“Brasil é estratégico”, diz CEO mundial da Allianz

O Brasil é um país chave para a maior seguradora do mundo. “Trata-se de um mercado muito atraente, onde se espera que o crescimento seja impulsionado pelo futuro desenvolvimento econômico e por níveis crescentes de penetração de seguro”, afirma Michael Diekmann (foto), CEO mundial da Allianz, em sua primeira entrevista concedida à imprensa brasileira.

Ele está no Brasil nesta semana para conversar com funcionários e também para participar, juntamente com outros 50 CEOs mundiais de seguradoras e resseguradoras, do encontro anual da Geneva Association, entidade dedicada a estudos econômicos e financeiros sobre a indústria de seguros mundial. O Brasil foi escolhido para sediar a reunião por vários motivos. Entre eles, o crescimento da economia. Dos mais de 50 CEOs presentes, 22 já tem operações no Brasil e os outros disseram ter intenção de conhecer melhor o mercado brasileiro para futuros investimentos. A classe média emergente é um dos pontos que mais chama a atenção para investimentos, assim como as oportunidades que serão geradas pelos mundiais esportivos.

“O Brasil terá muitos ganhos em sediar os mundiais. Um número crescente de consumidores buscará coberturas em seguro saúde, bem como soluções em seguros de vida e previdência privada. Sem dúvida, o risco de longevidade ascendente e os custos médicos cada vez maiores são itens que não se pode negligenciar nesse contexto”, diz ele, que está a frente de um grupo com receitas de 106 bilhões de euros em 2010. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.

Essa é a sua primeira visita ao Brasil?

Vim inúmeras vezes ao Brasil, um país dinâmico e fascinante, onde pude conhecer pessoas muito interessantes. Eu era o responsável do Grupo Allianz para a região da América Latina antes de me tornar CEO em 2003.

Então acompanha de perto os avanços da economia brasileira?

Sim. A economia brasileira tem crescido de modo acentuado desde a década de 1990 e o país está assumindo uma posição de liderança entre outros mercados emergentes importantes hoje.

Quais as suas expectativas para a indústria global de seguros durante os próximos cinco anos?

Mega-tendências como mudança climática, digitalização e mudança demográfica são desafios aos quais a indústria de seguros, como qualquer outro setor, precisa se adaptar, e se fizermos isso corretamente há muitas oportunidades de crescimento pela frente. E certamente os mercados emergentes ganham uma importância crescente para a Allianz e para a indústria global de seguros. Enquanto nos anos 90 as grandes oportunidades residiam em países do Centro e do Leste europeu, os novos mercados em crescimento com suas tendências demográficas específicas e as novas tendências de consumo estão na China, no Brasil e na Índia. Hoje na Alianz 5% das nossas receitas já são geradas a partir de mercados em crescimento.

Qual é a estratégia do grupo para a América Latina nos próximos cinco anos?

Nós temos operações locais no Brasil, na Argentina, Colômbia e México, e estamos muito contentes com o desenvolvimento dos nossos negócios nesses mercados. Além disso, nós fornecemos serviços a clientes de toda a região através das nossas empresas globais, tais como a Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), a nossa seguradora de crédito Euler Hermes e o nosso fornecedor de assistência. Vemos um potencial significativo na região para um crescimento rentável continuado, e espera-se que tanto o segmento de varejo como o corporativo se desenvolvam com força. O prosseguimento dos esforços conjuntos entre nossas companhias globais e as operações locais nos permitirão tirar vantagem das oportunidades de mercado.

Quais são os principais desafios para o Brasil na sua opinião?

Obviamente, esse desenvolvimento da economia brasileira impulsiona a necessidade de investimentos maiores em infraestrutura em áreas tais como transporte, moradia ou energia. Um sistema social moderno e viável, assim como um ambiente regulatório também são pontos críticos. E por último, mas não menos importante, o Brasil precisa investir mais em educação. As empresas aqui no Brasil precisarão de funcionários ainda mais capacitados para terem sucesso na economia global.

Quais são as expectativas da Allianz em relação aos dois eventos esportivos internacionais que se realizarão no Brasil, como a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016?

