Área internacional puxa resultados da Mapfre

O grupo espanhol Mapfre registrou resultado líquido de 743,4 milhões de euros, melhora de 4% no acumulado do ano até setembro. O faturamento do grupo evolui 10%, para 14,3 bilhões de euros. Os prêmios tiveram elevação de 11,6%, para 11,9 bilhões de euros. As operações internacionais continuam puxando a boa performance do grupo espanhol, com alta de 26%, para 6,2 bilhões.

A área internacional já representa 50% dos prêmios totais e 32% do lucro. Este percentual deverá aumentar substanciamente no que diz respeito ao Brasil, onde o grupo negociou uma parceria com o Banco do Brasil para a venda de seguros de ramos elementares e vida. Esta operação está prevista para ter início em 2010.

Na Espanha, que enfrenta recessão e um alto índice de desemprego, a Mapfre informou que registrou incremento na venda de seguro de vida e um abrandamento da queda dos prêmios no terceiro trimestre comparado ao trimestre anterior.

ACE eleva ganho para US$ 494 milhões

O grupo ACE Limited lucrou US$ 494 milhões no terceiro trimestre deste ano, ou US$ 1,46 por ação, comparado com US$ 0,16 por ação em mesmo período do ano anterior. Um incremento de 813%, informa a companhia em seu balanço. No acumulado do ano até setembro, o lucro evoluiu 36%, para US$ 1,6 bilhão. Os prêmios líquido registraram queda de 4% no terceiro trimestre e de 2% no acumulado do ano, para US$ 14,6 bilhões.

Assim como seus concorrentes, o presidente e CEO Evan G. Greenberg destacou em nota o incremento de 13 % no valor de mercado da companhia em seu balanço do terceiro trimestre do ano, para US$ 4,3 bilhões em setembro. O retorno sobre o patrimônio chegou a 15,9% e o índice combinado ficou em 88%.

Liberty lucra US$ 265 milhões no terceiro trimestre

O Grupo Liberty Mutual obteve lucro líquido de US$ 265 milhões no terceiro trimestre do ano, acima dos US$ 259 milhões divulgados no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o ganho foi de US$ 567 milhões.

Segundo Edmund F. Kelly, presidente e CEO, os resultados de terceiro trimestre foram beneficiados pela melhora dos mercados acionários e também pelas condições climáticas, numa safra de furacões menos violenta e com menos perdas do que a registrada no ano passado.

O faturamento da Liberty ficou em US$ 7,9 bilhões no trimestre, alta de 15% comparado ao mesmo período do ano anterior, e em US$ 23,1 bilhões no acumulado do ano, avanço de 11,8% até setembro. Os prêmios líquidos somaram US$ 7,2 bilhões no trimestre e US$ 21,1 bilhões no ano.

Everest Re volta a ter lucro

A resseguradora Everest Re registrou alta no volume de prêmios ganhos no terceiro trimestre deste ano e saiu do prejuízo US$ 233 milhões para lucrar US$ 228,6 milhões. Os prêmios subiram de US$ 931 milhões para US$ 975,5milhões, segundo nota divulgada pelo grupo sobre o balanço financeiro do terceiro trimestre.

O índice combinado em setembro estava em 88%, bem melhor do que os 111% do terceiro trimestre de 2008. O incremento no valor de Mercado também foi o item mais destacado pelo CEO Joseph Taranto em nota. “Nosso valor de mercado teve incremento de 25% desde o início do ano. Só neste terceiro trimestre o patrimônio evoluiu mais de US$ 6 bilhões, refletindo a disciplina da companhia em suas negociações”.

XL Capital reduz perdas

O grupo XL saiu de um prejuízo US$ 1,6 bilhão registrado no terceiro trimestre do ano passado para um lucro de US$ 11,4 milhões no período de julho a setembro deste ano. No acumulado de nove meses, o resultado saiu da perda de US$ 1,1 bilhão para ganho de US$ 246 milhões. O lucro operacional no trimestre ficou positivo em US$ 306 milhões, comparado a uma perda de US$ 107,7 milhões de mesmo período anterior. O índice combinado saiu de 106,3% para 93,2%.

