Cosseguro amplia oferta de garantia, diz Zurich

parceira“Estou certo de que o mercado nacional tem capacidade de ofertar seguro garantia para as obras de infraestruturas do Brasil. E um dos principais instrumentos para entregar aos clientes o contrato que precisam é o cosseguro”, afirma o diretor de seguros patrimoniais da Zurich Seguros, Luciano Calheiros.

Este será o tom da discussão na palestra que realizará no evento “Resseguro e Cosseguro no Novo Contexto do Mercado Brasileiro”, promovido pela Associação Brasileira de Gerência de Riscos (ABGR), no dia 9, às 14h30, no Auditório da CNSEG no Rio de Janeiro.

No encontro, estarão reunidos corretores, seguradoras, clientes e outros agentes do mercado de seguros para debater as principais mudanças trazidas pela abertura do mercado de resseguros e também debater o principal tema da indústria de seguros atualmente: a criação da Empresa Brasileira de Seguros (EBS) pelo governo. Segundo o governo, a seguradora estatal visa apoiar os contratos que não forem suportados pela iniciativa privada. Afinal, são quase R$ 1 trilhão previstos em investimentos até 2014.

O diretor da Zurich explica que no cosseguro, as seguradoras dividem os riscos de determinada apólice ou programa. “Quando o mercado de resseguros era fechado, o Cosseguro não tinha um impacto tão grande, uma vez que o resseguro da operação era obrigatoriamente feito pelo IRB. Agora que o mercado é aberto, as capacidades das seguradoras são somadas, já que as companhias podem buscar outras resseguradoras, o que expande o volume de risco que pode ser coberto”, explica em nota divulgada pela empresa.

Um exemplo deste formato de operação foi o programa de seguros de Riscos de Engenharia e Seguro Garantia da construção da Usina de Santo Antonio, no Rio Madeira. O volume segurado foi superior a R$ 10 bilhões e foi viabilizado por um pool de seguradoras e resseguradoras, do qual a Zurich faz parte.

“Acredito que esse é o caminho para as demais grandes obras como a Usina de Belo Monte e o Trem de Alta Velocidade. O mercado segurador é um importante viabilizador de investimentos e do desenvolvimento econômico. O mercado segurador brasileiro está pronto para fazer frente à demanda que se apresenta”.

Vazamento dificulta compra de seguro

vazamento-oleoA explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, e o consequente vazamento de óleo, já considerado o maior e mais devastador da história, desestabilizaram o mercado de seguros conhecido como “energy”, que envolve plataformas de petróleo. Segundo recente estudo da corretora Willis, as taxas de seguros aumentaram, alguns players estão deixando o mercado e a oferta de capacidade começa a ficar restrita, principalmente para perfuração.

Este cenário já dificulta a rotina de seguros da Petrobras, que vinha obtendo com certa facilidade um sem-número de contratos para garantir o volumoso plano de investimentos, incluindo a exploração do pré-sal, comentam executivos do setor no Brasil, Alemanha e Suíça.

Segundo o último Willis Energy Market Review Newsletter, divulgado na semana passada, a desestabilização ocorreu com a perda de US$ 785 milhões, sendo US$ 560 milhões da plataforma da BP no Golfo, além de outros prejuízos, como US$ 235 milhões da Perarl Aban, plataforma na costa da Venezuela, e o recente anúncio da Apache Corp, com sede em Houston, de uma perda inesperada de US$ 150 milhões ainda com o furacão Ike, que devastou o Golfo em 2008. Ainda é preciso contabilizar outros milhões de dólares para remover os destroços da Deepwater Horizon do fundo do mar.

A estimativa de perdas com a Deepwater Horizon fica entre US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, mas a indústria de seguros estima perdas de US$ 1,2 bilhão, sendo o restante considerado um auto seguro da operadora da plataforma. “A tragédia da perda Horizon Deepwater, potencialmente o maior da história do mercado de plataformas, trouxe sério choque para o mercado, alterando substancialmente o ambiente de negócios”, comentou Alistair Rivers, CEO da Willis Energia em comunicado.

Obviamente o acidente trouxe mais consciência aos gestores de riscos dos operadores dos riscos a que estão expostos, o que acabou por lotar a caixa posta de e-mails dos corretores que operam neste nicho de negócios. Rivers acha ser esta uma reação exagerada, já que a perda da Horizon Deepwater é bastante singular e a probabilidade de um evento similar é “remota para a maioria dos operadores”. A recomendação da Willis é fazer uma análise detalhada do risco antes de optar pela mudança no pacote atual de seguros.

O estudo também comenta que as grandes perdas deste ano, se agravadas com uma forte temporada de furacões no Golfo do México 2010, que acontece entre junho e setembro, podem levar a uma retirada significativa das seguradoras do mercado. E as que continuarem deverão adotar posturas mais duras de subscrição e aumento dos custos de resseguro, que também sofrem um agravamento por conta da necessidade de capital que será exigido nas normas de Solvência II.

