Caixa Seguros tem retorno de 45,4% em 2009

caixaA Caixa Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 759 milhões em 2009, 19% acima do resultado obtido em 2008. Consideradas uma das empresas mais rentáveis do mercado segurador, o retorno sobre o patrimônio chegou a 45,4%, diz o grupo no relatório de administração do balanço financeiro publicado nos jornais. O patrimônio líquido, com o resultado, passou de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Os prêmios ganhos avançaram 25,6%, para R$ 1,5 bilhão. O resultado financeiro aumentou 33%, para R$ 299,5 milhões.

Os controladores do grupo creditam o bom desempenho ao portfolio de produtos competitivos e a estratégias de vendas adequadas. A campanha de vendas de 2009 baseou-se na melhor informação aos clientes sobre as vantagens e o perfil adequado aos produtos. A campanha “Seu amanhã merece solidez” levou os clientes para um hotsite sobre planejamento orçamentário familiar, ganhando visibilidade e credibilidade.

Santander lucra R$ 341 milhões no ano

santander1A Santander Seguros, controlada pelo banco espanhol, divulgou hoje lucro líquido consolidado de R$ 341 milhões em 2009, uma significativa melhora diante dos R$ 131 milhões registrado no ano anterior. Somente a empresa de títulos de capitalização registrou R$ 138 milhões em lucro. Os prêmios emitidos somaram R$ 1,3 bilhão, 30% acima dos R$ 1 bilhão de 2008. O resultado financeiro ficou em R$ 344 milhões e o resultado operacional em R$ 512 milhões, segundo balanço fiannceiro publicado nos jornais.

Segundo nota do relatório de administração, a companhia continuará expandindo a operação, com foco no lançamento de produtos que atendam as necessidades dos clientes do banco e que contribuam para o desenvolvimento do mercado de seguros brasileiro. A seguradora administra o segmento vida e capitalização e tem acordos comerciais com seguradoras independentes para a venda de seguros de automóvel, residencial e empresarial.

SulAmérica lucra R$ 419,1 milhões em 2009

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido recorrente de R$ 419,1 milhões em 2009, 9,8% acima do resultado obtido no ano anterior. A rentabilidade do patrimônio atingiu 17,6%. O faturamento avançou 12,4%, para R$ 8,7 bilhões, segundo comunicado do grupo enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com saúde e automóvel representando a maior parte das vendas.

Os prêmios de seguro saúde apresentaram alta de 10,2%, para R$ 4,1 bilhões, 52% das vendas totais. No ano, o segmento de seguro saúde grupal contava com 1.245 mil membros segurados, com aumento de 11,5% em relação ao fechamento de 2008. Os prêmios de seguros de pessoas cresceram 0,2% em relação a 2008, totalizando R$ 497,6 milhões.

Seguro automóvel totalizou prêmios de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 25%, bem acima dos 13% registrados pelo setor. O resultado gerou um ganho de quase dois pontos percentuais de market share, que avançou para 17%. O aumento dos prêmios é explicado pelo crescimento de 19% da frota segurada, que atingiu 2,3 milhões, e pelo aumento do prêmio anual médio. Segundo nota da companhia, o desempenho da carteira reflete ainda a reação positiva do mercado de automóveis às medidas de incentivo adotadas pelo governo, que levaram a um aumento de 11,4% na venda de veículos novos em 2009 em relação a 2008, de acordo com a Anfavea.

Os prêmios do segmento de outros ramos elementares apresentaram queda de 6,2% em relação a 2008, com prêmios de R$ 733,4 milhões. Esta queda é em parte explicada pela revisão da política de aceitação de riscos adotada na carteira, mediante a qual a companhia se tornou mais seletiva, informa a nota.

O índice de sinistralidade total encerrou o ano em 73,3%. Em saúde, o volume de indenizações chegou a 79,1% dos prêmios ganhos no quatro trimestre. Em seguros automóvel a situação é melhor, com 57,2% dos prêmios comprometidos com o pagamento de indenizações.

O índice combinado, que mede a eficiência operacional da seguradora, encerrou o ano em 99,4%, um ponto percentual acima do resultado de 2008. No ano, a rentabilidade obtida na carteira de investimentos ficou em 115,9% do CDI.