O faturamento apresentou declínio em razão da recessão e também pela reestruturação que o grupo enfrentou para equilibrar suas finanças. No terceiro trimestre deste ano, a XL movimentou prêmios ganhos de US$ 1,2 bilhão, sendo US$ 905 milhões com seguros e US$ 388,5 milhões com resseguro. No mesmo período do ano passado, os prêmios chegaram a US$ 1,5 bilhão. No acumulado do ano, o faturamento total da XL chegou a US$ 4,5 bilhões, cerca de US$ 1 bilhão menor, sendo US$ 3,8 bilhões em prêmios ganhos.

O CEO Mike McGavick comentou em nota divulgada à imprensa que o grupo vem perseguindo uma política de subscrição rígida, bem como seguindo uma gestão eficiente de custos para enfrentar as dificuldades trazidas pela crise. A recessão é um dos pontos destacados no balanço, por reduzir os volumes segurados. “No terceiro trimester tivemos um crescimento recorde de 26% em nossas no valor de nossas ações e de 30% em nosso valor de mercado. O patrimônio evoluiu de US$ 7,5 bilhões para US$ 9,2 bilhões”, comentou.

BB projeta previdência em R$ 1 trilhão em 2020

brasilprevO Banco do Brasil quer ter 15% do mercado de previdência privada aberta em 2020, quando as reservas deste setor devem atingir R$ 1 trilhão, disse Paulo Cafarelli, vice-presidente do Banco do Brasil em entrevista coletiva nesta tarde em Brasília. Atualmente, as reservas de previdência privada aberta somam aproximadamente R$ 170 bilhões, segundo dados de agosto deste ano.

Por este cenário tão promissor, a instituição renovou a parceria que tem com a americana Principal Financial na área de previdência privada há dez anos na BrasilPrev, terceira maior companhia de previdência privada do Brasil, com R$ 25 bilhões em ativos sob gestão e mais de 2 milhões de planos.

“Esta é a nossa terceira movimentação no segmento de seguridade neste ano, onde queremos elevar de 10% para 25% nossa participação”, acrescentou Cafarelli. A primeira movimentação foi encerrar a parceria com a SulAmérica na Brasilveículos, seguradora especializada em seguros de carros, substituindo-a pela espanhola Mapfre Seguros.

A segunda ação foi fazer uma oferta para comprar uma participação no IRB Brasil Re. No ano passado, o BB comprou da Aliança da Bahia a participação que a seguradora baiana detinha na Aliança do Brasil, uma seguradora dedicada a seguro de vida e ramos elementares até então.

Segundo informou o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, o BB comprará uma parte das ações preferenciais da Principal e depois de adquirir a participação do Sebrae na Brasilprev a venderá para o parceiro americano. Em comunicado ao mercado, a BB Seguros e a Principal informam ainda que têm interesse mútuo na transferência integral para a Brasilprev das carteiras de previdência privada hoje comercializada pela Mapfre Nossa Caixa Vida e Previdência.

A Brasilprev encerrou o ano de 2008 com lucro líquido de R$ 195,5 milhões, 6,2% acima do resultado registrado em 2007. No fechamento do primeiro semestre de 2009, o lucro líquido da Brasilprev foi R$ 115,6 milhões, crescimento de 22,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Principal é responsável pela gestão de ativos que superam os US$ 257,7 bilhões e está presente em 11 países, atendendo mais de 19 milhões de clientes pessoas físicas e jurídicas em todo o mundo.

Willis lucra US$ 357 milhões até setembro

images15O grupo Willis, dono da terceira maior corretora de seguros e resseguros do mundo, divulgou lucro líquido de US$ 357 milhões no acumulado do ano até setembro, acima dos US$ 241 milhões do mesmo período do ano anterior. Os resultados foram afetados pela aquisição da Hilb Rogal & Hobbs Company, destaca o grupo em nota divulgada à imprensa.

