A Berkshire Hathaway Inc, grupo do megainvestidor Warren Buffett, divulgou lucro de US$ 8 bilhões em 2009, alta de 61% comparado ao resultado obtido em 2008. O faturamento quase bateu US$ 110 bilhões, 4% acima das vendas do ano anterior. Praticamente metade do resultado do grupo vem da área de seguros, incluindo a seguraradora Geico e a resseguradora General Re. O grupo opera em mais de 80 tipos de negócios. O valor de mercado da Berkshire aumentou 20% no final de 2009, para US$ 130 bilhões, comparado com o final de 2008.
Prudential deve comprar AIA por US$ 35,5 bilhões
Uma das maiores aquisições da indústria de seguros mundial deverá ser anunciada nesta segunda-feira. Segundo divulgaram as agências de notícias durante o final de semana, a seguradora britânica Prudential vai ficar com a American International Assurance (AIA), subsidiária de seguros de vida da AIG na Ásia, por US$ 35,5 bilhões, de acordo com fontes próximas à negociação. A próxima negociação da AIG para ser concluída é a venda da Alico para a MetLife, por US$ 15 bilhões.
A idéia inicial era fazer uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da AIA, mas a disputa das seguradoras pela empresa, assediada há quase um ano por concorrentes, acabou por mostrar ao governo dos Estados Unidos, dono de 80% da AIG, ser um negócio melhor a venda individual. Além disso, a recente volatilidade dos mercados acionários, principalmente com os problemas da Grécia, ajudaram na decisão da suspensão do IPO e aposta na venda da seguradora sediada em Hong Kong e que conta com mais de 20 mil funciona´rios e 250 agentes de seguro.
Para a Prudential, a compra vai acrescentar volume aos negócios que já tem na região, instalada na China, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Filipinas, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã. Estes países já representam quase 50% das vendas da Prudencial.
Geneva Association divulga estudo inédito ao G-20
A Geneva Association divulgou um interessante estudo, com quase 130 páginas, aos ministros das finanças e presidentes de órgãos reguladores das maiores economias do mundo, grupo conhecido como G-20. Quem assina a carta é Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, e Patrick Liedtke, presidente da associação que reúne os principais CEOs da indústria de seguros mundial.
Eles explicam que os representantes da indústria de seguros reunidos na associação entendem a necessidade de uma maior regulação nos mercados financeiros para evitar novas crises. Reforçam, no entanto, que a atividade de seguros é diferente da bancária, necessitando de regras diferenciadas. Não menos rígidas, porém os mecanismos de controle de risco devem levar em conta as diferenças entre as instituições bancárias e de seguros para que não crie problemas ainda maiores ou que tire do setor segurador a capacidade nata de assumir riscos.
Uma das diferenças destacadas é gritante. Enquanto os bancos registraram perdas com crédito de US$ 1,7 trilhão, as seguradoras acumularam US$ 271 bilhões, concentradas em companhias europeias, AIG e ING, entre as principais. O baixo volume de perdas com crédito nas seguradoras se refletiu na manutenção de preço do produto para os consumidores em 2008 e 2009. Outra difença ressaltada é no volume do socorro que as instituições buscaram nas linhas que governos disponibilizaram. As seguradoras tomaram empréstimos de US$ 44 bilhões na linha oferecida pelos EUA, conhecida como TARP, enquanto os bancos precisaram de US$ 245 bilhões.
No amplo estudo realizado por um grupo de especialistas anexado a carta o setor de seguros e resseguros não representa um risco para a estabilidade financeira global. Algumas atividades de risco, realizadas em grande escala, sem supervisão adequada, representam risco. Não a indústria como um todo, ressalta a carta. Segundo o estudo, as garantias financeiras, principais responsáveis pelas perdas das seguradoras, representam apenas 0,4% do volume de prêmio de seguro mundial, evidenciando que é preciso ter uma regulamentação a parte para este tipo de atuação.
O relatório avalia a relação entre seguradoras e critérios internacionais de solvência e faz recomendações para que as lacunas legais sejam superadas e sugestões de como reforçar as práticas de gestão de risco da indústria. Segundo Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica e membro da Geneva Association, o principal objetivo do estudo é mostrar o quanto a crise afetou menos as seguradoras em relação aos bancos. “Se houver mudanças regulatórias no sistema financeiro no futuro, e com certeza serão implementadas, que essas mudanças olhem as seguradoras de forma diferente”, diz.