Do ponto de vista afetivo, esses eventos são experiências maravilhosas. Na Alemanha sediamos a Mundial de Futebol em 2006. Era como uma grande e animada reunião de família. Praticamente todos os alemães guardam uma boa recordação desse evento. Munique, a cidade-sede do Grupo Allianz, ainda hoje aproveita os frutos das Olimpíadas de 1972, para a qual foram desenvolvidos inúmeros projetos urbanísticos excelentes, incluindo a construção do metrô. Neste momento, nós estamos esperando para ver se Munique irá ganhar o posto para sediar a Olimpíadas e Pára-Olimpíadas de 2018.

E em termos de negócios? Afinal, a infraestrutura está atrasada.

O Brasil tem muito a ganhar como país-sede da Mundial de Futebol e das Olimpíadas, tanto em termos de vantagens tangíveis como em visibilidade internacional para o país. Em termos de infraestrutura, muita coisa acaba sendo realizada na corrida final que precede esses eventos, e obviamente os negócios também aproveitam isso – por exemplo, a indústria de Turismo. A Allianz Brasil já está presente – ou está abrindo filiais – em todas as cidades que estarão recebendo jogos do Mundial de Futebol. Já temos no nosso portfólio seguros de riscos de engenharia para estádios. E é claro, oferecemos soluções em seguros e assistência de viagem.

Diante desse cenário, o que os acionistas esperam da operação brasileira?

A Allianz tem um compromisso sólido e consideramos o mercado brasileiro como um dos nossos mercados em expansão essenciais. Estamos satisfeitos com o desenvolvimento de nossas atividades no país. A Allianz Brasil mais do que duplicou de tamanho desde 2005. Este ano, esperamos um faturamento superior a US$ 1,8 bilhão, acima dos US$ 1,5 bilhão do ano passado. Estamos muito satisfeitos com o sólido desempenho econômico, que é o melhor pré-requisito para um maior crescimento e também para a oferta de produtos, com foco no consumidor e qualidade dos nossos serviços.

A concorrência no Brasil está acirrada. Como se destacar?

A Allianz Brasil tem a grande vantagem de integrar um grupo internacional. Desde 2008, países da América do Sul e da península Ibérica já operam em conjunto como uma região única, em estreita interação com a Allianz Espanha, que é uma das empresas com melhor performance dentro do Grupo Allianz. Essa proximidade nos permite um intercâmbio bem-sucedido de melhores práticas nas áreas de operações, TI, indenizações e subscrição. O grupo faturou EUR 106,4 bilhões em 2010, sendo EUR 43,9 bilhões em Property & Casualty (seguros gerais), EUR 57,1 bilhões em Vida e Saúde e EUR 5,4 bilhões de euros em gestão de ativos por meio da PIMCO. Tem 150 mil funcionários para atender 76 milhões clientes.

Só isso não basta para uma empresa estrangeira se destacar num mercado de seguros dominados por seguradoras ligadas a bancos.

No Brasil somos hoje um forte parceiro para corretores e clientes, sejam eles clientes massificados ou grandes conglomerados corporativos. Temos uma ampla gama de soluções, de A a Z, e por isso achamos que nossa empresa está bem posicionada para lidar com as oportunidades de todas as mega-tendências que despontam no horizonte brasileiro. Somos uma seguradora líder, conhecida e respeitada pela expertise técnica. Temos essa imagem, por exemplo, nas linhas industriais, como engenharia, responsabilidade e incêndio. Somos cada dia mais reconhecidos em automóveis e em saúde.

Por treinar seus funcionários em unidades internacionais, muitos deles são alvos dos concorrentes, que sofrem com um apagão de talentos. Como lidar com isso?

Ser um empregador atraente é dos itens mais críticos para prosseguir no desenvolvimento econômico da indústria brasileira de seguros. Aqui também a Allianz está muito bem posicionada. Podemos oferecer oportunidades destacadas em todos os níveis, desde o pessoal operacional até os níveis médios de gerência e a alta administração. Obviamente, nossa presença global aliada à nossa destacada expertise e know-how nos conferem um diferencial marcante. Só para dar alguns exemplos, o ex-CFO da Allianz Brasil foi indicado como CEO da Allianz Portugal no início deste ano. Também temos diversos colegas com formação no Brasil e que atualmente estão atuando na Europa, devendo retornar em algum momento à América do Sul para ajudar a desenvolver mais as nossas atividades por aqui.