As receitas totais nos nove primeiros meses do ano somaram US$ 2,4 bilhões, acima dos US$ 2 bilhões do ano passado, um incremento de 20% que reflete a aquisição. Seus concorrentes, segundo balanço semestral, apontam tendência de queda nas vendas em razão da recessão mundial, que reduziu os valores segurados.

Como boa parte das empresas ainda recebe comissão com base no valor pago pelo seguro, a expectativa é de queda no faturamento das corretores. Para 2010, esta tendência pode se inverter pela venda de pacotes de consultorias e maior participação do pagamento por “fee” em lugar da comissão sobre o prêmio.

O presidente e CEO Joe Plumeri (foto) comentou em nota que a “Willis mantém o crescimento dos negócios em um momento de dificuldades adversas nas principais economias mundiais, bem como diante de um mercado de seguros já considerado por ele como “soft”. O balanço completo pode ser acessado no site do grupo: www.willis.com.

PartnerRe lucra US$ 1,2 bilhão até setembro

cao73m6qcafyptcpca1lcs7ucapz605icamumgc9ca9ajxzscav23o13ca0u942acayrjt4ecafe2zh3caeagrgjca1sfi4pcarnptl0caqng19vcaboji60cayr26vyca5tmin0caktxa3ccaq2aj58A PartnerRe, que comprou a Paris Re neste ano e está presente no Brasil como resseguradora admitida, apresentou lucro líquido de US$ 566,7 milhões no terceiro trimestre, que inclui ganhos extraordinários de US$ 274 milhões. O resultado é significativo quando comparado ao prejuízo de US$ 151,7 milhões do mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido acumulado no ano até setembro totaliza US$ 1,2 bilhão. No mesmo período de 2008, registrou perda de US$ 48,7 milhões. O índice combinado do grupo no trimestre foi reduzido para 78%. Em setembro do ano passado estava em 95,5%. No acumulado do ano, o índice ficou em 82,5% comparado com 91,4%.

O presidente e CEO Patrick Thiele comemorou os resultados. “Obtivemos retorno sobre o capital de 22% e crescimento de 30% em nosso valor de mercado”, informou em nota divulgada a imprensa. Segundo ele, os resultados do grupo foram beneficiados por um baixo nível de perdas e pela melhora dos mercados acionários, o que possibilitou ganhos com investimentos. O balanço pode ser acessado na página do grupo www.partnerre.com.

Principal fica no BB com exclusividade por 23 anos

Dando continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguros, a BB Seguros Participações (“BB Seguros”), subsidiária integral do Banco do Brasil, e a Principal Financial Group (“Principal”) divulgaram a linha mestra da negociação da parceria de dez anos, renovadas agora por mais 23 anos, com direito a exclusividade de oferta de produtos na rede do banco.

Segundo o comunicado, o BB Seguros elevará sua participação no capital total da empresa de 49,99% para 74,99%. O aumento se dará por ações preferenciais da BB Seguros. Como condição à implementação da revisão da atual estrutura societária, a Principal, que possui 46,01% do capital social total da BrasilPrev, pretende adquirir a participação de 4% detida pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na companhia.

No Fato Relevante encaminhado à Bolsa de Valores de São Paulo, o BB e a Principal informam, ainda, que é de interesse comum o início de negociações visando a compra das carteiras de previdência privada comercializadas pela Mapfre Nossa Caixa.

Estarão sujeitos à prévia análise e aprovação dos respectivos órgãos reguladores, supervisores e fiscalizadores os atos que sejam necessários. Hoje, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e o presidente do Principal Financial Group, Larry Donald Zimpleman, concedem coletiva de imprensa em Brasília sobre a nova configuração da parceria para a comercialização de produtos de previdência privada aberta no Brasil.

