Allianz disputa contratos da Copa 2014*

images11* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil

Cinco dos doze estádios brasileiros que se preparam para a Copa de 2014 já estão praticamente com as apólices de seguros contratadas. As arenas de Brasília, Salvador, Manaus, Cuiabá e Fortaleza contam com apólices de garantia, de responsabilidade civil e de riscos de engenharia. “Estes são os contratos básicos de seguros que envolvem esta fase dos empreendimentos”, diz Angelo Colombo, diretor da Allianz Brasil, seguradora que tem conquistado vários contratos por ofertar valores elevados de cobertura e produtos inovadores trazidos da Alemanha, país sede da Copa de 2006.

“Falta apenas um detalhe para fechar com a Allianz o programa de seguro do estádio de Manaus”, contou Victor Renault, da Union Corretora de Seguros, corretora que tem a Andrade Gutierrez como principal cliente. O projeto do estádio conta com investimentos de quase R$ 500 milhões e a corretora negocia para o consórcio construtor o pacote das três apólices para iniciar a obra.

O estádio de Cuiabá, com investimentos estimados em R$ 430 milhões, que será totalmente demolido pela Mendes Júnior e Santa Barbara também conta com a Allianz entre as favoritas para garantir o seguro das três apólices. “Estamos quase finalizando o processo”, informou Ronaldo Rodrigues, da Crediunsurance, corretora cativa do grupo Mendes Junior, que utiliza a corretora JLT para todo o programa de seguro e de resseguro da construtora.

Os corretores tiveram a chance de ver de perto a experiência do grupo alemão durante visita a Munique, Alemanha, para participar do Encontro Brasil Alemanha 2010, realizado nos dias 30 de maio e 1 de junho. Os alemães demonstraram muito interesse em investir nos projetos brasileiros que envolvem a Copa 2014.

Segundo as palestras realizadas nos dois dias do encontro, a estimativa mais citada pelos palestrantes é de que a participação do investimento alemão pode chegar a 40% do valor total de US$ 50 bilhões previstos para projetos ligados a Copa e às Olimpíadas, considerando estádios e infraestrutura em geral. Dois grandes interesses das empresas alemãs são o fornecimento das coberturas das arenas e engenharia de segurança.

Além da agenda do encontro, o grupo convidado pela Allianz Brasil, patrocinadora oficial do Encontro Brasil Alemanha visitou o Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo, localizado em Munich, sede do grupo alemão.

“Acompanhamos passo a passo o andamento da obra, o que nos dá grande experiência”, afirma Max Thiermann, presidente da Allianz, dentro do estádio que tem capacidade para 69 mil pessoas e que fica lotado em todos os jogos do campeão alemão Bayern, também acionista da arena juntamente com a Allianz e o TSV 1860. “E temos uma ampla capacidade e produtos diferenciados, o que nos facilita fechar negócios com nossos clientes”, acrescenta.

A seguradora alemã foi a primeira a fechar um contrato para a Copa 2014. Em fevereiro, emitiu a apólice do fornecedor de estruturas do Mineirão. “A Copa da Alemanha em 2006 trouxe muita experiência para a Allianz, o que nos traz muito conhecimento e produtos para conquistarmos clientes no Brasil”, diz Ricardo Zhouri, diretor comercial da Allianz responsável por várias regiões, inclusive Minas Gerais.

Nesses cinco estádios, Colombo acredita que os construtores comprarão o pacote de seguros composto por garantia, risco de engenharia e responsabilidade civil, concentrando em apenas uma seguradora. Já para outros estádios, como o do Morumbi, em São Paulo, Inter, em Porto Alegre, ou o Minerão, em Belo Horizonte, a compra de seguro será feita de forma diferente. “No Mineirão, por exemplo, acredito que a apólice contará com um pool de seguradoras, pois a obra necessita de um valor elevado de cobertura”.

“Tudo vai depender dos recursos dos investidores e se a líder do consórcio de construção tem uma corretora especializada para cuidar do programa de seguro”, diz. No caso da Odebrecht, por exemplo, que tem a corretora cativa OCS, a aposta é de que o seguro será comprado em pacotes e pulverizado em várias companhias dado o histórico do grupo em administrar um grande número de contratos.

Além de estar forte na disputa pelos contratos dos estádios escolhidos pela Fipa, a Allianz conquistou no início de junho o seguro garantia do estádio Kleber Andrade, em Vitória (ES), um empreendimento da construtora Blokos Engenharia. A apólice, contratada junto com a Correcta Corretora, tem valor do risco de R$ 100 milhões.