Larragoiti também ressalta que o estudo traz um panorama do que aconteceu no mercado financeiro do Hemisfério Norte, uma realidade bem diferente do Brasil. “A regulação bancária e de seguros do Brasil mostrou estar a frente em vários pontos, o que preservou a economia brasileira durante a crise”, comenta, citando que todos os tipos de instituições financeiras tem regulamentação.
“E com acompanhamento diário das movimentações”, ressalta. Nos EUA, por exemplo, os bancos de investimentos fugiam da regulamentação e as seguradoras eram, na época, fiscalizadas por normas estaduais e não por um órgão regulador nacional, como acontece no Brasil há tempos e agora se começa a implementar no maior mercado de seguros do mundo, com vendas superiores a US$ 1 trilhão.
A primeira parte do estudo se dedica a fazer uma introdução da indústria de seguros, como a função social do seguro, a estrutura do setor, o lado social e econômico, bem como busca diferenciar as diversas modalidades de seguros e de empresas que atuam em um mercado que movimento mais de US$ 4 trilhões por ano e são reconhecidos como um dos maiores investidores institucionais nos países desenvolvidos.
O segundo capítulo analisa o impacto da crise financeira nos bancos e nas empresas de seguros, fazendo um paralelo entre bancos e seguradoras no que diz respeito ao capital e capacidade de assumir risco, volume de risco assumido e preço cobrado. Um capítulo detalhado mostra o diferente impacto da crise em seguradoras independentes, ligadas a bancos e as especializadas em seguros financeiros. Traz gráficos que mostram a folga de capital das maiores seguradoras da Europa, evidenciando a diferença que as regras que fiscalizam bancos e seguros geraram no controle de risco e nas perdas.
Há um capítulo dedicado as atuais regras de seguros adotadas pelos órgãos internacionais, International Association of Insurance Supervisors (IAIS) e Financial Services Board (FSB). O texto começa mostrando as diferenças da regulamentação entre as seguradoras de vida (life) e seguros gerais (no life). Por atuarem em segmentos diferentes, longo prazo para vida e médio e curto prazos em seguros patrimoniais, é preciso diferenciar regras de investimentos, composição de reservas entre outras questões prioritárias.
Outro capítulo se dedica a detalhar como são gerenciados os riscos das atividades que mais demandam gerenciamento e gestão, como aplicações financeiras, derivativos, seguros financeiros, resseguro e retrocessão, seguro de crédito, garantias financeiras entre tantos outros que, mal gerenciados, podem causar riscos sistêmicos ao mercado, como aconteceu com a AIG.
A AIG é um tema recorrente no estudo, uma vez que em razão de uma das subsidiárias do grupo, a de mercado de capitais, colocou todo o grupo, até então o maior do mundo, abaixo. Em razão de uma unidade que faturava menos de US$ 2 bilhões, um império que faturava mais de US$ 100 bilhões precisou ser socorrido com mais de US$ 180 bilhões pelo governo dos Estados Unidos para evitar o efeito cascata em liquidações no mercado financeiro por falta de pagamento de indenização ou de quebra de garantia para milhões de contratos que contavam com uma apólice de seguro com elevada classificação de rating emitido pelas principais agências do mundo. O estudo mostra com detalhes os problemas enfrentados pela AIG, com inicio do agravamento em 2007, e sugere medidas que podem evitar que o caso se repita.
O estudo completo pode ser acessado no site http://www.genevaassociation.org/
IRB-Brasil Re lucra R$ 370,4 milhões em 2009
O IRB-Brasil Re registrou lucro líquido de R$ 370,4 milhões em 2009, 2,6% superior ao registrado em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 19,6%. Mesmo após quase dois anos de mercado de resseguro aberto, o IRB permanece com a preferência das seguradoras, mantendo-se com 80% dos prêmios emitidos pelos resseguradores locais.
Apesar da perda relativa de market share, conseqüência natural da abertura do mercado brasileiro de resseguros, a empresa conseguiu manter o volume de prêmios de resseguros estável em 2009, com R$ 2,9 bilhões, redução de 8,78% se comparado com o exercício anterior.