Pedido de indenização pela internet

A SulAmérica, em parceria com a AutoGlass, disponibilizará a partir do mês de maio a abertura de sinistro de vidros, lanternas, faróis e retrovisores via internet, por meio do site www.abraseuatendimento.com.br/sulamerica. No site, o cliente preenche um formulário informando com detalhes o dano causado ao veículo. A AutoGlass enviará email informando o endereço do posto de atendimento mais próximo e a data em que o cliente deverá comparecer ao local para realização dos reparos. O segurado que optar pela abertura do sinistro pela internet terá desconto no valor da franquia da garantia de vidros. O serviço está disponível para os clientes SulAmérica Auto em todo o Brasil.

Esse tipo de serviço deverá crescer entre as seguradoras. Afinal, os consumidores estão cada dia mais plugados e buscam comodidade para resolver seus problemas. Quem não ofertar essa comodidade, perderá mercado, com certeza.

Sustentabilidade em seguros

Matéria extraída do portal da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A chamada Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP FI), com apoio da HSBC Seguros, apresentou esta semana, em São Paulo, os Princípios para a Iniciativa de Sustentabilidade em Seguros. O processo pioneiro de desenvolvimento de princípios para sustentabildiade em seguros contou com a participação de empresários do setor, governo, órgãos reguladores e acadêmicos da América Latina e Caribe. Os quatro princípios são formados por um conjunto de boas práticas globalmente aplicáveis pelas empresas que buscam a redução do risco de desastres, o manejo saudável do ecossistema e a inclusão social financeira, sendo eles:

Princípio 1 – Considerar sistematicamente questões ambientais, sociais e de governança nas estratégias e operações comerciais; Princípio 2 – Unir participantes da indústria de seguros para aumentar a consciência sobre questões ambientais, sociais e de governança a fim de reduzir riscos e desenvolver soluções; Princípio 3 – Trabalhar em conjunto com a sociedade para melhorar a eficácia na implementação dos processos; Princípio 4 – Demonstrar transparência nas atividades e reportar o progresso na implementação dos Princípios.

“A elaboração destes princípios representa uma contribuição histórica e um compromisso de longo prazo da indústria global de seguros com a ONU para o cumprimento dos objetivos do desenvolvimento sustentável”, afirma o chefe da Iniciativa Financeira do PNUMA, Paul Clements-Hunt.

Além da América Latina e Caribe, as reuniões para apresentação e discussão dos princípios desenvolvidos acontecem em sete regiões geográficas: África, Ásia, Europa, Oriente Médio e Norte da África, América do Norte e Oceania. A natureza e o escopo destas reuniões são inovadores e irão assegurar que o processo de desenvolvimento deste projeto seja global, inclusivo e consultivo.

O lançamento oficial dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros será na Conferência Rio +20, que acontece no Rio de Janeiro, em junho de 2012. “Os objetivos desses Princípios são vitais para a saúde da indústria de seguros e para a economia da América Latina e Caribe. Eles representam práticas de seguros que consideram as questões ambientais, sociais e de governança, reduzem os riscos e encontram novas oportunidades de negócios”, explica Fernando Moreira, CEO da HSBC Seguros Brasil e co-presidente do Grupo de Seguros para América Latina do Programa de Políticas Ambientais das Nações Unidas. “Da mesma forma, tais práticas constroem uma indústria de seguros mais resistente, que pode servir melhor seus clientes e contribuir para a sustentabilidade ambiental, social e econômica”, completa.

A Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é uma parceria global entre o PNUMA e o setor financeiro global. Trabalha em estreita colaboração com cerca de 200 instituições financeiras, que são signatárias das declarações da Iniciativa, e com uma ampla gama de organizações parceiras.

O objetivo é desenvolver e promover vínculos entre a sustentabilidade e as práticas financeiras. Por meio de redes ‘ponto a ponto’, pesquisa e formação, a Iniciativa realiza sua missão de identificar, promover e realizar a adoção das melhores práticas ambientais e de sustentabilidade em todos os níveis das operações financeiras institucionais. Mas informações – www.unepfi.org

Grupo do Sotaque vira Associação das Seguradoras Internacionais

O jornal Valor Econômico traz hoje uma matéria sobre a transformação do Clube do Sotaque na Associação Brasileira das Companhias de Seguros Internacionais. João Francisco, presidente da HDI e presidente da entidade (foto), diz que o interesse é “ter uma atuação mais pró-ativa, defender os interesses de nossas associadas junto aos órgãos governamentais, defender a livre iniciativa e brigar contra a reserva de mercado.”

