novo mercado de seguro no País. O mais famoso até ontem, em termos de estratégia, volume financeiro e sucesso da parceria era a associação do Unibanco com a AIG, em 1996.
A similaridade aqui é que José Rudge, hoje vice-presidente do Itaú Unibanco, esteve à frente das duas negociações. Outro grande negócio deverá ser anunciado em breve pelo Banco do Brasil, envolvido em uma verdadeira engenharia financeira há quase dois anos para ser um dos maiores neste segmento.
Vapt vupt – O curioso foi a forma como os executivos contaram a negociação. Para um desatento, parece que foi por acaso. Segundo eles, a Porto negociava há meses com o Bradesco, que a cortejava desde meados dos anos 90. No dia 30 de junho deste ano, a Porto precisou fazer um comunicado à CVM pois a notícia havia vazado. Explicou em nota que mantinha conversas, mas não envolvia o controle da companhia.
Um dia, enquanto almoçava com sua mãe, Garfinkel foi procurado pela jornalista da revista Época, dizendo o que todos comentavam. Havia boatos de que o Bradesco havia dito que as negociações com a Porto estavam difíceis. Aparentemente, ambos queriam o controle, o que estaria emperrando a negociação.
Magoado pela forma com que o assunto estava sendo tratado, com o vazamento de informações, Garfinkel ligou na manhã seguinte, dia 14 de agosto, para o Itaú. Em nove dias fecharam um acordo. Possível? “A Porto Seguro tem tradição, reputação, marca e performance invejável. Temos confiança na parceria que estamos criando, por isso fizemos em velocidade recorde”, afirma Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho do Itaú Unibanco.
Não querer ter o controle da operação e o ranking não ser uma prioridade de Setubal facilitaram as conversas. “Em ranking, não temos a liderança porque o controle da operação é da Porto e por isso não podemos consolidar os números”, comentou tranqüilamente Setubal durante a coletiva de imprensa.
Mas quando o assunto é rentabilidade…”Estou noites sem dormir para negociar a criação desta nova empresa. Agora ficarei muitas outras para ajudar a colocar a empresa em operação e conseguir o lucro que eles esperam que a seguradora apresente”, disse Garfinkel, para quem “o sucesso de um negócio depende de trabalho, inteligência e sorte. Como sorte e inteligência a gente não controla, o negócio é trabalhar muito”, acrescentou o herdeiro da Porto Seguro.
Líder de mercado – A Psiupar, a mais nova seguradora da indústria de seguros, será formada por uma troca de papeis entre Porto Seguro e Itaú Unibanco, num negócio avaliado em R$ 1,7 bilhão, segundo informou Setubal. A Psiupar nasce com a transferência das carteiras de seguro automóvel e de residência do Itaú Unibanco para a Porto, com a transferência do patrimônio líquido consolidado de R$ 3,050 bilhão (R$ 950 milhões do Itaú e R$ 2,1 bilhão da Porto).
Em prêmios, a nova empresa passa a ter R$ 2,32 bilhões em veículos e de R$ 198 milhões em residências. Em clientes são 3,4 milhões de automóveis (1.250 do Itaú e 2.150 da Porto) e 1,2 milhão de residências seguradas (810 do Itaú e 425 da Porto). O Itaú Unibanco vai deter 43% da Psiupar e os controladores da Porto 57%. A nova empresa, por sua vez, deterá 70% da Porto Seguro SA e os 30% restante ficarão no mercado.
A nova seguradora agradou o mercado. As ações da Porto Seguro apresentaram alta de quase 10% ontem e as do banco Itaú Unibanco evoluíram quase 1%. A Psiupar será gerida pela Porto Seguro e venderá, no Brasil e no Uruguai, três marcas: Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul. Por deter exclusividade na venda de produtos residenciais e de automóvel nas agências do banco, a Psiupar pretende oferecer produtos diferenciados para agradar todos os segmentos de clientes do Itaú Unibanco, desde o mais rico até o de menor renda.
