A MetLife registrou lucro líquido de R$ 106 milhões em 2009, crescimento de 220% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa retorno sobre o patrimônio líquido de 31%. Em vendas, a MetLife divulgou crescimento de 80% nas reservas de planos PGBL e VGBL, atingindo R$ 953 milhões, e 5,5% nos prêmios retidos de seguros, totalizando R$ 560 milhões.
Assim como um hino entre os executivos de seguradoras no Brasil ou no exterior, José Roberto Loureiro, Presidente da MetLife no Brasil, comentou que apesar do cenário de recessão econômica e de queda da taxa básica de juros em cinco pontos percentuais, a gestão na subscrição de riscos e a disciplina nos gastos com despesas administrativas em 2009 garantiram o bom desempenho do grupo.
Em nota, a seguradora destaca o reconhecimento de crédito tributário de R$ 60 milhões e a melhora do índice de sinistralidade, que passou de 45,8% em 2008 para 44,1% ano passado. Loureito também destacou no balanço de 2009 o esforço contínuo de melhoria na eficiência operacional da companhia, além da conquista de novos canais de distribuição, que já consumiram investimentos de R$ 30 milhões. “Adicionalmente, reduzimos custos e investimos muito em tecnologia e recursos humanos”, acrescenta.
A Icatu Hartford apresentou lucro líquido recorde de R$ 106 milhões em 2009, crescimento de 11% comparado ao ano anterior. Segundo informou hoje a presidente do grupo, Maria Silvia Bastos Marques, este é o primeiro resultado operacional positivo, ou seja, sem considerar as receitas financeiras. “Atribuímos essa conquista, principalmente, à nossa gestão focada em otimização de processos, redução de despesas em termos nominais e aumento das receitas”.
No fim de 2009 e início deste ano a Icatu fez dois movimentos importantes. Comprou a participação da sócia americana Hartford, que reorganizou sua operação mundialmente em razão das perdas com a crise financeira. Os valores negociados não foram divulgados. O grupo da família Almeida Braga também conquistou um contrato disputadíssimo no mercado. Assinou um acordo para ser a única parceira do Banco do Brasil na venda de títulos de capitalização, na Brasilcap, a maior companhia do mercado.
“Este último é um projeto enorme, que vai exigir muito da equipe”, disse. A executiva aposta no crescimento da indústria de seguros, previdência e capitalização em 2010, acima de dois dígitos. Em relação à consolidação do mercado de seguros, Maria Silvia diz que se trata de um mercado em transformação. “Apesar dos movimentos que já executamos, estamos atentos para crescer, seja de forma orgânica, com parceiros ou com aquisições”, disse.
A Icatu também concentra esforços para disputar o boom do mercado imobiliário no Brasil. “Estamos estudando de que forma vamos atuar neste segmento e montar um novo modelo de negócios para o seguro habitacional”, informou durante teleconferência realizada hoje com jornalistas.
Maria Silvia destacou quatro principais fatores ao comentar o balanço financeiro do grupo. O primeiro deles foi o crescimento de 9% do faturamento, para R$ 1,7 bilhão. O resultado de R$ 182 milhões das operações em todas as linhas de negócios também foi destacado, assim como o processo contínuo de racionalização, que reduziu em 4% as despesas administrativas. Segundo a nota do balanço, a consistente política de investimentos, que assegurou um incremento de 22% no resultado financeiro.
O patrimônio líquido teve aumento de 23% em relação a 2008, chegando a R$ 649 milhões. Já o volume de ativos livres da companhia encerrou o ano com o montante de R$ 381 milhões, superando em 39% o total atingido no final do ano passado. A soma dos ativos atingiu o patamar de R$ 6,6 bilhões, 17% acima do ano anterior, sendo cerca de R$ 4,8 bilhões sob gestão própria e R$ 1,8 bilhão sob gestão de terceiros.
O segmento de seguros de vida, onde contamos com mais de dois milhões de clientes, apresentou faturamento (prêmios retidos) de R$ 421 milhões, aumento de 14% em relação a 2008, acompanhando a taxa de crescimento do mercado. Destaque para a evolução do resultado das operações que cresceu 31% em relação a 2008, consequência da melhora do índice combinado, de 80% para 78%. A sinistralidade se manteve em 53%, fruto da qualidade da política de subscrição de riscos e do rigoroso processo de controle das carteiras.