Se avançar o ocordo, será a seguinte a composição societária dos grupos na BrasilPrev:
Atual Futura
Acoes ON Acoes ON Acoes PN Capital Total
BB Seguros 49,99% 49,99% 100,00% 74,995%
Principal 46,01% 50,01% – 25,005%
Sebrae 4,00% – – –

Baden Baden: queda de preço para 2010

images14O futuro do resseguro, uma operação que ajuda as seguradoras a mitigar o risco de catástrofes naturais ou feitas pelo homem, está sendo traçado no tradicional encontro em BadenBaden, refúgio de milionários na Alemanha, que teve início no domingo e termina na quinta-feira. Lá, instalados em um belo SPA e cassino, elas se reúnem com seus clientes para discutir a renovação dos maiores contratos de resseguro do mundo que vencem em janeiro de 2010.

A recuperação dos mercados acionários em 2009 ajudou resseguradoras e seguradoras a reconstruir seus balanços financeiros. Aliado a este fato, a natureza foi, digamos, generosa com a indústria de seguros. A safra de furacões nos EUA até agora está bem aquém das previsões, com perdas abaixo do previsto.

Neste cenário, as seguradoras e resseguradoras estão conseguindo recuperar capital, o que já é demonstrado pelo fim do ciclo de alta de preço. Em vários nichos de negócios já se observa descontos, porém as condições de cobertura e exigências de informações permanecem severas.

A demanda por resseguro, até então em queda em razão da recessão da economia, deve crescer em 2010. Tanto pela maior consciência de riscos a que todos estão expostos, percepção aguçada com a crise financeira, como também para fazer frente a uma forte necessidade de capital das seguradoras para cumprir novas regras de Solvência II, elaboradas pela Comissão Europeia.

O objetivo do órgão regulador é fortalecer o capital das seguradoras, impondo que elas priorizem a qualidade na subscrição de risco, tornando o seguro caro e as coberturas limitadas para os segurados com pouca transparência, que não investem em segurança e também em relacionamento duradouro, assim como para aqueles com um histórico de sinistros volumoso e com custos elevados. A compra de resseguro é uma das saídas para dar um fôlego ao comprometimento do patrimômio e poder alavancar as vendas sem ter de injetar capital.

Este é o tom do 25º tradicional encontro de resseguros. Munich Re disse ter uma farta capacidade para ofertar aos clientes. Swiss Re acrescentou que tem uma equipe profissional para buscar as melhores soluções para contratos saudáveis. Hannover Re aposta em queda de preço para os riscos na Alemanha. A Scor disse que irá buscar aumento de preço em algumas carteiras deficitárias. A Guy Carpenter vislumbra um cenário de queda de preços. A expectativa dos analistas que acompanham o encontro é de uma queda média de preço entre 5% e 10%.

Uma das preocupações mundial é com a inflação, que pode vir a prejudicar a rentabilidade dos resseguradores em todas as linhas de negócio, segundo alerta feito pela Towers Perrin durante palestra no evento. Isso porque em muitos contratos há claúsulas onde as reclamações podem ser feitas anos depois de ocorrido o acidente. Com a inflação, pode haver um valor maior do que o previsto de desembolso. Historicamente, a inflação tem gerado créditos futuros. Mas atualmente, a indústria não vinha introduzindo o risco de inflação, que era praticamente um indicador descartado nas economias desenvolvidas.

Uma taxa de inflação de 3% poderia causar um forte impacto nas contas das resseguradoras. Além do valor financeiro, geralmente em economias com um período de inflação mais longo, a ocorrência de sinistros é maior, afetando mais severamente as contas financeiras das companhias.

A Towers mostrou no evento um estudo interessante, segundo divulgaram as agências internacionais. Quando a inflação chegou em 3,4% em 2000, o índice de sinistralidade em 2002 chegou a 99% nas linhas de ramos elementares. Quando em 2002 a inflação teve baixa para 1,6%, a sinistralidade caiu para 73% em 2004.