Solvência II é a melhor regulamentação, diz Allianz

solvencia1A principal preocupação das seguradoras européias não é com a crise, que traz volatilidade aos mercados financeiros de todo o mundo. O assunto que tem dominado os lobistas da indústria de seguros na Europa é a Solvência II, regras de capital baseado em risco para as seguradoras. Nos bancos, tais regras são conhecidas como Basiléia.

A expectativa é de que as regras comecem a valer em 2012. Muitas companhias terão de aportar capital. Como ainda não se sabe quanto, pois as regras ainda estão sendo debatidas, a saída é ir acumulando capital para não ter de reduzir as vendas ou contratar resseguro.

Tom Wilson, executivo da Allianz, maior seguradora do mundo depois da queda da AIG, é especializado nas regras de Solvência II, que deverão nortear toda a regulamentação mundial da indústria de seguros com o claro objetivo de padronização e assim facilitar a concorrência das empresas globais.

No caso da Allianz, caso tenha de aportar capital, ele está reservado. Se não tiver de aportar, o dinheiro acumulado pode servir para fazer frente a uma esperada onda de fusões e aquisições por conseqüência da necessidade de adaptação ao novo cenário regulatório europeu. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida pelo especialista da Allianz:

Quais os principais impactos para as seguradoras europeias com a implementação de Solvência II?
Eu diria que haverá dois impactos importantes. O primeiro é o fortalecimento da gestão de risco e da cultura de risco, de abordagens técnicas e sistemas para a indústria. Em segundo lugar, haverá algumas implicações para diferentes linhas de negócios e produtos. Enquanto abordagem baseada no risco, a Solvência II é diferente da Solvência I. Dessa forma, alguns produtos ou linhas de negócios serão considerados “melhores” com o modelo II e outros “piores”.

Desde quando as seguradoras vêm se preparando?
A maioria das grandes seguradoras europeias investe na capacidade de gestão de risco há muitos anos. Após a crise de 2001, grande parte implementou abordagens de gestão de risco em empreendimentos, incluindo sistemas, governo, modelos e controles.

A área de vida será mais atingida?
Particularmente, acredito que haverá maiores implicações em termos do acúmulo de ativos no segmento de Vida e da criação de produtos de poupança, estratégias de precificação e investimentos devido aos custos de capital potencialmente mais altos. O impacto será maior para o segmento de Vida comparado a outros segmentos porque a Solvência II foi criada originalmente para ter uma abordagem mais baseada no risco do que a Solvência I, já que esta não tratava explicitamente do risco inerente ao mercado financeiro, sendo que o segmento de Vida está constantemente exposto a riscos de mercado.

Acha que há uma tendência do mundo seguir as regras que forem definidas em Solvência II?
É complicado defender que um modelo de solvência baseado no risco não seja do interesse da indústria, dos detentores de apólices e dos reguladores. Assim, acredito que muitos países seguirão a Solvência II, por exemplo, ao desenvolver uma abordagem de solvência mais baseada no risco. No entanto, eu também acredito que ela não será idêntica ao modelo da Solvência II europeu. Por exemplo, os princípios desenvolvidos para a União Européia podem precisar ser adaptados para refletir os mercados capitais, características de produtos e posições de solvência locais.

Quais as principais regras que podem ser globais e quais o senhor acredita que merecem tratamento personalizado pelos órgãos reguladores de cada país?De maneira geral, a Solvência II foi criada para ser aplicada em todos os negócios e em todos os países em que uma seguradora internacional atue. Assim, o modelo pode a princípio ser adotado localmente pela maioria dos países. No entanto, como já mencionamos, pode ser necessário um ajuste para os mercados emergentes ou com mercado de capitais menos desenvolvido, e isso pode precisar acontecer em nível local. Alem disso, outras adaptações podem ser necessárias para manter os custos de implementação local em um nível que possa ser absorvido pela indústria.

Carlos Montalvo, secretário geral de seguros da Committee of European Insurance and Occupational Pensions Supervisors (Ceiops), afirmou que grande parte das seguradoras européias não precisa de capital adicional para cumprir as regras de Solvência II. Concorda com ele?
O Estudo de Impacto Quantitativo no 4 (QIS4), conduzido em 2007, antes da crise, sugeria uma proporção média de solvência da indústria de aproximadamente 210 % (230% para companhias de Vida e 190% para seguros gerais). Entretanto, desde então as calibrações têm seguido um caminho interessante. Após a crise de 2008/2009, o equivalência proposta foi muito mais conservadora.

Qual era a sugestão?
Na verdade, a indústria estimava, se me lembro corretamente, uma proporção média de solvência abaixo de 100% com base nessa calibração mais conservadora, fazendo com que a indústria negociasse proativamente uma calibração mais racional e econômica. Como se pode imaginar, chegar a este estado foi como um passeio de montanha russa, começando com a calibração QIS4 que foi “razoável”, seguida de uma calibração excessivamente conservadora que causou intensas discussões entre a indústria e os reguladores, mas agora se estabilizando a uma calibração QIS5 um pouco mais razoável.