Segundo os executivos, nada muda para os clientes, com as apólices e os serviços já contratados vigorando normalmente. Os funcionários do Itaú Unibanco que fazem parte da operação serão transferidos para a nova empresa, que ocupará o espaço onde estava o Unibanco, no prédio da avenida Eusébio Matoso. Neste local está concentrada toda a operação de seguros do segundo maior banco do Brasil por ativos. “Pretendemos fazer como fizemos na Azul, respeitando a identidade do negócio. Por isso, funcionários, clientes e corretores não precisam se preocupar”, disse Garfinkel.
Uma das preocupações do grupo era com os corretores, sempre avessos a concorrência das vendas pelo canal bancário. “O Itaú já tinha um bom relacionamento com os corretores, assim como o Unibanco. Agora quem vai pilotar isso é o Jayme”, disse Setubal, apostando no sucesso, uma vez que a Porto Seguro desenvolveu sua liderança com base no relacionamento com o seu maior canal de vendas. São cerca de 20 mil corretores de seguros cadastrados na maior seguradora de carro do Brasil.
XL em discussão – Segundo Roberto Setubal, a associação começou com automóvel e residência, mas pode se estender para outros produtos. Em grandes riscos, a atuação do Itaú Unibanco está sendo rediscutida. O Itaú tem uma joint venture com a XL na Itaú XL Seguros Corporativos. Com a fusão com o Unibanco, comprou a participação da AIG na Unibanco AIG Seguros. Ficou com a maior operação de grandes riscos da indústria de seguros. “Estamos rediscutindo com a XL o negócio, mas não pretendemos sair da operação de grandes riscos”. Os segmentos de Previdência e Vida, bem como as operações de títulos de capitalização, permanecem sem alterações.
Concorrência – A conclusão da operação depende de aprovação dos acionistas, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Sistema Brasileiro de Defesa de Concorrência (SBDC). Setubal está tranqüilo quanto a aprovação, uma vez que a concorrência existe com a oferta de três marcas e os produtos em questão, auto e casa, são pulverizados no mercado.
No entanto, as seguradoras sem canal bancário com certeza perderão noites de sono para descobrir uma fórmula de sobreviver a este novo cenário do seguro automóvel no Brasil dominado pelas seguradoras ligadas a bancos. “Assim como eu, todos vão perder noites de sono”, comentou Garfinkel, referindo-se a tendência mundial de bancassurance (vendas de seguros nas agências bancárias).
Este era um encontro que já estava marcado. A parceria era apenas uma questão de tempo. O encontro do Bradesco pode estar com alguma seguradora de A a Z, bem como o da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Santander. Entre os acordos mais recentes temos Liberty com Indiana, Yasuda com Maritima, e Zurich com Minas Brasil.
A disputa nos canais bancários por seguros patrimoniais envolve, oficialmente, a espanhola Mapfre e a SulAmérica. Nas duas o segmento de automóvel representa no mínimo 40% das vendas totais. Há até quem fale na volta da parceria desenhada na decada de 80 entre SulAmérica e Bradesco. Quem imagina que a concorrência está no limite, preste atenção ao que diz o tio de Garfinkel, segundo ele um simples filósofo de Atibaia: “Tudo pode piorar”.
Segundo os especialistas, ainda serão anunciadas muitas outras operações envolvendo fusões e aquisições na indústria de seguros, principalmente quando as regras de exigência de capital baseado em risco forem estendidas às operações de previdência privada. O que já está sendo discutido pela Susep.
A Caixa Seguros, que detém operações em seguros, vida e previdência, capitalização e consórcio, divulgou lucro líquido de R$ 354,8 milhões no primeiro semestre deste ano, crescimento de 17,4% comparado aos R$ 302,2 milhões no mesmo período do ano anterior. O patrimônio líquido evoluiu 20%, para R$ 1,96 bilhão. A rentabilidade sobre o patrimônio ficou em 21%.