Em previdência aberta, as operações de PGBL e VGBL cresceram 20% em relação ao mesmo período de 2008. As reservas do Grupo no segmento de produtos de acumulação atingiram cerca de R$ 3 bilhões, um crescimento de 22% em relação ao final do ano passado, um pouco abaixo do mercado (26%). “Estamos muito satisfeitos com nosso desempenho em previdência, pois num cenário de crise esta seria, potencialmente, a linha mais afetada. Porém, os indicadores de saídas líquidas (portabilidades de entrada menos portabilidades de saída) mostraram um movimento extremamente favorável, o que reafirma a confiança dos nossos 111 mil clientes na solidez do grupo”.
No segmento de capitalização, o faturamento apresentou aumento de 11% comparado a 2008, chegando a R$ 779 milhões, acompanhando a tendência de crescimento do mercado. O montante distribuído na forma de sorteios alcançou R$ 56 milhões. O bom desempenho nessa linha de negócios consolida a Icatu Hartford na liderança do ranking das empresas independentes (não ligadas a bancos) e em 6° lugar no ranking geral.
Nos negócios de administração de passivos e fundos de pensão, o patrimônio administrado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, fechando o ano com 69 empresas patrocinadoras e cerca de 50 mil participantes. A novidade para 2010 nessa linha de negócios, é que será oferecida aos planos de benefícios e fundos de pensão a oportunidade de seus participantes investirem em planos Ciclos de Vida, que mescla opções de investimento de renda fixa e renda variável de acordo com a idade do participante.
A Administradora de Recursos também apresentou resultados positivos em 2009. Terminamos o ano com aproximadamente R$ 4,8 bilhões sob gestão própria. Nossos 69 fundos ocuparam lugar de destaque nos principais rankings de performance da categoria em todos os segmentos (renda fixa, renda variável, balanceados e multimercados), o que comprova a expertise e qualificação da equipe de gestores.
Por fim, a presidente da companhia destaca que 2009 foi um ano de conquistas que merecem ser comemoradas. “Apesar das incertezas geradas pela crise financeira no final de 2008, a Icatu seguiu uma estratégia consistente que priorizou a qualidade dos serviços aos clientes, atuando com inovação e disciplina. O resultado de 2009 reafirma que somos uma companhia sólida com base forte para crescer. Em 2010, continuaremos focados em projetos que agregarão ainda mais valor para nossos clientes e parceiros comerciais“- conclui Maria Silvia.
Mais um capítulo no imbróglio da ação judicial que envolve SulAmérica, IRB Brasil e Açominas, que se desenrola desde março de 2002, volta a revirar os autos dos tribunais e estampar as páginas dos jornais. Conduzido pelo advogado Ernesto Tzirulnik, a ação da seguradora pede de volta os US$ 31,5 milhões pagos à siderúrgica pelo seguro da usina Arthur Bernardes, sediada na cidade de Ouro Branco (MG), devido a um acidente que destruiu parte de seus equipamentos.
Trincas no domo de um dos três regeneradores de ar que alimentam o alto forno acabaram-se abrindo e a pressão do ar arremessou o domo que pesa 147 toneladas a uma distância de 157 metros, segundo relatos da defesa da seguradora. Embora em 2001 o trincamento por corrosão sob tensão fosse um risco excluído do seguro da Açominas, e das siderúrgicas em geral, por ser uma deterioração gradativa, no seguro emitido pela SulAmérica havia, no entanto, cobertura para explosões acidentais oriundas de quaisquer causas.
A SulAmérica e o IRB Brasil Re examinaram os fatos e concluíram que o sinistro aconteceu em virtude de um fenômeno de degeneração gradativa chamado “stress corrosion cracking” (scc), aqui conhecido como trincamento por corrosão sob tensão. Na década de 90 o assunto passou a ser melhor conhecido no setor siderúrgico e inúmeras ações foram adotadas para prevenir e combater a “scc” que afeta os regeneradores.
Como o valor dos prejuízos cobertos pelo seguro, na visão da seguradora e do IRB, era da ordem de US$ 31,5 milhões, foram feitos adiantamentos para a Açominas de US$ 20 milhões e restou um saldo a pagar de US$ 11,5 milhões. A Açominas havia pleiteado US$ 80 milhões, pois incluía outros danos como consequência da mesma catástrofe de 23 de março de 2002, inclusive o reforço dos outros dois regeneradores que não explodiram, mas que também estavam ameaçados pela corrosão.