O estádio, com capacidade para 40 mil pessoas, será usado na Copa das Confederações e deverá estar pronto em 2013. Segundo explica Angelo Colombo, diretor de grandes riscos da Allianz, apesar de não estar entre os doze escolhidos pela Fifa, a arena servirá como um estepe, caso algum outro não fique pronto para o mundial.

O pacote de seguros para estádios conta com praticamente todas as coberturas que os construtores precisam para garantir o andamento da construção sem sustos. “Afinal, já estamos atrasados na construção e não podemos perder tempo na solução de imprevistos. Os riscos têm de estar mapeados e provisionados para garantir que tudo acontecerá dentro do cronograma, que já está apertado”, diz Colombo, referindo-se as declarações da Fifa de que o Brasil já deveria ter iniciado as obras.

Brasil Alemanha, um boom de negócios*

max* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil

24 horas no dia parece ser pouco para os executivos da Allianz, maior seguradora da Europa, quando o assunto é o Brasil. “Ser presidente da Allianz Brasil é a maior oportunidade que tenho na vida”, diz o chileno Max Thiermann (foto), que há sete anos comanda a subsidiária brasileira e em junho completa 21 anos dedicados ao grupo alemão.

Uma das mais recentes conquistas da equipe Allianz Brasil foi realizar as palestras do segundo dia do Encontro Brasil Alemanha 2010 no Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo. “Esta é uma oportinidade única para todos que nunca vieram aqui antes”, comemora Daniela Satake, executiva de comunicação e relações institucionais da Allianz Brasil.

Assim como Max Thiermann estão outras centenas de executivos alemães e brasileiros. Pelos menos os 700 que estavam reunidos no antigo palácio real Residenz em Munique, Alemanha, neste domingo demonstraram enorme desejo de contribuir pela prosperidade da relação Brasil Alemanha. “Em 2008 tivemos 20 delegações empresariais no Brasil. Em 2010 já são mais de 40”, disse Weber Porto, presidente da Câmara Brasil Alemanha de São Paulo em seu breve discurso durante o jantar Premio Personalidade Brasil Alemanha 2010.

São mais de 1,2 mil empresas alemãs no Brasil, empregando 250 mil pessoas. Nos últimos dez anos, elas investiram mais de US$ 10,3 bilhões no Brasil e nos primeiros quatro meses deste ano o volume já chega a US$ 5,8 bilhões, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, homenageado como a personalidade do ano. “A Alemanha é o maior investimento estrangeiro no Brasil e o quarto considerando-se todos os países do mundo”.

Do lado da Alemanha, o homenageado por contribuir para o estreitamento das relações dos dois países foi Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha. “O Brasil passou pela crise de forma muito melhor do que a Alemanha. Os bancos brasileiros pouco sofreram devido ao conservadorismo das aplicações e pelas rígidas regras de controle”, comentou.

Pfaffenbach disse estar disposto a continuar seus esforços para que os dois países permaneçam nesta trilha de prosperidade, ampliando as discussões em âmbito mundial. “Vamos retomar as discussões Mercosul e União Europeia que estavam paradas há seis anos”, afirmou, recebendo uma onda de aplausos da platéia.

Em negócios, a Alemanha contabilizou mais de 14 bilhões de euros em 2009. Este valor representa 40% do volume comercial que a Alemanha tem na América Latina, sendo o Brasil o maior mercado. “As empresas alemãs já representam 10% do PIB do Brasil”, acrescentou o ministro. “O Brasil atrai as empresas alemãs como um imã”, disse o presidente da Câmara de Munique.

Este clima de otimismo deverá perdurar por um bom tempo. Estima-se que a Alemanha será responsável por aproximadamente 40% do investimento previsto de US$ 50 bilhões necessários para deixar o Brasil pronto para a Copa e para as Olimpíadas. E a Alemanha tem experiência nisto.

Preparou o país para a Copa de 2006, onde somente com os ingressos das 64 partidas de futebol arrecadou 9 bilhões de euros. Cerca de 3,4 milhões de turistas gastaram 800 milhões de euros no país e outros 6 milhões de euros em diárias de hotel. No Brasil, temos 12 estádios que precisam ser preparados.