Segundo nota do ressegurador, controlado pelo Tesouro Nacional e que tem no Bradesco e Itaú seus principais sócios privados, a revisão da política de subscrição e gestão de riscos da companhia também contribuiu para o resultado positivo. Em ambiente concorrencial, o IRB optou por assumir, em diversas ofertas, frações do risco, em vez de acatá-lo integralmente, como fazia na época do monopólio.
A estratégia ajudou o resultado operacional e o índice de sinistralidade dos riscos retidos. O resultado operacional em 2009 foi de R$ 390,4 milhões, o que representa um aumento de 191,02% em relação ao exercício anterior. O principal motivo dessa diferença, explica o IRB em nota, foi a qualidade do risco assumido, já que o cálculo do resultado operacional envolve o volume de sinistros retidos de R$ 983,4 milhões em 2009, contra R$ 1,2 bilhão no ano anterior.
O índice de sinistralidade dos riscos retidos foi de 61,78%, redução de 14 pontos percentuais em relação a 2008. Além da menor severidade de sinistros observada no Brasil em 2009, a política de subscrição e gestão de riscos contribuiu para a redução do índice de sinistralidade da empresa, explicou.
O resultado financeiro foi de R$ 324,1 milhões, redução de 51% em relação ao exercício de 2008, causada pela redução da taxa Selic e pela variação cambial. As reservas técnicas realizadas em 2009 atingiram o montante de R$ 6,3 bilhões, redução de 11% em relação a 2008.
Prudential lucra R$ 4 milhões em 2009
A Prudential do Brasil Seguros de Vida, subsidiária de um dos maiores grupos seguradores de vida dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 4 milhões no ano passado, ante o prejuízo de R$ 5 milhões apresentado no ano de 2008, com base nas práticas contábeis brasileiras (BRGAAP). De acordo com as práticas contábeis americanas (USGAAP), o lucro salta para R$ 38,9 milhões em 2009, resultado 198% acima dos R$ 13 milhões em 2008.
Segundo nota do grupo, o resultado foi beneficiado pela implementação de um novo sistema que aprimorou o cálculo das reservas atuariais e também pelo diferimento das despesas em USGAAP. Expurgando esses dois efeitos, o lucro em USGAAP teria sido de R$ 30,9 milhões, 137% superior ao registrado no exercício de 2008.
O presidente da Prudential do Brasil, William Yates, creditou boa parte do bom resultado da companhia ao recrutamento e treinamento dos corretores de seguros franqueados em Life PlannersMS . A filosofia do grupo é ter consultores financeiros capazes de entender as necessidades dos clientes e, por conseqüência disso, vender seguro para um número maior de pessoas com capital segurado adequado para cada fase da vida do indivíduo. A partir da satisfação e entendimento, a demanda pelo seguro naturalmente aumenta, trazendo benefícios para todos.
Em 2009, o número de corretores franqueados aumento 22% em comparação com o ano passado. Esse crescimento contribuiu para o aumento dos prêmios de seguros em 22%, para R$ 184 milhões. Desde 2002, ano em que desfez a parceria com a Bradesco e começou a atuar como subsidiária da Prudential Financial, Inc., o grupo apresentou taxa de crescimento anual média de 27%. O capital segurado das apólices ativas de vida individual ultrapassou os R$ 15 bilhões, em 2009, com quase 90 mil contratos em vigor em dezembro de 2009.
crédito da foto: Ivone Perez
Allianz lucra R$ 80 milhões e fatura R$ 2,2 bilhões
A Allianz Seguros obteve lucro líquido de R$ 80 milhões em 2009, 7,8% acima do resultado obtido em 2008. Nos segmentos em que atua, incluindo saúde, os prêmios de seguros consolidados somaram R$ 2,25 bilhões, com alta de 19,2% em relação a 2008.
Os ativos totais atingiram R$ 3,07 bilhões, o que representa um aumento de 25,7%, quando comparado a 2008. As provisões técnicas somaram R$ 1,14 bilhão, com um incremento de 9,9%. O patrimônio líquido teve elevação de 5,9%, perfazendo R$ 538 milhões. O resultado operacional chegou a R$ 140 milhões, com crescimento de 12,2%, quando comparado ao exercício anterior.
“A Allianz Seguros vem registrando crescimento constante acima da média do mercado nos últimos cinco anos. Nosso objetivo é manter essa trajetória em 2010, firmando a companhia cada vez mais como uma seguradora multiprodutos, de atuação nacional”, comentou Max Thiermann, presidente da seguradora, em comunicado divulgado à imprensa.