Como não houve acordo, a Sul América propôs perante a 10a. Vara de Belo Horizonte uma ação de consignação em pagamento, por meio da qual depositou os US$ 11,5 restantes e pede a extinção da dívida do seguro. A Gerdau contestou pedindo US$ 165 milhões a mais.
Durante o processo, em fevereiro de 2007, diz o relato, apareceu uma série de documentos da Danieli Corus, siderúrgica e prestadora de serviços para a Açominas, adverte que os regeneradores de Ouro Branco estavam com o trincamento em estado avançado, correndo o sério risco de uma ruptura catastrófica, salientando que na Alemanha havia ocorrido um acidente como esse.
Era necessário, informa a nota, segundo a Danieli Corus, reduzir urgente o ritmo de produção do alto forno e adotar as medidas para conter os efeitos da já bastante avançada corrosão gradativa. Esses documentos, embora recebidos pela Açominas, nunca haviam sido revelados para a seguradora e para os peritos que examinaram o ocorrido. O alerta dado pela Danieli Corus à Açominas é do dia 27 de setembro de 2001, seis meses antes de acontecer a catástrofe. Nesse período a Açominas teria não apenas continuado a produção do ferro gusa, como aumentado o ritmo dessa produção, exigindo mais dos equipamentos.
Em outubro de 2009, os peritos judiciais nomeados pelo juiz da 10a. Vara de Belo Horizonte apresentaram seu laudo pericial onde confirmam que a causa do acidente foi o trincamento por corrosão, um fenômeno gradativo bastante conhecido no meio siderúrgico há décadas, e que já havia sido alertado para a Açominas, entre outros, pela Danieli Corus.
Diante desse laudo e dos documentos como o alerta da Danieli Corus, a SulAmérica apresentou em 18 de fevereiro deste ano na 29a.Vara Cível de Belo Horizonte um protesto interruptivo de prescrição de ação de repetição de indébito. Agora é só esperar o próximo capítulo.
As principais novidades em seguros e resseguros disponíveis para as empresas brasileiras e o atual cenário da indústria mundial de seguros estão entre as várias palestras previstas para acontecer no II Congresso Internacional sobre Resseguros, o Brazilian Reinsurance Conference, a ser realizado nos dias 4 e 5 de março, no Rio de Janeiro. Na ocasião, cerca de 250 profissionais de seguradoras, resseguradores e corretoras irão discutir as oportunidades e desafios do que é, hoje, o mercado de seguros e resseguros com maior potencial do mundo.
O evento começará às 9h com o Secretário de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Levy. Pela manhã, resseguradores e seguradores debaterão os beneficios e deficiencias dos três anos de mercado de resseguro aberto. O primeiro painel contará com o IRB-Brasil-Re em conjunto com executivos de outras empresas, como Scor Global P&C, Flagstone Re, ABER (Associação Brasileira das Empresas de Resseguros), Swiss Re e Transamerica Re. Os tópicos abordam os obstáculos encontrados pelos resseguradores internacionais que decidiram entrar no país e as implicações da crise financeira mundial de 2008 no desenvolvimento do mercado brasileiro de resseguros.
Em seguida será a vez dos CEOs de seguradoras dizerem o que clientes e seguaradoras esperam dos resseguradores. Estão confirmados no painel Akira Harashima, da Tokio Marine, Luis Maurette, da Liberty, Frederico Baroglio, da Generali, Antonio Trindade, do Itaú, Antonio Cássio dos Santos, da Mapfre, Marcos Couto, da ACE, com José Rubens Alonso, consultor da KPMG, como mediador.
A expectativa, segundo divulgou o IRB-Brasil Re, líder em resseguro na América Latina e um dos patrocinadores do evento organizado pela Euromoney e pela revista inglesa Reactions, é de que o volume de prêmios emitidos cresça nos próximos anos devido a investimentos do governo nas obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e em projetos de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além da exploração do pré-sal e da criação do microsseguro – em tramitação no Congresso Nacional. Em 2009, o setor movimentou algo próximo a R$ 100 bilhões em prêmios, sendo menos de R$ 4 bilhões em resseguros.
“O potencial do mercado segurador brasileiro representa uma excelente oportunidade para o IRB-Brasil Re. Estamos trabalhando ativamente para criar novos serviços e produtos. Queremos continuar sendo o parceiro preferencial das principais seguradoras e de grandes grupos industriais do país”, afirmou em nota Eduardo Nakao, presidente do IRB-Brasil Re. Às 17h10, o gerente comercial do IRB-Brasil Re, Jose Farias de Sousa, falará sobre o potencial do mercado de resseguros no Brasil e na América Latina e as ações do IRB-Brasil Re para atrair os bons negócios.