A Geneva Association, que reúne os principais CEOs do mundo, tem liderado um movimento mundial para explicar aos órgãos reguladores que a dinâmica das seguradoras difere muito da dinâmica dos bancos e assim evitar que as seguradoras sejam prejudicadas por normas que fogem da realidade. Dentro deste contexto, quais as principais diferenças no quesito gestão de risco?
Eu diria que há algumas diferenças bastante importantes entre as indústrias bancária
e a de seguros. A primeira e principal é que as companhias de seguros são mais conservadoras e têm maior responsabilidade e estrutura de financiamento. Resgatamos prêmios e os investimos para assegurar nossas responsabilidades futuras. Enquanto os bancos podem financiar a si próprios com financiamento interbancário e de depósito bastante líquido, o que pode literalmente evaporar durante uma crise de liquidez, as responsabilidades do setor de seguros são muito mais estáveis e têm liquidez baixa, o que representa uma fonte muito mais estável de financiamento.

Só isso basta para diferenciar?
As companhias de seguros desempenham um papel valioso na sociedade ao absorver riscos que não podem ser comercializados, por exemplo o risco de uma residência familiar se incendiar ou o risco do principal provedor da família ficar incapacitado. Como conseqüência, as seguradoras focam na subscrição dos riscos de seguros que planejamos manter, o que exige a criação de um portfólio diversificado de negócios e a contenção ativa de riscos de acúmulo, tais como catástrofes naturais.

Além do risco do negócio, há o risco financeiro, não?
O risco do mercado financeiro também é um risco que se acumula e, como conseqüência, as companhias de seguros per se não necessariamente buscam maiores taxas de juros, ações ou riscos de crédito associados aos ativos de seu balanço. Obviamente, precisamos, sim, aceitar a existência de ativos de risco, mas nossa aceitação do risco do mercado financeiro importa menos que nossos valores de servir aos clientes e à sociedade. Finalmente, a indústria de seguros tem uma estrutura de remuneração diferente que dá menos ênfase ao curto prazo ou a resultados de Marcação-a-Mercado e mais à criação de valor no longo prazo. Naturalmente, isso ajuda a alinhar os interesses da gestão ao dos acionistas, detentores de apólices e reguladores e não promove a tomada de risco excessiva dentro da organização.

Que tipo de regulamentação poderia ser ideal para mitigar o risco financeiro das seguradoras no que diz respeito a aplicações financeiras, sem engessar a criatividade dos gestores e balizar por baixo o rendimento da carteira de investimentos?
Eu diria que se “acertarmos” com a Solvência II não poderia haver um modelo regulatório melhor. No entanto, também acredito que há alguns assuntos que devemos abordar para “acertar”.

Quais são os assuntos?
Há, na verdade, algumas áreas nas quais a indústria do seguro e os reguladores deveriam se concentrar. Primeiramente, temos que garantir que qualquer sistema baseado em risco que coloquemos em ação não promova comportamento excessivamente pró-cíclico de gestão em tempos de mudanças ou crises. Nesse sentido, é importante reconhecer que a Solvência 2 encaixou todo o balanço da área de seguros em um modelo Marcação-a-Mercado ou Marcação-a-Modelo, o que não é o caso na industria bancária.

Poderia explicar isso?
O modelo de Marcação-a-Mercado da Solvência 2 pode ser o mais apropriado de maneira geral, porém em tempos de crise caracterizados por deslocamentos extremos de mercado, ele pode levar a mudanças dramáticas e contra-producentes em termos de proporção de solvência. Assim, acredito que algumas medidas de precaução devem ser planejadas na Solvência 2, tanto no Pilar 1, que define os requerimentos de capital mínimos quantitativos, quanto no Pillar 2, que define o papel da intervenção de supervisão.

E isto basta para garantir a solvência?
Precisamos nos assegurar de que a calibração aplicada em tempos normais seja apropriada para o negócio não apenas para que em tempos de adversidade ela não crie os incentivos errados, mas também para que em tempos normais haja calibração razoável para refletir a economia verdadeira do negócio. Nesse sentido, a Solvência 2 deveria refletir exatamente a diversificação que é a pedra fundamental para se gerir uma companhia de seguros, especialmente a diversificação das responsabilidades. A Solvência II deveria reconhecer a diversificação ao estabelecer o padrão para responsabilidades técnicas por meio da margem de valor de mercado, bem como ao calcular os requerimentos gerais de capital de risco.

Esta regra vale também para vida e previdência?
Isso se aplica mais aos segmentos de seguros gerais (ramos elementares). Para o segmento de vida, particularmente para a acúmulo de ativos e produtos de poupança, precisamos nos assegurar de que os riscos do mercado financeiro estejam calibrados para refletir nossos produtos. Isso significa particularmente uma demonstração correta da falta de liquidez de nossas responsabilidades e das implicações em termos do reconhecimento da falta de liquidez de prêmios para contrabalançar o risco de spread de crédito, assim como a calibração de taxas de juros e de volatilidades intrínsecas para mercados pouco negociados, um ponto particularmente relevante para a aplicação da Solvência 2 em países com um mercado de capitais em desenvolvimento.