Segundo a nota, o bom desempenho foi creditado a melhoria da eficiência operacional, com redução do índice de despesas administrativas, que passou de 16,7% em 2008 para 15,6% sobre o prêmio ganho. O índice de sinistralidade (sinistros sobre os prêmios ganhos) foi de 64,2%, mantendo a mesma média de 2008. O resultado financeiro foi impactado devido à redução da taxa básica de juros.
Conforme dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), no total do setor sem saúde e sem VGBL, a Allianz figura entre as sete maiores seguradoras do país, com alta de 22,8% . O crescimento do mercado foi de 5%. A Allianz Saúde, sob supervisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, faturou R$ 367 milhões e teve lucro de R$ 15 milhões.
Em automóvel, a Allianz cresceu 24,4%, ante os 13% registrados pelo mercado. Grande parte desse resultado se deve à estratégia de expansão regional. O produto teve desempenho expressivo em todas as regiões do país. Segundo informou o grupo, em Minas Gerais a companhia manteve a liderança nesse ramo. O aumento da base de corretores e, consequentemente, da capilaridade foram fatores decisivos ao resultado dessa carteira.
Nos seguros empresariais, vale ressaltar o desempenho dos Riscos Nomeados (RN) e Riscos Operacionais (RO). Nestes ramos, o crescimento da companhia foi de 50,4% em relação a 2008, colocando-a na vice-liderança do setor.
Balanço mundial – Ontem, o grupo divulgou o balanço mundial com lucro líquido de € 4,7 bilhões, diante de perdas de € 2,4 bilhões em 2008. O faturamento chegou a € 97, 4 bilhões, alta de 5,2%. A seguradora justificou a queda do lucro operacional, em 147 milhões, em função da recessão do Reino Unido e também citou que a variação cambial afetou significativamente o resultado. O índice combinado ficou em 97%.
Michael Diekmann, CEO da Allianz, disse em comunicado que 2009 foi um ano importante para o grupo, uma vez que a crise, sem dúvida, afetou o desempenho do grupo. “Mas mesmo assim apresentamos um balanço sólido aos nossos acionistas”. Ele também comentou na teleconferência que o grupo só fará uma “big” aquisição quando os órgãos reguladores, que discutem mudanças nas regras da indústria de seguros, deixarem claro o que mudará. Só assim o grupo saberá qual a necessidade de capital que cada companhia terá de aportar para fazer frente às novas exigências.
Caixa Seguros tem retorno de 45,4% em 2009
A Caixa Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 759 milhões em 2009, 19% acima do resultado obtido em 2008. Consideradas uma das empresas mais rentáveis do mercado segurador, o retorno sobre o patrimônio chegou a 45,4%, diz o grupo no relatório de administração do balanço financeiro publicado nos jornais. O patrimônio líquido, com o resultado, passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Os prêmios ganhos avançaram 25,6%, para R$ 1,5 bilhão. O resultado financeiro aumentou 33%, para R$ 299,5 milhões.
Os controladores do grupo creditam o bom desempenho ao portfolio de produtos competitivos e a estratégias de vendas adequadas. A campanha de vendas de 2009 baseou-se na melhor informação aos clientes sobre as vantagens e o perfil adequado aos produtos. A campanha “Seu amanhã merece solidez” levou os clientes para um hotsite sobre planejamento orçamentário familiar, ganhando visibilidade e credibilidade.
Santander lucra R$ 341 milhões no ano
A Santander Seguros, controlada pelo banco espanhol, divulgou hoje lucro líquido consolidado de R$ 341 milhões em 2009, uma significativa melhora diante dos R$ 131 milhões registrado no ano anterior. Somente a empresa de títulos de capitalização registrou R$ 138 milhões em lucro. Os prêmios emitidos somaram R$ 1,3 bilhão, 30% acima dos R$ 1 bilhão de 2008. O resultado financeiro ficou em R$ 344 milhões e o resultado operacional em R$ 512 milhões, segundo balanço fiannceiro publicado nos jornais.
Segundo nota do relatório de administração, a companhia continuará expandindo a operação, com foco no lançamento de produtos que atendam as necessidades dos clientes do banco e que contribuam para o desenvolvimento do mercado de seguros brasileiro. A seguradora administra o segmento vida e capitalização e tem acordos comerciais com seguradoras independentes para a venda de seguros de automóvel, residencial e empresarial.