Um painel que promete muitas discussões é sobre grandes riscos, principalmente no que diz respeito aos projetos de energia necessários para dar sustentabilidade ao crescimento do Brasil para os próximos anos. Afinal, a aposta é de que o país será a quinta maior economia do mundo até 2016, segundo dados do Banco Mundial. Este painel conta com Angelo Colombo, da Allianz, Jacques Bergman, da Fairfax, e Luis Meneses, da resseguradora Swiss Re, como palestrantes no período da tarde do dia 4.
José Carlos Cardoso, diretor-presidente da Scor Global P&C no Brasil, uma das principais patrocinadoras do evento, fará a abertura do encontro e presidirá a mesa de debates sobre o tema “Grandes Riscos”. Ronald Kauffmann, principal executivo da Scor Global Life, participará de painéis sobre aposentadoria e poupança de longo prazo. Alguns painéis e mesas de debate do evento serão apresentados por executivos do board internacional e nacional do grupo Scor. Segundo nota do grupo, do exterior virão os especialistas Benjamin Gentsch, Paul Hertelendy e Hedi Hachicha (da Scor Global P&C); e Christian Mainguy (Scor Global Life).
Já no dia 5, sexta-feira, às 9h10, o presidente do CONAD – Conselho Nacional de Administração, Leonardo Paixão, abordará o emergente mercado de fundos de pensão no Brasil.
A programação completa do Brazilian Reinsurance Conference, do qual o IRB-Brasil Re é um dos patrocinadores, pode ser conferida no site oficial do evento (www.euromoneyseminars.com/brazil-re10).
Firme em ações sustentáveis, a Mapfre Seguros lança o projeto Amigos do Peito 2010, destinado a aprimorar o relacionamento com os prestadores de serviços e consequentemente de toda a cadeia envolvida com a seguradora: acionistas, consumidores, governo, funcionários. O objetivo é aperfeiçoar, incentivar e capacitar os profissionais das Oficinas Mais, da Assistência 24h Auto e os colaboradores que realizam as vistorias para o melhor atendimento de seus clientes.
De acordo com o vice-presidente da unidade de Mercado e Desenvolvimento da Rede da Mapfre Seguros, Dirceu Tiegs, a campanha atingirá ao todo mais de 5 mil pessoas e 2 mil empresas. “Esse fato contribuirá diretamente para um dos princípios do grupo, o qual é atender com excelência os seus clientes, surpreendendo-os no momento mais importante do contrato de seguro: a utilização dos serviços”, comentou em comunicado.
Segundo a nota, a companhia premiará aqueles que alcançarem o melhor desempenho nos treinamentos e nas campanhas de incentivo com TVs de LCD 32 polegadas, bicicletas infantis, caixas de ferramentas, entre outros. O desempenho será medido pela quantidade de pontos acumulados nas ações da empresa, e os profissionais que indicarem participantes também acumularão pontos para a competição.
O prestador de serviços que tiver interesse em participar do projeto, basta se cadastrar no site da campanha (www.amigosdopeitomapfre.com.br), onde também poderá trocar os seus pontos pelos prêmios à sua escolha, indicar amigos, além de participar das avaliações mensais sobre atendimento e serviços.
A Aon divulgou ontem um estudo sobre as taxas de seguros que envolvem o setor aéreo. A pesquisa afirma que as taxas de seguros para aeroportos, fabricantes e operadores de controle aéreo recuaram 2% em 2009. O número de passageiros recuou 3,5% em 2009, apesar do mês de dezembro ter registrado alta de 4,5% comparado com 2008. A Aon acredita que os preços para este nicho de clientes deverão se manter estável, com viés de baixa.
A Munich Re lidera o pool de resseguradoras envolvidas no programa de seguros contratado pela Kleen Energy Systems, para a construção da usina termoelétrica que explodiu em Middletown, no estado americano de Connecticut no dia 7 de fevereiro. A explosão, segundo relatos, teria ocorrido durante um teste na usina, que ainda estava em construção. Um vazamento em uma tubulação de gás teria sido responsável pela explosão. Cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.
Segundo divulgaram os sites internacionais, a resseguradora alemã confirmou que lidera a apólice, mas não deu detalhes do que estaria coberto. As reportagens citam que um funcionário da Kleen revelou que tem cobertura de US$ 664 milhões para cobrir o valor estimado do projeto de US$ 212 milhões e também tem crédito para o caso de atraso da entrega da obra. As estimativas do setor apontam para perdas materiais de US$ 50 milhões e outros US$ 100 milhões para prejuízos decorrentes da interrupção de negócios.