Ao mesmo tempo em que aplicar em ações é um risco é uma oportunidade e tanto de aumentar os ganhos?
Nos últimos dez anos, observei por duas vezes um declínio de 20% a 30% nos mercados de ações do G20, em 2001 e em 2008. Se olharmos ainda mais para trás, observamos choques substanciais para mercados locais também em mercados emergentes ou em desenvolvimento. Então, um declínio no mercado de ações da ordem de 20% a 30% não é um evento que acontece uma vez a cada dois mil anos – isso está acontecendo uma ou duas vezes a cada década.

Parece complicado demais isso…
Minha argumentação é simples: enquanto as ações podem ser atraentes, já que têm previsão de retorno alto, também apresentam risco muito maior. Esse risco maior não é necessariamente um problema, contanto que todos estejam conscientes disso e que as companhias de seguros e seus clientes estabeleçam um planejamento financeiro apropriado de forma a manter esses riscos em um nível sustentável ao mesmo tempo em que continuamos a cumprir com nossas promessas aos detentores de apólices. Além disso, também depende da situação financeira do cliente e de seus investimentos ou objetivos de poupança.

Mas na crise vimos que os clientes ficaram frustrados com o rendimento.
Infelizmente, isso pode muitas vezes ser difícil. Considere, por exemplo, a oferta de um produto de poupança garantida a longo prazo sustentado por ações que certamente poderia perder de 20% a 30% de seu valor a cada 10 anos. Agora considere que tal produto ofereça ao detentor da apólice a possibilidade de sacar suas economias a qualquer momento, sem multa. Claramente, há uma desconexão entre a estratégia de investimento e a opção do detentor da apólice de sacar seus fundos.

Acredita que uma boa venda, consultiva, pode ajudar a reduzir os saques e assim manter equilíbrio entre ativos e passivos?
É por isso que é importante nos assegurarmos de que esse tipo de desconexão não ocorra, e isso exige que tudo seja transparente, bem compreendido e adequadamente precificado da perspectiva incluindo tanto os riscos quanto os prêmios em potencial, para o segurado e a seguradora. Se isso for atingido, então claramente há espaço para as ações no balanço das seguradoras.

Acredita que ter conselheiros independentes ajuda a reduzir o risco das companhias?
Minha resposta talvez seja: mal não faz. Além disso, pode ser bastante benéfico se os membros do conselho independente forem profissionais experientes que entendam do negócio, seus riscos e vantagens. Ter uma supervisão e avaliação independente pode a princípio ser um desenvolvimento positivo. Se será traduzido ou não em benefícios dependerá da dinâmica interna do conselho etc. Além disso, sempre achei que se o simples ato de dizer algo em voz alta em frente a alguém pode significar um pouco mais de reflexão sobre o assunto. Então, a simples necessidade de detalhar uma estratégia para um membro do conselho independente pode ter impacto bastante positivo.

O Brasil foi menos afetado na crise financeira do que outros países e parte do mérito deste feito foi creditado ao sistema financeiro e segurador brasileiro ter regras mais rígidas do que nos EUA e Europa. Concorda com isso?

Não me sinto na melhor posição para comentar as especificidades do mercado brasileiro. Na verdade, a maior parte da indústria de seguros foi muito menos impactada que a indústria bancária. Acredito que globalmente o modelo de negócios das seguradoras esteve bastante robusto e resistente à ultima crise financeira. Isso porque temos uma base e uma estratégia de negócios diferente das dos bancos.

Qual a sua opinião a respeito da regulamentação brasileira em seguros, que até agora só regulamentou o risco de subscrição e mesmo assim só para as operações de riscos patrimoniais?
Acredito que qualquer regime de solvência razoável não pode ignorar os riscos do mercado financeiro, tanto para o acúmulo de ativos e produtos de investimento com garantias embutidas que são orientados pelos riscos do mercado financeiro quanto para negócios de propriedade e causalidade em que o retorno sobre o investimento é parte substancial da economia do negócio.

Então, é importante incluir explicitamente os riscos do mercado financeiro? Se você não tem uma abordagem baseada no risco no lado dos ativos, você está perdendo metade da folha de balanço e parte significativa da sua declaração de lucro e prejuízo em termos de retorno sobre investimentos.

Com o crescimento previsto para o mercado de seguros do Brasil, que tipo de riscos o senhor acredita serem prioritários serem implementados para garantir a solvência do setor?Não sou especialista no mercado brasileiro, mas faria duas observações. A primeira é que à medida que o mercado brasileiro amadurece, acredito que a penetração dos seguros e o desejo dos consumidores de proteger seus ativos, seja visando a economia ou a aposentadoria, ativos produtivos ou de cobertura de propriedade etc., apenas tendem a aumentar. Para atender a esse aumento na demanda é importante garantir que o estabelecimento de um modelo regulatório razoável que tanto proteja os detentores de apólices quanto permita às companhias de seguros alcançar suas necessidades de forma lucrativa.

A segunda observação é que o mercado em si passa por algumas mudanças. Acredito que a abertura recente do mercado de resseguros criou novas oportunidades, mas também criou uma necessidade para as companhias de seguros de adaptar seus modelos de negócios à nova situação e à volatilidade potencialmente mais alta, especialmente na área de subscrição de alto risco e otimização do resseguro.