Mapfre registra o maior lucro da sua história

cassioA Mapfre Seguros, subsidiária do maior grupo segurador da Espanha e sexto maior do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 190 milhões em 2009, 10% acima do resultado do ano anterior. O lucro bruto chegou a R$ 364,4 milhões em 2009, alta de 29,4% se comparado ao ano anterior. O faturamento totalizou R$ 4,4 bilhões, alta de 19,8%. O resultado da subsidiária brasileira foi comentado no balanço mundial do grupo por apresentar forte expansão e também pela importante parceria anunciada com o Banco do Brasil para venda de seguro gerais, ainda sem previsão para ser finalizada.

Os ativos totais consolidados cresceram 18%, para R$ 7,1 bilhões, e o patrimônio líquido evoluiu 9,1%, para R$ 1,6 bilhão. As provisões técnicas de seguros e previdência complementar cresceram 19,1%, encerrando 2009 com R$ 4,2 bilhões. O índice de sinistralidade geral apresentou ligeira alta, encerrando o ano com 53,8%. O índice combinado ficou estável em 97,5%. Para compensar os dois indicadores, a seguradora buscou otimizar seus custos, obtendo redução de 10,8% no índice de despesa administrativa, para 10,4% dos prêmios ganhos.

Para Antonio Cássio dos Santos, presidente do grupo Mapfre no Brasil, apesar dos percalços da crise financeira o resultado da companhia superou as expectativas graças a maior penetração de seguros em regiões rentáveis e que ficaram livres dos prejuízos causados pelas chuvas.

O impacto maior do cenário de 2009 na indústria de seguros foi sentido, principalmente, na carteira de transportes, com o aumento do índice de roubo, e também do seguro de crédito interno, em decorrência da inadimplência de empresas. “O país também foi afetado por fenômenos climáticos que resultaram num incremento de sinistros nas carteiras de auto e residencial nas regiões Sudeste e Sul”, comenta na nota divulgada.

Chubb cresce 6,2% e quer dobrar vendas até 2014

acacio4A Chubb do Brasil, terceira maior operação do grupo americano fora dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 37,5 milhões em 2009, 5% acima do ano anterior. Acácio Queiroz, presidente da companhia reconhecida como “plantinum” do mercado, destaca a evolução de 6,2% do faturamento, para prêmios de R$ 697 milhões, e de 12,9% dos ativos, para R$ 846 milhões.

“Em um período de crise, crescer é um bom resultado. E conseguimos este desempenho porque focamos na disciplina de subscrição”, disse. A estratégia ajudou a Chubb a melhorar o índice combinado, que encerrou o ano em 81%. Acrescentando-se as receitas financeiras, o índice cai para 77%. “Com margem no resultado, pudemos criar oportunidades de lançar produtos e investir em segmentos que apostamos, como massificados, por exemplo”.

Uma decisão estratégia, segundo Queiroz, foi deixar de operar em carteiras sem rentabilidade, como o seguro de responsabilidade civil do transportador. “Abri mão de R$ 48 milhões em prêmios, mas este segmento deixou de ser prioritário”, informa. Em compensação, a Chubb acelerou em outras carteiras, como responsabilidade civil, iates, automóvel, aeronáutico, patrimonial e massificados. Este último é um dos segmentos mais disputados entre as seguradoras e corretoras brasileiras.

A Chubb também se prepara para disputar outro segmento com forte concorrência: seguro garantia. “Não podemos ficar fora de uma das estrelas do setor nestes próximos anos, principalmente em razão da demanda que surgirá com as obras de infraestrutura necessárias para preparar o Brasil para a Copa do Mundo e para os Jogos Olímpicos”, disse.

Para tanto, ele busca profissionais no mercado. Há uma carência muito grande de profissionais para seguradoras. “Enquanto no Brasil temos seis engenheiros por mil habitantes, na China são 22 engenheiros para cada grupo de mil habitantes”. Este problema também adia a entrada da Chubb em grandes riscos. Apesar de ter a Federal Re, resseguradora do grupo no Brasil, a companhia não aceita riscos de grande corporações.

A Chubb acaba de finalizar um planejamento para os próximos cinco anos, que está sendo submetido à matriz para ser aprovado. A expectativa é alcançar o faturamento de R$ 1,5 bilhão em 2014. “O mercado imobiliário é um dos que vai potencializar o crescimento das seguradoras. Há uma enorme demanda reprimida de casa própria aliada com a vontade dos bancos em emprestarem, o que torna o setor um campo fértil para as companhias de seguros”, analisa.

