Aon prevê taxa estável para seguro aéreo

aon1A Aon divulgou ontem um estudo sobre as taxas de seguros que envolvem o setor aéreo. A pesquisa afirma que as taxas de seguros para aeroportos, fabricantes e operadores de controle aéreo recuaram 2% em 2009. O número de passageiros recuou 3,5% em 2009, apesar do mês de dezembro ter registrado alta de 4,5% comparado com 2008. A Aon acredita que os preços para este nicho de clientes deverão se manter estável, com viés de baixa.

Munich Re lidera contrato de usina que explodiu

explosao1A Munich Re lidera o pool de resseguradoras envolvidas no programa de seguros contratado pela Kleen Energy Systems, para a construção da usina termoelétrica que explodiu em Middletown, no estado americano de Connecticut no dia 7 de fevereiro. A explosão, segundo relatos, teria ocorrido durante um teste na usina, que ainda estava em construção. Um vazamento em uma tubulação de gás teria sido responsável pela explosão. Cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas.

Segundo divulgaram os sites internacionais, a resseguradora alemã confirmou que lidera a apólice, mas não deu detalhes do que estaria coberto. As reportagens citam que um funcionário da Kleen revelou que tem cobertura de US$ 664 milhões para cobrir o valor estimado do projeto de US$ 212 milhões e também tem crédito para o caso de atraso da entrega da obra. As estimativas do setor apontam para perdas materiais de US$ 50 milhões e outros US$ 100 milhões para prejuízos decorrentes da interrupção de negócios.

Scor, Chartis, Hartford e Associated Electric & Gas Services Ltd (AEGIS) detêm 5% cada. Entre outras participantes, o site Business Insurance cita Starr, ACE, Lloyd’s of London, National Union Insurance e Arch Insurance Group Inc. O site não menciona quem é o corretor da apólice.

Swiss Re divulga lucro de US$ 468 milhões

swiss-reA Swiss Re voltou a lucrar em 2009 depois das perdas registradas em 2008, período que foi obrigada a pegar empréstimo com o megainvestidor Warren Buffett e principal controlador do grupo segurador Berkshire Hathway. O lucro da segunda maior resseguradora do mundo foi de US$ 468 milhões em 2009, comparado a perdas de US$ 800 milhões no ano anterior. O resultado do quarto trimestre foi o mais importante do ano, com lucro de US$ 373 milhões, comparado a perdas de US$ 1,7 bilhão do mesmo período do ano anterior.

Segundo comunicado do grupo, o lucro foi afetado por perdas de US$ 1,8 bilhão na carteira de produtos securitizados e por perdas de marcação a mercado de US$ 1,7 bilhão. O resultado traz boas notícias aos investidores, incluindo Buffett. O patrimônio líquido da resseguradora aumentou para US$ 24,2 bilhões em 2009 e o retorno sobre o capital voltou a ficar positivo em 2,3%.

O lucro operacional das operações de riscos patrimoniais foi de US$ 790 milhões no quarto trimestre, praticamente o dobro dos US$ 378 milhões do mesmo período do ano anterior. A baixa ocorrência de catástrofes ajudou o grupo a melhorar o resultado, assim como o índice combinado, que ficou em 88,3%, comparado a 97,9% de 2008.

Arthur J Gallagher compra Securitas no Brasil

A Arthur J Gallagher & Co, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, anunciou na segunda-feira que abriu escritório no principal mercado da América Latina ao adquirir a corretora de resseguros brasileira Securitas Re, do fundo de investimento Estater. A Securitas já era a representante oficial da corretora no Brasil.

Segundo nota divulgada pelo grupo, a operação local terá Fernando Prado no comando. David Ross, CEO da Gallagher International disse no comunicado que a grande vantagem é que a aquisição ajuda o grupo a não começar do zero. O objetivo da corretora é atuar com resseguro facultativo de empresas de petróleo, energia, construção, assim como seguro garantia, risco político e riscos financeiros, como D&O e crédito.

Indústria de seguros cresce 13% em 2009

A indústria de seguros, excluindo seguro-saúde, faturou R$ 76,8 bilhões em 2009, 13% mais sobre 2008. As indenizações somaram R$ 20,9 bilhões, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em resseguros, o volume de prêmios chegou a R$ 3,3 bilhões até novembro de 2009, primeiro ano de divulgação do resultado deste setor que deixou de ser monopólio do IRB Brasil Re em abril de 2008.

As vendas foram puxadas pelo VGBL, com prêmios de R$ 30,1 bilhões, evolução de 28,1% e participação total no mix do setor de 39,2%. Sem este produto de acumulação de renda, o incremento da indústria de seguros no ano passado seria de 5%. O seguro de automóvel representou 22,1% das vendas totais, com R$ 16,977 bilhões, 12,9% acima do resultado de 2008, incluindo a comercialização do seguro de responsabilidade civil facultativo de veículo.

O seguro financeiro foi um dos grandes destaques, principalmente em razão do seguro garantia e do directors & officers. Em vida, a evolução das vendas do seguro prestamista mostra a preocupação dos bancos em mitigar o risco com a inadimplência no crédito.