“Construir um novo talvez seja mais interessante do ponto de vista de investimento como a Allianz fez no Allianz Arena, com o uso do nome por 30 anos”, opina Max Thiermann. Isso se investir na imagem do nome for o mais importante para o investidor, como fez a seguradora na Alemanha.

‘São muitas oportunidades e elas estão em todos os setores da economia brasileira”, repete o presidente da Allianz Brasil, patrocinadora máster do Encontro Brasil Alemanha 2010. “E a Allianz vem se preparando há anos e está preparada para captar essas oportunidades e para criar novas frentes que tornem a relação entre os dois países ainda mais estreita”.

Encontro Brasil Alemanha começa dia 30

allianz-arenaPrimeiro gostaria de pedir desculpas aos internautas por ficar sem atualizar o blog diariamente nos últimos dias. Mas esta semana foi corrida demais para deixar tudo pronto para embarcar dia 26 para Munique, Alemanha. Vou cobrir o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2010, que acontece de 30 de maio a 1 de junho, cujo tema neste ano é “Parceria Brasil-Alemanha: Inovadora, Sustentável e Bem-Sucedida”.

A Allianz é a patrocinadora master e me convidou para divulgar as notícias do evento. A agenda é repleta de encontros, que deverão fortalecer ainda mais os negócios entre os dois países. Serão realizados painéis sobre os temas infraestrutura, portos, indústria automotiva, energia renovável, petróleo e gás, Copa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Nem tudo é tão sério. Está na programação partidas de futebol no Allianz Arena (foto), onde tenho certeza que o time feminino brasileiro dará um show.

A Alemanha já tem cerca de mil empresas atuando em São Paulo e quer agora ampliar seus investimentos para outros estados brasileiros, principalmente no que diz respeito a tecnologia para os estádios brasileiros. Tendo o Allianz Arena, considerado o melhor estádio do mundo, os alemães têm muito a contribuir com o Brasil, que se prepara para sediar a Copa em 2014.

O Encontro Econômico Brasil-Alemanha é realizado anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere alemã, Bundesverband der Deutchen Industries (BDI) para celebrar a relação comercial dos países. Em 2009, as exportações brasileiras para a nação germânica somaram US$ 6,17 bilhões, enquanto as exportações alemãs foram de US$ 9,8 bilhões.

A abertura do evento acontece no domingo, durante jantar onde serão homenageados com o Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2010 o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha.

Tenho certeza de que descobrirei muitas notícias lá que contribuirão para estreitar ainda mais o relacionamento entre os dois países também na indústria de seguros. Assim espero. E que tudo dê certo em inglês, pois em alemão só sei guten tag (bom dia), dank (obrigado), rabatt (desconto) e Schuhgeschäft (loja de sapato). Ah, e das auto (o carro), da propaganda da VW.

Alexandre Malucelli assume comando da Pasa

alexandremalucellifotoAlexandre Malucelli (foto), um dos herdeiros do grupo JMalucelli, presidente da JMalucelli Re e vice-presidente da Malucelli Seguradora foi eleito presidente para o biênio 2010-2012 da Panamerican Surety Association (Associação Panamericana de Fianças), durante seminário realizado em Pequim, China, nesta semana. A Pasa, sigla pela qual a entidade é conhecida, congrega resseguradores e seguradores de seguro garantia de mais de 130 empresas com sede em 35 países.

Segundo nota do grupo, em 38 anos de história, esta é a segunda vez que um brasileiro assume este cargo. “Isto é uma demonstração de como o Brasil hoje é respeitado no cenário internacional. Não tenho dúvidas de que é um reflexo do momento especial em que o nosso país está vivendo e da recente abertura do mercado de resseguro”, comenta Malucelli em nota. A JMalucelli Seguradora é a maior seguradora de garantias da América Latina e está entre as 8 maiores do mundo.

No Brasil, durante o mês de abril, Alexandre Malucelli foi eleito como diretor da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar) para compor a gestão de Gouvêa Vieira, que comandará a entidade no triênio 2010/2013.

Seguros tem espaço para avançar*

*matéria feita com exclusividade para o especial Brasil Espanha do jornal Valor Econômico, que circulou dia 20 de maio de 2010

O grupo Mapfre é o número um quando o assunto é investimento na indústria de seguros brasileira. O país conta com o Santander, sexto maior em vendas de seguros, vida e previdência. A Cesce e a Credito y Caucion, seguradoras focadas em seguros de crédito e garantia, também trazem a experiência espanhola ao país. Mas nada chega aos pés dos quase R$ 1 bilhão já aportados pelo maior grupo segurador da Espanha e que se tornou também o maior da América Latina e do Brasil com a parceria fechada com o Banco do Brasil (BB), anunciada em outubro de 2009 e finalizada neste mês.