Segundo números da nova associação, as estrangeiras já representam cerca de 41,8% do mercado segurador no Brasil e o total de ativos das empresas alcança R$ 73,5 bilhões. Em prêmios emitidos, as estrangeiras ficaram, em 2010, com 35% do mercado, ou R$ 30,9 bilhões, do total de cerca de R$ 90 bilhões do setor como um todo, segundo Borges da Costa.

Para ele, a limitação do repasse do resseguro a empresas do mesmo grupo no exterior chega num momento já complicado para o mercado segurador internacional, após os prejuízos com a catástrofe no Japão e os preços em alta. “Aceitamos a reserva de mercado de 40% (também prevista nas resoluções 224 e 225 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), mas não aceitamos o limite de 20%”, diz ele ao Valor.

O assunto virou bandeira de várias entidades internacionais, que têm pressionado o governo brasileiro para mudar a medida. Segundo fontes do setor, há uma forte tendência do Ministério da Fazenda em elevar o percentual para 40% e também corrigir algumas distorções que geraram dúvidas e brechas no texto regulatório. Caso nada seja feito pelo governo, a saída será entrar com medidas legais que questionam a legalidade das resoluções.

Na entrevista do Valor, o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, diz que “não é por aí. Não é criando uma associação que vai melhorar o segmento. Acho que conhecemos mais o mercado brasileiro.” A CNSeg, de acordo com Gouvêa Vieira, é composta por 149 seguradoras – o total do mercado é de 196 empresas -, incluindo os 15 maiores grupos de operadoras de planos de saúde, que representam 37,7% do setor de saúde suplementar.

A nova associação conta com as seguradoras estrangeiras ACE, Allianz, Assurant, Berkley, Cardif, Chartis, Chubb, Fairfax, HDI, HSBC, Liberty, MetLife, Mitsui Sumitomo, QBE. Royal Sun Alliance, Santander, Tokio Marine, UBF e Zurich. Participam da diretoria Fernando Zambolim, da Zurich, Guilhermo Leon, da Chartis, Luis Maurette, da Liberty, Luis Roberto Paes Foz, da UBF, Patrícia Godoy Oliveira, da ACE e Paulo Marracini, da Allianz.

A link da materia do Valor é
http://www.valoronline.com.br/impresso/financas/104/429227/seguradora-estrangeira-cria-entidade-e-divide-setor

Geneva Association divulga estudo com perspectiva global sobre regulamentação e solvência

A Geneva Association, entidade que reúne mais de 80 CEOs do mundo todo com o objetivo de promover debates ligados à indústria de seguros, divulga hoje a publicação “The Fundamentals of Future Insurance Regulation and Supervision—A Global Perspective”. Escrito por supervisores, líderes acadêmicos e especialistas da indústria de seguros, o livro traz um olhar diferenciado sobre a perspectiva do desenvolvimento da regulação deste mercado no futuro.

Segundo Patrick M. Liedtke (foto), co-editor e presidente da Geneva Association, o livro é uma contribuição fundamental para os debates sobre regulamentação em curso em todo o mundo. “Nosso objetivo é proporcionar uma análise completa das mudanças a partir de profissionais do setor e especialistas financeiros. Essa perspectiva ampla contribui para que todos os envolvidos em construir um setor solvente acompanhem questões regionais num contexto mais amplo de uma indústria em constante mudança em seu regulamento”, comentou em nota.

Entre dos dias 25 e 27 de maio, a reunião anual da Geneva Association será realizada pela primeira vez no Brasil. Os principais CEOs do mundo estarão reunidos no Rio de Janeiro, onde debaterão as tendências da indústria e buscarão contribuir com suas idéias na construção de um futuro ainda mais promissor para um mercado que fatura anualmente mais de US$ 4 trilhões. Patrick Larragoiti, presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, é o único brasileiro a integrar o Conselho da Geneva Association. “Esse será um dos maiores eventos já realizados pela entidade”, prevê o executivo, anfitrião do evento.