Allianz disputa contratos da Copa 2014*

images11* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil

Cinco dos doze estádios brasileiros que se preparam para a Copa de 2014 já estão praticamente com as apólices de seguros contratadas. As arenas de Brasília, Salvador, Manaus, Cuiabá e Fortaleza contam com apólices de garantia, de responsabilidade civil e de riscos de engenharia. “Estes são os contratos básicos de seguros que envolvem esta fase dos empreendimentos”, diz Angelo Colombo, diretor da Allianz Brasil, seguradora que tem conquistado vários contratos por ofertar valores elevados de cobertura e produtos inovadores trazidos da Alemanha, país sede da Copa de 2006.

“Falta apenas um detalhe para fechar com a Allianz o programa de seguro do estádio de Manaus”, contou Victor Renault, da Union Corretora de Seguros, corretora que tem a Andrade Gutierrez como principal cliente. O projeto do estádio conta com investimentos de quase R$ 500 milhões e a corretora negocia para o consórcio construtor o pacote das três apólices para iniciar a obra.

O estádio de Cuiabá, com investimentos estimados em R$ 430 milhões, que será totalmente demolido pela Mendes Júnior e Santa Barbara também conta com a Allianz entre as favoritas para garantir o seguro das três apólices. “Estamos quase finalizando o processo”, informou Ronaldo Rodrigues, da Crediunsurance, corretora cativa do grupo Mendes Junior, que utiliza a corretora JLT para todo o programa de seguro e de resseguro da construtora.

Os corretores tiveram a chance de ver de perto a experiência do grupo alemão durante visita a Munique, Alemanha, para participar do Encontro Brasil Alemanha 2010, realizado nos dias 30 de maio e 1 de junho. Os alemães demonstraram muito interesse em investir nos projetos brasileiros que envolvem a Copa 2014.

Segundo as palestras realizadas nos dois dias do encontro, a estimativa mais citada pelos palestrantes é de que a participação do investimento alemão pode chegar a 40% do valor total de US$ 50 bilhões previstos para projetos ligados a Copa e às Olimpíadas, considerando estádios e infraestrutura em geral. Dois grandes interesses das empresas alemãs são o fornecimento das coberturas das arenas e engenharia de segurança.

Além da agenda do encontro, o grupo convidado pela Allianz Brasil, patrocinadora oficial do Encontro Brasil Alemanha visitou o Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo, localizado em Munich, sede do grupo alemão.

“Acompanhamos passo a passo o andamento da obra, o que nos dá grande experiência”, afirma Max Thiermann, presidente da Allianz, dentro do estádio que tem capacidade para 69 mil pessoas e que fica lotado em todos os jogos do campeão alemão Bayern, também acionista da arena juntamente com a Allianz e o TSV 1860. “E temos uma ampla capacidade e produtos diferenciados, o que nos facilita fechar negócios com nossos clientes”, acrescenta.

A seguradora alemã foi a primeira a fechar um contrato para a Copa 2014. Em fevereiro, emitiu a apólice do fornecedor de estruturas do Mineirão. “A Copa da Alemanha em 2006 trouxe muita experiência para a Allianz, o que nos traz muito conhecimento e produtos para conquistarmos clientes no Brasil”, diz Ricardo Zhouri, diretor comercial da Allianz responsável por várias regiões, inclusive Minas Gerais.

Nesses cinco estádios, Colombo acredita que os construtores comprarão o pacote de seguros composto por garantia, risco de engenharia e responsabilidade civil, concentrando em apenas uma seguradora. Já para outros estádios, como o do Morumbi, em São Paulo, Inter, em Porto Alegre, ou o Minerão, em Belo Horizonte, a compra de seguro será feita de forma diferente. “No Mineirão, por exemplo, acredito que a apólice contará com um pool de seguradoras, pois a obra necessita de um valor elevado de cobertura”.

“Tudo vai depender dos recursos dos investidores e se a líder do consórcio de construção tem uma corretora especializada para cuidar do programa de seguro”, diz. No caso da Odebrecht, por exemplo, que tem a corretora cativa OCS, a aposta é de que o seguro será comprado em pacotes e pulverizado em várias companhias dado o histórico do grupo em administrar um grande número de contratos.

Além de estar forte na disputa pelos contratos dos estádios escolhidos pela Fipa, a Allianz conquistou no início de junho o seguro garantia do estádio Kleber Andrade, em Vitória (ES), um empreendimento da construtora Blokos Engenharia. A apólice, contratada junto com a Correcta Corretora, tem valor do risco de R$ 100 milhões.

O estádio, com capacidade para 40 mil pessoas, será usado na Copa das Confederações e deverá estar pronto em 2013. Segundo explica Angelo Colombo, diretor de grandes riscos da Allianz, apesar de não estar entre os doze escolhidos pela Fifa, a arena servirá como um estepe, caso algum outro não fique pronto para o mundial.