A seguradora também quer acompanhar este novo momento do Brasil, com uma classe emergente de consumidores e sofisticação dos atuais. “Nossa meta é lançar pelo menos quatro novos produtos por ano”, afirma. Também faz parte do plano de 2014 estar entre as dez maiores seguradoras do Brasil. “Mas já estou quase neste seleto clube, sem tanto esforço, em razão das fusões que têm acontecido na indústria de seguros”, brinca o executivo.

Independentemente do plano, a expectativa de Queiroz é de que a indústria de seguros avance entre 18% e 20% em 2010. Sem considerar previdência e capitalização, segmentos em que a Chubb não atua, a aposta é de crescimento ente 13% e 15%. “Nosso empenho está em crescer acima do mercado”, afirma o presidente da Chubb.

Metlife lucra R$ 106 milhões em 2009

metlife-23A MetLife registrou lucro líquido de R$ 106 milhões em 2009, crescimento de 220% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado representa retorno sobre o patrimônio líquido de 31%. Em vendas, a MetLife divulgou crescimento de 80% nas reservas de planos PGBL e VGBL, atingindo R$ 953 milhões, e 5,5% nos prêmios retidos de seguros, totalizando R$ 560 milhões.

Assim como um hino entre os executivos de seguradoras no Brasil ou no exterior, José Roberto Loureiro, Presidente da MetLife no Brasil, comentou que apesar do cenário de recessão econômica e de queda da taxa básica de juros em cinco pontos percentuais, a gestão na subscrição de riscos e a disciplina nos gastos com despesas administrativas em 2009 garantiram o bom desempenho do grupo.

Em nota, a seguradora destaca o reconhecimento de crédito tributário de R$ 60 milhões e a melhora do índice de sinistralidade, que passou de 45,8% em 2008 para 44,1% ano passado. Loureito também destacou no balanço de 2009 o esforço contínuo de melhoria na eficiência operacional da companhia, além da conquista de novos canais de distribuição, que já consumiram investimentos de R$ 30 milhões. “Adicionalmente, reduzimos custos e investimos muito em tecnologia e recursos humanos”, acrescenta.

Lucro da Icatu cresce 11%, para R$ 106 milhões

maria-silviaA Icatu Hartford apresentou lucro líquido recorde de R$ 106 milhões em 2009, crescimento de 11% comparado ao ano anterior. Segundo informou hoje a presidente do grupo, Maria Silvia Bastos Marques, este é o primeiro resultado operacional positivo, ou seja, sem considerar as receitas financeiras. “Atribuímos essa conquista, principalmente, à nossa gestão focada em otimização de processos, redução de despesas em termos nominais e aumento das receitas”.

No fim de 2009 e início deste ano a Icatu fez dois movimentos importantes. Comprou a participação da sócia americana Hartford, que reorganizou sua operação mundialmente em razão das perdas com a crise financeira. Os valores negociados não foram divulgados. O grupo da família Almeida Braga também conquistou um contrato disputadíssimo no mercado. Assinou um acordo para ser a única parceira do Banco do Brasil na venda de títulos de capitalização, na Brasilcap, a maior companhia do mercado.

“Este último é um projeto enorme, que vai exigir muito da equipe”, disse. A executiva aposta no crescimento da indústria de seguros, previdência e capitalização em 2010, acima de dois dígitos. Em relação à consolidação do mercado de seguros, Maria Silvia diz que se trata de um mercado em transformação. “Apesar dos movimentos que já executamos, estamos atentos para crescer, seja de forma orgânica, com parceiros ou com aquisições”, disse.

A Icatu também concentra esforços para disputar o boom do mercado imobiliário no Brasil. “Estamos estudando de que forma vamos atuar neste segmento e montar um novo modelo de negócios para o seguro habitacional”, informou durante teleconferência realizada hoje com jornalistas.

Maria Silvia destacou quatro principais fatores ao comentar o balanço financeiro do grupo. O primeiro deles foi o crescimento de 9% do faturamento, para R$ 1,7 bilhão. O resultado de R$ 182 milhões das operações em todas as linhas de negócios também foi destacado, assim como o processo contínuo de racionalização, que reduziu em 4% as despesas administrativas. Segundo a nota do balanço, a consistente política de investimentos, que assegurou um incremento de 22% no resultado financeiro.

O patrimônio líquido teve aumento de 23% em relação a 2008, chegando a R$ 649 milhões. Já o volume de ativos livres da companhia encerrou o ano com o montante de R$ 381 milhões, superando em 39% o total atingido no final do ano passado. A soma dos ativos atingiu o patamar de R$ 6,6 bilhões, 17% acima do ano anterior, sendo cerca de R$ 4,8 bilhões sob gestão própria e R$ 1,8 bilhão sob gestão de terceiros.