SulAmérica lucra R$ 419,1 milhões em 2009
A SulAmérica divulgou lucro líquido recorrente de R$ 419,1 milhões em 2009, 9,8% acima do resultado obtido no ano anterior. A rentabilidade do patrimônio atingiu 17,6%. O faturamento avançou 12,4%, para R$ 8,7 bilhões, segundo comunicado do grupo enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com saúde e automóvel representando a maior parte das vendas.
Os prêmios de seguro saúde apresentaram alta de 10,2%, para R$ 4,1 bilhões, 52% das vendas totais. No ano, o segmento de seguro saúde grupal contava com 1.245 mil membros segurados, com aumento de 11,5% em relação ao fechamento de 2008. Os prêmios de seguros de pessoas cresceram 0,2% em relação a 2008, totalizando R$ 497,6 milhões.
Seguro automóvel totalizou prêmios de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 25%, bem acima dos 13% registrados pelo setor. O resultado gerou um ganho de quase dois pontos percentuais de market share, que avançou para 17%. O aumento dos prêmios é explicado pelo crescimento de 19% da frota segurada, que atingiu 2,3 milhões, e pelo aumento do prêmio anual médio. Segundo nota da companhia, o desempenho da carteira reflete ainda a reação positiva do mercado de automóveis às medidas de incentivo adotadas pelo governo, que levaram a um aumento de 11,4% na venda de veículos novos em 2009 em relação a 2008, de acordo com a Anfavea.
Os prêmios do segmento de outros ramos elementares apresentaram queda de 6,2% em relação a 2008, com prêmios de R$ 733,4 milhões. Esta queda é em parte explicada pela revisão da política de aceitação de riscos adotada na carteira, mediante a qual a companhia se tornou mais seletiva, informa a nota.
O índice de sinistralidade total encerrou o ano em 73,3%. Em saúde, o volume de indenizações chegou a 79,1% dos prêmios ganhos no quatro trimestre. Em seguros automóvel a situação é melhor, com 57,2% dos prêmios comprometidos com o pagamento de indenizações.
O índice combinado, que mede a eficiência operacional da seguradora, encerrou o ano em 99,4%, um ponto percentual acima do resultado de 2008. No ano, a rentabilidade obtida na carteira de investimentos ficou em 115,9% do CDI.
Mapfre registra o maior lucro da sua história
A Mapfre Seguros, subsidiária do maior grupo segurador da Espanha e sexto maior do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 190 milhões em 2009, 10% acima do resultado do ano anterior. O lucro bruto chegou a R$ 364,4 milhões em 2009, alta de 29,4% se comparado ao ano anterior. O faturamento totalizou R$ 4,4 bilhões, alta de 19,8%. O resultado da subsidiária brasileira foi comentado no balanço mundial do grupo por apresentar forte expansão e também pela importante parceria anunciada com o Banco do Brasil para venda de seguro gerais, ainda sem previsão para ser finalizada.
Os ativos totais consolidados cresceram 18%, para R$ 7,1 bilhões, e o patrimônio líquido evoluiu 9,1%, para R$ 1,6 bilhão. As provisões técnicas de seguros e previdência complementar cresceram 19,1%, encerrando 2009 com R$ 4,2 bilhões. O índice de sinistralidade geral apresentou ligeira alta, encerrando o ano com 53,8%. O índice combinado ficou estável em 97,5%. Para compensar os dois indicadores, a seguradora buscou otimizar seus custos, obtendo redução de 10,8% no índice de despesa administrativa, para 10,4% dos prêmios ganhos.
Para Antonio Cássio dos Santos, presidente do grupo Mapfre no Brasil, apesar dos percalços da crise financeira o resultado da companhia superou as expectativas graças a maior penetração de seguros em regiões rentáveis e que ficaram livres dos prejuízos causados pelas chuvas.
O impacto maior do cenário de 2009 na indústria de seguros foi sentido, principalmente, na carteira de transportes, com o aumento do índice de roubo, e também do seguro de crédito interno, em decorrência da inadimplência de empresas. “O país também foi afetado por fenômenos climáticos que resultaram num incremento de sinistros nas carteiras de auto e residencial nas regiões Sudeste e Sul”, comenta na nota divulgada.