O pacote de seguros para estádios conta com praticamente todas as coberturas que os construtores precisam para garantir o andamento da construção sem sustos. “Afinal, já estamos atrasados na construção e não podemos perder tempo na solução de imprevistos. Os riscos têm de estar mapeados e provisionados para garantir que tudo acontecerá dentro do cronograma, que já está apertado”, diz Colombo, referindo-se as declarações da Fifa de que o Brasil já deveria ter iniciado as obras.

Brasil Alemanha, um boom de negócios*

max* a jornalista viajou para a Alemanha a convite da Allianz Brasil

24 horas no dia parece ser pouco para os executivos da Allianz, maior seguradora da Europa, quando o assunto é o Brasil. “Ser presidente da Allianz Brasil é a maior oportunidade que tenho na vida”, diz o chileno Max Thiermann (foto), que há sete anos comanda a subsidiária brasileira e em junho completa 21 anos dedicados ao grupo alemão.

Uma das mais recentes conquistas da equipe Allianz Brasil foi realizar as palestras do segundo dia do Encontro Brasil Alemanha 2010 no Allianz Arena, considerado um dos melhores estádios do mundo. “Esta é uma oportinidade única para todos que nunca vieram aqui antes”, comemora Daniela Satake, executiva de comunicação e relações institucionais da Allianz Brasil.

Assim como Max Thiermann estão outras centenas de executivos alemães e brasileiros. Pelos menos os 700 que estavam reunidos no antigo palácio real Residenz em Munique, Alemanha, neste domingo demonstraram enorme desejo de contribuir pela prosperidade da relação Brasil Alemanha. “Em 2008 tivemos 20 delegações empresariais no Brasil. Em 2010 já são mais de 40”, disse Weber Porto, presidente da Câmara Brasil Alemanha de São Paulo em seu breve discurso durante o jantar Premio Personalidade Brasil Alemanha 2010.

São mais de 1,2 mil empresas alemãs no Brasil, empregando 250 mil pessoas. Nos últimos dez anos, elas investiram mais de US$ 10,3 bilhões no Brasil e nos primeiros quatro meses deste ano o volume já chega a US$ 5,8 bilhões, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, homenageado como a personalidade do ano. “A Alemanha é o maior investimento estrangeiro no Brasil e o quarto considerando-se todos os países do mundo”.

Do lado da Alemanha, o homenageado por contribuir para o estreitamento das relações dos dois países foi Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha. “O Brasil passou pela crise de forma muito melhor do que a Alemanha. Os bancos brasileiros pouco sofreram devido ao conservadorismo das aplicações e pelas rígidas regras de controle”, comentou.

Pfaffenbach disse estar disposto a continuar seus esforços para que os dois países permaneçam nesta trilha de prosperidade, ampliando as discussões em âmbito mundial. “Vamos retomar as discussões Mercosul e União Europeia que estavam paradas há seis anos”, afirmou, recebendo uma onda de aplausos da platéia.

Em negócios, a Alemanha contabilizou mais de 14 bilhões de euros em 2009. Este valor representa 40% do volume comercial que a Alemanha tem na América Latina, sendo o Brasil o maior mercado. “As empresas alemãs já representam 10% do PIB do Brasil”, acrescentou o ministro. “O Brasil atrai as empresas alemãs como um imã”, disse o presidente da Câmara de Munique.

Este clima de otimismo deverá perdurar por um bom tempo. Estima-se que a Alemanha será responsável por aproximadamente 40% do investimento previsto de US$ 50 bilhões necessários para deixar o Brasil pronto para a Copa e para as Olimpíadas. E a Alemanha tem experiência nisto.

Preparou o país para a Copa de 2006, onde somente com os ingressos das 64 partidas de futebol arrecadou 9 bilhões de euros. Cerca de 3,4 milhões de turistas gastaram 800 milhões de euros no país e outros 6 milhões de euros em diárias de hotel. No Brasil, temos 12 estádios que precisam ser preparados.

“Construir um novo talvez seja mais interessante do ponto de vista de investimento como a Allianz fez no Allianz Arena, com o uso do nome por 30 anos”, opina Max Thiermann. Isso se investir na imagem do nome for o mais importante para o investidor, como fez a seguradora na Alemanha.

‘São muitas oportunidades e elas estão em todos os setores da economia brasileira”, repete o presidente da Allianz Brasil, patrocinadora máster do Encontro Brasil Alemanha 2010. “E a Allianz vem se preparando há anos e está preparada para captar essas oportunidades e para criar novas frentes que tornem a relação entre os dois países ainda mais estreita”.

Encontro Brasil Alemanha começa dia 30

allianz-arenaPrimeiro gostaria de pedir desculpas aos internautas por ficar sem atualizar o blog diariamente nos últimos dias. Mas esta semana foi corrida demais para deixar tudo pronto para embarcar dia 26 para Munique, Alemanha. Vou cobrir o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2010, que acontece de 30 de maio a 1 de junho, cujo tema neste ano é “Parceria Brasil-Alemanha: Inovadora, Sustentável e Bem-Sucedida”.