O segmento de seguros de vida, onde contamos com mais de dois milhões de clientes, apresentou faturamento (prêmios retidos) de R$ 421 milhões, aumento de 14% em relação a 2008, acompanhando a taxa de crescimento do mercado. Destaque para a evolução do resultado das operações que cresceu 31% em relação a 2008, consequência da melhora do índice combinado, de 80% para 78%. A sinistralidade se manteve em 53%, fruto da qualidade da política de subscrição de riscos e do rigoroso processo de controle das carteiras.

Em previdência aberta, as operações de PGBL e VGBL cresceram 20% em relação ao mesmo período de 2008. As reservas do Grupo no segmento de produtos de acumulação atingiram cerca de R$ 3 bilhões, um crescimento de 22% em relação ao final do ano passado, um pouco abaixo do mercado (26%). “Estamos muito satisfeitos com nosso desempenho em previdência, pois num cenário de crise esta seria, potencialmente, a linha mais afetada. Porém, os indicadores de saídas líquidas (portabilidades de entrada menos portabilidades de saída) mostraram um movimento extremamente favorável, o que reafirma a confiança dos nossos 111 mil clientes na solidez do grupo”.

No segmento de capitalização, o faturamento apresentou aumento de 11% comparado a 2008, chegando a R$ 779 milhões, acompanhando a tendência de crescimento do mercado. O montante distribuído na forma de sorteios alcançou R$ 56 milhões. O bom desempenho nessa linha de negócios consolida a Icatu Hartford na liderança do ranking das empresas independentes (não ligadas a bancos) e em 6° lugar no ranking geral.

Nos negócios de administração de passivos e fundos de pensão, o patrimônio administrado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, fechando o ano com 69 empresas patrocinadoras e cerca de 50 mil participantes. A novidade para 2010 nessa linha de negócios, é que será oferecida aos planos de benefícios e fundos de pensão a oportunidade de seus participantes investirem em planos Ciclos de Vida, que mescla opções de investimento de renda fixa e renda variável de acordo com a idade do participante.

A Administradora de Recursos também apresentou resultados positivos em 2009. Terminamos o ano com aproximadamente R$ 4,8 bilhões sob gestão própria. Nossos 69 fundos ocuparam lugar de destaque nos principais rankings de performance da categoria em todos os segmentos (renda fixa, renda variável, balanceados e multimercados), o que comprova a expertise e qualificação da equipe de gestores.

Por fim, a presidente da companhia destaca que 2009 foi um ano de conquistas que merecem ser comemoradas. “Apesar das incertezas geradas pela crise financeira no final de 2008, a Icatu seguiu uma estratégia consistente que priorizou a qualidade dos serviços aos clientes, atuando com inovação e disciplina. O resultado de 2009 reafirma que somos uma companhia sólida com base forte para crescer. Em 2010, continuaremos focados em projetos que agregarão ainda mais valor para nossos clientes e parceiros comerciais“- conclui Maria Silvia.

SulAmérica busca ressarcimento da Açominas

1200663411oodtak1Mais um capítulo no imbróglio da ação judicial que envolve SulAmérica, IRB Brasil e Açominas, que se desenrola desde março de 2002, volta a revirar os autos dos tribunais e estampar as páginas dos jornais. Conduzido pelo advogado Ernesto Tzirulnik, a ação da seguradora pede de volta os US$ 31,5 milhões pagos à siderúrgica pelo seguro da usina Arthur Bernardes, sediada na cidade de Ouro Branco (MG), devido a um acidente que destruiu parte de seus equipamentos.

Trincas no domo de um dos três regeneradores de ar que alimentam o alto forno acabaram-se abrindo e a pressão do ar arremessou o domo que pesa 147 toneladas a uma distância de 157 metros, segundo relatos da defesa da seguradora. Embora em 2001 o trincamento por corrosão sob tensão fosse um risco excluído do seguro da Açominas, e das siderúrgicas em geral, por ser uma deterioração gradativa, no seguro emitido pela SulAmérica havia, no entanto, cobertura para explosões acidentais oriundas de quaisquer causas.