Segundo fontes do setor, a reunião já conta com a confirmação de mais de 50 CEOs de seguradoras e resseguradoras mundiais. Dessas, cerca de 23 já estão presentes no Brasil e são responsáveis pela modernização de programas de seguros hoje disponíveis para a sociedade brasileira, bem como por garantir os principais projetos de infraestrutura brasileiros. Muitos dos participantes que já confirmaram presença vem ao Brasil interessados em conhecer melhor o país que está nos holofotes mundiais e verificar de perto as oportunidades que esse imenso mercado oferece aos acionistas.

A indústria de seguros brasileira apresentou crescimento de dois dígitos na última década. Em 2010, evoluiu 15%, para vendas de R$ 111 bilhões. A previsão de crescimento para os próximos anos é otimista, tendo em vista que o país sediará a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016. Segundo projeções da consultoria Siscorp, o faturamento da indústria deverá superar R$ 237 bilhões em 2020, representando 4,2% do PIB projetado para o mesmo ano, o que equivale a uma taxa média de crescimento de 6,6% por ano a partir de 2010, resultando num crescimento acumulado de 90,4%.

O estudo completo da Geneva Association pode ser acessado no link http://www.genevaassociation.org/pdf/News/Press_Release_7-11_FINAL.pdf

Liberty, a seguradora oficial da Copa 2014!!!!

Ser especialista em um setor tem as suas vantagens. Você acaba tendo a exata noção do que uma notícia representa para uma empresa, para um executivo e para o setor. Estou tão feliz pela Liberty ser a seguradora oficial da Copa. Primeiro porque é um fato inédito para a indústria de seguros no Brasil. Na história da Copa também. Teve apenas uma seguradora alemã de 1970 até hoje que apoiou o mundial na categoria nacional. Considerando-se o mercado financeiro, apenas bancos e administradoras de cartões de crédito tinham cacife e coragem de apoiar um evento desta magnitude. Agora temos uma seguradora.

Segundo porque ela só chegou a essa notícia por ter feito muita coisa nos últimos anos, como modernizar produtos, economizar custos para ofertar preços acessíveis e aportes de capital para estar solvente e assim poder avançar. Além contribuir para divulgar o setor, essa iniciativa é excelente para uma das maiores seguradoras dos EUA construir a sua imagem com algo que é a paixão do brasileiro. Ajudará também a divulgar este novo Brasil, hoje muito mais do que o país do futebol para o mundo.

“O Brasil é a bola da vez. Todos olham para o Brasil. E nos estamos aqui faz tempo. Entramos na época do Fernando Henrique, construímos a empresa na gestão Lula e agora estamos pronto para aproveitar todas as oportunidades e crescer junto com este país que ainda tem tanto a conquistar”, diz visivelmente emocionado Luis Maurette, presidente da Liberty Seguros.

Ele passou o dia inteiro ontem numa feliz jornada de luzes, câmera e ação, para contar a vários públicos, em três idiomas (português, inglês e espanhol), o grande desafio de apoiar a FIFA na preparação do maior evento esportivo do mundo. Sorte contar com uma equipe de peso para comandar todo o trabalho que esta iniciativa vai gerar. Sorte também dessa equipe que tem a chance de trabalhar num projeto desse. E sorte de quem for contratado, pois será preciso reforçar o time para sustentar o crescimento.

O apoio a Copa 2014 traz também uma grande vantagem num momento de pleno apagão de profissionais no setor em razão do veloz crescimento da indústria de seguros. “Com certeza nos ajudará a reter e atrair talentos, pois os profissionais hoje buscam mais do que bons salários, benefícios e a oportunidade de trabalhar em outros países oferecidas pela companhia. Eles querem projetos que emocionem e que realmente sejam importantes para todos”, comenta Luis.

Desejo tudo de bom e poucas matérias no sentido do uso do seguro. Torço para que tudo corra bem com os preparativos da Copa e que os especialistas da Liberty possam ajudar os organizadores a construir um evento seguro sugerindo gerenciamento de riscos e apólices que protejam a todos caso um infortúnio ocorra. Enfim, o que todos desejam é uma Copa sem acidentes e com muita infraestrutura para dar vazão a tantas emoções que um mundial desse traz para um país. A matéria completa desta entrevista você poderá ler na próxima edição da Revista Apólice.

Antonio Cassio é CEO de seguros da AL na Zurich

Antonio Cassio dos Santos, que depois de 11 anos no comando da Mapfre Brasil, assume em maio o cargo de CEO de seguros gerais da América Latina da Zurich Financial Services, segundo comunicado divulgado ontem na sede do grupo na Suíça.

