A Hartford Financial Services Group, que no Brasil tem parceria com a Icatu, ainda registra perdas em consequência da crise financeira. O grupo divulgou prejuízo de US$ 220 milhões no terceiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado, o prejuízo chegou a US$ 2,6 bilhões.
Os prêmios nas operações de ramos elementares atingiram US$ 2,4 bilhões, recuo de 6%, justificado pelo fraco desempenho da economia americana. Segundo nota do grupo, já há sinais de retomada nas vendas de seguros, principalmente nas linhas pessoais e comerciais para pequenas e médias empresas. O segmento de ramos elementares registrou lucro de US$ 190 milhões, comparado a perdas de US$ 774 milhões no mesmo período anterior. O índice combinado ficou em 93,8%.
A Bradesco de Seguros e Previdência divulgou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão entre janeiro e setembro deste ano, recuo de 9,67% sobre os R$ 2,09 bilhões do mesmo período do ano passado. O valor representa 34% do ganho total de R$ 5,8 bilhões do banco. A queda do resultado foi atribuída ao aumento de provisões para fazer frente a pedidos de indenizações, principalmente nas áreas de saúde, atingida pelo maior uso em razão da gripe suína, e automóvel, resultado das mudanças climáticas que agravam a ocorrência de inundações em todo o País.
O faturamento do grupo chegou a R$ 18,2 bilhões no acumulado do ano até setembro, 7% acima dos R$ 16,9 bilhões totalizados no mesmo período de 2008. Saúde registrou crescimento de 16,29% nas vendas, seguida por 12,98% em vida; 15,78% em capitalização e 5,99% em ramos elementares. O volume de provisões técnicas alcançou R$ 71,4 bilhões, 32,26% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep. Os ativos financeiros se aproximaram de R$ 80 bilhões em setembro de 2009.
A rentabilidade sobre o patrimônio chegou a 26,74%, praticamente o dobro da obtida pelos grupos internacionais, segundo balanços divulgados nos últimos dias. O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 13,137 bilhões, avanço de 5,51%. Segundo nota da empresa, o grupo contabiliza 30,339 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização. O crescimento foi de 12,96% em relação a 2008.
Segundo noticiou hoje o jornal Brasil Econômico, a Petrobras fechou com a Mapfre o seguro de riscos de engenharia e de responsabilidade civil para a construção e montagem das estações de compressão de Prado (Bahia), Aracruz (ES) e Píuma (ES). O valor total dos riscos envolvidos nesse investimento é de US$ 1,2 bilhão, mas é comum que não se contrate o seguro para o valor total. Nesse caso, as apólices vão cobrir até US$ 270 milhões em casos de sinistros de engenharia e até U$S 50 milhões em caso de responsabilidade civil.
A Swiss Re, segunda maior resseguradora do mundo e presente no Brasil desde 1996, divulgou ontem lucro líquido de US$ 334 milhões no terceiro trimestre deste ano, quase o mesmo valor do prejuízo registrado no mesmo período anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos com investimentos (mais de 3 bilhões de francos suíços) e pela menor ocorrência de catástrofes. Como resultado, as ações do grupo tiveram alta de 6,4% na bolsa. O índice combinado ficou em 84.5%.
Diante da melhora dos números do grupo, que enfrentou perdas significativas com derivativos no ano passado, a perspectiva é de que a segunda maior resseguradora do mundo voltará com apetite em 2010. Segundo recentes declarações em Baden Baden, Alemanha, onde esteve presente no tradicional encontro anual de resseguradores, a Swiss Re afirmou que tem farta capacidade para assumir riscos de qualidade.
A Scor Re divulgou hoje um balanço positivo, principalmente depois de uma crise financeira com as proporções desta que ainda afeta vários países. O volume de prêmios brutos registrou alta de 12,9%, para €4,8 bilhões, no acumulado do ano até setmbro. O lucro líquido permaneceu estável, em € 278 milhões.
O retorno anualizado chegou a 10,5%. Segundo informou Denis Kessler (foto), presidente e CEO, em nota que o resultado demostra a foraça do grupo, com crescimento tanto na área de vida como de ramos elementares. Na divisão de seguros de ramos elementares, o índice combinado ficou em 97,4%.
Para 2010, a Scor ainda espera impactos da crise no valor das empresas no mercado acionário, bem como redução nos volumes segurados em razão da recessão. Porém acredita que a demanda por capacidade continuará elevada, com oferta estável das resseguradoras.
Realmente algumas matérias e personalidades valem a pena na vida. Fazem a total diferença. Jayme Garfinkel (foto), presidente da Porto Seguro, é uma delas. Ele faz a diferença para toda a indústria de seguros, servindo de exemplo. Pouco fala de negócios e por isso aparece menos do que deveria na mídia.
Hoje, a Vanessa Adachi, jornalista do Valor Econômico, publicou uma matéria muito interessante. De tirar o chapeú. Soube usar com muita elegância todas aquelas conversas que ficaram na memória, pois o momento do encontro das entrevistas era negócios e Jayme mais falava da vida.
Assim como Jayme, eu também sei o que não quero. Ir a um funeral por exemplo. Entre as coisas que quero continuar fazendo na vida é divulgar o setor de seguros para que ele cresça e proteja o mundo dos riscos inerentes da sociedade moderna.