Em resseguros, o IRB Brasil Re acumulou prêmios de R$ 2,6 bilhões até novembro, o correspondente a 78% da soma global do setor. O segundo lugar entre as resseguradoras locais ficou com a Munich Re, com R$ 326,4 milhões, market share de 10%. A J. Malucelli veio em seguida, com R$ 164,2 milhões (5%). A Mapfre movimentou prêmios de resseguro de R$ 131,4 milhões (4%) e a XL Re R$ 108,5 milhões , com (3,3%). Apenas em riscos financeiros o IRB não ficou a frente das concorrentes, superado pela JMalucelli Re, com prêmios de R$ 163,5 milhões, market share de 36,5% dos R$ 447,8 milhões. O IRB segue colado, com 34% do total da carteira.

mix-seguros-2009

JMalucelli faz 43% do lucro do Paraná Banco

malucelliO lucro líquido consolidado da JMalucelli Seguradora e da JMalucelli Rsseguradora, empresas controladas pelo Paraná Banco, atingiu R$ 14,5 milhões no quarto trimestre do ano, sendo R$ 9,5 milhões em seguros e R$ 5 milhões em resseguro. O resultado representou 51% do lucro líquido do banco, de R$ 29 milhões no quarto trimestre. Em 2008, o percentual foi de 27,2%. No ano, a participação foi de 43%, com lucro de R$ 44 milhões em seguros para um lucro total do grupo de R$ 104 milhões.

Segundo dados divulgados pelo banco, a carteira da JMalucelli Seguradora soma mais de 27.000 clientes e dá sustentação a uma seletividade de clientes e atratividade para os resseguradores. A JMalucelli tem hoje relacionamento com 15 resseguradores internacionais.

A seguradora destaca o potencial do Brasil, visto que os investimentos em infraestrutura estão em alta e a expectativa de novos investimentos é ainda maior com referência, por exemplo, nos projetos para abrigar a Copa do Mundo 2014, Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 e obras exploratórias do pré-sal.

Everest Re volta ao lucro com US$ 807 milhões

A Everest Re registrou lucro líquido de US$ 807 milhões em 2009, recuperando o prejuízo de US$ 18,8 milhões do ano anterior. O ganho operacional evolui de US$ 562 milhões para US$ 763milhões. O índice combinado também melhorou significativamente, passando de 95% para 89.6%.

O volume de prêmios totalizou US$ 4,1 bilhões, acima dos US$ 3,6 bilhões de 2008. Joseph Taranto, presidente do grupo, disse em comunicado que o crescimento de 12% nos prêmios, o retorno sobre capital em 15% e o aumento de 27% no valor de mercado da companhia demonstram a solidez do grupo para crescer em 2010.

Partner Re reduz índice combinado para 81,9%

cao73m6qcafyptcpca1lcs7ucapz605icamumgc9ca9ajxzscav23o13ca0u942acayrjt4ecafe2zh3caeagrgjca1sfi4pcarnptl0caqng19vcaboji60cayr26vyca5tmin0caktxa3ccaq2aj58A Partner Re divulgou ontem lucro líquido de US$ 1,5 bilhão em 2009, resultado comemorado por Patrick Thiele, presidente do grupo, que no ano anterior obteve ganho de US$ 46 milhões. O que mais chamou a atenção no balance da resseguradora foi a redução de quase 11 pontos percentuais no índice combinado, que passou de 94.1% to 81.8%. Os prêmios registraram uma ligeira queda, passando de US$ 3,9 bilhões em 2008 para US$ 4 bilhões em 2009.

Segundo Thiele, as renovações de contratos negociadas em janeiro deste ano confirmaram a estabilidade do comportamento de preços e práticas do mercado de resseguros.

Catlin divulga lucro de US$ 603 milhões

catlinO Catlin, sindicado to Lloyd’s, com sede em Bermudas, divulgou ontem lucro líquido de US$ 603 milhões em 2009. Em 2008, o grupo registrou perdas de US$ 13 milhões. Os prêmios totalizaram US$ 3,7 bilhões, 8% acima dos US$ 3,4 bilhões do ano anterior. Boa parte da melhora do resultado veio dos investimentos, com retorno de US$ 419 milhões.

Em 2008, o Catlin, também presente no Brasil, contabilizou perdas de US$ 85 milhões. O índice combinado melhorou cinco pontos percentuais, para 89%. Graham Hearne, presidente do Catlin, disse que o resultado mostra a força do grupo, que comemora neste ano 25 anos.

Marsh fatura 5% menos e reverte prejuízo

mashO grupo Marsh & McLennan divulgou faturamento de US$ 10,5 bilhões em 2009, queda de 5% comparado aos US$ 11,5 bilhões de 2008. O lucro líquido do ano chegou a US$ 242 milhões, melhor do que as perdas de US$ 73 milhões no ano anterior. A corretora de seguros do grupo registrou queda de 5% no faturamento, para US$ 4,3 bilhões em 2009.

Nas operações internacionais, a Marsh registrou alta de 2%, liderada pela América Latina, onde o faturamento avançou 9% e na Ásia, com avanço de 5%. A resseguradora do grupo, Guy Carpenter, registrou alta de 13% no faturamento do ano, para US$ 911 milhões. A Marsh estima que o acordo para a compra da HSBC Insurance Brokers, anunciado em dezembro, esteja finalizado no segundo trimestre deste ano.

Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh, disse que os resultados mostram que o grupo está mais forte do que um ano atrás, principalmente pela melhora nos resultados da operação de serviços de gerenciamento de riscos e seguros. Ele também destacou a boa performance da Guy Carpenter.