A SulAmérica e o IRB Brasil Re examinaram os fatos e concluíram que o sinistro aconteceu em virtude de um fenômeno de degeneração gradativa chamado “stress corrosion cracking” (scc), aqui conhecido como trincamento por corrosão sob tensão. Na década de 90 o assunto passou a ser melhor conhecido no setor siderúrgico e inúmeras ações foram adotadas para prevenir e combater a “scc” que afeta os regeneradores.

Como o valor dos prejuízos cobertos pelo seguro, na visão da seguradora e do IRB, era da ordem de US$ 31,5 milhões, foram feitos adiantamentos para a Açominas de US$ 20 milhões e restou um saldo a pagar de US$ 11,5 milhões. A Açominas havia pleiteado US$ 80 milhões, pois incluía outros danos como consequência da mesma catástrofe de 23 de março de 2002, inclusive o reforço dos outros dois regeneradores que não explodiram, mas que também estavam ameaçados pela corrosão.

Como não houve acordo, a Sul América propôs perante a 10a. Vara de Belo Horizonte uma ação de consignação em pagamento, por meio da qual depositou os US$ 11,5 restantes e pede a extinção da dívida do seguro. A Gerdau contestou pedindo US$ 165 milhões a mais.

Durante o processo, em fevereiro de 2007, diz o relato, apareceu uma série de documentos da Danieli Corus, siderúrgica e prestadora de serviços para a Açominas, adverte que os regeneradores de Ouro Branco estavam com o trincamento em estado avançado, correndo o sério risco de uma ruptura catastrófica, salientando que na Alemanha havia ocorrido um acidente como esse.

Era necessário, informa a nota, segundo a Danieli Corus, reduzir urgente o ritmo de produção do alto forno e adotar as medidas para conter os efeitos da já bastante avançada corrosão gradativa. Esses documentos, embora recebidos pela Açominas, nunca haviam sido revelados para a seguradora e para os peritos que examinaram o ocorrido. O alerta dado pela Danieli Corus à Açominas é do dia 27 de setembro de 2001, seis meses antes de acontecer a catástrofe. Nesse período a Açominas teria não apenas continuado a produção do ferro gusa, como aumentado o ritmo dessa produção, exigindo mais dos equipamentos.

Em outubro de 2009, os peritos judiciais nomeados pelo juiz da 10a. Vara de Belo Horizonte apresentaram seu laudo pericial onde confirmam que a causa do acidente foi o trincamento por corrosão, um fenômeno gradativo bastante conhecido no meio siderúrgico há décadas, e que já havia sido alertado para a Açominas, entre outros, pela Danieli Corus.

Diante desse laudo e dos documentos como o alerta da Danieli Corus, a SulAmérica apresentou em 18 de fevereiro deste ano na 29a.Vara Cível de Belo Horizonte um protesto interruptivo de prescrição de ação de repetição de indébito. Agora é só esperar o próximo capítulo.

Evento reunirá pesos pesados do setor no Rio

bandeiraAs principais novidades em seguros e resseguros disponíveis para as empresas brasileiras e o atual cenário da indústria mundial de seguros estão entre as várias palestras previstas para acontecer no II Congresso Internacional sobre Resseguros, o Brazilian Reinsurance Conference, a ser realizado nos dias 4 e 5 de março, no Rio de Janeiro. Na ocasião, cerca de 250 profissionais de seguradoras, resseguradores e corretoras irão discutir as oportunidades e desafios do que é, hoje, o mercado de seguros e resseguros com maior potencial do mundo.

O evento começará às 9h com o Secretário de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Levy. Pela manhã, resseguradores e seguradores debaterão os beneficios e deficiencias dos três anos de mercado de resseguro aberto. O primeiro painel contará com o IRB-Brasil-Re em conjunto com executivos de outras empresas, como Scor Global P&C, Flagstone Re, ABER (Associação Brasileira das Empresas de Resseguros), Swiss Re e Transamerica Re. Os tópicos abordam os obstáculos encontrados pelos resseguradores internacionais que decidiram entrar no país e as implicações da crise financeira mundial de 2008 no desenvolvimento do mercado brasileiro de resseguros.

Em seguida será a vez dos CEOs de seguradoras dizerem o que clientes e seguaradoras esperam dos resseguradores. Estão confirmados no painel Akira Harashima, da Tokio Marine, Luis Maurette, da Liberty, Frederico Baroglio, da Generali, Antonio Trindade, do Itaú, Antonio Cássio dos Santos, da Mapfre, Marcos Couto, da ACE, com José Rubens Alonso, consultor da KPMG, como mediador.