A associação criou uma seguradora com valor de mercado de R$ 10 bilhões e prêmios de R$ 7,7 bilhões em seguros diversos, como carro, residência, empresarial, industrial, agrícola e riscos financeiros. “Temos um grande mercado para conquistar no Brasil, um país que caminha para ser a quinta maior potência do mundo nos próximos anos”, diz Jose Manuel Martinez, presidente mundial da Mapfre, que oferta todos os tipos de seguros no Brasil, exceto saúde.

Aliado ao crescimento natural do setor para acompanhar o bom rumo da economia, o potencial da indústria de seguros é enorme. “A penetração de seguros no produto interno bruto é de apenas 3,4% enquanto em outros países é o dobro disso”, ressalta Aldemir Bendine, presidente do BB. “Somos a 8ª maior economia do mundo e em seguros estamos em 17º lugar.”

Para o Banco do Brasil, a parceria é estratégica. “Nossa expectativa é de que a área de seguridade represente 25% do ganho do banco em 2012.” A aposta é ousada, uma vez que significa dobrar a participação do lucro do conglomerado em seguros. Em 2009, a área de seguridade do BB representou 12% do lucro total do banco.

Tal otimismo está respaldado no desempenho nos últimos anos. O setor evoluiu a uma taxa superior a duas vezes a do PIB brasileiro na última década. A receita, de R$ 107 bilhões em 2009, foi 13% superior ao ano anterior, mas abaixo da média de 14% da última década.

“Tenho certeza de que a parceria contribuirá para o desenvolvimento não só do resultado financeiro do banco como também trará perpetuidade ao BB”, diz Martinez. Se o desempenho continuar no ritmo conquistado pela Mapfre de 2000 para cá, ambos vão ter boas notícias aos acionistas no futuro.

“A Mapfre fatura em 15 dias o que faturava por ano em 2000”, afirma Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre no Brasil e responsável pela estratégia de crescimento do grupo nos últimos cinco anos. Nesse período, a aposta mais ousada do grupo foi pagar ágio de 46% no leilão da Nossa Caixa Vida e Previdência, em 2005. No entanto, o desembolso de R$ 225 milhões naquela época virou quase R$ 1 bilhão na negociação com o Banco do Brasil, o que a fez ser a candidata favorita na seleção realizada pelo banco durante o processo de reestruturação de seguros.

Com tal desempenho, a participação da subsidiária brasileira dentro do total mundial é de 10% e neste ano será o dobro, a partir da consolidação da parceria com o Banco do Brasil, prevê Antonio Cássio dos Santos. “A parceria trará muitos frutos não só para o banco ou para a Mapfre, mas para todo o mercado de seguros, com produtos inovadores e serviços diferenciados”, diz Martinez.

A atuação do Santander em seguros vem se consolidando a cada ano. Optou por gerir a carteira de vida, previdência e residência e fez parcerias estratégicas, sem participações acionárias, com seguradoras independentes para seguros gerais. Segundo Fabio Barbosa, presidente do banco, em recente entrevista ao Valor, o grande potencial de expansão do mercado de seguros no Brasil está em previdência e vida. “Os indicadores mostram que a penetração de seguros na nossa base de clientes é muito baixa e temos, portanto, muito espaço para crescer.”

Nos últimos anos, o mercado de seguros passou por grandes mudanças desde a quebra do monopólio de resseguros em 2007, passando pela crise financeira mundial até as grandes movimentações de fusões e aquisições. Sem contar com as mais de 75 resseguradoras que ingressaram no Brasil nestes dois últimos anos.

Todas essas variáveis influenciaram de forma direta ou indireta os resultados apresentados no estudo consolidado pela Accenture. De acordo com o trabalho, o setor crescerá num ritmo ainda mais acelerado do que o registrado na última década. Há oportunidades em todos os segmentos, especialmente em produtos individuais, saúde, pequenas e médias empresas e o seguro prestamista, vendido atrelado ao crédito. A consultoria também aposta na evolução do canal corretor, varejista e bancário para os próximos anos.