O presidente da Caixa, Thierry Claudon, informou em nota divulgada à imprensa, que o resultado deve-se ao grande e ainda pouco explorado potencial do mercado de seguros, previdência, consórcio e capitalização no Brasil. “Acredito no início de uma nova era para a cultura do seguro, pois hoje os brasileiros sabem que é importante investir na proteção e no futuro da família. Se pensarmos no cenário atual, a maioria da população não tem um seguro de vida ou um plano de previdência porque simplesmente não recebeu a educação financeira adequada para assegurar sua qualidade de vida. A boa notícia é que este quadro está mudando”.
Em seguros, a Caixa encerrou o último semestre com alta de 25,4% nos prêmios ganhos, passando para R$ 757,9 milhões. O índice de sinistralidade se manteve praticamente estável nos seis primeiros meses do ano: 52%. Em capitalização, o grupo obteve receita de R$ 445,9 milhões, alta de 12,8%.
Após comunicar o fim das negociações com o Bradesco na sexta-feira, a Porto Seguro comunica hoje a associação com o Itaú Unibanco. Depois de fechar com queda de 3,61% na sexta-feira, as ações ON da Porto Seguro, da qual Jayme Garfinkel detém 57%, subiam 9,43%, a R$ 17,51, na abertura da bolsa nesta segunda-feira.
Segundo a nota, a associação visa à unificação de operações de seguros residenciais e de automóveis, bem como Acordo Operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai. A conclusão da operação depende de aprovação dos acionistas, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e do Sistema Brasileiro de Defesa de Concorrência (SBDC).
A Porto vai emitir ações equivalentes a 30% de seu novo capital social, que serão repassadas ao banco Itaú Unibanco. A Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência (PSIUPAR) passará a ser gerida pela Porto Seguro que assim contará com as marcas Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul, que serão oferecidas em todos os canais de venda, por meio de diferentes produtos e serviços.
O Itaú Unibanco vai deter 43% da Psiupar e a Porto o restante. A nova empresa, por sua vez, deterá 70% da Porto Seguro e os 30% restante ficarão no mercado. O banco poderá indicar dois dos sete membros do conselho de administração da seguradora. “Não se espera que essa Associação acarrete efeitos relevantes nos resultados deste exercício social”, afirma o Itaú Unibanco em nota.
A fusão cria um grupo com prêmios de R$ 2,32 bilhões em veículos e de R$ 198 milhões em residências, com 3,4 milhões de automóveis e 1,2 milhão de residências seguradas. O patrimônio líquido será de R$ 3 bilhões.
Tendo como base os resultados do primeiro semestre deste ano, a Itaú Unibanco sai da quarta colocação em vendas de seguro de carro para a primeira, ocupada pela Porto Seguro, com prêmios de R$ 689 milhões e R$ 1,609 bilhão, respectivamente, totalizando R$ 2,298 bilhões, praticamente o dobro do Bradesco, segundo colocado, com R$ 1,086 em prêmios emitidos no primeiro semestre deste ano. O valor representa 28% dos prêmios totais de vendas de seguro de carro no primeiro semestre, com R$ 8,068 bilhões.
Para detalhar à imprensa a associação o presidente da Porto Seguro, Jayme Brasil Garfinkel, e presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal participarão de uma coletiva de imprensa, às 15 horas, em São Paulo.
Segue a íntegra do comunicado da Porto Seguro enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Em atendimento à Instrução CVM n.º 358/02, Porto Seguro S.A. (“Porto Seguro”) informa a seus acionistas e ao mercado que não tiveram sequência seus entendimentos com a Bradesco Seguros S/A (“Bradesco”), informados à CVM nos dias 30.6.2009 e 5.8.2009, visando a eventual combinação dos investimentos detidos pela Porto Seguro nas seguradoras por esta controladas com o investimento detido por Bradesco na seguradora Bradesco Auto RE.
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