A Allianz é a patrocinadora master e me convidou para divulgar as notícias do evento. A agenda é repleta de encontros, que deverão fortalecer ainda mais os negócios entre os dois países. Serão realizados painéis sobre os temas infraestrutura, portos, indústria automotiva, energia renovável, petróleo e gás, Copa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. Nem tudo é tão sério. Está na programação partidas de futebol no Allianz Arena (foto), onde tenho certeza que o time feminino brasileiro dará um show.

A Alemanha já tem cerca de mil empresas atuando em São Paulo e quer agora ampliar seus investimentos para outros estados brasileiros, principalmente no que diz respeito a tecnologia para os estádios brasileiros. Tendo o Allianz Arena, considerado o melhor estádio do mundo, os alemães têm muito a contribuir com o Brasil, que se prepara para sediar a Copa em 2014.

O Encontro Econômico Brasil-Alemanha é realizado anualmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere alemã, Bundesverband der Deutchen Industries (BDI) para celebrar a relação comercial dos países. Em 2009, as exportações brasileiras para a nação germânica somaram US$ 6,17 bilhões, enquanto as exportações alemãs foram de US$ 9,8 bilhões.

A abertura do evento acontece no domingo, durante jantar onde serão homenageados com o Prêmio Personalidade Brasil-Alemanha 2010 o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e Bernd Pfaffenbach, secretário do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha.

Tenho certeza de que descobrirei muitas notícias lá que contribuirão para estreitar ainda mais o relacionamento entre os dois países também na indústria de seguros. Assim espero. E que tudo dê certo em inglês, pois em alemão só sei guten tag (bom dia), dank (obrigado), rabatt (desconto) e Schuhgeschäft (loja de sapato). Ah, e das auto (o carro), da propaganda da VW.

Alexandre Malucelli assume comando da Pasa

alexandremalucellifotoAlexandre Malucelli (foto), um dos herdeiros do grupo JMalucelli, presidente da JMalucelli Re e vice-presidente da Malucelli Seguradora foi eleito presidente para o biênio 2010-2012 da Panamerican Surety Association (Associação Panamericana de Fianças), durante seminário realizado em Pequim, China, nesta semana. A Pasa, sigla pela qual a entidade é conhecida, congrega resseguradores e seguradores de seguro garantia de mais de 130 empresas com sede em 35 países.

Segundo nota do grupo, em 38 anos de história, esta é a segunda vez que um brasileiro assume este cargo. “Isto é uma demonstração de como o Brasil hoje é respeitado no cenário internacional. Não tenho dúvidas de que é um reflexo do momento especial em que o nosso país está vivendo e da recente abertura do mercado de resseguro”, comenta Malucelli em nota. A JMalucelli Seguradora é a maior seguradora de garantias da América Latina e está entre as 8 maiores do mundo.

No Brasil, durante o mês de abril, Alexandre Malucelli foi eleito como diretor da CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar) para compor a gestão de Gouvêa Vieira, que comandará a entidade no triênio 2010/2013.

Seguros tem espaço para avançar*

*matéria feita com exclusividade para o especial Brasil Espanha do jornal Valor Econômico, que circulou dia 20 de maio de 2010

O grupo Mapfre é o número um quando o assunto é investimento na indústria de seguros brasileira. O país conta com o Santander, sexto maior em vendas de seguros, vida e previdência. A Cesce e a Credito y Caucion, seguradoras focadas em seguros de crédito e garantia, também trazem a experiência espanhola ao país. Mas nada chega aos pés dos quase R$ 1 bilhão já aportados pelo maior grupo segurador da Espanha e que se tornou também o maior da América Latina e do Brasil com a parceria fechada com o Banco do Brasil (BB), anunciada em outubro de 2009 e finalizada neste mês.

A associação criou uma seguradora com valor de mercado de R$ 10 bilhões e prêmios de R$ 7,7 bilhões em seguros diversos, como carro, residência, empresarial, industrial, agrícola e riscos financeiros. “Temos um grande mercado para conquistar no Brasil, um país que caminha para ser a quinta maior potência do mundo nos próximos anos”, diz Jose Manuel Martinez, presidente mundial da Mapfre, que oferta todos os tipos de seguros no Brasil, exceto saúde.

Aliado ao crescimento natural do setor para acompanhar o bom rumo da economia, o potencial da indústria de seguros é enorme. “A penetração de seguros no produto interno bruto é de apenas 3,4% enquanto em outros países é o dobro disso”, ressalta Aldemir Bendine, presidente do BB. “Somos a 8ª maior economia do mundo e em seguros estamos em 17º lugar.”

Para o Banco do Brasil, a parceria é estratégica. “Nossa expectativa é de que a área de seguridade represente 25% do ganho do banco em 2012.” A aposta é ousada, uma vez que significa dobrar a participação do lucro do conglomerado em seguros. Em 2009, a área de seguridade do BB representou 12% do lucro total do banco.

Tal otimismo está respaldado no desempenho nos últimos anos. O setor evoluiu a uma taxa superior a duas vezes a do PIB brasileiro na última década. A receita, de R$ 107 bilhões em 2009, foi 13% superior ao ano anterior, mas abaixo da média de 14% da última década.