Segundo a Accenture, a competição será mais acirrada, com produtos massificados com maior potencial de expansão. As vendas se concentrarão em corretores, mas com aumento da importância de bancos e varejistas. O estudo aponta expectativa de redução de despesas, facilitada pelo uso da tecnologia e melhora no relacionamento com as resseguradoras.

SulAmérica fica com fatia do BB na Brasilsaúde

sulamerica1Veja a íntegra do comunicado enviado aos jornalistas:

A SulAmérica Seguros e Previdência adquiriu, por meio de sua controlada Sul América Seguro Saúde, a participação de 49,92% que o Banco do Brasil detinha na Brasilsaúde. O contrato de compra e venda de ações firmado hoje estabelece que a SulAmérica pagará R$ 28,4 milhões por esta aquisição, correspondendo a 1.2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

O acordo encerra a associação entre a SulAmérica e o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico. Sua conclusão depende, ainda, de aprovação pelas autoridades regulatórias competentes. “A aquisição da totalidade das operações da Brasilsaúde reforça a posição da SulAmérica nos segmentos de seguro saúde e odontológico, nossa carteira consolidada atinge a marca de 1,8 milhão de membros”, afirma o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes.

“Este é um mercado que apresenta um grande potencial de crescimento e nós acreditamos que a SulAmérica está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades que certamente se apresentarão”, complementa Menezes.

O executivo fez questão de salientar que a operação em nada modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde em favor de seus segurados e tampouco seu relacionamento com sua rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros. Segundo a companhia, todas as suas demais operações nas áreas de saúde, automóveis, ramos elementares, vida, previdência e gestão de ativos, seguem sem qualquer alteração.

Giambiagi lança novo livro sobre previdência

Demografia_ok.aiFabio Giambiagi, economista e especialista em previdência social, e Paulo Tafner lançam no próximo dia 24 de maio, no Rio de Janeiro, pela editora Campus, o livro “Demografia, a ameaça invisível”. O livro, uma leitura essencial para quem trabalha com previdência, busca alertar a todos — indivíduos, investidores e governos — sobre a importância de se preparar para a aposentadoria e alerta sobre os danos que o país pode sofrer com um sistema previdenciário em desequilíbrio.

Giambiagi é integrante do Departamento Econômico do BNDES desde 1996, articulista de diversos jornais, mestre em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA/UFRJ). Entre suas obras, tem várias dedicadas a previdência social e mercado financeiro. A última lançada, em março, foi “Risco e Regulação – Por que o Brasil enfrentou bem a crise financeira e como ela afetou a economia mundial” (Elsevier).

Braço direito de Warren Buffett visita o Brasil

gen-re-franklin-montrossFranklin Montross (foto), CEO da Gen Re e braço direito do megainvestidor Warren Buffett, visitará o Brasil na próxima semana, acompanhado de Daniel Castillo, membro do Conselho de diretores da Gen Re na Alemanha. Eles se encontrarão com clientes brasileiros e com membros do governo para ver de perto as potencialidades de resseguro no Brasil.

A Gen Re, união da General Re e da Cologne Re, é um dos braços de resseguro do grupo Berkishire Hathaway, controlado por Warren Buffett, com investimentos em mais de 60 importantes empresas do mundo, sendo a participação em seguros e resseguros a mais expressiva no porfolio de investimento. Neste ano, o grupo anunciou pagamento de indenizações de US$ 500 milhões com catástrofes como o terremoto no Chile e tempestades na Europa e na Austrália.

A Gen Re abriu escritório no Brasil na época do primeiro ensaio da abertura do resseguro, em meados da década de 90. Com a demora da abertura do setor e privatização do IRB, o grupo deixou o país, mas voltou em 2009, com a modernização do arcabouço regulatório da indústria de seguros brasileira. A resseguradora alemã voltou como admitida e agora vem ver de perto as oportunidades de negócios de um país que virou modo no exterior. Afinal, só o PAC 2 prevê mais de R$ 1 trilhão em investimentos. O BNDES mapeou investimentos de R$ 310 bilhões em infraetrutura no Brasil entre 2011 e 2014, para os quais busca investimentos privados.

Mesmo com as perdas, resseguro tem sido uma aposta de Buffett. Foi ele quem ajudou a Swiss Re no auge da crise financeira, injetando US$ 3 bilhões na companhia como um empréstimo, que já foi quitado. Buffett deu outro sinal de que o resseguro pode ser uma boa fonte de rentabilidade. Comprou uma participação de 3% na maior resseguradora do mundo, a Munich Re, em janeiro deste ano. Segundo agências informaram na época, o investimento chegou a US$ 1 bilhão. Em março, elevou a participação para 8%.