Scor, Chartis, Hartford e Associated Electric & Gas Services Ltd (AEGIS) detêm 5% cada. Entre outras participantes, o site Business Insurance cita Starr, ACE, Lloyd’s of London, National Union Insurance e Arch Insurance Group Inc. O site não menciona quem é o corretor da apólice.
A Swiss Re voltou a lucrar em 2009 depois das perdas registradas em 2008, período que foi obrigada a pegar empréstimo com o megainvestidor Warren Buffett e principal controlador do grupo segurador Berkshire Hathway. O lucro da segunda maior resseguradora do mundo foi de US$ 468 milhões em 2009, comparado a perdas de US$ 800 milhões no ano anterior. O resultado do quarto trimestre foi o mais importante do ano, com lucro de US$ 373 milhões, comparado a perdas de US$ 1,7 bilhão do mesmo período do ano anterior.
Segundo comunicado do grupo, o lucro foi afetado por perdas de US$ 1,8 bilhão na carteira de produtos securitizados e por perdas de marcação a mercado de US$ 1,7 bilhão. O resultado traz boas notícias aos investidores, incluindo Buffett. O patrimônio líquido da resseguradora aumentou para US$ 24,2 bilhões em 2009 e o retorno sobre o capital voltou a ficar positivo em 2,3%.
O lucro operacional das operações de riscos patrimoniais foi de US$ 790 milhões no quarto trimestre, praticamente o dobro dos US$ 378 milhões do mesmo período do ano anterior. A baixa ocorrência de catástrofes ajudou o grupo a melhorar o resultado, assim como o índice combinado, que ficou em 88,3%, comparado a 97,9% de 2008.
A Arthur J Gallagher & Co, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, anunciou na segunda-feira que abriu escritório no principal mercado da América Latina ao adquirir a corretora de resseguros brasileira Securitas Re, do fundo de investimento Estater. A Securitas já era a representante oficial da corretora no Brasil.
Segundo nota divulgada pelo grupo, a operação local terá Fernando Prado no comando. David Ross, CEO da Gallagher International disse no comunicado que a grande vantagem é que a aquisição ajuda o grupo a não começar do zero. O objetivo da corretora é atuar com resseguro facultativo de empresas de petróleo, energia, construção, assim como seguro garantia, risco político e riscos financeiros, como D&O e crédito.
A indústria de seguros, excluindo seguro-saúde, faturou R$ 76,8 bilhões em 2009, 13% mais sobre 2008. As indenizações somaram R$ 20,9 bilhões, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em resseguros, o volume de prêmios chegou a R$ 3,3 bilhões até novembro de 2009, primeiro ano de divulgação do resultado deste setor que deixou de ser monopólio do IRB Brasil Re em abril de 2008.
As vendas foram puxadas pelo VGBL, com prêmios de R$ 30,1 bilhões, evolução de 28,1% e participação total no mix do setor de 39,2%. Sem este produto de acumulação de renda, o incremento da indústria de seguros no ano passado seria de 5%. O seguro de automóvel representou 22,1% das vendas totais, com R$ 16,977 bilhões, 12,9% acima do resultado de 2008, incluindo a comercialização do seguro de responsabilidade civil facultativo de veículo.
O seguro financeiro foi um dos grandes destaques, principalmente em razão do seguro garantia e do directors & officers. Em vida, a evolução das vendas do seguro prestamista mostra a preocupação dos bancos em mitigar o risco com a inadimplência no crédito.
Em resseguros, o IRB Brasil Re acumulou prêmios de R$ 2,6 bilhões até novembro, o correspondente a 78% da soma global do setor. O segundo lugar entre as resseguradoras locais ficou com a Munich Re, com R$ 326,4 milhões, market share de 10%. A J. Malucelli veio em seguida, com R$ 164,2 milhões (5%). A Mapfre movimentou prêmios de resseguro de R$ 131,4 milhões (4%) e a XL Re R$ 108,5 milhões , com (3,3%). Apenas em riscos financeiros o IRB não ficou a frente das concorrentes, superado pela JMalucelli Re, com prêmios de R$ 163,5 milhões, market share de 36,5% dos R$ 447,8 milhões. O IRB segue colado, com 34% do total da carteira.
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