“Tenho certeza de que a parceria contribuirá para o desenvolvimento não só do resultado financeiro do banco como também trará perpetuidade ao BB”, diz Martinez. Se o desempenho continuar no ritmo conquistado pela Mapfre de 2000 para cá, ambos vão ter boas notícias aos acionistas no futuro.

“A Mapfre fatura em 15 dias o que faturava por ano em 2000”, afirma Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre no Brasil e responsável pela estratégia de crescimento do grupo nos últimos cinco anos. Nesse período, a aposta mais ousada do grupo foi pagar ágio de 46% no leilão da Nossa Caixa Vida e Previdência, em 2005. No entanto, o desembolso de R$ 225 milhões naquela época virou quase R$ 1 bilhão na negociação com o Banco do Brasil, o que a fez ser a candidata favorita na seleção realizada pelo banco durante o processo de reestruturação de seguros.

Com tal desempenho, a participação da subsidiária brasileira dentro do total mundial é de 10% e neste ano será o dobro, a partir da consolidação da parceria com o Banco do Brasil, prevê Antonio Cássio dos Santos. “A parceria trará muitos frutos não só para o banco ou para a Mapfre, mas para todo o mercado de seguros, com produtos inovadores e serviços diferenciados”, diz Martinez.

A atuação do Santander em seguros vem se consolidando a cada ano. Optou por gerir a carteira de vida, previdência e residência e fez parcerias estratégicas, sem participações acionárias, com seguradoras independentes para seguros gerais. Segundo Fabio Barbosa, presidente do banco, em recente entrevista ao Valor, o grande potencial de expansão do mercado de seguros no Brasil está em previdência e vida. “Os indicadores mostram que a penetração de seguros na nossa base de clientes é muito baixa e temos, portanto, muito espaço para crescer.”

Nos últimos anos, o mercado de seguros passou por grandes mudanças desde a quebra do monopólio de resseguros em 2007, passando pela crise financeira mundial até as grandes movimentações de fusões e aquisições. Sem contar com as mais de 75 resseguradoras que ingressaram no Brasil nestes dois últimos anos.

Todas essas variáveis influenciaram de forma direta ou indireta os resultados apresentados no estudo consolidado pela Accenture. De acordo com o trabalho, o setor crescerá num ritmo ainda mais acelerado do que o registrado na última década. Há oportunidades em todos os segmentos, especialmente em produtos individuais, saúde, pequenas e médias empresas e o seguro prestamista, vendido atrelado ao crédito. A consultoria também aposta na evolução do canal corretor, varejista e bancário para os próximos anos.

Segundo a Accenture, a competição será mais acirrada, com produtos massificados com maior potencial de expansão. As vendas se concentrarão em corretores, mas com aumento da importância de bancos e varejistas. O estudo aponta expectativa de redução de despesas, facilitada pelo uso da tecnologia e melhora no relacionamento com as resseguradoras.

SulAmérica fica com fatia do BB na Brasilsaúde

sulamerica1Veja a íntegra do comunicado enviado aos jornalistas:

A SulAmérica Seguros e Previdência adquiriu, por meio de sua controlada Sul América Seguro Saúde, a participação de 49,92% que o Banco do Brasil detinha na Brasilsaúde. O contrato de compra e venda de ações firmado hoje estabelece que a SulAmérica pagará R$ 28,4 milhões por esta aquisição, correspondendo a 1.2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

O acordo encerra a associação entre a SulAmérica e o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico. Sua conclusão depende, ainda, de aprovação pelas autoridades regulatórias competentes. “A aquisição da totalidade das operações da Brasilsaúde reforça a posição da SulAmérica nos segmentos de seguro saúde e odontológico, nossa carteira consolidada atinge a marca de 1,8 milhão de membros”, afirma o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes.

“Este é um mercado que apresenta um grande potencial de crescimento e nós acreditamos que a SulAmérica está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades que certamente se apresentarão”, complementa Menezes.

O executivo fez questão de salientar que a operação em nada modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde em favor de seus segurados e tampouco seu relacionamento com sua rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros. Segundo a companhia, todas as suas demais operações nas áreas de saúde, automóveis, ramos elementares, vida, previdência e gestão de ativos, seguem sem qualquer alteração.

Giambiagi lança novo livro sobre previdência

Demografia_ok.aiFabio Giambiagi, economista e especialista em previdência social, e Paulo Tafner lançam no próximo dia 24 de maio, no Rio de Janeiro, pela editora Campus, o livro “Demografia, a ameaça invisível”. O livro, uma leitura essencial para quem trabalha com previdência, busca alertar a todos — indivíduos, investidores e governos — sobre a importância de se preparar para a aposentadoria e alerta sobre os danos que o país pode sofrer com um sistema previdenciário em desequilíbrio.

Giambiagi é integrante do Departamento Econômico do BNDES desde 1996, articulista de diversos jornais, mestre em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA/UFRJ). Entre suas obras, tem várias dedicadas a previdência social e mercado financeiro. A última lançada, em março, foi “Risco e Regulação – Por que o Brasil enfrentou bem a crise financeira e como ela afetou a economia mundial” (Elsevier).