A Berkshire Hathaway Inc, grupo do megainvestidor Warren Buffett, divulgou lucro de US$ 8 bilhões em 2009, alta de 61% comparado ao resultado obtido em 2008. O faturamento quase bateu US$ 110 bilhões, 4% acima das vendas do ano anterior. A Gen Re está entre as dez maiores resseguradoras do mundos. Tem rating A.M. Best A++; Moody’s Financial Strength Rating Aa1 e Standard & Poor’s Claims Paying Ability Rating AA+, segundo informações do site do grupo.

Seguro faz 45% do lucro do Paraná Banco

malucelliAs operações de seguros e de resseguros foram responsáveis por 45,5% do lucro líquido consolidado do Paraná Banco no primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido do banco no trimestre somou R$ 22,4 milhões, 10,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Seguros apresentou ganho de R$ 6,9 milhões e resseguros de R$ 2,9 milhões.

Comunicado do grupo destaca a importância do grupo na indústria de seguros no Brasil. Segundo dados da Susep, a JMalucelli Seguradora encerrou março com market share de 28,4%, mantendo sua liderança no mercado de seguro garantia brasileiro. No mercado da América Latina, segundo dados da LatinoInsurance, a JMalucelli Seguradora figura no 1ª lugar do ranking de seguradoras atuantes no mercado de seguro garantia latino e é a única brasileira a figurar entre as cinco maiores do ranking.

Liberty faz seguro de turbinas de Jirau

liu2A Liberty International Underwriters (LIU), divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, foi contratada para a emissão da apólice de seguro de transporte de parte das turbinas e subestações relacionadas que serão usados na construção da hidrelétrica de Jirau, uma das maiores obras do Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal.

Segundo nota da empresa divulgada pela revista Apólice, a apólice, com prêmio no valor de US$ 1,1 milhão, terá vigência de 2 anos e 10 meses e prevê cobertura de US$ 335 milhões para danos ocorridos no deslocamento de 18 turbinas e subestações fabricadas na China e Coréia, respectivamente. A corretora responsável é a JLT.

A apólice contempla uma cobertura adicional de R$ 286 milhões para o caso de atraso no início das operações de Jirau decorrente de problemas no transporte dos equipamentos desde o fabricante até o local de instalação no Rio Madeira.

“Este tipo de cobertura não era aceito pelo IRB antes da abertura do mercado. Neste programa incluímos este novo clausulado que é amplamente aceito no mercado internacional e traz novas garantias para as empresas envolvidas no projeto”, diz Paul Conolly, diretor da LIU.

Conforme o roteiro de transporte das turbinas, os equipamentos serão embarcados em Xangai e descarregados em Manaus. De lá percorrerão trechos terrestres e em barcaças até a entrega final na Ilha do Padre, em Porto Velho (RO), onde acontecem, as obras. Serão 36 viagens que foram desenhadas nos mínimos detalhes. “Todo o deslocamento, que acontecerá ao longo dos 2 anos e 10 meses, será acompanhado por engenheiros marítimos da Liberty, especializados neste tipo de operação”, diz Conolly.

O executivo destaca que a Liberty assumiu 100% do risco, no seguro e resseguro. “A operação demonstra nossa capacidade e compromisso com os grandes riscos no mercado brasileiro”, diz o executivo. Segundo Conolly, a divisão de riscos especiais da Liberty está crescendo rapidamente no Brasil.

A unidade, que começou a operar no mercado local no primeiro semestre de 2009, fechou o ano passado com US$ 7,5 milhões em prêmios apenas no segmento de riscos de construção, operação e transporte. Este ano, a companhia projeta negócios da ordem de US$ 11 milhões , volume 46,5% maior que o do ano anterior. Na área de grandes riscos como um todo, que engloba também seguro garantia, D&O, e outras operações, o volume de prêmios foi da ordem de US$ 12 milhões. Para este ano, espera movimentar cerca de US$ 16 milhões para cobertura de riscos especiais no país.

Além de Jirau, a companhia participa no País de apólices de cobertura de riscos operacionais de grandes produtores da cadeia de óleo e gás, tem programas já firmados nas áreas de energia, transporte ferroviário e mineração.