Por isso ai vai a matéria da Vanessa. Acrescentaria apenas mais um detalhe: a Porto fez um concurso para escolher o nome da hoje seguradora Azul. No final, quem escolheu foi o determinado Jayme, que realmente pode ser chamado de cabeça dura. Minha filhota está ao meu lado dizendo que este título vai me trazer inimigos. Uma grande oportunidade de ensiná-la que, às vezes, ser cabeça dura traz alegrias na vida. Na nossa e na dos outros.
Apesar de ser um texto grande, principalmente para um blog, se cortasse uma linha sequer os leitores iriam perceber e se chatear. Por isso, vai na íntegra. Boa leitura.
Um homem que sabe o que não quer Vanessa Adachi, de São Paulo
A Itaú Unibanco Seguros e Previdência registrou lucro líquido de R$ 374 milhões no terceiro trimestre deste ano. O lucro representou 16,5% do resultado total do banco, de R$ 6,8 bilhões, divulgados ontem. Antes da fusão com o Unibanco o lucro representava 10%.
O ganho veio da venda de títulos de capitalização, com alta de 47%, para R$ 76 milhões, e de previdência, de 5,6%, para R$ 210 milhões. Seguro registrou queda no ganho de 10%, para R$ 88 milhões, em razão da alta da sinistralidade, segundo dados divulgados na teleconferência. Os prêmios ganhos somaram R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre.
Até o final do ano, o nome Unibanco deverá desaparecer, restando apenas Itaú.
Nada melhor do que ficar feliz. E hoje comemorei muito com minha família e amigos ao receber o email “Parabéns! Você é finalista do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo”. No ano passado, ganhei o primeiro lugar na categoria economia e finanças, com o especial Seguros, publicado pela infelizmente falida Gazeta Mercantil.
Entre mais de 300 textos inscritos neste ano, a minha matéria “Sob a proteção de lei mais rigorosa” foi uma das cinco selecionadas do tema Seguros, categoria Linguagem Escrita e subcategoria Mídia Impressa e On-line Especializada em Economia e Finanças. Esta matéria foi publicada no Valor 1000, revista do jornal Valor Econômico, que por sinal ficou com três das cinco selecionadas.
Estou concorrendo com pesos pesados. “A guerra dos seguros”, de Marcio Kroehn e Milton Gamez, da IstoÉ Dinheiro; “Crise faz mercado mundial de seguros recuar 2%; Brasil sobe 8%”, de Altamiro Silva Júnior, repórter do Valor Econômico; “Especial: área coberta por seguro rural cresce com subvenção”, de Fabíola Gomes, da Agência Estado – AE Agronegócios; e “Temporada de duras negociações na saúde”, de Beth Koike, do Valor Econômico.
A Revista Apólice, da qual sou colunista, também é finalista com três das cinco indicações na categoria Mídia Impressa e On line Especializada em Seguros. “Reciclagem de veículos beneficia mercado e sociedade”, da Kelly Lubiato, “Show business descobre o Brasil e o seguro”, da Aline Bromatti, e “Retrato de uma empresa em nota”, de Luciano Máximo.
Os vencedores receberão o prêmio de R$ 15 mil. Na verdade, quase R$ 12 mil, considerando o desconto do leão. Serão conhecidos no dia 11 de novembro, no Apollinari, em São Paulo. Espero que cruzem dos dedos por mim novamente. Toda a minha família e amigos agradecem desde já a torcida. Namastê!
O grupo espanhol Mapfre registrou resultado líquido de 743,4 milhões de euros, melhora de 4% no acumulado do ano até setembro. O faturamento do grupo evolui 10%, para 14,3 bilhões de euros. Os prêmios tiveram elevação de 11,6%, para 11,9 bilhões de euros. As operações internacionais continuam puxando a boa performance do grupo espanhol, com alta de 26%, para 6,2 bilhões.
A área internacional já representa 50% dos prêmios totais e 32% do lucro. Este percentual deverá aumentar substanciamente no que diz respeito ao Brasil, onde o grupo negociou uma parceria com o Banco do Brasil para a venda de seguros de ramos elementares e vida. Esta operação está prevista para ter início em 2010.
Na Espanha, que enfrenta recessão e um alto índice de desemprego, a Mapfre informou que registrou incremento na venda de seguro de vida e um abrandamento da queda dos prêmios no terceiro trimestre comparado ao trimestre anterior.
O grupo ACE Limited lucrou US$ 494 milhões no terceiro trimestre deste ano, ou US$ 1,46 por ação, comparado com US$ 0,16 por ação em mesmo período do ano anterior. Um incremento de 813%, informa a companhia em seu balanço. No acumulado do ano até setembro, o lucro evoluiu 36%, para US$ 1,6 bilhão. Os prêmios líquido registraram queda de 4% no terceiro trimestre e de 2% no acumulado do ano, para US$ 14,6 bilhões.
Assim como seus concorrentes, o presidente e CEO Evan G. Greenberg destacou em nota o incremento de 13 % no valor de mercado da companhia em seu balanço do terceiro trimestre do ano, para US$ 4,3 bilhões em setembro. O retorno sobre o patrimônio chegou a 15,9% e o índice combinado ficou em 88%.
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