Cássio continuará, de certa forma, utilizando o jogo de cintura que aprendeu na Mapfre nos últimos anos para lidar com os espanhois do Santander, agora sócio da Zurich na holding de seguros anunciada recentemente e que ficará sediada em Madri, Espanha.

O grupo tem apostado fortemente no Brasi nos últimos dois anos. Reestruturou toda a area de seguros gerais e criou a área de vida após ter comprado a Minas Brasil do banco Mercantil, com a contratação de uma ampla equipe. Santos sucederá Peter Rebrin, que assumiu o comando do Bank Distribution LatAm General Insurance. Cassio ficará sediado em São Paulo e responderá para o CEO de Seguros Gerais do grupo, Mario Greco.

Idealizando o sonho seguro

Pessoal, vou ficar fora uns dias. Mas gostaria de manter contato com vocês. Toda vez que vierem aqui buscar uma informação, o que já se tornou um hábito, vamos criar um outro hábito. O de praticar algo bom para vocês e, consequentemente, para todos aqueles que convivem com vocês. E assim sucessivamente. Assim quando eu voltar terei fontes mais felizes!!!

Então quando vierem aqui lembre-se de fazer um elogio como sugere o psicólogo Arthur Nogueira, de ter uma atitude gentil no trânsito como promove a Porto Seguro, de criar produtos com responsabilidade social como prega a Liberty, de buscar um canteiro ou uma praça para adotar como a HDI, de descobrir um dom como os irmãos Dabus encontraram na música instrumental, de dar um conselho como a cozinheira aposentada da campanha da Allianz ou de estimular alguém a praticar esporte e saúde, como a Bradesco.

Volto no início de maio e espero ter muitas notícias que ajudem todos a idealizar um Sonho Seguro. Ou não. Bem, mente aberta para escolher o melhor.

Até mais!!!

Denise

TERAPIA DO ELOGIO
Arthur Nogueira (Psicólogo)

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram. A ausência de elogio está cada vez menos presente nas famílias. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc.

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto. Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos. Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Pense nisso!

Famílias poupam mais, segundo Fenaprevi

Se por um lado as famílias se endividam mesmo com o aumento do IOF promovido pelo governo para conter o avanço do crédito e consequentemente do consumo, do outro temos indivíduos poupando. Pelo menos é isso que mostram os números divulgados hoje pela Fenaprevi, entidade que reúne 64 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar no país.

Segundo a pesquisa realizada mensalmente, os planos de previdência arrecadaram R$ 7,6 bilhões no primeiro bimestre deste ano, o que representou um crescimento de 25,16% na comparação com o mesmo período de 2010. Cinco pontos percentuais a mais do que a evolução do crédito concedido pelos bancos no mesmo período. A carteira do setor totalizou R$ 229,1 bilhões. “Começamos o ano em ritmo forte. O crescimento da massa salarial e o aumento da renda familiar estão contribuindo para o investimento em formação de poupança de longo prazo”, avalia Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi, em nota divulgada.

O VGBL acumulou R$ 6,1 bilhões, com alta de 27,62%. O PGBL, por sua vez, apresentou alta de 28,68% arrecadando R$ 1 bilhão frente aos R$ 788,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Os planos tradicionais apresentaram queda de 2,14% no período com arrecadação de R$ 522,3 milhões, em relação aos R$ 533,7 milhões de 2010.

Os planos individuais cresceram 27,04% e acumularam R$ 6,4 bilhões no primeiro bimestre deste ano em relação ao acumulado de 2010. Os planos empresariais tiveram alta de 14,51% e aportes de R$ 976,4 milhões. Os planos para menores arrecadaram R$ 256,3 milhões, alta de 22,95%, informa a Fenaprevi.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação em fevereiro de 2011, com 27,71% do total arrecadado, BrasilPrev (27,05%), Itaú Vida e Previdência (23,71%), Caixa Vida & Previdência (6,39%), Santander Seguros (4,66%), HSBC Vida e Prev (4,04%), Sul América (0,91%), Safra Vida e Prev. (0,90%), Icatu Seguros (0,88%), Metropolitan Life Seg. Prev. (0,73%). As demais seguradoras somam, no total, 3,03% da arrecadação.