A expectativa, segundo divulgou o IRB-Brasil Re, líder em resseguro na América Latina e um dos patrocinadores do evento organizado pela Euromoney e pela revista inglesa Reactions, é de que o volume de prêmios emitidos cresça nos próximos anos devido a investimentos do governo nas obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e em projetos de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, além da exploração do pré-sal e da criação do microsseguro – em tramitação no Congresso Nacional. Em 2009, o setor movimentou algo próximo a R$ 100 bilhões em prêmios, sendo menos de R$ 4 bilhões em resseguros.

“O potencial do mercado segurador brasileiro representa uma excelente oportunidade para o IRB-Brasil Re. Estamos trabalhando ativamente para criar novos serviços e produtos. Queremos continuar sendo o parceiro preferencial das principais seguradoras e de grandes grupos industriais do país”, afirmou em nota Eduardo Nakao, presidente do IRB-Brasil Re. Às 17h10, o gerente comercial do IRB-Brasil Re, Jose Farias de Sousa, falará sobre o potencial do mercado de resseguros no Brasil e na América Latina e as ações do IRB-Brasil Re para atrair os bons negócios.

Um painel que promete muitas discussões é sobre grandes riscos, principalmente no que diz respeito aos projetos de energia necessários para dar sustentabilidade ao crescimento do Brasil para os próximos anos. Afinal, a aposta é de que o país será a quinta maior economia do mundo até 2016, segundo dados do Banco Mundial. Este painel conta com Angelo Colombo, da Allianz, Jacques Bergman, da Fairfax, e Luis Meneses, da resseguradora Swiss Re, como palestrantes no período da tarde do dia 4.

José Carlos Cardoso, diretor-presidente da Scor Global P&C no Brasil, uma das principais patrocinadoras do evento, fará a abertura do encontro e presidirá a mesa de debates sobre o tema “Grandes Riscos”. Ronald Kauffmann, principal executivo da Scor Global Life, participará de painéis sobre aposentadoria e poupança de longo prazo. Alguns painéis e mesas de debate do evento serão apresentados por executivos do board internacional e nacional do grupo Scor. Segundo nota do grupo, do exterior virão os especialistas Benjamin Gentsch, Paul Hertelendy e Hedi Hachicha (da Scor Global P&C); e Christian Mainguy (Scor Global Life).

Já no dia 5, sexta-feira, às 9h10, o presidente do CONAD – Conselho Nacional de Administração, Leonardo Paixão, abordará o emergente mercado de fundos de pensão no Brasil.

A programação completa do Brazilian Reinsurance Conference, do qual o IRB-Brasil Re é um dos patrocinadores, pode ser conferida no site oficial do evento (www.euromoneyseminars.com/brazil-re10).

Mapfre lança campanha “Amigos do Peito”

12518297088sltsk1Firme em ações sustentáveis, a Mapfre Seguros lança o projeto Amigos do Peito 2010, destinado a aprimorar o relacionamento com os prestadores de serviços e consequentemente de toda a cadeia envolvida com a seguradora: acionistas, consumidores, governo, funcionários. O objetivo é aperfeiçoar, incentivar e capacitar os profissionais das Oficinas Mais, da Assistência 24h Auto e os colaboradores que realizam as vistorias para o melhor atendimento de seus clientes.

De acordo com o vice-presidente da unidade de Mercado e Desenvolvimento da Rede da Mapfre Seguros, Dirceu Tiegs, a campanha atingirá ao todo mais de 5 mil pessoas e 2 mil empresas. “Esse fato contribuirá diretamente para um dos princípios do grupo, o qual é atender com excelência os seus clientes, surpreendendo-os no momento mais importante do contrato de seguro: a utilização dos serviços”, comentou em comunicado.

Segundo a nota, a companhia premiará aqueles que alcançarem o melhor desempenho nos treinamentos e nas campanhas de incentivo com TVs de LCD 32 polegadas, bicicletas infantis, caixas de ferramentas, entre outros. O desempenho será medido pela quantidade de pontos acumulados nas ações da empresa, e os profissionais que indicarem participantes também acumularão pontos para a competição.

O prestador de serviços que tiver interesse em participar do projeto, basta se cadastrar no site da campanha (www.amigosdopeitomapfre.com.br), onde também poderá trocar os seus pontos pelos prêmios à sua escolha, indicar amigos, além de participar das avaliações mensais sobre atendimento e serviços.